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Negócios inovadores pedem manobras específicas

Você certamente já ouviu a expressão: “tenho uma ideia realmente inovadora e revolucionária que tem tudo para dar certo!”. Em tempos de crise então, nem se fala! Tem muita gente com ideias mirabolantes por aí, para seus negócios próprios. Mas o que é realmente um negócio inovador?
Hoje em dia, negócios inovadores também são sinônimos de “startup”, definição que se dá a empresas que se utilizam de modelos de negócios diferenciados. E esse tipo de empresa cresce em ritmo acelerado no Brasil. Segundo levantamento realizado pela ABStartups – Associação Brasileira de Startups (entidade sem fins lucrativos que promove o ecossistema brasileiro de startups desde 2011), em dezembro de 2015, o número de empresas em estágio inicial no país chegava a 4.151, representando um crescimento de 18,5% em seis meses, um crescimento considerável apesar da crise.
Mas se engana quem pensa que uma startup de sucesso está necessariamente ligada à tecnologia. Para ser realmente inovador você não precisa necessariamente desenvolver um software ou um sistema de última geração. É possível inovar em processos e em diferentes etapas de um negócio, independente do estágio que ele esteja. Pelo menos é nisso que o escritor, investidor-anjo e palestrante da A Magia do Mundo dos Negócios, um dos maiores portais de empreendedorismo do Brasil, João Kepler Braga, acredita. Não existem regras na hora de inovar em qualquer negócio, seja na área tecnológica ou não: “Uma padaria que propõe aos seus clientes, um drive thru, oferece uma opção a mais para aqueles que querem comprar pão sem sair do carro”, explica.
Segundo ele, para ser inovador um negócio precisa propor aos seus clientes soluções práticas e viáveis, que podem ser ainda inusitadas. “Isso acontece quando você entrega mais do que o consumidor esperava, e quando a própria forma com que a experiência de consumo é sentida pelo cliente pode fazer com que a surpresa positiva seja diferenciada”, explica.
Além disso, um produto inovador por si só já tende a ser mais atrativo no mercado do que um produto comum. “O que precisa ser trabalhado é a forma com que essa ideia/conceito é vendida no mercado e a maneira que chega aos seus consumidores. Um produto inovador tem que ser essencial ao ponto de não precisar ser ‘vendido’ e sim ‘comprado’”, resume o investidor-anjo.
Nas palavras do próprio especialista: “um empreendedor precisa da inovação nas veias”. Ou seja, é aquele que consegue enxergar além do óbvio e do esperado, e que deixa a imaginação e criatividade fluírem.
Cuidados-No entanto, o especialista alerta que é preciso saber quem são seus consumidores, onde eles estão e o quanto estão dispostos a conhecer você e pagar pelo que você oferece. “Estratégias são montadas em cima de constatações, por isso, a dica aqui é ficar atento aos sinais que o próprio mercado dá para não dar um tiro no pé”, reforça. Além disso, quem deseja apostar em um negócio não pode deixar de manter o foco. Precisa estar ancorado no propósito do negócio ou produto, desde a elaboração do projeto até seu processo de produção, além da comunicação e lançamento estruturados de forma estratégica. Kepler pontua três regras fundamentais para um negócio inovador:Quem disse que seu negócio é original e inovador? Realizar pesquisas e conhecer a fundo o seu mercado é fundamental.
Originalidade requer a criação de sistemas. Se você realmente for o primeiro a fazer algo, precisará implantar todo um modelo de gestão do qual não terá um modelo para se espelhar ou adaptar.
Quem é original e inovador precisa ter coragem de arriscar. Tudo que é novo pode causar certa estranheza, por isso, o empreendedor precisa estar preparado para enfrentar os desafios de “alfabetizar” seus futuros clientes.
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