Valorização

Queda excessiva do dólar prejudica a geração de emprego no Brasil

A indústria brasileira acompanha com muita preocupação a atual trajetória de valorização da taxa de câmbio. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta quinta-feira (23) nota oficial alertando para que o governo adote mecanismos que evitem a volatilidade excessiva e valorização permanente da moeda brasileira. “É possível atuar para evitar flutuações excessivas na taxa de câmbio originadas do mercado doméstico e mundial e, principalmente, coordenar as políticas domésticas para minimizar os efeitos indesejados sobre a taxa de câmbio”, diz o documento.
Somente nos dois primeiros meses de 2017, houve uma queda adicional de 7,2% no preço do dólar, totalizando 23% desde janeiro do ano passado. Ao tornar os bens importados mais baratos, a valorização excessiva do Real pode causar danos irreparáveis nas estratégias das empresas e no investimento, impactando fortemente a competitividade das indústrias e a geração de empregos no país.
Leia o documento na íntegra.
Câmbio preocupa a indústria
A CNI acompanha com muita preocupação a atual trajetória de valorização da taxa de câmbio. A taxa de câmbio real/dólar caiu 17% ao se comparar a média mensal de janeiro e dezembro de 2016. Somente nos dois primeiros meses de 2017, houve uma queda adicional de 7,2%, totalizando 23% em um espaço de 14 meses. Essa forte mudança no preço da moeda estrangeira pode causar danos irreparáveis nas estratégias das empresas e no investimento. Como as operações de comércio exterior têm prazos longos, negócios de exportação realizados há seis meses, com uma determinada taxa de câmbio, tem seu fechamento financeiro afetado quando a taxa de câmbio sofre valorização brusca e excessiva, consubstanciando-se muitas vezes em prejuízo.
O nível da taxa de câmbio é uma variável fundamental no processo de desenvolvimento econômico, pois alterações na taxa de câmbio podem provocar importantes efeitos sobre a estrutura produtiva e de emprego do País. Seu comportamento reflete diretamente na competitividade da indústria, pois sua valorização torna os produtos estrangeiros mais competitivos frente aos nacionais, seja no mercado doméstico, seja no exterior.
Ao tornar os bens importados mais baratos, sobrevalorizações cambiais excessivas e prolongadas reduzem a lucratividade da produção e do investimento em setores de bens comercializáveis (que são transacionados internacionalmente). Ao mesmo tempo, o preço de não-comercializáveis fica artificialmente mais elevado. Como setores de bens comercializáveis são, tradicionalmente, setores que tendem a ter maior capacidade inovadora, maior agregação de valor e maior nível de produtividade, a valorização provoca a transferência de mão-de-obra de setores de baixa produtividade para os de alta produtividade, com impacto negativo no nível de produtividade geral da economia.
Volatilidade também é problema. Não só a trajetória de valorização em si é nociva, a própria instabilidade, ou volatilidade, da taxa de câmbio também é muito negativa. Sondagem realizada pela CNI coloca a instabilidade da taxa de câmbio entre os principais problemas enfrentados pela indústria em 2016. A instabilidade dificulta a formação de preços, as decisões de investimento e de produção das empresas industriais.
A necessária ação da política econômica
No curto prazo, é indispensável adotar mecanismos que evitem a valorização permanente da moeda brasileira, que retira a competitividade dos produtos brasileiros, tanto no mercado brasileiro como no mercado global, bem como suas oscilações excessivas. É difícil alterar a tendência dos movimentos cambiais globais. Todavia, é possível atuar para evitar flutuações excessivas na taxa de câmbio originadas do mercado doméstico e mundial e, principalmente, coordenar as políticas domésticas para minimizar os efeitos indesejados sobre a taxa de câmbio.
A vigência de uma política monetária muito restritiva, em função da permanência de déficits fiscais elevados, provoca a ocorrência de taxas de juros brasileiras muito acima das taxas internacionais. O diferencial de juros atrai recursos externos que fomentam uma valorização da moeda brasileira não fundamentada nos fatores reais de custo e competitividade. A convergência da inflação para a meta permite, e justifica, a redução desse diferencial, com queda mais pronunciada dos juros domésticos.
É, portanto, fundamental que os formuladores de política tenham em mente os efeitos da valorização cambial não só na inflação como no restante da economia, em especial na indústria.
A CNI reconhece que os problemas de competitividade não se resumem à taxa de câmbio. As reformas microeconômicas voltadas para o aumento da competitividade são igualmente fundamentais e a CNI espera que essa agenda receba máxima prioridade.
Contabilidade na TV / contabilidadde na

A crise atingiu sua empresa?

Quando entramos em uma recessão, logo surgem dois movimentos. Do lado do consumidor, as prioridades e os gastos encolhem. Do lado da empresa, corte de despesas, redução de preços einvestimentos suspensos.
Nessa hora, a pressão para a diminuição de custos leva a cortes indiscriminados e falar em investimento se torna quase palavrão. Pouca gente lembra que as crises terminam uma hora e precisará se manter competitivo para voltar ao jogo.
Como se costuma dizer, há o risco real de jogar fora o bebê junto com a água do banho.
O dilema curto prazo versus longo prazo se apresenta também para as grandes empresas, como foi flagrado na pesquisa anual As Marcas Mais Valiosas do Brasil, da consultoria Interbrand.
A pesquisa constatou que as empresas listadas no topo do ranking foram as que mantiveram os investimentos estratégicos em 2015. Quem não teve esse cuidado, despencou. A preocupação comum a todas foi manter a fidelidade dos clientes e continuar a ser a marca de preferência quando a crise passar.
Para quem está no sufoco, como a grande maioria dos pequenos empresários no momento, trata-se de uma tarefa dura. Como identificar as áreas críticas em que a falta de investimento pode ser fatal ao futuro da empresa?
Para encontrar respostas, fizemos a mesma coisa que o paulistano Rogério Tassitani, sócio-diretor da loja Ferrowidia – buscar ajuda de consultor (veja a história de Rogério). Saiba o que os especialistas em gestão recomendam e entenda como o empresário manteve as rédeas do negócio em períodos de baixo crescimento.
VISÃO GERAL
Controlar despesas deveria ser parte da prática normal de uma empresa, reforçam todos os consultores. Mas só ganha importância para a maioria dos empreendedores quando a recessão aperta e ficam às voltas com um plano de cortes. Conselho dos especialistas – não perca a visão geral e o que é estratégico. Veja as diretrizes que eles recomendam:
“Coloque esforços onde terá mais retorno” – Para Adriano Correa, sócio de advisory da BDO, o pequeno empresário deve ter três cuidados: “focar nos produtos corretos, investir nos melhores recursos e se livrar dos clientes que dão prejuízo”. Para fazer essa análise, precisa colocar tudo na ponta do lápis. “A ideia é garantir a manutenção do fluxo de caixa. Neste momento, ele é mais importante que o lucro.”
“Preserve o que é diferente e atrai o cliente.” Francisco Guglielme, conselheiro de empresas e professor de Gestão de PMEs na FGV-SP, recomenda priorizar a satisfação dos clientes e a proteção contra novos concorrentes. “Para os pequenos, trata-se de agüentar o tempo que for possível até a retomada do crescimento. Para isso, é necessário se conformar com a perda de lucratividade.”
“Comece a olhar o que é essencial e identifique o vai se traduzir em receita.” – Adriano Vargas, diretor da PwC, lembra que há um olhar equivocado sobre o conceito de despesas. “Os empresários costumam pegar um departamento já deficitário e cortar mais, sem separar os custos críticos dos não críticos”, disse. Um exemplo simbólico é o cafezinho, um clássico dos cortes de baixo resultado e impacto emocional nocivo sobre o clima interno.
“Identifique a estrutura necessária de pessoas, competências e equipamentos para conseguir entregar o que vende.” Vanildo Veras, vice-presidente da Aescon-SP, contabilista e consultor, ressalta que, para tomar essa decisão, “o empresário precisa ampliar a visão do negócio. Se fizer a gestão do custo pelo custo, pode perder a capacidade de atender quem está comprando”.
“Separe o que é operacional do que é estratégico e invista no estratégico.” Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae, considera que como uma das razões para os cortes indiscriminados a confusão que as empresas ainda fazem entre custos e investimentos. “Investimentos”, ele lembra, “estão ligados ao planejamento de longo prazo e ao que vai garantir o futuro da empresa. Custos são os recursos necessários para operacionalizar o negócio, como salários, aluguel, luz, água, telefonia.” (Veja a cartilha do Sebrae Alavanque sua Empresa em Tempos de Turbulência)
O QUE PRESERVAR NA TEMPESTADE
1 – Eficiência na gestão
Avalie a necessidade de investimentos em relação a dois pontos: registrar, mensurar e avaliar os custos operacionais e administrativos; e melhorar processos. São ganhos invisíveis, que despertam pouco interesse nos bons tempos, mas farão toda a diferença para chegar a uma empresa enxuta e eficiente.
Não sabe por onde começar? Só tem o Excel para acompanhar o negócio? Para dar conta das tarefas, considere os seguintes caminhos: contratar um consultor de gestão; implantar um sistema de gestão financeira; usar melhor os serviços de assessoria contábil.
Com estes reforços, será possível atacar várias frentes em busca de eficiência:
• Ter o acompanhamento estreito dos resultados da empresa
• Revisitar os custos fixos
• Verificar o escopo dos contratos para uma renegociação
• Revisar os serviços para uma possível terceirização ou internalização
• Fazer o planejamento tributário
• Revisar os sistemas elétrico e hidráulico e o plano de telefonia
• Conferir se o estoque está alinhado com a demanda
2 – Ampliação dos canais de venda
Na crise, reforçar ou preservar o departamento comercial se torna uma operação de guerra para as pequenas empresas. Embora a equipe de vendas seja a responsável pela conquista dos clientes e faturamento da empresa, um comportamento recorrente dos pequenos empresários é trocá-la por outra mais barata ou simplesmente extingui-la. Se o vendedor se paga, não é um custo.
A hora é de ampliar a estrutura de venda, que pressupõe uma solução completa – estratégia comercial, canal físico e digital, capacitação dos vendedores e ferramentas para fazer acompanhamento de resultados.
3 – Cuidados com a imagem
Os investimentos em marketing e comunicação costumam estar entre as primeiras vítimas dos planos de corte de custos. A decisão é equivocada exatamente porque não se trata de custo mas de investimento. Destrói-se um longo trabalho de construção de imagem com esta decisão.
Os riscos são grandes. Cortar verbas de marketing pode ser danoso para as vendas. O vácuo gerado pela falta de comunicação pode levar à impressão de que a empresa entrou em crise ou fechou.
Em vez de cortar a área do orçamento, suas verbas devem ser revisadas com um olhar estratégico. Assim, quando o crescimento voltar, sua empresa será a primeira a ser lembrada pelos clientes.
4 – Dimensionar o valor da equipe
Ter uma equipe competente exige um investimento alto de tempo e dinheiro, que não é levado em conta quando se decide por uma redução indiscriminada de despesas. Demissão de funcionários faz parte das medidas automáticas tomadas por muitas empresas em dificuldades, com altos riscos para a capacidade de entrega e deatendimento.
Há um jeito certo de promover cortes de pessoal? Olhando o longo prazo, é preciso avaliar o quanto a empresa vai perder de conhecimento e de eficiência com as demissões. A decisão deve ser precedida de um esforço de avaliação para não perder os mais qualificados. Se for inevitável, investir em um plano de saída diminui o drama do momento e mantém as portas abertas quando as coisas melhorarem.
Depois do corte, é fundamental criar mecanismos de valorização para quem fica. Os consultores recomendam que os empreendedores se empenhem em manter um bom clima interno. Isto precisa de comunicação e transparência para que os funcionários se sintam envolvidos no desafio de manter a empresa aberta.
5 – Melhorar o contato BtoB
Um empresário não pode se isolar no seu negócio, há muito o que dividir e aprender com clientes, fornecedores e até concorrentes. Vale a pena esse investimento.
Lembrar que todos estão passando pelas mesmas dificuldades dá margem a relações ganha-ganha. Manter mais proximidade com os pares e buscar soluções em conjunto facilita renegociar contratos. Trata-se de uma prática mais saudável do que apertar um fornecedor ou trocá-lo.
O fornecedor deve ser visto como um aliado que pode ajudar a entender o problema do cliente e a encontrar uma nova solução, como fez o grupo atacadista Martins, ao convocar os 40 principais fornecedores do negócio para buscar saídas para um ano difícil.
Os riscos da inflexibilidade podem ser a quebra de confiança entre os parceiros, o desabastecimento e a queda da qualidade do serviço/produto.
6 – Inovar e manter a qualidade do produto
A necessidade de redução de custos leva à tentação de substituir os componentes dos produtos ou de diminuir o tamanho ou escopo, com o risco de cair a qualidade. A contrapartida está na análise fria do portfólio para avaliar quais produtos trazem maior retorno para o caixa e olhar os custos de produção para torná-lo mais competitivo.
Junto com a necessidade de melhorar a gestão, a preservação da qualidade abre espaço para o investimento em inovação, ferramenta de negócios pouco considerada pelos empreendedores durante os bons tempos.
Uma nova maneira de fazer as coisas pode ser aplicada ao marketing, à linha de produção, aos processos administrativos, à logística. Deixar de criar diferenciais para o produto pode levar à obsolescência.
7 – Atenção ao movimento dos clientes
Um antídoto ao risco de perder o cliente é se aprofundar nos seushábitos de consumo e perfil. Não se preocupou em saber quantos clientes aparecem todo dia? Qual o período de fluxo mais intenso e qual o valor do tíquete médio? Agora é a hora de investir nesse conhecimento.
Ter sistemas de gestão de clientes e de cobrança ajuda a descobrir os mais rentáveis e a manter um controle rígido da inadimplência. Quando o mercado não está competitivo, é ainda mais importante ficar atento ao que o usuário quer de fato, para que não vá buscar o produto no concorrente.
Diário do Comércio

Como incentivar a inovação em sua pequena empresa

Inovação. A palavra é repetida à exaustão e, muitas vezes, seu real significado perde-se no meio do dia a dia. Sem inovação, uma organização fica estagnada e fadada ao fracasso, uma vez que repete os mesmos erros e acertos em um ciclo sem fim. Dentre inúmeras ideias deinovaçãoexistentes, destacamos sete princípios que todo líder precisa saber para garantir o sucesso contínuo de suaorganização.
Veja abaixo a lista de sete dicas deinovaçãoe veja como elas podem te ajudar a levar o conceito para dentro de sua empresa:
1 – Inspiração:ainspiraçãopode vir de onde você nem imagina, inclusive de falhas. Aliás, partir de um ponto de dor é um ótimo start para começar a buscar qualquerinovação. Olhe sua empresa com cuidado e veja áreas que mais sentem dor. A partir disso, comece a identificar os pontos possíveis de serem mudados e comece a agir em cima disso.
2 – Ouça colaboradores: na correria do dia a dia doempreendedor, que precisa dar conta de tudo, nem sempre é possível parar e ouvir o que os seuscolaboradorestêm a dizer. Pois saiba que eles têmlições valiosaspara compartilhar com você que podem ajudar você a encontrar os pontos de sua empresa que mais precisam de inovação para oxigenar e crescer. Tente criar um modelo recorrente de reuniões de status para que vocês troquem ideias.
3- Ouça clientes:essa é a fonte de informação mais barata e importante que existe, no entanto, nem sempre é utilizada pelasempresas. Ter estreito contato comclientespara interpretar seus desejos pode lhe fornecer boas ideias deoportunidades de negóciopara a empresa.
4 – Valorize e recompense:reconhecer o esforço pessoal e da equipe, estabelecer objetivos claros e determinar formas de mensuração são estimulantes. As recompensas podem ser financeiras ou não, por exemplo, presentes, placas, troféus, folgas, comunicações públicas. O importante é que o empreendedor atrele às recompensas a criação de oportunidades deinovaçãopara serem desenvolvidas pela empresa.
5 – Invista em seu time: não considere o investimento em sua equipe como um curso extra, como um investimento que tem como objetivo principal ampliar a capacidade de usar melhor os recursos da empresa e, principalmente, desenvolver produtos e serviços inovadores.
6-Saber voltar atrás: toda inovação é arriscada, pois mesmo planejando, o resultado pode não ser o esperando. Por isso, qualquer que seja a mudança, deve-se mensurar resultados, com indicadores pré-estabelecidos. Se você concluir que a ação não está gerando o resultado esperado, tenha a humildade de parar e repensá-la.
7 – Repetição:crie um processo de inovação recorrente, para que o processo criativo de inovar não se perca pelo caminho. Pode ser por meio das reuniões recorrentes ou mesmo do projeto de valorização e recompensas: para o bem dos colaboradores e da organização, é importante que líderes estejam sempre ligados para buscar oportunidades nas ideias de inovação.
Pensando Grande

Diga não às metas

Se você optou por ler esse artigo, com certeza é porque achou muito estranho o seu título. Uma equipe que não trabalha com metas certamente está sendo subutilizada e seu líder não tem o controle do que está correndo e não sabe para onde está indo.
Metas muito fáceis de serem batidas podem fazer com que a equipe não mantenha o mesmo desempenho quando forem atingidas, por outro lado, as metas inalcançáveis farão com que a equipe tenha um alto teor de desmotivação, já iniciando o período com o pensamento negativo, sem realizar o esforço para tentar chegar à meta. Todas as metas devem ser baseadas em um estudo prévio onde seja possível quantificar o que a equipe fazia sem metas e vislumbrar onde a equipe pode chegar.
Seja qual for o ramo de atividades, serviço, indústria ou comércio, é imprescindível que existam metas da equipe e também individuais. As metas individuais servem para mostrar a cada um a sua produção, além de ser possível destacar o bom trabalho de forma individual. Se uma equipe atinge a meta, não quer dizer que todas as metas individuais estão boas, tendo esse controle o gestor poderá trabalhar individualmente, minimizando a discrepância do desempenho individual dos colaboradores.
Uma meta bem estabelecida fará com que o colaborador se esforce para alcança-la, ainda mais quando premiações estiverem envolvidas com o cumprimento da mesma. Tudo isso deve ser reconhecido pelo gestor, pois a não valorização de uma meta pode fazer com que os esforços para batê-la não sejam mantidos, fazendo a mesma cair em descrédito pela equipe. Não é necessária uma valorização em termos de dinheiro, mas de reconhecimento público, elogios, destaques, entre outros.
Além disso, as metas podem favorecer ao gestor em relação à tomada de decisões. Com elas é possível identificar quais colaboradores são mais produtivos, quais merecem ser premiados ou favorecidos com algum benefício. Enfim, as metas ajudam em diversos aspectos diferentes, devendo estar cada vez mais presente no meio empresarial.
Ser um gestor e não se preocupar com as metas, pode fazer com que sua carreira e equipe não durem por muito tempo. Lembre-se que o ser humano é movido a desafios. Manter uma equipe sem um objetivo a ser alcançado é extremamente prejudicial ao seu negócio, podendo gerar uma estabilização ou perda de crescimento.
Administradores

Como tirar proveito do comportamento bipolar do Mercado?

Sabe aquelas pessoas de lua? Aquelas que num dia são as mais felizes e simpáticas da face da terra e no dia seguinte são as mais tristes e rabugentas? Pois é, o Mercado Financeiro é pior. O humor do mercado às vezes passa do céu para o inferno não de um dia para o outro, mas de uma hora para outra. Assim, o bom humor da manhã, levando suas ações a obter forte valorização, pode dar lugar ao mau humor pela tarde, fazendo com que os lucros de até então, transformem-se em prejuízos!
Se você já investe há algum tempo, sabe bem do que estou falando. A grande questão a ser respondida é: Como você, enquanto investidor pode se aproveitar desse comportamento bipolar do mercado? Como fazer para turbinar seus rendimentos a partir desse viés temperamental do Mercado Financeiro?
Se você tem uma namorada ou namorado temperamental, você já sabe o que fazer. Aja da mesma forma que age com ele(a). Você certamente não aprecia muito a variação de humor da pessoa amada, mas simplesmente entende que ela é assim e aprendeu a conviver com isso. Você gostaria que ela fosse uma pessoa constante, mas ela não é e ponto final.
A essa altura do campeonato, você já deve saber que não adianta discutir, bater de frente, nem nada disso. O melhor a fazer é aceitar esse comportamento e manter uma distância segura em dias “difíceis” e aproveitar ao máximo os dias “de alegria”.
Você pode não saber, mas aquela pessoa “complicada” lhe deu uma importante lição sobre como agir diante do Mercado Financeiro. Perto dele, a sua namorada vai parecer a pessoa mais normal do mundo.
Vamos ao que interessa. A postura ideal para um investidor diante desse cenário, seria:
Em momentos maníaco-depressivos: Manter-se afastado. Só observando. Quando perceber que aquele surto neurótico está chegando ao fim, aproveitar e comprar as pechinchas que estarão disponíveis a preços muito baixos, afinal, o mau humor e pessimismo do mercado fez com que o valor das ações se depreciassem consideravelmente, gerando boas oportunidades para quem vislumbra um horizonte temporal mais longo.
Em momentos de grande euforia: Momentos como esses, em que a Bolsa de Valores bate sucessivos recordes e o preço das ações vai para as alturas, são ideias para o investidor que comprou suas ações no momento de “mau humor” do mercado. Agora, pode ser uma borá hora para vender seus papéis e embolsar parte do lucro obtido, enquanto você espera pela próxima oportunidade!
Uma coisa é certa, assim como as namoradas temperamentais, o Mercado Financeiro altera seu humor com uma frequência assustadora! Em ambos os casos, o segredo para uma relação bem-sucedida reside em agir de acordo com o momento!
Revista Incorporativa

Dólar tem maior valor desde agosto de 2004

A crise instalada entre Planalto e Congresso segue contaminando o humor dos mercados domésticos e levou o dólar à vista a ultrapassar os R$ 3,00 na sessão desta quinta-feira, em meio ao risco de que a disputa política ameace a implementação das medidas de ajustes fiscal propostas pelo governo. No exterior, o forte viés de alta para a moeda americana também contribuiu para a trajetória de valorização da divisa por aqui. Além disso, a atuação de especuladores influenciou o movimento da moeda americana, em uma tentativa de testar a disposição do Banco Central de intervir no mercado via leilões, com o objetivo de conter a disparada.
O dólar à vista terminou o dia em alta de 1,01%, aos R$ 3,009, o maior preço desde 13 de agosto de 2004 (R$ 3,021). Na mínima, ficou em R$ 2,979 (estável), enquanto na máxima, marcou R$ 3,021 (+1,41%). Nesses quatro dias úteis de março, a moeda já acumula valorização de 5,36% e, em 2015, sobe 13,33%.
No exterior, o euro caiu abaixo de US$ 1,10 pela primeira vez desde 5 de setembro de 2003, influenciado pelas expectativas com o início do programa de relaxamento quantitativo – conhecido como QE – do Banco Central Europeu (BCE). Nesta quinta-feira, Mario Draghi, presidente da instituição, afirmou que as compras de bônus soberanos terão início da próxima segunda-feira.
A crise instalada entre Planalto e Congresso ganhou um novo capítulo na primeira sessão da CPI da Petrobras. Isso porque a comissão é presidida por Hugo Motta (PMDB-PB), que é aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos nomes que vazaram da lista de Janot. Em represália, Cunha estaria por trás das medidas aprovadas na quinta durante a CPI, todas desfavoráveis ao PT e ao governo federal.
À tarde, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, recebeu representantes da Standard & Poor’s. Ele tentou convencer os integrantes da agência de que, apesar da falta de apoio da base aliada, a meta de superávit primário de 1,2% do PIB neste ano será entregue e que os riscos relacionados à Petrobras e ao abastecimento de energia estão controlados. Ainda em Brasília, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra cerca de 45 parlamentares com mandato.
Na esteira da disparada do dólar e em meio à continuidade da deterioração das expectativas dos investidores diante da tensão política, os juros futuros marcaram a quarta alta consecutiva. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2016 (228.365 contratos) indicava 13,33%, ante 13,21% no ajuste de quarta-feira.
O cenário político continuou roubando a cena e imputando uma nova sessão de perdas à bolsa brasileira. A queda foi puxada, no entanto, por Vale, depois que a China reduziu sua meta de crescimento para este ano para cerca de 7% – um nível não visto desde 2004 e 0,5 ponto percentual abaixo do alvo para 2014, de 7,5% -, e o preço do minério despencou 4,5%. Vale ON recuou 4,36%, e a PNA, 4,08%. Petrobras conseguiu se segurar em alta – subiu 0,66% na ON e 0,76% na PN, assim como Gerdau, que marcou alta de 1,82% (PN), enquanto Metalúrgica Gerdau PN avançou 2,79%. O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,20%, aos 50.365 pontos.
Jornal do Comércio

A hora das pequenas e médias empresas

Aproveitando a atual fase de valorização do dólar diante do real, pequenas empresas têm procurado colocar no mercado externo os seus produtos, principalmente os manufaturados de pouco valor agregado. É o que mostram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC referentes a 2014, que assinalam o crescimento do número de empresas exportadoras.
Segundo o MDIC, no ano passado, 19.250 empresas aturaram no comércio exterior contra 18.809 em 2013, o que equivale a um crescimento de 2,3% no período. Essa evolução, porém, pouco representa no total da receita das exportações, já que o segmento ainda não é expressivo.
Na verdade, 50% do que é exportado pelo País provém de 40 grandes empresas exportadoras de commodities agrícolas e minerais, entre elas Vale, Petrobras, Bunge, JBS e BRF, só para citar as cinco maiores. Obviamente, a queda de 7% registrada na receita exportadora está ligada ao desempenho das grandes empresas.
Seja como for, é de se assinalar como bem-vindo o crescimento da participação das pequenas e médias empresas nas vendas externas. São empresas que oferecem produtos de baixa tecnologia, mas que se têm beneficiado do câmbio para tornar suas mercadorias mais competitivas no mercado internacional. Para este ano de 2015, a expectativa é que cresça o número de exportadores nessa faixa de comércio.
Para tanto, é fundamental a revisão de metas que fez o MDIC no atual governo, ao reconhecer implicitamente o desastre da política externa que marcou os últimos doze anos e priorizar uma reaproximação com os Estados Unidos, cuja economia vem apresentando sinais de crescimento. É de se lembrar que o mercado norte-americano, o maior do planeta, tem muito espaço para produtos de pouco valor agregado, assim como para os produtos industrializados mais sofisticados do Brasil, que, infelizmente, hoje, têm pouco poder de competição. Nesse caso, 2015 para esse segmento não se afigura com boas perspectivas, especialmente em razão da crise pela qual passa a Argentina, tradicional mercado para esse tipo de produto.
Diante disso, é importante que tanto o governo federal como os bancos privados facilitem o acesso a linhas de crédito que possam permitir o crescimento das pequenas e médias empresas no comércio exterior. Hoje, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as pequenas empresas representam 62% do total de exportadores brasileiros, mas são responsáveis por apenas 1% do total exportado, ou seja, US$ 2,2 bilhões.
É preciso, portanto, criar condições para que as pequenas e médias empresas tenham maiores facilidades de acesso ao mercado externo, independente de que sejam fabricantes de produtos com baixo nível de tecnologia ou de produtos industrializados mais sofisticados.
Revista Dedução