Trabalho

Maneiras simples de construir bons relacionamentos no trabalho

Monica Link é uma profissional americana que tem anos de experiência. Ela defende a construção de relacionamentos no ambiente de trabalho depois de passar por situações nada agradáveis – justamente em consequência do ambiente nada amigável em que se encontrava. “No começo de minha carreira, encontrei uma dificuldade no meu caminho que não teve nada a ver com minha competência. Eu havia entrado em um ambiente de trabalho envenenado, sério, truncado”, conta.“A falta de convites de almoço, a pouca conversa, tudo foi um aprendizado que meus novos colegas estavam me passando, porque eu entendi a importância de conhecer as pessoas com que trabalhamos. Agora, anos depois e regras mudadas, encorajo todo mundo a investir na construção de bons relacionamentos com seus colegas de equipe”, defende.Para ajudar outras pessoas na construção de bons relacionamentos profissionais, Link escreveu para o site Motto – não só sobre suas constatações – porém, mais do que isso, deu 3 dicas valiosas para aqueles que desejam trabalhar o ambiente de trabalho, tornando-o mais saudável.
1. Pausa para o café-Coloque assuntos de trabalho de lado e apenas converse. Para desenvolver empatia real com seus colegas, você deve “baixar a guarda” um pouco. Fale sobre interesses em comum e bobagens cotidianas. Se existe alguém de outra cultura em sua empresa, por exemplo, você pode usar isso para aprender mais sobre seus costumes e crenças – e dividir um pouco dos seus. Quando existe o interesse pela vida de uma pessoa fora da empresa, há mais chances de desenvolvimento de conexões autênticas.
2. Elogie seus companheiros de equipe-Vamos falar a verdade: todo mundo está ocupado e, por isso, muitos trabalhos interessantes podem passar despercebido aos olhos alheios. Por isso, seja aquela pessoa que não tem medo de dizer: “adorei o seu trabalho naquele projeto” ou “excelente ideia”, quando um colega fizer algo louvável.Quando você não foca em competir com seus colegas e consegue tirar uma pequena parte do seu tempo para destacar a boa tarefa de outra pessoa, não está somente sendo um “bom companheiro”. Mas, também, se posicionando melhor, criando possíveis aliados no escritório.
3. Faça happy hour-Se as interações sociais durante o expediente estiverem desagradáveis, considere organizar ou participar de encontros depois do expediente. Você e seus colegas vão estar mais relaxados quando estiverem livres de atribuições e prazos. Uma dica, porém, é: nunca beba demais. Afinal, ficar embriagado não é nada profissional, e você não quer dar a ninguém uma razão para fazê-lo.Não importa a forma de quebrar o gelo, lembre-se sempre de que, como qualquer relacionamento, as amizades no trabalho exigem esforço, mas também deverão se desenvolver naturalmente. Não force, mas não deixe de se abrir para as oportunidades que permitam conexões genuínas.
Brasil Econômico/IG

A empresa pode divulgar motivos das faltas de funcionários?

O funcionário que não comparece ao trabalho, sem motivo justificado, poderá ter o dia não trabalhado descontado de seu salário e também pode sofrer uma punição pelo empregador, como uma advertência, suspensão, ou até dispensa por justa causa no caso das faltas serem continuadamente repetidas.
Por outro lado, caso a falta seja justificada – como, por exemplo, em razão de motivos médicos e seja comprovada por atestado – não poderá ser feito nenhum desconto salarial e o funcionário também não poderá sofrer qualquer espécie de punição por esse motivo.
Em quaisquer casos a empresa não deve divulgar para os demais colegas a falta ou o seu motivo, seja ele justificado ou não. A divulgação sistemática desse tipo de informação no ambiente de trabalho pode gerar constrangimento ao trabalhador, inclusive expondo fatos de sua vida pessoal que talvez ele não queira ver divulgado.
Além disso, a publicidade dada pela empresa desse tipo de informação pode configurar uma forma de intimidação para que os demais funcionários evitem faltar, mesmo que por motivo justificado, uma vez que pode vir acompanhada da criação de um estigma negativo sobre a pessoa que se ausenta no serviço.
Exame.com

Contabilidade Comercial ou Livro Caixa?

A Contabilidade Comercial é um instrumento que fornece o máximo de informações contábeis vitais para a tomada de decisões da empresa, através desta contabilidade é possível mensurar o patrimônio comercial, ou seja, o conjunto dos bens, direitos e obrigações do comerciante. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o Novo Código Comercial (NCC) obrigam as empresas a apresentarem suas demostrações contábeis através da Contabilidade Comercial.
Para as empresas optantes pelo Simples Nacional ou Lucro Presumido existe a possibilidade de registrarem suas operações fisco/contábeis no livro caixa ou contabilidade comercial. Porém, a legislação do imposto de renda aceita o Livro Caixa com as limitações que são impostas a quem desejar fazê-lo.
Há de se destacar que as sociedades empresariais devem seguir um sistema de contabilidade que inclua o Balanço Patrimonial, por imposição do Artigo 1.179 do Código Civil. A propósito, os artigos 1.180 e 1.181 do mesmo Código preveem a obrigatoriedade da autenticação do Livro Diário no órgão competente com a escrituração contábil evidenciada na legislação vigente.
Elenco os principais motivos que evidenciam os benefícios aos empresários que têm seus registros através da contabilidade regular:
• Obter a informação real da performance de sua empresa em determinado período e, com isso, facilitar a tomada de decisões, quer com relação aos custos e despesas, como também com indicadores econômicos e/ou financeiros;
• Maior facilidade na obtenção de empréstimos com instituições financeiras, inclusive o BNDES para financiar projetos e investimentos inerentes à atividade da empresa;
• Participação em licitações;
• Possibilidade de requerer Recuperação Judicial e obter os benefícios da falência, que são franqueadas apenas às empresas que tenham contabilidade regular. Aliás, a Lei 11.101/2005 prevê punições pela inexecução ou falhas na escrituração contábil;
• Maior possibilidade na distribuição de lucros, dado que ela se dará não pelas regras do RIR para aquelas que tenham Livro Caixa e sim pelo real resultado obtido pela sociedade;
• Produzir provas judiciais através de perícias contábeis, notadamente na Justiça do Trabalho, onde impera o princípio da inversão do ônus da prova.
Diante do exposto, temos orientado todos os clientes a manter a contabilidade comercial nos moldes previsto na legislação vigente e em observância aos Princípios Gerais de Contabilidade, não só pelos benefícios acima, mas também pela completa observância das normas da profissão.Entendemos que cabe a nós contribuir e motivar os profissionais de nossa área, bem como empresários e a sociedade com um todo, a refletir e entender questão de total importância.
IN-Investimentos e Notícias

Como ser mais produtivo no trabalho

O ambiente de trabalho é um lugar que, por si só, exige concentração, esforço, dedicação e organização, principalmente. Seja empregador ou funcionário, as tarefas devem respeitar o prazo e também prezar pela qualidade do trabalho executado.
Como aumentar minha produtividade? É a pergunta de qualquer pessoa que trabalha, seja como empregado ou dono do próprio negócio. Para ser uma pessoa produtiva não são necessárias graduações, cursos e outros aditivos, mas sim força de vontade e responsabilidade com o trabalho a ser prestado.
Empregadores e empregados sofrem com as pequenas distrações que, se analisadas em longo prazo, podem indicar uma perda de tempo de produção considerável. Com as diversas ferramentas tecnológicas existentes hoje em dia, por exemplo, torna o trabalho mais fácil e consequentemente aliado ao esforço da equipe, aumenta a produtividade no trabalho.
Partindo disso, a coach Madalena Feliciano, da Outliers Careers, empresa paulista de recolocação de mercado, indica sete dicas para melhorar a produtividade no ambiente de trabalho.
Organize as tarefas do dia
Manter as tarefas a se realizar são importantes, pois dão um “norte” maior ao profissional. Ao fazer uma lista das principais atividades do dia, ele programa também o tempo para desempenhar as funções. “Cada atividade tem uma importância individual, por isso é importante separá-las de acordo com a urgência e prioridade com que devem ser executadas”, diz Madalena.
Controle o tempo de trabalho e descanso
É preciso respeitar o horário de trabalho, mas também levar em consideração os momentos de descanso e lazer com a família. “A partir do momento que o profissional leva o trabalho para casa e deixa de fazer coisas normais do dia a dia em função do trabalho, ele não é produtivo, pelo contrário, está até mesmo prejudicando sua saúde”, segundo a coach.
É recomendável pequenos intervalos a cada atividade realizada dependendo do tempo usado para executá-la e também a dificuldade da função. “Se a atividade estiver muito complicada, peça auxílio de outras pessoas. Em alguns momentos é difícil manter a concentração, então o ideal é levantar-se, alongar o corpo, tomar um copo d’água, ir ao banheiro, tomar um ar, por exemplo, são atitudes pequenas que relaxam a mente e melhoram a capacidade de pensar e resolver problemas” indica a profissional.
Cuidado com as redes sociais e celulares
A internet é um meio muito importante de se manter informado e possibilita a interação entre pessoas facilmente. No entanto, quando usada de maneira errada pode prejudicar o desempenho do profissional e até mesmo ocasionar a sua demissão.
As redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat, por exemplo, fortemente utilizadas para divulgação de materiais, produtos e serviços também pode ser um veneno no ambiente de trabalho. “O tempo gasto com as contas nas redes sociais não deve influenciar na produtividade e nem atrapalhar o desempenho do profissional, por isso, nesse caso, menos é mais”.
Valorize o lazer
Como dito acima, os horário de lazer são muito importantes para a manutenção da mente e o preparo para um novo dia de trabalho. Assim como as tarefas diárias são essenciais para o andamento do trabalho, as horas vagas servem para melhorar a produtividade no trabalho. “Escolha atividades que lhe façam bem e que descansem o corpo e a cabeça, principalmente. Ler, praticar esportes, ouvir música, dançar, por exemplo, são atividades que ajudam no relaxamento do corpo e revigoram até mesmo o sono”.
Mantenha uma boa alimentação
O que você ingere também influencia no resultado do seu trabalho. Por isso, não tenha uma alimentação saudável apenas para ter uma boa saúde, mas também para tornar as atividades mais produtivas.
De acordo com os médicos, é ideal ingerir dois litros de água por dia, que podem ser intercalados, para facilitar esse processo. Especialmente durante o trabalho, beba água, pois um corpo hidratado raciocina melhor. Também prefira consumir frutas e alimentos ricos em fibras e proteínas. Comidas pesadas exigem muito tempo de digestão e isso consome energia do organismo, diminuindo a potência dos órgãos e provocando sonolência.
Não seja perfeccionista demais
Buscar sempre a melhor execução do trabalho é muito importante, porém, essa conquista não pode se tornar uma obsessão. Por isso, ao considerar as metas do seu negócio, não seja exigente demais a ponto de torná-las inalcançáveis.
“Não deixe de desempenhar os trabalhos com qualidade, mas não encare o resultado muitas vezes menos satisfatório do que o esperado como um problema. Dê o seu melhor e procure orientação quando não conseguir realizar algum procedimento”, finaliza a coach.

Por que a experiência nunca envelhece?

Hoje existem no mercado algumas plataformas digitais de colaboração que podem ser usadas para integração, capacitação e desenvolvimento prático de profissionais, parceiros, clientes e fornecedores de uma empresa por meio de redes sociais particulares. Mas o que seria do avanço digital sem conteúdo?
Essas tecnologias de comunicação, que podem ser tanto internas como externas, têm o objetivo de fornecer novos conhecimentos e treinamentos a seus colaboradores, clientes e prestadores de serviço a fim de melhorar o desempenho profissional e pessoal de cada indivíduo. Para isso, algumas empresas estão até recorrendo a profissionais seniores já aposentados para atuar nos treinamentos e prover conteúdo para os mais jovens, pois quando estes profissionais deixam as companhias, elas perdem experiência de mercado e poder de decisão.
Profissionais aposentados são tão úteis para as empresas que dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que no primeiro trimestre de 2014, os idosos aposentados representavam 6 milhões de trabalhadores. No mesmo período deste ano, 6,5 milhões de idosos estavam no mercado, dos quais 137 mil desocupados, mas em busca de uma vaga.
Usar o conhecimento dos aposentados em plataformas de treinamento e compartilhamento de conteúdo se tornou uma forma segura de obter uma formação eficiente e atemporal para todos os colaboradores, clientes e fornecedores. Muitos jovens concluem seus cursos de graduação, mas sem nenhuma experiência profissional. E, quem melhor que os seniores para mostrar exemplos práticos, métodos de negociação, entre outras funções?
Na verdade, o que as empresas buscam é a criação de um ecossistema onde a troca de informação e aprendizado de ambas as partes é o mais importante.
Um exemplo bem lúdico é o filme Um Senhor Estagiário (The Intern) lançado este ano, onde Ben Whittaker (Robert De Niro), um aposentado, resolve voltar à ativa depois de ficar viúvo e estar entediado com a vida. Ele é contratado por uma empresa de e-commerce por conta de cotas na companhia. A princípio ele é designado a funções corriqueiras. A CEO da corporação, Jules Ostin (Anne Hathaway), acha Ben um estorvo, até que ele começa a se mostrar um ótimo profissional com várias ideias e conquistando a equipe, mesmo não entendendo do mercado. Ao final ela descobre que ele foi um CEO importante em sua época e a ajudou a melhorar a empresa. O filme é uma ótima lição corporativa e para o atual setor tecnológico, onde os jovens profissionais ignoram pessoas mais velhas e com pouco conhecimento tecnológico.
Como funcionam essas plataformas
Normalmente, é um conjunto de tecnologias compostas por mensagens instantâneas, espaço para publicação e gerenciamento de conteúdo, como artigos, fóruns e pesquisas. A plataforma ainda dispõe de vídeos, blog posts e recomendações – que podem ser promovidas para ampliar o alcance das ideias, aumentando o engajamento dos colaboradores e clientes -, com funções similares à das redes sociais Facebook, Twitter, Blogs e até Orkut, com comunidades criadas pelos usuários.
O desafio das companhias é criar um novo local de trabalho com base na colaboração e co-criação. As ferramentas de mídia social oferecem um campo de solução inovadora em várias áreas-chave. Ao usar a tecnologia para manter os profissionais atualizados e engajados, a força de trabalho pode realmente aumentar e contribuir para o crescimento da companhia e dos profissionais.
Hoje em dia, todos precisam estar conectados às mídias sociais, pois elas também facilitam uma relação entre os profissionais mais velhos e os mais novos. Combinando a experiência dos seniores com o know-how técnico de jovens trabalhadores, as empresas conseguem melhores resultados de negócios e reduzem riscos. Por que afinal, a experiência não envelhece e a tecnologia tem o poder de multiplicá-la.
Administradores

Ação trabalhista: é melhor prevenir do que remediar

Diferentemente do que muitos empregadores pensam, a relação entre empresa e funcionário ultrapassa as fronteiras da contratação. Há também a parte legal do tema – onde entram os direitos trabalhistas e previdenciários, os quais são garantidos a todos os empregados contratados em regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, regras válidas também para os concursados.
Com o propósito de ajudar as empresas a não infringirem a legislação, o advogado Rafael Lara, especialista em Direito do Trabalho e professor do curso de especialização em Ciências e Legislação do Trabalho do Instituto de Pós-Graduação e Graduação – Ipog deu a seguinte entrevista à Revista Dedução, na qual comenta que a maioria dos empresários, especialmente os micro e pequenos, costuma acionar advogados trabalhistas somente quando sofrem ações judiciais, em razão de possíveis irregularidades cometidas: “Os benefícios de atuar preventivamente são vários, entre eles a diminuição das demandas relacionadas ao Direito do Trabalho e evitando colocar em o risco os bens da empresa e de seus sócios.” Veja íntegra:
É comum hoje as empresas procurarem um especialista em Direito do Trabalho apenas quando uma questão é levada à Justiça?
As pequenas empresas, e até mesmo algumas de porte médio, costumam, de fato, procurar um especialista somente quando enfrentam um problema judicial. Isto porque, muitas vezes, preocupam-se com os custos diretos e indiretos com os especialistas, esquecendo-se de que o valor investido em uma consultoria especializada retorna em economia em médio prazo.
A seu ver, esse é um hábito que pode acarretar em prejuízos e gastos ao patrimônio e à imagem da empresa?
Não há dúvida de que procurar um especialista somente após a existência de um problema trabalhista, já judicializado (processo já instaurado), pode significar prejuízos não somente financeiros, mas de imagem. É sempre negativo – principalmente entre os próprios empregados – quando uma empresa responde a um processo judicial e vem a ser condenada por alguma irregularidade que estava cometendo. Muitas vezes, isso gera um descrédito da empresa perante seus demais empregados e até enseja a propositura de ações trabalhistas por quem nunca havia pensado nisso.
Por que contratar uma consultoria preventiva trabalhista? Como funciona essa prática?
Existem diversas formas da empresa se fazer acompanhar por uma consultoria preventiva trabalhista. Um grande erro de muitas delas – não importa o tamanho – é relegar essa consultoria ao serviço de Contabilidade ou do próprio Recursos Humanos – RH das empresas. Esses profissionais são habilitados a cumprirem rotinas cotidianas com maestria, mas não estão preparados a analisar cenários de riscos e orientar a empresa.
O que um consultor preventivo faz e quais são suas principais responsabilidades?
Orientar as empresas sobre qual a previsão legal para determinada situação já é um trabalho extremamente complexo em razão da grande variedade de normas e insegurança da interpretação destas normas no Direito do Trabalho brasileiro. Contudo, a consultoria preventiva trabalhista de qualidade não se resume a isto. A relação jurídico-trabalhista-empresarial deve ser analisada com cautela e, na grande maioria das vezes, representa uma análise de cenários de riscos. Em muitas situações cotidianas, os empresários têm vários caminhos a tomar e, muitas vezes, esses caminhos representam “obedecer a lei”. Ocorre que o Poder Judiciário tem interpretações diferentes da lei e em muitas ocasiões os empresários são surpreendidos com supostas irregularidades que nem sabiam que estavam cometendo. Em razão disso, não basta uma consultoria simples, mas verdadeiramente um planejamento ou acompanhamento jurídico estratégico do negócio da empresa.
Este trabalho preventivo pode ser considerado estratégico?
Enquanto a consultoria cotidiana vai ajudar o empregador a decidir se deve ou não dispensar por justa causa um empregado que tenha cometido determinada infração no trabalho, o planejamento jurídico estratégico vai colaborar com a criação (ou extinção) de um programa de premiação ou até mesmo a elaboração e revisão de manuais internos – desde manuais de uso de celular no trabalho até os relativos à saúde e segurança no trabalho.
Diante de tantas mudanças na legislação, é necessário planejamento e organização?
Todos os meses, há alguma alteração legislativa no Direito do Trabalho – algumas mais profundas, outras superficiais – voltadas a algum setor da economia. Entender e se atualizar com essas alterações é de extrema importância para que as empresas não criem “passivos trabalhistas invisíveis” – que seria quando, em razão de uma alteração da legislação ou mudança na interpretação das leis, a empresa insiste em uma rotina que não é mais permitida.
Em sua opinião, a advocacia trabalhista preventiva pode se tornar uma tendência?
As empresas que têm pensamento de gestão moderno já utilizam as relações de trabalho como ferramenta de gestão. Antes, os problemas trabalhistas se resumiam a pequenas ações judiciais, normalmente resolvidas em acordos de pequeno valor. Hoje, os processos estão mais complexos, a fiscalização mais atuante e as ações coletivas (sejam elas propostas pelos sindicatos ou pelo Ministério Público do Trabalho) podem até mesmo inviabilizar uma empresa por problemas trabalhistas.
A consultoria trabalhista pode ser vista como uma ferramenta importante para o crescimento e desenvolvimento do mundo corporativo?
A advocacia trabalhista preventiva não é somente uma tendência, mas uma necessidade urgente. Hoje, um empresário ou executivo que se preze deve estar atento e obter conhecimentos gerais acerca das relações de trabalho, sob pena de não gerir adequadamente a empresa.
Revista Dedução

Trabalho: horário de verão inicia em 18/outubro

O horário brasileiro de verão inicia a partir da 00h de 18/10/2015 e vigora até a 00h de 21/02/2016.
Os relógios deverão ser adiantados em 60 minutos em relação à hora oficial.
O horário de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
O horário de verão foi instituído pelo Decreto nº 6.558/2008.
LegisWeb

Carteira de trabalho digital: como funciona e quais são as vantagens

A carteira de trabalho é um dos documentos mais importantes para o cidadão brasileiro. Ela atesta os locais onde aquele profissional teve vínculo empregatício, mostrando o tempo de contrato e outros dados trabalhistas de cada indivíduo. No entanto, seu tempo de emissão era um problema, especialmente para quem precisava de celeridade para ingressar em um novo emprego.
Por essa razão, o governo criou a nova carteira de trabalho digital. Ela chegou há pouco tempo, mas já tem gerado grandes e positivas mudanças. Batendo recorde de impressões, pode ser produzida em questão de minutos e traz diversas outras vantagens. Quer entender melhor como ela funciona? Confira nosso artigo sobre a carteira de trabalho digital:
Como funciona?
Com a integração de dados do Governo Federal, as informações trabalhistas e previdenciárias são mais facilmente acessadas e cruzadas. Isso permite que o cidadão faça a requisição do documento e receba no ato ou que agende eletronicamente o pedido da carteira.
Pelo novo sistema, é possível saber se o trabalhador tem, por exemplo, outros documentos válidos, se recebe benefícios federais ou se tem o número de PIS ativo. Essa presteza é muito útil na hora de combater fraudes de concessão irregular de benefícios trabalhistas, entre outras situações pouco desejáveis tanto para o governo quanto para o contribuinte.
Para quem precisa solicitar uma segunda via, o banco de dados integrado do Ministério do Trabalho e Emprego também é extremamente útil. Agora, em vez de precisar recorrer às empresas nas quais já trabalhou para comprovar seus vínculos anteriores, os dados estão gravados com todo o histórico e todos os direitos estão reservados e garantidos.
E o melhor de tudo: o trabalhador não precisa desembolsar nada. O documento é 100% gratuito e nem a foto de registro é paga, já que o novo retrato digital será tirado no ato da requisição.
O que muda na prática?
Na prática, o cidadão somente se beneficiará das mudanças. Ele está mais seguro e tem mais celeridade nos seus requerimentos. A carteira de trabalho digital permite a modernização de diversos serviços oferecidos pelo governo federal, entre eles estão o novo sistema de seguro-desemprego com biometria, a certidão negativa de débito e o Portal Mais Emprego, que permite que haja oferta de cursos de qualificação, oferta de vagas de trabalho e conferência de requerimentos.
Vale lembrar que quem possui a carteira de trabalho convencional não precisa pedir a outra agora: a antiga ainda é válida. Só ocorre a impressão e validação pelo novo sistema se houver pedido de segunda via ou emissão da primeira.
Quais são as vantagens?
Como já falamos, o tempo de emissão foi bastante reduzido (agora não dura mais do que 20 minutos) e não há mais gasto de dinheiro para retirar o documento (a nova carteira de trabalho digital é grátis e até a foto é feita na hora). O sistema integrado de informações deixa os dados dos trabalhadores muito mais seguros e protege a população — e o governo — contra ações trabalhistas fraudulentas que lesam o Estado e trazem prejuízos para a economia brasileira.
A carteira de trabalho digital, em suma, é um passo importante no processo de reestruturação da rede de atendimento do Ministério do Trabalho visando melhorar a experiência e a relação do cidadão com o poder público.
Sage

CLT: negociado e legislado

O mundo do trabalho passa por uma verdadeira revolução. As novas tecnologias provocam enormes mudanças. Profissões desaparecem, aparecem e se transformam, assim como os modos de contratar, remunerar e promover se modificam. Há atividades que são exercidas com base no convencional emprego assalariado e fixo. Outras requerem contratos por projeto e remuneração atrelada à produção, e não a salário. Há contratos de emprego por prazo indeterminado em que os profissionais trabalham em várias empresas, e não só em uma. O mercado de trabalho é um verdadeiro caleidoscópio: a cada momento surgem novas formas de trabalhar.
No caso brasileiro, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não dá conta de proteger quem trabalha sob tamanha diversidade. Como achar na CLT as proteções para os jovens especialistas em Tecnologia da Informação que só aceitam trabalhar em horários erráticos? Como remunerar com salário fixo os profissionais que executam projetos científicos ou criam uma obra de arte ou um sistema de inteligência artificial? Como proteger os cirurgiões que são obrigados a trabalhar em tempos variados porque a natureza não programa a chegada da doença ou a hora do nascimento da criança?
Tamanha variedade de situações não pode ser administrada por leis gerais e que se referem a apenas uma parcela do mercado de trabalho atual. Foi isso que levou os países avançados a fixar a maior parte das proteções trabalhistas nos contratos negociados, porque a livre negociação permite criar proteções ajustadas a diferentes realidades. Neles, as leis asseguram as proteções gerais e os contratos negociados fixam as proteções específicas. Há, assim, uma simbiose de legislação e negociação que preside a contratação, a remuneração, a promoção, o descanso, etc. Isso sempre foi assim nos países de cultura anglo-saxônica. Vários outros países, porém, vêm reformando seus estatutos no sentido de ampliar o papel das negociações coletivas na fixação das condições do trabalho (ver Labour market reforms tracker, Londres: Freshfields Bruckhaus Deringer, 2015). A Alemanha liderou o movimento. O primeiro-ministro Gerhard Schroder, em 2003, preparou o país para 2010. Acertou em cheio, pois seu país se tornou referência de produtividade alta e desemprego baixo.
As demais nações da Europa vieram a patrocinar tais mudanças em razão da crise que se instalou em 2008. A Espanha abriu espaços para mais negociação em 2012; Portugal, em 2013; e Itália, em 2014. A França examina, neste momento, uma reforma que visa a dar grande força aos contratos negociados.
Por isso tudo, vi com grande alegria a aprovação do relatório do deputado Daniel Vilela na comissão que examina a Medida Provisória n.º 680 (Programa de Proteção ao Emprego), estabelecendo que “as condições de trabalho ajustadas mediante convenção ou acordo coletivo prevalecem sobre o disposto em lei, respeitados os direitos previstos na Constituição e nas normas de proteção da saúde e segurança do trabalho”. A regra é voluntária: segue quem quer.
Já era tempo de o Brasil valorizar a negociação coletiva e, com isso, garantir direitos ajustados às mais variadas condições de trabalho. O Brasil tem sindicatos fortes, centrais sindicais atuantes e conta com um instituto que pesquisa e prepara dirigentes sindicais com reconhecida competência (Dieese). Trata-se de uma preciosa garantia para praticar daqui para a frente a verdadeira negociação coletiva.
Há muita coisa que pode ser acertada por negociação. Por que manter a hora noturna em 52 minutos, como quer a CLT? Por que exigir um descanso não remunerado antes de a mulher começar a fazer hora extra? Por que impedir que gestores e diretores sejam remunerados por desempenho? Por que não estimular o uso de comissões de conciliação para dirimir eventuais conflitos? Em suma, a prática das liberdades encontrará nessa nova regra um horizonte infinito.

Dicas para comandar seu negócio a distância

Em 2003, Manuella Bossa fundou a TRUSS Cosmetics, uma empresa especializada em cosméticos capilares. Doze anos depois, a empreendedora formada em moda transformou seu negócio em uma das maiores marcas de cosméticos para cabelo do país. Depois de fechar 2014 com um faturamento de R$ 60 milhões, a empresa acaba de abrir sua primeira filial em Miami, nos Estados Unidos.
“A vontade de trabalhar com os nossos produtos fora do Brasil existia há uns nove anos. Mas não tínhamos experiência para isso. Foram quatro anos de pesquisa e muito trabalho para descobrir se o público norte-americano iria aderir aos nossos produtos”, afirma. Não estar próxima da sede da empresa não era uma das preocupações.
Nos últimos dois anos, Manoella, que vivia em São Paulo, ia uma vez por semana para São José do Rio Preto, a quase 500 quilômetros da capital, onde fica a sede da companhia. “Descobri que quanto mais eu ficava lá, menos eu trabalhava. Então criei uma rotina diferente, utilizando a tecnologia para me ajudar.” Para se sentir próxima dos colegas, ela usa principalmente o aplicativo de mensagens WhatsApp. “Tenho um grupo para cada setor e projeto. Meu celular é uma loucura”, afirma. Além disso, Manoella também realiza reuniões pelo site Webinar e Google Hangouts.
Com o novo esquema, ela afirma que a escolha de se mudar para os Estados Unidos não foi difícil. “Percebi que todos estavam acostumados com o meu trabalho a distância”, diz.
Para a CEO, essas ferramentas se tornaram fundamentais para manter a produtividade da empresa. Outra técnica utilizada pela executiva foi aumentar o número de gerentes. “Assim a equipe não fica sem representantes e consigo dividir mais as tarefas.”
Agora, a empreendedora quer levar a rotina para os funcionários de Miami. “Percebi que o ritmo nos Estados Unidos é outro e ainda estou me acostumando”, diz.
Olhar do especialista
Para Júlio Tadeu Alencar, consultor do Sebrae-SP, tocar uma empresa a distância não é um procedimento simples. Pelo contrário, o especialista indica que micro e pequenos empresários pensem muito antes de iniciar um processo deste tipo.
“Nunca vai ser a mesma coisa se o dono não está cuidando do seu próprio negócio”, afirma Alencar. A escolha de deixar o país para tocar uma empresa, por exemplo, deve ser tomada com cuidado. “Quem vai tomar conta dela não vai mais ser o dono. Serão os funcionários. No caso dos negócios menores, isso pode ser ruim.”
Segundo o consultor, essa atitude pode abrir precedentes para que informações sejam ocultadas do empreendedor. “As pessoas podem começar a tomar decisões erradas ou que o dono da empresa simplesmente não tomaria. É perigoso porque os funcionários podem ficar com a impressão de que você está de férias”, diz.
Mas o especialista também entende que, se a empresa atingir um nível operacional avançado, a medida poderá acontecer sem grandes problemas. Para ilustrar, Alencar compara o dono de uma empresa bem sucedida a um maestro. “Ele não toca uma música, mas tem o controle de tudo.”
Com exclusividade para a Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o consultor do Sebrae-SP listou 5 dicas para quem quer tocar um negócio a distância.
– Equipe de confiança
Para Alencar, uma empresa só vai ganhar dinheiro quando os funcionários realmente trabalharem por ela. “Dinheiro só se ganha quando é bem administrada”, diz. Por isso, investir em pessoas de confiança pode ajudar o empreendedor a tocar um negócio de longe.
– Tecnologias
Planilhas conjuntas no Google, reuniões por Skype e troca de mensagens por WhatsApp são essenciais para diminuir a distância. Por isso, Alencar indica que o empreendedor que deseja cuidar da sua empresa fora do país, por exemplo, fique atento às novidades.
– Faça as perguntas certas
Antes de tocar o negócio a distância, Alencar sugere que o empreendedor tente descobrir por qual razão ele vai “deixar” a empresa. “É um curso fora do país? É uma mudança oficial? Por que continuar com a empresa? Ele precisa pensar em tudo isso antes de sair”, diz.
– Tire a mão da massa
Se o empreendedor ainda coloca a mão na massa diariamente, o consultor do Sebrae- SP não recomenda a mudança. “É difícil cuidar das operações a distância se o dono da empresa ainda faz parte delas”.
– Saiba o momento certo
Para que este processo não seja feito de maneira inadequada, Alencar afirma que os empreendedores devem escolher o momento correto. Uma empresa consolidada dificilmente vai sofrer com a distância. “A comunicação fica mais fácil quando há hierarquia definida. A informação segue um fluxo funcional e isso é bom para a empresa”, diz.
PEGN