Tendência

Modernização da CLT permitirá manutenção de empregos

No setor de serviços, responsável pela empregabilidade da maior mão de obra do Brasil, flexibilizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pode significar mais fôlego aos empregadores, acarretando menos demissões.
Para a Federação Nacional de Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), a flexibilização da CLT, a partir dos acordos coletivos, manterá os direitos assegurados aos trabalhadores pela Constituição. “De acordo com a proposta do governo, sindicatos e empresários poderão negociar, por exemplo, a redução do intervalo de almoço ou ainda o parcelamento do 13º salário, entre outros pontos”, explica Edgar Segato Neto, presidente da Federação. Direitos como FGTS, Previdência Social, 13º salário e licença-maternidade continuarão existindo.
“De acordo com a proposta do governo, sindicatos e empresários poderão negociar, por exemplo, a redução do intervalo de almoço ou ainda o parcelamento do 13º salário, entre outros pontos”, explica Edgar Segato Neto, presidente da Febrac.
De acordo com Segato, o setor de limpeza e conservação vive um momento crítico, assim como outos segmentos de serviços. Fabio Bentes, economista da CNC, afirma que, apesar da tendência de arrefecimento da recessão vivida pelo setor, os serviços ainda estão longe da recuperação. “A lentidão no processo de redução da inflação e a manutenção da atual política monetária contracionista deverão, no entanto, levar o setor ao seu pior desempenho em termos de volume de vendas desde o início da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE”, analisa Bentes.
Isso se deve à alta carga tributária e à falta de medidas econômicas e legislativas que incentivem o investimento do empresariado. Segundo pesquisa elaborada pela Febrac, só em 2011, o setor pagou cerca de R$ 10 bilhões em impostos federais e municipais, ou seja, 30% do seu faturamento bruto. “Queremos trabalhar e oferecer trabalho, mas precisamos que o governo nos dê condições para a produtividade e a empregabilidade. Hoje, estamos afundados em tributos e em cumprimentos de leis que não possibilitam a reversão desse quadro crítico”, destaca Edgar Segato.
Propostas do governo são positivas
Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), as propostas que devem ser enviadas ao Congresso Nacional até o fim deste ano, anunciadas em julho pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, configuram um grande avanço sobre o assunto.Fecomércio,
De acordo com a proposta, estão incluídos nas mudanças os direitos que a própria Constituição Federal já permite flexibilizar em acordos coletivos, como jornada de trabalho (8 horas diárias e 44 semanais), jornada de seis horas para trabalho ininterrupto, banco de horas, redução de salário, participação nos lucros e resultados.
Para a Fecomércio-SP, a atualização da CLT trará benefícios às partes interessadas, uma vez que, conforme anunciado, a proposta deverá privilegiar a negociação coletiva, ampliando as possibilidades de acordos que atendam às necessidades de cada ramo de atividade.
A regulamentação da terceirização também é vista com entusiasmo pela Federação, pois representa, entre outras vantagens, exigência de especialização técnica da empresa contratada para a execução de determinado serviço, melhor distribuição de tarefas na cadeia produtiva e mais agilidade no processo de trabalho.
A declaração do ministro Ronaldo Nogueira, quando do anúncio das mudanças, contemplou ainda o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) como algo permanente, o que aumentará a retenção de empregos, mesmo que com jornada e salários reduzidos. Para a Fecomércio-SP, a medida é considerada aliada em épocas de crise, a exemplo desta que o País atravessa.
Ivo Dall’Acqua Júnior, diretor da CNC e vice-presidente da Fecomércio-SP, destaca que momentos de crise abrem espaço para mudanças: “O Brasil segue verticalizado, e tudo o que incentiva o protecionismo prejudica. O tema é contemporâneo, e estamos em um momento de resoluções. As propostas precisam ser encaminhadas”.
Jornal do Brasil

Real é a moeda com maior valorização no ano

O real é a moeda que teve maior valorização no acumulado dos sete primeiros meses do ano, de acordo com informações do Banco Internacional de Compensações (BIS). Além disso, a moeda brasileira também registrou a segunda maior alta do mundo no mês de julho. São 60 moedas acompanhadas pelo banco.
Os dados do banco apontam que, ao fazer o cálculo da taxa de câmbio real efetiva, a moeda brasileira teve valorização de 6,2% em julho. No período de 90 dias, a alta foi de 10,7%. acumula. Em comparação com o piso de setembro de 2015, houve crescimento de 30%.
Se for levado em consideração o acumulado do ano, a moeda brasileira teve valorização de 23,3%, ficando à frente do iene, do Japão, que valorizou em 15,3%. O peso colombiano aparece na sequência, com fortalecimento de 13,8%.A avaliação realizada mensalmente pelo banco leva em consideração as médias geométricas que são ponderadas pelas taxas bilaterais existentes nas moedas presentes no levantamento. O estudo também passa por ajustes que consideram a inflação ao consumidor.
A tendência de apreciação demonstrada pela pesquisa já podia ser observada na taxa nominal do câmbio do País. Com a valorização apresentada em julho, a moeda brasileira voltou ao patamar que havia sido registrado no mês de janeiro de 2015.
Considerando somente a valorização no mês de julho, o dinheiro brasileiro ficou atrás apenas da moeda da África do Sul, o rand, que cresceu o total de 6,8%. Alguns outros países tiveram destaque na valorização, como o Chile, que teve o peso fortalecido em 3,9%, a Rússia, que viu sua taxa de câmbio crescer em 3,1% e a Austrália, que teve avanço de 2,4% em seu dólar.Na contramão destes países, no entanto, algumas moedas sofreram desvalorização no mês. É o caso da libra esterlina, que teve redução de 6,6%, e do peso na Argentina, que foi desvalorizado em 4,7%.O processo de valorização do real, no entanto, não aconteceu somente nas últimas semanas. Segundo os dados apresentados pelo BIS, já era possível verificar este fenômeno no acumulado entre maio e julho, quando houve fortalecimento de 10,7%.
IG – Economia / Brasil Econômico

Criação de empresas tem alta apesar da crise

Apesar da crise, a criação de novos empreendimentos no Brasil aumentou 4,9% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014, segundo o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas. Foram 990,9 mil registros ante os 944,6 mil dos seis meses do ano passado, o que se explica pelo crescimento do desemprego, que fez com que mais pessoas virassem microempreendedores individuais (MEIs) para ter acesso a vantagens que a formalização oferece, dizem analistas.
Trata-se, portanto, de um aumento do número de pessoas que decidiram empreender por necessidade, em contraposição à tendência até 2014. A última edição da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), feita no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), apontou que 71% das pessoas que abriram negócios foram motivadas por oportunidade, e não porque não tinham outra ocupação. Índice que apresentava estabilidade nos últimos anos.
Para o economista Luiz Rabi, do Serasa, a prova de que a criação de empresas foi motivada pelo desemprego é o avanço de MEIs. O número foi de 683 mil no primeiro semestre de 2014 para 748,3 mil no mesmo período deste ano, elevação de 9,6%. Todos os outros tipos de constituição tiveram queda, com destaque para as sociedades limitadas, que foram de 113,2 mil para 100,1 mil, no mesmo comparativo. “O aumento no número de MEIs foi de 7% em 2014 e vinha no mesmo ritmo até abril, mas em maio e junho houve alta de 15%”, conta.
Rabi considera que houve uma mudança de patamar na demanda pela formalização de pessoas que trabalhavam de forma autônoma e que vinha desde 2011. “É reflexo da fragilidade econômica do País, que leva pessoas que perderam o emprego a abrir negócios próprios”, diz o economista do Serasa. Ele completa que serviços, com 61,3% do total, é o setor com maior quantidade de abertura de negócios porque não exige nem mesmo ponto comercial.
O consultor Rubens Fernandes Negrão, do Sebrae em Londrina, afirma que o País vivia quase em pleno emprego em 2012, com situação estável, o que fazia com que a maioria dos empreendedores abrisse negócios por oportunidade. “Com as demissões que têm ocorrido neste ano, a porta mais fácil de entrada é o MEI”, explica.
A região Sul teve a maior alta no nascimento de empresas, com 6,5%, no comparativo ente os semestres. Na sequência vêm Nordeste (6,0%), Sudeste (4,4%), Centro-Oeste (3,7%) e Norte (2,8%). Entre os três estados sulistas, o Paraná contou com o maior aumento, com 9,6%, seguido por Santa Catarina (7,6%) e Rio Grande do Sul (2,6%). O Serasa, porém, não analisa os motivos específicos para as variações regionais.
Técnica em gestão pública da Sala do Empreendedor na Secretaria da Fazenda em Londrina, Renata Guimarães Cornélio confirma a tendência. “Agosto é normalmente um mês calmo para a gente, mas neste ano a demanda continua alta”, diz. Ela considera como causas a migração de empresas maiores para o MEI e o aumento do desemprego.
DICAS
Pelo MEI, empreendedores de cerca de 400 atividades podem aderir com a possibilidade de contratar até um funcionário, com impostos menores e com todas as vantagens de uma empresa comum, como emissão de notas fiscais e acesso mais facilitado ao crédito do que para informais. Porém, é preciso cuidado, porque o MEI pode ter receita bruta de no máximo R$ 60 mil em 12 meses, ou de valor equivalente caso a constituição seja ao longo do ano.
O consultor do Sebrae em Londrina destaca que, independentemente de quem busca o mercado por oportunidade ou necessidade, é preciso montar um plano de negócios e de viabilidade. Assim, é possível observar se o mercado tem futuro, qual a concorrência e quais as melhores formas de conseguir crédito e em quais instituições. “Vale a pena lembrar que as grandes empresas de hoje já foram pequenas e não é demérito começar com o MEI”, diz, ao lembrar que o Sebrae oferece consultoria e algumas ações gratuitas para interessados.
Folha de Londrina

Como os aplicativos podem ajudar no dia a dia das empresas

De acordo com o relatório Digital, Social e Mobile 2015, desenvolvido pela agência de marketing digital We Are Social, os brasileiros ficam em média 3.8 horas por dia conectados a dispositivos móveis. As atividades se baseiam em acesso a aplicativos, principalmente de mídia social e vídeos (23%), mobile banking (18%) e apps de localização e games, que registraram 17% cada um. Já uma pesquisa divulgada recentemente pela ComScore apontou que cada brasileiro tem, em média, 16 apps baixados em seu smartphone ou tablet.
Atentas a um mercado que não para de crescer, as empresas estão vendo nos aplicativos uma forma de agregar valor ao seu serviço, fazer negócios e oferecer diferenciais competitivos. A adoção tem sido mais acelerada, sobretudo, entre as pequenas e médias empresas, que usam a tecnologia para melhorar os processos e até gerenciar gastos do dia a dia do seu negócio.
Os aplicativos híbridos, aqueles que podem ser acessados tanto no ambiente online, como offline, também são uma tendência que deve ser levada em conta no ambiente corporativo. Por exemplo, no caso do pagamento por um serviço, se houver queda do sinal de internet e o dispositivo só tiver acesso online, isso pode implicar em atraso de todo o processo. E quanto mais rápido eles puderem ser executados, maior será o lucro da empresa.
Até pouco tempo atrás, os donos de PMEs gastavam tempo e dinheiro consideráveis para armazenar as informações dos seus negócios de forma segura e organizada, o que incluía ter um bom servidor interno, atualizar softwares constantemente e contratar uma pessoa bem preparada para gerenciar tudo isso. Hoje, muitos aplicativos permitem que as empresas guardem seus dados em servidores externos e na nuvem, façam atualizações automáticas e até oferecem suporte técnico remoto, sendo que muitos desses programas são gratuitos.
Este contexto aliado à estagnação da economia brasileira e a necessidade por maior eficiência, faz com que as empresas busquem soluções de gestão e ferramentas de controle que reduzam seus custos. O que tenho observado no mercado é a procura cada vez maior por serviços que ajudem, por exemplo, na locomoção de seus funcionários sem desperdício de tempo, levando em conta a dificuldade da mobilidade, principalmente nos grandes centros. Minha experiência permite afirmar que a economia de uma empresa com o uso de tecnologias que possibilitem essa mobilidade eficiente é muito grande, podendo chegar a 30%.
Para finalizar, recorro a uma pesquisa realizada pela americana Economist Intelligence Unit, unidade de pesquisas do The Economist, que aponta que o uso eficaz de tecnologias é prioridade das PMEs do Brasil. Vemos, de fato, um movimento verticalizado nesse sentido e o crescente número de aplicativos para ajudar no dia a dia das empresas, seja por meio de serviços de geolocalização, de gestão, comunicação e tantas outras soluções que estão aí para contribuir positivamente.
Alex Barbirato é fundador e CEO da venture builder incube, que investiu nas startups Vá de Táxi e 99Motos
Administradores.com

Saiba como combater a procrastinação no trabalho

Este ano, a Universidade do Colorado publicou um estudo no qual ficou comprovado que a tendência a procrastinar tem raízes na genética. Intitulado “Genetic Relations Among Procrastination, Impulsivity, and Goal-Management Ability – Implications for the Evolutionary Origino of Procrastination”, ele demonstra que este hábito é uma espécie de subproduto da impulsividade, afinal as duas características são definidas pelo mesmo gene.
Contudo, não se iluda: esta não é a desculpa que você precisava para procrastinar no trabalho. Pensando nisso, a Universia Brasil reuniu algumas dicas que podem ajudar você a lutar contra esta predisposição:
1 – Por que você procrastina?
Para entender por que você procrastina – além da razões genéticas, é claro –, é necessário que você repare em quais situações você costuma ter este comportamento e como ele afeta sua vida. Por exemplo, você sempre tende a priorizar outras tarefas quando seu chefe te pede um relatório, mesmo que ele seja urgente. Descobrir por que você tem essa aversão a esta atividade é o primeiro passo para mudar reduzir a procrastinação e, consequentemente, aumentar sua produtividade.
2 – Estipule prazos
Ainda que você não tenha uma data ou horário específico para entregar determinado projeto, atribua a você mesmo um prazo final. Além de reduzir seus níveis de estresse, ao fazer um planejamento você começa a administrar o seu tempo, aspecto crucial tanto para o que diz respeito à procrastinação quanto à qualidade do seu trabalho. Mas não se esqueça de ser realista, afinal você não mudará seus hábitos do dia para a noite.
3 – Olhe pelo lado positivo
Nem todas as atividades no ambiente de trabalho são divertidas, não há dúvida, mas você não pode deixar de fazê-las. Para que você consiga parar de evitar estas tarefas, tente enxergar os benefícios que elas podem trazer para você e para a equipe. O importante é que você consiga encontrar alguma motivação para executar esta função ainda que ela seja um pouco desagradável.
Universia Brasil

As mudanças no ambiente de trabalho

O espaço de trabalho sofreu muitas mudanças ao longo do tempo e, principalmente, de acordo com os avanços tecnológicos – desde salas individuais até o espaço aberto, as cores dos locais de trabalho, os móveis e até os horários.
O ambiente se adaptou às mudanças dos serviços e se adequou às novas ferramentas tecnológicas, que modificaram não apenas os espaços físicos como toda a estrutura de funcionamento das organizações.
E o que será que ainda vai mudar? Será que os escritórios convencionais estão com data marcada para acabar?
Existem muitas tendências de flexibilização, desde mudanças no horário até a adoção do home office por muitos profissionais e empresas e, cada vez mais, companhias fazendo menos exigências de traje.
Entretanto, é preciso ter cautela quando se fala de mudança. O que pode mudar ainda é a adoção massiva de espaços corporativos que abriguem também espaços de lazer e entretenimento, e existe, sim, uma tendência de que o espaço de trabalho se torne cada vez mais convidativo.
Ou seja, haverá flexibilização, mas o espaço tradicional não desaparecerá.
O que já está mudando?
Os ambientes profissionais têm ficado mais abertos e cada vez menos divididos hierarquicamente. Além dessa tendência cada vez maior de utilização de ilhas de trabalho em vez de salas, os ambientes corporativos têm, cada vez mais, aderido a ambientes plurais que oferecem áreas de lazer e descanso aos profissionais.
No entanto, é preciso ter em mente que nem todos os ambientes vão adotar as tendências de mudança, até mesmo porque nem todas estas mudanças podem acontecer em todas as empresas.
Mesmo com todas essas tendências de flexibilização, a cultura da empresa, o ramo de atuação, o perfil do negócio, entre outros aspectos, influenciam e continuarão a influenciar no formato do ambiente de trabalho.
Podemos tomar como exemplo empresas de publicidade, design e decoração, lugares que abrigam com sucesso um ambiente descontraído e inovador, pois esse tipo de ambiente ajuda a estimular a criatividade, essencial para esse tipo de trabalho.
Em contrapartida, um banco, por exemplo, não se encaixaria muito bem em um local descontraído, pois essa característica pode ser prejudicial à concentração dos colaboradores.
Como lidar com as mudanças?
É claro que todas as mudanças que visam ao bem-estar do profissional são bem-vindas, mas é preciso aplicá-las e usufruir as mesmas com parcimônia. Com o passar do tempo, os espaços de trabalho se tornaram mais confortáveis e mais adequados para a realização de um bom trabalho, o que é bom para o trabalhador e para a empresa.
Desta forma, todas as mudanças podem ser aplicadas, mas não em todos os tipos de organização. É preciso desmistificar a ideia de que os espaços de trabalho convencionais irão desaparecer, e também é preciso considerar quão relevantes serão as mudanças para cada companhia.
Cada caso é um caso. O importante é ser racional e ponderar as possibilidades.
Diário Catarinense

Consultorias para pequenas e médias empresas: quebrando paradigmas

Desde o inicio da nossa história, o brasileiro tem um perfil empreendedor, seja para desbravar o país em busca de riquezas, ou mesmo se arriscando no comércio. E hoje, mais de 500 anos depois da chegada dos primeiros “empreendedores”, continuamos com essa veia muito latente, já que muitas pessoas idealizam negócios próprios.

Mas será que ser empreendedor é apenas sonhar e abrir um negócio? Certamente não é só isso, principalmente em um país que já vivenciou diversas crises econômicas e políticas. Empreender é saber para qual rumo seguir em toda e qualquer situação, ou seja, direcionar as forças das empresas para um caminho livre de tormentas.

E é nessas horas que o empreendedor fica perdido. Afinal de contas, a empresa nasceu de um sonho, cresceu com a força e as mangas arregaçadas dos donos e se consolidou no mercado. Ótimo! Mas e agora? É nesse momento que o empreendedor para e pergunta: o que faço? Como levar adiante meu sonho e torná-lo ainda maior, ou devo aceitar ou não uma proposta de compra, por exemplo?

No entanto, ao mesmo tempo em que surgem as dúvidas, há um pensamento que teima em aparecer: mudanças requerem dinheiro e não vou gastar nenhum centavo. Talvez este seja o maior obstáculo a ser derrubado dentro do mundo do empreendedor. Que dinheiro é importante e precisa ser bem administrado, ninguém duvida, mas será que pensar no futuro de seu negócio de forma profissional não é mais um investimento do que uma despesa?

Felizmente, esse paradigma começa a ser encarado, muito timidamente, pelos empresários, principalmente os de pequenas e médias empresas. Uma parcela já pensa no futuro e, como alcançar o sucesso de forma estruturada, com processos funcionando corretamente e com a integração e harmonia de todas as áreas de sua empresa. No entanto, ainda falta um longo caminho a ser percorrido.

Os empreendedores precisam buscar ferramentas e profissionais adequados para organizar suas empresas, de modo que suas engrenagens estejam completamente reguladas. E é esse o papel das consultorias voltadas para esses públicos atualmente, e que olham para o negócio de forma geral, detectando gargalos, identificando pontos positivos e direcionando o empresário para um caminho correto.

Mas por outro lado, ao falarmos em consultorias, os empreendedores logo se defendem e dizem que não têm dinheiro para isso. Porém, como disse antes, não se trata de uma despesa, mas de um investimento que hoje é perfeitamente adequado à realidade de cada empresa, o que não significa um montante enorme de dinheiro, mas sim um valor estudado e aprovado anteriormente, sem sustos no final do trabalho.

Assim, não é porque falamos em consultorias que devemos ter em mente as famosas empresas que atuam nesse mercado e que, consequentemente, têm clientes de grande porte. Mas sim, é importante voltar os olhos para profissionais que sabem das necessidades dos pequenos e médios empresários, que conhecem a realidade do nosso país e que, no final contribuirão para uma nova fase na vida de seus clientes.

Pode parecer utopia, mas essa já é uma realidade. O paradigma de que consultoria é só para grandes empresas logo será derrubado e as pequenas e médias perceberão que isso se tornou uma tendência. Por isso, é importante olhar para o lado interno de sua empresa e avaliar como uma consultoria pode contribuir positivamente.

Tendências podem até assustar, mas quando se tornam corriqueiras, percebemos que as mudanças e investimentos valeram a pena.

Revista Incorporativa