Tecnologia

A reforma trabalhista e as oportunidades para o home office

A proposta de reforma trabalhista apresentada pelo governo federal para ser discutida durante este ano no Congresso traz oportunidades de modernização das relações de trabalho no Brasil. Ao permitir que convenções coletivas regularizem o trabalho remoto e remuneração por produtividade, ele vai ao encontro de transformações profundas nas relações entre empregador e empregado nos últimos anos.
O contrato de trabalho baseado em horas é uma herança do sistema de trabalho fordista, quando a maior parte dos empregos era em trabalhos repetitivos em linhas de produção industrial. Como a tecnologia à época inviabilizava o controle da produtividade empregado a empregado, o contrato por horas delimitava quanto do dia do trabalhador estaria comprometido com a empresa, e servia como aproximação matemática para a produtividade.
Contudo, nos últimos anos as transformações no mundo do trabalho transformaram o contrato por hora em uma camisa de força para empresas e profissionais da chamada economia do conhecimento. Enquanto tarefas repetitivas estão sendo cada vez mais automatizadas, por meio de chatbots, internet das coisas e inteligência artificial, por exemplo, o profissional coloca cada vez mais sua própria inteligência no trabalho. Isto é uma realidade na indústria, no campo e em áreas administrativas e back office.
Ao mesmo tempo, o desafio da mobilidade urbana impacta o ambiente de trabalho. Levantamento da ONG Nossa São Paulo mostra que o trabalhador paulista perde mais de duas horas por dia no trânsito. Isso é tempo improdutivo, tanto para o trabalho quanto para a vida pessoal do profissional.
Ao possibilitar contratos por produtividade e o trabalho remoto, a reforma trabalhista concilia qualidade de vida para o trabalhador e produtividade para a empresa. O trabalhador pode conciliar da melhor maneira para ele a vida profissional e pessoal, enquanto a empresa economiza em encargos e tira o melhor do seu profissional. Isso em uma época na qual as informações estão cada vez mais na nuvem e menos em um local físico, facilitando que uma determinada tarefa seja realizada de qualquer lugar.
E essa mudança regulatória chega ao país no momento em que a tecnologia consegue dar suporte ao trabalho remoto. Soluções de inteligência artificial como as que desenvolvemos na Fhinck permitem avaliar o desempenho de cada profissional, seu pico de produtividade pessoal e até mesmo comparar tempo de trabalho e produtividade do trabalho remoto em relação ao realizado no próprio escritório. Esses dados permitem até a adoção de soluções criativas, como a melhor combinação de trabalho remoto e in loco para que cada profissional entregue o seu melhor.
A tecnologia permite inclusive atender a uma necessidade cultural do ambiente corporativo brasileiro. Até agora, o trabalho remoto não havia emplacado entre nós não apenas por conta da regulamentação, mas também pela necessidade que o gestor brasileiro sente de ver os funcionários trabalhando. Com as tecnologias de monitoramento existentes, isso se torna possível no ambiente remoto, permitindo que o gestor consiga avaliar se o profissional está realmente trabalhando, como diz. Para o profissional, esse monitoramento afasta a subjetividade da avaliação do gestor, pois os dados monitorados confirmam seu comprometimento com o trabalho.
A combinação de modernização regulatória e tecnológica é a chave para trazer mais produtividade às empresas em um momento desafiador como o atual em nosso país. Precisamos deixar de ser um país de renda média, e elevar a produtividade da nossa economia é fundamental para melhorar as condições de vida da sociedade como um todo.
Administradores

Como organizar a sua EFD

Atualmente existe uma soma de fatores que influência negativamente a forma como as Escriturações Fiscais Digitais estão sendo geradas e entregues.
Entre esses fatores os mais preocupantes são a desorganização e falta de controle gerencial.
A Escrituração Fiscal Digital, seja ela qual for, tem de ser elaborada, com atenção, critério, e principalmente, baseada em todas as informações da empresa.
A contabilidade, normalmente sofre com a falta de informações recebidas por seus clientes.
Muitas vezes o empresário acha que a separação destes documentos é só mais uma chatice que ele tem de fazer para o contador. Mas se esquece de que é a partir destas informações que a contabilidade elabora as obrigações acessórias da empresa. E que a falta de documentação, gerará uma declaração omissa, e que poderá gerar pesadas multas com o Fisco.
Grande parte deste problema ocorre por falta de conhecimento do empresário, que não faz uso de quase nenhum controle dentro da sua empresa.
Fazer uso de planilhas, e-mails e quaisquer outros métodos para gerar, guardar e manter as informações da empresa de maneira organizada é um começo para garantir que o contador receba estas informações corretamente, e possa desempenhar o seu trabalho de forma adequada.
A organização é uma vantagem para a própria empresa, pois, se as EFDs forem geradas com todas as informações devidas, o contador poderá usar dessa informação estratégica, para passar soluções ao empresário quanto à situação da empresa, o que facilitará para várias tomadas de decisões.
As EFDs têm de parar de ser vistas somente como declarações obrigatórias a serem entregues periodicamente ao Fisco, e passarem a ser vistas mais como ferramentas táticas de uso dentro da empresa.
E o mercado atual fornece diversas maneiras tanto para o empresário como para o contador, para organizar as EFDs de forma prática e até mesmo móvel.
A tecnologia já evoluiu a tal ponto que é possível compartilhar informações entre a contabilidade e a empresa através do uso de tablets e smatphones, assim nem o contador e nem o empresário precisam necessariamente ter de usar um computador para transmitir as suas informações, podem fazer isso em qualquer lugar e a qualquer momento.
Isso é uma excelente vantagem, pois possibilita que o contador possa receber informações precisas, e no tempo certo, para poder elaborar da melhor maneira possível todas as EFDs da empresa.
Mas para que isso aconteça é necessário contador e empresário serem realmente parceiros.
A empresa tem de se comprometer em enviar todas as informações em tempo hábil para a contabilidade, o que será necessária muita organização e controle gerencial.
E a contabilidade com o recebimento destas informações poderá distribuir para cada setor (RH, Fiscal, Contábil), o que a eles for pertinente, para que cada um execute e elabore as EFDs da empresa, de forma eficiente.
Contabilidade na TV

Os mitos do certificado digital

Cada vez mais, a comunicação é transferida do meio físico para o meio virtual. Nas empresas, processos que antes acumulavam papéis são agora realizados pela internet. É assim na hora de cumprir obrigações junto aos órgãos públicos, como Receita Federal e Justiça, e também para realizar tarefas pessoais, como vender ou comprar um bem. Seguramente, um dos instrumentos que viabilizaram essa mudança foi o certificado digital, que autentica o usuário no meio virtual e confere validade jurídica a e-mails e documentos assinados eletronicamente. Para se ter ideia da magnitude desse mercado, no período de abril de 2015 a abril de 2016, foram emitidos quase seis milhões de certificados digitais, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Em 2015, o mercado de certificação cresceu 28 % e até o final do ano, a expectativa é de um avanço da ordem de 20 %.
É preciso, no entanto, estar alerta sobre as especificidades do uso do certificado. Embora no ambiente virtual seja feito uso de documentos eletrônicos, isto é, documentos digitalizados, o certificado digital não dispensa a guarda de documentos. Esse é um mito. As empresas precisam ter o cuidado de imprimir os comprovantes dos pagamentos feitos ao Fisco, ao passo que as pessoas físicas devem guardar recibos das transações, o que pode ser feito no computador, salvando sempre a documentação assinada eletronicamente.
Sobre a tecnologia que envolve a certificação, pode-se dizer que o sigilo e a autenticidade são inerentes ao certificado digital. O sistema de chaves criptografadas é atualmente a forma mais sofisticada e segura de acesso à informação. Mas isso também não isenta o usuário de alguns cuidados. Nesse sentido, vale lembrar que o certificado digital é intransferível e deve ser usado apenas por seu titular. Quando alguém compartilha o certificado com terceiros, corre o risco do uso indevido do documento. É como se o terceiro tivesse o RG e o CPF do titular do certificado em mãos e ainda pudesse fazer uso da assinatura dele para validar contratos, comprar e vender bens, entre outras operações. Isso porque o certificado confere validade jurídica a tudo que for assinado com ele. Você não quer passar cheque em branco assinado, quer?
Quando o titular de um certificado precisar de um terceiro para representá-lo, deve fazer uma procuração eletrônica, informando a validade da procuração e a que fim se destina. O procurador, nesse caso, deverá fazer uso de um certificado digital próprio para cumprir a tarefa.
O governo vem ampliando a exigência da adoção da identidade digital para as empresas, que precisam do certificado para estar em dia com o Fisco. Mas não são só elas que precisam ter o certificado digital. Esse é outro mito. Prova disso é o número de certificações digitais pessoa física. Só de janeiro a abril deste ano, foram cerca de 340 mil os certificados emitidos.As mudanças no mercado de trabalho e o aumento da mobilidade justificam, em parte, esses números. Uma pesquisa do Home Office Brasil mostrou que, comparado a 2014, em 2016 aumentou 50 % o número de empresas que implantaram o trabalho fora do escritório.
Quem faz uso da certificação não precisa estar em um lugar fixo. Mesmo em trânsito, consegue realizar tarefas, sejam elas de ordem profissional ou pessoal, estando livre ainda de autenticações por autenticidade (verificação do cartão de assinatura no cartório) ou veracidade (quando é requerida a presença física do solicitante). Essa maneira de encurtar distâncias físicas e economizar tempo na hora de cumprir com a burocracia traz para o dia a dia de cada um de nós, além de mais segurança, um pouco mais de conforto.
Administradores

Fisco volta a taxar integralização com tecnologia

Para especialistas, a decisão da Receita fere a legislação tributária brasileira e deve ser questionada na Justiça pelas empresas que forem autuadas por não pagarem os dois tributos. De acordo com o Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 7, alíquota de IR para a operação é de 15% e a Cide devida é de 10%. “A subsunção da norma ao caso concreto não existe. Não se pode cobrar Cide em capitalização de não residente em empresa brasileira”, diz o sócio do Correa Porto Advogados, Eduardo Correa da Silva.
Para ele, a Receita usa planejamentos tributários irregulares e abusos realizados por algumas companhias como pretexto para cobrar imposto de algo que era isento até pouco tempo. Porém, ele não vê qualquer hipótese legal que possa justificar essa cobrança. De acordo com o advogado, o Fisco tem usado o argumento de analogia para defender algo que vale para aquisições ou remunerações, mas que não vale para capitalizações. “O próprio Código Tributário Nacional é muito claro de que ela não pode utilizar analogia para a exigência de tributos que não estão previstos em lei.”
Efeito negativo
Quando uma sociedade é formada, cada um dos sócios têm uma quota definida e deve integralizá-la mediante a transferência de bens. O mais comum é que ele aporte dinheiro, mas essa integralização também pode ser realizada com bens intangíveis como tecnologia ou know-how, desde que eles possam ser submetidos à avaliação monetária.Uma empresa de tecnologia, por exemplo, poderia receber de um dos sócios o software necessário para a sua operação como integralização da quota. Para o sócio fundador da BGR Advogados, Eduardo Benetti, essa transferência de conhecimento é muito positiva para o Brasil, de modo que a decisão da Receita acaba se tornando prejudicial ao desenvolvimento econômico do País.
“O País carece de conhecimento e de tecnologia, então essa mudança passa a ter efeito apenas arrecadatório, e de uma quantia pequena ainda por cima. O que não compensa as decisões de investimentos que serão impactadas pela decisão”, afirma Benetti.
DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços

Dicas para aumentar sua produtividade

Sua equipe anda pouco produtiva no trabalho e você acha que é por falta de motivação? Você não está sozinho. Segundo uma pesquisa do ano passado da Gallup com líderes e colaboradores, 90% dos profissionais se declararam “não tão engajados com o trabalho” ou “realmente desengajados”. A falta de engajamento está de braços dados com a queda na produtividade, infelizmente. Mas há algumas formas de virar o jogo – tanto para o gestor quanto para o time.
Antonio Carlos Soares, especialista em produtividade, CEO e co-fundador do Runrun.it, uma ferramenta de gestão do trabalho, dá algumas dicas que podem ser levadas a todas as hierarquias da empresa. Algumas são tão óbvias que não nos lembramos de segui-las todos os dias. Outras, nem tanto. Teste em sua empresa e conte se deu resultado.
Desconecte-se – Está difícil trabalhar com tanta coisa interessante para ver na internet e no celular? Cheque seu e-mail e suas redes antes de trabalhar. Depois, coloque o celular na gaveta e feche as abas do navegador que não têm a ver com seu trabalho.
Fone de ouvido – Se a empresa permitir, escute música com fone de ouvido quando precisar se concentrar. A música ajuda a focar sua atenção apenas à tarefa que está sendo executada. Além disso, os fones evitam que outras pessoas te perturbem.
Ambiente nota 10 – A produtividade, ou a falta dela, pode não ser totalmente culpa do profissional. O ambiente do escritório influencia muito a motivação dos funcionários. Locais bem iluminados, com temperaturas medianas (18° no mínimo), são os melhores lugares para se trabalhar. Plantas e paisagem natural aumentam a produtividade em até 15%, segundo uma pesquisa da Universidade de Queensland.
15 minutinhos para respirar – Todos precisam disso, tenha certeza. Depois de finalizar uma tarefa complexa, de longa duração, tire 15 minutos para relaxar. Tome um café, estique as pernas, confira as notícias. Esse intervalo descansará sua mente para a próxima tarefa.
Use e abuse da nuvem – A tecnologia pode ajudar, e muito, sua produtividade. Usar ferramentas de gestão na nuvem (que não precisam ser instaladas no computador) para automatizar tarefas burocráticas, como reuniões, envio de e-mails e a produção de relatórios, pode aumentar de 20% a 30% a produtividade das equipes, segundo pesquisa da McKinsey. O Runrun.it, por exemplo, ajuda a organizar o fluxo de trabalho e a formalizar a comunicação.
Fuja de reuniões – Os fundadores da 37signals, empresa americana de tecnologia, escreveram no livro Getting Real que “reuniões são tóxicas”. Elas drenam não só a sua energia como a de todos presentes – principalmente porque normalmente são mal planejadas. Para tornar suas reuniões menos morosas, tente realizá-las em pé – o desconforto irá torná-las mais eficientes e rápidas. E só convide quem realmente for necessário.
Faça sentido – Se o pessoal anda desmotivado, provavelmente não está vendo sentido no que está fazendo. Inclua sua equipe nas decisões e mostre como cada tarefa impacta no resultado final desejado pela empresa.
Uma boa noite de sono – “Ah, mas isso é óbvio!”, o leitor pode dizer. Mas nem tão fácil de se praticar. Então segue uma informação importante: segundo uma pesquisa da Universidade de São Francisco, quase ninguém (apenas 0,2% da população) consegue ter bom desempenho no trabalho dormindo menos de seis horas por noite.
Realize feedbacks – Pode não parecer, mas oferecer feedbacks frequentes aumenta a motivação da equipe. Isso porque os profissionais precisam de avaliação para entender se estão ou não no caminho certo.
Administradores

Prazo para obter registro de técnico contábil entra na reta final

A legislação que regulamenta a profissão contábil determina que os técnicos em contabilidade só poderão se registrar nos Conselhos Regionais de Contabilidade até 1 de junho deste ano. O parágrafo 2° do artigo 12 do Decreto Lei n.° 9.295/46, incluído pela Lei n.° 12.249/10, dispõe que a data refere-se à solicitação de registro pelos técnicos em contabilidade e não ao exercício da profissão. Após essa data, será permitida o requerimento de registro somente de bacharéis em Ciências Contábeis. Sendo assim, os técnicos em contabilidade registrados até a data acima informada poderão continuar a exercer suas atividades normalmente.
Isto não significa que os cursos de técnico em contabilidade serão extintos, apenas os registros concedidos somente para bacharéis em Ciências Contábeis. Os técnicos já registrados no Conselho de Contabilidade e os que vierem a se registrar até 1 de junho têm seu direito de exercer a profissão garantido. O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Antônio Palácios, atribui a aprovação da lei à baixa qualidade dos cursos técnicos oferecidos. “Com o passar do tempo os cursos técnicos em contabilidade foram caindo de nível”, explica Palácios.
JC Contabilidade – Quando essa mudança começou a ser discutida?
Antônio Palácios – Em 2010, houve uma reforma na legislação de regência, com uma série de modificações. Dentro dessas mudanças, ficou estabelecido o prazo de até cinco anos, a partir da vigência daquela lei, para que os técnicos em contabilidade ainda pudessem se registrar no conselho. Esses cinco anos estão vencendo agora.
Contabilidade – O que motivou a aprovação?
– Com o passar do tempo, os cursos técnicos foram caindo de nível. Antigamente, eram necessários três anos para obter o diploma. O profissional saía realmente preparado para exercer a profissão. Hoje, em um ano se faz um curso técnico e a qualidade muitas vezes é péssima. Na contramão disso, a Contabilidade evoluiu, o Brasil adotou as normas internacionais, o ramo passou a ter um enfoque muito voltado à tecnologia e as novidades constantes exigem atualização permanente.
Contabilidade – Quais são as atividades que o técnico exercia antes e agora não poderá mais?
– Antes, o técnico podia executar as mesmas tarefas de um contador graduado, com exceção de auditoria e perícia. Eram duas categorias profissionais com formações diferentes e as mesmas prerrogativas, e isso não é justo. Essa mudança na lei ocorreu porque, se ainda quisermos ter profissionais de nível médio exercendo a profissão, vamos ter que reformular toda a estrutura dos cursos técnicos e fazer com que voltem a ter condições profissionais capazes de atender à sociedade.
Contabilidade – Quais são os trabalhos desempenhados hoje pelos técnicos em contabilidade?
– Os técnicos formados há mais tempo são responsáveis pela contabilidade. Hoje, em função da queda na qualidade dos cursos, os recém-formados estão atuando como auxiliares, uma vez que muitos cursos não oferecem a capacitação que a profissão exige. Só para se ter uma ideia, no exame de suficiência (um dos requisitos para a obtenção de registro profissional em Conselho Regional de Contabilidade) para técnicos, os índices de aprovação ficavam em torno de 20% apenas. Para contadores, temos 80% de aprovação.
Contabilidade – E é de interesse da classe contábil que esses cursos continuem existindo e passem por uma mudança?
– É de interesse, sim, mas achamos que a Contabilidade deve evoluir para a linha dos tecnólogos, o que permite aos profissionais de nível técnico fazerem alguma coisa. Não a profissão de contador, mas algum trabalho na área de Contabilidade. Esses tecnólogos poderiam desenvolver trabalhos auxiliares, por exemplo. O auxiliar de contabilidade que vai fazer os livros fiscais, departamento de pessoal, não precisa ter uma faculdade. Mas tem que estar sob a supervisão de um profissional com responsabilidade técnica, ou seja, com curso superior.
Contabilidade – Antes os técnicos também passavam por um exame de suficiência específico para sua formação. Esse exame continua sendo aplicado?
– Não. Agora não adianta mais fazer o exame porque não terá como obter o registro. Daqui para frente, o exame de suficiência será feito apenas para bacharéis em Ciências Contábeis.
Contabilidade – O grande problema parece ser a qualidade dos cursos. Como o Ministério da Educação cuidou disso?
– Talvez o MEC seja responsável também, por não ter tomado providências e fiscalizado. No curso técnico, não há fiscalização.
Contabilidade – Para quem já tem o registro, muda algo?
– O que muda é que, a partir de agora, a pessoa que quiser obter o registro para trabalhar na contabilidade terá que fazer o curso superior. Isso não tira o direito adquirido daqueles técnicos em contabilidade que já estão registrados. Para todos que já têm o registro ou que venham a obtê-lo até 1 de junho continua tudo como antes. Só muda para quem se formar a partir de junho, que não poderá mais requerer o registro.
Jornal do Comércio

Como fazer sua empresa ser maior que você

Às vezes, esquecemos que os maiores gigantes do mundo começaram bem pequenos. E não estamos nem falando de startups de tecnologia disruptiva. O McDonald’s, por exemplo, um dia foi apenas uma barraca de cachorro quente. A Dauper, uma miúda fábrica de biscoitos na serra gaúcha. Hoje, ela cresce em torno de 30% ao ano. Para 2015, enquanto está todo mundo com medo da crise, a projeção é crescer 45%. E sempre na base do mais com menos: a Dauper é mestre em escalabilidade.
Ter um negócio escalável significa gerar mais emprego, renda e impacto, onde estiver. Significa também reproduzir em grandes quantidades, repetidamente, aquilo que te dá ganho de escala e produtividade sem demandar recursos (dinheiro e/ou mão de obra) na mesma proporção. A Dauper já produz mais de 120 milhões de cookies por mês – mesmo que você não saiba, você provavelmente já comeu um. E se você olhar para uma gôndola de supermercado, pode ter certeza que entre 30% e 50% dos biscoitos ali têm dois sócios por trás: Marcio e Raul.
Nos fim dos anos 80, Marcio, teve a ideia de trazer cookies americanos para o Brasil. Anos depois, Raul, que começou sua carreira empreendedora aos 13 anos, entrou para ser seu sócio na Dauper e se dedicar a torná-la cada vez mais escalável. Além de fornecer para empresas enormes e ter duas marcas próprias, a Dauper está agora abrindo suas biscoiterias pelo Brasil. No webinar realizado pela Endeavor em parceria com o Sebrae, Raul falou sobre a nova aposta em termos de escalabilidade e aproximação com o consumidor final: “um empreendimento do zero vem com as dificuldades de um negocio totalmente novo, mas com as oportunidades de um setor totalmente inexplorado”. Falou ainda da importância da inovação e que 80% do faturamento atual deles nem existia três anos atrás:
NÃO PRECISAMOS INOVAR PARA CRESCER, MAS PARA PERMANECERMOS VIVOS
Confira gravação dessa mentoria coletiva acima e os destaques da conversa abaixo:
Nossa área comercial procura tratar de vendas da forma mais assertiva possível, sem atirar pra todos os lados. Pelo menos 90% do nosso investimento de tempo está antes de dirigir a palavra ao cliente. Primeiro é preciso entender seu produto, estudar qual cliente você quer, qual o tamanho do mercado e o negócio que você tem para ele. Isso faz com que o funil seja mais largo, ou seja, você precisa prospectar menos clientes para fechar mais acordos.
A gente não faz uma prospecção de clientes aberta, eu acho que é um desperdício. Prefiro investir tempo antes do que falar com um monte de cliente antes de saber o que quero oferecer. Às vezes, é melhor conhecer o cliente pra levar uma solução realmente relevante. Sua chance de fechar vai ser muito maior.
Vale entender ainda as dores que fizeram seus clientes comprarem seus produtos e se aprofundar na solução que eles escolheram, para descobrir onde se teve maior relevância e saber onde focar. Isso é essencial para dar o tiro certo no elefante, em vez de ficar matando formiga. – Você quer ter um negocio escalável? É difícil! Faz com que você tenha que fazer coisas que você não gosta. Se você faz biscoitos, por exemplo, tem que saber que, em um negócio escalável, vai ter que gerir pessoas, criar cultura, lidar com clientes, e provavelmente não vai conseguir fazer biscoitos. Você está disposto a perder a visão da borda? Seu papel como empreendedor é ter o máximo de controle, mas perder o controle muitas vezes faz parte de ter um negocio grande. Se você tiver dificuldades de delegar, lidar com incerteza, não tenha um negocio escalável. E não há nada de errado nisso! Vai de perfil para perfil.
Entenda se seu negócio pode ser escalável. Seu custo de aquisição de clientes é muito alto? Ele diminui ao longo da escala? – isso da porta para fora. Da porta para dentro, pergunte-se: seu custo de produção ou de desenvolvimento cai consideravelmente com sua escala? Faça um plano com 5, 10, 100 vezes o seu tamanho e veja como esses dois pontos se comportam.
Como foi a decisão e a experiência de dedicar energia e dinheiro em uma operação fora do Brasil?
Nossa experiência com mercado externo começou em 2012. Queríamos levar nossos produtos em algumas feiras internacionais, vimos que tínhamos um potencial, mas, naquele momento, a qualidade cambial não era tão interessante. Decidimos recuar. Tem espaço grande pra crescer nos EUA, Leste Europeu, Asia, mas o esforço e o capital precisaria ser muito alto. Paramos de prospectar no mercado internacional e focamos no nacional, porque uma das minhas premissas é “se vamos fazer, vamos fazer direito”. A Dauper não estava pronta pra fazer direito naquela hora.
No final do ano passado, com a fábrica pronta e com as certificações internacionais que precisávamos, começamos a estruturar novamente esse plano para ir para fora. Mas todo mundo que entra no mercado internacional vende preço, e a gente não vende preço: tem que ter alto valor agregado.
SE O CARA QUER PAGAR MUITO MENOS QUE O PREÇO QUE A GENTE PROPÕE, ELE NÃO É NOSSO CLIENTE.
Vocês têm um sonho de ser a maior empresa de produtos premium para o segmento de alimentos do Brasil. Como metrificar e trazer esse sonho para a realidade?
SONHO SÓ CONSEGUE DEIXAR DE SER SONHO QUANDO É COLOCADO NO PAPEL.
“Ah, quero ser presidente de uma empresa”. Mas qual o caminho para chegar lá? Se você não sabe, não é sonho, é delírio.
Primeiro, precisamos quantificar. Fazer um Planejamento Estratégico longo é como chutar pro gol no escuro, mas ter o sonho quantificado ano a ano é muito importante pra ter uma base. E só isso: uma base. Hoje, estou fazendo o plano de 5 anos da Dauper e a única coisa certa que sei sobre ele é que ele vai mudar. Mas se eu não fizer isso, não sei por onde começar. Sobrevive quem tem a melhor capacidade de adaptação, não de planejamento. Só tenha cuidado para não perder o foco, se não você começa desenvolvendo software e termina produzindo biscoito, está errado – e eu não quero mais um concorrente! Saiba o que você quer e o que não quer ser.
Endeavor

Até contribuintes mais comportados caem na malha fina

A tecnologia deu à Receita Federal uma poderosa ferramenta para combater fraudes e erros na declaração do Imposto de Renda: o cruzamento de dados. Com esse artifício, o Fisco consegue fisgar muitos espertinhos e desatentos. O problema é que até contribuintes que fazem tudo corretamente, sem omitir dados ou sonegar, podem cair na malha fina.
O sistema eletrônico do Fisco é tão eficiente que desenvolve uma espécie de familiaridade com o contribuinte. Se há uma variação exagerada nos dados de um ano em relação aos anteriores, sem necessariamente haver uma sonegação, pode-se ser incluído na malha.
O diretor da Trevisani Associados, Luiz Roberto Trevisani, ex-delegado da Receita Federal, cita como exemplo o item despesas médicas. O Fisco, segundo ele, entende que o contribuinte pode comprometer 20% da renda tributável com essas despesas. Mas, e se há o diagnóstico de uma doença grave na família que eleva as despesas para as alturas?
“Prepare-se porque você vai cair em malha. Não porque sonegou ou errou na declaração”, afirma ele. “Você cairá em malha simplesmente porque gastou além do que o sistema está programado para aceitar como razoável, isto é, passável sem verificação fiscal pelo serviço da malha”.
Rigor do Fisco
A exigência parece cruel, mas não para por aí. O Fisco não exigirá apenas recibo para a comprovação dos gastos elevados com saúde. Segundo Trevisani, o órgão poderá exigir comprovantes de exames, internações e laudos que confirmem o tratamento.
O aperto pode piorar. A fiscalização vai comparar esses documentos com cheques emitidos ou saques para confirmar valores sacados ou pagos e se as datas dos serviços médicos coincidem com os dias dos atendimentos.
A Receita tem ainda o acesso aos dados do contribuinte por meio dos planos de saúde. A complexa teia de dados eletrônicos do Fisco inclui as informações dos convênios médicos. Se a Receita duvida dos comprovantes médicos, basta procurar os planos.
O caso do excesso de gastos com saúde é apenas um exemplo do que chama a atenção da fiscalização. Geralmente o que atrai as garras do leão é a variação em qualquer área que destoe do histórico do contribuinte e que vá resultar em abatimento de imposto.
Por isso, a Receita utiliza a tecnologia para obter dados de outras fontes. Compra e venda de imóveis ou locação são capturadas pelas declarações que cartórios, imobiliárias e administradores de bens imóveis são obrigadas a enviar ao Fisco.
Outra forma eficiente do leão identificar a sonegação é o cartão de crédito. As administradoras enviam os dados dos contribuintes à Receita. Esse meio denuncia quem gasta muito, mas na hora de declarar informa uma renda muito baixa em relação à fatura do cartão. Porém, o CPF denuncia a incoerência e o Fisco consegue chegar ao suposto sonegador.
Tribuna

A contabilidade e a tecnologia.

Sobre o impacto da tecnologia na nossa profissão, dando margem a reflexões e conclusões animadoras sobre o atual momento e o futuro da atividade contábil.
Foram amplamente analisadas as mudanças desencadeadas pela adoção do Sistema Público de Escrituração Digital, a computação em nuvem, o plano nacional de banda larga, a tecnologia 4G, a cloud fiscal, entre outras novidades que têm desafiado os profissionais da contabilidade.
Combinando o conhecimento teórico (ciência) e prático (tecnologia) de cada época, as tecnologias são produto da evolução do saber, da cultura e da civilização. Em tese, representam avanço, embora algumas tecnologias possam ser usadas também para fins negativos; caso do avião, que Santos Dumont lamentou ser utilizado para destruição, em guerras. Outro resultado condenado é que esse processo cria desemprego, decretando o fim de atividades. Foi assim que perderam a função o ferrador, o ferreiro, o foleiro, o correeiro, o tanoeiro, o segeiro, o leiteiro, o petrolino, o posticeiro, o datilógrafo, entre outros profissionais importantes no passado. Um segmento, entre outros ameaçados no momento, é o de cobrador de ônibus, com a invenção da catraca eletrônica e da passagem digital.
Praticada há milhares de anos, desde quando as informações contábeis eram registradas com bastões em placas de barro, a contabilidade sempre se ajustou às mudanças, revelando-se uma atividade social essencial. Retenhamos o conceito: ela é fundamental por sua essência; se não existisse teria que ser inventada. Só ela sabe lidar com as informações patrimoniais e financeiras de entes físicos, jurídicos e públicos. Mas em cada época, pressionados por novos conceitos, técnicas, métodos, procedimentos, regras, os profissionais foram obrigados a rever suas práticas e conhecimentos. Nos últimos 50 anos, por exemplo, estamos superando tecnologias manuais e mecânicas. Além do computador, que aposentou a máquina de escrever, a informática inseriu a contabilidade na era digital, permitindo o desenvolvimento de sistemas – caso do SPED.
Programas inteligentes e máquinas pensantes estão revolucionando a totalidade do mundo do trabalho, possibilitando a realização de tarefas com mais precisão e agilidade. Todas as atividades humanas assimilam os avanços da informática, do chip e da inteligência artificial. Até na área rural os produtores estão adquirindo máquinas que permitem produzir mais e com melhor qualidade.
A dispensa de mão-de-obra humana ocorre, em nosso país, em grande parte por causa do atraso educacional. Segundo o IBGE (dados de 2010), apenas 7,9% da população brasileira concluíram um curso superior e 59,2% não completaram sequer o ensino fundamental.
Na área contábil, enfrentamos as mudanças promovendo educação continuada, atualização permanente dos profissionais, como vem ocorrendo com a adoção de processos eletrônicos – o CRCPR já faz fiscalização eletrônica -, sistemas como o Sped e a harmonização das normas de contabilidade ao padrão internacional. Quem quiser permanecer no mercado precisa se atualizar, acompanhar a evolução.
As conclusões e perspectivas não poderiam ser melhores para a contabilidade. Seu objeto não muda e, além de melhores instrumentos e recursos que criam segurança, rapidez, integração e redução de custos, com as inovações, os profissionais podem se dedicar cada vez mais à tarefa de prover os clientes com amplas informações e interpretações patrimoniais e financeiras, permitindo decisões mais abalizadas.
Conselho Regional de Contabilidade

Prefira tecnologia que agregue valor ao seu negócio

Ouvimos muito em todo o canto que devemos ter nossos websites, perfis em redes sociais, fazer uso do marketing digital, usar sistemas de informação em nossos negócios etc. Realmente tudo isso é muito bom, mas será que o simples fato de usar tecnologia agrega valor ao seu negócio, os seus colaboradores sabem utilizar ou são preparados para isso? Ou mais ainda, será que o seu cliente, o seu público percebe esse valor, diferenciando você e sua marca dos demais?

Ao falar em tecnologia da informação e comunicação, observamos basicamente três tipos de usuários corporativos: aqueles que sabem usar e alcançam melhores resultados, aqueles que usam por simples obrigação ou modismo, ou ainda o administrador que não utiliza por simples desconhecimento ou acredita que não precisa disso para o desenvolvimento do seu negócio.

Para aqueles que utilizam por modismo é importante dizer que tudo isso não passa de desperdício de tempo e consequentemente de dinheiro, pois o fato de publicar um website, abrir uma página em rede social, disparar e-mail marketing ou demais ações online não irão por si só melhorar a sua imagem e fazer da sua marca uma preferência entre os consumidores.

Aos olhos do público isso já é comum e o fator decisivo para despertar a preferência do consumidor passa a ser outro, a qualidade do conteúdo publicado através destes meios devem contemplar alguns pontos importantes, como o interesse do seu público, utilidade da informação, capacidade de despertar curiosidade, entre outros.

E dentro da sua empresa, como o uso de sistemas de informação podem contribuir para um melhor desempenho da sua equipe? Quantas vezes não ouvimos que não podemos ter um problema resolvido imediatamente por conta do “sistema”, muitas vezes o processo de trabalho é emperrado por uma condição do sistema utilizado internamente. Pense neste ponto ao adquirir uma solução tecnológica para agilizar o trabalho da sua equipe, avalie o quanto este sistema pode se adequar a sua realidade, o que pode ser personalizado, e quais os módulos que são engessados, ou seja, não permitem alteração de função.

O uso da tecnologia no seu empreendimento é com certeza indispensável, mas ao empregar estas facilidades sem levar em conta algumas informações relevantes, corremos o risco de dar um passo para o lado, permanecendo no mesmo lugar. Saia do lugar!

http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/prefira-tecnologia-que-agregue-valor-ao-seu-negocio/74230/

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