Soluções

A importância da criatividade na solução de conflitos

Corte de gastos, demissões e aumento de impostos. Estas são algumas das respostas mais comuns em tempos de dificuldades econômicas. Um exemplo recente partiu do Governo do Estado do Rio de Janeiro ao tentar resolver a crise estadual com medidas similares. Polêmicas, as soluções já causaram revolta e até motivaram a ocupação da Assembléia Legislativa do Rio por manifestantes.
Uma reação que poderia ser diferente se as lideranças locais abordassem a situação de maneira inovadora e se adotassem uma postura aberta a boas ideias. É o que confirma uma pesquisa recém divulgada pelo site Psychology Today sobre a imposição de soluções rígidas. Entre outros detalhes, o estudo mostra que quanto mais encararmos os desafios com dureza mais as pessoas se sentirão frustradas e impotentes.
– Situações que se afiguram fechadas a contribuições podem enviar sinais de “mãos atadas” e sutilmente desencorajam as pessoas de qualquer interação mental ou física com as idéias – aponta Wilma Koutstaal, professora de psicologia da Universidade de Minnesota Ph.D no assunto e autora do artigo sobre o pensamento e a agilidade humana.
A visão é compartilhada pelo especialista em publicidade e empreendedor digital Celso Fortes. O CEO da agência Novos Elementos explica que buscar por soluções criativas é uma necessidade geral. O publicitário reforça que estes pontos podem ser muito úteis para a gestão dos negócios ou governos, assim como é feito nas grandes empresas de tecnologia.
– Os conceitos de criatividade, inovação e design são universais e devem ser expandidos. É algo muito além do que nos acostumamos a ver em smartphones, carros e em outras peças de consumo. É claro que encontrar soluções para problemas e situações difíceis é uma tarefa árdua para qualquer um. Mas, isso não quer dizer que só uma atitude centralizadora é capaz de encontrar boas respostas – argumenta.
É por isso que o especialista em publicidade da agência Novos Elementos destacou abaixo cinco pontos para que o design, a criatividade e a inovação inspirem os líderes e empreendedores a encontrar melhores processos de gestão.
Design Thinking – Esse tema ficou mais popular recentemente e tem aspectos valiosos. A grosso modo o “Design Thinking” é um processo que ajuda as empresas, instituições ou o líderes a se aprofundarem em situações complexas e buscar o entendimento de parâmetros e padrões que são necessários para conseguir projetar soluções de maior qualidade possível. “Ah, então basta pensar diferente?” Não. Este é um processo para ser feito em grupo. Afinal você não verá seus “pontos cegos”. É realmente se debruçar sobre o assunto e atingi-lo com novos conceitos, ideias, visões de mercado e até mesmo preparar protótipos para ver se solução alcançada se adapta a realidade. É um meio mais profundo de oferecer respostas e informações preciosas que tornarão suas decisões ainda mais claras e realistas.
Detalhes – Toda mensagem ou parte do processo importa. Pense em um iPhone. O primoroso smartphone da Apple é um sucesso porque seu inventor (Steve Jobs) era um obcecado por detalhes. O celular da Apple foi meticulosamente pensado tanto por dentro quanto por fora. Isso fez a fabricante de tecnologia levar os conceitos de design ao extremo. O resultado foi um aparelho bem acabado fisicamente, mas que sem suas múltiplas funções com o sistema operacional iOS não iria passar de uma placa de vidro de cantos arredondados. Fora isso, um equipamento desses contém poderosos chips que permitem o usuário acessar a internet e tirar fotos em alta qualidade em segundos. O design e a criatividade são parte crucial desse processo, pois contribuíram para que a equipe percebesse as verdadeiras potencialidades do que até pouco atrás era visto como um “simples” celular.
Experiência do usuário – Um solução só inovadora se ela levar em consideração a realidade de quem usa o serviço, produto ou projeto. Caso contrário a resposta encontrada é apenas um conjunto de ideias mirabolantes que não se aplicam à vida prática. Os profissionais de design são formados para a buscar soluções integradas, capazes de atender aos anseios dos perfis mais variados. Combinar habilidades que permitam ao resultado final é uma forma de gerar o máximo de empatia possível pelo produto ou arte. A consequência dessa experiência é uma verdadeira vantagem competitiva e deve ser levada em consideração.
Administradores

Soluções contábeis brasileiras buscam o mercado externo

O Brasil conquistou, nos últimos anos, espaço entre os grandes da economia mundial e vem tentando evoluir no quesito inovação. Um dos cinco países em crescimento integrante do Brics, o Brasil briga para emplacar um ambiente de negócios próprio para receber investimentos. Para isso, conta com a contabilidade como aliada. A complexidade tributária e a maior atenção do Fisco a cada detalhe informado por empresas e contribuintes fizeram com que o setor tivesse de investir pesado em tecnologia e qualificação.
Em 2007, o Brasil iniciou a adequação às Normas Internacionais de Contabilidade (International Financial Reporting Standards – IFRS) a partir da promulgação da Lei nº 11.638. O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), criado pelo governo brasileiro com o intuito de propiciar um melhor ambiente de relações e negócios para as empresas, mais eficiente controle tributário por parte da Receita Federal e a eliminação do papel em todo o processo, também já é alvo de interesse de outras nações. O programa, embora seja questionado por uma parcela dos profissionais da área contábil em função das exigências e adaptações constantes, é um dos responsáveis pelo interesse de outros países por soluções nascidas em terras brasileiras.
Para a contadora e sócia da Trevisan Gestão e Consultoria (TG&C) Geuma Nascimento, a contabilidade brasileira está no caminho certo. Segundo ela, o segmento está tomando musculatura de uma ciência que vai muito além de meros registros de números. “O mundo clama por sistemas mais seguros com capacidade de auditagem dos dados sobre tudo e sobre todos”, diz Geuma.
No entanto, há entraves para que esse conhecimento ultrapasse as fronteiras do País, em função de episódios envolvendo fraudes e corrupção dentro de empresas privadas e estatais. Ao contrário do que muitos esperavam, o Brasil não “dita” regras para outros países. “Vivemos um momento extremante crítico de descrédito absoluto em todas as áreas, que até mesmo naquilo que poderíamos continuar sendo referência, como é o caso do programa Sped, acabamos enfraquecidos”, pondera.
É bem verdade que o governo brasileiro foi muito além da NFe e implantou outros subsistemas, diferentemente de países que pararam na emissão de notas fiscais eletrônicas. “Soubemos, por meio de colegas da Receita Federal, que esses países e outros, no início da implantação de nosso sistema, chegaram a nos visitar para entender como fomos tão longe com o programa Sped, muito além da NFe”, lembra Geuma, lamentando que a posição de vanguarda não tenha se mantido com o tempo. O desafio, agora, é reverter o cenário e voltar a ser uma referência quando o assunto é tecnologia contábil.
Invoiceware mira o segmento latino-americano
Quando se deu conta da aplicabilidade em outros países do sistema de Nota Fiscal Eletrônica (NFe) criado para o ambiente nacional, a Invoiceware deu início a um projeto de expansão. Em 2011, a multinacional brasileira começou a desenvolver as versões locais de softwares – programas com formato multi-idioma e compatíveis com diferentes tipos de documentos eletrônicos.
Menos de quatro anos depois, as soluções desenvolvidas estão presentes no México, Peru, Uruguai, Equador, Argentina e Chile. E a expectativa é de que, até o final deste ano, desembarquem em mais países. Recentemente, a empresa iniciou suas operações no Peru, onde três empresas multinacionais, Clorox, SC Johnson e Coca Cola, fecharam contratos com a Invoiceware para implantação da emissão das chamadas facturas electrónicas, também chamadas de e-Invoicing (Eletronic Envoicing).
No Uruguai, a McCain Foods decidiu iniciar a implantação das notas fiscais eletrônicas em abril. Lá, a facturación electrónica ainda não é obrigatória, porém as empresas estão sendo estimuladas a aderir ao projeto por meio de incentivos fiscais proporcionados pelo governo local.
Esses projetos estão sendo implantados por profissionais brasileiros e dos Estados Unidos, onde a Invoiceware tem uma filial. “O Brasil está exportando o seu know-how adquirido ao longo da última década no processo de emissão de documentos fiscais eletrônicos para os países vizinhos”, comemora o CEO do Grupo Invoiceware no Brasil, Alexandre Auler, sublinhando que, nos próximos meses, a empresa deve iniciar operações na Colômbia, que já dá os seus primeiros passos na migração dos documentos fiscais em papel para o formato digital.
Assim como a Invoiceware, a multinacional Totvs conta com um software de gestão (ERP), com tecnologia brasileira, comercializado em vários países. Entre suas funcionalidades, estão o controle das contas a pagar, contas a receber, informações financeiras e contábeis. Contudo, nem todas as grandes empresas brasileiras, ou com sede no País, são bem-sucedidas na hora de expandir.
Alterdata dribla dificuldades para ultrapassar as fronteiras
A Alterdata Software pensou em expandir seu mercado para fora do País em 2008. Fez estudos, arriscou, mas não obteve sucesso. “Fizemos estudos em Portugal e na Espanha. Porém, quando os projetos de expansão estavam bem avançados, apareceu a crise financeira internacional e nos fez recuar”, destacou o diretor executivo da empresa, Ladmir Carvalho.
A empresa chegou a investir em uma base na Angola, a fim de chegar ao continente africano, que foi mantida durante certo tempo, mas fechou devido à pressão política. Para Carvalho, levar soluções contábeis a outros países acaba não sendo viável, porque a “nossa legislação é muito específica, não tendo relação com o que é praticado lá fora”.
A saída para não abrir mão totalmente do mercado internacional foi investir em uma solução empresarial voltada à comunicação: o Karoo. “Optamos por um produto que não tivesse barreiras tributárias. Nossos sistemas possuem muitos aspectos tributários, o que poderia dificultar a atuação em outros mercados”, reflete.
O aplicativo para chat – conversa on-line – permite que empresas falem com seus clientes através da web, integrado a seus ambientes de trabalho. A ferramenta, lançada em julho, entra para concorrer com os melhores softwares dos Estados Unidos e Inglaterra. “Estamos confiantes de que temos um produto com funcionalidades tão boas quanto a desses países, e preços mais competitivos. Desta forma, estamos muito convictos de que uma nova era está nascendo para a Alterdata”, diz Carvalho, mantendo o otimismo.
Jornal do Comércio

Receita Esclarece Questões sobre a CPRB

Através de várias soluções de consulta, a Receita Federal esclareceu questões relativas à CPRB – Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta:
Solução de Consulta Disit/SRRF 6.023/2015 – Enquadramento pelo CNAE. Atividade Econômica Principal. Início de Atividades. Após o ano-calendário de início das atividades da empresa, primeiramente deve-se examinar no ato constitutivo ou alterador que vigorava no ano-calendário imediatamente anterior, quais eram as atividades econômicas previstas em seu objeto social. Em segundo lugar, deve-se identificar de qual, dentre as atividades econômicas previstas nesse ato, a empresa auferiu a maior receita bruta nesse mesmo ano-calendário imediatamente anterior.
Solução de Consulta Cosit 118/2015 – Construção Civil – Retenção – No caso de serem contratadas para realizarem obras sob regime de empreitada total, valendo-se o dono da obra, proprietário ou incorporador, da faculdade da elisão da responsabilidade solidária por meio da antecipação das contribuições previdenciárias devidas, representada pela retenção sobre a nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, esta também deverá ser efetuada com o percentual de 3,5% da CPRB.
Solução de Consulta Cosit 116/2015 – Operação Portuário. Obrigações. O operador portuário sujeito ao regime de tributação substitutivo continua obrigado a repassar ao OGMO a contribuição previdenciária patronal prevista no inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, e a contribuição destinada a outras entidades e fundos incidentes sobre a remuneração dos trabalhadores avulsos que lhe prestaram serviços, ficando o OGMO responsável pelo recolhimento dessas contribuições.
Solução de Consulta Cosit 115/2015 – O consórcio de empresas somente fica sujeito à contribuição previdenciária substitutiva a partir de 27/12/2013, quando houve a sua equiparação a empresa, por força da Medida Provisória nº 634, de 2013, convertida na Lei nº 12.995, de 2014.
Guia Tributário

Soluções para fazer negócios em tempos de crise

Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de um terço das empresas brasileiras não tem espaço para buscar novos financiamentos. De acordo com o balanço, 36,9% das empresas estão endividadas. O número de empresas endividadas no país vem crescendo, sobretudo, devido ao desaquecimento da economia e à queda de confiança dos investidores no país. A maioria dos empresários que estão com as contas no vermelho reclama da falta de crédito, do aumento dos impostos e da grande burocracia para se abrir ou fechar uma empresa. Muitas vezes, se deparam com alguns dilemas quando se trata em manter as contas em dia em tempos de uma macroeconomia desfavorável. O consultor Daniel Schnaider (*), sócio do SCAI Group, especializado em reestruturação de empresas familiares, traz algumas dicas para esses desafios enfrentados pelos empreendedores brasileiros:
1 – Como obter financiamento?
A mensagem que o empresário brasileiro precisa entender é que não faltam recursos, mas sim uma “boa estória” que renda credibilidade. Muitas vezes as empresas fazem solicitações de crédito sem a capacidade de convencer a agência financiadora de suas chances de retorno no investimento. Em um cenário de recessão, o empresário deve saber apresentar, de forma muito clara, por que sua equipe administrativa é confiável, o que tem de diferencial em seu produto ou serviço, e por que, apesar das condições desfavoráveis, seu mercado é uma excelente oportunidade.
2 – De quanto minha empresa realmente precisa?
Ao criar o plano de negócios, deve-se considerar alguns cenários de financiamento. Um deles deve ser o “plano-mínimo-sustentável”, além de outros planos mais agressivos como alternativas. Em momentos de cenário econômico pessimista, se há uma linha de financiamento menor do que o plano mínimo, ela deve ser considerada, pois com ela, suas chances de conseguir outros financimentos aumentam, uma vez que o seu risco geral diminuiu.
3 – Como pagar menos juros?
O mercado financeiro também apresenta grandes variações de um financiamento para outro. Se você ocura por comodidade, pode pagar um taxa maior. Mas se você tem paciência e tempo para procurar por várias alternativas, pode achar excelentes oportunidades. No mercado de financiamento, parte do custo é devido ao risco e retorno esperado do negócio. Caso você consiga apresentar uma boa administração do risco com uma boa taxa de retorno, poderá influenciar a instituição a rever o custo do risco nos juros exigidos.
4 – Como se planejar para pagar os impostos?
Tributos são custos. Ou ele é pago pela empresa, o que reduz o seu lucro, ou é pago pelo cliente, ou uma mistura dos dois. O sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. A dificuldade de cumprir à risca a legislação tributária, somada ao medo de uma fiscalização abusiva, criam uma situação absurda em que empresas acabam pagando mais do que devem. Ver os impostos municipais, estaduais e federais como um único grupo também é um erro. Deve-se avaliar em que esfera há dificuldade, em que etapa da cobrança a empresa se encontra e em qual setor econômico atua. É bem possível que o problema não seja particular da empresa, mas sim de um grupo de empresas do mesmo setor, que passa por dificuldades semelhantes e podem desenvolver estratégias em conjunto contra tributos excessivos.
5 – Como manter a liquidez dos negócios em tempos de inadimplência?
Para a maioria das empresas, basta um atraso no pagamento de um cliente importante para que seu fluxo de caixa fique comprometido e a suspensão do recolhimento de tributos seja a sua única forma de honrar seus demais compromissos. Esta é uma das muitas razões pela qual a estabilidade macroeconômica é tão importante. Entretanto, o empresário responsável deve compreender quais são as prioridades e fazer um planejamento para trabalhar de acordo com elas. Dessa forma, há chance de que consiga, apesar do aumento dos impostos, não repassar este custo para os clientes e também não abrir mão do lucro.
Revista Incorporativa