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Como os benefícios corporativos podem ajudar a tornar o seu RH estratégico

Oferecer um pacote de benefícios atrativo e diferenciado é uma importante ferramenta para conquistar e manter talentos em qualquer empresa. As empresas que colocam uma vantagem como essa em prática, conseguem motivar e engajar os colaboradores que já fazem parte do time, elevando a produtividade e a competitividade da organização.
Não é novidade que o salário não é mais o ponto decisivo para quem busca por uma colocação no mercado de trabalho. Hoje, as pessoas querem também desafios e, acima de tudo, qualidade de vida, tanto na empresa quanto fora dela. Neste último item, especialmente, o papel de um bom conjunto de benefícios se sobressai. Eles colaboram decisivamente para a redução do turnover e também criam um clima positivo, fazendo com que as pessoas se sintam importantes e parte da organização.
Pensando nesses diferenciais, listei algumas dicas sobre como aproveitar melhor a gestão de benefícios e tornar seu RH estratégico. Muitas destas iniciativas já são bem comuns na maioria das organizações, outras são um pouco mais arrojadas, mas podem apresentar excelentes resultados. Veja quais são os cuidados essenciais que sua equipe de RH deve ter para gestão de benefícios:
Faça um planejamento – A política de benefícios precisa alinhar-se às demandas de dois interessados. Primeiro, da própria empresa, que busca motivar, engajar seus colaboradores e, consequentemente, melhorar a produtividade e a competitividade. Segundo, dos colaboradores, que buscam nos benefícios as características que consideram importantes para a manutenção de um clima favorável no trabalho.
Por isso, determinar o que será oferecido neste pacote deve ser resultado de um planejamento específico, que precisa levar em conta os objetivos da empresa, além do perfil e a necessidade dos colaboradores.
Conheça seu público – Para determinar quais benefícios serão oferecidos aos colaboradores, é essencial saber o que é importante para eles e o que faria com que todos escolhessem sua empresa para trabalhar.
Tenha atenção ao que diz a lei – Antes de elaborar um plano de concessão de benefícios, é preciso prestar atenção ao que diz a legislação trabalhista. Alguns benefícios, como férias, 13° salário e horas extras são obrigatórios. Por vezes, há ainda outras vantagens definidas por meio de acordos coletivos ou negociações com sindicatos, que precisam ser respeitados. Também é importante ficar atento a determinados benefícios pagos em dinheiro, como os bônus ou remunerações variáveis. Elas geram encargos sociais, que devem ser incorporados aos custos da política de benefícios.
Mantenha a transparência nas políticas de RH – Os benefícios estão entre os principais atrativos que seduzem o colaborador a permanecer em uma organização. Quanto mais claras forem as práticas da organização nesta área, mais chances ela terá de cativar talentos.
É preciso ser transparente sobre o que será oferecido, para quem e em que condições. Plano de saúde, participação nos resultados, auxílio-educação, enfim, quando o colaborador escolhe a empresa, ele tem que ter segurança sobre tudo o que poderá receber em troca do seu engajamento. Também é importante informar ao colaborador em qual nível do plano de benefícios ele está enquadrado.
No caso dos planos de saúde, por exemplo, é comum a empresa oferecer diferentes modalidades, de acordo com o cargo ou a função.
Foque na qualidade de vida – É no trabalho que as pessoas passam uma boa parte de suas vidas. Logo, ter qualidade de vida no escritório é essencial para o bem-estar geral. O papel do RH aqui é muito importante para gerar um ambiente favorável para que os colaboradores se sintam motivados. Entre as ações de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), estão a jornada flexível ou reduzida em determinadas situações, possibilidade de trabalho em home office, incentivo à prática de atividade física por meio de um benefício de qualidade de vida, licença especial para projetos pessoais e oferta de serviços diferenciados no escritório (salão de beleza, massagem, entre outros).
Ofereça cartões de benefícios – Gerenciar a vasta relação de benefícios que as empresas devem oferecer aos colaboradores pode muitas vezes sobrecarregar a área. É relativamente comum que o setor de RH seja “engolido” por atividades administrativas de tal forma que não sobre tempo para pensar na gestão de pessoas de forma estratégica.
Uma alternativa para facilitar este gerenciamento é o uso dos cartões de benefícios. Hoje, o mercado oferece alternativas cada vez mais adaptáveis aos diferentes tipos de negócios e necessidades das empresas. É uma forma de evitar a sobrecarga dos Recursos Humanos que, com menos atividades administrativas para executar, terão mais tempo para desenvolver estratégias para aprimorar a relação da organização com seus colaboradores.
Implemente benefícios flexíveis – A implantação de benefícios flexíveis é uma alternativa para customizar ainda mais o pacote oferecido aos colaboradores. Nesta modalidade, a empresa determina um valor de crédito para o investimento e os próprios colaboradores decidem onde ele será aplicado. Além de melhorar o aproveitamento do seu investimento, esta ação amplia a noção de que o colaborador participa efetivamente das decisões na empresa.
Avalie os benefícios – Quando vamos realizar qualquer tipo de investimento, é fundamental ter metas claras quanto ao retorno esperado. Na gestão de pessoas não é diferente. Por essa razão, é essencial medir como os colaboradores avaliam o pacote de benefícios oferecido pela empresa.
Para fazer isso, as pesquisas de satisfação são uma boa alternativa. Elas podem dar subsídios para verificar se o investimento está gerando o reflexo desejado e melhorando a percepção dos colaboradores quanto à qualidade de vida no trabalho ou se é necessário reavaliar sua gestão de benefícios.
E na sua empresa, como é a gestão de benefícios? Você acredita que ela é um diferencial na captação e retenção de talentos?
Oferecer benefícios aos funcionários faz com que eles se sintam valorizados. Com essas dicas básicas, vemos o quanto é importante investir nessa área, principalmente nos dias de hoje, em que as pessoas escolhem seu trabalho de olho no que ele pode oferecer de benefícios, tanto financeiros, quanto ao que diz respeito à qualidade de vida.
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Seis passos para potencializar 10 vezes mais os seus resultados

A Universidade de Harvard realizou um estudo e entrevistou seus alunos, para descobrir que 84% deles não tinham metas traçadas, 13% disseram que possuíam metas e apenas 3% afirmaram também possuir metas e tê-las escritas. Dez anos depois, esses mesmos alunos foram entrevistados novamente e a universidade descobriu que aqueles 13% conseguiram o dobro do resultado e os 3% tinham conquistado 10 vezes mais do que todos os outros juntos. Segundo a coach de inteligência emocional, Inessa Franco, metas precisam ser específicas para serem cumpridas.
A coach acrescenta: “No alcance de objetivos, é muito importantes que estes sejam grandes, que a pessoa pense grande, para que também estabeleça metas igualmente potentes, que irão manter a motivação de atingir o resultado. Sonhar grande também eleva a pessoa a um outro patamar, em que ela começará a conviver com pessoas que vivem a vida que ela quer e buscará ser melhor para atingir aquele objetivo”, diz.
Inessa afirma que as metas são o que irá definir se o objetivo será alcançado ou não e, por isso, muitas pessoas falham na conquista do sonho. “Cada meta atingida, aumenta ainda mais a vontade de vencer e torna o caminho, que muitas vezes é difícil, muito mais prazeroso”, completa.
A especialista ensina seis passos para definir metas eficazes, que te levarão a atingir o seu objetivo final. Confira:
1. A meta precisa ser específica: “Se ser promovido é o que você quer, sua meta precisa de dados e números. Quando você quer conseguir essa promoção? Em que cargo? Em qual empresa? É preciso também que seja uma meta positiva. Não do que você não quer, mas do que você quer e irá te fazer bem e te trazer algo bom”, diz.
2. Defina prazos: “Se o seu objetivo é dobrar o número de clientes, quantos clientes você precisa por mês para atingir esse resultado? Cinco? Dez? Dessa forma o trabalho que você terá será melhor visualizado, para que você possa ir em direção ao resultado.”, afirma a coach.
3. Mensure os investimentos nessa meta: Quanto você pode ou precisa investir para alcançar o resultado? Não somente investimentos financeiros, mas também meça os seus esforços e avalie se você está disposto a pagar esse preço e o que você vai precisar fazer”, aconselha.
4. Tenha uma meta alcançável: “Ela precisa ser grande o suficiente para motivar, mas não impossível. Você precisa achar que irá conseguir, senão nem irá começar”, diz Inessa.
5. Divulgue a sua meta: “Diga às pessoas que você está indo atrás dessa meta, assim, você também tem a força da sua palavra, da cobrança de ter se comprometido com alguém sobre isso”, complementa a especialista.
6. Tenha uma meta importante: “Por que você quer e precisa realizar essa meta? Escreva, leia em voz alta, mentalize e se eduque a ir em direção a meta”, ressalta.
A coach conclui defendendo a pesquisa de Harvard.“É importante ter uma meta e que ela seja escrita. Se não vale a pena sequer ser escrito, significa que você provavelmente você não vai executar. No fim, é válida toda a forma de te manter focado para que você atinja os seus resultados e vá até além deles”, finaliza.
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