Produtividade

A reforma trabalhista e as oportunidades para o home office

A proposta de reforma trabalhista apresentada pelo governo federal para ser discutida durante este ano no Congresso traz oportunidades de modernização das relações de trabalho no Brasil. Ao permitir que convenções coletivas regularizem o trabalho remoto e remuneração por produtividade, ele vai ao encontro de transformações profundas nas relações entre empregador e empregado nos últimos anos.
O contrato de trabalho baseado em horas é uma herança do sistema de trabalho fordista, quando a maior parte dos empregos era em trabalhos repetitivos em linhas de produção industrial. Como a tecnologia à época inviabilizava o controle da produtividade empregado a empregado, o contrato por horas delimitava quanto do dia do trabalhador estaria comprometido com a empresa, e servia como aproximação matemática para a produtividade.
Contudo, nos últimos anos as transformações no mundo do trabalho transformaram o contrato por hora em uma camisa de força para empresas e profissionais da chamada economia do conhecimento. Enquanto tarefas repetitivas estão sendo cada vez mais automatizadas, por meio de chatbots, internet das coisas e inteligência artificial, por exemplo, o profissional coloca cada vez mais sua própria inteligência no trabalho. Isto é uma realidade na indústria, no campo e em áreas administrativas e back office.
Ao mesmo tempo, o desafio da mobilidade urbana impacta o ambiente de trabalho. Levantamento da ONG Nossa São Paulo mostra que o trabalhador paulista perde mais de duas horas por dia no trânsito. Isso é tempo improdutivo, tanto para o trabalho quanto para a vida pessoal do profissional.
Ao possibilitar contratos por produtividade e o trabalho remoto, a reforma trabalhista concilia qualidade de vida para o trabalhador e produtividade para a empresa. O trabalhador pode conciliar da melhor maneira para ele a vida profissional e pessoal, enquanto a empresa economiza em encargos e tira o melhor do seu profissional. Isso em uma época na qual as informações estão cada vez mais na nuvem e menos em um local físico, facilitando que uma determinada tarefa seja realizada de qualquer lugar.
E essa mudança regulatória chega ao país no momento em que a tecnologia consegue dar suporte ao trabalho remoto. Soluções de inteligência artificial como as que desenvolvemos na Fhinck permitem avaliar o desempenho de cada profissional, seu pico de produtividade pessoal e até mesmo comparar tempo de trabalho e produtividade do trabalho remoto em relação ao realizado no próprio escritório. Esses dados permitem até a adoção de soluções criativas, como a melhor combinação de trabalho remoto e in loco para que cada profissional entregue o seu melhor.
A tecnologia permite inclusive atender a uma necessidade cultural do ambiente corporativo brasileiro. Até agora, o trabalho remoto não havia emplacado entre nós não apenas por conta da regulamentação, mas também pela necessidade que o gestor brasileiro sente de ver os funcionários trabalhando. Com as tecnologias de monitoramento existentes, isso se torna possível no ambiente remoto, permitindo que o gestor consiga avaliar se o profissional está realmente trabalhando, como diz. Para o profissional, esse monitoramento afasta a subjetividade da avaliação do gestor, pois os dados monitorados confirmam seu comprometimento com o trabalho.
A combinação de modernização regulatória e tecnológica é a chave para trazer mais produtividade às empresas em um momento desafiador como o atual em nosso país. Precisamos deixar de ser um país de renda média, e elevar a produtividade da nossa economia é fundamental para melhorar as condições de vida da sociedade como um todo.
Administradores

Como motivar sua equipe para ter novas ideias e projetos

Remuneração abaixo do esperado, poucas chances de crescimento profissional e ausência de novos desafios são três fatores frequentemente apontados por funcionários como os responsáveis pelo desgaste dentro do ambiente de trabalho.
Como se não bastasse, muitas empresas ainda precisam enfrentar os prejuízos da má relação entre colaboradores de diferentes níveis e posições, o que geralmente prejudica muito o potencial produtivo da equipe, já que esgota não só os liderados, mas também o líder.
Então, qual a saída ideal para evitar a falta de motivação da equipe?
A melhor maneira de evitar problemas desse tipo dentro da sua empresa é investindo na proximidade entre líderes e liderados, pois a boa interação com o gestor faz com que os colaboradores sintam-se confortáveis, mais confiantes e, consequentemente, mais motivados, contribuindo cada vez mais para os bons resultados do negócio.
Para isso, é essencial investir em uma estratégia de portas mais abertas, com mais contato entre colaboradores e líderes, além de feedbacks consistentes e sinceros, momentos de descontração e, claro, um plano de benefícios que reconheça o sucesso profissional de cada colaborador.
Como investir na motivação por reconhecimento
A princípio, é preciso analisar que estamos lidando com seres humanos repletos de necessidades pessoais, profissionais e sociais distintas. Portanto, nada de generalizar o tratamento entre os membros da equipe e tratá-los como robôs.
Na prática, não há uma fórmula exclusiva. A regra geral é simples: buscar reconhecer e valorizar os membros da equipe nas mais variadas formas possíveis. Essa técnica é utilizada com sucesso pela 3M, através da sua equipe de intraempreendedores — colaboradores que sabem que são parte fundamental do sucesso da organização e, por isso, se destacam por trabalharem com mais dedicação e seriedade, visando desenvolver produtos novos e soluções positivas, assumindo riscos e servindo de exemplo para os demais colegas.
Pessoas classificadas como intraempreendedoras abandonam a zona de conforto e trazem melhores resultados, merecendo reconhecimento na equipe. Afinal de contas, reconhecimento gera motivação e motivação, por sua vez, pode gerar inovação.
O já conhecido sistema de job rotation, por exemplo, é ideal para lançar novos desafios e missões específicas para o time, possibilitando assim a participação em outras áreas da empresa e possivelmente o descobrimento de novos talentos ainda desconhecidos pelo líder e pelo próprio colaborador.
O resultado dessa prática é um ciclo de motivação contínua, com alto fluxo de projetos inovadores, que por consequência darão aos funcionários mais visibilidade, autoconfiança e crescimento profissional.
É importante, no entanto, entender que cada empresa deve conhecer detalhadamente seu ambiente de trabalho e seus funcionários, para só assim desenvolver suas maneiras de reconhecer projetos e profissionais inovadores.
Portanto, ajuste o potencial da sua equipe com uma boa dose de análise e reconhecimento, visando mais satisfação e motivação no ambiente de trabalho, garantindo mais produtividade.
Administradores

Proposta prevê aumento do Imposto de Renda, nova CPMF e menor INSS

Aumento de Imposto de Renda para quem ganha mais, uma nova CPMF para reduzir à metade as contribuições previdenciárias de empresas e empregados, o fim do ICMS e a tributação próxima a zero de alimentos e remédios.

Essas são as principais novidades da proposta do novo relator da reforma tributária, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), a ser apresentada até dezembro, com o apoio de representantes de partidos aliados do presidente Michel Temer (PMDB) e do PT.
A ideia do relator da matéria é criar um consenso em torno da proposta para evitar que sofra engavetamento, como ocorreu com várias propostas apresentadas nesse sentido desde a Constituição de 1988. “Pretendemos no prazo de 60 dias dar uma resposta efetiva para esta questão, de modo que o Brasil tenha condições de retomar o crescimento sustentável, por meio de reformas no seu sistema tributário, a partir da análise das propostas de emenda à Constituição já em andamento, da experiência acumulada de outras tentativas de reforma tributária e da opinião de especialistas, seja possível a elaboração de uma proposta de consenso”, afirmou ao DCI o deputado, que é especialistas em matéria tributária no Congresso.
Por isso, para esse evitar desavenças desse tipo, Hauly já decidiu preservar o percentual dos entes federados no bolo tributário do país.
“Penso que uma das razões das reformas anteriores terem falhado foi por se concentrarem sobremaneira na partilha dos tributos, e não na construção de um sistema economicamente simples e eficiente”, declarou Hauly.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prefere colocar como prioridade para votação, a exemplo das reformas da Previdência e trabalhista, porque terão efeitos para a redução da carga tributária.
Anteontem, em São Paulo, em palestra para empresários, Maia comparou a evolução das reformas a uma corrida de obstáculos a serem superados um a um.
“Nós estamos fazendo uma corrida de obstáculos, se não tem a PEC do Teto dos Gastos, não tem a Previdência. Eu tenho a convicção de que as reformas do teto, da previdência e trabalhista precisam ser aprovadas nessa sequência. A reforma tributária precisa que todas as outras sejam aprovadas, para que a médio e a longo prazo tenha a redução da carga tributária”, disse Maia.
A favor do cronograma de Hauly, o deputado Eno Verri (PT-PR) afirmou ao DCI que há clima, sim, para votar a reforma tributária ainda neste ano.
“Depois da PEC do Teto, vem a reforma política e depois há espaço para a reforma tributária”, projetou o petista, que concorda com as principais teses defendidas pelo tucano, a exemplo do aumento do Imposto de Renda e a volta CPMF.
No início deste ano, ainda no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, a bancada do PT apresentou proposta que previa a isenção do IR até R$ 3.390 e alíquota de 30% depois de R$ 27 mil e de 40% depois de R$ 108 mil,
Renda x consumo
O relator disse pretender propor um sistema tributário baseado no modelo europeu, com um imposto de renda federal, um imposto sobre valor agregado e um imposto seletivo estadual (mas com legislação federal), e impostos sobre o patrimônio municipais (alguns com legislação federal).
Hauly recorre a dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE), uma instituição internacional de 34 países desenvolvidos,
“Enquanto, na média, os países da OCDE recebem 37% de suas receitas da tributação da renda e 25% da do consumo, no Brasil, a tributação sobre bens e serviços responde por 51% da carga tributária, enquanto a sobre a renda representa somente 18%”, disse.
Por essa razão, ele quer deslocar parte da tributação sobre o consumo para a renda, buscando atingir distribuição similar a dos países da OCDE. “Contudo, em hipótese alguma admitiremos aumento da carga tributária total, que deve permanecer em torno de 35% do PIB”, disse.
Para Hauly, a resistência do empresariado à volta da CPMF será compensada com a redução à metade das alíquotas previdenciária cobradas atualmente de empregadores e empregados. “A redução da contribuição previdenciária é música nos ouvidos das empresas”, comentou, ao abordar um dos principais alicerces da proposta – a recriação do tributo sobre transações bancárias, desde que reduza à metade as contribuições previdenciárias de empregadores e empregados.
Outro alicerce da proposta é a extinção do ICMS, cuja guerra fiscal o relator pretende atacar por representar um emaranhado de controvérsias entre estados e Judiciário.
“Vamos reduzir a carga tributária que incide sobre as empresas e os empregados, de forma a incentivar a produtividade e gerar uma fonte permanente para milhões de atuais e futuros beneficiários que não contribuem ou contribuem muito pouco para ter acesso aos benefícios”, disse o relator.
Hauly classificou o sistema tributário brasileiro como caótico e “laborcida” – que mata empregos. Ele classifica sua proposta como “laborgênica” – geradora de empregos. “O objetivo será simplificar a cobrança de tributos, racionalizar o sistema tributário nacional e redistribuir e reduzir a carga tributária”, disse.
Entre outras propostas defendidas por Hauly, destacam-se: isentar totalmente as exportações e os bens de ativo fixo das empresas; Extinguir o ICMS, IPI, ISS, Cofins e o IOF e criar no lugar um imposto seletivo monofásico e o IVA clássico; fim imediato da guerra fiscal entre os estados.
DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços

Demitir e… Pagar Horas Extras?

No afã de cortar custos, os empreendedores devem cuidar das “armadilhas” que surgem, mas são perfeitamente previsíveis.
Demitir pessoal qualificado é um deles. Especialmente demitir funcionários que tem alta produtividade.
Ora, as vezes os critérios de demissão são aleatórios, e demite-se o “mais novo”, o “solteiro”, o “que não fala muito”, etc. Critérios absolutamente arbitrários, que podem levar a situações até de aumentar os custos, em decorrência da falta de senso na hora da decisão!
Além do custo altíssimo da demissão, como multas do FGTS, antecipação dos pagamentos de férias, 13º salário), aviso prévio indenizado (proporcional ao tempo de serviço), há a perda do investimento em treinamento (os concorrentes agradecem…) e a transmissão da sensação de que “o próximo poderá ser você” aos demais.Mas, ao demitir um funcionário que tem alta produtividade, os demais podem não “aguentar” as exigências de substituí-lo à altura e demandar “horas extras” para cobrir os serviços.
A hora extra é absurdamente cara (no mínimo, 50% a mais que a normal), além do que o cansaço e a estafa do trabalhador fazerem desabar a produtividade. Além do adicional, a hora extra reflete ainda nas verbas salariais (DSR, férias e 13º salário).
Então pense bem antes de demitir alguém. Calcule e recalcule. Só o faça por absoluta impossibilidade de outra opção (você estudou mesmo todas as opções?). Ainda assim, siga o critério de demitir por competência (menor produtividade), senão… o prejudicado será seu negócio!
Destaques Empresariais

Empresas planejam retomar investimentos

Para dois terços das empresas, o cenário pós-impeachment e a agenda econômica proposta pelo novo governo devem atrair investimentos e acordos comerciais para o País já no curto prazo, segundo levantamento da Câmara Americana de Comércio (Amcham).
A pesquisa ouviu 160 executivos de empresas de vários portes e segmentos, durante o seminário “Produtividade Brasileira”, promovido pela entidade em São Paulo.
“A pesquisa apontou que 35% dos empresários presentes pretendiam retomar investimentos ainda este ano, até dezembro”, afirma Deborah Vieitas, diretora executiva da Amcham Brasil. Já 26% acreditam em aportes financeiros no primeiro trimestre de 2017.
“Há setores econômicos que têm um ciclo de preparação para a retomada do crescimento mais longo do que outros”, diz Deborah. “O que a gente sentiu é que o ambiente está muito mais favorávelpara que essas empresas considerem recomeçar essa preparação para investir.”Entre os empresários consultados, 20% informaram não planejar o aporte de novos recursos e novas linhas de negócio no curto e médio prazos e 19% não declararam suas perspectivas.
Segundo a entidade, o empresariado está otimista com a agenda econômica proposta por Michel Temer.
“Se o governo for capaz de implementar esse plano de trabalho, que passa pela aprovação da PEC dos gastos públicos, reforma previdenciária, programa de concessões e flexibilização da legislação trabalhista, 84% acreditam na retomada do crescimento”, diz Deborah.Depois da aprovação da emenda constitucional que prevê um teto para os gastos públicos, 38% dos consultados avaliam que o próximo foco do governo Temer deve ser a reforma tributária.
“Um dos palestrantes que esteve conosco, do Centro de Cidadania Fiscal, mostrou uma estatística de que o Brasil poderia crescer até 15% a mais nos próximos 20 anos se enfrentássemos a complexidade da questão tributária”, diz a diretora da Amcham Brasil.
Outras prioridades listadas na pesquisa foram: reforma política e previdenciária, com 23% dos votos cada, e reforma trabalhista, citada por 18% do empresariado.
Sobre o plano de concessões, para 64%, o sucesso do programa vai depender da velocidade na recuperação da imagem e credibilidade do País, inclusive no cenário externo.
Outra pauta mencionada foi a abertura da economia por meio de novos acordos comerciais, citada como prioridade política máxima por 58% dos consultados.
Outros avanços para contornar os gargalos e aumentar a produtividade foram qualificação de mão de obra (16%), inovação(15%) e fortalecimento das agências reguladoras (10%).
Diário do Comércio

Ambiente de trabalho: uma família

O mercado de trabalho, por suas regras normais, está exigente a cada dia.
É preciso um certo “jogo de cintura” para darmos conta de conciliar nossa vida pessoal, familiar residencial e familiar no ambiente de trabalho.
Agora você me pergunta: como assim familiar residencial e no ambiente de trabalho?
A carga horária diária é de 08:00 (oito horas) em média. Não podemos negar que passamos mais tempo em nosso local de trabalho do que em casa; levando em conta apenas o tempo em que ficamos acordados.
É preciso, claro, que nos dediquemos o máximo em nossas tarefas diárias no trabalho, mas é tão quanto necessário que contribuamos para fazermos do nosso local de trabalho um ambiente familiar, um ambiente de aconchego.
É fundamental a valorização de cada um, mantendo sempre muito respeito, sinceridade, transparência, apoiar o trabalho em equipe, não dar importância às conversas paralelas, ao contrário, buscar reverter os fatos em produtividade.
Não seremos perfeitos e nem faremos os colegas perfeitos, pois, convivemos com pessoas de culturas diferentes, jeitos diferentes, opiniões diferentes, tendo, às vezes, que sermos psicólogos, conselheiros ou apenas ouvir os “nervosinhos”, mas que querem apenas desabafar suas mágoas ou angústias.
É preciso trabalharmos para manter-se a união da equipe; comemorarmos unidos a cada vitória, mas também lamentarmos unidos nas derrotas para que assim, de mãos dadas, erguermo-nos juntos.
Para concluir, quero deixar claro que para mantermos bom relacionamento em casa com a família ou no meio social é fundamental que estejamos bem em nosso ambiente de trabalho e com nossas tarefas profissionais ou vice-versa.
Portal Contábeis

Como a mobilidade tem mudado os negócios

De acordo com um levantamento do IDC, o ano de 2015 registrou uma queda de 10,4% na venda de computadores em todo o mundo. Parte desse resultado se deve ao crescente uso de smartphones e tablets. Sob esse prisma, o estudo reforça uma tendência que, com o crescimento dos dispositivos móveis, o foco agora passa a ser o atendimento das necessidades do usuário móvel em diversos contextos e ambientes, em vez de focar somente no dispositivo. No entanto, as empresas brasileiras têm um grande desafio pela frente no que tange a migração e integração entre os sistemas corporativos – conjunto de ferramentas e metodos voltados à melhor gestão das corporações – e a mobilidade, em especial, por meio dos aplicativos corporativos.
A tarefa de migrar sistemas corporativos para celulares e tablets não é tão simples quanto comprá-los, configurar contas de e-mail, agenda, contatos e calendário. Isso porque toda a atividade de migração compete às empresas de sistemas corporativos, restando ao empresário a simples adoção de aplicativos que estendem as funcionalidades do legado para a palma das mãos. Nesse sentido, o que se vê hoje é que há uma grande resistência das empresas para a adoção dos aplicativos corporativos, que passam por questões que vão do custo de implementação, segurança, gestão e políticas e, até mesmo, prioridades do negócio.
Um questão crítica, por exemplo, é a segurança, visto que pode expor informações estratégicas e sigilosas do negócio. As empresas precisam estar preparadas para lidar com questões como perda de equipamento, roubo de informações, uso de pen-drives,o uso de equipamentos pessoais parte do BYOD (Bring your on device). Contudo, no caso da segurança em celulares e tablets, existem soluções de MDM (mobile device management ou gerenciamento de dispositivos mobile) – uma espécie de anti-vírus que permite desde o gerenciamento de Apps corporativos, passando pelos dados, até o rastreamento de aparelhos com seu reset se necessário (apagar totalmente ou parcialmente dados à distância).
Outras questões devem ser ponderadas pelos empresários tendo em vista as prioridades na TI. No entanto, a recomendação é que adicionem outros elementos nas análises, tais como crescer a base de usuários no mobile em detrimento do legado para reduzir custos, uma vez que usuários de aplicativos são mais baratos; a adoção de celulares e tablets com grande poder de processamento são mais baratos que notebooks, com baterias que duram muito mais; além de grande parte dos usuários de sistemas de gestão utilizarem poucas funcionalidades e os bons fornecedores de tecnologia priorizam justamente estas funcionalidades adotadas em massa, as quais se enquadram os aplicativos.
Produtividade do colaborador é outra grande questão. Um aplicativo consegue unir diferentes funcionalidades que ajudam a reduzir o tempo de cada operação, ou seja, o ROI (Retorno sobre o investimento) poderá ser medido por Aplicação versus Colaborador. Além disso, a capacidade de customização de processos ou rotinas particulares ao seu negócio, os bons fornecedores têm essa capacidade e os aplicativos também estão lá a baixo custo de especialização.
Empresas sérias avaliam regularmente os constantes ciclos de mudança tecnológicas, uma vez que suas operações “rodam” sobre camadas de software, muitas vezes, customizados e quebras abruptas podem colocar em risco a produtividade e lucratividade. Todavia, a adoção da mobilidade é singular por se tratar de uma camada de transição sobre os sistemas existentes – são basicamente entradas pontuais de dados, consultas e tomadas de decisão-, mas que agregam enorme produtividade no cotidiano das pessoas e, consequentemente, das empresas.Finalmente, de olho no ganho de produtividade, companhias de países Europeus, Norte Americanos, Ásia e do Sudeste Asiático adotaram a mobilidade corporativa como a grande mudança de paradigma na computação. O uso dos aparelhos móveis para checar e-mails corporativos, realizar reuniões, planejar ações, auxiliar crises são alguns exemplos de atividades realizadas com a adoção da mobilidade corporativa, usada como ferramenta de trabalho e que trouxera beneficios reais para as companhias. Nesse sentido, podemos avaliar que, enquanto os sistemas corporativos se mantiverem enclausurados em PCs e Laptops, as empresas ficarão estagnadas em um modelo engessado. A adoção da mobilidade corporativa é uma tendência que veio para ficar e que prevê ganhos bem maiores que os riscos, especialmente, para as companhias que queiram agregar um diferencial competitivo, aumentando seu desempenho, automação e produtividade.
Administradores

Inovação da produtividade

A condução dos empregados durante mais de um século, no Ocidente, foi baseada nas ideias de Taylor, condensadas na denominada Administração Científica. Através deste enfoque, o empregado era considerado apenas como uma extensão da máquina.
As inovações de produtividade e de métodos eram somente implementadas segundo a visão de especialistas. Os proprietários das empresas ou diretores tomavam suas decisões e transferiam suas informações e determinações através de capatazes, chefes ou supervisores e após isso, serem passadas aos empregados nas linhas de produção.
Enquanto Taylor, Fayol e Sloan desenvolviam as ideias fundamentais que evoluíram para a moderna teoria da administração, algo muito interessante estava acontecendo nas linhas de produção massificada inventadas por Ford. Outra escola estava nascendo, a escola da inovação.
A escola da inovação teve um desenvolvimento paralelo ao das outras até a metade do século XX, quando se juntou a outros conceitos e tornou-se um enfoque também sistêmico. No início do século XX, quando a produção em massa se tornou comum, inovação significava uniformidade (ou ausência de variação).
Nessa época, percebeu-se que era necessário fazer peças em grandes quantidades, virtualmente idênticas, de forma que cada uma pudesse ser montada indiferentemente em qualquer produto. Inovação era então, e continuou a ser até meados do século XX, uma questão de uniformidade.
Isso levou a padronização, intercambiabilidade, conceitos e práticas que perduram até hoje e se tornaram práticas corriqueiras, absolutamente normais nos meios produtivos e de consumo ao ponto de as novas gerações não mais perceberem como seria a vida moderna sem sua aplicação. Na verdade, quando isso ocorre, o consumidor interpreta o fato como ocorrência de um defeito.
A partir de 1948, no Japão, iniciava-se um processo que modificaria o mundo da inovação e dos negócios. Paradoxalmente esse processo foi inspirado por pensadores norte-americanos – Feigenbaum, Deming e Juran, derivando em 1962 para os primeiros Círculos de Qualidade e Círculos de Melhoria, predecessores das Equipes de Melhoria Contínua e das Equipes de Inovação.
Atualmente as melhores empresas possuem formalmente um sistema ou equipes de inovação, utilizando variações derivadas dessa metodologia original. Inovar é uma busca de toda e qualquer organização que pretenda fazer diferente e desenvolver algo novo e que tenha utilidade para a sociedade como um todo.
Robson Paniago é doutor em Ciências Empresariais pela Universidad Del Museo Social Argentino, mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, especialista em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – SP e Graduado em Administração pela Universidade São Marcos – SP. Atualmente é professor da IBE-FGV.
Administração

Pequenos, sim, e com orgulho

Um estudo divulgado neste mês pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta as micro e pequenas empresas como chave para melhorar o emprego e elevar a produtividade da América Latina e do Caribe a um novo patamar, capaz de transformar a região.
Assim como no Brasil, onde representam mais de 95% das empresas, elas são maioria absoluta em todos os países da área. E, da mesma forma que aqui, onde geram mais da metade dos empregos formais, têm uma importância crítica para o mercado de trabalho.
O desafio, aponta a OIT, é ajudar as pequenas a superar duas características frequentemente associadas ao segmento: a informalidade e a baixa produtividade.
No Brasil, iniciativas de estímulo à formalização adotadas nos últimos anos exibem resultados palpáveis. Entre as pessoas físicas que se enquadraram na figura jurídica do Micro Empreendedor Individual (MEI), criada há seis anos, 68% relatam que aumentaram suas vendas, 78% melhoraram as condições de pagamento junto a fornecedores e 50% passaram a vender para outras empresas.
O encadeamento produtivo, programa de competitividade que conecta as pequenas às corporações para fomentar negócios entre elas, já envolve um universo de 20 mil empresas, que movimentam R$ 6,6 bilhões. Entre as MPEs participantes, 58% relatam alta nas vendas.
Numeros eloquentes como esses alimentam uma expectativa positiva em relação ao potencial do movimento ‘Compre do Pequeno Negócio’. Lançado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae), já conta com mais de 70 mil empresas que vão estampar em suas instalações físicas e na internet a mensagem de que são pequenos negócios. Pelo site, o consumidor localiza os estabelecimentos próximos – a proximidade é um dos argumentos da campanha, baseada na ideia de que comprar do pequeno é ato transformador. O ponto alto será em 5 de outubro, Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa.
Louváveis em qualquer cenário, iniciativas de fortalecimento das MPEs ganham relevância especial no momento em que o mercado de trabalho sente a desaceleração econômica.
Fenacon, DCI

Dicas e reflexões sobre produtividade

Espero que possa agregar a você.
1. Nunca toque na mesma coisa duas vezes (email, atividade, todo).
Ou seja, faça até o fim. Decida rapidamente. A falta de decisão consome uma energia e tempo preciosos. Não caia nesta armadilha.
2. Esteja pronto para amanhã antes de sair do escritório hoje
Planejamento. E ponto. Você não sabe se amanhã terá mais tempo. Aproveite o final do dia de hoje para isso.
3. Engula sapos (referência ao livro de Brian Tracy: Eat That Frog).
Em linguagem leiga, faça o que dá mais trabalho, o que é mais chato ou desagradável primeiro.
4. Combata a tirania do urgente.
Simples, faça o que é importante. Urgente não é importante, necessariamente.
Pare, pondere, respire fundo: qual é o melhor uso do seu tempo neste momento?
5. Siga a agenda nas reuniões.
Garanta que há próximos passos. Não perca tempo. Não permita enrolação.
6. Diga não.
Foque nas prioridades. Faça o que precisa ser feito. Faça o que faz sentido fazer. Recuse o que for tirar você do seu foco. Não busque aprovação. Busque resultados.
7. Só leia emails em períodos específicos.
Curioso? Entenda GTD de David Allen.
De forma simples, defina horários (3 a 4 no máximo) por dia para ler emails.
Zere sua inbox sempre. Tome decisões e ações em menos de 2 minutos e faça sua produtividade subir para um novo nível.
8. Não fazem multitarefa.
Multitarefa chega a consumir até 40% de nossa produtividade.
Uma coisa de cada vez. Uma coisa. De cada vez.
9. Desconecte-se.
Saia do Facebook, do whatsupp, defina períodos de blackout.
É preciso se conectar consigo mesmo antes de estar pronto para estar conectado com o resto do mundo.
10. Delegue.
É impossível fazer tudo sozinho. Foque somente nas atividades de maior valor agregado que só você pode fazer. Não sabe fazer? Não precisa ser você? Delegue. Seja honesto e humilde. Somos apenas um ser humano.
11. Coloque a tecnologia a seu serviço.
Ou seja, tecnologia é para ajudar você e não para atrapalhar.
Não seja escravo da tecnologia. Se alguém tem quer ser escravo de alguém, que seja a tecnologia.
Administradores