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Tudo indica que não deve haver aumento de impostos, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que “tudo indica” que não será necessário aumento de tributos para ajudar as contas públicas do país, sobretudo diante dos sinais de recuperação da atividade econômica e que devem alimentar a arrecadação.
Além disso, acrescentou ele, o governo deve contar com receitas provenientes de privatizações, concessões, entre outras.
“Tudo indica… que não será necessário aumento de tributos”, afirmou ele ao participar de evento no Rio de Janeiro, acrescentando que, se houver necessidade de aumento de impostos, será de maneira pontual e temporária.
Meirelles voltou a afirmar que o governo vai esperar até o fim de agosto para tomar uma decisão sobre o assunto, quando deve apresentar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017. É também quando deve ser concluído o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
O Ministério do Planejamento já informou que trabalha com o cenário de aumento e/ou criação de novos impostos em 2017 para gerar receitas adicionais de 8 bilhões de reais.
Segundo o ministro, já há sinais de recuperação da atividade, citando como exemplo o resultado de junho da produção industrial, o que deve impulsionar a arrecadação, que vem sofrendo diante do cenário recessivo no país desde o ano passado.
Para este ano, a meta é de déficit primário de 170,5 bilhões de reais para o governo central (governo federal, Banco Central e INSS) e, para 2017, o rombo cairia para 139 bilhões de reais.
DÍVIDA DOS ESTADOS
Diante do impasse político para a aprovação do projeto de renegociação da dívida dos Estados, que estava pautado para ser apreciada no Congresso Nacional na véspera, Meirelles buscou minimizar o problema e defendeu que a medida principal não está em negociação: o limite de crescimento dos gastos públicos para esses entes, nos moldes do que foi preparado para a União.
Na terça-feira, mesmo cedendo em alguns pontos no projeto para os Estados, o governo não conseguiu garantir a votação da renegociação das dívidas na Câmara dos Deputados, como estava previsto. A votação foi marcada para a próxima semana.
Administradores

Modernização da gestão de Empresas Familiares

No Brasil existem aproximadamente seis milhões de empresas, das quais 90% são consideradas negócios familiares ou empresas familiares, segundo levantamento do SEBRAE.
Tipicamente, por empresas familiares se classificam os negócios cujo controle é exercido por pessoas de um mesmo grupo familiar, e em que as posições executivas (ou grande parte delas) são também ocupadas por membros da família. Há empresas familiares com ações negociadas em bolsas de valores, assim como há negócios familiares de qualquer porte, desde a pequena empresa tocada na garagem de casa até grandes grupos multinacionais, como a C&A, Wal-Mart, Mars e Ford.
“Neste cenário de crise, as empresas familiares de pequeno e médio porte são as que mais sofrem, por diversos fatores. O principal deles é a falta de cultura empresarial, pois frequentemente não se dão conta da importância de possuir ferramentas de planejamento e controle e de investir na qualidade e capacitação da equipe de suporte.” Explica Fábio Yamamoto, sócio da Tiex, consultoria de gestão corporativa e financeira.
Negócios familiares que hoje são modelos de gestão e longevidade, e que já sobreviveram a diversas gerações, passaram por mudanças em comum no curso da criação e do desenvolvimento de uma cultura empresarial.
Fábio Yamamoto, sócio da Tiex, destaca cinco dos principais aspectos para essa evolução corporativa:
1. Profissionalização
O processo de profissionalização é uma via de mão única sem retorno. Para aquelas empresas que buscam atingir estágios avançados de maturidade de seus negócios, necessariamente há que se buscar a profissionalização de sua administração. Contudo, importante frisar que isso não significa, necessariamente, buscar profissionais fora dos quadros da companhia para preencher posições estratégicas, tampouco retirar os familiares da empresa. Obviamente este também é um caminho válido, mas muitas vezes cria barreiras culturais muito mais difíceis de serem transpostas.
A profissionalização passa obrigatoriamente pela capacitação dos membros da família, pela criação de ferramentas de gestão e de um sistema de controles internos, processos e políticas que não dependam apenas de indivíduos. O processo de transição entre as gerações, especialmente quando falamos da passagem dos fundadores para a segunda geração de membros familiares, passa necessariamente por este processo de profissionalização.
2. Eliminação da confusão patrimonial
Outro fator bastante comum a este tipo de negócio é a confusão entre os limites da pessoa física e jurídica. É preciso ter clara distinção entre a entidade e o(s) dono(s) para que não ocorram abusos e atritos entre os familiares. É necessária a criação de mecanismos e regras bastante claras para que os negócios não estraguem o almoço de domingo.
Rupturas familiares são bastante comuns quando os negócios passam a tomar proporções em que é impossível manter os olhos sobre tudo, gerando desconfiança, destruindo relações familiares e pondo em risco o futuro do negócio.
3. Visão de longo prazo
Poucos são os negócios familiares, exceto claro grandes grupos empresariais como os já citados, que dão a devida atenção a um planejamento estratégico de alto nível. É vital para as empresas pensar em perenidade, não ser imediatista e entender os impactos que as ações presentes terão sobre o futuro da empresa.Imaginar como a empresa será e onde estará em horizontes de tempo de 5, 10, 20 anos não se trata apenas de sonhar, mas de planejar o futuro da empresa e sua continuidade.
4. Atenção à estrutura de suporte
As áreas administrativas de uma empresa são usualmente vistas como centros de custo, isto é, um mal necessário, e pouca ou nenhuma importância são atribuídas às áreas de suporte. Contudo é de extrema relevância a manutenção de uma estrutura adequada de back office; não só é imprescindível para a adequada manutenção dos aspectos administrativos e operacionais, como pode tornar-se um centro de resultados à medida que pode e deve ser utilizado para evitar gastos desnecessários, conter perdas financeiras e realizar o adequado planejamento do uso dos recursos.
5. Capacitação de seus colaboradores
Profissionalizar os membros familiares é importante, mas não é suficiente. Investir na capacitação de seu quadro de colaboradores é imprescindível para que toda a estrutura de controles e ferramentas de gestão funcione de forma adequada. Capacitar os colaboradores também auxilia no aspecto motivacional, refletindo os valores da companhia através do reconhecimento de seu pessoal.
Com a conjugação de todos esses cinco fatores discorridos, cria-se um cenário interno mais favorável para que a empresa familiar possa evitar oscilações no cenário econômico, uma vez que ela passará a deter um ativo organizacional e humano mais preparado para enfrentar adversidades.
Por óbvio, concatenar todas essas engrenagens para que funcionem de forma harmoniosa é o principal desafio dessa modalidade de empresas. É sim um enorme desafio, pois, essencialmente, trata-se de mudar a cultura organizacional, o que significa mudar as pessoas e suas convicções. Entretanto, trata-se de um processo evolutivo natural para empresas que buscam perenidade, e quanto antes esse processo se iniciar, maiores são as chances de sucesso.
Portal Contábil SC

Sua empresa precisa de um software de gestão?

Ao dar a partida em um pequeno negócios, muitos empreendedores fazem todo o planejamento e a gestão por meio de tabelas de Excel. No início, essa ferramenta ajuda a monitorar o volume de estoque e controlar o fluxo do caixa.
Mas quando as vendas começam a aumentar, manter todas as informações atualizadas e organizadas pode ser uma tarefa complicada.
É neste momento que começam a se perder no controle da empresa e, sem os números necessários, torna-se inviável realizar um bom planejamento.
Isso pode ser fatal. De acordo com uma pesquisa elaborada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) São Paulo em 2014, a gestão precária da empresa nos primeiros anos é uma das principais causas da mortalidade de novos negócios.
Em épocas de crise, os cuidados precisam ser redobrados porque empresas de pequeno porte estão mais suscetíveis às oscilações econômicas. No primeiro semestre de 2015, os pedidos de falência acumularam alta de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre as empresas que enceram suas atividade, 85% eram pequenos negócios.
“A maioria das empresas de pequeno porte ainda emite as notas de forma manual preenchendo uma por uma. Essa tarefa demanda muito tempo do empreendedor ou de seus funcionários e pode gerar custos elevados”, afirma André Bretas, diretor de pequenos negócios da TOTVS, especializada na produção de softwares empresariais.
Para ajudar os empresários de primeira viagem há disponíveis no mercado diversos softwares de gestão – um sistema que automatiza e organiza os processos internos e ajuda a empresa a se adequar a leis fiscais.
Mas para quem não está muito familiarizado, escolher um sistema eficaz pode ser uma dor de cabeça. Para evitar aborrecimentos, confira os conselhos de Bretas sobre os softwares de gestão:
O MOMENTO CERTO
O principal critério para adotar um software de gestão é muito simples: a necessidade. Nem todas as empresas precisam obrigatoriamente de um programa de computador. Para gerir um negócio com poucas operações, uma planilha pode ser suficiente para manter as contas em ordem.
O momento certo é quando a empresa está aumentando seu faturamento ou se o empreendedor percebe que existe um potencial de crescimento nos próximos meses ou anos. “Esse é o melhor momento porque o software permite que o empresário cresça de forma organizada”, afirma Bretas.
Além de organizar fluxo de caixa e o estoque, os softwares de gestão produzem relatórios e gráficos que ajudam os empreendedores a entender a situação real da empresa e a planejar quais são os próximos dados que podem ser passos.
COMO ESCOLHER
“Existem dois pontos fundamentais que o dono de um negócio deve levar em consideração ao optar por um software de gestão: o nicho de atuação e a legislação”, afirma Bretas.
O primeiro item é verificar se o software foi feito para o setor em que empresa atua. Diferentes negócios têm necessidades variadas, por isso é fundamental escolher um produto que saiba lidar com exigências especificas.
Um restaurante, por exemplo, precisa de ferramentas diferentes daquelas de um centro de estética ou de um e-commerce.
Outro ponto é verificar se o software está adequado à legislação tributária vigente. “Em alguns casos, quando se muda de um município para outro as leis são diferentes e, por isso, é fundamental ter um software alinhado com essas alternâncias”, diz Bretas.
Os produtos que estão há mais tempo no mercado costumam ser os mais completos quando o quesito é legislação.
PRINCIPAIS VANTAGENS
A principal função de um bom software de gestão é manter as finanças da empresa organizadas. O programa deve ser capaz de verificar se as contas são quitadas no prazo, evitando multas e juros, além de permitir administrar os recebimentos.
Outra vantagem é que agilizar as emissões e envios da notas fiscais eletrônicas, de acordo com as exigências legais.
Além disso, deve ser um importante instrumento para otimização do estoque. É fundamental para qualquer negócio saber a quantidade de produtos disponíveis para a venda imediata, a necessidade de reposição e o planejamento para reduzir custos.
A empresa também consegue manter os pedidos em dia com o uso de um software de gestão. Ele ajuda a manter todo o controle de produtos em tempo real e atender corretamente aos clientes, algo fundamental para manter os consumidores satisfeitos.
PREÇO
Existem à venda softwares de gestão para pequenas empresas a partir de R$ 118 mensais. Mas os custos podem variar bastante. Em alguns casos, o valor pode chegar a RS 4 mil mensais, dependendo das necessidades do negócio.
“Ao colocar na ponta do lápis é mais barato adquirir um software do que o próprio empresário fazer tudo de forma manual ou contratar um funcionário para fazer esse serviço. É um investimento que se paga”, afirma Bretas.
Para utilizar o sistema é necessário um treinamento que geralmente é dado pelas empresas que vendem os softwares. “É possível aprender a usar os produtos mais simples em apenas um dia. Já os mais complexos, podem levar até uma semana de treinamento”, diz Bretas.
Microempreendedores podem também optar por programas gratuitos, como o RXPCont e o MarketUP, que podem ser baixados na internet. São simples de usar e atendem a negócios com número reduzido de operações. Convém ressaltar que possuem ferramentas limitadas em comparação às opções pagas.
Diário do Comércio