Pessoa Física

Erros que afastam a inovação da sua empresa

O que está prendendo as grandes empresas? Aqui estão 4 razões:
Em primeiro lugar, as empresas compraram a falsa ideia de que existem para maximizar o valor dos acionistas que, por sua vez, disseram para “manter o preço das ações em alta”. Como consequência, as empresas usam métricas como retorno sobre ativos líquidos (RONDA), capital implantado e taxa interna de retorno (IRR) ​​para medir a sua eficiência.
Essas métricas dificultam o trabalho de uma empresa que quer investir em inovação a longo prazo. É muito mais fácil melhorar esses números por meio da terceirização de tudo, remoção de ativos do balanço e investimento em ações que compensam rapidamente. Para conseguir esse resultado, as empresas abandonaram os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D), terceirizaram a fabricação e cortaram os investimentos de longo prazo. Esses modelos de negócio parecem extremamente rentáveis.
Em segundo lugar, os líderes dessas empresas tendem a ser aqueles que se destacaram em finanças, cadeia de suprimentos ou produção. Uma das maiores empresas de tecnologia, sob o comando dos seus 2 últimos CEOs, entregou mais receita e lucro do que nunca. Eles poderiam relacionar esse resultado ao recorde de investimento em P&D, mas hoje existe um rumor que os dias de glória da empresa acabaram. E por quê alguns dizem isso?
DURANTE A ÚLTIMA DÉCADA, ELA PERDEU 2 TENDÊNCIAS DE INOVAÇÃO IMPORTANTES.
Isso aconteceu, em primeiro lugar, porque uma onda de mudança atingiu o setor de tecnologia, colocando em xeque um dos produtos líderes da empresa que comandava o mercado até então. Em vez de se adaptar ao novo cenário, essa mesma empresa decidiu continuar investindo no seu antigo portfólio. Foi nesse ambiente que uma pequena concorrente não só criou um processador melhor e mais econômico, como também um bom modelo de negócio. Desde então, eles licenciam a sua arquitetura para outras empresas que projetam os seus próprios produtos.
Depois de ver o que estava acontecendo, a empresa que já mostrava sinais de perder a liderança do mercado tentou competir, ela até adquiriu uma licença da sua concorrente, mas foi vítima da clássica falha de ignorar um inovador low-end. Ela acabou com as suas próprias chances ao decidir que não iria abrir mão do produto que até então era rentável. Como resultado, essa empresa teve que demitir 11% da sua equipe.
Mas esse não é o fim do negócio. Hoje, o segmento mais rentável da empresa é o de processadores de ponta usados ​​em servidores de data centers e na nuvem. Felizmente, existe a premissa de que a arquitetura usada pelo produto que ela não abriu mão lá atrás é o mais adequado para big data. É possível que, até o final desta década, a história se repita no segmento mais rentável do negócio.
A terceira razão pela qual as empresas têm dificuldade de inovar é a mudança explosiva na tecnologia, nas plataformas e nos mercados que têm ocorrido nos últimos 15 anos. Computadores pessoais sendo trocados por dispositivos móveis; avanços da ciência na terapia, nos diagnósticos, nos dispositivos e na saúde digital; e novos mercados como a China emergindo como consumidores e fornecedores.
ISSO NOS LEVA À QUARTA RAZÃO PELA QUAL É MAIS DIFÍCIL PARA AS GRANDES EMPRESAS CRIAREM INOVAÇÕES: AS STARTUPS.
Há muitos anos, quando o capital para novos empreendimentos era escasso, os talentos da engenharia foram para os laboratórios de P&D das empresas. A partir disso, e com o desenvolvimento e avanços nos últimos séculos, uma nova forma de financiamento, o famoso Venture Capital, emergiu e vem acelerando o presente. O capital de risco tem fornecido financiamento as novas ideias que são tão comuns em startups.
(destaque) As startups perceberam que as grandes empresas são vulneráveis ​​por causa das mesmas coisas que as fizeram grandes e rentáveis: a concentração em aumentar o retorno dos acionistas
As startups funcionam com velocidade e urgência, tomando decisões até mesmo com informações incompletas. Eles são melhores do que as grandes empresas para identificar as necessidades/os problemas dos clientes e encontrar fit do produto/do mercado rapidamente. O seu tamanho permite adotar estruturas organizacionais mais planas e ágeis, proporcionando incentivos que recompensam a admissão de riscos e a colaboração.
As startups são livres pelo status quo. Elas agem como uma indústria que pode operar e crescer e se concentram nas melhores propostas de valor. No low-end, elas cortam os custos com estrutura, resultando na migração de clientes. No high-end, criam produtos e serviços que nunca existiram antes.
Como vimos, as empresas são muito boas em manter, defender e aperfeiçoar modelos de negócios existentes. Por outro lado, as startups são muito boas em estender modelos já existentes, identificando oportunidades.
A inovação pode vir de dentro da empresa, por meio da adoção da linguagem e dos métodos enxutos das startups, do desenvolvimento do intraempreendedorismo e do estímulo de comportamentos de condução de inovação, tais como o programa FastWorks da GE. As empresas podem promover a inovação a partir do exterior, promovendo a inovação aberta e a compra de startups. O Google comprou cerca de 160 empresas na última década. A aquisição do Android pode ter sido o maior negócio da história corporativa.
Então, para ter sucesso, as empresas devem repensar e, em seguida, reinventar o seu modelo de inovação empresarial, substituindo um modelo de execução estática por 3 horizontes de inovação contínua.
Isso requer uma cultura, uma estrutura organizacional e incentivos que recompensam a inovação. Isso requer o estabelecimento de KPIs de nível de risco e uma compreensão das diferenças entre executar o modelo de negócio existente, estendendo e buscando perturbar o modelo de negócio.
Lições aprendidas-Mesmo as empresas mais inovadoras eventualmente se tornam notícia de ontem.
Para sobreviver, as empresas precisam executar 3 horizontes da inovação:Horizonte 1: executar seu modelo de negócio existente;
Horizonte 2: estender seu modelo de negócio existente;
E, para a sobrevivência a longo prazo, horizonte 3: procurar e criar um novo modelo/negócio disruptivo.
Endeavor

Regras do IR 2016 devem sair só após carnaval, diz Receita Federal.

As regras do Imposto de Renda Pessoa Física 2016, ano-base 2015, deverão sair somente após o carnaval, informou o supervisor-nacional do IR da Receita Federal, Joaquim Adir. Em 2016, a folia termina em 9 de fevereiro. No ano passado, as normas do Imposto de Renda foram divulgadas em 4 de fevereiro.
Entre as mudanças no IR, estará tabela corrigida, que começou a vigorar em abril do ano passado. Com o modelo anunciado, houve correções diferentes para cada faixa de renda, ficando isentos os contribuintes que ganham até R$ 1.903,98 – o equivalente a cerca de 11,5 milhões de pessoas.
O reajuste de 6,5% na tabela vigorou apenas para as duas primeiras faixas de renda (limite de isenção e a segunda faixa). Na terceira faixa de renda, o reajuste foi de 5,5%. Na quarta e na quinta faixas de renda – para quem recebe salários maiores – a tabela do IR foi reajustada, respectivamente, em 5% e 4,5%, pelo novo modelo.
Neste ano, o Ministério da Fazenda tem informado que não está prevista uma correção da tabela do Imposto de Renda que servirá para a declaração de ajuste de 2017.
Programa do IR deve sair dias antes do prazo de entrega
Segundo Joaquim Adir, da Receita Federal, o Fisco não liberará, neste ano, uma versão-beta do programa do Imposto de Renda – ao contrário de anos anteriores. A versão-beta funciona com um tipo de teste, e, quando foi disponibilizado, em anos anteriores, os contribuintes puderam baixá-lo e sugerir alterações ao Fisco.
Já o programa que será utilizado para as pessoas efetuarem a entrega do IR deverá sair, em 2016, cerca de cinco dias antes do início do prazo de apresentação do documento, em março. “Ano passado a gente não conseguiu soltar antes. Esse ano estamos preparando pra soltar uns três a quatro dias”, afirmou. A declaração do IR poderá ser entregue até o fim de abril.
Questionado se haveria alguma novidade nas regras e no programa do IR neste ano, o supervisor do IR da Receita Federal declarou que não. “Não vamos ter muita coisa não. A gente não esta querendo fazer uma mudança muito grande não. Não estamos querendo sobrecarregar os contribuintes com mudanças”, explicou Adir.
Declaração pré-preenchida-De acordo com ele, a declaração pré-preenchida, por meio do qual os contribuintes precisam apenas chegar se os dados informados pelo Fisco estão corretos, ainda permanecerá, neste ano, disponível apenas para quem tem certificado digital, que tem de ser pago. “Vai continuar só pra quem certificado digital”, afirmou ele.
Este modelo de declaração, que diminuiu o risco de o contribuinte cair na malha fina, funciona pelo cruzamento de dados prestados por empresas à Receita.
As empresas e instituições financeiras (fontes pagadoras) que pagaram salários e rendimentos aos contribuintes em 2014 tinham de apresentar ao Fisco os informes que comprovem essas transações até 28 de fevereiro. Prestadores de serviços, como médicos e dentistas, também eram obrigados a fornecer os dados.
A declaração pré-preenchida não é obrigatória. Quem não quiser obter a certificação digital para usar este modelo poderá preencher normalmente a declaração. O documento funciona como uma espécie de assinatura eletrônica que atesta a identidade de pessoas físicas.
Ao utilizar a declaração pré-preenchida, o contribuinte não deve apenas conferir os dados disponíveis, mas preencher todo o restante. São inúmeras as informações obrigatórias que não estão no documento.
G1

Receita esclarece que não fiscaliza rascunho do Imposto de Renda

Uma ferramenta que facilita a vida de quem preenche a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física provocou preocupação em alguns contribuintes. Disponível na página da Receita Federal na internet e nos dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS o rascunho da declaração trouxe receios em relação ao armazenamento das informações.
Segundo a Receita, contribuintes têm procurado o Fisco para saber se os dados preenchidos no rascunho são analisados antes mesmo do preenchimento da declaração. O Fisco nega, esclarecendo que as informações ficam armazenadas nos computadores, mas não são fiscalizadas.
“As informações do rascunho ficam armazenadas em uma nuvem. É um espaço que a Receita Federal destina nos servidores [computadores] para o contribuinte poder acessar o rascunho pelo computador pessoal ou pelos dispositivos móveis. Agora, o que está lá não interessa a gente. Só analisamos os dados a partir do momento em que o contribuinte entrega a declaração finalizada”, diz o subsecretário de Atendimento e Arrecadação da Receita, Carlos Roberto Occaso.
Usado pela primeira vez no ano passado e relançado este ano, o rascunho facilita a vida do contribuinte, que não precisa guardar documentos durante o ano inteiro e inserir os dados somente no período de entrega da declaração. Na prática, o rascunho funciona como um gerenciador fiscal, que permite o preenchimento gradual das informações, poupando tempo na hora de entregar a declaração do Imposto de Renda, em março e abril de cada ano.
O rascunho para a declaração de 2016 está disponível desde o fim de julho. O contribuinte pode usar a ferramenta até 28 de fevereiro. A partir de 1º de março, quando começa o prazo de entrega da declaração de 2016, o rascunho não poderá ser atualizado.
O contribuinte poderá apenas transferir os dados para o programa preenchedor da declaração. Segundo Occaso, em 2016, a Receita pretende lançar o rascunho da declaração de 2017 em 1º de maio, no dia seguinte ao fim do prazo de entrega das informações do Imposto de Renda.
Neste ano, o rascunho da declaração do Imposto de Renda trouxe novidades. O contribuinte pode importar as informações da declaração do ano anterior para o rascunho e pode informar doações.
A ferramenta agora permite a declaração de rendimentos recebidos de pessoas físicas (indicando o CPF da fonte pagadora), de rendimentos com exigibilidade suspensa (discutidos na Justiça) e de rendimentos isentos de lucro na alienação de bens. Ao contrário do ano anterior, o contribuinte pode alterar a palavra-chave usada para entrar no rascunho.
Brasil Econômico, Agência Brasil