Pequenas empresas

Projeto incentiva doações para participação de pequenas empresas em feiras de negócios

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7433/14, do deputado Renato Molling (PP-RS), que autoriza empresas e cidadãos a deduzir do imposto de renda os gastos com doações e patrocínios para financiar a participação de micro e pequenas empresas em feiras oficiais de negócios.

O abate será de até 3% do imposto devido, respeitando limites globais definidos em lei, para que a União não perca arrecadação. Além disso, só poderão ser descontadas as doações para a participação em feiras que façam parte do calendário do governo federal ou sejam reconhecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Pela proposta, poderão ser deduzidos os valores doados em dinheiro ou valor equivalente ao uso de bens móveis ou imóveis emprestados pelo patrocinador à micro e pequena empresa.

Molling argumenta que as feiras de negócios são fundamentais para a divulgação de produtos e corporações de qualquer setor econômico. “O texto contribui para fomentar a realização de eventos tão importantes para o desenvolvimento do País”, disse.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

  • PL-7433/2014

Link: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/INDUSTRIA-E-COMERCIO/471292-PROJETO-INCENTIVA-DOACOES-PARA-PARTICIPACAO-DE-PEQUENAS-EMPRESAS-EM-FEIRAS-DE-NEGOCIOS.html

Câmara dos Deputados

Pequenas empresas também podem ter um RH

Hoje em dia pequenas empresas podem adotar algumas práticas de RH que são realizadas pelas grandes multinacionais, claro que adaptadas a sua realidade. Veja algumas dicas:

1 – Arrume um tempo para treinar seus colaboradores –  O treinamento não precisa ser sofisticado, mas focado na necessidade da empresa. Organize um local aconchegante, com um espaço que possa acomodar a equipe que será treinada. Mostre para seus colaboradores a importância dessa ferramenta e os resultados obtidos depois de treiná-los;

2 – Faça avaliações e dê feedback – A internet está aí para ajudar. Procure modelos de avaliação de colaboradores e monte a sua. Chame sua equipe para um feedback grupal ou individual, lembrando que as críticas se faz individualmente e os elogios pode-se fazer na frente de outros colegas. O colaborador não vai saber se está no caminho certo ou errado se não tiver alguém para orientá-lo;

3 – Programe reuniões – O proprietário de uma pequena empresa tem a visão de que todos os colaboradores estão  a par da situação da organização ou de como ela funciona. Evite a rádio pirata dentro do ambiente de trabalho. Faça reuniões semanais, quinzenais ou mensais e mostre aos seus colaboradores que é importante a participação deles nas decisões como suas opiniões por exemplo;

4 – Coloque em prática a integração de novos colaboradores – Sabemos da correria do dia a dia das empresas (grandes, médias ou pequenas), mas é fundamental as boas vindas de um novo colaborador, e isso deve ser feito assim que esse candidato for contratado. Apresente o novo colaborador ao setor específico onde o mesmo irá trabalhar, assim como nos outros setores também. Fale sobre sua função, horário de trabalho e outras informações que poderão ser de grande importância para todos;

5 – Mantenha programas de incentivo e premiações –  Escolha um colaborador que seja o mais comunicativo e com espírito de liderança e criatividade entre os outros para lhe ajudar nos programas de incentivo. Um simples sorteio de ingressos para cinema ou teatro com a família já é um bom começo para deixar seus colaboradores mais motivados. Existem outros tipos de incentivos como: premiação em dinheiro para quem não faltar no mês ou não chegar atrasado, folga para quem conseguir bater as metas estabelecidas, entre outros;

6 – Promova eventos e participe deles – Seja criativo e crie eventos na empresa como: aniversariantes do mês, festa de confraternização, chá de fraldas, promoções de colaboradores. Esse tipo de atitude deixa o ambiente de trabalho mais agradável e seus colaboradores mais motivados;

7 – Dê mais oportunidades – Já foi comprovado que grandes idéias partiram de colaboradores que estão mais ligados e atentos aos problemas do dia a dia no ambiente de trabalho. Procure lançar desafios para melhoria de sua empresa. Ouça as idéias de seus colaboradores e tente por em prática aquela que tem fundamento, não esquecendo de premiar  o idealizador.

Esses são alguns pontos que podem começar a trazer benefícios para sua empresa, mas se colocado em prática. Caso contrário, com o tempo você terá um grande índice de rotatividade dentro de sua empresa e uma enorme dificuldade de reter talentos dentro dela, pois o ambiente se torna mecânico, sem nenhum atrativo para motivar a todos.

Uma outra opção é contratar um consultor em RH, ele pode lhe orientar sobre esses procedimentos mais detalhadamente e fazer esse acompanhamento apenas semestralmente.

www.administradores.com.br/artigos/carreira/pequenas-empresas-tambem-podem-ter-um-rh/75145/

Administradores

Obrigações terão que dar tratamento às pequenas empresas

Toda nova obrigação a ser criada para as empresas deve prever um tratamento diferenciado para as micro e pequenas sob pena de se tornar inexigível.

Será reforçada também a exigência de fiscalização na primeira visita sob pena de anulação das autuações.

Essas são duas grandes mudanças previstas na proposta de revisão da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa aprovada ontem por unanimidade em comissão especial criada na Câmara dos Deputados para debater a matéria e formular uma proposta de projeto de lei complementar.

A opinião é do ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, que colaborou com a elaboração da proposta, assinada pelo relator da matéria, o deputado Cláudio Puty (PT-PA). “Essas são grandes mudanças que estão na proposta aprovada na Câmara”, afirmou ao DCI o ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.

O artigo que trata do tratamento diferenciado em favor dos pequenos negócios “estabelece que toda nova obrigação deve prever tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas sob pena de ser inexigível frente àqueles”.

De acordo com o ministro, esse dispositivo “cria a obrigatoriedade de a pessoa pensar”. Não só no Executivo. “Se votarem uma lei no Congresso sem prever o tratamento diferenciado, não valerá para a micro e pequena empresa”, explicou Afif Domingos.

Nulidade de atuações

O ministro Guilherme Afif Domingos afirmou que já existe em vigor o princípio da dupla visita no caso de fiscalização tributária. Por isso, o ministério fez uma consulta à Advocacia Geral da União (AGU) sobre a nulidade de atuações feitas sem esse procedimento orientador. “Nós, já fizemos uma consulta à AGU que está estudando tornar nulas todas as autuações sem ter respeitado o princípio de dupla visita”.

Na avaliação do ministro, esse artigo não vai impedir ações fiscalizadoras que resultem em prisões de sonegadores responsáveis por fraudes.

Disse que a multa só poderá ser aplicada na segunda visita. “Já chegar autuando sem antes orientar não pode”, recriminou. “O agente fiscal passa a ser o agente de orientação, com exceção do caso de fraude. É separado o que é crime e o que é administrativo. Essas são coisas que matam o micro e pequeno empresário no dia a dia”.

Para o ministro, essas questões relativas à desburocratização podem entrar em vigor imediatamente, logo após a aprovação da Lei Geral no Congresso, possivelmente no primeiro semestre de 2014. Questões fiscais, como o fim da substituição tributária, podem entrar em vigor apenas a partir de 2015.

http://www.4mail.com.br/Artigo/Display/027596000000000

DCI/Fenacon

Comércio eletrônico para pequenas empresas

O Brasil vive um momento surpreendente: quatro em cada dez adultos sonham em ter seu próprio negócio. Este dado foi constatado pelo Estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2012, que aponta a existência de 36 milhões de empreendedores no país.

Mesmo considerando que apenas pouco mais de 8 milhões formalizaram seus negócios, as pequenas empresas são a grande base de sustentação da nação. Constituem 99% dos empreendimentos e respondem por 52% dos empregos e 25% do PIB. Entretanto, são pouco inovadoras em toda a América Latina, inclusive no Brasil.

Estudo realizado há mais de dez anos pela Booz & Company mostra três estratégias básicas de inovação que podem ser adotadas pelas empresas.

Uma delas é a Need seekers, caracterizada pela busca permanente da antecipação das necessidades dos clientes. Apple, 3M e Facebook são bons exemplos de adoção dessa estratégia.

Market readers, por sua vez, são as empresas que buscam aperfeiçoar e trazer melhorias aos produtos e serviços existentes, aproveitando as tendências de mercado. No Brasil, a companhia aérea Azul representa bem essa categoria, e é considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo. A empresa introduziu um novo modelo de serviços de bordo, que inclui até mesmo dezenas de canais de tevê ao vivo durante os voos.

Por fim, Technology drivers, é o perfil típico das empresas que usam de forma intensa a tecnologia para melhorar e transformar seus produtos ou serviços, casos de Google e Amazon.

O comércio eletrônico pode (e deve) ser utilizado como base de inovação para as pequenas empresas, não somente pelas gigantescas oportunidades que existem em torno desse mercado, inclusive pelas três principais estratégias de inovação.

Um balanço do primeiro semestre de 2013, elaborado pelo e-Bit, aponta o faturamento de quase R$ 13 bilhões, representando um crescimento nominal de 24% em relação ao mesmo período de 2012. A expectativa é fechar o ano com R$ 28 bilhões de faturamento.

Entretanto, o principal ponto a se compreender sobre o e-commerce é que o modelo de negócios, as estratégias e a gestão são pontos mais relevantes que a própria tecnologia utilizada para realizar as vendas no mundo digital. Vejamos:

Modelo de vendas por assinatura. Muitos ainda pensam que essa estratégia só é utilizada para venda de conteúdos ou serviços, como o Netflix, que fornece tevê pela Internet a 33 milhões de usuários. Entretanto, o varejo on-line já comercializa uma série de produtos nessa modalidade: alimentos orgânicos, produtos regionais, vinhos e até mesmo cuecas e meias.

Mas quem nunca ficou em dúvida sobre qual produto comprar, dentre as dezenas ofertadas on-line? Muitas vezes são tantas as opções que desistimos da compra. Já pensou se uma modelo famosa te ajudasse na compra do sapato ideal para determinada ocasião? Para adotar essa estratégia, tecnicamente conceituada como Curadoria, em sua loja virtual não é preciso contratar necessariamente uma celebridade. O importante é que o curador tenha autoridade e identificação com o público.

Já Crowdsourcing é o modelo segundo o qual os produtos são elaborados com ajuda da inteligência coletiva do público. Um bom exemplo dessa prática é uma empresa especializada em venda de camisetas, que através de concursos com prêmios em dinheiro, utiliza seus próprios clientes para a criação de suas estampas.

Como estratégia de inovação, algumas lojas on-line estão atuando em mercados de nicho, como a venda de roupas e sapatos em tamanhos maiores que o usual, produtos regionais ou voltados para determinados grupos culturais ou sociais.

A oferta de produtos exclusivos também vem dando resultados. Assim, os clientes saberão que somente a sua loja é fornecedora daqueles produtos.

A venda de itens personalizados pelos próprios clientes é outra forma de aplicação inovadora do comércio eletrônico. Detalhes nas roupas, acessórios e estampas enviados pelo próprio consumidor tornam sua peça única.

Enfim, inovar é inventar algo que possa ser utilizado pelos seus clientes de forma que eles percebam o quanto sua empresa é diferente das demais. O comércio eletrônico, graças à sua flexibilidade e interação com o consumidor, pode ser o principal agente de desenvolvimento da inovação para as pequenas empresas. Mas, o mais importante é que o empreendedor tenha em si a cultura da excelência e da diferenciação. Do contrário, ele será apenas mais uma “lojinha na Internet”.

* Roberto Dias Duarte é administrador, membro do GT de Tecnologia do CRC-MG e coordenador do MBA Empreendedorismo Contábil no B.I. International.

Revista Incorporativa

Mudanças para pequenas empresas devem sair este ano

A Frente parlamentar da Micro e Pequena Empresa espera que o PLP 237/12, que modificará o estatuto nacional do setor, seja aprovado até o fim do ano, para começar a ser implementado já no início do ano que vem. Foi o que afirmou o presidente da frente, o deputado Guilherme Campos, em evento da Agência Efe, em São Paulo.

Entre as modificações que o projeto propõe, os empresários estão na expectativa sobre a universalização da adesão ao Simples Nacional, que faria com que qualquer micro e pequena empresa, independente do setor, pudesse aderir ao regime tributário diferenciado. Hoje, cabe ao Fisco definir quais empresas podem entrar no sistema, e muitos setores ficam de fora. Se aprovado o PLP, uma vez que o empresário se enquadre na categoria de micro ou pequena empresa, ele poderá fazer parte do regime. “Há uma discriminação injusta com atividades que são impedidas de exercer opção do Simples”, afirmou o ministro da Micro e Pequena Empresa e vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.

O ministro também apresentou algumas propostas para melhorar a vida do pequeno empresário, com prazo de um ano para serem executadas.

A implementação de um processo único de abertura e fechamento de empresas, utilizando certificados digitais e a proibição da substituição tributária estão dentro do plano “Pensar Simples”, que pretende simplificar a tributação e ajudar a aumentar a renda do micro e pequeno empresário. Hoje, uma pessoa leva, em média, 180 dias para abrir uma empresa no Brasil.

Também estavam presentes representantes de empresas de médio porte, que esperavam ouvir do ministro sobre a possibilidade de aumento do teto de receita anual para ser classificado como pequena empresa. “Em um primeiro momento nós temos que alargar a base do micro e pequeno [empresário], através da entrada de todos os setores dentro desse guarda-chuva de proteção. À medida que você tenha essa massa que entra, a próxima pressão é sobre o teto”, respondeu Afif, mas ressaltando que é preciso fazer uma coisa de cada vez.

Outro ponto importante discutido no evento foi a concessão de crédito para o pequeno empresário. O ministro falou da possibilidade de se criar um fundo garantidor para dar segurança aos bancos na concessão de empréstimos para empresários que não têm como garantir o pagamento da dívida. De acordo com o vice-presidente do Santander, um dos objetivos do banco é impulsionar o segmento. “É uma forma totalmente diferente de ceder crédito, a pessoa que toma o empréstimo muitas vezes não tem nada no seu nome. Nós queremos muito crescer no segmento de pequenas empresas”, completou o executivo.

Sobre a polêmica de acúmulo de cargos, o vice-governador disse apenas que não há qualquer problema do ponto de vista jurídico. “O parecer da AGU, da Advocacia Geral da União, e o parecer da Comissão de Ética da Presidência da República é assunto claro, cristalino e pacífico: o vice está livre para poder exercer esse mandato”, afirmou.

DCI

Pequenas empresas sofrem mais com burocracia

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, 09, que a importância das micro e pequenas empresas evolui no País à medida que a economia se desenvolve. O comentário foi feito durante a cerimônia de posse do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que assume a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que terá status de ministério.

 

“Encaminhei ao Congresso Nacional a proposta de criação da micro e pequena empresa, e naquela época, me movia a convicção da importância das micro e pequenas empresas para um País como o Brasil. Acho que a importância das micro e pequenas empresas evolui, ela se torna cada vez maior quanto mais se desenvolve, cresce a sua complexidade econômica”, afirmou a presidente. Na avaliação de Dilma, Afif é a “pessoa certa” no “lugar certo”.

“Temos certeza de que a pessoa certa está no lugar certo porque todas as qualidades do ministro Afif Domingos são aquelas indispensáveis para tratar dessa questão. Experiência, eficiência, visão estratégica, esse conjunto de qualidades vai permitir que ele exerça bem essa função”, disse Dilma.

A presidente destacou que o ministro será responsável por políticas focadas para as micro e pequenas empresas. “Todo mundo sofre com a burocracia, mas quem mais sofre são as micro e pequenas empresas”, disse Dilma, sustentando que as micro e pequenas empresas precisam de política de crédito e tributária.

“Tornamos o Super-Simples um instrumento de expansão ao unificar tributos e reduzi-los”, lembrou a presidente. Dilma garantiu que Afif contará com seu “apoio” e “interesse pessoal” na questão.

 Ag. Estado

Governo divulga ações para pequenas empresas até maio

O ministro da Ciência e Tecnologia (MCTI), Marco Antonio Raupp, disse ontem que até maio serão lançados todos os editais que envolvem investimentos em inovação dos setores integrantes do Plano Brasil Maior, cujos principais beneficiados devem ser as pequenas e médias empresas. A partir de então, as ações do governo poderão ser executadas, segundo ele.

“Desde o ano passado discutimos as ações do Inova Empresa com vários setores. Vários editais foram lançados, como o de hoje [Inova Saúde] e da semana passada com relação à energia renovável. Nós esperamos que até maio todos os editais sejam lançados com esses vários planos setoriais. Ou seja, até o final de maio todas as oportunidades [para investir em inovação] estarão disponíveis, com atenção especial para as médias e pequenas”, disse, após ser questionado pelo DCI, no anúncio do pacote de medidas para impulsionar o mercado de saúde no Brasil, feito na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O Inova Empresa faz parte do objetivo do governo de instalar a cultura de inovação no Brasil. É um plano de investimento que prevê a articulação de diferentes ministérios – 11, na afirmação do ministro do MCTI – e a disponibilização de apoio financeiro por meio de crédito, subvenção econômica, investimento e do financiamento a instituições de pesquisa. Até 2014 serão aplicados mais de R$ 30 bilhões em inovação.

“Todos os programas [do Inova Empresa] são focados nisso [pequena e média] e estão sendo descentralizados para agências regionais. A Finep [Agência Brasileira da Inovação], por exemplo, está fazendo parcerias, repassando os recursos para bancos de desenvolvimento regionais ou fundações de apoio à pesquisa, para atingir o objetivo do governo federal”, complementou Raupp, que preferiu não dar mais detalhes sobre esses próximos editais.

Um exemplo do que já foi anunciado é um edital do Plano Inova Saúde, lançado ontem – dentro da estratégia do Inova Empresa -, que será destinado ao apoio às empresas brasileiras no desenvolvimento e domínio tecnológico das cadeias produtivas ligadas a três áreas temáticas por meio de financiamentos do Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os dois editais do plano somam R$ 2 bilhões.

Também questionado pelo DCI, de qual seria o papel do BNDES neste cenário para apoiar as micro e pequenas, Luciano Coutinho, presidente do banco, comentou que ainda há dificuldade de atender a esse público. “Ao considerar que 95% da exportação brasileira são feitas por grandes empresas, que grandes projetos de infraestrutura são tocados por empresas, e que também temos os estados como grandes clientes, se excluir esses três, nós conseguimos fazer uma mudança espetacular no peso da micro e pequena no BNDES, até mais do que as de maior porte. E isso está alinhado com a política do Plano Brasil Maior e demais programas.”

Por outro lado, ele comenta que a participação das micro, pequenas e médias empresas no BNDES é “significativa”. “Nós conseguimos subir muito o foco do BNDES nesses negócios. Em 2012, os desembolsos somaram R$ 50 bilhões, beneficiados tanto pelo Cartão BNDES, quanto pelos produtos da linha Finame. Em grande medida, o banco, por meio dessa linha, vem financiando a venda de máquinas e equipamentos, e como é uma linha vantajosa, ela vem, e espero que continue, reequipando a indústria de serviços, nos sentido de aumentar a eficiência de automação do processo necessário para melhorar a produtividade”, apontou Coutinho.

Porém, Glauco Arbix, presidente da Finep, comentou que, em vista dessa dificuldade de acesso ao crédito, no recém-lançado Inova Cred, R$ 1,2 bilhão serão destinados para micro e pequenos negócios.

Mais planos

De modo geral, ao responder quais próximos setores devem ser beneficiados pelo Plano Brasil Maior ou pelo Inova Empresa, o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, preferiu não adiantar anúncios. Mas ele ressaltou que o governo espera propostas de novas medidas de cinco grupos setoriais de trabalho, conforme divulgado pelo DCI ontem, que visam aumentar a competitividade brasileira. Entre os setores beneficiados estão o sucroalcooleiro, químico e têxtil.

“Já recolhemos [MDIC] um elenco de sugestões. Vamos esperar um pouco para divulgar as próximas ações.

Como estamos construindo uma política industrial de baixo para cima, consultando setores, trabalhadores, centrais sindicais, esta situação demanda mais tempo, mas os resultados são muito mais eficientes.

Aliás, esse encontro de hoje [pacote para o mercado de saúde] é a demonstração desse dialogo permanente que temos que os representantes de setores”, disse Pimentel. De acordo com o ministro da Saúde Alexandre Padilha, o pacote para saúde começou a ser discutido, no geral, no final de novembro do ano passado.

DCI

O dono do negócio não é perfeito

Responsável por 20% do PIB e por mais de 56% dos postos de trabalho do país, segundo dados do Sebrae, as pequenas empresas se profissionalizam, crescem com a economia aquecida e se deparam com problemas enfrentados por companhias de grande porte. Entre as dificuldades mais importantes está a gestão de pessoas.

Segundo a especialista em coaching Susana Azevedo, como essas empresas são, na sua maioria, familiares e nasceram da ideia de uma só pessoa, a gestão tende a ser mais controladora e emocional. “O dono trata a empresa como um filho, então não gosta de delegar tarefas, pois acredita que somente ele sabe dar continuidade aos projetos”, conta. Os problemas podem começar a aparecer quando a empresa cresce e prospera. “O empreendedor descobre, neste momento, que já não consegue realizar tudo sozinho, é preciso contratar e, consequentemente, gerenciar os novos talentos que chegarão”, explica Susana Azevedo.

É neste momento que o coaching se torna uma ferramenta poderosa para a continuidade do empreendimento. “É fundamental que o empreendedor aprenda a se desprender da empresa e de todas as suas operações. É necessário entender que as conquistas são de um grupo de pessoas e não de uma única pessoa, mas sob a visão de um líder”, pondera. Susana explica que esta é uma situação que acontece em menor grau em uma multinacional, por exemplo, pois nelas não existem donos e sim subordinados que se engajam em um projeto, mas que focam mais no desenvolvimento de suas próprias carreiras. “Gerenciar uma carreira e ter atribuições associadas a funções específicas é menos complexo genericamente do que manter a competitividade de uma empresa. Neste caso, o dono exerce diversos papeis e precisa saber organizar o seu tempo para dar conta de todos os compromissos”, afirma. Também o fato de o “sentimento de dono” ser menos profundo para os funcionários do que para os empreendedores donos de empresas, torna mais fácil se desprender da crença que o sucesso da empresa depende dele e que, portanto, tem que controlar tudo.

O empreendedor costuma ser muito bom em aspectos essenciais para o andamento da companhia, ele é capaz de executar grande parte do operacional, gerenciar o financeiro, organizar o estoque e, ainda, atender os clientes. Mas certamente, em algum desses pontos, ele precisa desenvolver o seu potencial. Também, a partir de certa dimensão de atividade, mesmo sabendo fazer, não tem a disponibilidade para dar conta de tudo. “É importante para o sucesso do empreendimento que o empreendedor tenha consciência de suas forças, mas também de seus pontos fracos para poder aprimorá-los ou, então, contratar pessoas capazes de preencher essas lacunas. É desse desenvolvimento que a empresa depende para continuar o seu crescimento de forma sustentável”, afirma.

Sobre Susana Azevedo – À frente da empresa ns2a Desenvolvimento Humano, Susana acumula 13 anos de experiência como executiva no desenvolvimento e gerenciamento de equipes em empresas multinacionais. É especialista em coaching para executivos de elevado potencial focada em soluções pelo Erickson College International, membro do International Coach Federation (ICF) desde 2007 e membro da diretoria do ICF Brasil. Susana é portuguesa de nascimento e tem como formação de base a Engenharia Mecânica no ramo Termodinâmica conquistada no Instituto Técnico de Lisboa, Portugal. Entre os seus diferenciais está o oferecimento dos serviços em cinco idiomas – português, inglês, alemão, francês e espanhol.

BNDES: juro para micro e pequenas empresas é de 0,91% ao mês

Já está em vigor a nova taxa de juros (0,91% ao mês) do Cartão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Cartão BNDES, para compras de bens e serviços pela internet por micro e pequenos empresários. A taxa anterior, em vigor desde outubro do ano passado, era 0,97% ao mês.

A taxa de juros cobrada no Cartão BNDES é calculada com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), praticada pelo banco nas operações de financiamento. Com a queda da TJLP no final de junho (de 6% ao ano para 5,5% ao ano), a taxa no cartão foi rebaixada, atingindo o patamar de 0,91% ao mês, o mais baixo já registrado, informou o chefe do Departamento de Operações de Internet do BNDES, Ricardo Albano Rodrigues.

Com a nova taxa, Rodrigues prevê expansão dos desembolsos do Cartão BNDES, que tem como principais clientes as empresas de micro, pequeno e médio porte. A estimativa é desembolsar R$ 11 bilhões, em 2012, com mais de 800 mil operações, contra os R$ 7,5 bilhões liberados no ano passado. “A gente está prevendo um crescimento em torno de 50% este ano”, disse.

Para Rodrigues, a expansão do cartão reflete o aquecimento da economia brasileira, apesar da crise econômica internacional. “A gente está percebendo que este segmento não está sendo afetado fortemente pela crise.”

De acordo com o BNDES, foram emitidos 67 mil novos cartões até julho. O número de fornecedores que vendem bens e serviços no site do cartão cresceu 7,5 mil, somando 44 mil estabelecimentos no total. O volume de recursos liberados pelo cartão, no primeiro semestre deste ano, subiu 49% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, foram feitas mais de 320 mil operações, totalizando R$ 4,5 bilhões em financiamentos aprovados.

O Cartão BNDES está disponível em 100% dos municípios em seis estados (Santa Catarina, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo), além do Distrito Federal. O cartão é usado para compra de bens e serviços por meio de um limite de crédito pré-aprovado, de até R$ 1 milhão, pelo banco emissor. Não há cobrança de anuidade. As prestações são fixas e os prazos de pagamento variam de três a 48 meses. Os bancos emissores do Cartão BNDES são, até o momento, o Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, a Caixa Econômica Federal e o Itaú.

 

 

 

 

 

Terra

 

Pequenas empresas: vantagens na formalização

O programa instituído pelo governo para formalização de pequenos negócios, conhecido como EI – Empreendedor Individual, está criando várias oportunidades para as pessoas que não têm condições de abrir um negócio no modelo convencional.

Este programa contempla os profissionais e pequenas empresas com faturamento de, no máximo, R$ 60 mil por ano e que tenham até um empregado contratado com salário mínimo ou piso da categoria. O interessado também não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular.

O problema está ocorrendo quando as pessoas tentam distorcer um pouco a finalidade deste programa, mascarando situações que não poderiam se beneficiar desse tipo de empreendimento, como por exemplo, na cessão de mão de obra, ou em atividades com comprovada movimentação financeira superior ao limite permitido, facilmente detectável através do volume de compras e despesas mensais. Ou seja, ficam sujeitas às penalidades fiscais.

Portanto, se você tem intenção de formalizar o seu negócio, não omita as informações solicitadas pelas pessoas que irão lhe auxiliar nesse processo, seja através dos consultores do Sebrae ou dos profissionais contábeis, pois o sucesso de seu empreendimento vai depender bastante da forma como você irá registrá-lo.

Tenho percebido um fato interessante que vem ocorrendo após a instituição desse programa, que foi o aumento da procura por informações sobre a legalização de negócios que já funcionam há algum tempo na informalidade. Em vários casos, registramos empresas “pulando a etapa do EI”, pois elas já se encontravam em um patamar de faturamento superior ao limite permitido.

Outro dado interessante é que na grande maioria dos casos, as empresas conseguiram absorver com relativa facilidade o “aumento” das despesas, pois com a formalização surgiram oportunidades de negócios que não existiam antes, gerando assim um maior volume de vendas.

Por isso, independentemente do modelo de registro que você vai adotar, são muitas as vantagens obtidas com a formalização do seu negócio, tais como:

1) Vender ou prestar serviços para grandes empresas;

2) Participar de licitações públicas;

3) Acesso a linhas de crédito com juros mais atraentes;

4) Maior segurança na contratação de funcionários;

5) Maior retenção de funcionários, pois pode oferecer benefícios que não existem na informalidade;

6) Redução da inadimplência, pois terá acesso aos serviços de consulta cadastral, como o SPC ou Serasa, por exemplo.

7) Maior facilidade nas compras de matérias-primas e produtos para revenda, com acesso direto aos fabricantes.

Enfim, essas são apenas algumas das vantagens obtidas com a formalização do seu negócio. Existem muitas outras possibilidades que poderão surgir a partir do momento em que sua empresa estiver devidamente registrada. Com isso ela terá maiores possibilidades de crescimento, de maneira planejada, contínua e segura.

 

 

 

 

 

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