Objetivo

Proposta prevê aumento do Imposto de Renda, nova CPMF e menor INSS

Aumento de Imposto de Renda para quem ganha mais, uma nova CPMF para reduzir à metade as contribuições previdenciárias de empresas e empregados, o fim do ICMS e a tributação próxima a zero de alimentos e remédios.

Essas são as principais novidades da proposta do novo relator da reforma tributária, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), a ser apresentada até dezembro, com o apoio de representantes de partidos aliados do presidente Michel Temer (PMDB) e do PT.
A ideia do relator da matéria é criar um consenso em torno da proposta para evitar que sofra engavetamento, como ocorreu com várias propostas apresentadas nesse sentido desde a Constituição de 1988. “Pretendemos no prazo de 60 dias dar uma resposta efetiva para esta questão, de modo que o Brasil tenha condições de retomar o crescimento sustentável, por meio de reformas no seu sistema tributário, a partir da análise das propostas de emenda à Constituição já em andamento, da experiência acumulada de outras tentativas de reforma tributária e da opinião de especialistas, seja possível a elaboração de uma proposta de consenso”, afirmou ao DCI o deputado, que é especialistas em matéria tributária no Congresso.
Por isso, para esse evitar desavenças desse tipo, Hauly já decidiu preservar o percentual dos entes federados no bolo tributário do país.
“Penso que uma das razões das reformas anteriores terem falhado foi por se concentrarem sobremaneira na partilha dos tributos, e não na construção de um sistema economicamente simples e eficiente”, declarou Hauly.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prefere colocar como prioridade para votação, a exemplo das reformas da Previdência e trabalhista, porque terão efeitos para a redução da carga tributária.
Anteontem, em São Paulo, em palestra para empresários, Maia comparou a evolução das reformas a uma corrida de obstáculos a serem superados um a um.
“Nós estamos fazendo uma corrida de obstáculos, se não tem a PEC do Teto dos Gastos, não tem a Previdência. Eu tenho a convicção de que as reformas do teto, da previdência e trabalhista precisam ser aprovadas nessa sequência. A reforma tributária precisa que todas as outras sejam aprovadas, para que a médio e a longo prazo tenha a redução da carga tributária”, disse Maia.
A favor do cronograma de Hauly, o deputado Eno Verri (PT-PR) afirmou ao DCI que há clima, sim, para votar a reforma tributária ainda neste ano.
“Depois da PEC do Teto, vem a reforma política e depois há espaço para a reforma tributária”, projetou o petista, que concorda com as principais teses defendidas pelo tucano, a exemplo do aumento do Imposto de Renda e a volta CPMF.
No início deste ano, ainda no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, a bancada do PT apresentou proposta que previa a isenção do IR até R$ 3.390 e alíquota de 30% depois de R$ 27 mil e de 40% depois de R$ 108 mil,
Renda x consumo
O relator disse pretender propor um sistema tributário baseado no modelo europeu, com um imposto de renda federal, um imposto sobre valor agregado e um imposto seletivo estadual (mas com legislação federal), e impostos sobre o patrimônio municipais (alguns com legislação federal).
Hauly recorre a dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE), uma instituição internacional de 34 países desenvolvidos,
“Enquanto, na média, os países da OCDE recebem 37% de suas receitas da tributação da renda e 25% da do consumo, no Brasil, a tributação sobre bens e serviços responde por 51% da carga tributária, enquanto a sobre a renda representa somente 18%”, disse.
Por essa razão, ele quer deslocar parte da tributação sobre o consumo para a renda, buscando atingir distribuição similar a dos países da OCDE. “Contudo, em hipótese alguma admitiremos aumento da carga tributária total, que deve permanecer em torno de 35% do PIB”, disse.
Para Hauly, a resistência do empresariado à volta da CPMF será compensada com a redução à metade das alíquotas previdenciária cobradas atualmente de empregadores e empregados. “A redução da contribuição previdenciária é música nos ouvidos das empresas”, comentou, ao abordar um dos principais alicerces da proposta – a recriação do tributo sobre transações bancárias, desde que reduza à metade as contribuições previdenciárias de empregadores e empregados.
Outro alicerce da proposta é a extinção do ICMS, cuja guerra fiscal o relator pretende atacar por representar um emaranhado de controvérsias entre estados e Judiciário.
“Vamos reduzir a carga tributária que incide sobre as empresas e os empregados, de forma a incentivar a produtividade e gerar uma fonte permanente para milhões de atuais e futuros beneficiários que não contribuem ou contribuem muito pouco para ter acesso aos benefícios”, disse o relator.
Hauly classificou o sistema tributário brasileiro como caótico e “laborcida” – que mata empregos. Ele classifica sua proposta como “laborgênica” – geradora de empregos. “O objetivo será simplificar a cobrança de tributos, racionalizar o sistema tributário nacional e redistribuir e reduzir a carga tributária”, disse.
Entre outras propostas defendidas por Hauly, destacam-se: isentar totalmente as exportações e os bens de ativo fixo das empresas; Extinguir o ICMS, IPI, ISS, Cofins e o IOF e criar no lugar um imposto seletivo monofásico e o IVA clássico; fim imediato da guerra fiscal entre os estados.
DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços

Regras essenciais para o profissional autônomo ter sucesso em seu negócio

Independentemente da razão, sabemos que, como toda profissão, o caminho independente pode ter suas vantagens e seus fatores de dificuldade. Se por um lado temos a insegurança de não poder contar com uma remuneração garantida todo mês e da diminuição dos ganhos em casos de imprevistos que impeçam de trabalhar, por outo lado temos alguns pontos muito positivos.
A carreira autônoma, se bem conduzida, pode gerar um ganho financeiro superior àquele que teria no trabalho com carteira assinada. Outra vantagem, destacada por muitos, é a flexibilidade de horário pois, mesmo tendo que cumprir prazos com os clientes, fica mais fácil estipular a própria agenda de trabalho e o período de férias.
Ter sucesso no trabalho autônomo, entretanto, não é tão simples. Os resultados não acontecem naturalmente. São necessárias certas ações estrategicamente pensadas e principalmente algumas mudanças na forma de pensar.
Isso serve para qualquer profissional autônomo. Sejam eles os profissionais liberais como médicos, advogados, esteticistas e professores particulares ou então pequenos empreendedores individuais como os artesãos, taxistas, pedreiros, doceiras, entre outros.
São quatro regras que devem ser avaliadas e aprimoradas nesses profissionais:
Regra número 1 – Ter cabeça de empresário
Muitos autônomos aprimoram suas atividades de prestação de serviços e esquecem de desenvolver o seu lado gestor. É limitante pensar exclusivamente como um técnico em vez de pensar como um empreendedor. Ter cabeça de empresário significa ter foco e tomar boas decisões, além de planejar, ter visão estratégica e visão de mercado. É importante o profissional fazer o que realmente é importante para o negócio e não apenas para o próprio ego.
Regra número 2 – Oferecer um serviço excelente
Não existe ferramenta de marketing que consiga sustentar um serviço ou produto que não seja bom. Talvez consiga vender por um tempo, mas os resultados não serão duradouros. Ter um serviço excelente tem a ver com a capacidade de prestar o trabalho com dedicação e competência, mas também significa ouvir o cliente e suas necessidades, atendendo as demandas nem sempre percebidas por ele. Inovar em produtos e serviços faz toda diferença em um mercado competitivo e cheio de concorrentes.
Regra número 3 – Fazer o marketing inteligente
A tática de “empurrar” propagandas de produtos ou serviços a qualquer custo para as pessoas já está com os dias contados. O cliente vem aprendendo a despistar-se do marketing agressivo e ninguém quer prestar mais atenção à alguém que tenta “vender” algo. É por isso que o caminho que mais tem chamado a atenção dos clientes é o Marketing de Conteúdo. Nele, a ideia é compartilhar conhecimento, informações, dicas e, consequentemente, demonstrar mais autoridade sobre o assunto além de conquistar a simpatia e confiança.
Também deve-se buscar o Marketing da Experiência, proporcionando ao cliente a experiência que o marque positivamente, com atenção aos detalhes, superação de expectativas e atendimento impecável. Gerar um sentimento positivo é um caminho muito eficaz para conquistar a lealdade e buscar o relacionamento. Como escreveu a escritora americana Maya Angelou: “as pessoas esquecerão o que você disse. Esquecerão o que você fez. Mas, nunca esquecerão o que você as fez sentir”.
E tudo isso, além de ser mais inteligente, não vai contra a maioria dos códigos de ética de algumas profissões liberais.
Regra número 4 – Realizar vendas que resolvem
Em vez de ser considerado um vendedor oportunista, o profissional deve fazer de tudo para ser reconhecido como um verdadeiro parceiro de seus clientes e, quem sabe, uma fonte de inspiração. E isso só acontece se gerar confiança, reciprocidade e resolver um “problema”. Ninguém vai comprar algo para ajudar quem vende, o objetivo é o contrário: Ser ajudado! Dessa forma, o próprio cliente, que é o maior vendedor de todos, estará à disposição do seu negócio.E não se pode esquecer, como diz o escritor e palestrante brasileiro Roberto Shinyashiki, que “empresários falidos adoram produzir e empresários de sucesso adoram vender”. O profissional autônomo não pode ter medo de mostrar a proposta de valor de seu negócio e o quanto ele pode atender as necessidades do cliente.
Netspeed

Conheça as seis fases do fracasso e sua importância para o sucesso

O sucesso e o fracasso podem parecer duas coisas completamente distintas para você. Mas para mim, não. Ele mostra que os dois estão interligados e que é praticamente impossível obter a vitória sem nunca ter fracassado.
O que quero dizer é que o erro faz parte do crescimento. Admitir que falhou pode ser benéfico tanto para você, quanto para o seu empreendimento. Cada momento ruim que passamos torna-se aliado do nosso autoconhecimento e da nossa capacidade de progresso.
Por isso, para ser uma pessoa bem-sucedida, é preciso entender como funciona o fracasso. O objetivo das palestras de motivação é mostrar que você pode tirar um bom proveito de seus erros.
Você pode não saber, mas até as maiores empresas falharam – e olha que não foram poucas vezes. Os sócios do aplicativo de games Angry Birds, por exemplo, fracassaram por 52 vezes antes de se tornarem febre entre adultos e crianças do mundo inteiro.
Com a rede de fast food Spoleto não foi diferente. Os fundadores precisaram fechar seis restaurantes para ter, hoje, mais de 580 lojas espalhadas por diversos países.
Se você ainda não se convenceu, vai mais um exemplo: até o empreendedor Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, faliu três vezes antes de sua indústria se tornar a primeira fabricante de carros em massa.
Pois bem, que todos fracassamos você já sabe. Agora, conheça as seis fases que vêm junto com o fracasso que costumo apresentar em minhas palestras motivacionais.
1 – Choque
O primeiro sintoma de quem fracassou é entrar em estado de choque inicial. Nesta fase, esteja preparado para a baixa autoestima e o estado emocional lá embaixo.
2 – Negação
É da nossa natureza negar tudo o que não faz bem para gente. Queremos acreditar que aquilo não ocorreu.
3 – Raiva
Nesta fase, as pessoas geralmente brigam com qualquer pessoa que estiver na frente. É o momento de raiva, de chutar a parede.
4 – Depressão
Após o momento de raiva, é comum você começar a acreditar que não consegue dar a volta por cima e negar o seu potencial.
5 – Aceitação
Agora é a hora de começar a enfrentar o fracasso de cabeça erguida. É importante perdoar as pessoas e mexer os pauzinhos para dar a volta por cima.
6 – Mudança com ação
Pronto. Você já passou por todas as fases do fracasso. Já se sentiu triste e já aceitou a sua situação. Neste momento provavelmente você entendeu que não é um super-herói. Os grandes lutadores de MMA levam muita porrada, mas não caem. É hora de aprender com eles a desenvolver a resiliência, que nada mais é do que a capacidade de dar a volta por cima.
Agora que você já conhece as seis fases do fracasso, esteja preparado para lidar com cada uma delas. Não tenha pressa. Viva um momento de cada vez e tire o máximo proveito deles.
Também é importante recorrer a ajuda de um palestrante de motivação para entender a lógica do mercado e se tornar uma pessoa mais confiante. Ter um profissional para te auxiliar é essencial. Você vai perceber como se tornará uma pessoa com mais garra e coragem.
E lembre-se: segundo o SEBRAE, a falta de planejamento é a principal causa do fracasso. Por isso, ponha tudo no papel, converse com especialistas e seja criativo!
André Ortiz é professor da IBE-FGV, PhD pela Florida Christian University,CEO. Fundador da Oficina do Sucesso Treinamento Empresarial Ltda, também é palestrante motivacional, consultor de negócios, autor do livro Sucesso em Vendas e coautor do livro Gestão de Marketing em Varejo com mais de 20 anos de experiência de mercado. Tem experiência como executivo de diversas empresas nacionais e multinacionais.
SEGS

CNAE: tudo que você precisa saber

A Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é uma espécie de padronização para as atividades econômicas desempenhadas em todo o país, com a finalidade de facilitar a fiscalização pelos órgãos governamentais responsáveis pela gestão tributária no Brasil. A CNAE não é direcionada apenas para as pessoas jurídicas, uma vez que as pessoas físicas também necessitam de enquadramento, desde que exerçam atividades autônomas. Nesse escopo estão enquadradas as pessoas jurídicas públicas, privadas, agrícolas, com ou sem fins lucrativos.
Objetivos da CNAE
O objetivo é a uniformização de todos os códigos relacionados a atividades econômicas, além dos critérios para enquadramento utilizados por todos os órgãos brasileiros de administração tributária. Se uma atividade for exercida por um agente econômico, um código de CNAE precisará ser definido.
O objetivo é a uniformização de todos os códigos relacionados a atividades econômicas, além dos critérios para enquadramento utilizados por todos os órgãos brasileiros de administração tributária. Se uma atividade for exercida por um agente econômico, um código de CNAE precisará ser definido.
Não há uma quantidade máxima de CNAEs definida para cada empresa, mas o mínimo é que haja uma atividade principal para uma entidade qualquer e, normalmente, há também uma atividade secundária, ambas seguindo a mesma padronização em todo o território nacional. Significa dizer que se uma empresa situada no estado do Rio Grande do Norte tiver a mesma atividade de outra situada em Santa Catarina, elas terão os códigos CNAE idênticos.
Escolhendo a CNAE correta para sua empresa.
Deve ser consultada a tabela da CNAE relacionada à atividade econômica principal da empresa. Por exemplo, para uma fábrica de doces artesanais, primeiramente deverá ser buscada a CNAE para fabricação de doces e, na sequência, para doces artesanais. A regra é essa: sempre ir do código CNAE mais genérico para o mais específico.
Há várias seções e subseções diferentes e a escolha sempre será embasada na atividade principal mais genérica, como foi o exemplo da fabricação de doces. A partir daí, se houver mais de uma atividade específica, todas devem ser selecionadas para que se evite realizar operações sem a autorização específica.
A importância da CNAE
ACNAE correta é importante para evitar atividades fora do escopo principal do negócio. Vejamos um exemplo simples: sua empresa está autorizada a comercializar artigos de vestuário sem padronização. Dessa forma, se você pensa em modificar esses artigos ou incluir qualquer outra coisa como um bordado, uma estampa ou algo semelhante, terá que escolher a CNAE também para a comercialização de artigos padronizados e bordados, os quais possuem códigos específicos.
Da mesma forma, se for realizado qualquer beneficiamento na matéria-prima, como uma camiseta, por exemplo, também deverá ser solicitada a CNAE relacionada à fabricação de artigos de vestuário, não se restringindo apenas à atividade de comércio, mas também à de fabricação, caracterizada pela alteração do insumo adquirido.
A CNAE e o Simples Nacional
Mesmo que sua empresa não seja grande, haverá algumas atividades que ocasionarão o desenquadramento do Simples Nacional. Mesmo que ela não exerça uma atividade impeditiva de enquadramento no Simples Nacional, mas tal atividade estiver listada em seu Contrato Social, ela não poderá desfrutar dos benefícios concedidos pelo governo.
Mantenha suas informações sempre em dia, busque informação especializada para saber se tudo o que está sendo feito pela sua empresa está dentro da lei e evite qualquer contratempo de ordem operacional que possa gerar multas, por exemplo.
Não basta que os produtos tenham qualidade e que seus consumidores tenham interesse em adquiri-lo. Sua empresa deverá seguir todos os ditames relacionados à Classificação Nacional de Atividades Econômicas para continuar cumprindo todas as regras aplicáveis a ela.
Sage Gestão Contábil

A comunicação faz a diferença do líder

Todos nós já tivemos ou conhecemos pessoas que não foram bem sucedidas como líderes de equipes, por não conseguirem se comunicar com eficácia.
“A comunicação, para os agrupamentos humanos, é tão importante quanto o sistema nervoso para o corpo”. (PIMENTA, 2009, p.9)
A prática da boa comunicação é fundamental para o sucesso de um gestor. É através dela que ele poderá obter os resultados esperados pela sua equipe dentro da organização.
Muitas empresas falham por não conseguirem alinhar a comunicação entre líder e liderado, e acabam por perder tempo, recursos, bons colaboradores, e isso impacta diretamente o lucro da organização.
Entretanto, a empresa não pode esperar de seus gestores uma comunicação assertiva desenvolvida por eles próprios. É necessário treiná-los e desenvolvê-los para que possam praticar com suas equipes.
Porém, essa postura precisa partir da direção da empresa, de forma que todos “falem a mesma linguagem”, e consigam percorrer o mesmo trajeto rumo aos bons resultados.
A seguir, seguem algumas dicas para que você desenvolva uma comunicação eficaz no ambiente da sua equipe, e obtenha os resultados esperados pela empresa.
Passe e repasse a visão
Liderados sempre se esquecem! É necessário que você, como líder, gestor, supervisor ou gerente esteja sempre relembrando seu time acerca da visão da empresa, aonde ela quer chegar, o que se espera de cada um, quais os objetivos específicos das tarefas ou mudanças. Nunca se canse de falar novamente sobre isso com seus colaboradores.
Ensine da forma correta
Cada pessoa possui um canal de aprendizagem mais forte; alguns aprendem melhor ouvindo, outros aprendem melhor observando, outros tem mais facilidade em aprender fazendo. O líder precisa ensinar levando em conta esses canais. Portanto, ensine explicando, demonstrando e fazendo.
Dê o feedback
Liderados precisam ser avaliados. Todos nós esperamos ouvir nossos acertos e nossos pontos a melhorar e desenvolver. Observe seu liderado, avalie as tarefas e converse com ele individualmente sobre seu desenvolvimento, de forma respeitosa e motivadora. Utilize a técnica PNP – Positivo, Negativo, Positivo.
Aprenda a ouvir mais
Muitos líderes perdem informações importantes, tomam decisões ruins e chegam a conclusões equivocadas por não entenderem que também precisam ouvir. Muitas vezes, ouvir é melhor do que falar. “As pessoas ouvem frequentemente a crítica ‘ele fala demais’, mas por acaso alguém já foi criticado por ‘escutar demais’?” diz Norman Augustine.
Seja objetivo
A objetividade facilita a comunicação. Fale com clareza, e esclareça a tarefa. Mas cuidado para não confundir objetividade com resumo. Explique com clareza.
Pratique a Empatia
Colocar-se no lugar do seu colaborador pode ajudá-lo à comunicar-se de forma a entender que o funcionário possui emoções e necessidades diferentes daquilo que você possui. Dessa forma, o líder tem mais chances de entender qual será a melhor forma de comunicação a ser usada naquele momento.
O papel do líder é fazer com que as informações sejam disseminadas para que a organização obtenha os resultados esperados. Isso tem a ver com o relacionamento líder x liderado.
Comece a praticar uma boa comunicação e faça a diferença no seu ambiente de trabalho.
Administradores

Lei da Mediação entra em vigor em seis meses

Entra em vigor em 180 dias a Lei 13.140/2015, que trata do uso da mediação para solução de conflitos, inclusive em questões que envolvam a administração pública. O objetivo é por meio de acordos reduzir o volume de processos no Poder Judiciário.
A Lei da Mediação é resultado de dois projetos: uma proposta apresentada em 2011 pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e outra elaborada por comissão de juristas em 2013. O texto, que ainda sofreu alterações durante a tramitação na Câmara dos Deputados, foi aprovado de maneira definitiva no início deste mês pelo Plenário do Senado.
Segundo a lei, a mediação poderá ser extrajudicial ou judicial, em centros mantidos pelos próprios tribunais. As partes podem recorrer ao método mesmo já havendo processo em andamento na Justiça ou em âmbito arbitral. Nesse caso, a tramitação é suspensa, por prazo suficiente para a resolução consensual do conflito.
O mediador pode se reunir com as partes, em conjunto ou separadamente, ouvir terceiros e solicitar informações que entender necessárias para o esclarecimento dos fatos e para o entendimento. A mediação termina quando é celebrado o acordo ou quando não se justificam novos esforços para obter o consenso, seja por declaração do mediador ou por manifestação das partes.
A lei permite também o uso da mediação para solucionar conflitos entre órgãos da administração pública ou entre a administração pública e particulares. A União, os estados e os municípios poderão criar câmaras de prevenção e resolução administrativa de conflitos, para promover a busca de acordos, mas, enquanto isso não ocorrer, aplicam-se as mesmas regras da mediação judicial.
Na aprovação do projeto de lei (PLS 517/2011), o presidente do Senado, Renan Calheiros manifestou confiança de que a Lei da Mediação e a Lei da Arbitragem ajudem a “esvaziar as prateleiras” da Justiça, que têm mais de 90 milhões de processos.
Os dois métodos são distintos. Enquanto na mediação um terceiro (mediador) tenta facilitar a busca de acordo entre as partes a ser homologado pelo Judiciário, na arbitragem o terceiro (árbitro), escolhido consensualmente, efetivamente decide a questão.
Agência Senado