Negócio

Confira oito orientações para quem deseja abrir um negócio

Quem pensa em abrir um negócio tem uma decisão de grande responsabilidade em suas mãos. É indispensável passar por uma série de processos que exigem muita atenção, principalmente no que diz respeito aos detalhes mais técnicos.
Alguns pontos, como a elaboração do contrato social, a escolha do tipo de tributação da empresa, a escolha do imóvel, obtenção de alvará, surgem com destaque entre as principais necessidades. Confira estes e outros tópicos essenciais para quem deseja abrir seu próprio negócio , de acordo com o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos:
1) Planejamento
Um dos grandes problemas encontrados na maioria das empresas é que a abertura delas acontece de forma impulsivsa, o que acaba acarretando na falta de um plano de negócio estabelecido, público alvo e estrutura necessária. Dessa forma, antes de qualquer coisa, é necessário parar para pensar, ver o que se pretende e como de que forma este objetivo será atingido.
Em diversas ocasiões, após essa primeira análise, percebe-se a necessidade de uma capacitação. Atualmente, é possível que o empreendedor encontre formas de melhorar suas habilidades de maneira muito simples, pois existe uma grande quantidade de cursos para empreendedores, muito desses gratuitos. Também é essencial pesquisar como está o mercado em que pretende atuar, para ver em qual nicho de público se encaixará.
2) Cálculo de custos para começar a funcionar
Para colocar uma empresa para funcionar, é necessário ter em mente que haverá custos que vão além dos que já se conhece no dia a dia de uma empresa com infraestrutura e pessoal. Dentre esses os principais são as taxas da junta comercial e da emissão do alvará, dentre outras que variam de acordo com a localidade e o ramo de atuação.
Algumas empresas disponibilizam profissionais especializados na solução de burocracias. A Confirp, por exemplo, possui uma área que apenas voltada exclusivamente para isso, com a intenção de evitar ao cliente qualquer ‘dor de cabeça’ relacionada ao tema.
3) Elaboração do contrato social
Outro dos pontos primordiais que todo empreendedor deve pensar com cuidado ao iniciar o processo de abertura de sua empresa é a elaboração de um contrato social. Este documento vai esclarecer todos as questões práticas relacionadas ao funcionamento da companhia.
Entre os tópicos que devem receber atenção dentro do contrato social estão o nome da empresa, o endereço, as atividades, o capital social – que diz respeito aos valores ou bens investidos –, a relação entre os sócios e como é feita a divisão dos lucros.
É importante deixar claro que, caso haja qualquer alteração no contrato, é necessário que sejam refeitas pelos empreendedores as inscrições federal, estadual e municipal, bem como as as licenças da empresa. Para que possam ser feitas alterações, no caso das sociedades limitadas, é preciso que, no mínimo, 75% do capital esteja de acordo. Normalmente, o registro de um contrato social pode ser agilizado procurando o sindicato da categoria da empresa, sendo que o mesmo pode possuir um posto avançado da junta comercial. Com isso, é possível que esse processo seja finalizado em até 24 horas.
4) Opção pelo regime tributário que a empresa seguirá
Atualmente, existem basicamente três regimes de tributação. São eles, o Simples, o Presumido e o Real. A opção pelo tipo de tributação que a empresa vai utilizar deve ser feita até o início do ano posterior à inauguração, mas as análises devem ser realizadas com antecedência para que se tenha certeza da opção, reduzindo as chances de erros.
Para evitar problemas, é preciso que cada caso seja analisado de forma individual, evidenciando que não existe um modelo exato para a realização de um planejamento. Apesar de muitos pensarem que melhor tipo de tributação é o Simples, há casos em que esse tipo de tributação não é o mais interessante, mesmo que a companhia se enquadre em todas as especificações.
5) Definição da estrutura física
O empreendedor precisa, além de definir o local em que será desenvolvido o empreendimento, adquirir toda a estrutura para o funcionamento da empresa, o que vai depender de cada ramo de atuação, podendo ir desde maquinário até material de escritório.
Em relação ao ponto físico do negócio, é importante que observar também se esse se adéqua ao público que pretende atingir e, principalmente, diretrizes estabelecidas pelo município referente ao local. Hoje uma ótima opção são espaços de escritórios compartilhados, que reduzem em muito os custos.
6) Obtenção de registros e licenças
Atualmente, a burocracia no Brasil para empresas é tão grande que boa parte delas não possuem todos os registros e licenças necessários para o funcionamento, o que pode configurar um risco jurídicos para elas. Entre os registros necessários estão o habite-se do imóvel, que é a autorização da prefeitura para que ele possa ser habitado, e as regras de ocupação de solo, alvará de funcionamento, pagamento de taxas de funcionamento, dentre outras licenças necessárias dependendo da atividade da empresa. Confira todos os documentos necessários e em quais órgão buscar:
Junta Comercial: registros dos atos sociais (contrato social, atas de reuniões, deliberações etc.);
Receita Federal: para obtenção de registro do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica);
Prefeitura: para obtenção do Alvará de Funcionamento e nota fiscal, caso a empresa seja contribuinte do ISS (Imposto Sobre Serviços);
Secretaria Estadual da Fazenda: obtenção de inscrição Estadual.
7) Contratação de uma contabilidade
Toda empresa precisa de uma contabilidade para funcionar, pois ela será responsável por estar gerando as informações imprescindíveis para a empresa esteja em dia com os órgãos públicos. Além disso, também são responsáveis pelo cálculo de impostos e tributos que a empresa deverá pagar, bem como análise da situação contábil da empresa e geração de informações imprescindíveis para a gestão empresarial.
8) Processo de contratação de profissionais
Um dos passos iniciais é identificar se o seu negócio terá necessidade de outros funcionários. Caso exista essa exigência, será preciso abrir processos seletivos para contratação, atualmente um dos pontos mais problemáticos para as empresas devido a uma crescente falta de mão de obra que pela qual passa o País. Depois da contratação, será necessário elaborar o contrato de trabalho, definir salários, benefícios, ver qual o melhor regime de trabalho e regularizar o mesmo junto ao INSS.
CONTADORES

Empreendedor não é super-herói para lutar sozinho: forme uma liga de primeira

A característica que melhor define um empreendedor é sua energia de execução, sua paixão por colocar a mão na massa. Lembra daquela piada na qual as pessoas no céu, antes de nascer, passam por diversas estações para se abastecer de qualidades? É certo que a maior parte dos empreendedores entram mais de uma vez nas filas da ousadia, da ação e da intuição.
Essa força centralizadora, direcionada para a execução, é inerente ao processo de empreender e necessária para que um novo negócio vingue. Como cavaleiros medievais, com a lança afiada (uma ideia, o desejo de vencer, um modelo de negócios) e geralmente, sem escudo de proteção (planejamento, cenários e planos de reação), avançamos em busca de clientes enquanto lutamos contra a burocracia, os concorrentes, os custos de infraestrutura, as crises.
É essencial que, nos primeiros minutos de jogo (ou até nos primeiros anos), o empreendedor esteja dedicado e atento ao seu negócio 24 x 7, sem pausa. A expressão “o olhar do dono é que engorda o gado” tem razão de ser.
O problema é que essa força centralizadora normalmente segue na potência máxima em outras fases do negócio, mesmo quando seu efeito não é assim mais tão positivo.
Se você optar por ter um pequeno negócio e quiser mantê-lo pequeno, é provável que sobreviva com as operações concentradas em você. Este modelo limita o crescimento, pode afetar sua saúde e harmonia familiar, reduz seu descanso e eventualmente, desestimula os funcionários interessados em evoluir. Mas tem gente que é feliz dessa maneira. Depende da visão de mundo de cada um.
Por outro lado, se o talento empreendedor mira maiores impactos, seu crescimento poderá exigir novas filiais, força de vendas e atendimento mais amplas, centros de distribuição estratégicos, atividades de exportação, mais fábricas e postos de assistência, e consequentemente, mais pessoas.
Endeavor

Empreendedorismo: saiba como fazer sua empresa crescer em tempos de crise

Apesar da economia exibir alguns sinais de recuperação, os empresários ainda sentem os efeitos da crise econômica. Aliado ao cenário ruim para investimentos, a falta de planejamento pode levar ao fechamento de uma empresa. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que seis em cada dez empresas abertas no Brasil são fechadas antes de completarem cinco anos. Para driblar as dificuldades, muitos empreendedores buscam maneiras cada vez mais criativas e inovadoras para se manterem no mercado.
Especialista afirma que dono de empresa deve pensar grande por meio de metas agressivas, mas ao mesmo tempo, realistas
Para o consultor e sócio da TIEX, empresa de consultoria e gestão corporativa, Fábio Yamamoto, o segredo para passar por momentos delicados é aprender com os erros, e mesmo na situação mais difícil, questionar as atitudes tomadas para se ter êxito no futuro. Segundo o especialista, é preciso fazer as seguintes questões: o que realmente importa? O que efetivamente deve ser feito para passar pela crise mais fortalecido? Pensando nisso, Yamamoto dá algumas dicas para aumentar a rentabilidade e impulsionar seu negócio.
Pense grande
De acordo com o especialista, o ideal é pensar grande por meio de metas agressivas. Segundo ele, ter grandes aspirações, poderá dar a dimensão dos desafios que precisarão ser enfrentados para fazer com que o negócio tenha prosperidade. Afinal, os desafios continuarão sendo grandes se você optar por pensar pequeno.
No entanto, Yamamoto lembra que as metas precisam ser agressivas, mas realistas. Segundo o especialista, muitos empreendedores acabam “perdendo o gás” por objetivos inatingíveis. Por isso, evite estabelecer objetivos impossíveis em um primeiro momento. É importante lembrar que as metas mais difíceis serão alcançadas a longo prazo.
Cliente é a razão de tudo
O cliente é a principal razão para a existência de um negócio. Afinal, o empreendedor só abre uma empresa porque, em algum momento, vislumbrou um potencial mercado ou cliente a ser atendido. Segundo Yamamoto, não se trata da velha máxima de que “o cliente sempre tem a razão”, mas sim, de fidelizar o consumidor.
Para vencer este desafio, é preciso oferecer excelência em seu produto ou serviço. É importante entender que, em muitos momentos, a relação cliente-fornecedor vai além dos aspecto puramente comercial e passa para uma ideia de parceria e identificação.
Dividir para conquistar
Segundo Yamamoto, o tempo é o principal limitador do crescimento. Não há obstáculo impossível de ser transposto, exceto o tempo. Por isso, ter mais pessoas para compartilhar tarefas e multiplicar o tempo pode ser uma boa saída. Além de ir atrás de profissionais qualificados para ajudar no crescimento da companhia, a possibilidade de ter novos sócios não pode ser descartada.
Para o especialista, dividir o bolo não deve ser encarado como algo negativo, como uma perda, pois o principal objetivo neste caso é ter um pedaço menor de algo muito maior. Você prefere ter 100% de um bolo que vale R$ 1 milhão ou 10% de um bolo que vale R$ 100 milhões?
Pense de forma perene
Pensar de forma perene não significa imaginar que o negócio vai existir por toda a eternidade. No entanto, ter uma visão de longo prazo é importante para que as decisões não sejam baseadas única e exclusivamente em resultados imediatos. Avaliar o impacto que as ações do presente terão sobre o futuro pode fazer diferença. Análises desse tipo podem, inclusive, indicar se vale a pena continuar o negócio ou não.
Planejamento e mais Planejamento
IG

Como a contabilidade pode ajudar a lidar com a inadimplência de clientes

A inadimplência é um problema conhecido pelos mais variados tipos de negócio. Oscilações e instabilidade na economia do país podem influenciar a capacidade dos consumidores em liquidar suas dívidas. Contudo, para além dos fatores difíceis de prever, é possível atuar com mais cautela a partir do conhecimento antecipado sobre os períodos do ano em que os clientes costumam ter maiores dificuldades de manter os pagamentos em dia.
Só no mês de novembro de 2014 houve, em relação ao mesmo mês no ano anterior, um aumento de 10,9% nessa dificuldade de gerenciamento das contas a pagar. Embora em outubro tenha sido percebido um recuo de 1,2%, a soma do ano revelou um aumento de 5,6% de inadimplência quando comparado ao mesmo período de tempo do ano de 2013.
Lançar mão da contabilidade para lidar com o problema representa uma forma inteligente de atuar sobre a questão. É preciso dar atenção à inadimplência, não desconsiderando a grande influência dela na saúde financeira das empresas e, principalmente, orientar os empresários a encontrar meios de abordar e contornar o problema.
Maior controle e mais conhecimento sobre os inadimplentes
Há uma combinação de elementos já conhecidos por constituírem fatores determinantes das situações de inadimplência, entre eles estão o desemprego, a queda da renda e a falta de controle sobre os gastos. Num momento de instabilidade econômica, em que todos esses elementos estão por vezes alinhados, é natural que subam as porcentagens sobre a incapacidade dos cliente em liquidar compromissos.
Se, de antemão, já se prevê que os clientes podem, em razão das circunstâncias, comprometerem-se mais do que têm capacidade de pagar, é bom reforçar o controle sobre os prazos e vencimentos. Através de mecanismos mais sofisticados, como softwares de gestão, esse tipo de acompanhamento torna-se uma realidade mais dinâmica.
Determinar um perfil dos inadimplentes, bem como identificá-los para propor alternativas de pagamento e negociação da dívida é uma forma de reorganizar os recebimentos e evitar mais perdas de dinheiro ou mesmo longas batalhas judiciais.
Administrar a taxa de inadimplência
Quando os níveis de inadimplência saem do controle, é preciso cautela e tomar decisões acertadas para impedir que a empresa acabe por ser atingida e torne-se também inadimplente.
A contabilidade é uma forte aliada na tarefa de detecção da taxa de inadimplência. Com base em informações sobre o fluxo de caixa anual da empresa, é possível elaborar um plano que torne viável a administração da situação. Determinar qual a média de inadimplentes e se essa companhia é efetivamente capaz de administrar essa taxa de inadimplência são informações cruciais que precisam ser respondidas.
Contornar a inadimplência
A adoção de práticas para prevenir e lidar melhor com a inadimplência está relacionada às facilidades da tecnologia e à otimização dos processos de gestão da empresa, bem como a uma boa consultoria contábil que você pode fornecer aos seus clientes.
Sabemos que um sistema informatizado tem função de auxiliar o gerenciamento de informações financeiras de modo a ampliar as possibilidades de consulta de dados sobre a inadimplência, colaborando para o bom desempenho do processo de gestão.
Se um escritório contábil tem clientes inadimplentes, é preciso verificar a sazonalidade da inadimplência, o volume de serviços que não foram pagos e se as cobranças acumularam juros muito altos ou não, a fim de determinar se é concreta a possibilidade de recebimento pela dívida.
Para avaliar se a incidência de juros elevou demasiadamente a dívida, há que ser calculado o valor definitivo daquilo que o cliente deve. Efetuar cobranças, com profissionalismo e cordialidade, é um método tradicional de manter abertura a negociações e de não afugentar o cliente.
Sage

Acredite na sua ideia, mas não fique cegamente apaixonado por ela

Já escrevi sobre como a paixão por algo que você faz pode tornar-se um negócio de sucesso. Sim, isso é um fato, mas é importante não se deixar envolver pela verdade absoluta, confundindo aquilo que se quer fazer com um jeito cego de construir algo.
Certamente você já passou por esta situação ou conhece alguém que passou por isso: a pessoa se apaixona por outra de tal maneira que se afasta dos amigos e até dos familiares; toda a vida passa a girar em torno daquele ser; suas vontades mudam, seus hábitos mudam e de repente todo o resto não tem mais importância. Pois é exatamente isso que acontece com alguns empreendedores.
É claro que um empreendedor precisa necessariamente acreditar no que está fazendo e ter uma boa dose de paixão, mas como tudo na vida é preciso equilibrar as coisas para não desperdiçar energia e comprometer aquilo que pode ser um bom negócio.
Compartilhe a sua ideia
Para não cair neste erro, é fundamental ajustar o seu negócio conforme os desejos e demandas de seus consumidores e não somente às suas convicções. Estar próximo e atento aos consumidores, ouvir opiniões e sugestões pode determinar o sucesso do seu empreendimento. Se ao invés disso, manter a ideia em um conceito fechado, sem compartilhar isso com o mercado, certamente o caminho será mais difícil para desenvolver o negócio. Pense da seguinte maneira: se a ideia fosse apenas para você, não precisava virar um negócio, não precisaria virar uma empresa.
Outro fator importante; você tem uma ideia maravilhosa que na sua mente vai lhe trazer muitos benefícios, lucro e reconhecimento; mas esta ideia tem o propósito de resolver o problema de alguém? Ou mais, resolver um problema recorrente no mercado? Algo que ninguém mais identificou?
Uma boa ideia surge de um problema
Acredito que todo negócio nasce para resolver um problema, se não há problema, não há razão para existir o negócio. Se não existe demanda, não existe venda, seja um produto ou serviço. Trabalhar em cima de um problema do mercado vai facilitar o desenvolvimento da sua ideia. Costumo dizer o seguinte: apaixone-se pelo problema que seu negócio quer resolver e não pela sua ideia.
É importante ter em mente que mesmo achando um problema, uma maneira de suprir a necessidade e assim desenvolver uma ideia que atenda esta demanda, quem vai decidir a sobrevivência, o desenvolvimento e o crescimento do negócio é o próprio mercado. Em um primeiro momento, haverá rejeição, solicitações de ajuste à demanda ou à realidade dos envolvidos e isso trará algum desconforto ou mesmo uma sensação de que não está no caminho certo. Este período é determinante, pois através das intervenções externas, o projeto terá a oportunidade de evoluir e chegar ao ponto ideal para finalmente começar a jornada para o sucesso.
Ouça o mercado, entenda os problemas
Conquistar clientes é um processo árduo, principalmente quando se apresenta uma novidade. Mesmo que atenda a uma necessidade, que resolva um problema, sempre será difícil conquistar a confiança das pessoas. Por isso ressalto a importância de estar envolvido com quem gera a demanda. Saber ouvir e entender o que pensam a respeito do problema que você identificou é o ponto determinante para formatar a sua ideia. Lembre-se de que a ideia não é sua, ela é algo que você oferece aos outros, ao mercado; algo que não lhe pertence, que tem sua vida próprio e você é simplesmente o condutor.
Não faltam oportunidades no mercado brasileiro. Tratando-se de um país ainda em desenvolvimento, muitos problemas aparecem todos os dias e assim abrem portas para os empreendedores. Escolher o caminho certo depende de muita reflexão, de muita serenidade para encontrar aquilo em que você pode realmente fazer a diferença. E não se esqueça: Empreender é resolver problemas.
Administradores

Você sabe se o seu código de atividade está correto?

Ser dono do seu próprio negócio é um sonho de milhares de brasileiros, que cada vez mais tem se tornado uma realidade. Em tempos de crise, empreender se torna também uma opção ao desemprego.
Porém, a decisão enfrenta grandes desafios, como a formalização da empresa. Em São Paulo, a dificuldade na obtenção de alvarás pelo comércio é a causa da informalidade de cerca de 80% dos estabelecimentos comerciais.
A revisão da LPUOS (Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo), também conhecida como Lei de Zoneamento, sancionada em março deste ano, trouxe novos estímulos às atividades comerciais na capital.
A mudança mais importantes foi a vinculação de atividades não-residenciais, como comércio e serviços, à listagem de códigos CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas).
Antes, o código CNAE de uma empresa, por exemplo, não estava vinculado à classificação não-residencial (estipulada pela Lei de Zoneamento).“Se você inicia uma empresa com o código de atividade errado, você sofrerá uma série de implicações”, explica Antonio Carlos Pela, vice-presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e coordenador do CPU (Conselho de Política Urbana).
O CNAE é uma lista de códigos criada para unificar todas as atividades econômicas e organizar o enquadramento de cada uma nos órgãos de administração tributária.
Todas as empresas possuem estes códigos em seu CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) para identificar os serviços que prestam, as mercadorias que vendem ou os produtos que fabricam.
Mesmo prestando vários serviços ou vendendo diferentes produtos é preciso escolher um código de atividade principal, que represente o negócio.Essa definição de CNAE determinará quais impostos devem ser pagos, além das obrigações fiscais e tributárias de cada atividade.
Ou seja, a classificação correta evita problemas como a bitributação, ou seja, pagamentos excessivos e descumprimento de obrigações.Para evitar tantos impasses, o novo Zoneamento estabeleceu um decreto de usos, que regulamenta e detalha as atividades classificadas pela lei, e que conforme indicado no texto deve ser apresentado vinculado à listagem aos códigos CNAE. Na lei anterior, os usos não tinham relação com o CNAE.
Na ACSP, o tema foi muito discutido por meio do CPU, que também enviou um documento ao secretário da SMDU (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano), Fernando de Mello Franco, pontuando a importância de o decreto ser publicado com a compatibilização das normas regulamentadoras para os CNAEs.
Para Pela, essa regularização vem de encontro com o empenho do trabalho realizado pela ACSP, por meio do CPU, em tornar pública uma demanda tão relevante do comércio.
“Assim como ocorreu durante o processo de revisão do Zoneamento, nos empenhamos em levar ao poder público as verdadeiras necessidades do setor empresarial”, diz.
“Levantamos as principais questões, debatemos com especialistas, nos posicionamos e garantimos mais uma tranquilidade para o comerciante”.
Diário do Comércio

Quando chega a hora de demitir os funcionários mais leais

Um dos maiores desafios nos negócios é ter certeza de que as pessoas trabalhando em sua empresa merecem estar lá.
Com o passar do tempo, seu negócio cresce e se desenvolve; é natural que as pessoas trabalhem para sair. Apesar de que lhe machuca ajudá-los a sair, você irá imobilizar sua habilidade de crescer se você não ajudá-los a seguir em frente.
Quando seu negócio é pequeno, geralmente você contrata pessoas que são leais por natureza e generalistas em habilidades.
Essas pessoas são as que usam dez chapéus.
Elas sabem um pouco de tudo. E elas protegem seu negócio como se fosse o delas.
Você conta com elas pela lealdade e visão que têm. Elas não são simples funcionários. Elas são confidentes.
Mas enquanto você cresce, você precisa de pessoas que são conduzidas e especialistas. Elas não são simplesmente leais a você, elas são leais à missão. Ao lugar onde sua empresa quer chegar.
Isso cria um conflito natural
As novas pessoas que se juntam a sua empresa não entendem por que você deixaria esses generalistas que parecem incompetentes comparados a seus conjuntos de habilidades têm tanto controle sobre a direção da empresa.
E as pessoas que estão lá por mais tempo simplesmente presumem que os novos funcionários fazendo toda essa confusão são simples bebês chorões que não apreciam a história do negócio.
Se você não é cauteloso em administrar isso, você terá uma situação em que as pessoas novas saem com o coração partido e as pessoas antigas se recusando a evoluir.
É uma situação de perda absoluta.Você terá um negócio rico em histórias do passado, mas incapaz de se mover com a rapidez necessária para conquistar o futuro.Para mudar esse padrão, você deve ser militante sobre onde você quer chegar e como você quer chegar lá. E então colocar as pessoas na equação.Você não começa com pessoas boas e depois descobre trabalhos para elas fazerem. Você começa com uma boa missão e então encontra pessoas incríveis para executar uma parte específica dela.Quando você souber onde é a linha de chegada, junta o grupo mais inteligente de pessoas possível para garantir que você chegue lá.Essa é uma decisão difícil de se fazer.Às vezes o melhor que você pode fazer para seu negócio é a decisão mais difícil que você tem que tomar sobre uma amizade de longo prazo.Ninguém deveria permanecer numa equipe só por conta do que fizeram no passado.Tudo está relacionado com o futuro e com o que é necessário para chegar lá.
Administradores

Quando 24 horas não são o bastante: dicas para aumentar a produtividade

Quantas vezes você já terminou o dia com aquela sensação de que poderia ter sido mais produtivo? Não é a toa que a produtividade é um conceito essencial para o sucesso de qualquer negócio, ainda mais no Brasil onde o empreendedor tem que enfrentar altos impostos, uma legislação trabalhista que merece revisão, infraestrutura precária, falta de investimentos públicos e privados e pouco incentivo a iniciativas relacionadas a pesquisa e desenvolvimento. Mas se engana quem pensa que os desafios da produtividade são apenas externos ao negócio.
Já parou para pensar em quanta energia um líder, gestor ou empreendedor gasta cuidando do seu time para assegurar que cada pessoa sabe o que fazer e está entregando tudo dentro do prazo? Conseguir colocar uma equipe inteira para trabalhar em um mesmo projeto e ainda manter um ambiente saudável não é fácil, mas, apesar dos obstáculos, há sempre uma oportunidade para inovar, aprimorar e conseguir uma produtividade maior, tanto individual como coletivamente. Práticas pontuais e algumas metodologias de gestão, como o GTD, Getting Things Done, ajudam empresas a produzir mais com menos, otimizar rotinas e tempo. Ficou interessado? Vamos ao passo a passo da produtividade:
Organize as tarefas
Para aumentar a produtividade, é fundamental trabalhar na organização das tarefas. Essa pode ser uma etapa considerada óbvia, mas muitos acabam colocando seus esforços em ações que não são prioritários justamente por não terem uma visão mais macro sobre suas tarefas. A ideia aqui é não saber apenas o que precisa ser feito na semana que vem, mas sim ter um olhar mais geral e estratégico sobre quais atividades devem ser executadas primeiro e quais podem ser adiadas.
Controle o tempo – Depois de saber quais são as prioridades da empresa e dos colaboradores é hora de entender quanto tempo cada tarefa demanda. Para isso, é preciso listar assuntos importantes e urgentes e compreender quanto esforço e dedicação serão necessários para o cumprimento de cada meta. Ah, não esqueça de eliminar distrações e dispersões. A sensação de que não é possível encontrar tempo para tudo é muito comum, mas algumas medidas podem ajudar a ganhar alguns minutos precisos no dia a dia. Ações para eliminar ou ao menos reduzir as distrações e dispersões são necessárias. O cuidado com o uso da internet e das redes sociais é um bom exemplo.
Durante o trabalho, esses recursos devem ser utilizados de forma produtiva, como motivações profissionais. Outra questão que um pouco mais delicada é a conversa pouco proveitosa. Uma das piores sensações possíveis é sair daquela reunião que deveria ter sido super produtiva com a impressão que nada mudou. É extremamente importante perceber quanto tempo é gasto pela equipe e por você com discussões não relacionadas aos projetos e demandas atuais. Já imaginou se você gasta 1 hora falando sobre as metas de uma área quando seu desafio é algo totalmente diferente?
Adote ferramentas de gestão – Existem várias ferramentas de gestão disponíveis no mercado e a maioria pode ser personalizada às necessidades de cada negócio. Sistemas, plataformas e softwares capazes de integrar informações de toda a empresa, de forma a mostrar um cenário completo, são bastante úteis para auxiliar no processo de identificação de fragilidades e, também, na tomada de decisões estratégicas. É importante lembrar que você nunca está sozinho, a produtividade depende muito do clima organizacional e, por isso, manter condições que promovam a motivação, o entusiasmo e o engajamento dos colaboradores é vital.
Uma boa dica é estabelecer um contato mais próximo entre gestores e equipe para ter uma gestão mais assertiva. Vale a pena estimular a participação, troca de ideias e de experiências, além de ouvir ativamente sugestões e opiniões. Investir no desenvolvimento da equipe também colabora para o aumento da produtividade. Profissionais qualificados produzem mais e melhor, por isso é interessante analisar o perfil de cada colaborador, verificar quais os pontos fortes e competências precisam ser aprimoradas, e, dessa forma, estabelecer um plano de desenvolvimento individual, destacando, principalmente, os talentos da empresa.
Tenha uma comunicação assertiva – Uma comunicação clara e assertiva é essencial para o aumento da produtividade de qualquer equipe. É preciso definir canais de comunicação que garantam o fluxo de informações, de forma rápida, sem ruídos e que alcancem todos os envolvidos. Reuniões gerenciais, newsletters, e-mails, jornal interno e até mesmo os murais de avisos podem ser muito úteis. Há também alguns métodos consagrados que trazem orientações práticas de como aumentar a produtividade, por meio de organização e disciplina. Um deles é o tão famoso GTD, sigla em inglês para Getting Things Done.
Organizar: David Allen propõe, em seu livro, um sistema bastante simples e prático. Uma das formas é contextualizar as tarefas e reunir aquilo que pode ser correlato, criando uma linha de atuação, otimizando o tempo no computador, ao telefone, ou escritório;
Refletir: Esta etapa sugere uma análise sobre o sistema adotado e confirmar se ele é o melhor modo de gerenciar suas tarefas. Também é o momento de revisar e reavaliar as prioridades e perceber como sua rotina está sendo influenciada pelas urgências; e
Executar: Hora de colocar seu sistema em prática e agir de forma organizada, sem estresse ou ansiedade, apenas executando o planejado. Confie na sua análise e simplesmente faça.
Vale ressaltar que no começo é preciso investir algum tempo para definir o seu sistema. Para a primeira fase, de coleta, duas ou três horas são essenciais para mapear todas as tarefas, com calma e transparência. Depois, na segunda etapa, mais algumas horas de dedicação para processar todas as anotações. Esse passo costuma demorar um pouco mais, pois não é tão simples avaliar as prioridades e separar o que é urgente, importante e necessário.
No geral, o GTD não demanda tanto tempo. Depois que seu sistema estiver pronto, basta agir e, claro, revisar com alguma frequência, para garantir uma produtividade ainda maior. A melhor parte de tudo é que, por se tratar de uma metodologia simples, ela pode ser utilizada por qualquer pessoa, sem restrições. Vale a pena investir no treinamento da equipe para que todos os colaboradores estejam aptos a praticar os cinco passos do GTD.
Endeavor

Inovando seu modelo de negócio

Tenho visto muita gente falando sobre o tema, mas poucas explicações de fato claras para um leigo compreender. É claro que o conceito em si não pode ser explicado em poucas palavras, pois é mesmo muito subjetivo, por isso, hoje vou dar um exemplo que espero ser didático o suficiente para você finalmente entender o que é modelo de negócio.
O modelo de negócio mais simples e fácil de entender é o seguinte. Eu tenho uma caneta para vender, você precisa de uma caneta. Eu estabeleço um preço, você analisa e considera o preço justo, me paga, e eu te entrego a caneta. Se eu conseguir me estruturar para fazer mais operações assim tenho o meu modelo de negócio. Simples assim. Modelo de negócio é a lógica que faz com que o negócio de canetas faça sentido a partir desta estrutura simples. Como eu falei que o conceito é mais complexo do que imaginamos, vamos começar a complicar esta estrutura.
Suponhamos que outras pessoas descobriram como o negócio de canetas é lucrativo e resolvem fazer a mesma coisa. Para me diferenciar, passo a fazer canetas mais sofisticadas e uso meus instrumentos de marketing para encontrar consumidores que estejam mais interessados no status que a caneta proporciona do que a sua utilidade de escrever. Pronto, coloquei uma variável no meu modelo de negócio que me diferencia, mas que os concorrentes não vão copiar tão fácil quanto copiam uma estratégia porque todo o meu negócio agora muda para entregar este valor diferente, a marca, a matéria prima, embalagem, processo de fabricação, posicionamento de marketing, tudo muda quando mudamos um modelo de negócio, pois ele é a ‘arquitetura’ do negócio, ou seja, como as partes de um negócio se relacionam entre si para entregar um determinado valor ao cliente.
Suponhamos agora que a minha marca de canetas ficou maior do que a caneta em si e meus consumidores querem outras coisas que usam esta mesma marca. Assim, passo a produzir isqueiros, óculos, porta cartões de visita, carteira, abotoaduras, charuteiras e outros produtos sofisticados com a mesma identidade da caneta, mas visando atender outras necessidades dos meus atuais consumidores. Com isso, meu negócio deixa de ser canetas e passa a ser marca. Qualquer coisa que eu vender com esta marca vende bem. Isso é outra alteração significativa no modelo de negócio.
Aí então eu começo a ver na internet um mundo de possibilidades para expandir o meu negócio e vi uma coisa chamada compra em grupo que me pareceu interessante, pois minha marca é tão desejada que neste modelo de negócio posso disponibilizar meus produtos para quem não teria acesso a eles, bastando apenas que eles se organizem para fazer compras em lotes dos meus produtos. Começo a vender bem, mas logo as vendas caem e descubro que meus consumidores originais abandonaram minha marca. Este é outro fundamento importante do modelo de negócio. A lógica do negócio precisa fazer sentido. Quando as partes não se conectam o negócio fracassa. Embora possa parecer uma boa oportunidade, a compra em grupo populariza uma marca que era vista como exclusiva, desta forma estou mudando o meu mercado, que tem outro apelo de valor, no qual o preço passa ser importante na decisão de compra. Os consumidores originais, se sentindo traídos pela perda do caráter de exclusividade e sofisticação abandonam a marca e a lógica do negócio passa a não fazer mais sentido, pois as contas não fecham mais e o negócio quebra.
Administradores

Negócios inovadores pedem manobras específicas

Você certamente já ouviu a expressão: “tenho uma ideia realmente inovadora e revolucionária que tem tudo para dar certo!”. Em tempos de crise então, nem se fala! Tem muita gente com ideias mirabolantes por aí, para seus negócios próprios. Mas o que é realmente um negócio inovador?
Hoje em dia, negócios inovadores também são sinônimos de “startup”, definição que se dá a empresas que se utilizam de modelos de negócios diferenciados. E esse tipo de empresa cresce em ritmo acelerado no Brasil. Segundo levantamento realizado pela ABStartups – Associação Brasileira de Startups (entidade sem fins lucrativos que promove o ecossistema brasileiro de startups desde 2011), em dezembro de 2015, o número de empresas em estágio inicial no país chegava a 4.151, representando um crescimento de 18,5% em seis meses, um crescimento considerável apesar da crise.
Mas se engana quem pensa que uma startup de sucesso está necessariamente ligada à tecnologia. Para ser realmente inovador você não precisa necessariamente desenvolver um software ou um sistema de última geração. É possível inovar em processos e em diferentes etapas de um negócio, independente do estágio que ele esteja. Pelo menos é nisso que o escritor, investidor-anjo e palestrante da A Magia do Mundo dos Negócios, um dos maiores portais de empreendedorismo do Brasil, João Kepler Braga, acredita. Não existem regras na hora de inovar em qualquer negócio, seja na área tecnológica ou não: “Uma padaria que propõe aos seus clientes, um drive thru, oferece uma opção a mais para aqueles que querem comprar pão sem sair do carro”, explica.
Segundo ele, para ser inovador um negócio precisa propor aos seus clientes soluções práticas e viáveis, que podem ser ainda inusitadas. “Isso acontece quando você entrega mais do que o consumidor esperava, e quando a própria forma com que a experiência de consumo é sentida pelo cliente pode fazer com que a surpresa positiva seja diferenciada”, explica.
Além disso, um produto inovador por si só já tende a ser mais atrativo no mercado do que um produto comum. “O que precisa ser trabalhado é a forma com que essa ideia/conceito é vendida no mercado e a maneira que chega aos seus consumidores. Um produto inovador tem que ser essencial ao ponto de não precisar ser ‘vendido’ e sim ‘comprado’”, resume o investidor-anjo.
Nas palavras do próprio especialista: “um empreendedor precisa da inovação nas veias”. Ou seja, é aquele que consegue enxergar além do óbvio e do esperado, e que deixa a imaginação e criatividade fluírem.
Cuidados-No entanto, o especialista alerta que é preciso saber quem são seus consumidores, onde eles estão e o quanto estão dispostos a conhecer você e pagar pelo que você oferece. “Estratégias são montadas em cima de constatações, por isso, a dica aqui é ficar atento aos sinais que o próprio mercado dá para não dar um tiro no pé”, reforça. Além disso, quem deseja apostar em um negócio não pode deixar de manter o foco. Precisa estar ancorado no propósito do negócio ou produto, desde a elaboração do projeto até seu processo de produção, além da comunicação e lançamento estruturados de forma estratégica. Kepler pontua três regras fundamentais para um negócio inovador:Quem disse que seu negócio é original e inovador? Realizar pesquisas e conhecer a fundo o seu mercado é fundamental.
Originalidade requer a criação de sistemas. Se você realmente for o primeiro a fazer algo, precisará implantar todo um modelo de gestão do qual não terá um modelo para se espelhar ou adaptar.
Quem é original e inovador precisa ter coragem de arriscar. Tudo que é novo pode causar certa estranheza, por isso, o empreendedor precisa estar preparado para enfrentar os desafios de “alfabetizar” seus futuros clientes.
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