Mudança

As principais questões tributárias de 2017 e 2018

As alterações tributárias para o ano de 2017 e 2018 poderão influenciar significativamente as rotinas de qualquer empresa.
A mudança do Simples Nacional, o Bloco K, a obrigatoriedade do EFD Fiscal para as empresas industriais ou equiparadas nos estados do DF e PE, eSocial, EFD Reinf, DCTF Web, entre outras alterações, preocupam tanto empresas como os escritórios de contabilidade.
Com alteração na regra de cálculo do Simples Nacional, vem a preocupação com relação à carga tributária, se ela vai ser reduzida pela nova sistemática, ou se deverá ser feito um planejamento tributário para evitar o aumento da carga tributária.
Muitas vezes quando se percebe que a empresa esteve por muito tempo recolhendo tributos equivocadamente a maior, torna-se necessário entrar com processos de recuperação tributária na esfera administrativa, o que é um processo moroso e desgastante para qualquer empresa. E que pode ser evitado ou, pelo menos, reduzido.
Com a vinda de novas obrigações acessórias, os escritórios de contabilidade terão mais trabalho, e terão de despender mais tempo para o fechamento de cada empresa, isso, com certeza, se refletirá nos honorários, afinal nada mais justo.
Apesar de muito repercutida, a vinda dessas alterações realmente era necessária, o Simples Nacional, já estava com a sua tabela defasada.
Os estados do DF e PE terão uma declaração própria e já consolidada para a apuração do IPI.
O Bloco K forçará as empresas a darem mais atenção ao seu controle de estoque o que gerará mais organização.
E o esocial, EFD Reinf, e DCTF WEB unificarão e tornarão mais dinâmicos os envios de informações ao Fisco.
Cada empresa em cada segmento que atue, precisa rever a sua organização interna para saber como essas alterações irão afetá-las diretamente.
Para isso, deve-se contar com o apoio do contador, que é o profissional mais preparado para auxiliar a empresa neste período de mudança.
Quanto antes às empresas estiverem preparadas, evitarão gastos desnecessários com tributos, que poderão ser reduzidos, ou processos que poderão ser simplificados.
A verdade é que só saberemos como estas alterações influenciarão a vida dos empresários e contadores na prática.
Por isso é necessário investir na capacitação tributária dentro e fora da contabilidade, mas principalmente não temer estas mudanças, pois elas permitirão expandir os horizontes da empresa, ajudando ela a se desenvolver mais e de forma mais organizada.
Contabilidade na TV

4 atitudes que só levam você ao fracasso, segundo especialistas

Se você já colocou, ou espera um dia colocar, sua carreira em “piloto automático”, ou seja, anseia por navegar pelo mercado sem que seja necessário fazer o esforço dos anos iniciais na profissão, cuidado. Isso pode levá-lo à derrocada, garantem especialistas.
“Não existe espaço para acomodados. Piloto automático para carreiras só serviria se fosse de 3ª geração e com inteligência cognitiva”, brinca, Irene Azevedoh, diretora de transição de carreira da LHH.
A dificuldade em perceber a volatilidade do mundo é mais evidente em profissionais de segmentos que enfrentam menos turbulências, segundo Irene. Por outro lado, quem já passou por reestruturações, fusões e aquisições muito provavelmente tem maior grau de consciência.
“Não existe mais um mundo seguro, nem garantia, nem zona de conforto”, diz Jaqueline Weigel, coach estudiosa de futurismo e focada em ajudar as pessoas a fazer a transição para a nova era. É que diante desse cenário, atitudes se tornam obsoletas e podem significar a fracasso profissional, segundo os especialistas.
O que acontece, muitas vezes, é que comportamentos já sem validade hoje seguem sendo praticados por profissionais ainda que eles adotem discurso completamente diferente e ajustado aos novos tempos. “A maioria é farsa”, diz Jaqueline.
Confira que tipo de mentalidade não dá mais resultado na carreira de ninguém:
1. “Eu sei como se faz”
Imagine um engenheiro que há 30 anos trabalhe da exata mesma forma. A quem questiona o seu modo de fazer ele dá a clássica resposta: “sei como se faz, sempre foi assim que eu fiz”.
Profissionais com essa mentalidade perdem espaço para aqueles que têm o foco direcionado para a experimentação e visão sistêmica. Ganham destaque pessoas que topam experimentar novas maneiras de fazer as coisas e que consigam perceber como mudanças na rota afetam o todo da operação.
2. “Eu insisto”
Sem consciência da velocidade de mudança, insistir em caminhos antigos ainda que eles não funcionem mais é outra atitude obsoleta para limar da carreira. “Temos que parar de perder tempo tentando arrumar o que não vale. É como querer consertar um videocassete nos dias de hoje”, diz Jaqueline.
Se não traz mais resultado, o melhor é tomar outro rumo.“Pessoas muito rígidas e não dispostas a se adaptar a essa realidade de mundo volátil estão comentendo um dos erros que considero cruciais na carreira”, diz Irene Azevedoh.
A mudança é constante e rápida e já há quem saiba disso. “São aqueles profissionais que pensam: não deu certo? Vamos fazer de outro jeito”, diz Jaqueline.
3. “Uso meu poder para impor o que eu quero”
É o medo de não possuir as competências necessárias para percorrer novas trilhas que leva profissionais a adorar o que já conhecem. “Pessoas com essa mentalidade, geralmente, usam sua autoridade para impor velhos caminhos”, diz Jaqueline.
Executivos identificados com poder, comando, controle, ego e vaidade tendem a decretar sua vontade sem pensar no que é melhor para o negócio e, por isso, vão fracassar.
Está mais ajustado à atualidade quem é nutrido pelo novo e não liga para autoridade. “ Pelo contrário, compartilha o poder, estimula, empodera e acompanha, ao invés de controlar”, diz Jaqueline.
4. “Não olho à minha volta”
É o tal do piloto automático. “Enquanto não há razões graves, tem muita gente que não vai mudar”, diz Jaqueline.
O contrário desse comportamento é ser aberto, consciente e questionador. “Geralmente são pessoas imbuídas de grande valor moral e ético e que não se convencem com a máxima é assim que funciona”, diz Jaqueline.
Irene, da LHH, chama atenção para a importância da capacidade de aprendizado nesse mundo de rupturas tecnológicas. “Um recrutador vai querer saber, por exemplo, quantas vezes na carreira, o profissional quis aprender algo novo”, diz.
Ela afirma que adaptabilidade e capacidade de aprendizado fazem parte de um “pacote de competências” que todo profissional deve ter.
Exame.com

Unificação de PIS e Cofins pode aumentar carga tributária sobre serviços

Com mais de 20 milhões de pessoas empregadas, o setor de serviços começa o ano de 2017 em clima de apreensão. Depois de uma queda de 3,6% no volume em 2015, e de um novo encolhimento em 2016 (recuo de 5% até outubro), empresários e entidades do setor temem que o governo ressuscite o projeto de unificação do PIS (Programa Integração Social) e do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que havia sido encampado pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy como um primeiro passo da reforma tributária no país. Se aprovada, segundo o setor, a proposta poderá levar ao fechamento de cerca de dois milhões de vagas de trabalho, além de elevar a carga tributária em mais de 104% para empresas de áreas como construção, turismo, educação, transporte, telecomunicações e saúde particular, entre outros.
— Num momento de desemprego alto, essa unificação vai significar um aumento de impostos para o setor de serviços, retardando a retomada do mercado de trabalho — alerta Francisco Balestrin, presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).
Sob o argumento de simplificar o complexo sistema tributário do país, a proposta de unificar o PIS e o Cofins em um único tributo surgiu em 2013, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. Com o governo sem apoio no Congresso, a ideia não andou. Mas, em dezembro, o tema voltou a ser discutido em audiência na Câmara dos Deputados.
R$ 50 BILHÕES A MAIS
Se a unificação for aprovada, o PIS/Cofins combinado resultaria numa alíquota única de 9,25%. Estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que a medida afetaria 1,5 milhão de empresas, que passariam a pagar R$ 50 bilhões a mais por esses tributos. Ou seja, de cada dez postos de trabalho, dois podem ser eliminados, calcula o IBPT, porque as empresas não teriam como repassar essa alta de custos aos preços dos serviços num ambiente recessivo como o atual.
O presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, explica que, atualmente, a tributação ocorre sob dois regimes: o não cumulativo (para as empresas que são tributadas com base no lucro real) e o cumulativo (para as companhias tributadas pelo lucro presumido). As empresas tributadas no sistema não cumulativo pagam 9,25% (1,65% de PIS e 7,6% de Cofins), mas abatem desse percentual o imposto pago por insumos na cadeia de produção, por meio da geração de créditos tributários.
Já as companhias que estão no sistema cumulativo pagam hoje o PIS/Cofins com alíquota de 3,65% (0,65% de PIS e 3% de Cofins). Essa categoria, segundo os empresários, seria a mais prejudicada já que não tem como gerar créditos tributários para compensar o imposto maior, pois trabalha com mão de obra intensiva.
— Nosso maior insumo é a mão de obra. Essa unificação será devastadora para um setor que cria muitos empregos, além de tirar nossa competitividade — diz o empresário Marco Stefanini, diretor executivo da empresa de tecnologia da informação Stefanini, que emprega 21 mil funcionários, sendo 12 mil no Brasil.
— Com a unificação, todo mundo vai ter que gastar mais com tributos e terá a lucratividade reduzida — afirma Olenike.
Balestrin, da Anahp, lembra que, nos hospitais privados, a mão de obra representa 45% das despesas, e o segmento já parou de contratar. Também não existe muita margem de compensação com créditos tributários nessa área.
— Estamos fazendo uma mobilização nacional contra esse projeto — ressalta Balestrin.
MUDANÇA GRADUAL
O Ministério da Fazenda não se pronunciou sobre o projeto de unificação do PIS/Cofins, hoje parado no Congresso. Uma fonte do governo lembra que um estudo feito pela Fazenda, no ano passado, previa que a unificação dos tributos ocorreria gradualmente, com um período de transição, pois havia preocupação com empresas com mão de obra intensiva. Mas, na Receita Federal, diz essa fonte, não se trabalhava com essa possibilidade de diferenciação de alíquotas, pois isso teria impacto negativo na arrecadação.
Jornal O Globo

Novo desafio profissional: o que fazer?

Não é novidade para ninguém que o mercado não está favorável no momento e não esperamos que esteja no curto prazo, mas como uma consultoria de busca e seleção de altos executivos, temos tido grande demanda de nossos clientes para a busca de profissionais diferenciados no mercado, a troca de executivos por motivos diversos que vão da performance ao custo e a profissionalização da gestão de grupos familiares nacionais, que visam maior governança para impulsionar seu crescimento sustentável. O ponto é que, ao se deparar com um novo desafio, os executivos encontram um cenário muitas vezes complexo devido ao momento econômico. Seguem abaixo algumas dicas e conselhos, se você é um destes que aceitou uma mudança de emprego recentemente:
1 – Potencialmente, com algumas honrosas exceções, a cadeira que você irá sentar será maior do que você por questões de custos. Busque suporte interno e externo desde o dia 1 para que possa acelerar seu desenvolvimento.
2 – Devido ao item acima, potencialmente você sofrerá de preconceito daqueles que estão na empresa há mais tempo e esperavam uma promoção. O momento pede que sejamos abertos e solícitos com o time na chegada, vale uma imersão com eles para alinhar expectativas.
2 – Recursos serão escassos, tanto em termos de pessoas quanto de dinheiro para projetos. Busque oportunidades de fazer mais com menos, seja criativo e inovador.
3 – O momento pede cautela, assim, mesmo que tenha acabado de se recolocar em um novo desafio, procure manter as oportunidades de networking. Pode não dar certo e você não perderá contato com o mercado.
4 – A empresa lhe contratou visando resultados de curto prazo, assim busque desenhar um plano de 100 dias e alinhe o mesmo com seu chefe. Mostre proatividade.
5 – Faça um rápido assessment da sua equipe e entenda se alguma mudança deverá que ser feita para que você alcance o seu plano. Não vale esperar em momentos como este, a ação tem que ser rápida mas pensada, use apoio externo de consultorias que fazem este trabalho de forma isenta.
6 – Aumente a frequência de alinhamentos com a matriz da empresa e com seu superior imediato. Melhor um micro-gerenciamento para cima e para baixo neste momento do que perder tempo realinhando a rota.
7 – Busque oportunidades imediatas de reduções de custos, sempre focando em processos inicialmente. Evite demissões em massa pois você possivelmente vai precisar das pessoas para executar seu plano.
8 – Aprenda a dizer “não”. Parece simples, mas ao tentar criar empatia, muitos líderes acabam evitando este direcionamento nos primeiros meses de gestão e não existe tempo e nem paciência hoje em dia com erros.
9 – Comunicação é chave em momentos críticos de mercado como estes. Se não é bom comunicador, procure ajuda. Use diversos fóruns e formatos para comunicar o que está acontecendo e para onde o barco está navegando. As pessoas somente vão comprar seu plano e lhe seguir se entenderem seu racional.
10 – Busque oportunidades para criar um clima organizacional positivo, já existem muitas notícias ruins no Brasil hoje em dia. Não precisa tornar o ambiente interno da empresa em um inferno, mesmo que o resultado esteja ruim.”
Administradores

Gestão da Mudança – Seja Você o Agente Transformador

Num mundo passível de crises e repleto de incertezas, as organizações precisam e devem adaptar-se para sobreviver e prosperar. A gestão de mudança é considerada, dentre diversas teorias, o centro de várias discussões.
De um modo geral, as organizações são estruturadas para resistir às mudanças e as pessoas preparadas para rejeitá-las. O que deixamos para trás é uma parte de nós mesmos, seja na organização ou na vida. Todas as mudanças, mesmo a que mais desejamos, têm o seu pesar.
Mudanças são inevitáveis e, cabe a você líder, ser agente desta mudança!
Os desafios das organizações e a complexidade do ambiente em que operam, denotam que as fronteiras dos negócios no mundo estão desaparecendo rapidamente, com isto intensificou o enredamento dos negócios e colocou um foco maior nas questões profissionais.
O mundo em que vivemos e o mundo dos negócios são cada vez mais dinâmicos, mutáveis e turbulentos, onde a descontinuidade representa um mundo onde a mudança não se faz por etapas sucessivas e lógicas.
Informação, conhecimento, criatividade, faro de oportunidade, tornam-se recursos estratégicos indispensáveis. O crescimento de uma organização só será possível através de PESSOAS e não de “recursos humanos”. A capacidade de visão organizacional determinará o caminho que será percorrido e o modo de como chegar lá, descobrindo novos caminhos (através das características de cada empresa) e adaptando-se ao meio ambiente.
Dotar seus lideres de visão estratégica pode ser a base para colocar as organizações à frente das incertezas, com planejamento para o futuro e a habilidade de observar características específicas e relevantes com fornecedores, orientação para o cliente, gestão de pessoas, melhorias nos processos operacionais, volatilidade, tecnologia, percepção das ações e agilidade.
Neste contexto, as habilidades mais valorizadas nos líderes é promover criatividade e inovação, impulsionar e fazer gestão da mudança, identificar e desenvolver talentos.
A mudança trata do que está acontecendo ao seu redor e você precisar reexaminar constantemente o seu ambiente externo e interno em busca de tendências que possam causar impacto a você e a sua organização. Entre as muitas abordagens e modelos para implementar um processo de mudança, listei algumas:
O Ciclo de Mudança de Kübler-Ross – é utilizado para acompanhar a jornada das pessoas que passam por qualquer mudança significativa.
O Modelo de Descongelar – Mudar – Recongelar de Lewin – é utilizado para reduzir a resistência do pessoal à mudança, desafiando as visões arraigadas antes de partir para a implementação da mudança.
A Abordagem de Oito Etapas da Mudança de Kotter – é utilizada para compreender que construir as bases adequadas para a mudança é essencial.
Os Propulsores da Mudança de Burke-Litwin – essa teoria é um ponto de partida para identificar e entender as diferentes dimensões que você tem que levar em conta se quiser planejar e implementar uma mudança bem-sucedida.
Embora os gestores tenham clareza sobre a necessidade de adaptação, eles encontram dificuldades para que suas iniciativas de mudanças atinjam os objetivos, tendo como o grande vilão a resistência dos envolvidos.
As competências necessárias para liderar na era do Conhecimento mudaram da falsa crença de influenciar o outro para a nova crença de “nós nos influenciamos”, através de ações práticas como cocriar e compartilhar propósito, buscar reciprocidade, estimular questionamento e diálogo, compartilhar decisões com os outros.
Com a expansão das organizações e a globalização, a procura está cada vez maior por profissionais com uma mentalidade global. Estes profissionais pensam e atuam com diversas perspectivas para interpretar situações variadas, capazes de trabalhar com outras culturas.
A mudança no século XX tinha foco no comportamento humano e em quatro dimensões que deveriam ser cumpridas para a mudança de comportamento como: história persuasiva, exemplo de liderança, sistemas de reforço e habilidades necessárias.
Neste século, independente da visão ou percepção que a organização possui na adoção de práticas ou ações na gestão de mudanças, seja como custo ou benefício, as transformações e reflexões devem identificar a agilidade organizacional para melhorar a abordagem, a sua maturidade de velocidade a mudança para avaliar o nível de esforço necessário e a sua capacidade de medir efetivamente a qualidade das ações de mudanças que estão sendo propostas e implementadas.
A Gestão de Mudança poupa tempo, dinheiro e enfatiza os resultados, consegue atingir e por vezes superar o calendário proposto, é realizada dentro ou quase sempre abaixo do orçamento e tem mais chances de alcançar os objetivos.
Pense nisso e sucesso sempre!
Revista Incorporativa

Mudanças no SPED acarretarão maiores custos na empresa

A introdução da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), regulamentada pela Instrução Normativa (IN) 1.422/2013 em substituição à DIPJ (Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica), resultará em maiores custos para as pequenas e médias empresas a partir do próximo ano. O novo sistema não só complicará a vida dos profissionais das áreas contábil e tributária, como também impactará grande parte do mundo corporativo.
“Na ECF, o contribuinte passará a entregar ainda mais informações que a atual DIPJ, ou seja, mais desafio e trabalho para os profissionais que atuam na área”, explica Hugo Amano, sócio da consultoria tributária da BDO, uma das Big 5 do setor de auditoria. “Essa nova declaração é muito amarrada, sendo necessário mais trabalho para gerá-la. As PMEs sofrerão por terem uma estrutura menor para trabalhar com tanta informação. Sem contar que as penalidades também serão maiores, podendo chegar a até R$ 5 milhões para casos de atrasos”, completa.
As novas obrigações trouxeram importantes alterações na legislação tributária e entrarão em vigor pouco tempo após as normas contábeis, que a partir de 2007, passaram a adotar normas internacionais. Há muitos anos, a DIPJ era entregue em formulário, depois em disquete e, até este ano, via programa disponibilizado pelo Fisco. Em julho de 2015, as empresas deverão entregar a ECF relativa ao ano-calendário de 2014, que serão gerados pelo próprio contribuinte seguindo os layouts determinados, como os demais arquivos do ambiente SPED.
Entre as informações adicionais requeridas, destaca-se o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) e o Livro de Apuração da Contribuição Social (LACS), que farão parte do bloco M do novo arquivo. A ECF está dividida em 14 blocos, que estão bem detalhados em um manual de orientação com 497 páginas. O LALUR/LACS é o livro no qual os contribuintes mantêm o controle das bases de cálculos correntes do IRPJ e da CSLL, bem como o controle das diferenças temporárias e prejuízos fiscais que afetam as bases de cálculo futura.
“A boa notícia é que, com a introdução da ECF, não há mais necessidade de manter o LALUR/LACS impresso. Mas, cada vez mais o Fisco terá acesso ao controle das informações dos contribuintes”, explicou o executivo. A experiência mostra que algumas empresas nunca escrituraram o LALUR e outras trocaram profissionais e, com eles, perderam também o histórico das apurações.
A ECF será entregue em julho de 2015, mas as corporações devem se preparar desde já e verificar, por exemplo, se seu LALUR retrata fielmente 100% das suas operações. “Ainda estamos em tempo para preparar para a ECF, mas caso as empresas insistam em seguir com a péssima cultura de deixar tudo para a última hora, o tempo pode não ser suficiente”, alerta Amano.
Contabilidade

Mudança no PIS/Cofins pode reduzir carga em até 10%

Empresas podem ter redução de 4% a 10% da carga tributária incidente na receita ou faturamento com vendas, segundo estimativas de especialistas, após decisão tomada pela Justiça na semana passada.
Por maioria de votos (7 a 2), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, no julgamento do Recurso Extraordinário número 240.785, que não deve haver a inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo para cobrança ao Programa de Integração Social e para a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins). A decisão era esperada há quase duas décadas.
De acordo com especialistas, isso abriu um “precedente” a beneficiar contribuintes. Porém, deve atingir apenas aqueles que entraram com ação judicial para ter essa mudança.
O advogado Luís Eduardo Longo Barbosa, tributarista do Trigueiro Fontes Advogados, explica que quando uma empresa emite uma nota fiscal, no preço da mercadoria estão incluídos os custos com o ICMS. Isso é entendido como receita ou faturamento, onde se incide o PIS e Cofins. “Ou seja, as taxas são cobradas no valor total, onde já está ICMS. É imposto sobre imposto.”
De acordo com Juliana de Sampaio Lemos, da Trench, Rossi e Watanabe, um dos seus clientes, que está no ramo de autopeças, que paga 18% de imposto, o cálculo é de que o benefício traria economia de 1,61% para cada nota fiscal emitida
DCI – SP

eSocial exigirá mudança cultural das empresas frente à contabilidade

Atendendo a reivindicações das entidades representativas da classe contábil, a Receita Federal do Brasil prorrogou, pela terceira vez, o prazo do início da implantação do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), levando-o para outubro de 2014. Com isso, as empresas e os profissionais da Contabilidade ganham um tempo para se estruturarem e se prepararem, a fim de atender a essa nova realidade do governo federal, que unificará as informações previdenciárias, trabalhistas e tributárias em um único documento virtual.

 Em teoria, o novo sistema eletrônico não trará mudanças na legislação trabalhista brasileira, mas sim irá reduzir o número de obrigações acessórias das empresas já que as informações serão transmitidas em tempo real ao governo federal.

 Na verdade, esse sistema representa uma quebra de paradigma na rotina contábil das empresas, visto que estas precisarão manter um controle mais rígido das informações referentes aos seus funcionários para fornecer ao profissional da Contabilidade, que ficará encarregado dos registros e envio para o Fisco. Sendo assim, tanto a classe contábil quanto a empresarial precisa se adequar ao novo calendário, visto que anteriormente o cumprimento dessas obrigações era feita separadamente, em diversos períodos durante o ano calendário, e que agora serão transmitidos em tempo real.

 O fato de dar mais prazo às empresas para a implantação do sistema foi uma decisão acertada da Receita Federal, já que o eSocial traz uma série de obrigações que implica em investimentos em sistemas de informações, e no treinamento de funcionários, principalmente nas áreas jurídicas, administrativas e de recursos humanos.

 No caso das empresas de maior porte, o impacto da medida não será tão expressivo, já que elas possuem departamentos organizados e preparados para atenderem às novas determinações. Porém, esta não é a realidade das micros e pequenas empresas, que representam a grande força empresarial brasileira e serão as principais afetadas pelo novo sistema, já que não têm departamentos tão estruturados, e em geral dependem da assessoria contábil e tributária dos profissionais da Contabilidade.

 Neste cenário, o profissional da Contabilidade assume fundamental importância para as empresas no sentido de conduzir e cumprir essa nova obrigação. Portanto, neste momento mais do que nunca, a total integração entre empresários e contadores faz-se necessária para o cumprimento da nova determinação do governo.

 Chegamos a mais um momento importante da categoria, no qual é preciso estreitar ainda mais o relacionamento com seus clientes. A Contabilidade representa a realidade das empresas, ou seja, quando bem feita, mantendo em ordem os documentos e os relatórios contábeis, os resultados sempre serão positivos.

Link: http://www.jornalcontabil.com.br/v2/Caderno-eSocial/4236.html

Jornal Contábil

Mudança, mudança, mudança! Como você age nestas situações?

Imagine a seguinte situação: A empresa em que você trabalha vai implantar um novo sistema de gestão. Um sistema mais inovador, mais atualizado e de acordo com as necessidades do mercado atual. Você e sua equipe terão que aprender a trabalhar com este novo sistema, pois muitas informações que hoje são coletadas de forma manual ou isoladas, serão disponibilizadas pelo sistema automaticamente, a partir da alimentação dos dados necessários.

Você terá algumas opções para lidar com essa mudança:

1) Você pode agir de uma forma DEFENSIVA e pensar: “Não posso fazer isso”; “É difícil demais”.

Pode ser que você pense assim porque não se sente capaz de fazer esse novo trabalho. Por ser muito complexo o novo sistema, você imagina que não vai dar certo e está se sentindo desmotivado. Outro pensamento que pode passar pela sua cabeça é: “Para que mudar. Do jeito que estamos fazendo está dando certo!”

2) Outra opção que você tem é dar uma resposta do tipo REAÇÃO – Você pensa: “Isso é bastante complicado. Só vai funcionar se a diretoria disponibilizar novos equipamentos para todos”; “Só vai dar certo se o fulano se comprometer mais”; “Esse tipo de sistema é para empresas muito mais organizadas que a nossa”. Mas no final, mesmo não acreditando muito, você diz: “Tudo bem, eu vou tentar (mas duvido que dê certo)”.

3) E por fim, você pode escolher a opção do tipo CURIOSIDADE, que é muito flexível e ajuda em todo o processo. Quando você se coloca como curioso, você procura identificar a intenção daquilo, o objetivo daquela mudança. Procura por mais informações. Compromete-se fazer a sua parte no processo e faz. E o que geralmente acontece é que, se todos estão comprometidos e se as informações são transparentes, todo o processo se torna mais fácil, ágil e com retorno garantido.

Na situação colocada acima sobre a implantação de um sistema de gestão, agindo com curiosidade você será um agente transformador em todo esse processo de mudança. Você vai querer encontrar soluções para os desafios que aconteceram no decorrer da implantação e execução. Você também vai se sentir parte do processo e por se sentir assim, por fazer a sua parte e provavelmente um pouco mais, vai agregar muito valor para sua carreira, sua equipe, além de adquirir bastante conhecimento. É mais um degrau no seu desenvolvimento profissional.

Concluindo, lembre-se sempre: ao se defrontar com um novo desafio, terá estas alternativas:

1 – DEFESA

2 – REAÇÃO

3 – CURIOSIDADE

O profissional de alta performance agirá com flexibilidade e escolherá a opção 3.

E você? Como age em situações novas, em situações de mudança?

 

Para reprodução informar a fonte www.contadores.cnt.br e a autora Cintia Knaut

O Autor

2014 precisa ser o ano da mudança no RH

O brasileiro já tem sua agenda cheia para o ano de 2014. A combinação de Carnaval, Copa do Mundo e Eleições faz com que muitos o chamem de “ano perdido”. Para as empresas, entretanto, isso significa um desafio a mais para manter seus prazos e até ampliar sua produtividade. Os setores diretamente envolvidos com a Copa, por exemplo, devem sentir ainda mais na pele a dificuldade de encontrar profissionais para suprir seus quadros de funcionários, como explica Cezar Tegon, presidente da Elancers, maior empresa de sistemas de Recrutamento & Seleção do Brasil.

“Os setores Hotelaria, Gastronomia e Lazer são aqueles que mais obviamente terão que ampliar consideravelmente seu quadro de funcionários. Entretanto, é preciso considerar que os mercados como um todo sentirão esse efeito e precisarão buscar ferramentas para atrair, recrutar, selecionar e manter esses profissionais tão necessários”, explica o presidente.

Enfrentando o turnover

O especialista conta que o maior desafio dos recrutadores será lidar de forma ágil com o alto turnover. Uma pesquisa da consultoria de negócios Hay Group sugere que a rotatividade de talentos nas empresas deve aumentar ainda mais durante o ano. Realizado a partir de estimativas macroeconômicas e opiniões de cerca de 5,5 milhões de funcionários em 450 empresas de 19 países (incluindo o Brasil), o estudo apontou um aumento de rotatividade global projetado para 2014 de 12,9% em relação a 2012.

Em números totais, isso significaria 161,7 milhões de trabalhadores trocando de emprego em todo o mundo, ampliando os gastos e a perda de produtividade das empresas. No caso do Brasil, ainda há a dificuldade de ter que lidar com esse cenário global desfavorável em um “ano travado”.

Nas mãos do RH

Segundo o presidente da Elancers, essa pressa para contratar e manter os processos da empresa funcionando exigirá que o RH utilize cada vez mais sistemas inteligentes de recrutamento e seleção. Publicar vagas em sites como LinkedIn, Catho, InfoJobs entre outros e receber currículos por e-mail, por exemplo, pode quintuplicar o tempo necessário para se chegar a um profissional do setor de hotelaria ou gastronomia, como um cozinheiro ou uma recepcionista bilíngue, uma vez que as empresas precisam imprimir os currículos e examinar um por um.

Em contrapartida, há opções de sistemas que permitem uma pesquisa rápida baseada em palavras-chave, que busca uma ou mais informações específicas de interesse do recrutador, em todo o currículo do candidato. Essa facilidade semelhante ao Google permite chegar aos candidatos ideais em alguns poucos minutos.

“Uma ferramenta como essa faz com que os selecionadores possam experimentar o poder do tão falado Big Data sem a necessidade de dominar conhecimentos de extração de dados. Assim, o RH consegue dedicar a maior parte do tempo ao que realmente interessa, que é entrevistar e selecionar o melhor candidato”, ressalta o especialista.

Ferramentas disponíveis

Além da busca rápida, as novas tecnologias aplicadas ao recrutamento também já tornaram realidade outras ferramentas que facilitam esse processo. Segundo Cezar Tegon, essas facilidades já são possíveis há um certo tempo, mas, ainda assim, são desconhecidas ou pouco usadas pelo RH.

Alguns exemplos são o recrutamento interno, a integração do RH com as redes sociais da empresa e os aplicativos para smartphones. O presidente lembra que, além de facilitar o trabalho dos recrutadores, essas opções ajudam a construir a marca da empresa, fazendo com que mais pessoas estejam interessadas em trabalhar para ela.

“O mercado de sistemas absorveu a evolução da tecnologia de uma maneira que não faltam opções para facilitar as rotinas de recrutamento e seleção. Antes era uma questão de capricho desses profissionais resistirem a esse avanço. Agora, abraçar o Big Data no RH é uma questão de adaptação que faz a diferença na hora de manter a produtividade”, finaliza Tegon.

www.elancers.net