Inflação

Poupança deve perder para inflação em 2015

O investidor que deixou suas economias na poupança perdeu para a inflação em janeiro. A previsão é que isso se repita em boa parte do ano. A caderneta só deve voltar a ficar atraente quando a inflação recuar e os juros das demais aplicações caírem, cenário fora do radar em 2015.
Em janeiro, a poupança rendeu 0,59% – bem abaixo do IPCA (índice oficial de inflação) de 1,24%, a maior taxa desde fevereiro de 2003. Nos últimos 12 meses, a caderneta perdeu menos: subiu 7,05%, ainda abaixo da inflação de 7,14%. A previsão para 2015 é que a poupança renda 7,44%. Já a projeção do mercado para o IPCA está hoje em 7,15%, mas tem subido semanalmente – no fim de 2014, a estimativa era de 6,53%.
Em 2014, a poupança já dava sinais de fraqueza, com ganho de 0,63 ponto percentual acima da inflação, o quarto menor desde o Plano Real. “O cliente precisa entender o quanto ele pode ganhar em uma aplicação com a mesma segurança da poupança, mas com rentabilidade maior”, afirma Einar Rivero, gerente da consultoria Economática.
Foi o caso do advogado André Leão, que decidiu variar seus investimentos e aproveitar a Selic (taxa básica de juros) de 12,25% de olho na compra de um apartamento. “Tenho cerca de R$ 60 mil e decidi aplicar em fundos com risco moderado porque a poupança rende pouco.” Entre os investimentos escolhidos, estão fundos multimercado, que misturam renda fixa e ações. Leão também investiu em aplicações que remuneram pelo CDI.
Com a perspectiva de crescimento fraco, o investidor pode se refugiar na renda fixa. O menor risco de errar é com papéis e fundos pós-fixados, com retorno atrelado à Selic.
Folhapress

Com juro estável, inflação tende a cair para meta de 4,5% no futuro, diz BC.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que manteve a taxa básica de juros da economia estável em 11% ao ano pela terceira vez seguida na semana passada, sinalizou, por meio da ata do encontro, divulgada nesta quinta-feira (11), que não deve baixar os juros nas próximas reuniões – apesar da retração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro e segundo trimestres deste ano, cenário que caracteriza uma “recessão técnica”.
O BC manteve a avaliação de que é “plausível” afirmar que, “mantidas as condições monetárias” – isto é, “levando em conta estratégia que não contempla redução do instrumento de política monetária” –, a “inflação tende a entrar em trajetória de convergência para a meta [central de 4,5%] nos trimestres finais do horizonte de projeção, ou seja, nos próximos anos.
“Apesar de a inflação ainda se encontrar elevada, o Copom pondera que pressões inflacionárias ora presentes na economia – a exemplo das decorrentes dos processos de realinhamentos de preços citados anteriormente e de ganhos salariais incompatíveis com ganhos de produtividade – tendem a arrefecer ou, até mesmo, a se esgotarem ao longo do horizonte relevante para a política monetária [nos próximos anos]”, avaliou a autoridade monetária. Com isso, manteve análise que já foi feita anteriormente em julho deste ano.
A autoridade monetária também continuou avaliando que, em momentos como o atual, a política monetária, de definição dos juros básicos da economia para conter a inflação, deve se manter “vigilante” – de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária. Essa análise do BC também já havia sido feita nos últimos meses.
Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2014, 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA, que serve de referência para o sistema brasileiro, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O governo considera que a meta foi cumprida ou não apenas com base no acumulado em 12 meses até dezembro de cada ano.Em doze meses até agosto, o IPCA somou 6,51% – pouco acima do teto do sistema de metas.
O Banco Central informou ainda que sua projeção de inflação para 2014, tanto no cenário de referência (juro e câmbio estáveis), ou de mercado (com juro e câmbio previsto pelos analistas dos bancos), diminuiu em relação ao valor considerado na reunião anterior, em julho deste ano, mas permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2015, acrescentou o BC, em ambos os cenários, as projeções de inflação se mantiveram estáveis, acima da meta; e, nos trimestres iniciais de 2016, as projeções indicam que a inflação entra em trajetória de convergência.
G1 – Economia

Copom mantém taxa de juros em 11% ao ano pela terceira vez seguida.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou nesta quarta-feira (3) por manter os juros básicos da economia brasileira estáveis em 11% ao ano. Foi a terceira manutenção seguida da taxa Selic, que continua no maior patamar desde o fim de 2011.
A decisão de manter o juro estável era esperada pela maior parte dos analistas do mercado financeiro, que prevê a permanência da taxa neste mesmo patamar até março do próximo ano – quando a estimativa é de que seja elevada para 11,5% ao ano.
Ao fim do encontro, o BC divulgou o seguinte comunicado: “Avaliando a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,00% a.a., sem viés”. Em relação ao comunicado anterior, o Copom retirou apenas a expressão “neste momento” – que estava antes da manutenção da Selic.
Recessão técnica e inflação
Os juros básicos da economia foram mantidos em 11% ao ano apesar da retração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro e segundo trimestres deste ano – quadro que os economistas classificam como “recessão técnica”.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.
Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2014, 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA, que serve de referência para o sistema brasileiro, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
O governo considera que a meta foi cumprida ou não apenas com base no acumulado em 12 meses até dezembro de cada ano. Em doze meses até julho, o IPCA somou 6,50% – no teto do sistema de metas.
“O IPCA está rodando em 6,5% em 12 meses [até julho]. O BC precisa fazer com que essa inflação passe a convergir para o centro da meta, que é 4,5%. O aumento dos juros para segurar demanda por consumo é um remédio um pouco amargo, mas necessário para que inflação convirja para o centro da meta”, avaliou o economista da RC Consultores, Marcel Caparoz.
O que pressiona a inflação
Alex Agostini, economista da Austin Rating, avaliou que os serviços e os chamados preços administrados, como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros, devem continuar pressionando a inflação em 2014 e no ano que vem.
Ele observou que houve “represamento” de algumas políticas públicas, como energia e gasolina, nos últimos meses. “Mexendo nestes dois itens, tem aumento de custo da produção. Os combustíveis [alta de preços] têm efeito em cascata. Reflete no frete para alimentos, roupas, calçados e saúde, entre outros. E a pressão inflacionária por conta de serviços que deve persitir ainda, pois a demanda está relativamente aquecida”, acrescentou.
Clima eleitoral
Os analistas também concordaram que o cenário político, sendo esta a última reunião do Copom antes das eleições, contribuiu para afastar a possibilidade um corte nos juros neste momento – apesar do PIB negativo no primeiro e segundo trimestres deste ano. O próximo encontro do Copom está marcado para 28 e 29 de outubro, após o segundo turno – marcado para o dia 26 de outubro.
“Embora existam [pressões], o BC deve estar olhando as projeções e análises internas. E fazer com que a inflação convirja para o centro da meta de 4,5%”, disse Caparoz, da RC Consultores, acrescentando que o relaxamento do compulsório já consegue fazer com que os bancos tenham mais recursos para incentivar o crédito. “O juro é uma mensagem muito forte. Se baixar agora, passa uma mensagem de que está sendo pressionado”, concluiu.
Agostini lembra que o mercado financeiro tem comemorado, com alta da bolsa e queda do dólar, pesquisas que mostram piora da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), a presidente Dilma Rousseff, nas intenções de voto. “Imagina se o BC mexe os juros para baixo neste momento em que o mercado sabe que é hora de subir. Joga uma pá de cal na Dilma aos olhos do mercado”, afirma.
G1 – Economia

Inflação desacelera para 0,67% com alta menor de alimentos e transportes

Os alimentos e os transportes subiram menos em abril e ajudaram a desacelerar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para uma alta de 0,67%, após elevação de 0,92% em março, informou o IBGE. No ano, o IPCA acumulou uma alta de 2,86%. Em 12 meses, ficou em 6,28%, abaixo do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%, mas a maior taxa desde junho do ano passado nessa comparação.

A desaceleração dos alimentos ocorreu tanto com os produtos consumidos em casa, que passaram de alta de 2,43% em março para aumento de 1,52% em abril, como na alimentação consumida fora de casa, que saiu de 0,96% para 0,57%. Ainda assim, a alimentação ainda foi o maior impacto para a inflação do mês.

Alguns produtos que tiveram altas expressivas em meses anteriores registraram até queda nos preços, como é o caso da mandioca, tomate, cerveja, hortaliças, açúcar cristal e farinha de trigo. Por outro lado, grande parte dos alimentos pesquisados ainda teve aumento de preços. Foi o caso da batata inglesa (+22,26%), que liderou o impacto na inflação do mês, ao lado dos remédios (alta de 1,84%) e carnes (1,83%).

A alta da energia elétrica, de 1,62%, também pesou no índice. No entanto, ainda há resíduos de reajustes anteriores a serem absorvidos pela inflação. “Ainda tem uma parte para entrar em maio”, afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

Pressão. Apesar do recuo em abril, a constante pressão dos aumentos dos alimentos explica a resistência da inflação ao redor dos 6% no acumulado em 12 meses, segundo Eulina.

Em abril, a taxa do IPCA em 12 meses ficou em 6,28%, contra uma alta acumulada de 7,38% nos alimentos. No ano passado, a inflação fechou em 5,91%, contra uma alta de 8,48% nos alimentos. Em 2012, o IPCA ficou em 5,84% e, os alimentos, em 9,86%. Em 2011, o IPCA foi de 6,50%, e alimentos ficaram em 7,18%.

“Se olharmos a série histórica na ótica dos 12 meses, a taxa do IPCA gira em torno de 6%. Às vezes chegou a 5,8%, mas tudo muito próximo de 6%”, apontou Eulina. “Isso é por conta do comportamento dos alimentos. Nos últimos anos, o IPCA vem sendo pressionado pelos serviços e pelo grupo dos alimentos, que é um grupo superimportante para o orçamento das famílias. Embora não sejam itens de muito valor, são consumidos diariamente”, acrescentou a coordenadora.

Os alimentos têm um peso de 24,85% no cálculo do IPCA. O aumento da renda e os problemas no clima puxaram esse encarecimento dos produtos alimentícios nos últimos anos, disse a pesquisadora.

“Quando a renda aumenta, tem a pressão sobre os preços dos alimentos, sobre os preços dos serviços. E têm acontecido os problemas climáticos a cada ano, restringindo a oferta (de alguns alimentos) não só do Brasil, como em outros países também”, lembrou Eulina, citando a quebra de safra de soja na Rússia e de trigo na Argentina.

Transporte aéreo. As passagens aéreas caíram 1,87% em abril, após terem registrado uma alta de 26,49% no mês anterior, puxando a alta menor de preços do grupo dos Transportes. Mas também houve contribuição tanto de combustíveis quanto de ônibus e automóveis, que subiram menos.

O etanol saiu de alta de 4,17% em março para aumento de 0,59% em abril. A gasolina passou de 0,67% para 0,43% no período. As tarifas dos ônibus urbanos saíram de uma variação de 0,60% em março para 0,24% em abril, enquanto as tarifas dos ônibus intermunicipais passaram de 0,47% para 0,35%. Também cresceram menos os automóveis: os novos passaram de 0,78% para 0,29%; e usados, de 0,78% para 0,20%.

Além dos alimentos e dos transportes, mais três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram menos em março. O destaque foi o item Despesas Pessoais, que passou de 0,79% para 0,31%, puxado pela desaceleração de empregado doméstico (de 1,28% para 0,58%) e cabeleireiro (de 0,79% para 0,03%).

Baixa renda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação da baixa renda, subiu 0,78% em abril, desacelerando após ter registrado alta de 0,82% em março. Com o resultado, o índice acumulou uma alta de 2,90% no ano e de 5,82% em 12 meses. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

Link: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,inflacao-desacelera-para-0-67-com-alta-menor-de-alimentos-e-transportes,184292,0.htm

Estadão

Inflação deve alcançar 6,5% em 2014 e atingir o teto da meta, aponta BC

As instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) reforçaram a estimativa de que a inflação, este ano, vai ficar no teto da meta (6,5%). Para 2015, a projeção para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também foi mantida, em 6%.

As estimativas estão bem distantes do centro da meta (4,5%). É função do BC fazer com que a inflação fique dentro da meta e, para isso, usa alguns instrumentos. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A mediana das expectativas (que desconsidera os extremos nas projeções) das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, segue em 11,25% ao ano. Para o final de 2015, a projeção subiu de 12% para 12,25% ao ano. Atualmente, a Selic está em 11% ao ano, após passar por nove altas seguidas.

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 7,34% para 7,39%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,2% para 7,32%, este ano. Em 2015, a projeção para os dois índices segue em 5,50%.

A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) passou de 6,2% para 6,06%, este ano, e permanece em 5%, em 2015.

Link: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/05/05/inflacao-deve-alcancar-65-em-2014-e-atingir-o-teto-da-meta-aponta-bc

Jornal do Brasil

Correção do IR abaixo da inflação aumenta tributação sobre salários

O governo reajustou em 4,5% a tabela do imposto de renda. Ao longo dos anos, a correção abaixo da inflação aumentou a carga tributária que incide sobre o salário do trabalhador. O reajuste, divulgado ontem pela presidente Dilma Rousseff, vai ser aplicado sobre os salários dos brasileiros só no ano que vem, para a declaração do imposto de renda que vai ser entregue em 2016.

O tamanho da correção não foi uma novidade. O reajuste de 4,5% na tabela do imposto de renda é o mesmo que tem vigorado desde 2007. Naquele ano, o governo fez um acordo com as centrais sindicais. Este acordo valeu até 2010 mas, desde então, o percentual vem sendo mantido pelo governo.

O Sindicato do Auditores Fiscais da Receita Federal reclama da correção, porque os economistas preveem que a inflação deste ano que chegue a 6,5%

“Se nos considerarmos essa diferença dos 4,5% oferecidos pelo governo e os 6,5% anunciados da inflação, somente estes 2% representarão um incremento de arrecadação para o governo federal em torno de R$ 2 bilhões, a R$ 2,5 bilhões, que deveriam estar na verdade na classe trabalhadora e não indo para a arrecadação do governo”, diz Claudia Damasceno, presidente do Sindifisco.

Segundo o Dieese, os reajustes da tabela do imposto de renda já acumularam uma defasagem de 61,24%, porque não acompanham a inflação desde 1996. Naquele ano, só pagava imposto de renda quem recebia mais de R$ 900 por mês. Um trabalhador que ganhava oito salários mínimos – R$ 896 – era isento.

Em 1998, os mesmos 8 salários mínimos, reajustados, correspondiam a R$ 1.040. Este trabalhador mudou de faixa de imposto de renda e pagou 15% por mês – o desconto era de R$ 21.

Em 2005, oito salários mínimos equivaliam a R$ 2.400 e jogavam o trabalhador na maior faixa de imposto de renda, de 27,5%. Por mês, ele pagava R$ 194. No ano passado, oito salários mínimos davam R$ 5.424. E o desconto mensal no pagamento era de R$ 701. Em 2013, pagava imposto de renda quem ganhava mais de R$ 1.700 por mês. Se a tabela fosse reajustada sempre pela inflação, o leão só morderia os salários acima de R$ 2.761

Pelas contas da Receita Federal, só nos últimos dez anos, a arrecadação do imposto retido na fonte triplicou: subiu de R$ 26 bilhões para quase R$ 81 bilhões.

“Você gastou mais dinheiro com o leão. Então, você tirou do seu bolso um valor muito maior para o leão que você poderia usar para outros fins. Pagamento de outras contas, gastou muito mais do que o leão do que deveria, imposto de renda. Não é justo. Por isso que eu falo que não reflete uma política de justiça fiscal”, diz o tributarista Paulo Sigaud.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a decisão de reajustar a tabela do impostos de renda em 4,5% foi tomada com base na meta de inflação do Banco Central.

“A gente não pode prever exatamente qual vai ser a inflação. a gente olha para o centro da meta do BC, esta é a nossa referência. Portanto também é a referência para aumento de salários e rendimentos. Não são iguais, mas digamos que em média é isso. Então estamos fazendo uma correção por uma média provável, e isso vai impedir que haja uma elevação da tributação do imposto de renda”, disse Mantega.

Link: http://g1.globo.com/economia/imposto-de-renda/2014/noticia/2014/05/correcao-do-ir-abaixo-da-inflacao-aumenta-tributacao-sobre-salarios.html

G1 – Economia

Ação pede reajuste da tabela de IRPF de acordo com a inflação real

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5096), no Supremo Tribunal Federal, na qual questiona a correção da tabela progressiva referente à tributação do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF). Na ação, que tem pedido de liminar, a OAB apresenta histórico da legislação referente ao IR para demonstrar que a correção da tabela em percentual inferior à inflação viola preceitos constitucionais, como o conceito de renda (artigo 153, inciso III), a capacidade contributiva (artigo 145, parágrafo 1º), o não confisco tributário (artigo 150, inciso IV) e a dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso III), “em face da tributação do mínimo existencial”. O relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade é o ministro Luís Roberto Barroso.

Segundo histórico apresentado pela OAB, a Lei 9.250/1995 alterou a legislação do IRPF e converteu os valores da tabela progressiva, até então em UFIR, para o padrão monetário atual. Em seguida, com o advento da Lei 9.532/1997, a alíquota máxima do imposto foi aumentada para 27,5%, mantendo-se as faixas (até R$ 900,00, acima de R$ 900,00 até R$ 1.800,00 e acima de R$ 1.800,00). A OAB relata que, desde então, a tabela do IRPF permaneceu sem reajuste até 2001. Posteriormente, entre 2002 e 2006, a média da correção da tabela atingiu o percentual de 3,35%, diluída entre os anos. De 2007 até os dias atuais, a tabela vem sendo corrigida pelo percentual de 4,5%. A última correção ocorreu por meio da Lei 12.469/2011, que alterou a Lei 11.482/2007, quando foi mantido o índice de 4,5% para os anos-calendário de 2011, 2012, 2013 e 2014.

A OAB pede que o STF dê interpretação conforme a Constituição ao artigo 1º da Lei 11.482/2007 (com redação dada pela Lei 12.469/2011) para que a tabela progressiva seja corrigida com base no índice real de inflação, e não nas metas de inflação definidas pelo governo e nem sempre cumpridas. “É notório que, com o decorrer dos anos, o valor tido como mínimo necessário para satisfação das obrigações do cidadão e os limites das faixas de incidência do IRPF foram corrigidos de forma substancialmente inferior à inflação do período. É dizer, a regra do IRPF discrepa sobremaneira da inflação verificada, oferecendo um índice ilusório, quando muito, maquiado”, afirma a OAB.

A entidade apresenta estudos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, segundo o qual, de acordo com a evolução do IPCA (índice oficial medido pelo IBGE), no período de janeiro de 1996 a dezembro de 2013 (já descontadas todas as correções da tabela do imposto de renda), ocorreu uma perda de poder aquisitivo da moeda brasileira de 62%. O índice é compatível com o apresentado em nota técnica pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta defasagem acumulada na tabela de cálculo do IR de 61,24%.

De acordo com tais conclusões, a tabela do IRPF em 2014 deveria ser da seguinte forma: isento para quem tem renda mensal de até R$ 2.758,46; 7,5% para quem ganha de R$ 2.758,47 a R$ 4.134,05; de R$ 4.134,06 a R$ 5.512,13, a alíquota seria de 15%; para rendimentos mensais que vão de R$ 5.512,14 a R$ 6.887,51, a tributação incidente deveria ser de 22,5%; e, por fim, para ganhos superiores a R$ 6.887,52, incidiria a alíquota máxima de 27,5%. A OAB sustenta que a intenção do legislador quando definiu o valor para não incidência do IR em 1996 (R$ 900,00) era a de proteger os assalariados que recebiam menos de oito salários mínimos por mês (R$ 112,00 x 8= R$ 896,00), enquanto nos dias atuais (quando a faixa de imunidade é de R$ 1.710,78), basta receber três salários mínimos para ser tributado pelo IR.

VP/AD

Link: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=261970

STF

Inflação sobe 0,24% na 2ª prévia de fevereiro

Na segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de fevereiro, a Inflação subiu 0,24%, abaixo da taxa de 0,46% registrada na segunda prévia de janeiro. O resultado, anunciado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), nesta quarta-feira (19) ficou abaixo do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam alta entre 0,25% a 0,35%, e se posicionou abaixo da mediana das expectativas (0,29%).

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de fevereiro. O IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 0,06% na prévia anunciada nesta quarta, ante alta de 0,36% em igual prévia do mesmo índice em janeiro.

O IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor), por sua vez, teve alta de 0,64% na segunda prévia deste mês, em comparação com o aumento de 0,73% na segunda prévia do mês passado. Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou taxa positiva de 0,47% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,53% em igual apuração de janeiro.

O resultado acumulado do IGP-M é usado no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de fevereiro, o IGP-M acumula altas de 0,72% no ano e de 5,61% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M deste mês foi do dia 21 de janeiro a 10 de fevereiro.

Link: http://noticias.r7.com/economia/inflacao-sobe-024-na-2-previa-de-fevereiro-19022014

R7 – Notícias

Juros caem em meio a dados de inflação e atividade

As taxas futuras de juros tiveram mais um dia de queda, resultando em novo reforço das apostas de que a Selic pode subir menos, 0,25 ponto porcentual, na reunião da próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom).

Em meio a uma liquidez menor, devido ao feriado do Dia do Presidente nos EUA, os investidores olharam para dados mais suaves de inflação e também para a revisão em baixa do PIB trazida na pesquisa Focus.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2014 (136.320 contratos) apontava 10,559%, de 10,568% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2015 (159.735 contratos) tinha taxa de 11,22%, ante 11,32% no ajuste de sexta-feira. No trecho intermediário e longo, o DI para janeiro de 2017 (73.525 contratos) estava em 12,58%, de 12,69% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 (4.970 contratos) indicava 13,06%, ante 13,12%.

Segundo um operador, há uma série de eventos nos próximos dias que deixam o mercado cauteloso, mas os indicadores conhecidos nesta segunda-feira, 17, abriram espaço para uma nova correção em baixa dos juros. A inflação pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) ficou em 0,30% em fevereiro, ante 0,58% em janeiro, informou nesta manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O resultado ficou perto do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que iam de 0,29% a 0,48%, com mediana de 0,35%. Já o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,78% na segunda quadrissemana de fevereiro, menos que na anterior (0,96%).

Enquanto isso, no Boletim Focus, a mediana das estimativas para o IPCA em 2014 passou de 5,89% para 5,93%. Para o IPCA 12 meses à frente, a projeção suavizada subiu de 6,00% para 6,05%. Já as previsões para a Selic seguiram indicando um aumento de 0,25 pp na semana que vem, para 10,75% ao ano.

Vale destacar, no entanto, que as perspectivas para a atividade seguiram em deterioração, o que ajuda a reforçar a percepção de que o ritmo de alta da Selic pode ser reduzido. Após os dados do varejo e do IBC-Br divulgados na semana passada, os analistas reduziram suas previsões para o PIB de 1,90% para 1,79% em 2014 e, para o ano que vem, de 2,20% para 2,10%, indicou a Focus.

Link: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/juros-caem-em-meio-a-dados-de-inflacao-e-atividade-2

Exame

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para este ano

A previsão dos economistas do mercado financeiro para a inflação deste ano ficou um pouco menor. Segundo o relatório de mercado divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (2), a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 6,02% para 6% na última semana.

Com a queda, foi interrompida uma sequência de três semanas de alta no indicador. Para 2015, a expectativa dos analistas para a inflação ficou estável, em 5,7%. O boletim, conhecido como Focus, é fruto de pesquisa do BC com mais de cem instituições financeiras.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a inflação tem de ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter subido, em janeiro, a taxa básica de juros da economia brasileira para 10,50% ao ano, o mercado manteve, na semana passada, a expectativa de que a Selic voltará a subir em fevereiro deste ano para 10,75% ao ano. Para o fechamento de 2014, a previsão dos analistas para a taxa de juros foi mantida em 11% ao ano e, para o final de 2015, subiu de 11,50% para 11,88% ao ano.

Crescimento do PIB

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão dos economistas ficou estável em 1,91% na semana passada.

O crescimento previsto para 2014 é cerca de metade do estimado no orçamento para o próximo ano – de 3,8%. Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira permaneceu em 2,20%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 avançou de R$ 2,45 para R$ 2,47 por dólar. Para o fechamento de 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar subiu de R$ 2,50 para R$ 2,51.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2014 subiu de US$ 8 bilhões para US$ 8,25 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial ficou cresceu de US$ 12 bilhões para US$ 13 bilhões.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 57,50 bilhões para US$ 58 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros continuou em US$ 60 bilhões na última semana.

Link: http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2014/02/mercado-financeiro-reduz-estimativa-de-inflacao-para-este-ano.html

G1 – Globo