IBGE

O papel das empresas na cultura previdenciária

As recentes discussões em torno da reforma da Previdência têm levado cidadãos de todas as classes sociais a refletirem sobre a importância do planejamento financeiro para o período pós-laboral.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como o aumento da expectativa de vida – que hoje é de 75 anos – e a redução da taxa de natalidade, que caiu de 2,14 filhos nascidos vivos por mulher para 1,74 em uma década, estão cada vez mais presentes na mídia e, por consequência, nas rodas de conversas.
Sem dúvida, esse é um dos pontos positivos do amplo debate que envolve a reforma. Afinal, de acordo com pesquisa realizada em julho passado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), só um terço da população se programa para se aposentar com uma renda além do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), seja por meio da caderneta de poupança, imóveis, previdência privada ou outros investimentos financeiros.
Soma-se a esse contexto o fato de que, ainda segundo o IBGE, em 2030 o Brasil terá cerca de 41,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos e, em 2060, 73,5 milhões – atualmente temos 24 milhões. O balanço desse cenário? No ano 2000 havia 11 pessoas em idade para trabalhar para cada pessoa acima de 65 anos, em 2060 esta proporção será de dois para um. Considerando que o modelo atual da previdência social propõe um pacto direto entre as gerações, em que os trabalhadores ativos pagam os benefícios dos inativos, é fácil entender porque a conta não fecha. E, por isso, a responsabilidade individual de cada um garantir seu futuro financeiro aumenta.
Mas o que fazer para tornar essa conscientização que começou a nascer na população em ação? Como ajudar a sociedade, em larga escala, a se planejar para ter um futuro pós-laboral com tranquilidade e qualidade de vida?
Sem dúvida, a resposta para essa pergunta passa pelas empresas, responsáveis pela geração de trabalho e renda. Por meio delas, pode-se disseminar a cultura previdenciária. Afinal, ao oferecer uma previdência privada aos seus empregados, mais do que ampliar o leque de benefícios, as organizações passam a ter um papel decisivo na vida financeira futura de seus trabalhadores, questão 100% atrelada à responsabilidade social corporativa.
Isso já ocorre, é fato, mas em uma escala bastante tímida: existem quase 19 milhões de empresas ativas no território nacional, mas segundo dados da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi), apenas 315 mil CNPJs oferecem previdência privada para os funcionários.
Visando o potencial que as empresas têm como indutoras dessa mudança de comportamento dos cidadãos, evoluções no mercado têm sido discutidas. Entre elas, está a extensão para as micros, pequenas e médias companhias dos benefícios que as grandes empresas têm quando ofertam planos de previdência aos colaboradores.
Outro ponto é a adesão automática ao plano no momento de ingresso dos colaboradores na organização, uma medida simples, mas que tem um monumental efeito na maior aderência da população à cultura previdenciária. Imagina se todo trabalhador iniciar sua previdência privada justamente no momento em que começa em seu primeiro emprego? O impacto dessa medida é imenso para as pessoas e para o país.
Se essas discussões evoluírem, os benefícios serão relevantes para todos os envolvidos. Primeiro para os empregados, que passam a ter meios e incentivos para cuidar melhor de seu futuro financeiro. Segundo, para os empregadores, que conseguem atrair e reter talentos ao mesmo tempo em que contam com vantagens fiscais para fazer isso. E, por fim, para o país, que é carente de poupança interna com foco no longo prazo e necessita de ativos desta natureza para financiar o desenvolvimento nacional. Ou seja, estamos falando de geração de valor para todas as partes, o que pode ser traduzido em uma única palavra: sustentabilidade.
Por Paulo Valle – Presidente da Brasilprev e ex-subsecretário da dívida pública do Tesouro Nacional
COAD

Saiba ponto a ponto o que propõe o relatório da reforma trabalhista

A reforma trabalhista volta ao centro do debate político na próxima semana, na Câmara dos Deputados. Na terça-feira (18) o substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 6.787/2016, apresentado pelo relator, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), será apreciado pela comissão especial que analisa a matéria.

A agenda de tramitação da proposta depende ainda de definição de pedido de urgência pelo plenário da Casa. Caso seja aprovado, a primeira reunião deliberativa sobre o relatório deve ocorrer na terça-feira e o texto já poderia ser votado na comissão no mesmo dia ou na quarta-feira (19). Sem a urgência, a comissão deve esperar o prazo de cinco sessões para se reunir, o que deve ocorrer em, pelo menos, duas semanas.
O texto atualmente tramita em caráter conclusivo. Isso quer dizer que, caso aprovado na comissão, seguiria direto para o Senado Federal, sem necessidade de passar pelo plenário da Câmara. No entanto, acordo entre os parlamentares definiu que a medida será apreciada pelos parlamentares no plenário antes de seguir a tramitação.
Parecer
O relator apresentou o parecer sobre a reforma trabalhista na última quarta-feira (12). O deputado consolidou em 132 páginas as sugestões e contribuições ao texto enviado pelo governo federal. O documento reúne parte das 844 emendas propostas pelos parlamentares. A medida vai modificar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em vigor desde 1943. Nas primeiras páginas do parecer, Rogério Marinho apresenta um histórico da legislação trabalhista do país e das audiências da comissão.
“O objetivo [da reforma] é modernizar a legislação do trabalho. Não podemos deixar que a precarização das leis de trabalho impeçam a criação de postos de trabalho. Nem por isso estamos propondo a revogação de direitos”, ressaltou o deputado, no parecer favorável à proposta do Executivo de atualização da CLT.
O relator propõe a adoção da arbitragem, o fortalecimento da negociação coletiva e outras soluções extrajudiciais para resolução de conflitos. No substitutivo, o deputado sugere a previsão de “algum risco” para quem ingressar com uma ação judicial, como o pagamento das custas judiciais. A sugestão também inclui a regulamentação para o dano extrapatrimonial.
Veja a seguir os principais pontos do parecer de Marinho:
Negociado sobre o legislado
Considerada a “espinha dorsal” da reforma trabalhista, a possibilidade de que, nas negociações entre patrão e empregado, os acordos coletivos tenham mais valor do que o previsto na legislação foi ampliada pelo relator. O texto enviado pelo governo tinha 13 pontos específicos, entre os quais plano de cargos e salários e parcelamento de férias anuais em até três vezes. O substitutivo de Marinho aumenta a possibilidade para quase 40 itens.
A nova redação propõe a manutenção do prazo de validade máximo de dois anos para os acordos coletivos e as convenções coletivas de trabalho, vedando expressamente a ultratividade (aplicação após o término de sua vigência).
O parecer apresentado por Rogério Marinho altera a concessão das férias dos trabalhadores. A medida enviada pelo governo prevê que o direito possa ser usufruído em até três períodos. No relatório, o parlamentar define que não é permitido que um dos períodos seja inferior a 14 dias corridos e que os períodos restantes não sejam inferiores a cinco dias corridos cada um. Além disso, para que não haja prejuízos aos empregados, vedou-se o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.
Para Marinho, ao se abrir espaço para que as partes negociem diretamente condições de trabalho mais adequadas, sem revogar as garantias estabelecidas em lei, o projeto possibilita maior autonomia às entidades sindicais, ao mesmo tempo em que busca conferir maior segurança jurídica às decisões que vierem a ser negociadas.
Por outro lado, a lista de pontos previstos em lei que não poderão ser alterados por acordo coletivo chegou a 29. O projeto inicial proibia mudanças apenas em normas de segurança e medicina do trabalho. O novo texto, prevê, entre outros, a liberdade sindical e o direito de greve; FGTS; salário mínimo; décimo terceiro salário; hora extra, seguro desemprego, salário-família; licenças maternidade e paternidade; aposentadoria; férias; aviso prévio de 30 dias; e repouso semanal remunerado.
Fim da contribuição sindical obrigatória
No parecer, Marinho propõe que a contribuição sindical fique restrita aos trabalhadores e empregadores sindicalizados. O desconto do pagamento da contribuição, segundo o substitutivo, deve ser feito somente depois de manifestação favorável do trabalhador ou da empresa.
“Criada em uma época em que as garantias constitucionais estavam suspensas, a contribuição sindical tem inspiração claramente fascista, uma vez que tinha como principal objetivo subsidiar financeiramente os sindicatos para que dessem sustentação ao governo”, afirmou Marinho.
O tributo é recolhido anualmente e corresponde a um dia de trabalho, para os empregados, e a um percentual do capital social da empresa, no caso dos empregadores. Segundo o deputado, o país tem 17 mil sindicatos que recolhem R$ 3,6 bilhões em tributos anualmente.
“Não há justificação para se exigir a cobrança de uma contribuição de alguém que não é filiado e que, muitas vezes, discorda frontalmente da atuação de seu sindicato”, destacou o relator. Para Marinho, os sindicatos se fortalecerão com o fim da obrigatoriedade da cobrança de um dia de trabalho por ano, e a mudança vai acabar ainda com instituições sem representatividades, o que chamou de “sindicatos pelegos”.
Trabalho intermitente
A proposta de Marinho prevê a prestação de serviços de forma descontínua, podendo alternar períodos em dia e hora, cabendo ao empregador o pagamento pelas horas efetivamente trabalhadas. A modalidade, geralmente praticada por donos de bares, restaurantes, eventos e casas noturnas, permite a contratação de funcionários sem horários fixos de trabalho. Atualmente a CLT prevê apenas a contratação parcial, aquela cuja duração não exceda a 25 horas semanais.
No trabalho intermitente, pode haver a prestação de serviços de forma descontínua, alternando períodos em dia e hora, cabendo ao empregado o pagamento pelas horas efetivamente trabalhadas. O contrato de trabalho nessa modalidade deve ser celebrado por escrito e conter o valor da hora de serviço.
O empregado deverá ser convocado para a prestação do serviço com, pelo menos, três dias de antecedência e responder em um dia útil. Ao final de cada período de prestação de serviço, o empregado receberá o pagamento da remuneração, de férias e décimo terceiro proporcionais, além do repouso semanal remunerado e adicionais legais. Segundo a proposta de Marinho, o empregador deverá recolher a contribuição previdenciária e o (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) FGTS.
Trabalho terceirizado
O texto proposto por Marinho retira as alterações de regras relativas ao trabalho temporário. A Lei da Terceirização (13.429/17), sancionada em março, já havia alterado as regras do tempo máximo de contratação, de três meses para 180 dias, consecutivos ou não. Além desse prazo inicial, pode haver uma prorrogação por mais 90 dias, consecutivos ou não, quando permanecerem as mesmas condições.
Com o objetivo de proteger o trabalhador terceirizado, a medida estabelece uma quarentena de 18 meses entre a demissão de um trabalhador e sua recontratação, pela mesma empresa, como terceirizado. Além disso, garante ao terceirizado que trabalha nas dependências da empresa contratante o mesmo atendimento médico e ambulatorial destinado aos demais empregados. A lei atual permite, mas não obriga a empresa a oferecer o mesmo tratamento.
Pelo novo texto da lei, quando o número de terceirizados for acima de 20% do total de empregados diretos da empresa, ela poderá oferecer serviços de alimentação e atendimento ambulatorial em outro local, mas com o mesmo padrão.
Para evitar futuros questionamentos, o substitutivo define que a terceirização alcança todas as atividades da empresa, inclusive a atividade-fim. A Lei de Terceirização não deixava clara essa possibilidade.
Teletrabalho
O Brasil tem atualmente 15 milhões de teletrabalhadores, ou funcionários que desempenham suas funções a distância. Nas empresas privadas, 68% dos empregados já adotam a modalidade. Os dados fazem parte de um levantamento produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa modalidade de trabalho é regulamentada pelo texto de Rogério Marinho.
Pelo substuitutivo, o contrato deverá especificar quais atividades do empregado poderão ser feitas na modalidade de teletrabalho. A alteração do trabalho em casa para presencial – na empresa – pode ser feita por acordo mútuo entre empregado e empregador. Em caso de decisão unilateral do empregado pelo fim do teletrabalho, o texto prevê um prazo de transição mínimo de 15 dias. A compra e manutenção de equipamento para o chamado home office devem ser definidas em contrato.
Multas
O relatório de Marinho manteve a redação do projeto original na íntegra no item referente à aplicação de multas administrativas na inspeção do trabalho. A existência dessas multas não exime os empregadores de responsabilização penal. O Planalto prevê que o reajuste anual dos valores das multas administrativas expressos em moeda corrente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ou pelo índice de preços que vier a substituí-lo.
Em outro ponto, o parecer aborda a multa pelo funcionário não registrado. Atualmente, é cobrado um salário mínimo (R$ 937). Na proposta do governo, o valor passaria para R$ 6 mil. O relator, no entanto, estipula multa de R$ 3 mil para empresas de grande porte e de R$ 800 para micro e pequenas empresas.
Ativismo judicial
O parecer incorpora normas para diminuir o número de ações na Justiça do Trabalho, o que o relator chama de ativismo judicial. “Temos, hoje, uma coletânea de normas que, em vez de contribuir para a rápida conclusão da demanda, têm sido um fator preponderante para o estrangulamento da Justiça do Trabalho”, disse.
Entre as medidas propostas, está a previsão de que a assinatura da rescisão contratual dos empregados seja causa impeditiva para o ajuizamento de reclamação trabalhista. Outro ponto é a limitação de prazo para o andamento das ações. “Decorridos oito anos de tramitação processual sem que a ação tenha sido levada a termo, o processo será extinto, com julgamento de mérito, decorrente desse decurso de prazo”.
“Foram incorporadas normas que visam a possibilitar formas não litigiosas de solução dos conflitos, normas que desestimulam a litigância de má-fé, normas que freiam o ativismo judicial e normas que reafirmam o prestígio do princípio constitucional da legalidade, segundo o qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, ressaltou o deputado.
Administradores

Saiba como reconhecer um negócio afundando e o que fazer para evitar falência

De acordo com informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), seis em cada dez empresas abertas no Brasil são fechadas antes dos cinco anos de funcionamento.
Segundo Artur Lopes, advogado e consultor de empresas da Artur Lopes & Associados, identificar que sua empresa está passando por um momento de crise é o primeiro passo para tentar solucionar os problemas e evitar uma eventual falência do negócio. “Uma vez que o empresário entende que sua empresa está passando por esse momento é necessário ter firmeza para mudar a situação”, enfatizou.
Posteriomente, para dar continuidade ao processo de recuperação, é importante que a empresa busque ferramentas e conhecimentos que ainda não estavam disponíveis no momento em que a crise foi instaurada.
Também é indispensável que o empresário procure por algum tipo de ajuda que lhe propicie uma intervenção rápida e precisa. Esta medida pode ajudar o empreendedor na missão de se reorganizar com mudanças na operação e na estratégia. “Assim, será possível se manter no mercado e voltar a produzir resultados de maneira sustentável”, disse.
Como identificar?
Alguns profissionais podem ter dificuldade na hora de entender que seu negócio não está indo tão bem quanto poderia. De acordo com o especialista, todos os empresários precisam acompanhar com vigor os indicadores de seu negócio, evitando perder de vista qualquer deslize que a empresa esteja cometendo em algum dos seus setores de trabalho.
“Quando esses indicadores se deterioram, algo não vai bem. Entretanto, várias companhias sequer possuem um repertório de indicadores atualizados e, nesse caso, devem guiar-sepor sinais”, afirmou Lopes.
O especialista acredita que existem alguns pontos específicos que os empreendedores podem observar para saber se a crise está presente em suas empresas. Ele diz que o negócio pode estar afundando quando crise está presente quando acontecem prejuízos sucessivos ou queda acentuada nos lucros, acumulam-se passivos tributários, cresce o endividamento bancário, os fornecedores passam a ser pagos com atraso e os funcionários deixam de receber em dia. “Se qualquer dessas situações ocorrer, há uma crise instaurada”, alertou.
IG – Economia

Receita admite que reforma do PIS/Cofins aumentará preços dos serviços

A reforma do PIS/Cofins, que está sendo estruturada pela Secretaria da Receita Federal, terá como resultado o aumento de preços em alguns tipos de serviços. A informação foi confirmada por representantes do órgão que é ligado ao Ministério da Fazenda, durante palestra sobre os pontos fundamentais da reforma realizada nesta terça-feira (18).

“O que provavelmente terá uma calibragem desfavorável, mas muito pequena, é o setor de prestação de serviços ao consumidor final. Porque o resto, você pode aumentar o valor do tributo, mas esse tributo que você está aumentando é compensado pela empresa que está comprando dele”, disse o Subsecretário de Tributação e Contencioso da Receita Federal, Paulo Cardoso.

O reconhecimento do maior peso de impostos sobre o setor de serviços ocorre justamente no dia em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o faturamento dos serviços teve o menor crescimento do trimestre encerrado em junho.

Segundo Cardoso, a proposta trabalha com quatro eixos principais: simplificação na apuração do tributo, neutralidade econômica, isonomia no tratamento das pequenas empresas e ajustamento dos regimes diferenciados. Segundo ele, entre os principais objetivos está a simplificação do processo tributário e a não cumulatividade do imposto, o que implica em um regime crédito de compensação que permite o abatimento nos débitos com a Receita Federal. Dessa forma, o imposto será pago somente uma vez.

A proposta já conta com 201 artigos, mas a alíquota final ainda não foi apresentada. De acordo com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, ainda faltam algumas definições no texto final para que ela seja encaminhada ao Congresso Nacional. Rachid disse que apesar de haver calibragem de valores em alguns setores, a proporção de cobrança dos impostos com relação ao PIB (Produto Interno Bruto) não será alterada com a mudança.

A apresentação foi realizada no IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público) em um seminário que tratou sobre o tema. Presente na primeira etapa do evento, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avisou ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que também participou da abertura, que nenhuma proposta que envolvesse aumento de impostos prosperaria no Congresso.

Como resposta, Levy afirmou que a reforma “procura” ser neutra. Na última sexta-feira (14), no entanto, o ministro afirmou, durante palestra na Amcham (Câmara de Comércio Brasil-EUA), que algumas alíquotas seriam “calibradas”.

Reintegra

A reforma do PIS/Cofins terá como resultado a anulação de programas do governo, como o Reintegra, que devolve créditos de impostos aos exportadores. Segundo Cardoso, sem a cumulatividade, não haverá resíduos tributários a serem eliminados. “Nessa premissa que o que se paga na etapa anterior é o que se leva para a seguinte, eliminaríamos por completo os resíduos que deram asas para o nascimento do reintegra, desonerações, etc”, afirmou Cardoso.

A reforma desses impostos não prevê mudança nas alíquotas pagas pelo sistema financeiro, informou Cardoso. Atualmente, o setor recolhe 4,65% sobre a receita bruta e vai permanecer no regime cumulativo.

Resistências

Com a Receita confirmando que deve haver aumento no preços finais em alguns setores somado a alíquotas maiores, a deputada Soraya Santos, presidente da CFT (Comissão de Finanças e Tributação) da Câmara – onde a proposta será analisada antes de ser encaminhada ao plenário – avalia que a proposta certamente enfrentará resistências para ser aprovada.

“O Brasil hoje já está em uma crise. O segmento produtivo está passando por um declínio econômico pela própria crise e recessão”, afirmou. “A Câmara terá dificuldade de fazer aprovar qualquer medida que irá impactar na diminuição da promoção da economia do país”, emendou.

Fonte: Fenacon, Fato Online

Crédito ainda é dificuldade para empresa de menor porte

O Estado do Amazonas foi o único que não realizou nenhuma ação de promoção de microcrédito em 2013. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), todas as outras unidades da federação implementaram ações sob o título de associativismo e microcrédito, que buscaram captar a organização, em associações ou cooperativas, tendo como objetivo fortalecer o grupo associado.

Os estados buscaram valorizar o trabalho coletivo, buscar incentivos e fomentos, agregar valor ao processo produtivo, promover a sustentabilidade dos empreendimentos, solucionar os problemas comuns, bem como gerar benefícios econômicos e sociais.

Segundo o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Tales Andreassi, crédito é o principal problema do empreendedor. “A pesquisa Gem (Global Entrepreneurship Monitor) mostra que o crédito está lá por 4% ao mês, não há empreendedor que consiga sobreviver à esta taxa. É muito importante que o estados e municípios desenvolvam cooperativas de crédito”, afirmou.

De acordo com o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Barretto, alguns fatores propiciaram a melhoria geral para os negócios como a consolidação do mercado interno do País, com cerca de 100 milhões de consumidores e a melhoria do ambiente legal para os pequenos negócios, com a criação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, e o aumento da escolaridade dos empresários.

“Nossos estudos mostram que as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste têm sido beneficiadas por esses fatores econômicos, como por exemplo aumentos reais concedidos ao salário mínimo e o Bolsa Família, e ao de desconcentração da atividade econômica do Sul e Sudeste para estas regiões, assim como a fronteira do agronegócio que tem particularmente favorecido a região Centro-Oeste”, completou.

Sobre o Bolsa Família, a pesquisa do IBGE apurou que “dentre os grupos de ações de inclusão produtiva pesquisados no ano de 2013, 25 Unidades da Federação declararam realizá-las para beneficiários do Programa Bolsa Família. Em 2012, os Estados do Amazonas, Rio Grande do Norte e São Paulo, que informaram não realizar ação para este grupo, o fizeram em 2013”, disse o texto da pesquisa Estadic 2013.

O Sebrae também afirmou que a taxa de sobrevivência de empresas com até dois anos de idade está em 76%, mas algumas unidades da federação apresentaram taxas de sobrevivência superiores à média nacional.

Link: http://www.4mail.com.br/Artigo/Display/029679000000000

Fenacon

Negócio de pai para filho

No Brasil, mais de 90% das empresas são familiares, segundo o IBGE, o que significa que cada uma, a seu tempo, terá o comando transferido para um sucessor, na maioria dos casos, de pai para filho. Pesquisas mostram que de cada 100 empresas familiares abertas e bem sucedidas, 30 chegam à segunda geração e 15 à terceira. Tais números evidenciam quão importante é a passagem das rédeas das mãos do fundador para o herdeiro. Se mal feita, pode levar o empreendimento a uma administração equivocada e sucumbir por isso.

A sucessão é um procedimento demorado, que exige planejamento e, portanto, precisa começar o quanto antes. Não vamos tratar aqui de conflitos internos da família em que existe uma disputa pelo comando. Nesses casos, os interessados acabam até “jogando contra o patrimônio”, truncando o processo apenas para evitar que o “concorrente” fique com o posto. Partamos do princípio em que a escolha está pacificada e o objetivo é fazer a passagem de bastão da melhor forma possível.

O sucessor, antes de mais nada, deve mostrar aptidão para o negócio. Assumir uma empresa sem vocação para a tarefa é ligar uma bomba-relógio.

Consideremos, então, o herdeiro apaixonado pelo empreendimento. O passo seguinte é se preparar para a missão. Isso requer conhecer bem a empresa toda, ou seja, trabalhar nas mais variadas funções numa imersão no negócio. O futuro comandante precisa ser testado em situações que exijam poder de decisão, pois será sua realidade quando assumir. O preparo teórico também é fundamental. Ele tem de estudar para entender das especificidades da empresa e de gestão. Além disso, é muito importante passar por experiências profissionais fora do empreendimento da família, assim vai adquirir uma maior vivência para levar para seu negócio.

O herdeiro deve ainda possuir espírito inovador, já que enfrentará um mercado em constante transformação e se não acompanhar as mudanças, apostando só em repetir o pai, corre sério risco de perder o rumo e fracassar.

Não estamos falando de uma fórmula matemática. Mas é óbvio que quanto maior a preparação para a sucessão, feita de forma profissional, mais chances de dar certo. Arriscar o negócio da família por questões emocionais e afetivas não é uma boa opção.

Link: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=11116

Revista Incorporativa

Inflação oficial sobe 0,54% em novembro, calcula IBGE

A inflação oficial do País medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,54% em novembro, ficando apenas 0,03 ponto porcentual abaixo da taxa registrada em outubro (0,57%), informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mensal ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de uma taxa de 0,52% a 0,70%.

No acumulado do ano, a alta é de 4,95% e em 12 meses, de 5,77%, acima do centro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%. A taxa em 12 meses foi a menor registrada desde novembro de 2012, quando o IPCA acumulado havia ficado em 5,53%. Também é a primeira vez que a inflação este ano fica abaixo do registrado no fim do ano passado (5,84%), resultado que o Banco Central tem prometido entregar.

O resultado do IPCA foi divulgado um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter divulgado a ata sobre a último reunião do grupo, que elevou a taxa básica de juros Selic para 10% ao ano. Segundo o Copom, apesar da alta do juro, a inflação em 2013 deve ficar acima da meta do governo.

A desaceleração na inflação oficial na passagem de outubro para novembro foi puxada pela redução no ritmo de aumento de preços dos alimentos. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma taxa de 1,03% em outubro para uma variação de 0,56% em novembro. Alimentos importantes na cesta básica do brasileiro ficaram mais baratos, como o arroz e o feijão. Em novembro, o preço do arroz caiu 1,04%, enquanto o do feijão recuou 7,96%.

Os aumentos de preços em três itens em novembro foram responsáveis pelo maior impacto sobre a alta do IPCA no mês: empregado doméstico, energia elétrica e passagens aéreas. Cada um contribuiu com 0,04 ponto porcentual para a taxa do IPCA, empatando em primeiro lugar no ranking de maiores influências.

Em novembro, o aumento da despesa com empregado doméstico foi de 0,97%. A energia elétrica ficou 1,63% mais cara, enquanto as passagens aéreas subiram 6,52%.

Projeção. A consultoria Rosenberg & Associados estima que o IPCA deve acelerar da taxa de 0,54% em novembro para 0,81% em dezembro. O economista Fernando Parmagnani, da Rosenberg, justificou a projeção de avanço do índice dizendo que, no próximo mês, entrará na conta o reajuste de combustíveis anunciado pela Petrobrás na última sexta-feira, 29. “Isso pode adicionar 0,11 ponto porcentual no IPCA”, disse ele. Na divulgação de novembro, o IBGE informou que os preços dos combustíveis subiram, mas ainda não foram impactados pelo reajuste.

Parmagnani observou que dezembro deve ser impactado pelos reajustes de energia elétrica, água e esgoto e cigarro. O economista disse ainda que os grupos Vestuário e Alimentação devem acelerar em razão da sazonalidade de fim de ano. “Por questão de safra, também pode haver impacto maior do etanol no índice de inflação.”

A Rosenberg esperava que o IPCA de novembro registrasse alta de 0,59% ante o avanço de 0,54% divulgado pelo IBGE. Parmagnani destacou a queda do grupo Alimentação, de 1,03% em outubro para 0,56% em novembro. “No caso das carnes, a taxa de variação recuou de 3,17% para 0,92% entre os dois períodos.” O economista citou ainda a desaceleração, de 0,81% para 0,38%, do item artigos de residência. “A baixa foi puxada por produtos eletrônicos. Talvez tenha relação com a Black Friday, mas teria de investigar melhor.” A Rosenberg espera que o IPCA encerre 2013 em 5,8%.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,inflacao-oficial-sobe-054-em-novembro-calcula-ibge,172131,0.htm

 Estadão

Inflação subiu para 0,57% em outubro, diz IBGE

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 0,35% em setembro para 0,57% em outubro. Essa é a maior taxa registrada desde fevereiro deste ano, quando foi observada alta de preços de 0,6%. Em outubro do ano passado, o IPCA ficou em 0,59%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira  (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com alta de 1,04%, os alimentos responderam por quase metade da inflação de outubro deste ano. Já os transportes, com variação de 0,17%, contribuíram para evitar um índice mais alto de inflação.

>> Inflação deste ano deve ultrapassar a de 2012, diz BC 

As demais classes de despesas tiveram as seguintes taxas de aumento em outubro: habitação, 0,56%; artigos de residência, 0,81%; vestuário, 1,13%; saúde e cuidados pessoais, 0,39%; despesas pessoais, 0,43%; educação, 0,09% e comunicação, 0,08%.

>> Brasileiro teme pelo futuro econômico dos outros, mas acha que o seu será bom, diz pesquisa 

Nos primeiros dez meses do ano, inflação oficial acumula taxa de 4,38%, igual valor registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é 5,84%, ligeiramente abaixo dos 5,86% registrados no período de 12 meses encerrado em setembro deste ano. /NT

Época

O que é a Lei Geral da Micro e Pequena Empresas?

Antes de tudo, uma curiosidade: você sabe classificar se uma empresa é pequena ou média? De acordo com o IBGE, uma empresa pode ser caracterizada de médio porte pela quantidade de funcionários. Se for indústria, empresas de 100 a 499 funcionários são consideradas médias. Se ela for comercial ou de serviços, ela poderá ter de 50 a 99 colaboradores para ser considerada média. Daí para baixo, elas são pequenas.

Muito bem. A Lei Geral da Micro e Pequena Empresas, sem dúvidas, inaugura um novo ciclo de crescimento e significa um grande avanço para os pequenos negócios. Ela promove um tratamento diferenciado e simplificado para esses empresários. As micro e pequenas empresas, de acordo com estudos, são as maiores geradoras de empregos no Brasil.

Mas afinal, o que é a Lei Geral da Micro e Pequena Empresas? É uma política pública de desenvolvimento sustentável, que envolve a união, os estados, o Distrito Federal e os Municípios.

Com o objetivo de criar um ambiente favorável às PMEs, estimular a competitividade, reduzir a informalidade e incentivar a inovação tecnológica, a nova legislação assegura três pontos para a abertura e consolidação dos empreendimentos: redução da carga tributária, desburocratização e estímulos ao desenvolvimento do pequeno negócio. Segundo o consultor jurídico do Sebrae-SP, Paulo Melchor, a lei é, na verdade, uma consolidação. “A Lei Geral revolucionou a gestão da micro e pequena no Brasil, principalmente por consolidar todas as legislações, de âmbito federal, estadual e municipal”, afirma.

Uma das principais dúvidas que rondava a cabeça dos novos empreendedores era: as empresas poderão funcionar em imóveis residenciais? A resposta: o Alvará de Localização é de competência de cada município, mas na maior parte dos casos é permitido, sim. A Lei foi concebida para estimular a formalização dos pequenos negócios que se encontram irregular, combinando desoneração tributária, desburocratização e estímulos reais ao desenvolvimento.

 

 

 

 

 

 

Portal Ticket

 

PIB, segundo FGV, Fiesp, CNI e FecomercioSP

PIB deve fechar o ano em 1,5%, diz professor da FGV 

De acordo com dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (31), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 0,4% % no segundo trimestre deste ano ante o primeiro trimestre. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 0,5%.

Segundo o coordenador do CEMAP-EESP-FGV e professor da Escola de Economia da FGV-SP, Emerson Marçal, o resultado era o esperado. “O comportamento da indústria, dos investimentos e das exportações foram bem negativos no segundo trimestre o que levou ao número tímido do PIB. Os demais setores tiveram um comportamento positivo”.

Marçal afirma ainda que o PIB deve fechar o ano de 2012 em cerca de 1,5%. “O setor externo deve contribuir para reduzir o crescimento do PIB neste segundo semestre por conta da menor taxa de crescimento das exportações líquidas, efeito da crise econômica internacional. Mas, o consumo das famílias deve manter a tendência de crescimento dos últimos anos”.

Para o próximo ano, Marçal acredita que as “medidas de estímulos fiscais e monetários feitas recentemente devem gerar efeitos positivos sobre a atividade econômica. Mas, medidas para aumentar a taxa de crescimento de longo prazo da economia brasileira são sempre bem vindas”.

Fiesp: PIB fraco já era esperado  

IBGE divulgou hoje PIB do segundo trimestre, que registrou crescimento de apenas 0,4%

“Os números só comprovam o que a Fiesp e o Ciesp vem falando desde 2011: este é um ano de fraco desempenho da economia e retração para a indústria. O resultado do PIB está alinhado com nossas expectativas, que era exatamente 0,4%”, afirma Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Com os resultados divulgados hoje dos números do segundo trimestre do PIB, a Fiesp fez novas projeções para 2012. “O crescimento do PIB para este ano será de apenas 1,4%. Já a indústria de transformação cairá 2,6%, isso só mostra o quanto o setor está atingido e que não temos mais tempo reverter este cenário”, revelou Skaf

Fraco desempenho também será sentido no emprego industrial, que encerrará o ano com queda de 2,2%.

Segundo o presidente da Fiesp, esse deve ser um momento de reflexão. “Chegamos num ponto em o governo precisa ter coragem para transformar intenções em ações em prol da competitividade, da produção e do crescimento do Brasil. É hora de seguir firme com a queda dos juros, manter o câmbio acima de dois reais, reduzir os custos de gás, da energia, o peso da burocracia, dos tributos e melhorar a infraestrutura do país”.

CNI: Economia vai se recuperar no segundo semestre 

Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que as medidas adotadas pelo governo, como a redução dos juros e as desonerações tributárias, reanimam a indústria

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse nesta sexta-feira, 31 de agosto, que a economia brasileira vai se recuperar no segundo semestre. “Os números do primeiro trimestre foram desanimadores. Mas isso é passado”, afirmou Andrade. “Enfrentamos muitas dificuldades. Mas as políticas que o governo tem adotado, como a redução dos juros e as desonerações tributárias e da folha de pagamento, fazem parte de um plano para que a indústria brasileira se recupere”, destacou ele, ao comentar os números do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o presidente da CNI, os efeitos das medidas adotadas pelo governo serão sentidos nos próximos meses. “A nossa expectativa é que a indústria cresça entre 1,5% e 1,7% em 2012”, estimou Andrade, na saída de uma audiência com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A CNI revisará as projeções para o crescimento do PIB e da atividade industrial. As novas estimativas serão divulgadas em meados de setembro.

Conforme dados do IBGE, o PIB do país cresceu 0,4% no segundo trimestre frente ao período imediatamente anterior. Com isso, o crescimento da economia acumulado nos últimos quatro trimestres foi de apenas 1,2%. O PIB industrial recuou 2,5% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior, puxado pela retração da indústria de transformação. Nos últimos quatro trimestres, o PIB industrial acumula uma queda de 0,4%.

FecomercioSP: Falta de Poupança e baixo nível de investimento estão limitando o crescimento do PIB 

A entidade projeta um segundo semestre mais aquecido, mas destaca que as taxas de investimento e poupança precisam avançar para proporcionar um crescimento sustentável do PIB

O crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2012 preocupa, principalmente por indicar um crescimento anual abaixo dos 2%. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o resultado pouco expressivo se deve a baixa taxa de investimento e a falta de poupança no Brasil, que, a rigor, limitam a nossa capacidade de crescimento.

No último trimestre, o País apresentou taxa de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) de 17,9% do PIB e a poupança interna foi de, somente, 16,9% do PIB. Taxas que, de acordo com a Assessória Técnica da FecomercioSP, não permitem um crescimento muito superior a 1,5% ou 2% ao ano.

Ainda segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, para que o Brasil tenha um crescimento sustentado de, aproximadamente, 5% ao ano, teria que elevar os níveis de poupança e investimento para, no mínimo, 25% do PIB. Um avanço de 50% no patamar atual. A mudança, contudo, levaria ao menos uma década para ser concluída.

Mesmo frente a este cenário, a FecomercioSP acredita em um segundo semestre mais aquecido, graças, principalmente, aos estímulos fiscais do governo e as constantes quedas de juros. Com isso, a FecomercioSP projeta que no fim de 2012 a economia nacional esteja rodando mais rapidamente, com ritmo de crescimento ao redor de 4% ao ano. O que deve puxar o PIB anual para cima. O ritmo, entretanto, não poderá se sustentar por muito tempo, não enquanto o ambiente de negócios e as condições de investimento não forem radicalmente alteradas.

Sobre a FecomercioSP – A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Responsável por administrar, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes e congrega 153 sindicatos patronais que respondem por 11% do PIB paulista – cerca de 4% do PIB brasileiro – gerando em torno de cinco milhões de empregos