Gestão

Gestão empresarial: confira cinco dicas para escolher o sistema perfeito

Escolher um bom sistema de gestão empresarial para gerenciar seu negócio e ter informações detalhadas é uma das principais saídas para empreendedores que desejam gerenciar seus negócios de forma mais profissionalizada. Cada dia mais flexíveis, os sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning ou planejamento de recursos da empresa, em tradução literal) conseguem atender a diferentes perfis de companhias.
Para Deivison Alves, diretor executivo do eGestor, uma plataforma de gestão empresarial permite que as companhias se tornem mais competitivas em relação aos concorrentes, além de conseguirem uma visão diferenciada em relação ao próprio negócio quando passam a ser digitalizadas. Ao mesmo tempo, sistemas desse tipo contribuem para reduzir os custos da empresa. Com o objetivo de ajudar micro e pequenas empresas, o executivo separou algumas dicas para escolher o sistema fiscal:
1) Pesquise e pondere
Antes de definir qual sistema será utilizado, é importante comparar as opções disponíveis, considerando as necessidades da sua empresa. Pense no que é realmente preciso para encontrar as vantagens de cada software, como integração de departamentos, fluxo de caixa e de trabalho, inteligência do negócio, relatórios.
Com estas informações em mãos, procure por uma plataforma que possa ser configurada para atender seu modelo de negócio. De acordo com Alves, nem sempre o gestor que você gostou é o ideal para suas necessidades. Por isso, realizar essa comparação pode ajudar a manter o foco no que é essencial para a marca.
2) Cultura do software
Pelo fato de nunca terem usado sistemas de gestão empresarial, muitas empresas podem evitar aderir à tecnologia. Por isso, explique a necessidade para sua equipe e mostre a importância de possuir uma plataforma que possa trazer mais agilidade ao trabalho, além de informações que poderão melhorar o fluxo financeiro da empresa.
Uma saída que pode se mostrar de grande ajuda nesse momento de transição é selecionar alguns integrantes da equipe para treiná-los e deixá-los à vontade quanto ao uso da ferramente. A estratégia facilitará quando outros colaboradores precisarem ser orientados. Alves explica que soluções do tipo são essenciais, pois de nada adianta ter um sistema de ERP se ele não for alimentado com dados da empresa. Segundo ele, é preciso ter disciplina na atualização das informações e no acompanhamento gerencial.
3) Praticidade
Escolha sistemas fáceis de serem utilizados. Quanto mais complicados são os softwares, maior a probabilidade de sua equipe se mostrar resistente à mudança. Além disso, uma boa opção é considerar sistemas de ERP que integrem departamentos. De acordo com o especialista, a saída permite que as informações estejam disponíveis para serem analisadas por todos diante de qualquer tomada de decisão. A escolha por um software mais complexo deve ser considerada somente se a equipe já estiver familiarizada com outros sistemas de gerenciamento.
4) Custo-benefício
A implementação de um sistema de ERP deve ser visto não como um gasto, mas, sim, como um investimento para a sua empresa. Porém, antes de dar um veredito, é importante considerar todos os benefícios trazidos pelo sistema e comparar aos custos que serão reduzidos com a sua utilização.
Alves recomenda calma para analisar todas as questões envolvidas, pois mudar de ideia depois de escolher um sistema pode trazer sérios prejuízos. Nesse momento, o que pode ser proveitoso é contar com uma ajuda especializada, além de buscar atendimento das empresas diante de qualquer dificuldade.
5) Mobilidade
O crescimento do acesso à internet e do número de smartphones no País mostram que estamos cada vez mais conectados e precisamos de ferramentas que ofereçam suporte para dispositivos móveis. Por isso, avalie se o sistema tem capacidade para funcionar em dispositivos móveis. Além de oferecer praticidade por permitir acesso a qualquer momento, o suporte para smartphones e tablets contribui com melhores resultados, já que concilia compromissos com a gestão empresarial.
IG – Economia

Gestão de pessoas é passo decisivo para aumento de lucratividade de empresas

Para que uma empresa se saia bem em um mercado altamente competitivo como o que vivenciamos hoje é preciso ter qualidade na administração. Mas se engana quem, ao falarmos sobre administração, pensa apenas nos números da empresa ou nos processos físicos e burocráticos.
A qualidade da gestão de pessoas é cada dia mais importante para que os objetivos sejam atingidos e o resultado final da administração tenha sucesso pleno. Isso pode ser praticado em qualquer empresa, mesmo que ela não conte com um departamento de Recursos Humanos organizado, basta seguir alguns princípios. Segundo o especialista em gestão de pessoas Pedro Zaros, este processo começa no momento da chegada do novo funcionário à organização.
“Ao iniciar na empresa, todo colaborador tem pouco conhecimento e muita motivação e isso é extremamente positivo. No entanto, passado um mês, a maioria adquire um pouco mais da cultura e motivação tende a cair bruscamente. A grande jogada aqui é saber identificar esse momento e proporcionar ferramentas para que esta pessoa continue comprometida”, explica.
Passado o momento da chegada do funcionário, temos um período de amadurecimento dele em relação aos processos da empresa. Ao mesmo tempo, este colaborador vai inevitavelmente passar por bons e maus momentos pessoais. Aí entra a questão do modelo a ser seguido.
Para Zaros, a empresa é a cara do seu líder. “Se o gestor for comprometido, tiver bom ânimo e gostar do trabalho e da sua equipe não tem como dar errado. Com este modelo o administrativo se aproxima e dessa forma reconhece as virtudes e problemas de cada colaborador, podendo assim mudar o cenário auxiliando cada pessoa de forma particular”, comenta.
Revista Dedução

Por que sua empresa pode ter prejuízo até em um bom ano

Não existe resposta mais assertiva para o título desse artigo do que um categórico “sim”, fundamentado no comportamento pragmático de qualquer gestão.
O empreendedor que se encontra nessa situação deve buscar as possíveis causas que podem estar na falta de gerenciamento do dia a dia do negócio. Deve preocupar-se com a sustentabilidade e não com o aumento de resultados positivos (temporais), sobretudo no caixa.
Entende-se por sustentabilidade dos negócios um conjunto de ações gerenciais incorporadas no dia a dia da empresa, que visa resultados positivos a curto, médio e longo prazo.
Essas ações estão no controle operacional efetivo, com a vigilância dos custos; o gerenciamento financeiro (equilibrando receitas e despesas); as ações de marketing para manter vivos os produtos/serviços e a marca da empresa; e as ações de gestão de pessoas, com foco nos colaboradores internos e parceiros externos. A gestão de gente preocupa-se ainda com os consumidores e clientes, bem como com seu comportamento de compra.
Há diversos ganhos em trabalhar a sustentabilidade de um negócio. Para o empreendedor, esse conceito deve apresentar possibilidades de crescimento, ao entender que a empresa não pode ser avaliada apenas pela entrada de dinheiro em caixa e, sim, a partir de tudo o que apresenta de retorno positivo e que refletirá resultados com valores agregados no futuro.
Por exemplo: novas parcerias de mercado ou a abertura de negociações vantajosas com um fornecedor. A imagem positiva da empresa em honrar com seus compromissos de maneira ética é também sinal de sustentabilidade.
Para não terminar o ano com prejuízo, mesmo diante de resultados positivos mês a mês, e, além disso, pensar na sustentabilidade, o empreender deve:
1 — Manter vivo o plano de negócio: consultar sempre as viabilidades financeiras para a implantação de novos negócios, produtos ou serviços.
2 — Escolher bem os futuros sócios ou parceiros (inclusive fornecedores):analisar se os objetivos e valores são compatíveis com os seus.
3 — Conhecer as tributações do seu negócio: para tanto, sugiro contratar um contador que possa não somente operacionalizar a contabilidade, mas também assessorar você e ensinar sobre tudo que envolve a alíquota de tributos.
Exame.com

O que o contador deve ter em mãos para evitar multas na fiscalização dos clientes

As obrigações acessórias são declarações criadas pelo fisco (nas esferas federal, estadual e municipal) com o objetivo de controlar as informações das pessoas jurídicas na área contábil, fiscal e pessoal. As empresas são obrigadas a informar faturamento, tributos apurados e pagos, admissões, demissões, aquisição de mercadorias, serviços prestados, serviços tomados, etc. São várias as obrigações acessórias a serem informadas pelos contadores e elas precisam ser encaminhadas para os órgãos de forma correta e em tempo hábil para evitar problemas e multas da fiscalização ou por atraso na entrega das informações.
Na maioria dos casos, principalmente nas empresas de menor porte que não possuem departamento contábil interno (quando a contabilidade é exercida por contadores terceirizados), o contador é a pessoa responsável pela entrega dessas informações ao fisco. E para que isso ocorra é necessário que o empresário e o contador criem mecanismos de organização de forma que as informações sejam geradas em tempo hábil para serem entregues de forma correta. Veja o que você precisa ter em mãos para evitar as multas ao seu cliente:
As multas das obrigações acessórias
Quando a empresa entrega uma obrigação acessória fora do prazo, ela vai ser penalizada com uma multa pecuniária. As multas da fiscalização emitidas pelo fisco variam, calculados de acordo com a obrigação acessória com base no tempo de atraso, no valor dos impostos e até mesmo no número de informações erradas.
Por isso, é importante que você se prepare tanto de maneira técnica como também com recursos materiais para conseguir cumprir com as obrigações acessórias e evitar multas da fiscalização aos seus clientes.
Além disso, é importante trabalhar junto aos seus clientes de forma que toda a empresa se conscientize da importância da geração dessas informações em tempo hábil, e de forma correta, para que o trabalho seja executado de forma exata e não permita a ocorrência das multas.
A tecnologia e a contabilidade
Para evitar as multas da fiscalização por conta de problemas com as obrigações acessórias, os contadores e as empresas ganharam um forte aliado: a tecnologia. Com o desenvolvimento tecnológico, surgiram sistemas contábeis que te auxiliam a gerar a informação exigida pela obrigação acessória de forma correta e dentro do prazo.
O sistema Sage Gestão Contábil
O Sage Gestão Contábil consegue realizar o controle de toda a área contábil, fiscal (tributária) e pessoal (folha de pagamento) dos seus clientes, gerando todos os arquivos e obrigações acessórias a serem informadas ao fisco. O contador que utiliza um sistema contábil como SAGE Gestão Contábil tem agilidade e segurança, garantindo rentabilidade na prestação dos serviços.
Com o uso de um sistema de gestão contábil parametrizado de forma correta, o contador garante para os seus clientes mais segurança na prestação dos seus serviços e a certeza que não sofrerá com as multas da fiscalização.
Além disso, é importante que os empresários se conscientizem da importância da contabilidade e das informações geradas por este setor para o fisco, por isso, é de suma importância que a empresa gere informações de qualidade, então, é importante qualificar e treinar os funcionários do seu cliente — bem como a equipe do seu escritório contábil — de forma que não ocorram erros.
SAGE

Como manter a conformidade e reduzir riscos futuros

Embora a linguagem dos negócios esteja cada vez mais padronizada, uma coisa permanece culturalmente complexa: as leis trabalhistas. Com a implementação obrigatória do eSocial a partir de janeiro de 2018, as exigências se tornarão ainda maiores. De acordo com uma pesquisa recente da ADP, 80% das organizações acreditam cumprir os regulamentos nacionais, apesar de um terço dos mesmos entrevistados ter sido punido por ilegalidades no ano anterior.
A gestão de RH, folhas de pagamento e benefícios geram uma grande variedade de questões, desde a gestão de conformidade, riscos e até custos. As mudanças nas exigências regulamentares de declaração de impostos e as políticas e procedimentos afetam não só o setor, mas também os gerentes de linha e funcionários. Uma recente pesquisa da Ernst & Young sobre folhas de pagamento, constatou que os principais problemas enfrentados pelas organizações estão relacionados à legislação (23%) e à consistência dos processos de folhas de pagamento (18%) na organização como um todo.
Este levantamento também descobriu que os erros mais frequentes nas folhas de pagamento incluem retenção incorreta de impostos e operações existentes que são incapazes de manter a conformidade com as exigências legais ou regulamentares. O excesso de confiança em equipes internas ou em processos antigos preestabelecidos pode fazer com que as organizações acreditem estar agindo dentro da legalidade, quando, na verdade, estão expostas a problemas possivelmente prejudiciais.
De acordo com a análise interna de dados da ADP, um terço das empresas disse ter sido multada ou penalizada nos últimos 12 meses, com uma média de 6,4 multas ou penalidades devido a não conformidades – de um modo geral, as penalidades constituíram 25% do valor do imposto total, sendo que algumas chegaram a 90%.
O crescente volume e a complexidade das mudanças regulamentares fomentam a demanda por pessoas que tenham a capacidade de implantar e compreender o impacto em todos os sistemas e processos de RH. A falta dessas habilidades só tende a piorar à medida que as conformidades se tornam mais complexas.
A vantagem de contar com habilidades e experiências especializadas
As empresas estão cada vez mais atentas aos benefícios de manter internamente as habilidades de coordenação e supervisão. Os gerentes de RH precisam ter uma visão geral operacional das questões referentes aos riscos e à conformidade de RH que suas organizações enfrentam. No entanto, existem áreas de conhecimento com as quais não se pode esperar que um profissional interno tenha familiaridade, independentemente do quão competente ele seja.
Por exemplo, à medida que os países mudam as leis trabalhistas em nível local ou nacional, os especialistas que atuam como prestadores de serviços terceirizados são muitas vezes chamados pelas companhias para assessorar sobre as leis e ajudar em sua implantação.
Nos EUA, por exemplo, uma grande empresa especializada não só mantém uma equipe permanente de especialistas em conformidade na Receita Federal, como também possui uma equipe “infiltrada” no provedor de folha de pagamento, a fim de aprenderem uns com os outros. Da mesma forma, no Brasil, o novo sistema eSocial, concebido para padronizar as informações de trabalho, foi elaborado ao longo de três anos, tendo o mesmo provedor como parte de seu grupo piloto visando validar seus modelos.
Os maiores desafios e complexidades referentes aos riscos trazem consigo a oportunidade única de os recursos humanos e os executivos financeiros ajudarem a impulsionar a mudança organizacional. Ao encontrar novas maneiras de ajudar a manter a conformidade e reduzir riscos, melhorar a eficiência dos processos de negócios e, finalmente, ajudar a impulsionar o crescimento organizacional, os departamentos de RH e finanças podem passar a demonstrar o valor estratégico que proporcionam para a empresa.
Administradores

Crédito para pequenas empresas (DCI)

Com o objetivo de melhorar as condições de crédito para as micro e pequenas empresas, o Executivo federal propôs a criação de uma nova instituição de crédito, a Empresa Simples de Crédito (ESC), no projeto de lei complementar 25/2007.
Esse projeto de lei, após tramitar no Congresso Nacional durante vários anos, converteu-se na Lei Complementar 155/2016. De acordo com o mesmo, as Empresas Simples de Crédito estariam sujeitas ao regime tributário do Simples Nacional e, além disso, atuariam em seu município-sede e em municípios limítrofes, realizariam operações de empréstimo, financiamento e desconto de títulos perante pessoas jurídicas, e obedeceriam à regulamentação simplificada e específica do Banco Central.
A criação das Empresas Simples de Crédito foi vetada sob o principal argumento de que elas realizariam atividades similares às já desenvolvidas pelas Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte (SCMEPP). Outrossim, apresentavam estrutura inadequada para ser normatizada e supervisionada pelo Banco Central e não continham os elementos imprescindíveis para enquadramento no Simples.
Realmente, não há justificativa plausível para a criação de um novo modelo de instituição de crédito, quando já se conta com as SCMEPPs, ativas em 25 municípios, de 13 estados, cobrindo todas as regiões do País. Em dezembro de 2015, atendiam mais de cem mil clientes e apresentavam uma carteira ativa de cerca de R$ 230 milhões.
O impacto econômico e social das SCMEPPs é reconhecido nos territórios e setores em que mais atuam, e podem se multiplicar com a introdução de algumas alterações necessárias no ambiente normativo, com o intuito de permitir que essas instituições tomem funding com mais facilidade e diluam seus custos fixos, ofertando outros produtos e serviços aos seus clientes.
Com esses objetivos, requeremos que seja autorizada a captação de recursos de investidores qualificados, conforme a definição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Ademais, pleiteamos autorização para que as SCMEPPs comercializem seguros, consórcios, serviços de assessoria mercadológica, creditícia, gestão e planejamento, de cobrança simples, bem como atuem como emissoras, credenciadoras e instituidoras de arranjos de pagamento.
O aumento das fontes de receitas alternativas permitiria amortizar parte dos custos fixos, reduzindo o spread necessário para a sustentabilidade operacional.
A principal força de trabalho das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte é o agente de crédito, o qual desempenha papel-chave nas relações com o empreendedor, assessorando-o quanto ao volume e a utilização do crédito demandado.
Essas características não só distinguem as funções do agente de crédito daquelas desempenhadas pelos trabalhadores do sistema financeiro tradicional, como é o principal vetor do forte impacto social dessas instituições na concessão do microcrédito.
Sem dúvida, com uma normatização mais flexível e soluções inovadoras para o setor, as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte ocuparão definitivamente o espaço para o qual elas foram criadas, tornando-se a mais importante fonte de crédito para os micro e pequenos negócios.
Sage

Recursos Humanos como fator estratégico para o negócio

O setor de recursos humanos é considerado há muito tempo como um setor de staff dentro das organizações, pois atua auxiliando o processo de tomada de decisões da diretoria, através de todos os procedimentos realizados com relação a pessoal. Entretanto, essa visão está passando por uma mudança, e a gestão de recursos humanos vem sendo cada vez mais considerada como um setor estratégico dentro da organização e não apenas um setor de staff.
As micro e pequenas empresas tendem a deixar o setor de recursos humanos em segundo plano, dando ênfase sempre nos setores de vendas e financeiro, o que faz com que a empresa se mantenha sempre desfocada, pois o financeiro da empresa estará constantemente “apagando incêndios” do setor de recursos humanos em função das constantes demissões sejam elas voluntárias ou não, pois a falta de um setor de recursos humanos estratégico gera um colapso nas finanças da empresa de forma indireta.
Entretanto, é incomum que os empreendedores absorvam facilmente essa visão estratégica com relação a gestão de recursos humanos, apesar das constantes demonstrações no dia a dia da empresa, a percepção comum é de que a empresa está absorvendo constantes gastos desnecessários em função da gestão de recursos humanos, e mesmo que se realize ações aleatórias, são todas sem um retorno.
Essa visão, atualmente, é considerada arcaica, apesar de constante, a gestão estratégica de recursos humanos visa eliminar todos esses gastos desnecessários e constantes, além de focar a empresa no que realmente traz resultados: as pessoas.
É importante que em primeiro lugar, o empreendedor ou gestor entenda que a sua empresa é constituída de pessoas, e que a sua existência e permanência no mercado só é possível em função da mão de obra e dedicação dessas pessoas. A partir desse entendimento será possível realizar ações estratégica voltadas para a gestão de recursos humanos.
Essas ações são direcionadas para cada procedimento de recursos humanos individualmente:
Recrutamento e seleção: para que sejam estabelecidas estratégias com relação ao recrutamento e seleção de pessoas é necessário que sejam realizados todos os procedimentos e processos com relação à gestão de recursos humanos, sendo nesse momento o mais importante deles a descrição de cargo, onde consta todos os requisitos básicos e necessários para que o candidato possa assumir a vaga em aberto. Além da descrição de cargo é necessário que o recrutador estabeleça um perfil comportamental básico, pois uma das ações mais comuns dentro da gestão de recursos humanos é a contratação por competência e a demissão por comportamento, portanto é necessário que os dois caminhem juntos, não pode ser dado importância apenas à competência dentro do processo de seleção, é importante que seja considerado também o quesito comportamental, dependendo do cargo disponível.
Avaliação de desempenho: esse processo já é considerado estratégico considerando o seu conceito em si, entretanto é necessário que a avaliação seja realizada periodicamente e que seus resultados sejam efetivamente avaliados e utilizados. Alguns gestores utilizam a avaliação de desempenho como uma avaliação interna, apenas para conhecimento dos gestores, entretanto para que ela seja utilizada de forma estratégica, é necessário que, além de ser realizada com uma periodicidade de seis meses a um ano, ela seja avaliada junto com o colaborador avaliado, onde o gestor deverá elogiar os pontos positivos e discutir com o colaborador os pontos negativos, para que ele possa expor o seu ponto de vista e ter consciência do resultado da avaliação, desta forma a avaliação seguinte deverá ser comparativa, avaliando a evolução do colaborador com relação à avaliação anterior.
Levantamento de treinamento: o processo de levantamento dos treinamentos encerra o processo estratégico cíclico da gestão de recursos humanos. A partir da realização das avaliações de desempenho será possível ao gestor de recursos humanos identificar quais competências precisam ser desenvolvidas em cada um dos colaboradores avaliados. Partindo dessa informação será possível ao gestor de recursos humanos realizar um calendário contendo todos os treinamentos necessários de acordo com as avaliações do gestor de recursos humanos. Esse levantamento de treinamentos deverá considerar não apenas as avaliações de desempenho, mas deverá ser realizada entrevistas com o gestor de cada setor para que sejam identificadas outras necessidades de treinamento da equipe, seja ela equipe de gestão ou equipe produtiva.
A partir da realização de todos os procedimentos de recursos humanos com foco na estratégia da empresa, observando o que a empresa realmente precisa com relação à sua mão de obra, será possível reduzir os índices de absenteísmo da organização.
É importante também, que o empreendedor e gestor perceba que essas não são as únicas ações necessárias, e que a gestão de recursos humanos passa por outras vertentes para que se haja com estratégia, um exemplo são os benefícios oferecidos aos colaboradores, também muitas vezes visto como um gasto desnecessário, portanto, antes de concluir todo esse processo, é necessário que seja realizado um perfil básico de todos os colaboradores, absorvendo todas as informações necessárias para que a empresa compreenda qual o perfil do seu colaborador, se a maioria é constituída por homens ou mulheres, solteiros ou casados, com filhos ou sem filhos, com nível superior ou incompleto, etc. Cada informação adquirido auxiliará o empreendedor e gestor a identificar o que é importante para o seu colaborador nesse momento, pois dependendo por exemplo, do seu sexo ou estado civil, suas prioridades mudam completamente, nesse exemplo, quando o colaborador é casado prioriza o benefício do plano de saúde que promova benefícios à sua família, já quando o colaborador é solteiro mas não concluiu o ensino médio, prioriza uma oportunidade de concluir seu curso; são exemplos que auxiliam ao gestor direcionar a estratégia a ser utilizada na organização.
Desta forma, é possível ter informações ainda mais completas do perfil do colaborador da empresa, e quanto mais informações específicas a respeito do perfil individual de cada colaborador, mais precisa será a estratégia utilizada pela empresa baseada nas informações da gestão de recursos humanos e se torna ainda mais perceptível para a gestão da empresa a função estratégica da gestão de recursos humanos.
Administradores

Inscrição Estadual: o que é e para que serve

A inscrição estadual (IE) nada mais é do que um cadastro feito na Secretaria da Fazenda do Estado. Ela é composta por vários números, que lembram muito o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), mas se diferencia por ter função específica.
Esse número é usado para registrar formalmente as atividades realizadas pela empresa e serve para que a pessoa possa contribuir com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Por isso, não é possível vender produtos ou oferecer serviços legalmente sem ter esse cadastro. É por meio dele também que é calculado o valor do imposto que a empresa vai pagar.
Continue lendo o texto de hoje para saber mais sobre a inscrição estadual e como manter sua empresa regular.
Qual é a importância da inscrição estadual?
Conforme já mencionamos, a inscrição estadual é imprescindível para qualquer empresa que deseja comercializar algum produto e validar seu negócio. Ela é válida para a Receita Estadual dentro de todo o território do estado onde a empresa está localizada.
Como obter a IE?
Na maioria das vezes, é possível emitir a inscrição estadual junto com o CNPJ e o cadastro pode ser feito por meio de um computador com internet. Em alguns casos, porém, é necessário ir pessoalmente até o órgão responsável e fazer a entrega dos documentos exigidos. Por isso, o ideal é sempre consultar a Secretaria da Fazenda antes de tentar realizar o procedimento.
Quais empresas precisam ter IE?
Empresas que apenas prestam serviços devem pagar o Imposto Sobre Serviços (ISS) e não precisam ter inscrição estadual. Já os negócios que comercializam produtos e devem pagar o ICMS sobre a venda de cada item, por sua vez, são obrigados a fazer a IE.
Vale lembrar que cada estado tem suas próprias regras com relação à IE. Em alguns deles, certos produtos não têm alíquota de ICMS, enquanto em outros a alíquota é reduzida. Existem também localidades em que não há isenção de nenhuma taxa a ser cobrada. Portanto, vale a pena se informar para saber quais são as regras do local onde sua empresa está localizada.
Qual é o papel do contador nesse procedimento?
O contador pode ajudar a identificar as alíquotas de ICMS e dar suporte direto na hora de fazer a IE. Com o auxílio desse profissional, é possível evitar multas, organizar a rotina da empresa e até mesmo conseguir uma ótima gestão financeira. Todas as obrigações legais e recolhimento de impostos da empresa poderão ser revisados por um profissional especializado.
Além disso, o profissional especializado ajudará com outros assuntos, como os impactos contábeis desses impostos para a empresa e questões como o eSocial e o SPED de folha de pagamento.
Caso você seja o dono de uma empresa que comercializa produtos e serviços, saiba que a Inscrição Estadual é um registro indispensável. A ajuda de um contador também é primordial para que você consiga sanar suas dúvidas diárias e ter garantia de que estará tudo conforme a lei. Por isso, não deixe de contratar um profissional para te auxiliar!

Lucro: o Oxigênio dos Negócios

Nas últimas décadas surgiram técnicas inéditas de administração. São as ferramentas de “como fazer” tais como a Gestão da Qualidade Total e a reengenharia, mas o “o que fazer” continua sendo o desafio dos gestores.Nas grandes empresas este desafio é distribuído entre equipes com formação acadêmica e domínio das competências necessárias para o desenvolvimento e implementação da gestão o que acaba incorporando a busca pelo “o que fazer” em um exercício constante de criação de cenários e planejamento de estratégias a serem implementadas em exercícios futuros.
O tamanho do desafio é o mesmo para todos, mas no caso das pequenas e médias empresas ele é quase ou totalmente solitário e o “o que fazer” passa a ser mais um exercício de sobrevivência do que de planejamento estratégico.
Várias podem ser as razões para que a tomada das decisões nestas empresas sejam mais vinculadas à sobrevivência e menos ao planejamento, mas duas delas são encontradas na maioria delas: desvio do foco ou da competência principal e a falta de eficiência e eficácia na gestão econômica.
A gestão de uma empresa deve ser vinculada a um modelo, a um padrão que permita avaliações, comparações e análises cuja finalidade é a constante implementação de melhorias.
A gestão econômica precisa priorizar da formação do preço de venda, pois além das funções de recuperar o custo e formar o lucro, a formação do preço de venda é uma decisão de cunho estratégico que pode implicar na conquista de novos mercados ou na perda dos existentes.Apesar desta importância, não são raras às vezes em que os preços são formados através do conhecimento empírico ou por estimativas desvinculadas da capacidade operacional instalada.
Guia Contábil

Gestão tributária de PMEs: veja os impostos que elas precisam pagar

Escolha o regime tributário:
Primeiramente, uma gestão fiscal passa pela escolha do regime tributário no qual a empresa se enquadra. As micro e pequenas empresas podem, dependendo da área de atuação, optar pelo regime tributário Simples. Já as demais empresas possuem a opção de lucro presumido e de lucro real como regimes tributários.
No regime simples, o empresário recolhe apenas uma alíquota que engloba diversos impostos. Nas empresas que se enquadram no lucro presumido, prevê-se o lucro que será aferido e calcula-se os impostos sobre esse valor. Já naquelas que se enquadram no regime tributário de lucro real, observa-se o lucro aferido pela empresa e, sobre ele, calcula-se o quanto a empresa pagará de tributos.
Veja os impostos devidos pelas PMEs
Há uma variedade de tributos que as empresas precisam pagar. Como você viu, ao optar pelo pelo regime tributário simples, o recolhimento se dá em uma única alíquota que engloba todos. Já no lucro presumido ou lucro real, há basicamente 8 impostos que as empresas podem precisar pagar. São eles:
IRPJ: o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica é cobrado sobre a renda aferida pela empresa no ano do exercício.
CSLL: a Contribuição Social sobre Lucro Líquido é paga sobre o faturamento líquido da empresa.
PIS/Pasep: é a contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público.
COFINS: é a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, e incide sobre a comercialização.
Contribuição Previdenciária: a contribuição para a seguridade social é paga na quota parte a cargo da pessoa jurídica empregadora sobre o valor do salário dos empregados.
IPI: o Imposto sobre Produtos Industrializados é pago sobre o produto industrializado por empresas que exercem essa atividade.
ICMS: o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços é cobrado das empresas que atuam com comercialização de produtos e que exijam transporte, circulação e comercialização entre os estados e municípios.
ISS: o Imposto sobre Serviços é devido por empresas que atuem com serviços ou por profissionais liberais – ou seja, que não são empregados, ainda que prestem serviço para outras pessoas pessoas jurídicas.
Tenha uma boa gestão tributária
Uma boa gestão tributária passa, necessariamente, por calcular, projetar e implementar o melhor regime tributário para a sua empresa de acordo com suas atividades e possibilidades. Ante a complexidade do sistema tributário nacional, um profissional de contabilidade é essencial para se alcançar uma economia pautada na legalidade e baseada em uma gestão tributária responsável.
QuickBooks