Funções

Quatro atitudes para gerir o seu tempo em 2017

Agenda lotada, reunião desnecessária, lista de tarefas atrasadas. Para muitos profissionais essa é a realidade da rotina de trabalho e a crise econômica, segundo o consultor empresarial, Roberto Vilela, agravou essa situação. Ele explica que com a demissão e colegas de trabalho, muitos funcionários precisaram absorver mais tarefas a necessidade de uma melhor gestão do tempo é imprescindível. “É preciso analisar profundamente o dia a dia para encontrar um ponto de equilíbrio e não viver sempre correndo atrás das tarefas com prazo estourado”, diz.
O consultor, que lidera a Mega Empresarial, lista algumas ações que os profissionais devem adotar se quiserem tornar 2017 um ano de mais resultado e menos sobrecarga:
1. Lista de tarefas
“Anote e tenha sempre em mãos tudo o que precisa fazer. Existe uma série de aplicativos armazenados na nuvem que permite que você acesse seus compromissos do smartphone, em qualquer lugar. Assim é possível acompanhar toda a check list do dia ou da semana”, aponta Roberto. Ele também aconselha que os profissionais coloquem em prática primeiro as ações mais urgentes, e, em seguida, as que demandam mais tempo ou parecem mais difíceis. “Assim você evita de fazer algo em cima da hora e entregar um resultado abaixo do esperado”, diz.
2. Evite reuniões desnecessárias
Passar horas discutindo tarefas e não coloca-las em prática acaba com a produtividade de qualquer equipe. “Só agende reuniões se elas forem realmente necessárias. Novamente, use a tecnologia a seu favor e resolva o máximo de assuntos via aplicativos de mensagem instantânea”, orienta o consultor.
3. Saiba delegar
Os gestores precisam deixar a equipe trabalhar ao invés de absorver funções que não precisam ser executadas por eles. “Seja por falta de confiança, imaturidade de gestão ou a necessidade de ter total controle das ações. Não saber delegar prejudica tanto os profissionais quanto a empresa. As tarefas atrasam, há mão de obra ociosa e com certeza no final o cliente será prejudicado”, explica Roberto.
4. Diga não, se necessário
Está sem tempo para absorver novas funções? Para o consultor da Mega, é melhor que o profissional não aceite mais tarefas do que não conseguir cumpri-las. “No caso dos gestores ou empreendedores, é importante que ele saiba (eles saibam) gerenciar, ou seja: delegar e cobrar ao invés de simplesmente assumir vários papeis. A partir do momento que se recusam a assumir funções que não tem domínio, eles permitem que um outro profissional qualificado auxilie a empresa e juntos ambos podem chegar ao resultado esperado”, conclui.
Administradores

As consequências de ter um mau atendimento no seu negócio

Muita gente trata as funções de atendimento como iniciativas mercadológicas ou ações de relacionamento como se fosse uma atividade departamental – o departamento de atendimento ao cliente. Não faça isto.
Atendimento ao cliente é um conjunto de práticas e não ações de marketing. Atender o cliente é atividade fim de qualquer organização. Afinal sem clientes, não existe negócio e tudo que as empresas fazem é atendê-los para que façam negócios e gerem receitas. Entenda estas práticas como o seu objetivo e o de sua empresa.
É bom lembrar que a qualidade do atendimento é determinada pelo seu cliente e não por você. No fim do dia é ele que irá te responder o que achou. Um atendimento considerado bom leva o cliente a comprar a primeira vez, a falar bem de sua empresa para os amigos ou parceiros de negócio e a um comportamento que certamente você considera importante: a compra recorrente.
Mas, se, ao contrário, seu cliente não ficou contente, o efeito pode ser devastador. Além de possivelmente nunca mais voltar, a opinião negativa sobre sua empresa irá se multiplicar e a consequência será uma legião de possíveis clientes seus que nunca o procurará, simplesmente porque recebeu uma referência negativa. A má notícia é que, quando negativa, a referência é muito mais poderosa que a positiva.
A primeira dica para o bom atendimento está no correto gerenciamento de expectativas. O que parece bom para você poderá não ser tão estimulante para seu cliente. Lembre que o julgamento é dele, então procure entender como ele espera ser atendido e adapte os seus processos.
Você não vai agradar todo mundo. Nem deve. Mas tem que agradar seus melhores clientes ou potenciais. A segunda dica é entender e conhecer os hábitos de compra dos seus melhores clientes, de seus potenciais mercados, procurar criar condições para sempre atendê-los bem e evitar deixá-los insatisfeitos.
Não confundir tratar bem com atendimento diferenciado. A boa prática nos negócios é tratar todos bem, mas trate melhor e de forma diferenciada seus melhores clientes e os de maior potencial para fazer negócios com você.
O atendimento ao cliente começa muito antes do processo de venda e termina muito depois de sua conclusão. Esta é a terceira dica. Atender bem ao cliente é respeitá-lo desde a comunicação que promove até no caso de um eventual problema que seu cliente tenha com a compra.
Não crie expectativas se não está seguro de que poderá cumpri-las. Uma das piores sensações que um cliente pode ter é ser atraído por determinada comunicação e perceber que se trata somente de uma armadilha para levá-lo à sua empresa.
O pós-venda é igualmente importante. A frustração de ter comprado um produto ou serviço que não deu o resultado esperado por algum motivo é tão devastadora quanto pode ser a satisfação de ter o problema resolvido de forma adequada pelo seu pós-venda.
Nunca esqueça que o atendimento ao cliente deve ser seu foco contínuo. Um bom atendimento poderá não lhe garantir o sucesso, mas negligenciá-lo certamente não fará bem aos seus negócios.
Exame.com

As funções sociais do tributo

Será apresentado durante a 26ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Junho de 2014, pela relatora especial das Nações Unidas sobre extrema pobreza e direitos humanos, Magdalena Sepúlveda Carmona, um relatório sobre o impacto da política fiscal e tributária nos direitos humanos das pessoas que vivem em situação de pobreza.

O relatório irá abordar questões como receita e distribuição dos recursos fiscais, taxação das corporações e do sistema financeiro, cooperação tributária intergovernamental, evasão fiscal e fluxos financeiros ilícitos, e a distribuição do orçamento público.

Esse levantamento nos remete a um tema pouco lembrado e às vezes, pelo modo como é abordado, pode tornar-se polêmico: a função social do tributo. E é um tema importante, afinal está intimamente ligado às nossas vidas. O tributo é o preço da cidadania.

Mas enquanto cidadãos do Brasil, taxados por tudo e de forma iníqua, sem ver resultados à altura de nossas contribuições, não enxergamos sentido algum numa discussão sobre a função social do tributo. Mesmo assim, sem serem tão aparentes, algumas funções do imposto são cumpridas. Entre elas há de ter citadas três: distribuição de riqueza, investimentos e necessidades ou interesses sociais.

Funções sociais do imposto

Ao falar de distribuição de riqueza, quase sempre deturpada, não podemos resumi-la apenas em politicas assistencialistas. Muito menos em previsões caóticas relacionadas à Marx. Na verdade, o tema está ligado ao bem estar e justiça social.

Nesse caso, podemos citar a participação do Estado em legislar com o fim de incentivar a fomentação industrial e econômica de determinada região. Como as vantagens fiscais da Zona Franca de Manaus criada em 1967 com o objetivo de gerar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário.

Outra finalidade elencada são os investimentos, e esse é o que mais torna visível o modo como os impostos são mal utilizados. Investimentos em infraestrutura, por exemplo, são quase unânimes nesse tema. O problema de escoamento de produtos atrasa toda cadeia produtiva brasileira, gerando aumento de preços e perda de negócios. A falta de investimentos em ferrovias e hidrovias impede o País de crescer economicamente e, consequentemente, não gera bem estar social.

Por fim, há as questões das necessidades e interesses sociais. Nesse caso, trata-se de politicas publicas de inclusão social, das esferas mais miseráveis, a um mínimo de qualidade de vida e dignidade. Está intimamente ligada ao objetivo fundamental descrito na Constituição Federal de 1988, no artigo 3º, III: erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

No entanto, há uma razão maior e justificável para a cobrança de tributos pelo Estado: sua sobrevivência.  Nesse sentido, o jurista alemão Klaus Tipke[1] conclui que “o Estado fundado na propriedade privada e nos meios de produção, é obrigado a sobreviver mediante tributos, não é menos verdade que sem tributos e contribuintes não se pode construir nenhum Estado, nem Estado de Direito, nem muito menos um Estado Social”. Desse modo, a ordem e o progresso, lemas da República existem graças aos tributos.

Evasão não é a solução

Em tese, a finalidade social do tributo é perfeita, mas não é a realidade. Casos e casos de corrupção, superfaturamento e criminalidade organizada impedem o dinheiro contribuinte de chegar ao seu destino e o cumprimento de suas funções. Isso gera revolta. Em especial aos maiores contribuintes, ou seja, os empresários.

Nesse ínterim, tendo em vista a alta carga tributária, bem como sua complexa legislação, o caminho da evasão fiscal torna-se atraente. Além disso, a impunidade – principalmente dos órgãos públicos e seus representantes – geram a sensação de que sonegar é vantajoso.

Porém, não é. Utilizar técnicas evasivas para se esquivar dos cumprimentos tributários, leva o empresário a correr riscos passíveis de acabar com negócio. A Receita Federal com investimentos em tecnologias, força tarefa e expertise tem cada vez mais obtido sucesso na captura de sonegadores.

Mesmo parecendo vantajosa em curto prazo, ao ser pego pela malha fina da Receita Federal, o empresário poderá ser condenado ao pagamento dos tributos não recolhidos, multa e até prisão. Além disso, os nomes da empresa e do seu responsável ficarão “queimados” na praça como pessoas inidôneas. Atualmente, há sites cujo objetivo é divulgar esse tipo de informação (http://www.portaldatransparencia.gov.br), auxiliando os interessados a identifica-los.

Diante disso, o ideal é continuar contribuindo corretamente, pois como foi visto, evadir não é vantajoso. Em longo prazo pode obrigar a fechar as portas da empresa. Porém há outras possibilidades pra quem prefere o lado da idoneidade, além de ter um nome respeitado no mundo dos negócios.

Planejando o futuro próspero

Para isso, é fundamental a implementação de politicas de planejamento tributário e fiscal, hoje realidade e necessidade no mundo dos negócios.

No entanto, esse serviço requer profissionais preparados para lidar com a complexa legislação. Além de evitar futuros pagamentos a maior, há a possibilidade de recuperar tributos recolhidos erroneamente, a serem convertidos em créditos tributários. Em média, quando há serviços de revisão fiscal, são recuperados R$ 500 mil por empresa, valor expressivo para a atual conjuntura econômica nacional.

Além disso, o planejamento fiscal possui o caráter estratégico e preventivo, livrando a empresa de ciladas advindas das alterações tributárias. Para ter uma noção, de acordo com o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) desde 1988, quando promulgou a Constituição Federal foram editadas quase 05 milhões de normas. Apenas na área tributária foram promulgadas quase 310.000 – 31 normas diárias.

Diante disso, o empresário não deve considerar o planejamento tributário como um custo, mas sim como um investimento, com retorno a médio e longo prazo. Também estará com a consciência tranquila, não precisando se preocupar sobre como se esquivar dos órgãos de fiscalização.  E por fim, ajuda no cumprimento das finalidades sociais do tributo, tornando o Estado mais justo socialmente e desenvolvido – ao menos em tese.

 José Carlos Braga Monteiro é fundador e atual presidente da Studio Fiscal, rede de franquias especializada em consultoria empresarial com auditoria fiscal e planejamento tributário com mais de cem escritórios no Brasil.

O Autor

A segregação de funções nas empresas

Para minimizar esses fatores de risco, a segregação de funções dentro das empresas é ato determinante. Ela consiste na separação de atribuições ou responsabilidades entre diferentes pessoas, na discriminação entre as funções de execução de operações, autorização, contabilização e controle, de tal maneira que nenhum funcionário detenha poderes e atribuições para realizar todas as operações.

Podemos citar alguns exemplos de incompatibilidade entre as funções como: compras e recebimentos de bens, contabilidade e contas a pagar, recebimento de bens e contas a pagar. São funções que podem facilitar a manipulação de documentos e ações e, por isso, devem ser segregadas.

Nas pequenas empresas, devido ao pequeno número de funcionários não há condições de distribuir as atividades adequadamente, dessa forma controles internos compensatórios devem ser implantados para assegurar a eficiência do controle.

Algumas eficientes ferramentas podem ser utilizadas nesses casos, como por exemplo, a elaboração de uma política interna, para ter regras internas bem claras. O manual de procedimentos operacionais de cada setor, para que os processos fiquem bem alinhados e seguros também pode ser fundamental. E por menos colaboradores que compõe o quadro funcional, o procedimento de avaliação de desempenho é importante, para medir a produtividade e qualidade de cada um, assim como o retorno para a empresa que cada um proporciona.

Portanto, é importante distribuir as atividades da melhor maneira possível, estabelecendo controles internos, ferramentas de gestão e pessoas de responsabilidade no processo, oferecendo assim maior segurança para quem exerce as funções administrativas e para quem faz a gestão dos negócios.

Link: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=11134

Revista Incorporativa