Funcionário

Gestão de pessoas é passo decisivo para aumento de lucratividade de empresas

Para que uma empresa se saia bem em um mercado altamente competitivo como o que vivenciamos hoje é preciso ter qualidade na administração. Mas se engana quem, ao falarmos sobre administração, pensa apenas nos números da empresa ou nos processos físicos e burocráticos.
A qualidade da gestão de pessoas é cada dia mais importante para que os objetivos sejam atingidos e o resultado final da administração tenha sucesso pleno. Isso pode ser praticado em qualquer empresa, mesmo que ela não conte com um departamento de Recursos Humanos organizado, basta seguir alguns princípios. Segundo o especialista em gestão de pessoas Pedro Zaros, este processo começa no momento da chegada do novo funcionário à organização.
“Ao iniciar na empresa, todo colaborador tem pouco conhecimento e muita motivação e isso é extremamente positivo. No entanto, passado um mês, a maioria adquire um pouco mais da cultura e motivação tende a cair bruscamente. A grande jogada aqui é saber identificar esse momento e proporcionar ferramentas para que esta pessoa continue comprometida”, explica.
Passado o momento da chegada do funcionário, temos um período de amadurecimento dele em relação aos processos da empresa. Ao mesmo tempo, este colaborador vai inevitavelmente passar por bons e maus momentos pessoais. Aí entra a questão do modelo a ser seguido.
Para Zaros, a empresa é a cara do seu líder. “Se o gestor for comprometido, tiver bom ânimo e gostar do trabalho e da sua equipe não tem como dar errado. Com este modelo o administrativo se aproxima e dessa forma reconhece as virtudes e problemas de cada colaborador, podendo assim mudar o cenário auxiliando cada pessoa de forma particular”, comenta.
Revista Dedução

Por que trabalhar a todo vapor é ruim para você e seu empregador

Você muitas vezes pensa que não pode se afastar do escritório porque ninguém conseguiria fazer seu trabalho em seu lugar? Ou muda seus planos pessoais para trabalhar até tarde da noite ou no final de semana? Sente-se culpado por parar de trabalhar na hora certa?
Se uma destas situações lhe parece familiar, você pode fazer parte de um número crescente de “trabalhadores mártires” que estão mudando drasticamente a cultura corporativa e levando a um aumento do número de casos de estresse e esgotamento.
O cientista de dados americano Binal Patel, de 25 anos, admite ser um desses mártires e que sofre de esgotamento por sacrificar seu tempo livre em nome de sua carreira.
O recém-formado diz que os problemas começaram há dois anos, quando mergulhou de cabeça em um emprego em uma pequena empresa de análise de dados do setor de saúde.
Havia só 12 funcionários naquele momento, e Patel se lembra de ter estabelecido metas ambiciosas e que trabalhava “12 horas por dia, se dedicando 200%” para alcançá-las.
A princípio, o reconhecimento deste esforço foi positivo – e viciante -, mas ele logo percebeu que o enorme volume de trabalho seria insustentável.
“A empresa passa a esperar que você trabalhe sempre com a mesma intensidade, porque já fez isso antes, e você mesmo espera se manter nesse mesmo nível, mas trabalhar tão duro o tempo todo simplesmente não é possível.”
Patel percebeu que sua produtividade e eficiência caía conforme trabalhava cada vez mais. Ele diz que isso teve um custo emocional, “porque você espera mais de si mesmo”.
Esgotamento-Ele não está sozinho. Segundo um novo estudo do The Workforce Institute, um centro de estudos sobre desempenho no trabalho dos Estados Unidos, 81% dos trabalhadores assalariados americanos trabalham além do horário – e 29% fazem hora extra três ou mais vezes por semana.
Um outro estudo, feito pela Projeto: Tempo Livre, organização americana que busca mudar esse tipo de comportamento, diz que jovens com idades entre 18 a 35 anos, conhecidos como millenials, são mais bem mais propensos a se tornarem mártires do trabalho do que seus colegas mais velhos: 43% deles têm esse perfil, enquanto a média é de 29% entre todos os trabalhadores.
Especialistas alertam que passar mais tempo no escritório não significa que será feito um trabalho melhor e que os patrões precisam estabelecer metas claras para prevenir que seus funcionários fiquem esgotados.
Caso contrário, as consequências de uma força de trabalho extremamente estressada serão cada vez mais pronunciadas – principalmente à medida que funcionários mais jovens forem assumindo cargos de liderança e exigindo de seus subordinados o mesmo nível de dedicação.
“O que será do equilíbrio entre vida profissional e pessoal no futuro se essa é a mentalidade que estamos incentivando?”, diz Katie Denis, pesquisadora-chefe da Project: Time Off. Ela advoga por uma mudança drástica de atitude entre os mais jovens, temendo “problemas mais graves em breve”.
Estudos realizados pelo Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional ligam o excesso de trabalho a vários problemas de saúde causados pelo estresse, como depressão, problemas de sono e consumo excessivo de bebidas alcóolicas.
Ao mesmo tempo, um novo estudo com americanos, australianos e europeus identificou que trabalhar 55 horas ou mais por semana aumenta em 33% o risco de uma pessoa ter um acidente vascular cerebral e em 13% as chances de ter problemas cardíacos em comparação com quem cumpre uma jornada padrão de 40 horas semanais.
Medo e incerteza-A atual tendência de profissionais de 18 a 35 anos de trabalhar excessivamente está relacionada, ao mesmo tempo, a necessidades saudáveis do ego (como buscar a sensação de estar realizando coisas), e a níveis nocivos de ansiedade.
“Ouvimos com frequência que os trabalhadores mais jovens são mimados e presunçosos, mas o que descobrimos é que, na verdade, eles sentem muito medo”, diz Denis.
A pesquisadora diz que muitos millennials entraram no mercado de trabalho no auge da recessão, quando empregos eram escassos. Além disso, se depararam com uma cultura de trabalho em que a tecnologia está em toda parte, o que torna difícil estabelecer os limites entre as vidas pessoal e profissional, com muitos deles se sentindo reféns de seus aparelhos.
“Há pouca orientação no ambiente de trabalho sobre o que é apropriado (com a tecnologia), então, isso cria a sensação de que estamos acessíveis o tempo todo. Isso alimenta uma espécie de desejo intenso de se provar entre os millennials”, diz Denis.
A Projeto: Tempo Livre diz não ter encontrado nenhuma correlação entre o tempo dedicado ao trabalho e o progresso na carreira.
“As pessoas têm um limite. Mesmo que um funcionário faça hora extra, isso não significa que ele produzirá mais do que seus colegas”, afirma Denis.
Prevenção
Ty Tucker, presidente da empresa de análise de performance REV, diz ser simples prevenir esse tipo de comportamento.
“Os chefes precisam definir metas individuais para os funcionários e identificar como as pessoas serão avaliadas por sua performance”, explica.
Um chefe deve saber o que é razoável fazer em 40 horas de trabalho por semana para evitar o esgotamento dos funcionários e fazer as escolhas certas quanto a orçamento, equipe e objetivos mensuráveis, afirma Tucker.
Ao fazer hora extra, especialmente no início da carreira, muitos funcionários tornam essa tarefa mais difícil para a chefia.
Tucker também diz que os patrões são normalmente os maiores mártires do trabalho.
Com isso, não apenas influenciam negativamente sua equipe, como também prejudicam o negócio ao se considerarem tão indispensáveis a ponto de nada poder ser feito na empresa sem eles.
“Criar esses bastiões de conhecimento isolados torna a organização menos eficiente”, afirma o executivo.
Ao mesmo tempo em que mártires do trabalho caem na armadilha das jornadas longas com baixa produtividade, Tucker acredita haver uma alternativa: o herói do trabalho.
“É quem chega, faz um ótimo trabalho e salva o dia quando algo dá errado. Essa pessoa normalmente se guia por resultados obtidos, não pelo tempo trabalhado, e pode nem estar ciente de que é vista como um herói.”
O cientista de dados Patel tenta agora ser assim. Ele começou em um novo emprego em 2017 e diz estar fazendo o oposto de antes. “Não quero estar envolvido em tudo. Ainda faço meu trabalho, é claro, mas agora se trata muito mais de um trabalho de equipe.”
BBC

Por que empresas trocam bons vendedores por péssimos gerentes?

É um caso corriqueiro: o melhor vendedor é reconhecido e recebe o cargo de gerente de vendas, como mérito de todo o seu resultado. Porém, com o tempo as coisas não parecerem andar muito bem, o funcionário começa a ficar desmotivado e não consegue se ver na nova posição, enquanto a direção da empresa só tem uma alternativa, que é a demissão, já que não pode voltá-lo para o cargo anterior.
Já fui chamado várias vezes como consultor empresarial especializado na formação e desenvolvimento de corpo gerencial, para lidar com situações como a que acabo de descrever. Minha experiência demonstra que isso é mais comum do que se imagina. Vamos ao detalhes!
Vendedores precisam cumprir metas individuais e são rotineiramente cobrados por seus resultados. Assim, desenvolvem toda uma forma de ver o mundo a sua volta; o mundo onde estão sozinhos, a procura de um resultado. Em contrapartida, desenvolvem uma habilidade muito importante: a leitura de pessoas, o “Lie to me”, como no famoso seriado americano. Sim, eles estão preparados para observar padrões mínimos e respostas se estão trilhando um caminho correto ou errado na negociação; é como um jogador de pôquer, que, em um pequeno movimento, sabe quais as cartas o adversário tem em suas mãos. Guarde essa habilidade aí, que voltaremos nela daqui a pouco!
Enquanto isso, um gerente de vendas necessita de um pensamento mais colaborativo, ou seja, ele depende de seus subordinados, os vendedores, para gerar o resultado. Observe que sua meta não pode ser realizada sozinha; agora ele depende dos outros.
Na prática, sua rotina muda muito. Ao invés de estar vendendo o tempo todo, deve analisar relatórios, compor quadro de indicadores e acompanhar a variáveis, tomar decisões, apoiar e treinar os vendedores em campo.
O grande problema é que poucas empresas têm em mente esta diferença. A maioria não deixa claro ao novo gerente, através de treinamento, seu novo papel e suas novas funções. Enquanto isto, impera o desgoverno, onde as coisas são feitas e os resultados não aparecem. Isto é desgastante tanto para o novo gerente, quanto para sua equipe e para os diretores.
Perdido o ótimo vendedor, resta amargurar com um péssimo gerente, pois não se pode retornar ao cargo anterior, devido à proibição legal de redução salarial. Ou seja, PROMOÇÃO NÃO TEM VOLTA; TEM RUA! Correto! A única opção legal é a demissão, salvo empresas que se preparam para esta situação, onde existem os cargos comissionados.
Empresários e gerentes precisam ter consciência de que o papel de um vendedor é diferente do papel de um gerente. São habilidades e competências distintas, que precisam de preparo, estudo e acompanhamento. Digamos que o bom vendedor tem as habilidades técnicas do setor de atuação, mas, em muitos casos, precisa desenvolver habilidades de gestão e de liderança.
Resgatemos o “lie to me”. Achou que havia esquecido? Bem, esta capacidade de ler e interpretar o outro é fundamental para o sucesso. É através desta que podemos criar empatia, antes com o cliente e agora com nossos subordinados. É desta caraterística que necessitamos para nos tornarmos líderes de fato.
Tudo é possível, desde de que haja a compreensão necessária, o preparo e sorte!
Administradores

Nem apenas férias, nem só trabalho

Em dezembro de 2015, a empresa paulistana Lojas Integradas – que cria e-commerces para pequenos negócios – alugou um imóvel no Guarujá, no litoral do estado de São Paulo, pelo site Airbnb.
Os 18 funcionários desceram a serra e permaneceram no local por uma semana. Essa não foi apenas uma viagem de negócios. A ideia era unir trabalho com diversão. A equipe acordava cedo realizava suas tarefas. Após o final do expediente, eles aproveitavam a praia.
Quando começou esse projeto, Adriano Caetano, diretor da empresa, nunca tinha escutado a palavra workcation – expressão que une dois termos da língua inglesa: work (trabalho) e vacation (férias) –, mas era isso o que estava realizando na Lojas Integradas.
A prática já é utilizada por algumas empresas nos Estados Unidos, onde as férias não são garantidas por lei. Geralmente, um funcionário vai viajar durante um período, mas não deixa de exercer suas funções.
Não é apenas checar os e-mails ou fazer algumas ligações, mas continuar trabalhado enquanto aproveita para conhecer outros lugares e sair da rotina.
No Uber, plataforma que organiza caronas, o workcation é recorrente.
Durante alguns dias, um grupo de 10 a 15 funcionários permanece em casas alugadas em cidades como Estocolmo ou Melbourne.
Nesse período, os membros da equipe comem, dormem, trabalham e se divertem juntos. Mas a prática também pode acontecer de forma individual, quando uma pessoa quer viajar com a família ou amigos.
Nos Estados Unidos, o workcation faz sentido por causa da cultura empresarial: muitos funcionários se sentem culpados por tirar férias e temem o acumulo de trabalho ou a demissão no retorno.
De acordo com uma pesquisa realizada pela U.S. Travel Association’s Project, os americanos estão reduzindo o número de dias em que ficam afastados: em 2000, a média era de 20, 9 dias. Treze anos depois, o número caiu para 16.
O CASO BRASILEIRO
No Brasil, a empresa que adotou o workcation conseguiu notar resultados positivos: maior produtividade, comprometimento e criatividade. Mas tudo começou como uma forma de reter jovenstalentos.
A média de idade da Lojas Integradas é de 25 anos, o mais velho tem apenas 35. “Essa nova geração preza pelo bem estar”, afirma Caetano.
Além da viagem descrita acima, a empresa também estimula que os funcionários trabalhem fora do escritório. Alguns realizam suas atividades de outras cidades, como Natal e Rio de Janeiro.
Os períodos de workcation são contatos como dias trabalhados normalmente e não são descontados das férias previstas em lei. Durante os 30 dias em que o funcionário está ausente, a empresa incentiva que se eles desconectem totalmente de suas funções e que realmente aproveitem o tempo unicamente para diversão.
Toda sexta-feira a equipe da Lojas Integradas adota a biblioteca do Parque Villa Lobos, na Zona Oeste da cidade, como escritório. Antes ou depois do horário comercial, os funcionários aproveitam para andar de skate e de bicicleta ou aproveitar as áreas verdes.
Um dos principais benefícios citados pelo diretor da empresa é o fortalecimento das amizades e da união da equipe, o que proporciona um trabalho mais integrado e com melhores resultados.
Mas essas liberdades não aconteceram da noite e para o dia. Caetano afirma que o processo foi gradativo. O primeiro passo foi a troca dos computadores do formato desktop para laptops. Dessa forma, os funcionários ganharam autonomia para trabalhar em lugares alternativos, como cafés ou em casa.
Como cada setor da empresa tem metas a cumprir, é fácil saber quem não se adapta a esse sistema.
Para os próximos anos, Caetano tem planos ainda mais ousados. Ele pretende abolir de vez a obrigação de comparecer no escritório. A sede da empresa deve mudar para um coworking e a presença dos funcionários seria facultativa.
“Geralmente, as pessoas passam 11 meses sofrendo e apenas um realmente vivendo. Queremos que os nossos funcionários vivam os 12 meses plenamente”, diz Caetano. “O workcation é possível porque confio na minha equipe”
O diretor da Lojas Integrada acredita que o modelo pode ser adaptado para qualquer empresa em que o trabalho remoto é possível. Mas desaconselha a prática para os gestores que têm um perfil centralizador ou para aqueles que gostam de acompanhar de perto tudo o que está acontecendo.
IMPLICAÇÕES JURÍDICAS
De acordo com Paulo Prandini, advogado trabalhista, as empresas que quiserem adotar o workcation devem ser cuidadosas. “É arriscado porque é difícil controlar a quantidade de horas trabalhadas”, afirma Prandini. “Qualquer ligações ou troca de mensagens fora do horário do expediente pode ser caracterizado futuramente como horas extras ou regime de plantão.”
O especialista recomenda que sejam instalados softwares nos laptops que registrem ao horário do ínicio e do fim das atividades.
Além disso, o advogado adverte que em hipótese nenhuma oworkcation poderá substituir as férias previstas pela lei trabalhista.A cada 12 meses, o funcionário tem direito a 30 dias de descanso e apenas um terço pode convertido em dinheiro.
Diário do Comércio

Microempreendedor também tem deveres

Só no ano passado dois milhões de pessoas perderam o emprego no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Apesar disso, a concessão do seguro desemprego diminuiu 13% no país no mesmo período, conforme o levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego. Além das regras mais restritivas para a obtenção do seguro, há outro fator importante que contribuiu com a redução do pagamento do auxílio ao trabalhador: é que muitas pessoas demitidas resolveram abrir o próprio negócio.
O Brasil tem 5 milhões de microempreendedores individuais. São Paulo é o estado com maior número, 1,3 milhão de formalizados, o que corresponde a 25,14% do total no país. O microempreendedor individual é aquele que tem um faturamento máximo anual de R$ 60 mil ao ano. Se por um lado investir no próprio negócio dá uma nova perspectiva de vida para quem acabou de perder o emprego, por outro, também exige do MEI o cumprimento de algumas obrigações junto ao governo. “Uma das principais vantagens do MEI é a pouca burocracia, no entanto, alguns procedimentos são necessários e devem ser observados”, afirma Silvano Beserra, consultor empresarial.
De acordo com Beserra, em primeiro lugar o MEI precisa obter um alvará de funcionamento, o que varia conforme a atividade escolhida, o local do empreendimento e o município de atuação. Uma obrigação que poucos conhecem, mas que precisa ser cumprida, é o preenchimento do relatório Mensal de Receitas Brutas em formulário próprio. Nesse documento, serão anexadas as notas fiscais de compras de produtos e serviços, assim como as próprias notas fiscais emitidas.
Outro documento que não pode ser esquecido é a Declaração Anual do Simples Nacional – Microempreendedor Individual. O preenchimento pode ser feito diretamente no site da Receita Federal até o último dia do mês de maio. É como se fosse o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. Mas atenção, a Declaração de Pessoa Jurídica não substitui a Declaração de Pessoa Física. “Não devemos confundir a figura do MEI, que é uma pessoa jurídica, com a de seu titular, este pessoa física. E neste caso, o titular deverá apresentar declaração de pessoa física somente no caso em que se enquadrar nas condições exigidas para tal. Como, por exemplo, quem teve rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55, ou possuir bens cujos valores totais sejam maiores que R$ 300.000,00, entre outros. Isso vale mesmo que o MEI esteja inativo”, explica o consultor empresarial.
Por lei, o microempreendedor individual pode ter um funcionário. Nesse caso, ele precisa se adequar a chamada Conectividade Social da Caixa Econômica Federal, recolhendo tributos como FGTS, para garantir os direitos do trabalhador contratado e apresentar anualmente a RAIS, Relação Anual de Informações Sociais, com dados do funcionário. Se o Mei não contratar ninguém fica dispensado dessas duas obrigações.
Para Silvano Beserra o cumprimento dessas obrigatoriedades é fundamental para quem quer crescer, e no caso do MEI isso não é diferente. Mas, ele ressalta, não basta organização: “É preciso que o microempreendedor individual se profissionalize. Centenas de empresários, e aqui incluo os microempreendedores, já descobriram isso, e buscam incansavelmente aprimorar a gestão do seu negócio. O MEI não pode ter medo de se expandir, buscando as adequações legais necessárias. Ele precisa entender que acima de tudo possui um negócio, e como tal, pode e deve crescer, e principalmente dar lucro”, conclui.
Revista Dedução

Como devem ser concedidas férias coletivas?

A decisão de conceder férias coletivas deve, antes de tudo, ser planejada sob dois aspectos: o jurídico e o administrativo. O primeiro, para garantir que todo o processo será conduzido conforme manda a lei. E o segundo, para que o funcionamento da empresa não seja comprometido pela ausência de toda a equipe ou, pelo menos, dos funcionários de todo um setor.
As férias coletivas, como destacamos, podem ser concedidas a todos os trabalhadores de uma empresa ou, especificamente, os integrantes de um setor. E é importante que fique bem claro que, de acordo com a legislação brasileira, quando for iniciado esse tipo de recesso, nenhum funcionário do setor abrangido poderá trabalhar.
Outro detalhe é que as férias coletivas podem ser concedidas em dois períodos distintos, mas nenhum pode ser inferir a 10 dias.
Procedimentos
A empresa que decidir conceder férias coletivas deve seguir pelo menos três passos, exigidos por lei:
1 – Informar o Ministério do Trabalho e Emprego da decisão, especificando as datas de início e término, bem como os setores atingidos. Essa comunicação deve ocorrer pelo menos 15 dias antes do início do período de recesso.
2 – Informar o sindicato de cada categoria atingida pelas férias coletivas (nesse caso, remeter a cópia do documento enviado ao MTE).
3 – Afixar em local visível aos colaboradores o aviso de férias coletivas.
Outros detalhes
Existem ainda outros detalhes que precisam ser levados em conta. Por exemplo: menores de 18 anos e maiores de 50 devem ter as férias concedidas em um único período. E, no caso do estudante menor de 18 anos, o recesso deve ocorrer no período de férias escolares.
Assim como para as férias comuns, as coletivas também não podem ser iniciadas em sábados, domingos, feriados ou dias de compensação de jornada. As regras relacionadas a pagamentos também são as mesmas válidas para o modelo tradicional.
Administradores

Desconto direto em folha de pagamento: quais os cuidados?

Foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia(09) uma medida provisória que oferece ao trabalhador a oportunidade de descontar até 10% do salário, direto da folha de pagamento, para pagar fatura de cartão de crédito. Ainda precisa ser aprovada no Senado, mas, se for concretizada, quais as consequências para o bolso dos assalariados?
Primeiramente, vamos lembrar que essa novidade se parece com o crédito consignado, que permite o funcionário tome um empréstimo com a empresa que será descontado em folha, podendo representar até 30% do seu salário. E então eu faço a seguinte pergunta: se a pessoa já não conseguia viver dentro do padrão de vida que 100% do seu salário podia oferecer, como ficará com menos do que isso?
Suponhamos ainda que o trabalhador se comprometa com todas linhas atreladas ao salário, então, ele terá uma redução de 40% dos seus ganhos, se tornando praticamente impossível passar o mês todo sem novos empréstimos ou parcelamentos, criando o famoso efeito bola de neve. A conta é bem simples: quem ganha R$ 2 mil terá uma redução de R$ 800, ficando com apenas R$ 1,2 mil.
Imagine se o trabalhador, em vez de utilizar esses R$ 800 do cálculo acima para consignados, utilizasse para investir? Em 10 anos, ele teria R$ 217.079,70 (rendimento mensal de 0,65% e correção anual de 10% de inflação real). É claro que esse é apenas um exemplo de como funciona quando temos educação financeira e praticamos o consumo consciente, só há benefícios.
No entanto, pensando pela lógica de que o endividamento já existe e precisa ser resolvido, há vantagens em utilizar essa facilidade de descontar a fatura do cartão direto da folha de pagamento, até porque, por conta da instabilidade econômica do país, os riscos de inadimplência estão altíssimos e, por isso, os bancos aumentam sua taxa média de juros, alcançando 290,43% a.a., de acordo com pesquisa divulgada ontem (09) pela Anefac. Contudo, ainda assim, é necessário muito controle e planejamento para seguir com essa prática.
Em relação aos governantes, a aprovação dessa medida deve ser muito bem analisada, uma vez que, na verdade, não deveriam estabelecer apenas medidas para crédito, mas também investir em programas de educação financeira, reforçando que o problema não são as ferramentas de crédito, mas sim a forma que são utilizadas. O foco não deve ser a resolução da consequência do problema, mas sim da causa, motivando o consumo e o crédito conscientes.
Maxpress Net

Empresas reduzem jornada de trabalho para atrair e motivar profissionais.

Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, e Larry Page, presidente-executivo do Google, defenderam praticamente a mesma coisa recentemente: as pessoas deveriam trabalhar menos dias da semana para serem mais felizes e produtivas. Mas especialistas dizem que a estratégia pode não funcionar para todos os setores, além de não deixar todo mundo contente.Cargos de confiança são porta para entrar no governo sem concurso Gregorio Duvivier e executivos definem o ‘glossário’ corporativo Para o bilionário mexicano, o melhor seria que as pessoas trabalhassem apenas três dias por semana, às vezes por até 11 horas diárias, com carreiras mais longas, até os 70 anos de idade.

No Brasil, algumas empresas estão tentando colocar em prática variações desse modelo. Na Itaro.com, um e-commerce de pneus, os profissionais das áreas de logística, marketing, vendas e finanças podem tirar um dia da semana para cuidar de assuntos pessoais.No caso da empresa, a justificativa não é exatamente o bem-estar ou a produtividade dos

funcionários, mas sim algo econômico: conseguir bons funcionários sem pagar salários muito altos.”Somos uma start-up [empresa iniciante] e precisamos atrair talentos, mas não temos como pagar salários iguais aos de grandes empresas”, afirma o diretor-executivo Aubert Issachar.

A Ecommet, uma empresa de tecnologia com 31 funcionários, é mais ousada. A equipe comercial da companhia trabalha com metas mensais. Quando elas são atingidas, os profissionais podem tirar folgas até o próximo mês.

“É uma questão motivacional. Antes, eles batiam a meta no fim do mês, ou não batiam. Agora, o alvo é alcançado no dia 22 e alguns preferem continuar trabalhando para ganhar mais comissões”, diz o sócio da empresa, Frederico Flores, 27.

“Não é obrigatório, mas a empresa tenta incentivar que as pessoas saiam mais cedo, fechando áreas de alimentação”, conta Nivia Belopede, gerente da companhia.

Para Elaine Saad, vice-presidente da ABRH (associação de recursos humanos), esse tipo de benefício não funciona para todo mundo. “Nem sempre o tempo é uma questão valiosa para todos”, diz.

Marco Tulio Zanini, professor da Fundação Getulio Vargas, faz coro. “Não dá para afirmar que esse tipo de benefício aumenta a produtividade dos profissionais. É preciso que haja uma discussão entre funcionário e empregador para adequação das necessidades de cada um.”

Segundo Saad, é importante que esse tipo de política seja muito clara. “Se a pessoa pode sair na sexta-feira e não sai, é preciso dizer que ela não pode tirar essas horas em outro dia. Isso pode gerar implicações trabalhistas se não for bem explicado.”

A redução de dias ou de horas em que se trabalha pode ser mais difícil em uma era em que, com a tecnologia, pode-se trabalhar de qualquer lugar e a qualquer hora.

“Se você falar para um jovem que ele não pode abrir o e-mail porque não está no horário de trabalho, ele vai rir de você”, afirma Sólon Cunha, sócio do escritório de advocacia Machado Meyer.

Ele diz que algumas empresas já tomam iniciativas espontâneas quanto a isso, desligando o acesso do empregado à base tecnológica da companhia a partir de determinada hora. “Tirar a ferramenta do empregado para ele não usá-la me parece meio rústico. As pessoas têm que se impor limites”, opina.

No caso de Page, do Google, a proposta é reduzir as horas trabalhadas na semana e também trocar funcionários de período integral por profissionais de meio período, o que poderia gerar mais empregos.

Esse tipo de medida é polêmica no Brasil. Tramita na Câmara há quase uma década a PEC 231, proposta de emenda constitucional que diminui a carga horária semanal de 44 para 40 horas e aumenta o valor da hora extra para 75% sobre o preço da hora normal. A medida, defendida por sindicatos, tem resistência de empresários.

Para Romeu Bueno de Camargo, assessor jurídico da Fecomercio-SP, a redução da jornada pode ter impacto negativo sobre os principais setores do mercado de trabalho, a indústria e o comércio, inibindo contratações.

Isso porque, nesses ramos, obrigatoriamente alguém precisa estar trabalhando em certos períodos para atender clientes ou estar na linha de produção.

Um estudo da instituição indica que, se não houver aumento de produtividade, a redução na jornada e o aumento da hora extra podem gerar aumento de 17,5% na folha de pagamento das empresas. Mas ele afirma que as políticas de redução de jornada podem ser positivas em alguns mercados.

“Há setores que conseguem substituir a mão de obra por automação [bancos, montadoras deautomóveis e grandes grupos econômicos], trabalhando com contingente menor e mais qualificado de empregados, o que facilita a negociação sobre jornadas diferenciadas”, diz.

 Folha de S.Paulo

Comportamento do funcionário pode levar empresa à falência

Se em uma empresa sadia a competitividade entre os departamentos já e acirrada, imagine quando a organização atravessa uma crise financeira? Para garantir o emprego, cada equipe faz de tudo para mostrar que sua área é mais importante que as outras para o bom andamento da companhia, um comportamento que pode piorar a situação da organização.

“Infelizmente a maioria esmagadora das empresas ainda se comporta como um organismo gigante, repleto de pequenos feudos enclausurados, que tentam desesperadamente proteger seus interesses”, analisa o consultor de empresas Artur Lopes, da Artur Lopes & Associados.

Lopes diz que, na prática, cada gestor está acostumado a defender os interesses do seu nicho de atuação. “Essa atitude não é ilegítima nem inadequada, mas deve ser feita à luz de um entendimento do que é melhor globalmente para a empresa, não apenas para seu departamento em particular”, comenta o especialista.

Ainda segundo Lopes, em momentos de crise, a ausência de metas harmônicas dentro da organização pode representar a falência da empresa. “Para superar uma dificuldade, é necessário engajar todos os departamentos da companhia. A superação de uma dificuldade financeira nunca é resultado de protagonismos individuais, mas de uma integração entre os funcionários, ou seja, da soma de esforços empreendidos em um sentido único”, afirma.

* Artur Lopes é especialista em gestão de crises e recuperação judicial de empresas. Ele está disponível para entrevistas sobre temas relacionados à administração corporativa.

 Revista Incorporativa