Fraudes

Saiba como diminuir risco de fraudes no ambiente corporativo

O ambiente corporativo está sempre suscetível à fraudes e irregularidades. É possível, no entanto, aplicar algumas medidas a fim de diminuir estes riscos, evitando que as empresas tenham maiores prejuízos.
De acordo com Cynthia Catllet, diretora da área de Prática de Investigações e Riscos Globais da FTI Consulting, cada empresa deve customizar as iniciativas de acordo com sua realidade. Pensando nisso, a especialista listou três medidas para prevenção no ambiente corporativo . Confira:
1) Criação de uma cultural corporativa
O ambiente da empresa precisa reflitir os valores éticos e morais almejados e prepare os funcionários através de cursos e capacitação para seguir, respeitar e disseminar esses princípios.”Outro ponto imprescindível é o que chamamos de “tone at the top”, no qual a alta administração é o exemplo e o grande apoiador no desenvolvimento e implementação das diretrizes”, ressalta Cynthia.
Esse tópico também influencia na contratação de terceiros e funcionários, que podem ser submetidos a diligência para verificar previamente a reputação do indivíduo ou do terceiro.
2) Mecanismos de controle
É essencial avaliar e mitigar os riscos envolvendo os processos da empresa para que a operação em si dê menos brechas pra fraudes. “Entre as medidas podemos citar a implementação de alçadas de aprovação, nos quais há níveis hierárquicos para que processos sejam aprovados; segregação de funções, nos quais os colaboradores são diferentes na requisição, aprovação e revisão de um processo; e automatização, que diminui a possibilidade de influência humana no andamento do processo”, explica.
3) Supervisão
A especialista explica que todo ambiente corporativo possui algumas brechas que se mostram suscetíveis a determinadas falhas ou até mesmo a algum tipo de defasagem. Por conta disso, é necessária a existência de áreas autônomas dentro da empresa, que cumpram o papel de supervisionar e também recomendar a melhoria em certos processos, como por exemplo, auditoria interna, controles internos, compliance e auditoria externa.Além disso, também é extremamente útil possuir canais de canais de denúncia, que sejam confiáveis e forneçam segurança e anonimato para os funcionários, somado a procedimentos íntegros de investigação.
IG – Economia

Você sabe como prevenir fraudes contra o CNPJ da sua empresa?

Possuir um planejamento pode ajudar a antecipar esse tipo de situação e também eventuais dificuldades de gestão, evitando complicações com o fisco
Você sabia que pode estar pagando mais impostos do que deveria, simplesmente por desconhecer algumas notas que são emitidas contra seu CNPJ? Todo mês são registradas cerca de 150 mil tentativas de fraudes em CNPJ em todo o país, o que aumenta o desafio de prevenir fraudes e manter a saúde financeira da sua empresa.
A situação econômica e o aumento nos índices de desemprego no Brasil, seguem prejudicando o desempenho de muitos empresários e na tentativa de aumentar as vendas, muitos começam a facilitar as condições de pagamento, abrindo brechas para riscos fiscais. Gerenciar o grande volume de notas fiscais eletrônicas e ainda controlar os documentos fiscais eletrônicos é muito difícil, o que acarreta perda significativa de créditos oriundos das notas fiscais de entrada desconhecidas, aumentando os valores das escriturações e obrigações, e consequentemente os dos impostos pagos.
Possuir um planejamento pode ajudar a antecipar esse tipo de situação e também eventuais dificuldades de gestão, evitando complicações com o fisco. Sem contar que você não fica dependendo do envio do XML e ainda tem uma informação confiável, evitando erros de escrituração, falsificações, fraudes e notas fiscais emitidas sem autorização.
Como se prevenir?
Primeiramente, o empreendedor precisa ter muito cuidado com empresas com poucos meses no mercado e CNPJ recém-aberto e que constantemente mudam sua situação financeira. Procure sempre saber mais sobre o histórico dessas empresas, experiência no segmento, como e de onde vieram. Veja também, se o volume de compra dessa empresa, condiz com o porte e a situação dela.
É aconselhável que o empresário preste bastante atenção aos produtos de rápido giro, pois são os preferidos dos golpistas pelo fato de permanecer pouco tempo em estoque e serem, no geral, de primeira necessidade, como alimentos, área têxtil, material de construção e autopeças.
Um dos golpes mais aplicados por contraventores é o golpe de ciclo longo. A empresa golpista aproxima-se da empresa-vítima e realiza uma boa compra à vista. É lógico que ela cria uma boa impressão na empresa vendedora, que passa a enxergar nela um excelente cliente. Aproveitando dessa farsa, na segunda ou terceira compra a empresa contraventora realiza uma compra grande, não paga e simplesmente desaparece, sem deixar rastros. Aplicando seu derradeiro golpe.
Portanto, é preciso tomar bastante cuidado. Não hesite em contar com soluções especializadas em identificar fraudes contra o CNPJ da sua empresa. Sem uma ferramenta que identifique em tempo real qualquer emissão de nota contra seu CNPJ, você estará sujeito a fraudes e erros de fornecedores. Para se prevenir, a melhor opção seria contar com um sistema responsável que recupera os arquivos XML deixados para trás e ainda apura todos os créditos a que tem direito.
Softwares assim garantem não só a total gestão de seus arquivos XML, capturados na base da SEFAZ em tempo real, mas também a qualidade e a assertividade para identificação de inconsistências.
Atualmente, no mercado existem algumas opções de sistemas que podem auxiliar empresas a não fazer parte das 150 mil tentativas de fraudes em todo país. Uma alternativa é o sistema SSBUSCA XML da SuperSoft Sistemas* . Uma ferramenta de auditoria que captura automaticamente os XMLs das notas fiscais eletrônicas emitidas contra a empresa, direto da Secretaria da Fazenda (SEFAZ). O sistema permite ainda, fazer o download e o monitoramento em tempo real de todas as NF-es, com certificado A1 e A3.
O importante é não ficar dependendo do envio de XML e ter informações confiáveis para evitar erros de escrituração, falsificações de documentos, fraudes e notas fiscais emitidas sem autorização. Adotando essas medidas, a probabilidade de se tornar a próxima vítima diminuirá certamente. Fique atento!
SEGS

8 a cada 10 executivos enxergam fraudes nas suas empresas

Entre executivos de grandes e médias empresas, 82% afirmam que houve casos de fraudes em suas companhias. Há quatro anos, esse número era de 61%, segundo pesquisa feita pela consultoria de riscos Kroll, com 545 membros do alto escalão de corporações por todo o mundo.
Todos os entrevistados foram questionados sobre possíveis casos de fraude que foram praticados nas empresas onde atuam nos últimos 12 meses. Os três principais tipos de fraude relatadas por eles foram roubo de ativos físicos (29% dos entrevistados), esquemas envolvendo vendedores da companhia, compradores e fornecedores (26%), e ataques à informação (24%).
Já as motivações variam conforme o país e a região em que estão os entrevistados. No Canadá (54%) e na África Subsaariana (33%) a razão mais citada é o maior contato com o público por meios digitais. Já nos EUA (50%), no Oriente Médio (34%) e no Brasil (29%), o motivo mais mencionado foi a complexidade da infraestrutura de tecnologia da informação.
A expansão internacional das empresas é outro fator considerado preponderante para a exposição às fraudes. Essa foi a razão mais apontada pelos executivos brasileiros e colombianos, ambos com 29%, italianos (36%) e indianos (45%).
As questões trabalhistas também acabam influenciando nas fraudes. No Reino Unido (47%), na China (55%) e na Rússia (31%), a principal exposição aos golpes seria a alta rotatividade de funcionários. Há ainda a questão mexicana, pois 45% dos entrevistados citaram a terceirização, interna e externa, como incentivos a fraudes.
Abalo moral
Entre os principais impactos dessas fraudes estão a moral dos funcionários da empresa fraudada, sua segurança interna e sua privacidade (78%); a moral frente ao cliente, incluídas aí a sensação de segurança e privacidade do comprador ou fornecedor em relação à companhia alvo do golpe (73%); a receita e a continuidade dos negócios (75%); além a reputação (71%).
Especificamente sobre a receita, mais da metade dos executivos questionados afirmou que problemas com fraudes podem impactar entre 1% e 3% da receita da empresa. Outros 30% disseram que esse problema afetou menos de 1% dos ganhos, sendo seguidos por 10% dos entrevistados, que disseram ter sentido perdas entre 4% e 6%. Por fim, 3% acham que fraudes empresariais afetam entre 7% e 10% dos rendimentos.
Inimigo íntimo
Outra constatação importante da pesquisa é que a maioria das fraudes só acontece porque há funcionários da empresa envolvidos. Entre os executivos entrevistados, 39% deles afirmaram que os golpes foram praticados com a participação de um empregado do baixo escalão.
Em seguida vêm os funcionários de alto e médio escalão (30% das respostas). Eles são seguidos de perto por ex-funcionários, agentes ou intermediários e temporários ou autônomos, todos com 27%.
Essas respostas levam à outra pesquisa sobre fraudes, mas da KPMG. Nesse levantamento foi constatado que a maioria das fraudes bem sucedidas são praticadas em grupo. Segundo a consultoria, esses golpes duram, em média, cinco anos, e esses grupos atuam mais frequentemente na América Latina e no Caribe (76%) e na África e no Oriente Médio (74%).
Fraudes setorizadas
Os executivos entrevistados afirmaram que as áreas de atuação com maior risco de fraude são as manufatureiras; de transporte, lazer e turismo; além dos serviços profissionais. Todas essas foram citadas por 96% dos executivos. Em seguida estão bens de consumo e recursos naturais, com 92%; e serviços financeiros (91%).
As motivações para as fraudes variam conforme a área econômica analisada. Por exemplo, o roubo de ativos físicos e o envolvimento de funcionários e parceiros nessas práticas são as causas mais comuns em cadeias de bens de consumo (28%), serviços financeiros (39%), de recursos naturais (30%), serviços profissionais (30%) e transporte, lazer e turismo (30%).
Já a lavagem de dinheiro é mais comum nas cadeias que trabalham com recursos naturais (30%), enquanto as questões regulatórias e as falhas no compliance influenciam com mais frequência nas áreas manufatureira (30%) e de transporte, lazer e turismo (26%). Por fim há o conflito de interesses, que é bem comum quando se atua com commodities (28%) e serviços profissionais (29%).
LegisWeb

Receita aperta cerco contra fraudes na declaração do IR

Rio – A 14 dias do prazo final de entrega das declarações do Imposto de Renda, a Receita Federal está mais atenta contra tentativas de fraudes. Duas operações deflagradas pelo Fisco — na Bahia e no Paraná — reforçam que o órgão se mantém na cola de esquemas que visam burlar o acerto de contas anual de contribuintes com o governo federal. Na ação “Sorriso Amarelo”, o Serviço de Inteligência na Bahia detectou irregularidades no uso de recibos odontológicos. Os comprovantes foram emitidos em favor de pelo 400 pessoas em Salvador e Feira de Santana. Já em Curitiba, a Delegacia Regional do estado colocou na rua ontem a operação “Grande Prole” para coibir o incremento de restituições com informações falsas.

Nas atividades da Receita, as garras do Leão estão voltadas, principalmente para as despesas com saúde. Os gastos com médicos e dentistas, por não terem limites para dedução, são a grande tentação para quem pretende burlar o Fisco. A prática mais comum é declarar mais do que foi pago com essas despesas, usando comprovantes falsos, além de relacionar desembolsos de pessoas que não são dependentes.

Conforme a Receita, mais operações estão em andamento em outros estados, inclusive no Rio. No entanto, o órgão informou que não divulga detalhes de procedimentos para não atrapalhar as apurações.

O esquema de fraudes em Curitiba envolvia servidores estaduais do Paraná. Há três anos, os suspeitos receberiam restituições ilegais. A receita estima que os participantes tenham deixado de recolher aos cofres públicos cerca de R$ 18 milhões, levando em conta impostos, multas e juros.

De acordo com o Fisco, o acusado de ser o responsável pelas irregularidades nas declarações já respondeu por crime de uso de documento falso. As investigações apontam que ele inseria dados forjados de clientes no sistema da Receita para aumentar o valor das restituições ou reduzir o imposto a pagar. Foram encontradas irregularidades nas declarações deste ano.

Na Bahia, chamou a atenção do Serviço de Inteligência do Fisco diferença de R$3 milhões, entre 2009 e 2012, de rendimentos tributáveis declarados por dentistas e as despesas informadas como pagas por clientes. Pelo menos 400 contribuintes estariam envolvidos no suposto esquema de compra e venda de recibos de serviços odontológicos para abatimento de despesas na declaração. Assim, o contribuinte reduziria a mordida do Leão ou aumentaria a restituição.

Segundo a Receita Federal, os profissionais liberais envolvidos na emissão de recibos falsos vão responder a processo criminal. O órgão entrará com representação no conselho de classe.

Órgão aprimora capacidade de cruzar dados a cada ano

A capacidade da Receita Federal de detectar fraudes aumenta a cada ano. O alerta é do diretor da Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco) Luiz Antônio Benedito. Segundo o especialista, o órgão aprimora o cruzamento de informações para descobrir erros e inconsistências nas declarações de Imposto de Renda.

“O cruzamento de dados é contínuo. A Receita faz verificação extra caso detecte alguma distorção, por exemplo, nas despesas médicas. Se um contribuinte teve despesa muito alta no ano, ele será chamado, mesmo a declaração dele tendo passado sem problemas pelo sistema eletrônico. É praticamente impossível não ser pego pelo Fisco”, explica o auditor fiscal.

Para evitar problemas,a dentista Katyuscia Lurentt, 33 anos, confere se realmente o paciente que pede recibo foi atendido e os serviços foram mesmo prestados. Ela passou a usar o sistema de Nota Carioca, da Prefeitura do Rio, por considerar mais prático. “Acho totalmente errada essa prática (de recibos falsos). Com a Receita não se brinca”, ressalta.

CONHEÇA OS DEDOS-DUROS

CARTÃO DE CRÉDITO

Quando os gastos com cartão de crédito de um cliente passam de R$ 5 mil em um mês, a Receita recebe das operadoras do cartão a Declaração de Operações com o Cartão de Crédito (Decred). O documento serve para comprovar que o contribuinte pode estar gastando mais do que recebe. O Leão acaba desconfiando de fontes de renda não declaradas.

AÇÕES NA BOLSA

Quem investe na bolsa também corre risco de ser dedurado pela corretora. O investidor deve recolher o imposto sobre os ganhos, só que muitos não pagam, por achar que o Fisco não tem como detectar a operação. A corretora recolhe 0,005% de IR na fonte em operações comuns e de 1% nas demais. Se o investidor não informar a aplicação, haverá divergência de dados.

RENDIMENTOS

Se o contribuinte que trabalha com carteira assinada tenta informar menos rendimentos do que de fato recebeu na declaração emitida pelo empregador, a Receita terá como cruzar as informações e convocá-lo a prestar esclarecimentos. No caso dos trabalhadores autônomos, é preciso também ter declaração das empresas que foram fontes de rendimento ao longo do ano.

IMÓVEIS

Lucros na venda de imóveis e rendimentos com aluguéis podem ser tributados, mas é do contribuinte a responsabilidade de recolher o IR. Imobiliárias, construtoras, incorporadoras e administradoras de imóveis são obrigadas a entregar a Declaração de Informação sobre Atividades Imobiliárias. Cartórios também podem dedurar contribuintes com a Declaração sobre Operações Imobiliárias.

TRANSMISSÃO

O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) pode mostrar ao Leão detalhes sobre esse tipo de transação.

Link: http://odia.ig.com.br/noticia/economia/2014-04-17/receita-aperta-cerco-contra-fraudes-na-declaracao-do-ir.html

O dia

Fraudes ameaçam o seguro-desemprego

Trabalhadores de todo o País correm o risco de ver reduzidos os atuais benefícios oferecidos pelo seguro desemprego devido a fraudes praticadas de comum acordo entre alguns patrões e empregados. Esta prática irregular tem levado o governo, por intermédio do Ministério da Fazenda, a propor alterações nas atuais regras que possibilitam ao empregado, com registro em carteira por um período igual ou superior a seis meses, usufruir do benefício quando perde seu posto de trabalho. Uma das propostas em estudo pelo ministério tem por objetivo ampliar o prazo para concessão do seguro para dezoito meses, visando reduzir os gastos do governo com os desempregados.

O argumento utilizado pelo ministério para sugerir a alteração nas regras tem como base a crescente destinação de recursos para manter o benefício. Ao comparar os dados do ano de 2003, quando a taxa anual de desemprego estava na casa dos 12,3%, as despesas com o seguro desemprego foram de R$ 13,7 bilhões, sendo que em 2012, esse valor subiu para o patamar de R$ 45 bilhões, mesmo com a taxa de desemprego sendo reduzida para 5,5% ao ano. Caso esta proposta governamental seja transformada em regra, os trabalhadores de setores com alta rotatividade de mão de obra, como os da construção civil, correm o risco de perder o direito ao benefício, mesmo que fiquem vários meses sem emprego.

Os acordos irregulares realizados entre patrões e empregados, utilizando o seguro-desemprego de maneira ilegal, revelam a necessidade de serem criados sistemas de controle e fiscalização rígidos e mais eficientes.

A falta de controle possibilita que o empregado inescrupuloso, ao atingir o período de trabalho de seis meses com registro em carteira, propõe ao empregador que o demita para que tenha condições de receber as parcelas do seguro a serem pagas pelo governo. Esse dinheiro entra no seu orçamento como renda extra, uma vez que, pelo o que foi combinado com o patrão, pode continuar trabalhando na mesma empresa, só que na informalidade, ou arruma trabalho em outro lugar sem registro na carteira de trabalho. Com isso, o trabalhador passa a receber os salários da empresa sem qualquer desconto relativo aos encargos sociais, que se somam aos valores recebidos do seguro desemprego, pagos pelo governo.

Como parte do acordo que possibilita a demissão camuflada, o empregador também ganha, pois é reembolsado pelo trabalhador do valor referente aos 40% da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e dos 10% que são recolhidos para o governo federal, quando da efetivação da rescisão do contrato sem justa causa. Outra vantagem do empregador está no fato de que poderá contar com o trabalho do funcionário experiente durante o período em que ele estará recebendo o seguro desemprego sem precisar recolher os encargos sociais. Tanto o trabalhador como o empregador só são punidos quando apanhados pela ação fiscalizadora, que tem sido muito tímida, para não dizer quase inexistente, principalmente pela falta de estrutura material e de recursos humanos dos organismos públicos responsáveis. Pode-se dizer que esta é uma fraude quase segura que, por falta de fiscalização ou de controle eficaz, não inibe o empregado e muito menos o empregador de praticá-la, pois ambos têm benefícios financeiros durante alguns meses.

Para a empresa a fraude contra o seguro-desemprego se aparenta mais segura, pois o patrão não corre risco de ser denunciado pelo funcionário, que não vai procurar advogado para propor reclamação trabalhista pleiteando vínculo empregatício do período em que trabalhou informalmente. Sabe que caso o faça, poderá responder a processo criminal, por estar denunciando um ilícito também por ele praticado.

Portanto, defendo que sejam implantados mecanismos mais eficientes de fiscalização das relações de trabalho e de punição aos faltosos, visando pena dura para quem pratica este tipo de fraude, de modo a evitar que todos os trabalhadores do país sejam prejudicados com a mudança nas regras atuais, afinal a sociedade reconhece a importância social que o seguro desemprego tem para cidadão honesto e para o país.

Este tipo de fraude revela a falta de consciência cívica por parte de alguns trabalhadores e também de empregadores. Diante disso se faz necessário que passe a ser realizado um controle mais enérgico de quem tem a responsabilidade de fiscalizar as relações de trabalho, ou seja, dos agentes do governo federal.

DCI