Finanças

Confira cinco dicas para separar os gastos pessoais das finanças da empresa

Um dos principais desafios do microempreendedor é separar as finanças da empresa das pessoais. O acesso ao caixa a qualquer momento é, em muitos casos, um convite para fazer retiradas frequentes e atender às necessidades individuais ou da família. A prática, no entanto, é perigosa e pode trazer quedas significativas no desempenho financeiro da empresa, colocando em risco seu funcionamento.
Uma das dicas para manter as finanças em dia é separas as contas bancárias pessoais e empresariais
De acordo com Dora Ramos, coach financeira e diretora da Fharos Contabilidade e Gestão Empresarial, o microempreendedor pode seguir dicas simples para administrar as finanças de pessoa física e jurídica de forma organizada. Os conselhos vão desde a separação do dinheiro em contas separadas até a utilização de ferramentas para facilitar o controle.
Contas bancárias separadas
A dica parece óbvia, mas ainda existem diversos empresários que não a seguem. Separar cartões de crédito, débito e extratos é fundamental para controlas as despesas. Muitos acreditam que, ao adotar a medida, os custos vão aumentar, mas muitos bancos oferecem serviços gratuitos e diferentes pacotes de tarifas. Um deles, certamente, atenderá as expectativas da sua empresa.
“Pró-labore”
Em vez de usar o dinheiro da empresa para cobrir despesas próprias, estabeleça um salário para si, asism como para seus funcionários. É possível definir um salário fixo e um bônus de premiação para receber quando a empresa faturar mais ou cumprir metas. Dessa forma, é possível garantir uma renda mínima em momentos mais difíceis e ganhar uma recompensa quando os negócios crescerem.
Ferramentas podem ajudar
Apesar de ainda serem muito utilizadas, as planilham podem não ser a melhor opção para controlar o orçamento de empresas. Atualmente, algumas soluções organizam dados de forma mais simples e permitem um controle maior de suas finanças. As opções vão desde aplicativos para smartphones até programas mais avançados para computador. De acordo com Dora, a mudança pode trazer benefícios para a empresa em curto prazo.
Reservas
Aproveite os momentos de alto faturamento para evitar o aumento de retiradas do caixa da empresa ou ficar sem dinheiro para as contas pessoais nos momentos de crise. Segundo a coach financeira, as reservas são essenciais para os empresários que desejam manter os dois orçamentos em dia.
Busque aliados
É importante manter-se informado sobre todas as mudanças envolvidas no ramo de atuação da empresa. Um contador pode ser um bom parceiro para identificar oportunidades, além de ajudar a organizar as finanças do seu negócio.
IG

Finanças aprova redução da burocracia para abertura de empresa

A Comissão de Finanças e Tributação aprovou, no último dia 13, o Projeto de Lei (PL) 3687/12, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), que busca reduzir a burocracia na abertura de empresas no Brasil.
O texto autoriza a Receita Federal a firmar convênios com os conselhos regionais de Contabilidade para criar um banco de dados de contabilistas. A ideia é que esses profissionais fiquem habilitados a inscrever empresas por meio eletrônico, sem uso de papel, no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e no cadastro único de contribuintes.
Inicialmente, o relator, deputado João Gualberto (PSDB-BA), apresentou parecer pela não implicação da matéria em aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas e, no mérito, pela rejeição. Porém, este parecer foi rejeitado pela comissão.
O deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) foi designado relator do vencedor e emitiu parecer pela não implicação da matéria em aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas e, no mérito, pela aprovação. “A medida é simples, segura e extremamente necessária para desburocratizar o processo de abertura de empresas no País”, disse.
O parecer do deputado João Gualberto passou a constituir voto em separado.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara

Como separar o dinheiro da empresa e as contas pessoais?

Quem começa a empreender geralmente é obrigado a acumular funções. Ao mesmo tempo em que cuida das operações da empresa, também tem que se preocupar com o fluxo de caixa. Justamente por não estar acostumado a essa nova atribuição, empreendedores de primeira viagem podem misturar a parte das finanças que é da empresa com o dinheiro que vai para a conta pessoal.
Apesar de comum, esse é um grande erro que pode trazer consequências graves para o negócio. Se você não consegue fazer essa separação com clareza, será complicado quantificar qual é o lucro do emprendimento e até mesmo certificar se ele não está gerando prejuízos. A falta de controle também prejudica as projeções sobre o futuro da empresa, impedindo de criar um planejamento exato com metas e previsões.
Dessa forma, discernir as finanças da pessoa física para a jurídica deve ser uma das maiores preocupações dos empreendedores. Para isso, diversas estratégias podem ser tomadas, mas todas estão baseadas em uma mesma característica: a organização. Ser disciplinado é o requisito essencial para não se perder entre as contas.
Essa organização começa pela parte institucional. É importante criar uma conta corrente específica para o seu negócio, até porque os bancos costumam ter planos mais vantajosos para contas empresariais. Além disso, evite levar pagamentos da empresa para sua casa e vice-versa. Essa separação precisa estar clara não só institucionalmente, mas também na prática.
Outro ponto essencial é definir um salário ao proprietário, também chamado de “pró-labore”. Ser dono de um negócio não significa deixar de ter uma renda mensal fixa, como seus funcionários. Essa quantia, inclusive, não deve ser variável. Se você retirar mais quando a empresa render mais ou cortar o seu salário em momentos de crise, em pouco tempo o controle sobre as finanças será perdido.
Por fim, lembre-se que há outras opções para facilitar esse controle. Hoje em dia, existem aplicativos e softwares que auxiliam nessas operações. Caso você tenha condições, pode contratar uma consultoria ou um profissional que possa cuidar da parte financeira da sua empresa.
Com a falta de organização financeira, é comum pensar que a empresa está dando prejuízo, quando ela pode estar até lucrando. Seja no negócio ou na vida pessoal, cada centavo precisa ter um propósito bem definido. O maior desafio é ter disciplina para colocar o planejamento em prática e não tornar-se refém do seu próprio empreendimento. Lembre-se que, depois que você mistura o pessoal com o empresarial, fica muito mais difícil separar os dois caminhos.
Administradores

Erros que acabam com as contas do seu negócio

Para saber administrar as finanças, é indispensável que o empreendedor procure capacitação sobre o tema. “O gestor tem que aprender a fazer seu negócio virar”, diz Ruy Barros, consultor do Sebrae de São Paulo.
Antes que sua empresa fique no vermelho, conheça doze erros dos quais você deve fugir:
Ignorar o planejamento
Segundo Barros, desconhecer qual o caminho que o negócio irá seguir é a primeira falha cometida pelos empreendedores que gera gastos maiores do que o previsto. Para ter uma visão estratégica da empresa, o consultor recomenda fazer um plano de negócios. “Comece a trabalhar sua empresa no papel, e depois vá para o dia a dia. Assim, você comete menos erros”.
Só se importar com o faturamento
Olhar as métricas do negócio é fundamental em qualquer empresa. Mas isso não significa que apenas saber os números de faturamento seja o suficiente. Segundo Barros, o problema é que muitos empreendedores, apesar de acompanharem o valor, não sabem como trabalhar com ele.
Isso significa que, quando o resultado financeiro entra em queda, muitos não sabem responder se a qualidade do produto deixou a desejar ou se a concorrência ganhou o mercado, exemplifica Barbieri.
Para lidar com essa situação, Correa recomenda olhar a relação do faturamento com o valor visto em anos anteriores e, se possível, com o resultado que os concorrentes alcançaram.
Comprometer o negócio com dívidas
Investimentos são necessários, mas é importante refletir se eles irão dar retorno e quando isso acontecerá. “Destinar uma grande parte da receita às dívidas acaba com a liquidez do negócio”, alerta Barbieri. Isso significa que, quando o empreendedor precisar de dinheiro para uma situação de emergência, suas reservas estarão comprometidas.
Uma outra atitude que mergulha o empreendimento em dívidas é depender do dinheiro que está no plano das promessas. “Muitos acabam adquirindo um novo equipamento, por exemplo, mesmo que o acordo de venda ainda não tenha sido concretizado”.
Não ter controle sobre o fluxo de caixa
Gastar mais do que recebe: essa conta não vai fechar nunca. “Quando o empreendedor não tem um controle, acaba comprando demais. Esse desequilíbrio nos recursos faz com que a empresa não avance”, diz Barros.
Esse erro é um passo certeiro para a falência, afirma Barbieri. Para saber exatamente como está o fluxo de caixa, uma planilha é suficiente em pequenos negócios. Em empresas maiores, pode ser necessário ter um sistema de gestão.
O que olhar? Correa recomenda analisar fatores como as características do segmento da empresa, incluindo taxa de crescimento, e se o empreendedor tem capital de giro suficiente para manter o negócio.
Desconsiderar custos de produção
Em toda empresa, há custos fixos (como o aluguel) e custos variáveis (que variam com a produção, como matéria-prima e energia). Muitos empreendedores não sabem como calcular o segundo tipo de gasto, diz Barbieri. Esse acúmulo de gastos inesperados faz o caixa da empresa ir para o vermelho.
Estocar além do necessário
Comprar muitos produtos de uma vez só era um hábito comum na época da hiperinflação, mas que ainda permanece. “A gente sabe que existe um indicador importante, que é a perda da venda pela falta de estoque, mas pior do que isso é ter um estoque excessivo”, diz Barbieri.
Por isso, é necessário analisar a demanda e manter um estoque enxuto. Caso contrário, o orçamento fica comprometido por gastos que, na verdade, eram evitáveis.
Diminuir a qualidade do produto
Durante uma crise, muitos empreendedores decidem diminuir a qualidade do produto ou do serviço para enxugar os gastos. Essa estratégia é um tiro no pé, segundo Barros, já que os clientes estão cada vez mais exigentes. A economia na matéria-prima pode ser pequena frente ao prejuízo com a queda nas vendas.
Confundir a conta pessoal com a da empresa
Na hora de pagar projetos pessoais, como cursos ou viagens nas férias, retirar o dinheiro do caixa da empresa é um grande erro, mesmo que o empreendedor prometa devolver. “Não mexa no que é da empresa e que você planejou receber. Isso atrapalha a boa gestão financeira”, diz Barbieri.
Fazer liquidações, oferecer parcelamentos ou dar brindes sem planejar
No desespero de aumentar as vendas, outra estratégia comum é diminuir os preços ou dar a opção de pagamento em parcelas. Antes de adotar esse plano, Correa recomenda verificar a margem de contribuição do produto: ou seja, quanto dinheiro sobra da venda descontando os custos variáveis para produzir o produto ou serviço.
Se essa margem for muito magra, não irá sobrar dinheiro para pagar despesas como o aluguel, por exemplo, e a empresa pode até falir. Por isso, na hora de oferecer promoções, leve em consideração os custos envolvidos.
Outro cuidado é achar que investir pesado em marketing é a solução para a crise. Como toda área da empresa, é preciso analisar o custo-benefício e ter cautela antes de adotar uma estratégia como dar brindes, por exemplo.
Contrair empréstimo quando há outras alternativas
Correa recomenda ficar o mais longe possível dos empréstimos e, se eles forem a última opção, sempre tentar renegociar as taxas. “Se possível, faça um aumento do capital na empresa com o dinheiro dos próprios sócios”, recomenda.
Não saber de onde cortar gastos
Custo e despesa não são a mesma coisa, diz Correa. O custo é tudo que está diretamento relacionado à atividade do seu negócio (como salário dos professores em uma escola). Já as despesas são atividades paralelas, mas que incrementam a capacidade de produção (como o gasto com material de escritório). Na hora de economizar, corte a gordura e não a carne: ou seja, pense mais nas despesas e menos nos custos.
Desistir quando a situação aperta
A dificuldade deve ser entendida como um desafio a ser superado diariamente. Isso é importante não apenas pela motivação do empreendedor, mas também para as contas da empresa. “Às vezes, desistir antes da hora faz você perder oportunidades, como um acordo com o banco ou uma venda para um cliente exigente”, diz Barbieri.
Exame.com

Pequeno empresário carece de gestão financeira nos negócios

As pequenas empresas brasileiras estão cada vez mais flexíveis e rápidas em seus negócios e atentas às novas ferramentas tecnológicas e de governança corporativa, mas a falta de gestão financeira ainda dificulta a percepção do retorno.
“Devido à nossa cultura, o pequeno empresário brasileiro é muito bom vendedor e sabe bem como administrar seus recursos humanos. Mas ainda é muito comum – em negócios que estão indo bem e crescendo – a falta de capacidade em avaliar o retorno financeiro obtido, ele desconhece seu lucro”, diz o sócio fundador da consultoria Equilibrados, Fernando Poloni.
Nas finanças, os erros mais comuns ainda são: a confusão dos recursos financeiros da pessoa física com a da pessoa jurídica; e a ausência de controle do fluxo de caixa. “Em geral, o pequeno não trabalha com um colchão de reservas para imprevistos, como resultado acaba recorrendo a crédito caro nos bancos”, alerta Poloni.
Segundo o executivo, nesses casos de emergências financeiras, o empreendedor é obrigado a recorrer a linhas de crédito com juros mais altos, às vezes, destinadas às pessoas físicas.
“Em geral, o pequeno desconhece as linhas acessíveis a pessoas jurídicas, ou mesmo, linhas específicas e subsidiadas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para seu negócio. Ele é atendido por bancos comerciais onde já possui algum relacionamento, e quase sempre está nas mãos do gerente”.
“Quanto mais informações, melhor a capacidade de se preparar para um momento de crise”, completou o sócio.
Outra dificuldade encontrada nos pequenos negócios é a ausência de controle do fluxo de caixa. “Somos procurados para ajudar a identificar o retorno da empresa. Muitas vezes, o caixa foi totalmente reinvestido no próprio negócio, vai para o estoque ou novos projetos, sem retirar o lucro, ou pior, sem controle do caixa aparecem as surpresas e o empresário sente a falta de capital de giro”, enumera Poloni.
“A empresa tem que ter vida própria, não dá para tirar dinheiro do caixa a torto e a direito”, orienta Alex Antunes, também sócio fundador da Equilibrados.
Ao se elaborar um plano de contas e estudar o fluxo de caixa segmento por produtos, o consultor diz que o empreendedor poderá perceber se houve aumento de custos e mesmo alta nas despesas com logística. “O ideal é montar um banco de dados com os contatos de quem compra, e utilizar essas informações para manter as pessoas por perto”, recomenda Alex Antunes.
“A formação de preços ainda é feita com base apenas na concorrência, mas se pode buscar oportunidades de redução de custos, fazer mais com menos. O empreendedor mais organizado consegue negociar com fornecedores, obter ganhos de eficiência e até repassar esses ganhos aos seus clientes para conquistar mercado em relação aos concorrentes”, complementa Fernando Poloni.
Ferramentas tecnológicas
Apesar das dificuldades do dia a dia, o consultor avalia que os empreendedores brasileiros já estão mais atentos às novidades tecnológicas em gestão financeira e empresarial. “Evidente que profissionais liberais como médicos ou dentistas recorrem às planilhas do Excel, a estrutura de um profissional liberal é muito enxuta, só precisa de organização”, pondera.
Ele constata que as pequenas empresas já utilizam softwares de gestão empresarial, mas por falta de conhecimento ou de preparo técnico, os recursos disponíveis nessas ferramentas tecnológicas ainda não são utilizadas em totalidade. “Se instala a sistema de gestão completo, mas se utiliza o módulo de vendas ou de logística, deixando o módulo financeiro sem uso”.
A nova ferramenta tecnológica permite que os empresários e seus demais acionistas mantenham controle completo sobre todos os dados e atualizações das reuniões do Conselho de Administração e dos Diretores, mesmo em dispositivos móveis como smartphones e tablets e promete reduzir o risco de entrega de materiais confidenciais a pessoas erradas.
Bodowski diz que o aplicativo em português mostrou resultados após ser utilizado nos países desenvolvidos da Europa, da América do Norte e da Ásia (Japão, Cingapura e Hong Kong, na China). “As práticas internacionais de governança corporativa no Brasil são muito similares às utilizadas nas grandes economias, o que muda é a cultura”, diferenciou o diretor.
Sobre os ganhos de eficiência com o uso do aplicativo tecnológico de governança corporativa, Bodowski contou que é possível diminuir o tempo de preparação das reuniões de diretores e conselheiros de administração, de semanas para dias ou horas. “Um processo que leva dias pode ser resolvido em minutos”, exemplificou.
Bodowski contou que a Diligent atende mais de 2,5 mil clientes (empresas) e alcança 82 mil diretores, executivos e administradores (usuários) em 45 países. Segundo explicou, sua companhia ajuda a acelerar e simplificar a produção, revisão, entrega e votação de materiais aos Conselhos de Administração. “A ferramenta reduz a quantidade de papel e controla quem pode acessar os dados.”
Médias empresas buscam práticas de governança
– Um conselho de administração bem estruturado e bem diversificado torna a empresa, seja ela fechada ou aberta, mais eficiente. No Brasil é possível constatar que companhias abertas listadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) costumam ter uma performance superior a de outras do mercado.
A importância da adoção de boas práticas de governança corporativa é que estamos mundo mais competitivo, e as empresas, independente de seu porte, fechadas, familiares ou abertas não podem deixar de aprimorar seus processos internos de segurança de informações estratégicas.
Além das grandes corporações, empresas médias estão buscando a governança corporativa como um diferencial competitivo. E nesse caminho é fundamentar evitar que informações sigilosas fiquem sem controle.
DCI

Era dos aumentos – o que fazer com as finanças?

O começo de 2015 vem sendo marcado por uma grande quantidade de aumentos que terão impactos direto no bolso do consumidor. Exemplos não faltam: combustível, transporte público, energia elétrica, água e táxi; em contrapartida, também se teve o aumento do salário mínimo, que passou de R$ 724 para R$ 779,79, a partir de janeiro de 2015. Tendo um ganho real para a população irrisório, com o percentual de correção de 7,71%.
Mas, como fazer para não se endividar perante essa realidade? O momento é de preocupação, mas nada de desespero, e sim planejamento. É hora de repensar nossos hábitos de consumo, principalmente em relação aos produtos que estão tendo aumento, lembrando que existem levantamentos que apontam que cerca de 20% do que as famílias gastam são excessos. Cortando eles, não só se adequará a essa realidade de aumentos como também poderá poupar para realizar mais sonhos.
Para isso, é fundamental fazer um minucioso diagnóstico de sua vida financeira, colocando no papel, por um mês, todos os ganhos e gastos, desde os menores aos mais expressivos. É fundamental que toda a família participe desse processo. Com os números reais de suas finanças em mãos, chegou a hora de reunir a família para discutir cortes e, principalmente, sonhos e objetivos.
Pode parecer estranho falar de sonhos neste momento, entretanto, só quando se tem uma meta a atingir é que as pessoas realmente se dedicarão e realizarão os cortes necessários, sendo que muitos desses deverão ser drásticos. Portanto, cito alguns exemplos de como economizar:
1. Economize ao utilizar o veículo. Nem sempre se necessita fazer tudo de carro ou de transporte público; andar pode ser saudável e econômico. Além disso, é importante manter o carro revisado para que imprevistos não estourem as finanças;
2. Em relação ao transporte, outro ponto importante é otimizar as viagens, buscando otimizar as saídas ou realizar rodízios com colegas de trabalho e amigos;
3. Os gastos de energia elétrica são um dos que mais apresentam excessos. Basta pensar em quanto tempo usa o chuveiro e quantas vezes deixa as luzes ligadas ou a geladeira aberta. Sem contar no uso de televisão e de computador;
4. O uso de telefone também deve ser repensado, fazendo uma análise entre os valores do fixo e do celular. É preciso comparar o valor das tarifas sempre que possível. Dê preferência ao uso do telefone fixo em vez do celular. A opção deve ser pela menos custosa e não pela mais prática;
5. A reciclagem de produtos também deve ser priorizada. Os desperdícios nas casas são muitos, sendo possível reciclar desde alimentos até roupas e materiais escolares, sem perder a qualidade;
6. Antes de ir ao supermercado, faça uma lista de compras e procure deixar as crianças em casa. Também tenha cuidado com as promoções; quantas vezes compramos o famoso “pague dois e leve três” e perdemos dois dos produtos;
7. Compare os preços quando for às compras. Seja em lojas, supermercados ou até restaurantes, é fundamental que se faça essa comparação, pois as variações são muitas. Evite produtos de ”grife”.
Maxpress Net

Você acha que entende de economia?

Se você perguntar para alguém o que esta pessoa pensa sobre a economia do Brasil neste momento, ela certamente terá uma opinião. Muito provavelmente, a argumentação se parecerá com algo que você já leu ou viu em algum lugar e, principalmente, será acompanhada de um discurso inflamado, seja contra ou a favor do estilo de comando atual.
Ouvir os discursos e propostas dos candidatos à presidência, então é uma tarefa para fortes. Fica difícil entender se, afinal, a inflação está sob controle ou não, se o crescimento do País é ou não satisfatório ou se as empresas estão sendo menos ou mais lucrativas que no passado. Enquanto os economistas e as notícias parecem técnicas demais para a maioria, a opinião do vizinho ou do dono da venda soa carente de argumentos válidos.
Não se sinta mal, a culpa não é sua – é também de um erro sistêmico da nossa mente. Para David Leiser, israelense, presidente da divisão de Psicologia Econômica da Associação Internacional de Psicologia Aplicada, economia é um assunto inerentemente difícil e é natural que incorramos em vieses e outros atalhos mentais. “Sem algum treinamento em economia, é quase impossível entender”, explica.
Complicado? Veja quais são os seis principais erros de avaliação dos leigos sobre a economia.
Erro 1: Boas novas atraem boas novas
Nem toda informação positiva para a economia gera automaticamente um ciclo positivo. Um exemplo disso é a relação entre emprego e a inflação. Quando a taxa de desemprego cai, mais consumidores vão ao mercado, elevando a demanda – enquanto a oferta não se acompanha, os preços disparam. Ou seja, bons índices de emprego tendem a elevar a inflação.
Segundo Leiser, esse é o principal atalho mental encontrado em suas pesquisas à frente do assunto. “As pessoas acham que os bons indicadores andam juntos, e os indicadores ruins também, na realidade não é sempre assim.”
Erro 2: Cada macaco fica em um galho
Exatamente por conta dessa falha no olhar sobre o todo, as análises são frequentemente estreitas e pouco equilibradas. “As pessoas ainda não entendem a economia como um sistema em funcionamento”, explica o especialista. Ou seja, o assunto da moda é o que vai recortar o seu ponto de vista, seja inflação, desemprego ou investimentos. Sua percepção sobre a economia estará inevitavelmente vinculada ao último indicador que você ouviu do vizinho ou leu no noticiário.
Erro 3: Os números não mentem
A pouca familiaridade com a rotina da economia faz com que cada quadro seja avaliado individualmente e crie uma visão extremista – seja ela bom, ou ruim. Exemplo: embora há meses se fale sobre bolha imobiliária no País, ainda não existe consenso de que ela exista – nem Robert Shiller, especialista que anteviu a bolha que disparou uma crise sem precedentes nos Estados Unidos, garabte a existência desse cenário por aqui.
Adriana Rodopoulos, economista especializada em Psicologia Econômica considera esse comportamento extremista muito típico do leigo. “Esse é o movimento da pessoa que constrói uma opinião sem grande embasamento. Qualquer assunto econômico tem uma zona muito cinzenta entre o preto e o branco”, aponta. “A pessoa tenderá a escolher o ponto de vista que favoreça sua posição política, a qual é invariavelmente empática.”
Erro 4: Crises econômicas são morais
O especialista observou que, mesmo quando leigos e especialistas têm a mesma avaliação final sobre um fato, dificilmente as justificativas para essa leitura são as mesmas. Em uma pesquisa concentrada na percepção de europeus da crise de 2009, os especialistas responsabilizaram o ciclo econômico pela catástrofe. Os leigos, por sua vez, apontaram questões éticas e morais como causadoras de uma das maiores crises da história do continente. A discussão econômica, que já está contaminada pelas opiniões políticas, mergulha em um poço de emoções que deixam os números bem longe da racionalidade matemática.
Erro 5: O desespero do copo meio vazio
Disso vem a preferência pela adoção de opiniões com avaliações negativas frente ao cenário econômico. Leiser também identificou maior pessimismo entre os leigos que entre os especialistas em economia.
O economista e consultor financeiro André Massaro concorda. “Na interação social, as pessoas buscam assunto fazendo críticas para evitar o vazio da comunicação. O indivíduo mal se interessa pelas próprias finanças, não entende nada de economia e dá opinião sobre tudo. É o ambiente perfeito para a propagação do alarmismo”, pontua. “Culpa pessoas e instituições erradas, associa-se fatos que têm pouca relação. É um poço de vieses.”
Erro 6: Sua opinião não muda nada
Engana-se quem acha que a opinião de uns e outros não muda o curso da economia. Um dos movimentos mais conhecidos do mercado de capitais é o efeito de manada. Este é um dos principais traços do comportamento humano – o ímpeto pela camuflagem dentro de grupos. André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, trabalha no mercado de capitais há anos e garante. “Não tem nada de racional nos movimentos da bolsa”, diz.
As grandes altas ou grandes baixas da bolsa não representam uma reação à condição econômica, mas principalmente a personificação dos investidores em uma única intenção: o benefício próprio. “Se dependesse da bolsa, era melhor que tivesse alta da gasolina todos os dias, por exemplo. Mas isso não é bom para todo mundo”, explica o economista.
A percepção, em massa, pode mudar o destino – quem garante, é o próprio pesquisador, David Leiser. “A avaliação negativa em massa afeta a confiança nas instituições e recuo de expectativas, o que transforma as atitudes cotidianas do cidadão comum, que reduz as compras, recolhe os investimentos, entre outros.”
Economia

Cada vez mais simples

Burocracia, impostos altos e lentidão sempre foram marcas registradas nas relações entre o governo e o empresariado brasileiro. É difícil acreditar, mas esta ainda é uma das heranças dos colonizadores portugueses, após a chegada de D. João 6º ao Brasil, há pouco mais de 200 anos.
Por ser tão antigo – e tão invasivo –, o episódio histórico obviamente deixou sequelas. Para Rogério Amato, presidente daAssociação Comercial de São Paulo (ACSP), a principal vítima da herança burocrática é o empresariado. “Essa complexidade toda que a gente vê agora é resultado de uma epopeia”, diz ele. “Os governos foram criando tantos puxadinhos, emendas e anexos que acabaram formando um ambiente desfavorável que facilita a corrupção.”
Estes são alguns dos resultados do programa Simplificando o Simples, que virou o Simples Nacional e agora é chamado apenas de Mais Simples.
Daqui para frente, a busca é maior. “A grande causa nacional é a causa da indústria, do comércio, do desenvolvimento e do progresso, que se perdeu no meio de tanta burocratização”, sustenta Rogério Amato, o presidente da ACSP, instituição que levanta o estandarte do empreendedorismo desde sua fundação, mais de 120 anos atrás.
Entre as novidades implantadas desde 2006, há em primeiro lugar a unificação dos tributos em uma única guia de arrecadação, o DAS, em 2007. No ano seguinte, foi criada a categoria de Microempreendedor individual, que trouxe à formalidade mais de 3 milhões de empresários e profissionais autônomos. Em 2009, foi a vez de o setor cultural adotar o Simples.
Em 2011, veio outro grande reposicionamento. Alguns itens da Lei Geral foram alterados, como os procedimentos de abertura, registro, funcionamento, recuperação judicial, entre outros. No sentido da desburocratização, este já foi um grande passo na luta do micro e pequeno empreendedor. Para completar, a ampliação do teto de faturamento para enquadramento no regime simplificado também trouxe alívio a quem já estava grande demais para a fórmula básica do Simples, mas pequeno demais para pagar o imposto por lucro presumido oulucro real. Também em 2011 vem o incentivo às exportações, abrindo outro horizonte para essas empresas que ficavam à margem do mercado externo.
No saldo da operação, além da mudança cultural, a simplificação tem efeito nas finanças das empresas, uma vez que a redução de carga tributária pode chegar a 40%. Mais que isso, a iniciativa tem coibido as chamadas guerras fiscais, em que estados entram em queda de braço para atrair empresas e investimentos, por meio da arma das desonerações.
O avanço já foi grande, e o caminho vem sendo percorrido a passos largos, mas ainda há uma “situação neurastênica no Brasil”, nas palavras de Amato.
“O Brasil é sempre visto sob o prisma da grande empresa”, diz o presidente da ACSP. As grandes têm trânsito direto em Brasília. Tanta burocracia e tantos impostos só poderiam fazer sentido em um país de gigantes – bem longe da fotografia nacional onde as micro e pequenas empresas geram 27% do Produto Interno Bruto (PIB). “O mundo legal está distanciado do mundo real, e o Brasil cresce de noite, quando ninguém atrapalha.”
Quem vem atrapalhando, no caso, são os excessos de burocracia e de tributação, como resultado da pouca maturidade da estrutura legal brasileira. Com isso, a bagunça fiscal, as propinas e os jeitinhos conseguiram o ambiente perfeito para a proliferação.
“Essa simplificação é um processo muito interessante, traz melhoras importantes ao dia a dia, além dos ganhos tributários”, afirma o advogado João Henrique Nóbrega, associado da área tributária do escritório Stocche Forbes. Contudo, para ele, o sistema ainda está longe do ideal. “Especialmente no caso dos microempreendedores individuais, é preciso fazer muita conta para saber se vale e até onde vale a pena. O fato é que o Simples ainda não é tão simples assim.”
Por isso mesmo, Amato, da ACSP, não vê horizonte para o fim desse processo de remodelação: “Isso não é um passo, é um processo contínuo”, diz. “Nosso prazo para conclusão é o juízo final.”
Diário do Comércio

Não espere o ano novo para planejar as finanças

“Dinheiro é sagrado, não aceita desaforo”. Esta é uma máxima muito presente no cotidiano de profissionais de economia e finanças, mas que também determina muitos passos de quem sabe administrar os gastos. Pessoas assim sabem diferenciar crédito de dinheiro sobrando, sabem quanto exatamente sobra do salário no fim do mês e, principalmente, sabem exatamente em qual situação financeira se encontram. Mas e quem não sabe nada disso, o que deve fazer?
É muito comum nos depararmos com pessoas que ganham um salário de razoável para bom, teoricamente suficiente para proporcionar qualidade de vida e manter distância dos boletos atrasados. O problema é que muitas dessas pessoas se esquecem de mensurar quanto de seus rendimentos vai para os gastos básicos (luz, água, telefone, supermercado), quanto vai para outros gastos constantes (impostos, prestação do apartamento/carro, combustível, plano de saúde, cafezinho pós-almoço) e quanto sobra para o “poder de compra”.
Apenas tendo essa diferenciação, é possível saber em qual situação financeira nos encontramos! Mesmo no curto prazo, algumas medidas devem ser tomadas, para que, aos poucos, as coisas se ajustem. O ideal é fazer uma planilha de gastos e, a partir disso, iniciar o corte de atividades supérfluas – aquela viagem de fim de ano pode ser adiada; aquela pizza não é tão fundamental assim durante a semana; seu cachorro pode sobreviver sem aquele brinquedinho; e seu cabelo (principalmente, os femininos) com certeza não precisa visitar o salão de beleza com tanta frequência.
Outro fator importante é identificar a diferença básica entre dinheiro para gastar e crédito. Se uma pessoa recebe, por exemplo, um salário de R$ 3 mil, ela pode obter até R$ 9 mil em crédito apenas visitando três agências de diferentes bancos. A questão é: como será possível, com um rendimento desses, pagar essa dívida, mesmo que em muitas e pequenas parcelas? É praticamente impossível, já que os juros podem se tornar uma bola de neve, capaz de acabar com a saúde financeira de qualquer pessoa!
Mesmo com apenas dois meses e alguns dias para 2015, é hora de tomar uma atitude. Busque entender seus rendimentos, ponha seus gastos na ponta do lápis, utilize seu 13º salário para reduzir as dívidas, planeje-se para entrar no ano novo com mais tranquilidade. A troca do calendário não pode servir de desculpa para adiarmos medidas positivas. É possível encontrar um ponto certo, capaz de garantir saúde às suas finanças e de realizar seus sonhos em um prazo razoável. Basta planejar!
Maxpress Net

Entenda por que a venda termina no recebimento.

O mercado vive um momento de retração, sendo grande a preocupação dos empresários com a capacidade de crescimento e investimento nos próximos meses. Com essa perspectiva no horizonte é fundamental que o empresário entenda ao máximo a frase: “A venda termina no recebimento”.
Como uma empresa pode sobreviver se ela não recebe? Este pode ser considerado um dos grandes pontos fracos nas empresas, principalmente as pequenas e médias, pois quem não recebe não tem fluxo de caixa e contamina todos os outros setores da corporação.
Para empresas que já possuem uma estrutura completa o problema não é tão grande se não possuir as finanças em dia, como é o caso da grande maioria. O que fará a diferença entre crescer e fechar as portas é a capacidade de cobrar adequadamente.
Assim, por mais que possa parecer simples cobrar, isso não é a realidade, sendo necessária eficácia. Com práticas mais avançadas e um mercado cada vez maior, as renegociações das dívidas assumem novas metodologias que modernizaram o campo de crédito e cobrança, trazendo melhorias ao consumidor. Para o instrutor do curso de analista de crédito e cobrança da Innovia Training & Consulting, Diógenes Barbosa, chegou o momento dos empresários se mostrarem mais maleáveis.
“Todas as formas de conciliação são positivas para o mercado de renegociação, pois contribui para o crescimento desse mercado e a profissionalização do mesmo, faz com que as empresas inseridas nesse mercado acabem inserindo novas tecnologias e mecanismos a fim de melhorar a performance nos índices de recuperação. Esse crescimento traz novos investimentos na criação de novas ferramentas, capacitação para os profissionais da área, melhoria na qualidade do serviço das empresas de recuperação, novos entrantes, novas tecnologias e principalmente a melhoria no consumo o que é o principal mecanismo de nossa economia”
A não observância destas mudanças fará com que os índices de inadimplência continuem crescendo. Cada vez mais são necessárias as inclusões de técnicas de vendas também para cobrar, inovando com o marketing na cobrança. São vários os exemplos que podem ser utilizados, mas o importante é sempre conquistar, encantar, seduzir e criar comprometimento do devedor de hoje, que pode voltar a ser amanhã um consumidor consciente.
Revista Incorporativa