Evoluir

Quando chega a hora de demitir os funcionários mais leais

Um dos maiores desafios nos negócios é ter certeza de que as pessoas trabalhando em sua empresa merecem estar lá.
Com o passar do tempo, seu negócio cresce e se desenvolve; é natural que as pessoas trabalhem para sair. Apesar de que lhe machuca ajudá-los a sair, você irá imobilizar sua habilidade de crescer se você não ajudá-los a seguir em frente.
Quando seu negócio é pequeno, geralmente você contrata pessoas que são leais por natureza e generalistas em habilidades.
Essas pessoas são as que usam dez chapéus.
Elas sabem um pouco de tudo. E elas protegem seu negócio como se fosse o delas.
Você conta com elas pela lealdade e visão que têm. Elas não são simples funcionários. Elas são confidentes.
Mas enquanto você cresce, você precisa de pessoas que são conduzidas e especialistas. Elas não são simplesmente leais a você, elas são leais à missão. Ao lugar onde sua empresa quer chegar.
Isso cria um conflito natural
As novas pessoas que se juntam a sua empresa não entendem por que você deixaria esses generalistas que parecem incompetentes comparados a seus conjuntos de habilidades têm tanto controle sobre a direção da empresa.
E as pessoas que estão lá por mais tempo simplesmente presumem que os novos funcionários fazendo toda essa confusão são simples bebês chorões que não apreciam a história do negócio.
Se você não é cauteloso em administrar isso, você terá uma situação em que as pessoas novas saem com o coração partido e as pessoas antigas se recusando a evoluir.
É uma situação de perda absoluta.Você terá um negócio rico em histórias do passado, mas incapaz de se mover com a rapidez necessária para conquistar o futuro.Para mudar esse padrão, você deve ser militante sobre onde você quer chegar e como você quer chegar lá. E então colocar as pessoas na equação.Você não começa com pessoas boas e depois descobre trabalhos para elas fazerem. Você começa com uma boa missão e então encontra pessoas incríveis para executar uma parte específica dela.Quando você souber onde é a linha de chegada, junta o grupo mais inteligente de pessoas possível para garantir que você chegue lá.Essa é uma decisão difícil de se fazer.Às vezes o melhor que você pode fazer para seu negócio é a decisão mais difícil que você tem que tomar sobre uma amizade de longo prazo.Ninguém deveria permanecer numa equipe só por conta do que fizeram no passado.Tudo está relacionado com o futuro e com o que é necessário para chegar lá.
Administradores

Soluções contábeis brasileiras buscam o mercado externo

O Brasil conquistou, nos últimos anos, espaço entre os grandes da economia mundial e vem tentando evoluir no quesito inovação. Um dos cinco países em crescimento integrante do Brics, o Brasil briga para emplacar um ambiente de negócios próprio para receber investimentos. Para isso, conta com a contabilidade como aliada. A complexidade tributária e a maior atenção do Fisco a cada detalhe informado por empresas e contribuintes fizeram com que o setor tivesse de investir pesado em tecnologia e qualificação.
Em 2007, o Brasil iniciou a adequação às Normas Internacionais de Contabilidade (International Financial Reporting Standards – IFRS) a partir da promulgação da Lei nº 11.638. O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), criado pelo governo brasileiro com o intuito de propiciar um melhor ambiente de relações e negócios para as empresas, mais eficiente controle tributário por parte da Receita Federal e a eliminação do papel em todo o processo, também já é alvo de interesse de outras nações. O programa, embora seja questionado por uma parcela dos profissionais da área contábil em função das exigências e adaptações constantes, é um dos responsáveis pelo interesse de outros países por soluções nascidas em terras brasileiras.
Para a contadora e sócia da Trevisan Gestão e Consultoria (TG&C) Geuma Nascimento, a contabilidade brasileira está no caminho certo. Segundo ela, o segmento está tomando musculatura de uma ciência que vai muito além de meros registros de números. “O mundo clama por sistemas mais seguros com capacidade de auditagem dos dados sobre tudo e sobre todos”, diz Geuma.
No entanto, há entraves para que esse conhecimento ultrapasse as fronteiras do País, em função de episódios envolvendo fraudes e corrupção dentro de empresas privadas e estatais. Ao contrário do que muitos esperavam, o Brasil não “dita” regras para outros países. “Vivemos um momento extremante crítico de descrédito absoluto em todas as áreas, que até mesmo naquilo que poderíamos continuar sendo referência, como é o caso do programa Sped, acabamos enfraquecidos”, pondera.
É bem verdade que o governo brasileiro foi muito além da NFe e implantou outros subsistemas, diferentemente de países que pararam na emissão de notas fiscais eletrônicas. “Soubemos, por meio de colegas da Receita Federal, que esses países e outros, no início da implantação de nosso sistema, chegaram a nos visitar para entender como fomos tão longe com o programa Sped, muito além da NFe”, lembra Geuma, lamentando que a posição de vanguarda não tenha se mantido com o tempo. O desafio, agora, é reverter o cenário e voltar a ser uma referência quando o assunto é tecnologia contábil.
Invoiceware mira o segmento latino-americano
Quando se deu conta da aplicabilidade em outros países do sistema de Nota Fiscal Eletrônica (NFe) criado para o ambiente nacional, a Invoiceware deu início a um projeto de expansão. Em 2011, a multinacional brasileira começou a desenvolver as versões locais de softwares – programas com formato multi-idioma e compatíveis com diferentes tipos de documentos eletrônicos.
Menos de quatro anos depois, as soluções desenvolvidas estão presentes no México, Peru, Uruguai, Equador, Argentina e Chile. E a expectativa é de que, até o final deste ano, desembarquem em mais países. Recentemente, a empresa iniciou suas operações no Peru, onde três empresas multinacionais, Clorox, SC Johnson e Coca Cola, fecharam contratos com a Invoiceware para implantação da emissão das chamadas facturas electrónicas, também chamadas de e-Invoicing (Eletronic Envoicing).
No Uruguai, a McCain Foods decidiu iniciar a implantação das notas fiscais eletrônicas em abril. Lá, a facturación electrónica ainda não é obrigatória, porém as empresas estão sendo estimuladas a aderir ao projeto por meio de incentivos fiscais proporcionados pelo governo local.
Esses projetos estão sendo implantados por profissionais brasileiros e dos Estados Unidos, onde a Invoiceware tem uma filial. “O Brasil está exportando o seu know-how adquirido ao longo da última década no processo de emissão de documentos fiscais eletrônicos para os países vizinhos”, comemora o CEO do Grupo Invoiceware no Brasil, Alexandre Auler, sublinhando que, nos próximos meses, a empresa deve iniciar operações na Colômbia, que já dá os seus primeiros passos na migração dos documentos fiscais em papel para o formato digital.
Assim como a Invoiceware, a multinacional Totvs conta com um software de gestão (ERP), com tecnologia brasileira, comercializado em vários países. Entre suas funcionalidades, estão o controle das contas a pagar, contas a receber, informações financeiras e contábeis. Contudo, nem todas as grandes empresas brasileiras, ou com sede no País, são bem-sucedidas na hora de expandir.
Alterdata dribla dificuldades para ultrapassar as fronteiras
A Alterdata Software pensou em expandir seu mercado para fora do País em 2008. Fez estudos, arriscou, mas não obteve sucesso. “Fizemos estudos em Portugal e na Espanha. Porém, quando os projetos de expansão estavam bem avançados, apareceu a crise financeira internacional e nos fez recuar”, destacou o diretor executivo da empresa, Ladmir Carvalho.
A empresa chegou a investir em uma base na Angola, a fim de chegar ao continente africano, que foi mantida durante certo tempo, mas fechou devido à pressão política. Para Carvalho, levar soluções contábeis a outros países acaba não sendo viável, porque a “nossa legislação é muito específica, não tendo relação com o que é praticado lá fora”.
A saída para não abrir mão totalmente do mercado internacional foi investir em uma solução empresarial voltada à comunicação: o Karoo. “Optamos por um produto que não tivesse barreiras tributárias. Nossos sistemas possuem muitos aspectos tributários, o que poderia dificultar a atuação em outros mercados”, reflete.
O aplicativo para chat – conversa on-line – permite que empresas falem com seus clientes através da web, integrado a seus ambientes de trabalho. A ferramenta, lançada em julho, entra para concorrer com os melhores softwares dos Estados Unidos e Inglaterra. “Estamos confiantes de que temos um produto com funcionalidades tão boas quanto a desses países, e preços mais competitivos. Desta forma, estamos muito convictos de que uma nova era está nascendo para a Alterdata”, diz Carvalho, mantendo o otimismo.
Jornal do Comércio