Equilibrar

A negociação baseada na confiança

O senso comum, muitas vezes, transmite para quem não tem muita familiaridade com o assunto uma ideia equivocada do que realmente é uma negociação. A percepção de que esse processo consiste simplesmente em convencer alguém de algo para tirar vantagem disso, embora bastante difundida, não é verdadeira. Negociar é, antes de tudo, encontrar pontos convergentes entre as partes envolvidas, com o objetivo de se chegar a um consenso. E nesse esforço o fator confiança é decisivo.
Embora existam contratos, termos e outros documentos com suas cláusulas para garantir o cumprimento de acordos estabelecidos, confiar no outro é o princípio base para que qualquer negociação se estabeleça. Os instrumentos formais só entram em jogo no final, quando as bases já estão assentadas em outros fatores, entre os quais está a confiança.
Parcerias, acordos, fusões, novos projetos, tudo isso evolui quando ambas as partes acreditam que as propostas postas na mesma vão atender suas expectativas, que não podem ser garantidas ou mensuradas por cláusulas contratuais.
Dicas
Para trabalhar bem o fator confiança em um processo de negociação, é importante que você se mantenha atento a alguns pontos que, a princípio, podem até parecer que não fazem diferença, mas são essenciais:
– Demonstrar disposição para abrir mão de algo para equilibrar a balança e atender uma expectativa da outra parte;
– Comunicação verbal que reforce o que você diz;
– Apresentação pessoal apropriada;
– Cumprir suas promessas.
Administradores

O impacto do e Social sobre empresas e empregados

Historicamente o empregado, principalmente o de baixa qualificação, tem sido o elo fraco nas relações empresariais. Isso explica, pelo menos em parte, por que a legislação trAbalhista que existe no Brasil é tão paternalista.
A legislação vem tentando equilibrar as forças com leis trabalhistas que nem sempre cumprem o que propõem. A lei dos empregados domésticos, por exemplo, teve a intenção de disciplinar as relações num grupo marginalizado em função da dificuldade de fiscalização, mas o que se viu é que muitas domésticas simplesmente perderam o emprego ou foram realocadas em cooperativas e empresas de terceirização de mão de obra que operam rodízios não alcançados pela lei, piorando a situação.
Sempre escutei que “as leis no Brasil são boas, o que acontece é que não são seguidas”. Pois bem, o eSocial tem agora o poder de fechar o cerco e fazer valer o que a lei propõe.
A integração da folha de pagamento ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) que já contempla a emissão de notas fiscais e conhecimentos de transporte, entre outros módulos, permitirá ao governo cruzar as informações de praticamente todas as dimensões da operação empresarial. A partir de agora, as notas-fiscais (que indicam as vendas realizadas pelos estabelecimentos), os conhecimentos de transporte (que sinalizam as entradas de estoque nos estabelecimentos) e as operações com folha de pagamento, se integrarão numa grande rede de informação que permitirá ao Fisco acompanhar, em tempo real, todas as operações da empresa.
Um efeito colateral do eSocial, contudo, será sentido nas relações entre empregados e empregadores. Até agora, se um empregado desejava sair de férias na semana seguinte porque ganhou uma viagem num sorteio, poderia negociar com seu chefe e arranjava-se tudo com uma notificação de férias feita com data retroativa. Isso acaba. O aviso de férias deverá ser dado com antecedência de 30 dias diretamente no site do eSocial, o que inviabilizará avisos retroativos. O lado bom é que antes o empregador também podia impor as férias para o dia seguinte, se isso lhe fosse conveniente, usando o mesmo artifício de aviso retroativo – e isso também acaba.
Numa única frase, o eSocial vai exigir que todos os eventos relacionados com a folha de pagamento, desde a admissão do funcionário até a sua demissão, sejam notificados nos prazos legais e pelo sistema eletrônico. Acabam-se os registros retroativos e os acertos feitos a posteriori, salvo algumas exceções previstas pela norma que visam a dar flexibilidade às poucas operações onde ela é necessária (acertos de ponto de equipes externas, por exemplo).
No geral, o que o eSocial, assim como o Sped contábil, promovem é a real aplicação das leis no Brasil. Da minha parte, apoio com fervor. Afinal, para ter uma sociedade justa e bem organizada, as leis devem ser seguidas. Se discordar, mude a lei, não a sua execução.
Gazeta do Povo

13 dicas para equilibrar o seu fluxo de caixa

Recebo e-mails e mensagens o tempo todo com pedidos de dicas e planilhas de controle financeiro. Uso a minha planilha há mais de dez anos e disponibilizo sempre que me pedem. Nunca perdi o controle das contas embora tenha ficado sem dinheiro algumas vezes, mas isso faz parte do processo de aprendizado até a gente criar juízo ou vergonha!

Dessa forma, elaborei 13 dicas para ajudar aqueles que, no mínimo, precisam repensar a sua situação atual, reorganizar as finanças e equilibrar o seu fluxo de caixa.

Espero que você não precise disso e faça parte daquele feliz contingente de 8% de brasileiros que não tem dívidas, mas, em todo caso, aqui estão elas:

1) Mapeie suas dívidas: empréstimos, cartão de crédito, etc. para renegociar uma por uma, sem dó nem piedade; banco existe pra isso, deixe de ser orgulhoso; depois, reduza radicalmente suas despesas ao máximo que puder;

2) Avalie cada compra. Regrinha básica: a) preciso disso? b) posso comprar? c) se não posso, vou ter dinheiro quando o cartão chegar? Vontade é uma coisa que dá e passa, acredite em mim.

3) Empréstimo? Só em caso de vida ou morte, de preferência em vida porque em caso de morte você vai gastar de qualquer jeito.

4) Priorize: quando necessário, planeje cada compra, gasto ou desembolso.

5) Pechinche: peça desconto até ficar vermelho de vergonha, revise a conta telefônica, torre a paciência da Sanepar, da Copel, da TIM, da Vivo, do Banco, da NET e assim por diante.

6) Crie uma perspectiva: procure chegar ao fim do mês com menos compromissos do que a sua renda é capaz de comportar; não vá na onda do governo que manda você gastar e depois não ajuda a pagar a conta.

7) Aumente sua renda com trabalhos extras; a web é uma excelente fonte de receita.

8) Elimine o limite do banco; se você não eliminar, será eliminado por ele; tudo o que banco quer é quer você se enterre no cheque especial, pois a é a segunda maior fonte de receita.

9) Tenha apenas um ou dois cartões, se possível, um; se você não tem a disciplina que eu tenho, de pagar tudo no vencimento, você está ferrado.

10) Faça um plano de previdência ou uma poupança automática; quando você poupa, o cérebro incorpora um novo modelo mental positivo e você não vai mais querer parar.

11) Leia OS SEGREDOS DA MENTE MILIONÁRIA / T. Harv Eker.

12) Leia O HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA / George Clason.

13) Por fim, leia EMPREENDEDORISMO PARA JOVENS, escrito em parceria com o meu amigo Iussef Zaiden Filho. Garanto que você vai pensar a respeito.

Lembre-se: com dinheiro no bolso você é bonito, inteligente e sabe até cantar (provérbio íidiche). Sem dinheiro no bolso, você não pode nem pedir a conta da empresa onde você ganha mal, pois a rescisão vai durar somente até encontrar um próximo emprego. E o pior, não dá nem para começar um novo negócio.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

Administradores