Empresa

Simples Nacional: Serviços de Limpeza Podem Optar pelo Regime

Os serviços de limpeza não constituem vedação ao Simples Nacional, ainda que prestados mediante cessão ou locação de mão de obra.
Observe-se ainda que os serviços de zeladoria e portaria não se confundem com os serviços de vigilância, limpeza ou conservação e, quando prestados mediante cessão ou locação de mão de obra, impedem a microempresa ou empresa de pequeno porte de optar pelo Simples Nacional.
Ressalte-se: não poderá optar pelo regime do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que exerça diversas atividades, sendo uma delas impeditiva ao ingresso no Simples Nacional, independente da relevância da atividade vedada em relação às demais atividades prestadas ou de sua previsão no contrato social.
Guia Tributário

Primeira empresa poderá ter tributos convertidos em investimentos

A Comissão de Finanças e Tributação aprovou projeto do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) que cria incentivos para quem quiser abrir sua primeira empresa, com o objetivo de estimular novos empreendimentos, em especial, aqueles destinados a resolver problemas socioambientais (PL3674/12).
A proposta converte impostos, taxas e contribuições a serem devidos pela “Primeira Empresa” ou pela “Primeira Empresa para Economia Verde” em empréstimos da União destinados a fomentar o crescimento e a capitalização desses empreendimentos.
A proposta define Primeira Empresa como aquela criada por pessoas físicas cujos nomes jamais tenham sido registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
Já a Primeira Empresa para Economia Verde é definida como aquela pertencente à economia verde, preocupada com a preservação do meio ambiente e com o bem-estar, e em reduzir riscos ambientais e de escassez ecológica.
Condições
O relator da proposta, deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA) manteve o substitutivo apresentado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Ele defendeu a aprovação do mérito do texto e a adequação orçamentária e financeira da proposta.
“Caberá ao Poder Executivo o estabelecimento das condições para a obtenção do benefício tributário, como, por exemplo, ações na área ambiental que gerem redução de gastos públicos nesta rubrica, equivalentes ao valor da perda de arrecadação”, explicou Rodrigues.
Conversão em créditos
O projeto estabelece que, durante 24 meses, todos os impostos, taxas, contribuições e encargos devidos serão convertidos, automaticamente, em créditos e deduzidos do faturamento da empresa caracterizada como Primeira Empresa.
A única exceção é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devido aos empregados da Primeira Empresa.
Quando for qualificada como “Primeira Empresa para Economia Verde”, a duração do incentivo será triplicada, assim como o prazo para a quitação do empréstimo.
A Primeira Empresa só começará o efetivo pagamento dos tributos, taxas e contribuições depois de dois anos de funcionamento e terá 48 meses para quitar o débito. Caso o empresário venda a empresa ou partes dela, os empréstimos concedidos serão considerados vencidos e devidos imediatamente.
Tramitação- A proposta, já aprovada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Inovação em pequenas empresas: erros que impedem a evolução do negócio

A palavra de ordem para as empresas bem-sucedidas é “inovação”, ou seja, criar algo que destaque o produto no mercado e atraia cada vez mais clientes. Ela pode tomar várias formas, desde um pequeno ajuste no processo ou abordagem do cliente até a criação de um produto novo e único.
Esse conceito é ainda mais importante quando pensamos na realidade de pequenas empresas, pois é justamente isso que a tornará competitiva.
No post de hoje, vamos falar sobre 4 erros na inovação de pequenas empresas que impedem a evolução do negócio. Fique atento para não cometê-los e garantir, com isso, a competitividade da sua companhia.
Focar apenas no que já deu certo
Inovar, por definição, não é seguir os passos de ninguém. A inovação em pequenas empresas não ocorre quando o empreendedor segue um roteiro já testado, mas sim quando implementa um novo. Muitas empresas acabam caindo nessa armadilha, pois ainda não estão totalmente firmadas no mercado e precisam criar uma base mais sólida. Essa é uma boa prática, mas não contribui para um crescimento inovador.
Esperar o “momento perfeito”
Muitos gestores se esforçam para implementar a inovação em pequenas empresas, mas creem que exista um “momento certo” para concretizar seus planos. É verdade que há períodos em que testar ideias novas é arriscado demais. Afinal, é preciso lidar com diversos fatores, incluindo a satisfação dos clientes. Porém, nunca haverá um acordo perfeito entre os fatores internos e externos que garanta sucesso.
Se os riscos forem menores, ou pelo menos remediáveis, talvez seja a melhor hora para inovar. Se os planos forem deixados na prateleira para envelhecerem, provavelmente nunca serão concretizados, e aquele lucro extra esperado nunca chegará ao seu caixa.
Tentar fazer algo igual a uma grande empresa
Buscar a maior qualidade profissional possível desde o início é algo importante, que transmite seriedade e aumenta a rentabilidade do negócio. Mas existe um limite para o que uma pequena empresa pode fazer, já que seus recursos são bem menores do que aqueles de uma multinacional. E isso inclui as medidas de inovação também.
Esse cenário limitado é bem propício para a inovação em pequenas empresas, mas alguns se excedem ao criar planos que dependem de muito mais recursos do que os disponíveis no momento. Frequentemente, as melhores ideias são as mais óbvias. Por isso, tenha em mente que inovar pode ter mais a ver com criar algo novo com menos, não com adicionar mais e mais ao processo.
Criar algo novo sem saber o que já é antigo
Esse é um erro comum, mas frequente na inovação em pequenas empresas. Alguns acreditam que para criar algo não é necessário entender o que já se consolidou no mercado. Esse pensamento não poderia estar mais incorreto.
Uma nova ideia surge, na maioria das vezes, com base no que já é utilizado para resolver problemas no processo atual. Ao tentar inovar dessa forma, a melhor das hipóteses é que o resultado seja algo que já existe. O melhor é aprender tanto quanto possível primeiro para, depois, encontrar o que precisa ser inovado.
Conhecendo essas 4 atitudes que devem ser evitadas, com certeza você estará no caminho certo para a inovação. Com isso, o próximo passo é estruturar bem o seu empreendimento e ir à luta para conseguir o sucesso!
SAGE

O não-planejamento que pode afundar sua empresa

Trabalhar com um bom planejamento deveria ser um requisito básico para qualquer empreendimento. Infelizmente, nem sempre é o que acontece. Um estudo realizado pelo Sebrae em 2014 mostrou que, na média, 55% dos brasileiros empreendem sem elaborar nem mesmo um plano de negócios. E o pior: a cultura do “não-planejamento” persiste mesmo depois que suas empresas abrem as portas.
Pelas contas do Sebrae, apenas 53% dos empreendedores acompanham suas receitas e despesas. E só metade deles (50%) revê e atualiza regularmente seus planos de negócios. Por um lado, esses números explicam por que metade das empresas brasileiras fecham as portas depois de apenas quatro anos de atividade, segundo o IBGE. Por outro lado, apontam para uma grande oportunidade:
OS EMPREENDEDORES QUE TRABALHAM COM UM BOM PLANEJAMENTO TENDEM A ABRIR GRANDE VANTAGEM SOBRE OS DEMAIS
Mas como planejar? Ou ainda: qual a forma mais eficiente de fazê-lo? É sobre isso que falaremos neste capítulo, o quinto da Série para Aumento da Eficiência Endeavor, editado em parceria com a Crunchflow.
Trata-se de um tipo de planejamento inovador que permite aos empreendedores antever o futuro e extrair o máximo das oportunidades que ainda estão por vir.
A era da análise preditiva
Esses sistemas são programados para se autoaperfeiçoar. À medida que acumulam dados, eles geram análises cada vez mais completas, inteligentes e certeiras, até que se tornam capazes de “prever o futuro”. Não no sentido de fazer profecias sobre os destinos da empresa, obviamente. Trata-se de trabalhar com as chamadas análises preditivas.
Preparando melhor a sua empresa
Imagine, por exemplo, que sua empresa acaba de ser contratada para desenvolver um grande projeto. Como você calcularia o custo necessário para executá-lo? Normalmente, as companhias de serviços fazem essa conta de forma imprecisa e subjetiva. Os gestores se baseiam na própria experiência, que é subjetiva, e passam a acreditar que determinadas tarefas podem ser concluídas em um número X de horas – mesmo que, muitas vezes, essa estimativa esteja bem distante da realidade.
A equipe certa para os projetos certos
As análises preditivas permitem que as empresas de serviços atuem com máxima eficiência sempre. Não importa se o mercado está em franco crescimento ou se são tempos de vacas magras: com as informações certas, seus negócios estarão sempre bem dimensionados para o que der e vier. E isso também vale para o principal ativo dessas empresas: os funcionários.
Já existem tecnologias que ajudam a dimensionar qual deve ser o perfil e o tamanho exato da equipe envolvida em cada tipo de projeto. Essas plataformas de workforce planning analisam os dados da sua empresa, identificam padrões de desempenho e oferecem insights para você antecipar as demandas futuras e gerenciar os seus recursos na medida exata.
As empresas ganham a oportunidade de contratar, demitir, promover e dar feedback, tudo com base em análises complexas, geradas a partir de seus próprios históricos de desempenho. E você, empreendedor, fica mais livre para pensar no crescimento do negócio, na busca de novos clientes e novas oportunidades de inovação. Tudo aquilo, enfim, que nenhuma máquina jamais será capaz de executar.
Endeavor

Como fazer um plano de negócios prático?

Existe um longo caminho entre uma ideia e um negócio. E nesse caminho, é fundamental prever obstáculos, definir paradas e listar tudo o que é necessário para que a caminhada alcance o destino pretendido. No mundo do empreendedorismo, a ferramenta que utilizamos para definir o caminho que será trilhado é chamada de plano de negócios.
O plano de negócios é um documento que funciona como guia estratégico para o gerenciamento do seu empreendimento. É uma forma de estruturar todos os pontos importantes do seu negócio de forma integrada, verificando novas possibilidades, potencializando oportunidades e prevendo problemas, para que estes possam ser gerenciados e resolvidos.
O plano de negócios é uma ferramenta importante, independentemente do tamanho da empresa, pois sua função é reunir todas as questões relevantes para atingir o objetivo e apresentar a forma como essas questões serão gerenciadas.
O Plano de Negócios é um documento prático
Chamar o plano de negócios de “documento” pode soar um pouco burocrático e complexo, mas não é bem por aí. O ideal é que o plano seja objetivo e focado, escrito de forma clara e que possa ser facilmente apresentando para todos os envolvidos com o sucesso da empresa.
Uma excelente ferramenta para te ajudar a pensar no plano de negócios da sua empresa é o Canvas de Modelo de Negócios, apresentado pela primeira vez por Alexander Osterwalder no livro Business Model Generation, publicado em 2011. Trata-se de um quadro dividido em nove campos, em que cada um desses campos apresentam fatores que precisam ser estruturados para que o negócio funcione.
A ideia do Canvas é apresentar, resumidamente, a estratégia de cada um dos fatores em um só quadro, formando uma visão geral do modelo de negócios. A principal função do canvas é justamente essa visualização integrada dos fatores e estratégias. O que muitas pessoas se esquecem é que, para preencher o Canvas, é preciso ter um conhecimento mínimo sobre os detalhes do seu negócio.
Portanto, antes comprar uma caixa enorme de blocos adesivos coloridos e sair colando no Canvas, é importante coletar informações sobre cada um dos fatores.
Dicas para elaborar o seu Plano de Negócios
Tenha em mente que a praticidade do seu plano de negócios está diretamente ligada à forma como esse documento te auxilia a verificar oportunidades e problemas em seu negócio, para que seja possível tomar atitudes coerentes em relação ao objetivo que você pretende atingir.
Para isso, confira essas cinco dicas valiosas que vão te ajudar a formular seu plano de negócios e alcançar seu sucesso.
1. Mantenha o foco no consumidor – Uma grande questão que precisa ser respondida o quanto antes sobre o seu negócio é: existem pessoas interessadas no seu produto? E, mais do que isso: elas estão dispostas a pagar quanto para adquiri-lo?
Eric Ries, autor do livro “A Startup Enxuta”, comenta que existe atualmente um grande número de empresas que possuem produtos de qualidade técnica excelente, mas que não apresentam soluções para problemas reais das pessoas. Portanto, para garantir o sucesso da sua ideia, procure apresentar e testar o seu produto junto ao seu potencial consumidor o quanto antes.
Assim, no momento de construir seu plano de negócios, você terá em mãos informações relevantes sobre os comportamentos do seu cliente em relação ao seu produto, e poderá criar soluções cada vez melhores.
2. Conheça o mercado – Outro detalhe importante sobre a construção do plano de negócios é o conhecimento sobre o mercado em que você pretende atuar. Colete o máximo de informações possíveis — liste todos os seus potenciais concorrentes, verifique como eles se posicionam no mercado, conheça as forças e fraquezas de cada um — para que você possa apresentar um resultado mais eficiente do que os outros.
Caso a sua empresa esteja criando um produto em um novo mercado, é preciso investir na educação do consumidor, apresentando de forma clara quais problemas o seu produto pode resolver. Uma ótima forma de fazer isso é utilizando o marketing de conteúdo. Neste post falamos um pouco sobre como a educação do mercado pode fortalecer seu negócio.
3. Defina a Missão da Empresa-A missão da sua empresa deve ser algo que inspire ações concretas e, ao mesmo tempo, determine onde a empresa pretende chegar. Por isso, ao formular a missão é necessário estabelecer um propósito que reflita os valores que a empresa pretende por em prática.
No momento de estabelecer a missão, pense em algo que possa motivar as pessoas envolvidas no sucesso da empresa a correr atrás do objetivo geral. Mais do que apenas oferecer um determinado produto ou solução, busque sempre demonstrar para o seu cliente que sua empresa trabalha com profissionalismo e conceito.
Isso é o que Steve Jobs, o fundador da Apple, chamava de “criar um grande produto”. Jobs deixou várias lições sobre estratégia que podem ser muito úteis, e muitas delas você pode conhecer neste post.
4. Defina suas metas-Com a missão da empresa definida, fica claro qual é o objetivo que se pretende alcançar. Para alcançá-lo, é preciso que você desmembre o caminho em pequenos passos até os objetivos que deverão ser realizados, um a um. E esses passos são o que chamamos de metas.
Já explicamos como estabelecer metas de forma prática neste post sobre a metodologia S.M.A.R.T., que apresenta cinco passos para estabelecer metas e acompanhar resultados que podem ajudar você a alcançar ser sucesso mais rápido.
5. Mantenha seu plano atualizado-Um detalhe importante, que nem sempre é observado, é que o plano de negócios não é um documento estático, pelo simples fato de depender do mercado, que por si só está sempre em movimento. Para manter o plano sempre atualizado, é preciso definir quais fatores são influenciadores diretos na tomada de decisões sobre o futuro da empresa.
Isso pode incluir a entrada de novos concorrentes, a perda ou aquisição de determinados clientes, ou alterações na legislação vigente. Assim que algum destes fatores se altere, o documento deve ser atualizado.

Quem toma as decisões na sua empresa?

Andando pelo Shopping na última semana, entre uma loja e outra, deparei-me com um velho amigo da graduação, que não via desde a formatura. John e eu sentamos na praça de alimentação e fomos bater um papo. Lembro-me que John era daqueles alunos aplicados que jamais se contentava com uma nota menor que 9,0 nas avaliações. Além disto, teve participação em cargos de liderança na Empresa Júnior do curso e como estagiário em 3 empresas. Onde seus projetos proporcionaram grandes ganhos para as organizações. Ele era o aluno que todo professor adorava, e o sonho de toda mamãe e papai. E como era de se esperar, John tinha um grande sonho, construir sua carreira em uma famosa multinacional.
Em nossa conversa, John me contou que havia realizado tal sonho. Hoje era Analista de Desenvolvimento da galáxia tal famosa multinacional. Sempre imaginei que um dia iriamos nos encontrar e ele viria eufórico contar que havia conquistado mais um de seus sonhos. Porém desta vez, percebi que ele não estava muito feliz com esta conquista.
O engajamento e motivação dos novatos
John me contou que a empresa era fantástica e que logo no primeiro dia percebeu que seus conhecimentos poderiam contribuir muito nos processos da companhia.
Desde então começou a desenvolver uma gigantesca análise de todos os processos do seu setor. Ele anotou tudo que poderia ser otimizado e como poderia ser feito. No seu terceiro mês de trabalho apresentou à gerência um plano de melhoria nos processos. Tudo muito bem elaborado e documentado. Com todos os procedimentos de melhoria e o ganho que seria proporcionado, em horas de trabalho e reais (R$). E claro, ressaltando que todo o trabalho teria curta duração (dois meses), não haveria custos para a empresa e seria totalmente elaborado por ele.
O príncipe gerente do setor encaminhou o plano de John para o gerente de produção no mesmo dia. O plano foi analisado prontamente e encaminhado para o diretor de desenvolvimento, que levou duas semanas para fazer sua análise. O diretor convocou uma reunião com os lordes a diretoria para discussão no próximo mês. Após a reunião, a diretoria sugeriu algumas alterações antes de apresentar o plano para o Diretor Presidente. John realizou os ajustes e encaminhou novamente o plano para o gerente do setor. O plano seguiu o caminho até chegar ao presidente da organização, após 1 ano luz 45 dias. Após análise, o Diretor Presidente vetou o plano. Sua desculpa alegação foi que a proposta, mesmo simples e benéfica para a empresa, estava em desacordo com o planejamento estratégico.
vader-okjr
Quase 3 (três) meses após a elaboração do plano, John recebeu a resposta (de negação) do Sr. D. Vader presidente da empresa. Junto com ela, um cronograma com as metas que deveriam ser batidas por John nos próximos 12 meses.
Então as empresas desengajam os funcionários?
A história de John não é única. Aposto que você também já ouviu relatos de conhecidos que acabaram de se formar e chegaram em grandes organizações repletos de “Potência de Agir” (termo usado pelo filósofo holandês Baruch Espinoza – veja aqui), e após alguns meses se viram desmotivados, tendo que seguir uma série de tarefas que lhes foram propostas e que não fazem o menor sentido para os mesmos. Isso é muito comum, e este fato traz danos também para a organização, que passa a lidar com a desmotivação e a falta de engajamento dos colaboradores com a causa da empresa.
E como aumentar o engajamento dos colaboradores?
Uma solução para isto é o framework OKR (Objectives and Key Results – conheça). Ele vem sendo trabalhado por empresas como Google, Oracle, Spotify e Intel. Com o OKR passam a dividir com os funcionários a responsabilidade de definir metas com base no propósito da organização. O colaborador é imergido na cultura da empresa e é desafiado a propor soluções para atingir os objetivos de crescimento da organização, tendo suas metas definidas por si mesmo, e consequentemente, sendo cobrado por elas.
A ideia principal é promover o engajamento compartilhando a liderança com todo o time. Extinguindo os níveis hierárquicos e “Supremos Lordes do Universo” que burocratizam e desaceleram as decisões. Dando autonomia para todos galgarem melhores resultados, focando energias para fora da empresa (mercado) e não para processos. Os objetivos definidos por cada um são executados em ciclos com duração de 3 meses, o que promove agilidade e alta resposta a mudança. Isso permite que erros sejam encontrados o quanto antes, para que os acertos sejam obtidos o mais rápido possível.
Desta forma, o John e demais profissionais em quaisquer companhias, não perderiam suas energias e manteriam a motivação em seus trabalhos, por se sentirem parte da organização.

Revisão das normas contábeis reforça o uso da escrituração

A Norma Brasileira de Contabilidade – Pequenas e Médias Empresas (NBC TG 1000) -, a mais abrangente por atingir a maioria das companhias brasileiras, está em processo de revisão pela primeira vez.
Profissionais do setor debruçam-se sobre a “bíblia” da contabilidade, em vigor desde 2010, para alterar pontos considerados importantes, justamente num momento de crise econômica que tem afetado, sobretudo, as empresas de médio e pequeno porte.
Serão modificados 55 itens. As alterações propostas foram submetidas a uma audiência pública que terminou no dia 17 de agosto e agora serão analisadas por grupos de trabalho do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
Depois de aprovadas, entrarão em vigor a partir de janeiro de 2017.
Entre as alterações está o esclarecimento de que todas as subsidiárias adquiridas com a intenção de venda ou alienação no prazo de um ano serão excluídas da consolidação do balanço.
O texto também orienta sobre como contabilizar e divulgar essas subsidiárias. De acordo com o vice-presidente técnico do CFC, Zulmir Breda, mais importante do que as alterações do texto, é o reforço feito pelo IASB (International Accounting Standards Board), organismo internacional independente que edita as normas IFRS, da obrigatoriedade de manutenção da escrituração contábil regular pelas pequenas e médias empresas.
“Em muitos países, incluindo o Brasil, a legislação tributária não obriga as empresas a manterem uma escrituração contábil regular, mas apenas para fins tributários.
E muitos empresários levam essa interpretação para a gestão da empresa como um todo. Enxergam a contabilidade mais organizada, gerencial, como um custo adicional, quando na verdade é um importante instrumento de gestão do negócio”, analisa.
A crise econômica atinge em cheio as micro e pequenas empresas, mesmo com o tratamento tributário diferenciado e simplificado proporcionado pela legislação do Simples Nacional, que reúne todas as obrigações numa única guia.
Se a simplificação não foi capaz de aumentar a taxa de sobrevivência, tudo leva a crer que o que falta em grande parte das empresas menores é uma gestão adequada. E gestão só se faz com uma contabilidade organizada.
Na opinião de Breda, prestar informações ao fisco por meio de obrigações acessórias passou a ser há muito tempo uma tarefa secundária dos contadores.
Para alcançar a sustentabilidade de uma empresa, independente do porte e tamanho, é preciso manter uma contabilidade organizada e usá-la como um importante instrumento de gestão.
A contabilidade gerencial auxilia no planejamento do negócio, na precificação de produtos e serviços, no planejamento e controle de custos, na gestão do fluxo de caixa, na maior transparência da gestão.
Bem aplicada e alinhada, é um instrumento que revela e antecipa cenários, servindo como uma bússola à medida que aponta caminhos para a tomada de decisões muito mais precisas.
Não sem razão, segundo Breda, a escrituração contábil é vista como cláusula pétrea da norma.
Ele chama a atenção para a mudança de postura, nos últimos anos, da Receita Federal, que historicamente nunca exigiu das empresas menores uma contabilidade regular, talvez porque não imaginasse a representatividade dessas companhias no futuro em termos de arrecadação tributária.
Hoje, entretanto, o fisco revê essa exigência com a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e seus diversos módulos, como a Nota Fiscal Eletrônica e a ECD (Escrituração Contábil Digital), que têm tirado o sono das companhias, principalmente daquelas que não davam a devida atenção aos seus controles.
“O fisco faz caminho inverso do que fez no passado e passa a exigir a contabilidade das empresas em meio digital, primeiramente para as empresas maiores, mas sabe-se que atingirá no futuro as menores”, explica.
Como as alterações em curso na NBC TG 1000, é possível que ocorram mudanças em alguns pontos da Interpretação Técnica Geral (ITG) 1000, uma simplificação da norma aplicada às PMEs, editada em 2012, que traz procedimentos ainda mais simplificados.
Essa norma tem 18 páginas e é voltada para as microempresas e empresas de pequeno porte, usando como parâmetro um faturamento anual até R$ 3,6 milhões, o mesmo do Simples Nacional.
Um grupo de estudos do CFC ainda está estudando os impactos da revisão em curso na ITG – 1000 para saber se será preciso aprimorá-la.
Para o vice-diretor cultural do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo (Sindicont-SP), Claudinei Tonon, a revisão da norma, realizada de três em três anos, vai trazer maior segurança aos contadores.
“As alterações propostas trarão maior clareza no texto, facilitando a interpretação”, resume. Ele cita alguns exemplos.
O termo reavaliação, mecanismo usado na contabilidade para trazer um ativo para o valor de mercado, será acompanhado da expressão “quando permitido por lei”.
Até então, não havia clareza sobre quando usar esse mecanismo. Outra mudança que ele considera importante foi a substituição da expressão “despesas com impostos” por “despesas com tributos”.
Conceitualmente, o imposto é das categorias de tributo, assim como as contribuições sociais.
O contador lembra das dificuldades enfrentadas pelas empresas brasileiras para entender, logo no início da adoção, as normas contábeis internacionais, que foram adequadas em todos os países, seguindo uma diretriz básica.
Diário do Comércio

Motivos para investir em marketing de performance

Há alguns anos uma das formas mais comuns para divulgação de produtos era o típico trio: panfleto, outdoor e anúncios em jornais e revistas. Com o desenvolvimento tecnológico e o grande impulso das redes sociais, o marketing foi transformado e hoje abre os olhos e investe especialmente no mundo digital, já que este teoricamente custa menos, gera uma poluição ambiental menor e impacta bem mais o público-alvo.
Fábio Ricotta, analista de CEO e empreendedor, acredita que a melhor forma de chegar ao público-alvo atualmente é por meio do marketing de performance.
“O que o diferencia do marketing tradicional é a possibilidade de medir o retorno, ou seja, saber se o investimento gerou resultados suficientes ou não”, explica Ricotta.
Abaixo você confere 3 motivos que deveriam levar todos a investir neste novo tipo de marketing, de acordo com o CEO da Agência Mestre:
1 — Não perder dinheiro
Segundo Ricotta, é possível que outros investimentos do marketing tradicional joguem dinheiro do empreendedor no lixo.
“Como você sabe que aquele panfleto realmente trouxe novos clientes?”, pergunta o CEO. Segundo ele, o marketing de performance garante melhores resultados, pois utiliza técnicas de medição de retorno. Por exemplo: ao investir nas redes sociais e plataformas digitais, como o Google, é possível calcular os resultados dos anúncios.
“A qualquer momento, as estratégias podem ser mudadas, o que é muito diferente do marketing tradicional, já que o dinheiro gasto no jornal ou no espaço comercial da TV não pode ser mudado, mesmo que não dê retorno”, explica.
2 — Atingir o público-alvo específico
Ricotta relembra que os meios tradicionais de propaganda podem chegar a diversas pessoas, incluindo aquelas que não se interessariam pelo produto. Segundo ele, porém, o marketing de performance já é especificamente direcionado ao potencial cliente.
“O anunciante de lingerie não tem motivos para mirar no público masculino, assim como o mecânico não precisa atingir quem não tem carro”, exemplifica.
Deste modo os anúncios permitem não só chegar a quem pode se interessar, mas também em uma área maior geograficamente.
“Se você pode vender seu serviço ou produto para todo o país, basta criar uma plataforma na internet, e não depender apenas da população local”, destaca, alertando para que os empreendedores olhem para o futuro.
3 — Manter contato com o público
De acordo com o especialista, o marketing de performance normalmente gera ótimos resultados tanto em curto quanto em longo prazo, já que permite a uma marca se relacionar com público nas inúmeras plataformas que existem na internet.
“Uma boa estratégia vai permitir que a empresa guarde o e-mail e até mesmo outros dados do cliente, e com isso vai ser possível manter um diálogo de longa duração com ele”, explica Ricotta.
Segundo ele, é possível fazer promoções exclusivas ou ações de incentivo através de e-mail marketing.
“Em longo prazo, isso traz um retorno muito maior, porque o seu negócio vai ter uma base de fãs que sempre vão manter contato com o que você tem a oferecer, fazendo valer ainda mais o dinheiro investido”, conclui.
Administradores.com

Cadastro de NIS: o que é e como fazer?

Conhecido entre os brasileiros, o Número de Identificação Social (NIS) é uma inscrição atribuída aos cidadãos que têm — ou possam vir a ter — algum tipo de benefício em programas sociais, como Bolsa Família, Pronatec, entre outros.
Além desses casos, ele também é atribuído a quem conquista seu primeiro emprego. Nesse caso, o número será validado ao PIS/PASEP, garantindo ao trabalhador seus direitos previdenciários e trabalhistas — como abono salarial, seguro-desemprego, FGTS, entre outros. Via de regra, o PIS acaba se tornando uma inscrição NIS com as informações do colaborador que passa a ter vínculo empregatício.
No post de hoje, vamos esclarecer algumas dúvidas referentes ao Cadastro de NIS — e quais benefícios ele garante para empregados e empregadores. Continue a leitura!
O que é o Cadastro de NIS
Nos últimos anos, milhares de brasileiros foram beneficiados com algum tipo de programa social. Para que esse direito realmente tenha validade e possa, de fato, gerar benefício, o Cadastro de NIS é indispensável.
Adquirido através de um cadastro realizado pela Caixa Econômica Federal, o Cadastro concede a participação em diversos projetos atualmente oferecidos pelo Governo Federal, como é o caso do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, entre uma série de tantos outros programas vinculados ao Governo.
As vantagens para o empregador
Para os empregadores, o Cadastro de NIS proporciona grande agilidade e conveniência na hora de cadastrar seu empregado, permitindo a identificação nas mais diversas esferas, como o FGTS e a Contribuição Previdenciária — uma vez que é o mesmo número do PIS. Ele também torna possível realizar correções no preenchimento da GFIP e RAIS, entre outros pontos.
Isso sem falar na comodidade — como o cadastramento pode ser realizado pela internet, o empregador não precisa ir até uma agência da Caixa Econômica Federal para fazer o Cadastro de NIS do novo empregado.
As vantagens para o empregado
A Adesão aos Programas Sociais é um benefício importantíssimo — desde seu início, esses programas já mudaram a vida de milhares de brasileiros, trazendo alimentação, moradia e condições de estudo para famílias que antes podiam apenas sonhar com isso.
Além disso, como o NIS é o mesmo número do PIS, o Cadastro garante ao empregado seus direitos trabalhistas — auxílio-doença, auxílio-maternidade, FGTS, aposentadoria, entre tantos outros direitos.
Como fazer o Cadastro de NIS pela internet
Empregadores que desejam realizar o cadastro online devem, primeiramente, autorizar a pessoa responsável para enviar, em nome da empresa, as informações do trabalhador.
Logo após, é preciso providenciar o Certificado Digital no padrão ICP-Brasil, fornecido pela própria CAIXA ou por uma agência certificadora. O documento deverá, obrigatoriamente, conter o número do NIS do titular ou do representante da pessoa jurídica.
Será necessário também habilitar o funcionário na CAIXA para acessar o sistema online para realizar o cadastramento. Após a habilitação, o funcionário responsável deverá acessar o aplicativo da CAIXA — no sitewww.caixa.gov.br, aba Empresas, vá na opção Cadastramento NIS, insira a identificação do Certificado Digital e informe os dados do trabalhador. O número NIS do colaborador será informado logo após a conclusão do processo.
Qualquer pessoa pode fazer o Cadastro de NIS do trabalhador — desde que esteja autorizada pelo representante legal da empresa e tenha sido cadastrada em uma agência da CAIXA para essa finalidade. Via de regra, funcionários do setor de Recursos Humanos, contabilistas e outros prestadores de serviços podem realizar o cadastramento do colaborador.
Sage

Dicas incríveis para melhorar o pós-venda

Você ainda acha que a venda termina com a entrega do produto? Então é chegado o momento de rever um pouco os seus conceitos. Atualmente, entende-se que o pipeline de vendas é cíclico, ou seja, inclui todo o processo que envolve a captação de clientes até, finalmente, a conclusão do negócio. Ao final, é uma missão fundamental do gestor trabalhar em estratégias de fidelização para que esse mesmo consumidor volte a fazer negócios com a empresa. Uma dessas ações é o pós-vendas.
Ele funciona como um monitoramento do processo realizado pela própria organização. O objetivo é colher um feedback do cliente para descobrir como todas as etapas ocorreram, da abordagem do vendedor até a entrega do produto. Além disso, também são parte do pós-venda os famosos programas de fidelização, que servem como um estímulo para que o cliente retorne à empresa sempre que possível.
Para ajudá-lo a melhorar o pós-venda do seu negócio, resolvemos trazer neste post 4 dicas de ouro. Confira!
Resolva problemas rapidamente
Em primeiro lugar, é fundamental que o gestor esteja ciente de que, caso haja qualquer problema durante o processo de vendas, é muito importante assumir a responsabilidade e, acima de tudo, fornecer uma rápida solução para o cliente. Algumas empresas têm centrais de atendimento para que toda a situação seja esclarecida, por exemplo. Assim, é possível adotar a ação de reparo mais adequada.
Uma métrica importante para avaliar a resolução de problemas é a taxa de resolução no primeiro contato. Com ela, é possível monitorar a qualidade do serviço prestado pelos colaboradores e melhorar o pós-venda.
Aposte nos serviços de autoatendimento
Algumas empresas conseguem oferecer uma série de mecanismos para que os consumidores resolvam os problemas sozinhos. Essa ação só é recomendada, é claro, para situações de baixa gravidade. Algumas das ferramentas usadas são os guias de uso, os fóruns ou o famoso FAQ (Frequently Asked Questions). Dessa forma, ambas as partes economizam tempo e os conflitos diretos são mitigados na empresa.
Desenvolva programas de recompensas
Outra estratégia bastante eficaz para melhorar o pós-venda é o desenvolvimento de programas de recompensas. Esse é o tipo de ação que tem como objetivo a fidelização, conforme vimos no início do nosso post. A ideia é simples: à medida que o cliente compra na loja, ele coleciona pontos que, futuramente, podem ser trocados por descontos, brindes, etc., além de um tratamento especial e outros benefícios, como eventos exclusivos. Assim, ele se sente recompensado por fazer negócios com você.
Crie processos dinâmicos
Se os problemas são frequentes, então é hora de checar os processos internos da empresa. Será que os estoques são bem organizados? Será que a empresa de transporte está desempenhando bem a sua função? E os profissionais sabem como agir caso o cliente apresente alguma queixa ou sugestão? Todos esses pontos precisam ser avaliados.
Para visualizar com clareza os processos do seu negócio, é fundamental que você crie um fluxograma operacional. Assim, poderá visualizar tarefa por tarefa e encontrar gargalos com mais facilidade, isso é, problemas ligados à eficiência, como o desperdício, o retrabalho ou até erros na condução de cada uma das atividades.
Sage