Empresa

Os Desafios da Gestão Empresarial

Administrar uma empresa é tarefa que exige muita dedicação, destreza e conhecimento, atribuições que demandam constante atualização para atingir resultados mensuráveis capazes de manter o empreendimento vivo e viável.
É comum pessoas entrarem no mundo dos negócios sem muita ambição e aos poucos darem-se conta de que aquilo que parecia ser apenas uma pequena fonte de renda para o sustento da família tornou-se um empreendimento de maior vulto, transformando seu idealizador em um empresário.
Ao perceber que o negócio cresceu mais do que havia sonhado ou imaginado sem muito planejamento, o agora empresário se questiona: como fazer para gerir?
A facilidade inicial decorrente do pequeno número de dados desapareceu, deixando em seu lugar muitas dúvidas para obter informações úteis à tomada de decisões.
Em outro extremo, empresários já bem sucedidos e com muitos anos de bagagem também pode se sentir desmotivados em face das grandes e velozes mudanças impostas pelo mercado, sugerindo haver chegado o momento da aposentadoria.
Buscar conhecimento através de cursos e treinamentos é uma ferramenta indispensável, assim como assessorar-se de bons profissionais. Gerentes capacitados contribuirão significativamente para dividir o peso e as responsabilidades das atribuições de administrar, sempre em busca de meios mais eficazes e competitivos.
Peter Drucker, escritor, consultor e considerado o pai da administração moderna, afirmava que “não se gerencia o que não se pode medir”.
Para tanto, as empresas precisam assumir determinadas posturas para alcançar resultados mensuráveis. São elas:
· Criar novos produtos, serviços ou novas formas de gestão;
· Inovar aquilo que necessita de um toque para atualizar-se com a nova proposta de mercado;
· Abandonar ideias ou produtos que já apresentaram bons resultados, mas que no momento não têm mais aceitação.
Destaques Empresariais

Como os benefícios corporativos podem ajudar a tornar o seu RH estratégico

Oferecer um pacote de benefícios atrativo e diferenciado é uma importante ferramenta para conquistar e manter talentos em qualquer empresa. As empresas que colocam uma vantagem como essa em prática, conseguem motivar e engajar os colaboradores que já fazem parte do time, elevando a produtividade e a competitividade da organização.
Não é novidade que o salário não é mais o ponto decisivo para quem busca por uma colocação no mercado de trabalho. Hoje, as pessoas querem também desafios e, acima de tudo, qualidade de vida, tanto na empresa quanto fora dela. Neste último item, especialmente, o papel de um bom conjunto de benefícios se sobressai. Eles colaboram decisivamente para a redução do turnover e também criam um clima positivo, fazendo com que as pessoas se sintam importantes e parte da organização.
Pensando nesses diferenciais, listei algumas dicas sobre como aproveitar melhor a gestão de benefícios e tornar seu RH estratégico. Muitas destas iniciativas já são bem comuns na maioria das organizações, outras são um pouco mais arrojadas, mas podem apresentar excelentes resultados. Veja quais são os cuidados essenciais que sua equipe de RH deve ter para gestão de benefícios:
Faça um planejamento – A política de benefícios precisa alinhar-se às demandas de dois interessados. Primeiro, da própria empresa, que busca motivar, engajar seus colaboradores e, consequentemente, melhorar a produtividade e a competitividade. Segundo, dos colaboradores, que buscam nos benefícios as características que consideram importantes para a manutenção de um clima favorável no trabalho.
Por isso, determinar o que será oferecido neste pacote deve ser resultado de um planejamento específico, que precisa levar em conta os objetivos da empresa, além do perfil e a necessidade dos colaboradores.
Conheça seu público – Para determinar quais benefícios serão oferecidos aos colaboradores, é essencial saber o que é importante para eles e o que faria com que todos escolhessem sua empresa para trabalhar.
Tenha atenção ao que diz a lei – Antes de elaborar um plano de concessão de benefícios, é preciso prestar atenção ao que diz a legislação trabalhista. Alguns benefícios, como férias, 13° salário e horas extras são obrigatórios. Por vezes, há ainda outras vantagens definidas por meio de acordos coletivos ou negociações com sindicatos, que precisam ser respeitados. Também é importante ficar atento a determinados benefícios pagos em dinheiro, como os bônus ou remunerações variáveis. Elas geram encargos sociais, que devem ser incorporados aos custos da política de benefícios.
Mantenha a transparência nas políticas de RH – Os benefícios estão entre os principais atrativos que seduzem o colaborador a permanecer em uma organização. Quanto mais claras forem as práticas da organização nesta área, mais chances ela terá de cativar talentos.
É preciso ser transparente sobre o que será oferecido, para quem e em que condições. Plano de saúde, participação nos resultados, auxílio-educação, enfim, quando o colaborador escolhe a empresa, ele tem que ter segurança sobre tudo o que poderá receber em troca do seu engajamento. Também é importante informar ao colaborador em qual nível do plano de benefícios ele está enquadrado.
No caso dos planos de saúde, por exemplo, é comum a empresa oferecer diferentes modalidades, de acordo com o cargo ou a função.
Foque na qualidade de vida – É no trabalho que as pessoas passam uma boa parte de suas vidas. Logo, ter qualidade de vida no escritório é essencial para o bem-estar geral. O papel do RH aqui é muito importante para gerar um ambiente favorável para que os colaboradores se sintam motivados. Entre as ações de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), estão a jornada flexível ou reduzida em determinadas situações, possibilidade de trabalho em home office, incentivo à prática de atividade física por meio de um benefício de qualidade de vida, licença especial para projetos pessoais e oferta de serviços diferenciados no escritório (salão de beleza, massagem, entre outros).
Ofereça cartões de benefícios – Gerenciar a vasta relação de benefícios que as empresas devem oferecer aos colaboradores pode muitas vezes sobrecarregar a área. É relativamente comum que o setor de RH seja “engolido” por atividades administrativas de tal forma que não sobre tempo para pensar na gestão de pessoas de forma estratégica.
Uma alternativa para facilitar este gerenciamento é o uso dos cartões de benefícios. Hoje, o mercado oferece alternativas cada vez mais adaptáveis aos diferentes tipos de negócios e necessidades das empresas. É uma forma de evitar a sobrecarga dos Recursos Humanos que, com menos atividades administrativas para executar, terão mais tempo para desenvolver estratégias para aprimorar a relação da organização com seus colaboradores.
Implemente benefícios flexíveis – A implantação de benefícios flexíveis é uma alternativa para customizar ainda mais o pacote oferecido aos colaboradores. Nesta modalidade, a empresa determina um valor de crédito para o investimento e os próprios colaboradores decidem onde ele será aplicado. Além de melhorar o aproveitamento do seu investimento, esta ação amplia a noção de que o colaborador participa efetivamente das decisões na empresa.
Avalie os benefícios – Quando vamos realizar qualquer tipo de investimento, é fundamental ter metas claras quanto ao retorno esperado. Na gestão de pessoas não é diferente. Por essa razão, é essencial medir como os colaboradores avaliam o pacote de benefícios oferecido pela empresa.
Para fazer isso, as pesquisas de satisfação são uma boa alternativa. Elas podem dar subsídios para verificar se o investimento está gerando o reflexo desejado e melhorando a percepção dos colaboradores quanto à qualidade de vida no trabalho ou se é necessário reavaliar sua gestão de benefícios.
E na sua empresa, como é a gestão de benefícios? Você acredita que ela é um diferencial na captação e retenção de talentos?
Oferecer benefícios aos funcionários faz com que eles se sintam valorizados. Com essas dicas básicas, vemos o quanto é importante investir nessa área, principalmente nos dias de hoje, em que as pessoas escolhem seu trabalho de olho no que ele pode oferecer de benefícios, tanto financeiros, quanto ao que diz respeito à qualidade de vida.
Administradores

IR 2017: Empresa que não entregou comprovante de rendimento pode ser multada

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda começa amanhã (02) e todas as pessoas físicas já devem ter em mãos os comprovantes de rendimento. Os empregadores tinham até o último dia de fevereiro para entregar o documento aos trabalhadores. Caso contrário, ficam sujeitos a uma multa de R$ 41,43 por comprovante.
Quem não recebeu, tem que procurar o empregador. Se não der certo, a Receita Federal recomenda que o contribuinte comunique o fato à unidade de atendimento mais próxima, “para as medidas legais cabíveis”.
O Fisco permite que o comprovante seja disponibilizado online, desde que o empregado tenha um endereço eletrônico. Nesse caso, fica dispensado de entregar o documento em sua forma física.
Se houver inexatidão nas informações, como salários que não foram pagos ou rendimentos isentos que foram computados, o trabalhador deve pedir à empresa outro comprovante, com as informações corretas. “Na impossibilidade de correção, por motivo de força maior, o contribuinte pode utilizar os comprovantes de pagamentos mensais, ficando sujeito à comprovação de suas alegações, a critério da autoridade lançadora”, explicou o Fisco.
A empresa que prestar informação falsa sobre rendimentos pagos, deduções ou imposto retido na fonte, está sujeita à multa de 300% sobre o valor que foi indevidamente declarado. A mesma penalidade é aplicada ao contribuinte que, sabendo da irregularidade, se beneficiou da declaração de informações incorretas.
O período para entrega da declaração do Imposto de Renda vai do dia 2 de março até 28 de abril para 28,3 milhões de contribuintes, segundo estimativa da Receita Federal. Terão que declarar os rendimentos obtidos em 2016 todos os trabalhadores que tiveram uma renda anual de R$ 28.559,70. Também estão nessa lista quem teve rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 40 mil; quem obteve ganho de capital na venda de bens ou com operações em bolsa; produtores rurais com receita acima de R$ 142.798,50; e quem possui bens ou direitos acima de R$ 300 mil.
Na declaração deste ano será permitida dedução por dependente de R$ 2.275,08. O desconto individual por despesas com educação é de R$ 3.561,50. Não há limite para dedução de gastos com saúde.
Epoca Negócios

Quase 200 mil empresas devem o FGTS de seus funcionários e ex-funcionários

Cerca de 7 milhões de trabalhadores não tiveram depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), incluindo contas ativas e inativas, feitos corretamente por seus empregadores. São 198,7 mil empresas devedoras de depósitos de FGTS, segundo informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.
Com isso, muitos trabalhadores que quiserem sacar o saldo do FGTS de uma conta inativa podem ter problemas. Só em São Paulo, são 52,8 mil empresas devendo depósitos no FGTS de seus empregados e ex-empregados, em um total de R$ 8,69 bilhões em débitos. No Rio de Janeiro, as dívidas chegam a R$ 4,1 bilhões, distribuídos entre 27,7 mil empresas inadimplentes.
De acordo com a procuradoria, só em inscrições de empresas na dívida ativa, existe um débito de R$ 24,5 bilhões. Contudo, nem todas as empresas listadas entre as devedoras estão inscritas na dívida ativa, ou seja, o valor desse débito é maior. Uma empresa só é inscrita na dívida ativa quando não faz acordo com o Ministério do Trabalho, ou fazer o acordo, mas não o cumpre.
O rombo nas contas dos trabalhadores poderia ser ainda maior. Entre 2013 e 2016, a Procuradoria da Fazenda conseguiu recuperar R$ 466,9 milhões, efetuando a cobrança junto às empresas.
Caso o trabalhador verifique que a empresa para a qual trabalha ou trabalhou não fez os depósitos corretamente, ele deve procurar a própria empresa. Outra dica é ir a uma Superintendência Regional do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho. O ministério é o órgão responsável pela fiscalização dos depósitos nas contas do FGTS dos trabalhadores.
ADMINISTRADORES

Confira cinco dicas para separar os gastos pessoais das finanças da empresa

Um dos principais desafios do microempreendedor é separar as finanças da empresa das pessoais. O acesso ao caixa a qualquer momento é, em muitos casos, um convite para fazer retiradas frequentes e atender às necessidades individuais ou da família. A prática, no entanto, é perigosa e pode trazer quedas significativas no desempenho financeiro da empresa, colocando em risco seu funcionamento.
Uma das dicas para manter as finanças em dia é separas as contas bancárias pessoais e empresariais
De acordo com Dora Ramos, coach financeira e diretora da Fharos Contabilidade e Gestão Empresarial, o microempreendedor pode seguir dicas simples para administrar as finanças de pessoa física e jurídica de forma organizada. Os conselhos vão desde a separação do dinheiro em contas separadas até a utilização de ferramentas para facilitar o controle.
Contas bancárias separadas
A dica parece óbvia, mas ainda existem diversos empresários que não a seguem. Separar cartões de crédito, débito e extratos é fundamental para controlas as despesas. Muitos acreditam que, ao adotar a medida, os custos vão aumentar, mas muitos bancos oferecem serviços gratuitos e diferentes pacotes de tarifas. Um deles, certamente, atenderá as expectativas da sua empresa.
“Pró-labore”
Em vez de usar o dinheiro da empresa para cobrir despesas próprias, estabeleça um salário para si, asism como para seus funcionários. É possível definir um salário fixo e um bônus de premiação para receber quando a empresa faturar mais ou cumprir metas. Dessa forma, é possível garantir uma renda mínima em momentos mais difíceis e ganhar uma recompensa quando os negócios crescerem.
Ferramentas podem ajudar
Apesar de ainda serem muito utilizadas, as planilham podem não ser a melhor opção para controlar o orçamento de empresas. Atualmente, algumas soluções organizam dados de forma mais simples e permitem um controle maior de suas finanças. As opções vão desde aplicativos para smartphones até programas mais avançados para computador. De acordo com Dora, a mudança pode trazer benefícios para a empresa em curto prazo.
Reservas
Aproveite os momentos de alto faturamento para evitar o aumento de retiradas do caixa da empresa ou ficar sem dinheiro para as contas pessoais nos momentos de crise. Segundo a coach financeira, as reservas são essenciais para os empresários que desejam manter os dois orçamentos em dia.
Busque aliados
É importante manter-se informado sobre todas as mudanças envolvidas no ramo de atuação da empresa. Um contador pode ser um bom parceiro para identificar oportunidades, além de ajudar a organizar as finanças do seu negócio.
IG

A importância dos controles internos

O que um bom controle interno pode fazer por uma empresa? Inicialmente a presença de controles internos em uma organização gera uma confiança maior quanto a qualidade de seus processos.
Atualmente muitas empresas usam de auditoria interna para garantir essa qualidade.
Investir em uma auditoria interna, é garantir que a empresa está preparada para prevenir e corrigir falhas que possam prejudicar a empresa como um todo.
A auditoria interna estuda e identifica por meio dos próprios controles internos, as falhas nos processos da empresa, e promove ações para solucioná-las e garantir que a empresa atinja seus objetivos.
O controle interno é uma necessidade incontestável a qualquer empresa, mesmo as menores que não tem como ter uma auditoria interna.
Isso porque para que uma empresa possa ganhar mercado e se manter bem perante ele, é necessário o uso de planos estratégicos, que só vão funcionar bem se os processos internos da empresa estiverem bem elaborados.
Uma empresa para crescer precisa ser organizada, e para isso os controles internos serão as ferramentas mais seguras para avaliar o grau de crescimento da empresa, e se os atuais controles internos utilizados estão adequados a realidade organizacional da mesma.
Atualmente existem dois tipos de auditoria, a interna e a externa. A auditoria interna lida com questões de gerência e assessoramento interno na organização. Já a auditoria externa trabalha mais em cima das demonstrações financeiras da empresa.
Seja qual for o tipo de auditoria, é necessário que um bom auditor tenha algumas características como criatividade, ter uma forte percepção para identificação de erros ou fraudes, ter visão estratégica para garantir que os processos sejam executados da maneira mais eficiente possível, entre outras qualidades.
Os controles internos são muito utilizados em cima dos estoques por exemplo, principalmente para empresas com atividades que geram uma renovação de estoque constante, como no caso dos supermercados.
Esse é um ramo de atividade que realmente exige um rigoroso controle interno sobre seus estoques, o que acaba envolvendo vários setores da empresa.
Mas acima de tudo, é necessário, que se implementados, os controles internos sejam seguidos com atenção e disciplina, apesar de ser difícil de manter e controlar estes processos, eles contribuirão muito na gestão da empresa.
Contabilidade na TV

Conhecer o ponto de equilíbrio e a margem de segurança conduz à certeza

Resumo: Saber qual é o ponto de equilíbrio de cada produto ou serviço e especialmente o ponto de equilíbrio geral da empresa é fundamental. Ambos são baluartes que sustentam e garantem confiança na tomada de decisão.
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Descrição:
Muito se fala em Ponto de Equilíbrio (PE), dividido em Contábil, Econômico e Financeiro ou de Caixa. Com este instrumento é possível calcular o montante de faturamento mínimo necessário somente para cobrir todos os custos e despesas variáveis e fixos, portanto sem restar lucro. No cálculo do PE Contábil são considerados todos os custos e despesas; já no PE Econômico é acrescido o custo de oportunidade (perspectiva de ganho em outro investimento) e no PE Financeiro desconsideram-se a depreciação e a amortização, pois tratam-se de custos que não afetam o caixa (despesas não pagas, apenas escrituradas).
Agora que está entendido que o Ponto de Equilíbrio nada mais é do que um indicador de segurança que apresenta o quanto é necessário vender para igualar os custos totais envolvidos na operação é necessário pensar se tal indicador tem valor para o negócio em análise, ou seja, para que serve.
Uma empresa que explora a prestação de serviços contábeis também pode calcular o PE, ou seja, o faturamento mínimo necessário para cobrir todos os custos envolvidos (funcionários, encargos e despesas fixas e variáveis). Com este indicador sempre atualizado a luz vermelha será acesa prontamente para sinalizar a necessidade de tomar decisões: buscar novos clientes, aproveitar melhor os clientes da carteira ou, a parte que mais dói, reduzir os custos envolvidos, o que muitas vezes implica no corte de funcionários.
Para exemplificar considere uma empresa contábil que possui os custos fixos totais de R$ 60 mil reais (incluso os salários) e 12% de impostos sobre o faturamento. Uma simples conta mostra que o faturar R$ 68.181,82 é suficiente para cobrir todos os custos. Se o faturamento médio mensal da empresa for de R$ 100 mil, a Margem de Segurança será maior que 30%, ou seja, não haverá prejuízo se perder clientes ou o faturamento for reduzido em até 31,82% ((100.000,00 – 68.181,82) / 100.000,00).
Segue a demonstração do cálculo do Ponto de Equilíbrio:
PE = CT / (100% – CV), onde: CT = Custos Totais, CV = Custos Variáveis)
PE = 60.000,00 / (100% – 12%) = 68.181,82
Desta forma sabe-se que após o PE (68.181,82) começará o lucro, o que não significa dizer que todo excedente seja o lucro. Ainda é necessário deduzir os custos variáveis, neste caso os 12% dos impostos. Então, no caso do faturamento de R$ 100 mil com excedente de R$ 31.818,18 (100.000,00 – 61.181,82), após deduzir o imposto de R$ 3.818,18 (31.818,18 x 12%) o lucro líquido será R$ 28.000,00 (31.818,18 – 3.818,18), ou seja, 28% do faturamento total.
O indicador PE não tem por finalidade acomodar o gestor que honrará todos os compromissos sabendo que o faturamento pode cair 30% ou mais. Sem informações, a perda de um cliente tira a calma do empresário, vira motivo de exagerada preocupação e às vezes até mesmo de atitudes precipitadas, como a rescisão de contratos de trabalho de alguns auxiliares. Conhecer o Ponto de Equilíbrio possibilita considerar se o impacto do contrato perdido é significativo e a buscar soluções mais adequadas.
O empresário pode definir a margem de segurança ideal. Quanto maior, melhor, pois o desejo é de que o faturamento sempre cresça, mas em determinados momentos ocorre o oposto ao almejado.
É vital controlar o desespero, o que é feito com informações de qualidade. E, neste sentido, tanto o Ponto de Equilíbrio quanto a Margem de Segurança no faturamento são duas das quais nunca se deve abrir mão.
O Autor

Sebrae convoca empresas do Simples para renegociar suas dívidas tributárias

Com isso, as companhias que fazem parte do regime tributário podem renegociar suas dívidas, com condições especiais, em até 10 anos. Aproveitando essa possibilidade, o Sebrae, por meio de seu canal no Youtube, convocou os empreendedores endividados para aderirem ao parcelamento. Confira o vídeo publicado ao final deste texto.
Segundo diz o órgão, o momento pode ser utilizado também para renegociar “débitos locatícios, com fornecedores e com bancos, e dar uma virada geral na sua empresa”.
Mais informações podem ser obtidas na página de renegociação disponibilizada pelo Sebrae em seu site.
Parcela mínima e prazo
A dívida da empresa integrante do Simples será parcelada pelo número de prestações que forem indicadas pelo sujeito passivo. Cada parcela, entretanto, não pode ser menor do que R$ 300.
Além disso, o parcelamento poderá ser solicitado no período de 90 dias a partir da sua disponibilização indicada na respectiva normatização específica, no site do respectivo órgão concessor.
No caso da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, esse prazo teve início no dia 12 de dezembro.
Grupo

Reativo ou proativo: quem é você no mercado de trabalho?

Com a recessão econômica enfrentada pelo país, as equipes têm se tornado cada vez mais enxutas e, consequentemente, as organizações têm buscado profissionais ainda mais produtivos. Dentro desse contexto, a proatividade se tornou um critério bastante relevante durante as seleções. Mas, como saber se você atende esse requisito?
É simples. Em geral, existem dois perfis comportamentais proeminentes entre os trabalhadores brasileiros: o reativo e o proativo. Profissionais que se encaixam na primeira categoria são aqueles que fazem exatamente as atividades que lhe são pedidas e sentem-se valorizados por isso. Os reativos chegam no horário, cumprem prazos e executam suas funções com eficiência e qualidade.
Já os proativos são reconhecidos por fazerem além do esperado. São pessoas que procuram informações e oportunidades para fazer acontecer. Possuem a capacidade de lidar com riscos, erros e pressão a curto prazo, de visualizar realidades futuras, gerenciar de forma flexível, inovar e liderar.
Não é difícil perceber porque esses profissionais têm sido os queridinhos das empresas. Eles são os grandes responsáveis por tornar a gestão do negócio mais segura e lucrativa. Contudo, é importante frisar que esse comportamento só é realmente valorizado quando o básico também é executado com eficiência. Afinal, do que adianta criar tanta expectativa se o feijão com arroz não for bem feito?
Além disso, toda essa proatividade deve ser coerente com as metas e a visão da empresa. Caso contrário, pode provocar um grande desgaste para a organização. De um lado, o funcionário se sentirá desmotivado por estar sempre nadando, nadando e morrendo na praia e, por outro, o empregador não receberá os resultados que tanto almeja.
Dessa forma, se ser reativo nos dias de hoje pode ser considerado um problema, para superar as expectativas do seu chefe ou do seu cliente é preciso incluir um propósito à sua proatividade. Assim, todos saem ganhando, uma vez que a empresa poderá entregar resultados melhores e você terá ainda mais chances de crescer na sua carreira. Agora, que você já identificou qual o seu perfil comportamental, não perca tempo em aprimorar ou desenvolver novas habilidades. Comece a ser proativo agora mesmo!
Administradores

O alto preço do comodismo

Todo mundo almeja progredir em sua carreira, correto? Todos nós desejamos ganhar cada vez mais, ter mais responsabilidades, mais reconhecimento por nosso trabalho realizado, enfim… Esses são os princípios por trás de quase todas as teorias motivacionais existentes.
Como gestores treinados nos princípios acadêmicos, partimos do pressuposto de que todos os nossos colaboradores sonham com um plano de carreira, de um dia poder chegar ao topo da pirâmide organizacional. Entretanto, como eu sempre digo, pessoas são imprevisíveis, e como tal, nem todas se enquadram dentro do que nós julgamos ser o melhor para elas.
Como já dizia o personagem cinematográfico Tio Ben ao aconselhar o seu sobrinho Peter Parker, em uma das frases mais conhecidas da história do cinema (ou pelo menos para os amantes dos filmes da Marvel): “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. O que o sábio Tio Ben já entendia, e que seu sobrinho veio a descobrir mais tarde, é que nem todas as pessoas cobiçam ter grandes responsabilidades.
Ficar em uma posição por estar bem – ou por supor que está bem – numa determinada situação, é o que costumamos chamar de comodismo. O comodismo não é algo novo, o filósofo alemão Max Weber, em 1905, escreveu em seu livro A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, uma passagem que bem exemplifica o raciocínio do povo que vivia naquela época.
” […] o povo só trabalha porque é pobre, e enquanto for pobre. Se o indivíduo tiver que trabalhar mais para poder ganhar mais, ele prefere trabalhar o mesmo tanto para continuar ganhando aquilo que ele já ganhava. Ou seja, a pessoa vai procurar trabalhar o mínimo possível para garantir o seu bom sustento e ter como comer e dormir […]”.
Ao ler o trecho citado, me lembrei de uma antiga história contada por um professor nos tempos de faculdade. Ele, que gerenciava a área de Recursos Humanos de uma grande empresa, percebeu que havia uma funcionária que trabalhava no setor de fotocópias com um grande potencial. Era comunicativa, extrovertida, compromissada, estava cursando uma faculdade, ou seja, ela merecia algo melhor.
Encantado com as habilidades da funcionária, ele a convidou para trabalhar em outro setor, um lugar onde ela teria um plano de carreira, um salário melhor, mais reconhecimento, mas como não poderia deixar de ser, também teria mais responsabilidades.
A tal moça imediatamente aceitou, e, por duas semanas, executou prontamente o seu serviço. Na terceira semana a surpresa. A promissora funcionária estava solicitando voltar ao setor de fotocópias, alegava estar infeliz com o seu atual trabalho, não queria tantas responsabilidades, preferia a boa e velha rotina que só o antigo serviço poderia lhe proporcionar. E o salário? Bem, ele já era o suficiente para pagar suas contas…
Meu professor argumentou, tentou convencer, explicar, teorizar, mas de nada adiantou, sabia que se fosse contra a vontade da funcionária as coisas poderiam ficar piores dali a pouco tempo. Desse modo, a próspera funcionária voltou para suas funções no xerox da empresa, lugar onde permaneceu durante anos.
Mas afinal, qual é a o preço do comodismo?
De uma forma bem simples, é perder a chance de desfrutar uma vida melhor. Quem se acomoda com a situação em que vive, sabendo que tinha totais condições de melhorá-la, está pagando um preço muito caro pelo comodismo, e, mais cedo ou mais tarde, vai ter que arcar com as consequências. E aí já poderá ser tarde demais.
Não deixe que isso aconteça! Não pague o preço do comodismo. Não podemos nos dar ao luxo de não aproveitar o valor das oportunidades enquanto elas estiverem disponíveis.
Não seja uma pessoa arrependida do que não fez, que fica remoendo o passado, mas sim uma pessoa responsável por construir o seu futuro. Brilhante, como deve ser. Aliás, como tem que ser.
Administradores