Empreendedores

7 coisas que todo empreendedor deve fazer antes das 7 horas da manhã

Empreendedores são pessoas criativas, que enxergam o mundo de um jeito totalmente próprio. E obcecados por hábitos. Afinal de contas, vem daí a capacidade de tocar mil projetos ao mesmo tempo, de preferência sempre otimizando o tempo ao máximo.
O hábito mais importante de todos? Ter uma rotina pela manhã. É o que defende a empreendedora Serenity Gibbons, em artigo publicado na revista Entrepreneur.
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Ter hábitos matutinos, e se manter fiel a eles, é uma ótima maneira de se manter saudável e produto. E de estar preparado para lidar com qualquer situação árdua que encontre pelo caminho.
A verdade é que cada pessoa deve testar formas, até encontrar uma rotina ideal. Mas algumas regrinhas podem te ajudar a encontrar o caminho.
Confira 7 regras para antes das 7h da manhã:
1. Já esteja (super) acordado
Estar acordadíssimo antes da 7h da manhã é ganhar tempo. Para dar uma lida nas notícias, exercitar-se, organizar seus pensamentos… e impede que você saia correndo de casa sem ter se organizado direito.
Acordar cedo significa também que chega de apertar o “soneca” do celular por vezes intermináveis. E que você tem que se programar para dormir cedo, para ter horas de sono o suficiente (de sete a nove horas, de preferência).
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Ter horas de sono o suficiente é tão importante quanto acordar cedo. É isso que vai te garantir boa sáude, memória, humor, produtividade e capacidade de aprendizado.
Nas palavras do empreendedor Richard Branson, fundador do bilionário grupo Virgin, da indústria do entretenimento:
“Eu sempre acordei cedo. Seja para me exercitar ou só para ter tempo de pensar no panorama do dia… acordar cedo é um hábito, e você precisa se esforçar bastante para mantê-lo. Nesses 50 anos no mundo dos negócios eu aprendi que se eu levanto cedo eu conquisto muito mais coisas no meu dia. Por consequência, conquisto mais na vida”.
2. Nada de telefone
Parece meio sem sentido, mas existem bons motivos para você deixar de lado aquele costume de começar o dia checando todas as notificações do smartphone. Para começo de conversa, o barulho e as luzes das notificações podem atrapalhar seu sono, se o aparelho ficar por perto a noite toda.
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Além disso, abrir o email ou a rede social logo cedo pode ser ótimo para irritar você. Além de desviar a atenção daquelas que são, realmente, as suas prioridades pessoais. Ao invés de traçar uma meta e um planejamento para o dia, você perde tempo respondendo um email ou comentário malcriado de um cliente. Não é uma forma gostosa de começar o dia.
3. Exercícios físicos ou meditação
Vá correr, pular corda, fazer yoga ou pilates. O que preferir. O importante é que tanto a prática de exercícios físicos quanto a medicação de maneira regular são belas formas de reduzir stress, aumentar a energia e a felicidade, melhorar o sono e o sistema imunológico. Ou seja: um monte de coisas boas para a sua saúde. E uma bela forma de não ficar doente.
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São conselhos que valem para todo mundo. Para os empreendedores, uma dica a mais: aproveite a dose de concentração exigida nesses exercícios para pensar nas suas metas diárias e em como inovar.
4. Comida saudável
Mais uma dica clássica e que vale para todo mundo. Mas vamos lá, não custa lembrar: o café da manhã é a refeição mais importante do dia, e ingerir comidas saudáveis pode fazer toda a diferença em fazer você se sentir bem.
Carboidratos saudáveis (nada de pizza), ovos, castanhas, frutas, vegetais, leite de amêndoas. Tem muita opção para fazer uma refeição saudável e gostosa logo cedo, e não enfrentar o dia de estômago vazio.
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A dica de Travis Bradberry, autor de best-sellers sobre inteligência emocional, é a água com limão espremido. É uma alternativa boa principalmente para os loucos por energético. “Beber assim que você acorda dá uma energia extra, e de forma natural, além de aumentar a absorção de nutrientes, fazendo com que a sua energia dure mais tempo. Depois de tomar um copo, aguarde de 15 a 30 minutos para comer”.
5. Ânimo!
Parece que o mundo fez um verdadeiro complô para te impedir de acordar, de vez em quando. É tudo ao mesmo tempo: frio, manhã chuvosa, você sabe que o trânsito vai estar catastrófico, e que no momento em que tirar o pé da cama vai ter milhões de coisas para resolver.
Não deixe isso te atingir. Empreendedores de sucesso são aqueles que encaram o dia com ânimo já pela manhã.
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O que não é fácil, né? Então algumas dicas: ler livros inspiradores, memorizar frases motivacionais, comece trabalhando por um projeto que te apaixone, escreva alguns pensamentos em um diário (ou blog). Por fim, separe alguns minutos para se colocar no “mindset” ideal, antes de encarar o dia.
Se nada disso der certo, tire cinco minutos para escrever num papel algumas coisas pelas quais você é agradecido. A dica é do autor Tim Ferriss, do “Trabalhe Quatro Horas por Semana”.
6. Estabeleça metas. E prioridades.
Estabeleça as metas da semana toda segunda-feira. Comece os dias seguintes escrevendo num papel quais as suas metas e prioridades para as próximas 24 horas. Como você vai chegar lá é uma coisa que leva um pouco mais de tempo, é algo que pode ser pensado durante o banho, a corrida matinal, a meditação.
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Quando o dia começa é uma corrida contra o tempo para riscar todas as tarefas da lista. Uma boa forma de começar é pela tarefa mais difícil de todas. Procrastinar e só fazer as coisas fáceis não adianta muito, pois só adia os pepinos para o dia seguinte. Resolva logo esse problema para conseguir avançar com suas tarefas!
7. Partiu negócios
Enfim, 7h da manhã está chegando e você já venceu toda a lista. É hora de partir para os negócios! Pegue o telefone, resolve seus e-mails, dê um pulinho nas suas redes sociais, leia as notícias do mercado (do seu e de alguns outros).
Então revise como estão suas metas diárias, mensais e anuais. Até porque os números são bons amigos na hora de definir uma lista de prioridades. Faça isso tudo antes de chegar no escritório.
E aí é só começar o dia!
CONTADORES

Lei trabalhista deve dar segurança jurídica a pequeno empreendedor, diz ministro

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, reafirmou nesta quarta-feira (29) a necessidade de o Brasil contar com uma legislação trabalhista que dê segurança jurídica a trabalhadores e a pequenos empreendedores, em especial neste momento no qual quase 13 milhões de pessoas estão desempregadas.
“Dos 39 milhões de empregos formais existentes no Brasil, 85% são micro e pequenos empresários. Às vezes, são micro e pequenas empresas que geram cinco empregos. É um pequeno empreendedor que paga aluguel, não tem nem casa para morar, seus filhos estudam em escola pública, mas estão gerando emprego.”
O ministro participou de audiência na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Ele veio falar sobre assuntos da pasta, mas principalmente da reforma trabalhista (PL 6787/16) que está sendo analisada por uma comissão especial da Casa.
Segundo Nogueira, a proposta encaminhada pelo governo foi elaborada depois de uma peregrinação pelo Brasil e reuniões com sindicatos, confederações de trabalhadores e centrais sindicais.
O ministro também enfatizou que a proposta não vai ameaçar direitos consolidados como jornada de trabalho, descanso remunerado, férias, décimo-terceiro, vale-transporte e vale-refeição. O fato de o projeto prever que convenções e acordos coletivos tenham força de lei, na avaliação do ministro, igualmente trará segurança.
“O que está legislado está consolidado. O que estamos permitindo é que, por meio da convenção coletiva, o trabalhador possa escolher a forma mais vantajosa para ele usufruir de seus direitos”, explicou. Como exemplo, ele disse que o acordo pode permitir jornada de 12 horas com folga de 36 horas.
Polêmica
Na opinião da deputada Erika Kokay (PT-DF) o discurso do ministro sobre centrais sindicais é incompleto, “porque não se dá repercussão às falas das centrais” na proposta. A deputada também disse que não vê vantagem no fato de o negociado se sobrepor ao legislado, o que para ela ameaça direitos.
Para o deputado Alex Canziani (PTB-PR), por outro lado, a reforma trabalhista veio no sentido de fazer o que é possível neste momento para a volta do crescimento econômico. “Já há pesquisas mostrando que estamos tendo uma retomada da economia. Até no emprego já houve uma pequena melhora, muito aquém ainda do necessário”, destacou.
Segundo dados citados pelo ministro Ronaldo Nogueira, em janeiro de 2016, o Brasil perdeu 90 mil postos de trabalho. Já em janeiro deste ano, 40 mil postos foram fechados e, em fevereiro, 35 mil vagas foram criadas.
Contadores

Confira as principais dicas para ter destaque em um mercado saturado

O crescimento no número de empreendedores do Brasil faz com que cresça também a concorrência em mercados já saturados. Em algumas ocasiões, os empresários percebem esta dificuldade só depois de começar a trabalhar em seu negócio próprio e não conseguirem obter destaque na área.
Ao perceber que possuem vários concorrentes próximos, estes empreendedores podem não saber lidar e se questionar sobre como fazer a empresa dar certo. Pensando nisso, a empreendedora Sabrina Nunes separou algumas dicas para ajudar quem deseja ter destaque dentro de um mercado que já está saturado. Confira:
1) Não abrace todo o mercado
Alguns empreendedores acreditam que mercado e nicho sejam a mesma coisa, mas não é exatamente assim que acontece. É possível que você faça parte do mesmo mercado de alguém, mas não necessariamente do mesmo nicho.
Quando você define ao máximo para quem você está vendendo, encontra novas formas de passar seus produtos ou serviços e, consequentemente, terá um número menor de concorrentes. Por exemplo, você vende doces (mercado), mas apenas chocolates artesanais, bolos e tortas ou docinhos de festa (nicho). O seu mercado continua sendo o mesmo, mas o nicho que você escolhe pode mudar.
2) Invista na comunicação
É essencial que uma empresa tenha um bom trabalho de comunicação, seja ela um e-commerce ou loja física. Ele deve também ter um bom alcance para conquistar novos clientes ou manter os mais antigos. O empresário deve se planejar sabendo os gostos desse consumidor. Para isso, devem ser utilizados os meios que ele tem disponíveis, como as redes sociais, e-mail marketing ou outras ações.
3) Ofereça qualidade superior sempre
Pelo fato de ter vários concorrentes próximos, é importante investir nos diferenciais do seu produto. Seja em qualidade ou na apresentação, aposte em se destacar da melhor forma pro seu cliente. Dê razões para o consumidor comprar de você.
Uma outra dica que pode ajudar o empreendedor a ter destaque em um mercado saturado é ficar de olho nas tendências. Isso faz com que ele se inspire a pensar em novos produtos ou apostar mais nos que já vende, além de conhecer outras maneiras de impactar o cliente.
IG – Economia

Empreendedorismo: saiba como fazer sua empresa crescer em tempos de crise

Apesar da economia exibir alguns sinais de recuperação, os empresários ainda sentem os efeitos da crise econômica. Aliado ao cenário ruim para investimentos, a falta de planejamento pode levar ao fechamento de uma empresa. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que seis em cada dez empresas abertas no Brasil são fechadas antes de completarem cinco anos. Para driblar as dificuldades, muitos empreendedores buscam maneiras cada vez mais criativas e inovadoras para se manterem no mercado.
Especialista afirma que dono de empresa deve pensar grande por meio de metas agressivas, mas ao mesmo tempo, realistas
Para o consultor e sócio da TIEX, empresa de consultoria e gestão corporativa, Fábio Yamamoto, o segredo para passar por momentos delicados é aprender com os erros, e mesmo na situação mais difícil, questionar as atitudes tomadas para se ter êxito no futuro. Segundo o especialista, é preciso fazer as seguintes questões: o que realmente importa? O que efetivamente deve ser feito para passar pela crise mais fortalecido? Pensando nisso, Yamamoto dá algumas dicas para aumentar a rentabilidade e impulsionar seu negócio.
Pense grande
De acordo com o especialista, o ideal é pensar grande por meio de metas agressivas. Segundo ele, ter grandes aspirações, poderá dar a dimensão dos desafios que precisarão ser enfrentados para fazer com que o negócio tenha prosperidade. Afinal, os desafios continuarão sendo grandes se você optar por pensar pequeno.
No entanto, Yamamoto lembra que as metas precisam ser agressivas, mas realistas. Segundo o especialista, muitos empreendedores acabam “perdendo o gás” por objetivos inatingíveis. Por isso, evite estabelecer objetivos impossíveis em um primeiro momento. É importante lembrar que as metas mais difíceis serão alcançadas a longo prazo.
Cliente é a razão de tudo
O cliente é a principal razão para a existência de um negócio. Afinal, o empreendedor só abre uma empresa porque, em algum momento, vislumbrou um potencial mercado ou cliente a ser atendido. Segundo Yamamoto, não se trata da velha máxima de que “o cliente sempre tem a razão”, mas sim, de fidelizar o consumidor.
Para vencer este desafio, é preciso oferecer excelência em seu produto ou serviço. É importante entender que, em muitos momentos, a relação cliente-fornecedor vai além dos aspecto puramente comercial e passa para uma ideia de parceria e identificação.
Dividir para conquistar
Segundo Yamamoto, o tempo é o principal limitador do crescimento. Não há obstáculo impossível de ser transposto, exceto o tempo. Por isso, ter mais pessoas para compartilhar tarefas e multiplicar o tempo pode ser uma boa saída. Além de ir atrás de profissionais qualificados para ajudar no crescimento da companhia, a possibilidade de ter novos sócios não pode ser descartada.
Para o especialista, dividir o bolo não deve ser encarado como algo negativo, como uma perda, pois o principal objetivo neste caso é ter um pedaço menor de algo muito maior. Você prefere ter 100% de um bolo que vale R$ 1 milhão ou 10% de um bolo que vale R$ 100 milhões?
Pense de forma perene
Pensar de forma perene não significa imaginar que o negócio vai existir por toda a eternidade. No entanto, ter uma visão de longo prazo é importante para que as decisões não sejam baseadas única e exclusivamente em resultados imediatos. Avaliar o impacto que as ações do presente terão sobre o futuro pode fazer diferença. Análises desse tipo podem, inclusive, indicar se vale a pena continuar o negócio ou não.
Planejamento e mais Planejamento
IG

Lições que empreendedores devem aprender com os atletas

Atletas, como a ginasta brasileira Jade Barbosa, pode ensinar muitas lições aos empreendedores brasileiros
Todo mundo está acompanhando e torcendo pelos nossos atletas no maior evento esportivo do planeta, que tem a cidade do Rio de Janeiro como sede neste ano de 2016. A cada quatro anos, bilhões de pessoas acompanham as Olimpíadas e a emoção proporcionada pelo show de esportes. Contudo, além de acompanhar os jogos, empreendedores devem aproveitar o momento para tirar lições importantes de finanças e negócios.
Isso porque atletas são fonte de inspiração valiosa quando o assunto é planejamento, treino, persistência, foco e, por que não, economia! Para falar sobre isso, a coach de carreira Daniela do Lago, e o educador financeiro Robinson Trovó, dão dicas para todos os empreendedores brasileiros aprenderem com os esportes.
“Dizem que a seleção brasileira tem 200 milhões de técnicos. Quem sabe um dia o Brasil não chega a ter 200 milhões de investidores?”, brinca o educador financeiro.
Fique atento!
1 – Foco e visão de futuro-Para os atletas, uma Olimpíada sempre começa 4 anos antes, logo após que a anterior termina. Assim, têm uma percepção muito clara de quais são os seus objetivos. Um bom exemplo disso, é o nadador norte-americano Michael Phelps, que, antes dos Jogos de Pequim, em 2008, declarou que a sua meta era conquistar oito medalhas de ouro, já que o recordista anterior, o seu compatriota Mark Spitz, conseguira sete em um único evento. Ou seja, Phelps teve foco, soube especificar sua meta. Queria bater seu concorrente.
Mas, o que empreendedores podem aprender com isso? Bem, todo profissional, independentemente do ramo de atuação, precisa ter a sua própria visão de futuro. Ele deve traçar uma meta, ter um plano de carreira para definir aonde quer chegar. Nos negócios, você deve decidir o destino da empresa em um, cinco ou dez anos. Afinal, se não souber o que deseja, como vai alcançar suas metas?
2 – Equilíbrio emocional-Não tem como negar que os atletas são pessoas focadíssimas. Muitos deles parecem não pestanejar nem por um segundo durante as competições. Essa concentração também é chamada de inteligência emocional, sendo trabalhada durante anos e mais anos: afinal, todo atleta treina muito e, por isso, muitos chegam com a mesma chance de subir ao pódio. Então, o que pode ser o diferencial neste momento? Pois é, ele mesmo, o equilíbrio emocional. Certamente, saber lidar com a emoção no momento decisivo é mais do que essencial.
Veja, por exemplo, os atletas europeus. Muitos são vistos como “frios”, mas, na verdade, são apenas mais concentrados e treinados para não perder o foco em competições.
Aprenda com o esporte, é isso que nos ensina o tempo todo: precisamos ter inteligência emocional para lidar com os momentos de pressão e de crise. Assim como nas competições, o ambiente corporativo oferece técnicas e treinamentos semelhantes, porém uns “tropeçam” por falta de autocontrole, enquanto outros se superam para conquistar o sucesso.
Saber respirar fundo e confiar na sua capacidade de empreender (errar e levantar) vai te ajudar a ter ideias mais criativas e pensamentos bons. Sempre. Boa sorte!
3 – Disciplina é essencial-Esse ensinamento é óbvio, mas pode ser muito difícil de ser aplicado na prática… Contanto, não adianta nada ter uma visão de futuro, por exemplo, se não tiver disciplina para fazer acontecer. Uma coisa complementa a outra! Ter concentração significa saber lidar com os fatos difíceis, pragmáticos e com a realidade. É fazer o sacrifício que for necessário para alcançar a meta.
Os atletas, nos quatro anos que antecedem a Olimpíada, treinam, em média, oito horas por dia – alguns treinam muito mais. E essa disciplina não pode ser quebrada, já que um dia sem treino é um segundo, um golpe ou um ponto que pode distanciá-los da vitória.
Muitas pessoas desejam o sucesso profissional, mas não correm atrás de seus objetivos. Como disse o filósofo grego Aristóteles, o “nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.
Guarde esses conselhos de Aristóteles, observe a disciplina (dolorida até) dos atletas e busque fazer tudo de forma excelente todos os dias. Assim como uma medalha de ouro, o sucesso no mundo corporativo não surge do nada, é preciso muita inspiração e, principalmente, transpiração.
4 – Vitória jogo a jogo-Dificilmente, um time ganha um campeonato no último jogo. Antes disso, é necessário fazer uma boa campanha, ir conquistando os resultados jogo após jogo e, dessa maneira, ir galgando os degraus aos poucos. O mesmo acontece para quitar uma dívida ou criar reservas para investir, o que todo empreendedor precisa aprender a fazer, certo?
“Muitas pessoas ficam esperando ganhar na loteria, ter um aumento de salário ou acontecer algum milagre que coloque muito dinheiro no bolso, quando na verdade a independência financeira vem somente com economia todo mês”, explica Trovó.
5-Conhecimento comanda a prática-Vamos tomar como exemplo o futebol: nós sabemos que os maiores ídolos precisam saber jogar não só com os pés, mas também com a cabeça. Eles devem saber analisar o jogo, fazer táticas de maneira rápida e, assim, com experiência e dom, conseguem ter a sabedoria de visão ampla e tática.
Isso também acontece com qualquer negócio! Um empreendedor deve estudar muito antes de colocar seu dinheiro, seu esforço e seu suor em algo. Nem sempre, boas ideias são colocadas de maneira ideal na prática do mercado. Por isso, é preciso que você – antes de entrar em campo- entenda o contexto, analise o mercado, conheça seu público-alvo. Tenha metas, disciplinas e tudo aquilo de que falamos anteriormente.
6- Paciência é a chave-Existem atletas considerados “azarões” ou times menores que não contam com grandes craques. Já viu isso? Pois é, apesar de enfrentar gigantes, muitos esportistas acabam vencendo e, assim como eles, é possível construir empreendimentos próprios, mesmo com grandes concorrentes.
Tudo bem, não é fácil assim… Por isso, a paciência, nessas circunstâncias, é a grande chave para o sucesso – ou, para sua melhor jogada, vamos dizer assim…
Com algumas ações típicas de atletas, empreendedores podem crescer e ter mais sucesso nos negócios. Não é a toa que todos nós paramos para assistir ao trabalho incrível que o esporte nos traz! Paciência, disciplina, confiança, foco, conhecimento: aproveite as Olimpíadas e inspire-se!
Fonte: iG Olimpiadas –

Quando o sonho grande é a saída da crise

Brian Requarth empreendeu desde pequeno. Com os anos passando, ele trocou a bancada em que vendia limonadas quando pequeno por um negócio de tecnologia, na Colômbia, que tinha a maioria de seus clientes do mercado imobiliário americano. Tudo ia bem até que, em 2008, estoura a bolha imobiliária e ele se vê em meio ao caos. Em poucos meses, aquele sonho grande parecia estar chegando ao fim. Parecia, mas não foi bem isso que aconteceu.
Das cinzas, o empreendedor juntou todas as suas forças e fez ressurgir um novo modelo de negócio. Isso no meio de uma das maiores crises que o mercado imobiliário já enfrentou. Dessa inovação, saiu a ideia de uma das empresas que mais crescem no Brasil, a Viva Real. Ou seja, Brian viu sua empresa morrer na crise, mas também criou uma que nasceu em meio a ela. E por que estamos falando isso para você? É simples:
NA CRISE OU FORA DELA, OS EMPREENDEDORES QUE CRESCEM SÃO AQUELES QUE SONHAM GRANDE E VÃO ALÉM.
Sonhar grande e ter visão de futuro faz toda a diferença nos negócios, sejam eles quais forem. Segundo a nossa Pesquisa de Desafios dos Empreendedores, os empreendedores que crescem são aqueles que fazem a mudança acontecer da sua porta para dentro e querem, cada vez mais, mudar o mundo. E se você ainda não está acreditando, vamos aos dados:
Quando perguntamos aos empreendedores gerais, segmento que representa a grande maioria dos empreendedores brasileiros, quanto a crise e a competência da empresa influenciam os resultados do negócio, a resposta que tivemos foi: a crise influencia em 60% os resultados da empresa, contra 40% de influência da competência do seu negócio. Ou seja, os empreendedores gerais, a maioria no Brasil, acreditam que a crise é a maior culpada pela sua falta de bons resultados e não o desempenho do negócio.
Por outro lado, quando analisamos as respostas dos empreendedores de alto impacto, grupo composto por empresas que crescem muito por mais tempo, existe um grande constraste. Os empreendedores declararam que a crise influencia em apenas 43% nos seus resultados, contra 57% de competência da empresa. Aqui, vemos que esse grupo de empresas está mais preocupado em analisar o seu desempenho do que fatores externos, com a crise.
E você sabe o que isso quer dizer?
As empresas que crescem mais e por mais tempo dão menos importância à crise e focam seus esforços no dia a dia do negócio. Pode parecer óbvio, mas, no bom e belo português, empreendedores de alto impacto, em vez de apontar o dedo para a crise, se olham no espelho e pensam se os resultados que estão entregando são realmente os melhores.
E esse pensamento tem tudo a ver com visão de futuro. Enquanto 46% dos empreendedores gerais querem que seu negócio seja apenas uma garantia de renda própria ao longo dos anos, empreendedores de alto impacto olham além e sonham em ser as maiores e melhores empresas do setor. Essa visão move e molda o pensamento de todo o negócio, fazendo com que exista uma busca constante na melhora de serviços, produtos e até mesmo uma melhor imagem no mercado.
E se você acha que esses empreendedores estão “sonhando alto demais”, você já parou para pensar que as empresas de alto impacto, aquelas que crescem continuamente ao longo dos anos por sonharem grande, estão entre as maiores soluções para a crise? Você não sabe como? Vamos voltar aos dados:
Em 2016, milhares de trabalhadores perderam seus trabalhos, fazendo com que a taxa de desemprego chegasse ao seu mais alto índice nos últimos anos. Quando empreendedores de alto impacto responderam sobre a sua perspectiva de geração de empregos, até o fim de 2016, a maioria deles (54,8%) espera aumentar o número de funcionários da empresa. Agora, quando analisamos o grupo de empreendedores Gerais, apenas 22% dizem o mesmo.
Pensar grande faz diferença não só para o próprio negócio, como também tem um impacto direto na sociedade e na economia. A visão de futuro do empreendedor tem uma relação direta com o ritmo de crescimento de suas empresas.
Tendo tudo isso em mente, será que não é a hora de repensar por qual caminho o seu negócio está seguindo? Empreender vai muito além do que só ter uma boa ideia e colocá-la em prática. Empreender é uma verdadeira arte que exige comprometimento e muita vontade de aprender, e isso significa ter que refazer, muitas vezes, o que você achava ser a solução perfeita para um desafio.
Não estamos dizendo que vivenciar uma crise é fácil, mas acreditamos muito no que Sam Walton, fundador do Walmart disse uma vez: “Me perguntaram o que eu achava da crise. Pensei a respeito e decidi que não iria participar dela.” E, para a nossa felicidade, todos os grupos entrevistados, principalmente o de empreendedores gerais, afirmaram que o medo de fechar o negócio, mesmo em tempos de crise, é pequeno. Portanto, continuemos otimistas e vai que dá!
Endeavor

Certificação digital na vida dos pequenos

Empresas vinculadas ao Simples Nacional entraram em mais um calendário de obrigações. Desde 1º de julho, quem se enquadra no Simples e tem a partir de cinco funcionários precisa ter certificação digital para poder cumprir responsabilidades, principalmente em relação aos funcionários. A partir de 1º de janeiro de 2017, o enquadramento será obrigatório também para que tem a partir de três funcionários. Apesar da segurança quanto às informações que a certificação traz, empresários e consultores acreditam que se trata de mais um item na conta das burocracias do Brasil, além de onerar o caixa dos empreendimentos. No Brasil, 99% das empresas são micro e pequenas e, somente nessa primeira “leva”, aproximadamente 500 mil negócios precisam cumprir a regra em todo o país.
O não cumprimento gera multa ao empresário. No Recife, há pontos de atendimento e de orientação gratuitos, mas o custo da certificação é da empresa. Valdir Pietrobon, diretor político e parlamentar da Fenacon e diretor da Fenacon Certificação Digital – órgão credenciado como Autoridade Certificadora (AC) e apto a credenciar Autoridades de Registro (AR), explica que “o Certificado Digital é a identidade da pessoa jurídica ou física no meio digital, permite o acesso a serviços oferecidos no portal da Receita Federal e ao e-Social e ainda reduz custos com deslocamentos e documentos físicos”.
Dorgivânia Arraes, consultora do Sebrae e vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-PE), diz que a obrigatoriedade é para que os contadores ou o próprio empresário possam, entre outras coisas, apresentar a Guia do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social (Gfip). “O não cumprimento dessa responsabilidade gera multa de 2% do valor a recolher por mês, sendo o mínimo R$ 200 a pagar, além de não conseguir tirar certidões negativas e outros documentos.” Para ela, “é mais uma obrigação, mais burocracia e mais custo, que varia de R$ 250 a R$ 550. Cada certificação tem validade de um a três anos, quando precisa ser renovada. É um custo alto para quem está começando ou para as pequenas empresas. Nesse tempo de restrição, é tirar dinheiro do capital de giro para cumprir burocracia”.
Thiago Rangel, sócio do food truck Urbanóide, foi “contemplado” com a nova regra e teve que enquadrar a empresa na exigência. Ele emprega cinco pessoas com carteira assinada nas duas cozinhas, uma para a produção maior e a segunda no food truck, no atendimento ao público. A unidade fica no food park do Shopping Recife há um ano, depois de um período itinerante.
Dorgivânia Arraes diz que a luta do Sebrae é pela desburocratização dos processos, porque isso impacta no custo Brasil, que é como o nosso país é visto. O Sebrae firmou convênio com o CRC-PE e vai disponibilizar contadores voluntários para atender gratuitamente empresas que se enquadram na obrigatoriedade. Na sede da instituição, o atendimento é das 8h às 17h. Os empreendedores podem ir também ao Expresso Cidadão, no Shopping RioMar, e na Sala do Empreendedor, na Prefeitura do Recife.
Fenacon

10 maneiras de gerar ideias para empreender

Diferente do que muitos pensam, não existe fórmula mágica para gerar insights de novos negócios, mas, por mais que pareça óbvio, uma boa maneira de se ter uma boa ideia é não ter medo de sonhar grande e ter muitas ideias. Na verdade,um simples brainstorming pode fazer aflorar vários negócios potenciais.
Se você deseja inovar e pensar fora da caixa, essas técnicas podem te ajudar.
Mas e se você não for uma pessoa criativa? Não se preocupe! Vamos mostrar aqui várias maneiras e dicas de como gerar novas ideias de negócios: Vamos lá?
Anote todas ideias que você tiver. Não importa se você estiver no meio do almoço ou indo dormir, não deixe a ideia fugir da sua cabeça;
Discuta cada ideia com mais de uma pessoa se possível, quanto mais eclético o grupo melhor. Isso vai te ajudar a entender se a sua ideia será bem aceita ou não.
Não vale criticar nenhuma ideia, ideias loucas e absurdas são muito bem vindas!
Se você estiver em uma fase de bloqueio criativo, que tal melhorar ideias de outros ou conectar ideias para gerar novas?
Tente sempre pensar em problemas que você poderia resolver e não em soluções.
Leia também: Tudo que você precisa é de uma boa ideia
Com isso, resumimos 10 maneiras para te ajudar a gerar ideias de novos negócios.
1. Não pense em ideias de negócios!
Segundo Paul Graham, cofundador de uma das mais famosas aceleradoras de startups americana, as melhores ideias normalmente são aquelas chamadas de orgânicas. Ou seja, insights que crescem de forma natural da experiência das pessoas.
Então a melhor maneira é não PENSAR e sim OBSERVAR. Procure no seu trabalho, nas suas experiências e atividades, quais as necessidades e problemas que possuem. Uma boa pergunta é: Por que ninguém fez isso até hoje? Se alguém fizer isso eu compro na hora?
2. Resolva problemas, não invente eles.
Pegue uma folha em branco e escreva no topo dela “Eu odeio quando…” e escreva tudo que te incomoda. Muitos desses problemas podem virar produtos ou serviços, afinal, o seu descontentamento com algum produto e serviço, provavelmente, é uma dor compartilhada por muitas outras pessoas.
Foi de um exercício assim que eu me sócio chegamos à ideia da nossa empresa atual, o Melhor Plano. Outro exemplo de empresa que seguiu pelo mesmo caminho é a Geekie. Cansada do sistema de ensino conservador do Brasil, decidiu inovar e criar uma plataforma que cria um plano de estudos personalizado para seus usuários.
Se você tiver dificuldades como isso, olhe na seção de suporte ao cliente de sites e encontre o que estão reclamando. Reclame Aqui pode ser uma boa fonte. Vale também pensar noque poderia fazer que seria realmente extremo. Normalmente são essas ideias que causam mais impacto.
3. “Viva no futuro, então construa o que está faltando nele” – Paul Graham
Como será daqui a 1, 3 ou 5 anos? Quais problemas existirão? Pesquise sobre as tendências na sua industria,sociedadeou nas tecnologias que permitirão novas formas de negócios. Tecnologias como internet das coisas – IoT e realidade virtual são só alguns exemplos de tendências tecnológicas que prometem mudar várias indústrias.
4. Encontre um mercado ou industria e se aprofunde nela
Encontre alguém em uma industria que você tenha interesse e pergunte coisas fundamentais como: qual seu trabalho? quem faz isso ou aquilo? Qual a parte chata do seu trabalho? Quais são os 3 maiores desafios no seu trabalho ou em relação a um tema específico? Se você tivesse recursos infinitos e pudesse resolver qualquer problema em um piscar de olhos, qual seria? Como resolveria? Uma dica é não focar no que você pensa, apenas escute com atenção seu entrevistado.
Acredite: os resultados dessas conversas são surpreendentes, pois, diferente do que alguns pensam, a maioria dos empreendedores está disposto a contar sobre o seu negócio e as dificuldades que viveu ao criá-lo e tirá-lo do papel. O Méliuz, por exemplo, mandou e-mails até para empresas estrangeiras e, pasmem, ele ganhou as passagens e uma visita por conta de um dos e-commerce mais bem conceituados da Inglaterra.
Leia também: 6 ideias de negócio para 2016
5. Bons artistas copiam; Grandes artistas roubam
Steve Jobs uma vez disse: “Não temos nenhuma vergonha em roubar grandes ideias“. Se pensadores originais como Picasso e Steve Jobs não tinham nenhum problema em copiar ideias alheias, por que você teria? Quando um novo produto surgir, escreva formas como poderia usar para uma nova ideia de negócio.
Muitas ideias são mal executadas, você é capaz de executar melhor? Vários negócios inovadores surgem no mundo, porque não tomar como inspiração para aplicar na sua região? Alguns sites que podem servir de inspiração: Springwise, Hacker News, Product Hunt, CrunchBase e TechCrunch,
6. Áreas que estão precisando de projetos
Aqui vamos pela mesma ideia da lista de “Eu detesto quando…”, a diferença é que aqui é uma fase mais aprofundada e saindo dos achismos e apenas a sua visão. E como fazer isso? A Y Combinator, aceleradora mais famosa do mundo, publicou em 2015 uma lista com áreas onde eles gostariam de investir. Veja aqui as áreas.
Nessa mesma linha, o Google Trends pode te ajudar a descobrir mercados que estão crescendo e que carecem de soluções.
7. Uber para…….
Se for para pensar fora da caixa, não se limite apenas à sua área de atuação, podemos aprender com empresas de todos os setores e tamanhos. Então pare e pense: quais ideias poderíamos pegar de outras indústrias e aplicar na nossa? Olhe para indústrias ao seu redor e veja se as ideias antigas delas podem se tornar sua nova ideia.
Pegue a SmartFit como exemplo. Você pode não acreditar, mas a ideia de ter um botão em cada máquina para que os usuários conseguissem chamar os personal trainers veio da indústria de aviação. Você já parou para observar que, quando estamos em algum voo e queremos chamar a aeromoça basta apertar um botão? O que o empreendedor pensou aqui foi simples: se serve em aviões, por que não tentar em academias?
8. Pergunte a você mesmo.
Qual tipo de negócio eu gostaria de tocar se não tivesse nenhuma chance de fracassar? O que nunca foi feito até hoje?
Empreender nem sempre é um mar calmo, por isso, é preciso que você faça o que ama e vê sentido. O Dr. Consulta, por exemplo, queria democratizar o acesso a um sistema de saúde barato e de qualidade, algo que parecia uma missão impossível, hoje é uma das referências em negócios sociais no Brasil.
9. Mantenha-se atualizado na sua área de interesse! Frequentemente surgem novas ideias.
Manter-se atualizado é quase que uma regra no mundo dos negócios. Os conceitos mudam com o tempo e ficar antenado nas novas tendências pode impulsionar a sua empresa e até mesmo te ajudar a criar uma vantagem competitiva em relação a sua concorrência.
Participe de eventos sobre empreendedorismo, inovação, tecnologia. Leia livros, converse com outros empreendedores e compartilhe suas experiências. Não se limite ao seu setor, olhe outras empresas, outros países, será que algo que está bombando lá fora poderia ser aproveitado pela sua empresa?
10. Olhe no seu extrato bancário para onde seu dinheiro está indo.
A forma como você gasta o seu dinheiro pode dizer muito sobre você. Porque você comprou da empresa A e não com a B? Analisar porque você escolhe um produto ou serviço pode te dar insights de como fazer algo melhor ou mais barato. Muitas vezes achamos algo muito caro, será que não podemos criar um novo produto ou serviço mais barato ou com uma percepção de valor mais alta?
Se você já gasta dinheiro com esse produto ou serviço, isso pode sinalizar que existe um mercado para a sua ideia.
Agora você tem uma lista de ideias para escolher. Uma boa ideia pode não ser uma boa oportunidade de negócio, por mais criativa ou visionária que seja. Cabe ao empreendedor analisar se faz sentido ou não seguir em frente.
Endeavor

Um passo a passo para fazer o seu plano de negócios

Um dos principais motivos que levam empreendedores e profissionais a fazerem um plano de negócios é a necessidade de captação de recursos de investidores. Contudo, esse documento também é muito importante como ferramenta deplanejamento ou de análise de rentabilidade e de riscos. São diversos os seus modelos, mas de forma geral todos respondem a cinco perguntas básicas: o que será feito, por que, como, qual o retorno e quais os riscos envolvidos.
O plano deve ter sempre como objetivo principal analisar a viabilidade do que se vai desenvolver, considerando fatores de diferenciação e a necessidade de recursos, além de propor um plano de ação para sua execução.
Antigamente os planos eram documentos extensos que demoravam meses para serem desenvolvidos, porém, ao longo do tempo foram sendo reformulados tornando-se ferramentas mais funcionais, flexíveis e rápidas na sua formatação técnica e visual. Os planos muito detalhados ou técnicos tomam muito tempo para fazer e são cansativos para quem lê. É prudente evitar planos que parecem trabalhos de faculdade.
Geralmente as empresas e os negócios começam com uma boa ideia, o que não é suficiente para o seu sucesso. É preciso saber se esta ideia é rentável, competitiva, sustentável, inovadora ou diferenciada e principalmente se é fruto da necessidade dos potenciais clientes. Às vezes gostamos da ideia, nos apaixonamos por ela e esquecemos de perguntar se o cliente alvo também gosta. O plano ajuda a transformar a ideia em realidade, nos auxiliando a entender os riscos e o potencial de rentabilidade.
Um dos modelos de plano de negócios que costumo utilizar possui as seguintes partes: descrição do produto ou serviço, análise do cliente, análise da competição, plano comercial e de marketing, planejamento financeiro e rentabilidade, time de execução, planejamento operacional, plano de ação, recursos e acordos necessários, análise de riscos e cronograma.
Cada empresa ou projeto pode, por suas particularidades, necessitar de uma ou mais análises, assim, não há porque usar modelos rígidos demais. Em essência, fazer um plano de negócios é uma forma bastante estruturada de nos convencermos e imaginarmos que estamos fazendo algo que realmente vale investirmos tempo e recursos. O seu processo de desenvolvimento é uma forma de evoluirmos nossas ideias, entendermos a real viabilidade do que queremos desenvolver e, mais do que isto, de criarmos uma boa argumentação para convencermos pessoas, empresas e investidores de que vale associar-se conosco.
Criar uma equipe multidisciplinar para desenvolver o plano é uma forma positiva de abordar diversos tópicos com visões diferentes, o que pode ajudar o processo criativo e crítico, gerando provavelmente melhores e mais profundas visões sobre os dilemas, oportunidades ou riscos. Não tenha medo de pedir feedbacks para pessoas mais experientes ou que tenham competências complementares. Vale inclusive pedir ajuda para mentores ou mesmo para seus próprios investidores.
Geralmente, o processo começa com pesquisa, busca de informações, entrevistas ou conversas com diversas pessoas, clientes futuros e participantes do mercado. Com a ideia inicial formulada, tente usar algum modelo de análise estratégica para criticar. Teste modelos alternativos e cenários diferentes. Muitas vezes pensamos tanto de uma forma só, que ficamos “míopes” e não conseguimos ver o negócio de forma sistêmica. É importante nesta fase imaginarmos como será o futuro desta ideia e como ela se tornará um negócio rentável e sustentável no longo prazo. Procure saber com clareza qual o seu modelo de negócio, os fatores de diferenciação, os seus objetivos de curto e de longo prazo e, principalmente, mostrar por que o negócio será um sucesso.
Não adianta somente se autoanalisar. Analise criteriosamente o mercado e a competição. É necessário imaginar seus movimentos, planos e potencial de futuro. Grande parte do valor das companhias está atrelado ao seu potencial de crescimento que é função principalmente da capacidade de competitividade das companhias. Portanto, entender sua arena competitiva em detalhes deve ajudar no desenvolvimento do plano e, por consequência, do negócio.
Com a determinação do posicionamento estratégico da companhia e de uma visão de mercado, pode-se desenvolver um plano de marketing que suporte as ações comerciais da companhia e possibilitem o seu desenvolvimento.
Com relação ao planejamento operacional, é importante considerar como a empresa desenvolverá suas áreas de suprimento, produção e entrega de serviços. Não menos importante é o planejamento logístico e de sistemas.
Diversos empreendedores têm dificuldades em planejar as finanças da companhia. Matemática não é o forte da maioria, mas não há necessidade de grandes exercícios financeiros. Procure projetar o fluxo de caixa futuro do negócio considerando as principais premissas de resultado e seus direcionadores de valor. Imagine como argumentar sobre sua projeção de vendas futuras e de resultado. Com isso, você obterá uma boa estimativa de sua necessidade de recursos financeiros e qual o retorno que espera obter com o negócio. Lembre-se: conservadorismo financeiro no Brasil é sempre prudente, especialmente associado a arrojo empresarial.
Principalmente em negócios pouco maduros, o sucesso está diretamente relacionado à capacidade da empresa de inovar ou ser mais eficiente, além evidentemente da qualidade do time que executará o plano. Assim, procure cuidadosamente selecionar quais as pessoas que serão responsáveis pela execução do projeto ou do negócio. Determine claramente os seus papéis, incentivos e metas, certificando-se que estas pessoas são aptas e têm competências suficientes para realmente desenvolverem suas atividades.
O plano de negócios não precisa ser algo complicado e nunca será completo o bastante. Ele tem que ser coerente, coeso e mostrar por que o negócio é bom, qual a sua rentabilidade, riscos, potencial de crescimento, como será executado e quanto de dinheiro é necessário para se desenvolver. Se for enviar para alguém, cuidado com a forma, estrutura, erros e linguagem. Aparência é importante na venda, porém, argumentação é mais importante ainda. Cuidado em revelar seus planos para potenciais concorrentes pois ideias podem ser copiadas. Peça para que a contraparte assine um contrato de confidencialidade.
Os planos vão evoluindo ao longo do tempo e mudam à medida que o mercado se desenvolve ou que o plano vai sendo executado. É como se fosse um organismo vivo e em evolução. Assim, é necessário ajustar, mudar, rever ou evoluir. Tente imaginar o que pode dar errado e procure mitigantes. Não fuja dos pontos fracos e riscos, mesmo que não tenha uma solução imediata.
Procure dar o máximo de coerência ao plano, buscando premissas reais de mercado e experiências efetivas ao invés somente de sentimentos e intuições, por mais que estes também sejam importantes. Use como premissas testes reais, fontes seguras, empresas comparáveis e experiências comprovadas.
Um plano bem feito pode e deve ser utilizado como meta de desenvolvimento de negócios e companhias. Ajuda de forma realista a buscarmos recursos financeiros e a criarmos elos com parceiros. Quanto mais o plano for executado, maior o potencial de sua eficácia e, por consequência, melhor os investidores o verão, exigindo menos rentabilidade e participação societária nos aportes de capital.
Exame.com

5 dicas para estabelecer missão, visão e valores na sua empresa

A maioria das empresas estabelece, logo no começo de suas trajetórias, suas missão, visão e valores. As três coisas, normalmente, mostram uma empresa íntegra e com objetivos bastante arrojados. Até por serem bastante otimista, existe a impressão, pelo menos da parte de quem é leigo, de que a elaboração desse campos não passa de um clichê. Mas não é bem assim.

A opinião é do administrador de empresas paulista Runa Ratz, 23. Ele, ao lado da designer Helena Alam, 46, comanda a Kawthar, especializada na venda de joias e presentes corporativos de luxo. “A missão, a visão e os valores não são criados só porque precisam existir. Quem não os segue eventualmente terá problemas”, diz. “Sem essas definições, o único objetivo é o lucro e tal busca não é sustentável.”

Ratz listou o que deve ser levado em conta por empreendedores que estão começando e precisam estabelecer suas missão, visão e valores. Confira:

1. Saiba o que é cada um

O empreendedor afirma que especialistas em administração têm definições um pouco diferentes do que são a missão, a visão e os valores de uma empresa, mas que todos concordam no que, basicamente, consiste cada um desses pilares.

A missão é o detalhamento da razão de ser de um empresa. Mostra, então, o porquê da sua empresa existir. Também deve deixar claro o segmento em que o negócio está inserido e como a empresa espera ser reconhecida por seus clientes, fornecedores e parceiros. A missão da Kawthar é desenvolver produtos com design único e exclusivo, com o objetivo de atender às mais diversas necessidades de seus clientes e parceiros.

A visão mostra aonde o empreendedor quer chegar. A da Kawthar é se tornar uma marca de luxo de referência no mercado brasileiro, proporcionar felicidade e satisfação para todos os seus clientes e tornar o luxo acessível para eles. Normalmente, engloba objetivos de longo prazo, mas também tem espaço para conquistas menos demoradas.

Por fim, os valores são os princípios éticos que norteiam o dia a dia da empresa. “Visão e valores estão firmemente atrelados. Só se atinge o primeiro pilar se o segundo for levado a sério”, afirma Ratz. Os valores da Kawthar são integridade, comprometimento, atenção aos detalhes, foco no cliente, inovação e qualidade.

2. Leve a elaboração a sério

Para elaborar a missão, a visão e os valores que melhor, não dá para gastar somente alguns minutos rabiscando palavras bonitas em um papel. “Deve-se passar um ou dois dias com seus sócios, mentores e pessoas relevantes para o negócio e, literalmente, colocar todo mundo para refletir sobre a melhor forma de definir a empresa.”

3. Ajustes, sim. Desvios, não

No começo de uma trajetória, empreendedores esperam passar, na pior das hipóteses, alguns anos chefiando o negócio que criaram. E muita coisa pode mudar nesse ínterim. Pode ser que, enquanto o tempo passe, você perceba que certas mudanças nos três pilares sejam realizadas. Não tem problema. “Ajustes podem ser feitos. Desvios, nunca. Não se pode esquecer a essência, o cerne da empresa”, afirma Ratz.

4. Metas

Assim como a visão, as metas estabelecem objetivos futuros. E, segundo Ratz, os dois devem estar atrelados, pois, dessa maneira, fica mais fácil obter conquistas que ajudem você a realizar seus grandes objetivos – aqueles estabelecidos na visão que você escolheu.

5. Tenha um sonho realizável

Ainda sobre a visão, pense em um objetivo que seja tangível. É claro que um empreendedor deve pensar que nada é impossível. Sonhe grande, mas não sonhe com algo que muito provavelmente jamais acontecerá, de acordo com o cofundador da Kawthar. “Quando o sonho é muito difícil, o empreendedor pode desanimar”, afirma.

PEGN