Economia

Empreendedorismo: saiba como fazer sua empresa crescer em tempos de crise

Apesar da economia exibir alguns sinais de recuperação, os empresários ainda sentem os efeitos da crise econômica. Aliado ao cenário ruim para investimentos, a falta de planejamento pode levar ao fechamento de uma empresa. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que seis em cada dez empresas abertas no Brasil são fechadas antes de completarem cinco anos. Para driblar as dificuldades, muitos empreendedores buscam maneiras cada vez mais criativas e inovadoras para se manterem no mercado.
Especialista afirma que dono de empresa deve pensar grande por meio de metas agressivas, mas ao mesmo tempo, realistas
Para o consultor e sócio da TIEX, empresa de consultoria e gestão corporativa, Fábio Yamamoto, o segredo para passar por momentos delicados é aprender com os erros, e mesmo na situação mais difícil, questionar as atitudes tomadas para se ter êxito no futuro. Segundo o especialista, é preciso fazer as seguintes questões: o que realmente importa? O que efetivamente deve ser feito para passar pela crise mais fortalecido? Pensando nisso, Yamamoto dá algumas dicas para aumentar a rentabilidade e impulsionar seu negócio.
Pense grande
De acordo com o especialista, o ideal é pensar grande por meio de metas agressivas. Segundo ele, ter grandes aspirações, poderá dar a dimensão dos desafios que precisarão ser enfrentados para fazer com que o negócio tenha prosperidade. Afinal, os desafios continuarão sendo grandes se você optar por pensar pequeno.
No entanto, Yamamoto lembra que as metas precisam ser agressivas, mas realistas. Segundo o especialista, muitos empreendedores acabam “perdendo o gás” por objetivos inatingíveis. Por isso, evite estabelecer objetivos impossíveis em um primeiro momento. É importante lembrar que as metas mais difíceis serão alcançadas a longo prazo.
Cliente é a razão de tudo
O cliente é a principal razão para a existência de um negócio. Afinal, o empreendedor só abre uma empresa porque, em algum momento, vislumbrou um potencial mercado ou cliente a ser atendido. Segundo Yamamoto, não se trata da velha máxima de que “o cliente sempre tem a razão”, mas sim, de fidelizar o consumidor.
Para vencer este desafio, é preciso oferecer excelência em seu produto ou serviço. É importante entender que, em muitos momentos, a relação cliente-fornecedor vai além dos aspecto puramente comercial e passa para uma ideia de parceria e identificação.
Dividir para conquistar
Segundo Yamamoto, o tempo é o principal limitador do crescimento. Não há obstáculo impossível de ser transposto, exceto o tempo. Por isso, ter mais pessoas para compartilhar tarefas e multiplicar o tempo pode ser uma boa saída. Além de ir atrás de profissionais qualificados para ajudar no crescimento da companhia, a possibilidade de ter novos sócios não pode ser descartada.
Para o especialista, dividir o bolo não deve ser encarado como algo negativo, como uma perda, pois o principal objetivo neste caso é ter um pedaço menor de algo muito maior. Você prefere ter 100% de um bolo que vale R$ 1 milhão ou 10% de um bolo que vale R$ 100 milhões?
Pense de forma perene
Pensar de forma perene não significa imaginar que o negócio vai existir por toda a eternidade. No entanto, ter uma visão de longo prazo é importante para que as decisões não sejam baseadas única e exclusivamente em resultados imediatos. Avaliar o impacto que as ações do presente terão sobre o futuro pode fazer diferença. Análises desse tipo podem, inclusive, indicar se vale a pena continuar o negócio ou não.
Planejamento e mais Planejamento
IG

Dólar tem valorização e fecha o dia em R$ 3,08

O dólar encerrou o dia com a cotação a R$ 3,08 em um momento de expectativa pela desvalorização da moeda, que nesta quarta-feira (15) havia alcançado a menor cotação desde 18 de junho de 2015, fechando em R$ 3,06. A moeda chegou a operar em queda nesta quinta-feira (16), mas terminou em alta após dois dias de desvalorização.
Emerson Marçal, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), disse que existe uma tendência de valorização do real atrelada a uma onda de otimismo que está se formando no mercado. “As pessoas estão otimistas com o que pode vir ao longo deste ano”, afirmou Marçal. “A percepção de risco do país está caindo no exterior. Está se formando uma ondinha de otimismo com relação ao futuro próximo da economia brasileira, então tudo isso está fazendo com que a moeda [ dólar ] seja pressionada para baixo”.
Mesmo não acreditando na tendência de apreciação do real, Marçal diz que há elementos que podem interferir nessa trajetória. “O que pode alterar isso um pouco é quando tiver a reunião do Comitê de Política Monetária [Copom] e, de repente, se ele fizer um corte mais agressivo na taxa de juros, aí talvez isso afete o câmbio e barre essa tendência de apreciação. Ou se o Banco Central começar a comprar reservas sistematicamente ou intervir no mercado para evitar a valorização [do real]”.
O aumento é ruim?
Apesar de ajudar os exportadores e a balança comercial, a valorização do dólar prejudica o País em uma série de pontos. Com a moeda norte-americana em baixa, é possível, por exemplo, registrar uma queda na inflação. Isso acontece porque uma série de produtos industrializados, inclusive alimentos que compõem a cesta básica, possuem insumos importados, como o trigo, por exemplo, para fabricar o pão. A queda da moeda americana arrasta o preço destes produtos para baixo, motivando a queda na inflação.
Além disso, a desvalorização do dólar também pode reduzir os débitos do governo. A dívida externa do Brasil, que atualmente está em torno de US$ 330 bilhões, é sempre cotada na moeda americana. A queda de alguns centavos proporciona a economia de alguns milhões ao país e aos brasileiros.
IG

Programa de Regularização Tributária: prós e contras

O Governo Federal editou a Medida Provisória nº 766, que institui o Programa de Regularização Tributária (PRT) junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O objetivo da MP é estimular a economia do País, incentivando empresas e pessoas físicas a abater suas dívidas por meio de créditos tributários e prejuízos fiscais de anos anteriores.
Poderão ser quitados, os débitos de natureza tributária ou não tributária, vencidos até 30 de novembro de 2016, de pessoas físicas e jurídicas, inclusive objeto de parcelamentos anteriores rescindidos ou ativos, em discussão administrativa ou judicial, ou ainda provenientes de lançamento de ofício efetuados após a publicação da MP. A adesão ao PRT ocorrerá por meio de requerimento a ser efetuado no prazo de até 120 dias, contados a partir da regulamentação estabelecida pela RFB e pela PGFN.
Se por um lado o programa é uma oportunidade para as empresas que estão em débitos tributários com a Receita, para o pagamento de débitos com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, não observamos razões financeiras significativas para a adesão, pois simplesmente a letra da MP prevê o pagamento de 20% à vista, e a possibilidade de parcelamento do saldo restante.
Desta forma, deveria ser previsto somente o pagamento dos 20%, pois a redação de realizar pagamento do saldo restante torna inócuo qualquer possibilidade de liquidação à vista, já que o contribuinte tem que pagar tudo. Desta forma, a única vantagem é a própria condição de parcelar os débitos, não prevista no parcelamento ordinário – que se pudesse ser realizado seria de 60 prestações contra 96 ou 120 no PRT, um verdadeiro engodo.
Claro que, para algumas empresas, o custo do dinheiro no tempo e a possibilidade de só deduzir o passivo de tributo com exigibilidade suspensa na apuração do Lucro Real e base de cálculo da CSLL pode gerar alguma vantagem, como, por exemplo, para instituições financeiras. Isto porque, para o contribuinte aderir ao programa da PGFN, não há previsão de:
– Redução de multas, juros, encargos legais etc
– Com o depósito judicial sendo convertido em renda imediatamente, não há menção na MP de que parte seria revertida ao contribuinte. Neste caso, lembramos que de longas datas, os contribuintes e tributaristas esperaram que nos programas de parcelamentos especiais, as eventuais reduções ou benefícios pudessem ser aplicadas para os débitos com depósito judicial, mas nunca houve esta anuência da RFB ou PGFN. Assim, no caso de haver depósito, não há porque o contribuinte desistir da ação, uma vez que o débito já está garantido e, ganhando ou perdendo a disputa o débito está garantido e, por este motivo, a desistência ainda implica no pagamento dos eventuais encargos legais. Portanto, jamais desista dos seus processos com depósitos judiciais sem consultar seu assessor jurídico.
Outro item de destaque é a redação do artigo 10 que prevê a exclusão do programa, que pode ser resumido da seguinte forma:
I. A falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou seis alternadas;
II. A falta de pagamento de uma parcela, se todas as demais estiverem pagas;
III. A constatação, pela RFB ou pela PGFN, de qualquer ato tendente ao esvaziamento patrimonial do sujeito passivo como forma de fraudar o cumprimento do parcelamento;
IV. A decretação de falência ou extinção, pela liquidação, da pessoa jurídica optante;
V. A concessão de medida cautelar fiscal, nos termos da Lei nº 8.3977, de 6 de janeiro de 1992;
VI. A declaração de inaptidão da inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ; ou
VII. A inobservância do disposto nos incisos II e IV do § 3º do art. 1º. (pagamento das parcelas correntes, cumprimento das obrigações com o FGTS e o pagamento dos débitos correntes).
Observe que para o item I a sua ocorrência é frequente nos demais programas, mas para o item II é uma possibilidade remota e que prejudica o bom pagador, pois a falta de pagamento de uma parcela, e a continuidade ou manutenção dos pagamentos de todo o programa, caracteriza a boa-fé do contribuinte e não poderia ser uma condição da sua exclusão total do programa, ou seja, mais uma anomalia do programa que esperamos, seja corrigida.
Já no item III, no passado, alguns contribuintes se utilizaram de recurso previsto na legislação, em alguns casos com cisão, inclusive de parte da sua receita, e, consequentemente, reduziram via indireta, o montante mensal recolhido à RFB ou PGFN, e aumentaram o prazo de pagamento. Claro que em alguns casos, com prazo infinito. Neste caso atual, com as garantias, e outros itens, este nos parece um processo estranho no parcelamento, mas aí está.
Outro item que merece atenção é o VII, pois o contribuinte deve ter recolhido ou recolher os débitos vencidos a partir de 30 de novembro de 2016 e manter o recolhimento em dia dos débitos tributários parcelados no PRT e correntes.
Assim, se o contribuinte optar por parcelar saldo remanescente, deve ter a certeza de que poderá honrar com os débitos vincendos enquanto estiver no programa. Veja que muitas empresas aderem ao programa e depois não conseguem recolher os débitos do parcelamento e os débitos da sua operação cotidiana.
No âmbito da RFB, nota-se que não há redução para os juros, multa, multa de ofício e encargos legais, uma vez que possibilita a utilização de Prejuízos Fiscais (PF), Base Negativa da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (BNCSLL), sendo incluída a novidade da possibilidade de utilização de créditos tributários administrados pela RFB para liquidação dos débitos.
O valor do PF e BNCSLL, passível de utilização, na forma da legislação vigente, é o relativo aos períodos de apuração encerrados até 31 de dezembro de 2015 e declarados à RFB até 30 de junho de 2016 e, além da origem própria, traz duas novidades. A do responsável ou corresponsável tributário e a de empresas controladora e controlada, de forma direta ou indireta até 31 de dezembro de 2015. Nesta se inclui o conceito societário de controlada para aquelas que existe acordo de acionistas que assegure de modo permanente a preponderância individual ou comum nas deliberações, e o poder individual ou comum de eleger a maioria dos administradores.
Embora não tenha redução esperada de muitos juros e não apresente efetivamente nenhum benefício econômico para as empresas, o PRT traz um benefício financeiro, já que as empresas podem transformar o saldo de prejuízo em crédito, que servirá para o pagamento de até 80% de seus débitos. O valor mínimo de cada prestação mensal será de R$ 200 para pessoa física e de R$ 1.000 para empresas, um estímulo para o desenvolvimento da economia nacional.
Revista Dedução

Economia colaborativa ganha adeptos no Brasil

Mapeamento inédito feito pelo Movimento Cidade Colaborativa identificou 100 projetos de compartilhamento disponíveis na cidade de São Paulo. As ações foram reunidas no Guia São Paulo Cidade Colaborativa 2015 e organizadas em 10 categorias: cultura (15), mobilidade (13), consumo (11), serviços (10), trabalho e coworking (10), educação (9), meio ambiente (8), alimentação (6), moradia (5) e ONGs e poder público (13).
Cruzamento feito nos dias 24 e 25 de agosto entre cada um desses projetos e seus seguidores no Facebook, a maior rede social do país e do mundo, revela que, juntos, eles já são alvo de quase 15 milhões (14.568.505) de manifestações positivas – uma prova de que milhares de brasileiros aderiram, em algum grau, à chamada economia colaborativa. Esse é o número de pessoas e de curtidas registradas nas páginas dos 100 projetos que figuram no guia. Como a mesma pessoa pode ter curtido mais de um projeto (o que provavelmente ocorreu), não se pode precisar o número de adeptos. Mas é incontestável o viés de alta das ações e serviços colaborativos.
Dos 100 projetos, os campeões de apoio na rede – entre curtidas e seguidores – são: Geekie (3 milhões), Enjoei.com (2,5 milhões), Uber (2,4 milhões), Airbnb (2 milhões) e Wase (1,3 milhão). Juntos, eles somam 11,2 milhões de manifestações positivas.
Para se ter ideia do poder de mobilização desse setor, seus likes e seguidores representam quase 10% de todo o universo dos 38 milhões de brasileiros (usuários únicos) que curtem pelo menos uma página do Facebook (Fonte: Social Bakers).
O guia e o site www.cidadecolaborativa.org são iniciativas do Movimento Cidade Colaborativa, que reúne o empreendedor Alexandre Frankel, do Guia Como Viver em São Paulo sem Carro, a agência GIG (Global Intelligence Group), a ESPM e o jornalista Leão Serva, entre outros parceiros. A pesquisa será lançada no dia 28 de agosto, às 9h20, na ESPM, durante o I Seminário Brasileiro de Economia do Compartilhamento, que reúne empreendedores de projetos baseados em compartilhamento, como Uber, Sampa Housing, Couchsurfing, Troca Perfume e outros.
“Nosso objetivo é criar um ponto de encontro colaborativo, reunindo em uma única plataforma projetos existentes em São Paulo e em todo o Brasil”, diz Alexandre Frankel, idealizador do Movimento Cidade Colaborativa.
A economia compartilhada tem crescido por conta da internet e do fortalecimento das redes sociais. As cifras geradas nos dias atuais ainda divergem entre as instituições por ser mais locais do que mundiais. A PWC afirma que, em 2015, a receita anual global do setor será de US$ 15 bilhões. De acordo com estimativas da mesma consultoria, em 2025 esse número saltará para US$ 335 bilhões.
“Essa nova forma de pensar e, principalmente, de viver o consumo, veio para ficar. Mas ainda não existia uma ferramenta que organizasse esses projetos”, afirma Flávio Azevedo, da agência GIG, uma das realizadoras do evento. “Queremos ser o Google da economia colaborativa”, acrescenta, ressaltando que São Paulo é a principal incubadora desses projetos no Brasil e um dos principais polos criativos da América Latina.
Do perfume à furadeira
Os números do Guia São Paulo Cidade Colaborativa mostram que as iniciativas culturais, a mobilidade e o consumo são predominantes no mundo do compartilhamento em São Paulo. Mas já é possível identificar a expansão do setor para outras áreas, como meio ambiente, alimentação e moradia.
“Não faz mais sentido comprar artigos como furadeiras, escadas ou bombas de encher pneu. Muitos condomínios já oferecem equipamentos compartilhados aos seus moradores”, diz Frankel, do Cidade Colaborativa.
Entre as ações ligadas à cultura, é possível notar uma tendência de democratização da arte. Projetos como Matilha Cultural e Parada do Livro, por exemplo, viabilizam desde a exibição de filmes em locais públicos até a troca de livros em pontos de ônibus. Outros, como o Instituto Choque Cultural e o Garapa, servem como espaços de criação coletiva, um movimento que vem ganhando cada vez mais espaço na cena cultural de São Paulo.
Mundo pequeno
O setor do trabalho é outro que passa por transformações profundas, potencializadas pelas novas tecnologias e pelo compartilhamento. São empresas sem sede física que contam com colaboradores nos quatro cantos do mundo conectados e cumprindo metas globais. Há os coworks – que vão de galpões colaborativos a ofertas comerciais –, que fortalecem parcerias profissionais capazes de gerar bons negócios. Há empresas especializadas em conectar projetos a investidores, como a ProjectHub e a ImpactHub, ambas listadas no guia.
A colaboração também vem se expandindo no segmento de moradia e hospedagem, além da plataforma já consolidada do Airbnb. Hoje existem em São Paulo inúmeras opções de hospedagem que fogem da estrutura tradicional – os viajantes dispõem do Couchsurfing, voltado aos mochileiros, e do Sampa Housing, que disponibiliza apartamentos mobiliados em bairros nobres da cidade.
Os dados da pesquisa mostram ainda que a economia colaborativa vem adquirindo musculatura no segmento de mobilidade – a polêmica recente em torno do funcionamento do Uber no Brasil é um exemplo disso. À margem do imbróglio envolvendo os taxistas, serviços como Fleety, de compartilhamento de carros, ou Bike Sampa, de empréstimo de bicicletas, têm se mostrado alternativas cada vez mais utilizadas pelos paulistanos.
Para o professor da FEA-USP Ricardo Abramovay, apesar do calor das discussões envolvendo alguns setores do compartilhamento, esse tipo de serviço, no mundo e no Brasil, é uma tendência irreversível e sua regulação terá que passar pelo consumidor. Abramovay afirma que os serviços compartilhados enfrentarão no Brasil alguns desafios específicos. Um deles é a falta de tradição em inovar.
“O Brasil é um país extremamente burocrático e tem dificuldade de entender e aceitar inovações”, afirma Abramovay. Outro aspecto, diz ele, é a violência urbana. Como exemplo cita a proliferação dos condomínios residenciais que oferecem diversas opções de lazer e muita segurança aos moradores. Muros altos, diz ele, só agravam o problema. Por isso, a importância da ocupação dos espaços públicos da cidade por seus moradores – seja por meio projeto das bikes, dos parklets ou dos espetáculos em praça pública.
Empreendedor

Copom mantém em 14,25% taxa básica de juros da economia

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve inalterada, em 14,25%, a Selic, taxa que serve de referência para os juros cobrados de pessoas físicas e empresas no Brasil. O índice é o maior desde outubro de 2006. A decisão foi unânime e sem viés de alta ou baixa.
“O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”, informou o banco, em nota divulgada nesta quarta-feira (2).
A Selic é usada pelo BC para controlar a inflação, que neste ano deve atingir 9,28%, acima do dobro da meta de 4,5% estabelecida pelo governo. Tal patamar só será atingido em 2016, segundo o banco.
Ao elevar o juros, o BC torna o crédito mais caro, o que reduz o consumo e, com isso, a pressão sobre os preços.
A elevação da Selic, por outro lado, contribui para a desaceleração da economia brasileira. E, na semana passada, o IBGE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 2,1% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, e que o desemprego subiu para 8,3% no segundo trimestre de 2015 ante os 6,8% de 2014.
Após a última reunião, realizada em julho, o Copom havia indicado que poderia não elevar novamente a Selic. Na ata, o comitê informava que “o cenário de convergência de da inflação para 4,5% no final de 2016 tem se fortalecido”.
Analistas de mercado ouvidos pelo BC antes da última reunião do Copom disseram esperar que a Selic termine 2015 em 14,25%, e recue para 12% no fim de 2016.
IG

Nos momentos de incerteza, muitos empreendedores perdem a esperança. Mas é isso justamente que eles deveriam vender

Durante a crise de 1929, durante o momento mais sombrio da economia norte-americana, que praticamente levou o mundo inteiro à recessão, seria loucura criar uma revista de negócios. Enquanto a economia retrocedia e as pessoas faziam fila nos locais em que eram oferecidos café e donuts aos desempregados, o jornalista Henry Luce pensou em uma publicação luxuosa que oferecesse exatamente o contrário do que todos estavam vendo naquele momento: fortuna. Lançada em 1930, a revista Fortune se tornou um sucesso imediato, pois mantinha aceso o desejo por dias e negócios melhores. De escura bastava a realidade.
E era justamente na escuridão que vivia Charles Darrow. Em 1929, ele era apenas um dos milhões de norte-americanos desempregados. Após alguns anos fazendo pequenos trabalhos temporários, ficou encantado com um jogo de tabuleiro que havia deixado todos os seus amigos viciados. Decidiu criar a sua própria versão em 1934, mas nenhuma empresa se interessou. Só depois de ter produzido e vendido cinco mil unidades, seu jogo chamou a atenção dos fabricantes. No Monopoly (conhecido como Banco Imobiliário no Brasil), era possível estar com muito dinheiro na mão (mesmo que fictício), e com ele comprar terrenos e imóveis. Mesmo que por algumas horas, as pessoas ficavam iluminadas e felizes.
Mas o sucesso do jogo de Darrow foi obscurecido cinco anos depois, quando teve início a Segunda Guerra Mundial. O problema já não era apenas econômico, mas social. Nos Estados Unidos, muitas famílias perderam pais e filhos. Na Europa destruída, as pessoas tentavam reconstruir suas casas, negócios e vidas. Foi nessa Itália obscura que Pietro Ferrero viu uma oportunidade. Num momento em que não havia mais suprimentos de quase nada, muito menos de cacau, ele criou uma pasta marrom que levava pasta de avelãs (um produto abundante na região), açúcar, óleo, leite e apenas um pouco de cacau. Como era barata, sua Pasta Gianduja, como foi chamada inicialmente, era oferecida gratuitamente para as crianças por vários mercadinhos. Era só chegar com uma fatia de pão na mão que o vendedor passava uma camada dessa pasta. Não é difícil imaginar o sorriso de uma criança se iluminando diante de um pão com Nutella, como o produto foi rebatizado depois. A Ferrero, empresa criada por Pietro, foi sua forma de tornar a vida amarga dos italianos – literalmente – mais doce.
Estes e vários outros negócios que prosperaram em momentos de crise demonstram o óbvio: nos momentos de escuridão, venda a luz!
PEGN

Hoje, manter funcionários exige ainda mais esforços

A expectativa do mercado é que a economia neste ano recue cerca de 1%. Por isso, especialistas sugerem que as empresas façam planejamentos para manter intacto seu quadro de funcionários qualificados.
Isso porque estagnação ou uma nova oportunidade na carreira são os principais motivos para os profissionais pedirem demissão no trabalho, segundo pesquisa da Michael Page realizada com 1.000 executivos no País, entre janeiro e março deste ano.
“Os funcionários estão com olhar mais ‘para dentro’ da empresa. Ou seja, estão em busca de novas oportunidades, novos desafios, o que é reflexo do momento atual da economia”, comenta Ricardo Rocha, gerente executivo da empresa de recrutamento.
Conforme o levantamento, uma nova oportunidade de trabalho é citada por 22% dos entrevistados como principal razão para o pedido de demissão. Sentir-se estagnado e desestimulado são as razões de 17% e 15%, respectivamente, dos consultados.
Já insatisfação salarial e baixa qualidade de vida, ambos, são citadas por 8% dos profissionais. “Na crise [internacional] de 2008 havia um movimento de profissionais que buscavam salários maiores. Agora, esses funcionários querem projetos mais consistentes. Uma tendência para este ano e que deve ocorrer em todo porte de negócio”, disse.
Segundo Rocha, as pequenas empresas também devem ficar atentas a esse movimento porque apesar de não poderem oferecer pacotes mais atrativos para atrair ou manter um funcionário, possui mais desafios que é o que profissionais qualificados procuram.
Medidas
Do lado do empresário, o gerente executivo da Michael Page comenta que as orientações para manter ou contratar são para que verifique e ofereça oportunidades melhores em relação ao mercado – o que necessita de uma pesquisa ou procurar uma consultoria -, assim como alternativas como bônus, por exemplo.
A diretora de Transição de Carreira e Gestão da Mudança da consultoria LHH, Irene Azevedo, também afirma que, como salário não é mais motivo para segurar um funcionário especializado, oferecer cursos para elevar a qualificação pode ser um incentivo a mais.
“Para tanto, o gerente ou dono de um negócio precisa saber o que cada colaborador pensa e quer para sua carreira. Cada pessoa tem um objetivo diferente, tem uma motivação diferente. Se fizer essa pesquisa tem mais chances de manter os profissionais qualificados”, aponta a especialista, ao acrescentar que no caso dos pequenos negócios, por conta do número menor de empregados, essa avaliação individual é ainda mais fácil.
Além disso, Irene lembra que quando há desaceleração na economia, é mais comum as empresas colocarem “o pé no freio” em termos de novas contratações, uma solução no desenvolvimento do próprio negócio neste período pode estar, justamente, em ajudar os talentos internos. “Se há vaga em aberto, o custo de promover um funcionário é muito menor do que o de se buscar alguém de fora”, explica.
“Na maioria das vezes as pessoas mudam de emprego quando veem que não tem mais o que aprender no lugar onde estão. Por isso o gestor deve sempre observar o que seu colaborador quer, e não só oferecer vantagens quando este pede demissão”, ressalta.
Alertas
Do lado do profissional, os especialistas afirmam que o diálogo é a melhor solução para buscar oportunidades dentro da própria empresa, principalmente em momentos de crise na economia. “Todos sabem o que ocorre no País e ninguém vai aumentar a pressão se não tiver certeza que pode fazer isso”, avalia Irene.
“Mudar de emprego repentinamente diante de um cenário de crise pode ser perigoso para carreira. O melhor a fazer nesse caso é entender bem o que essa transição significa e aonde se quer chegar através dela”, alerta a diretora.
Porém, Ricardo Rocha orienta que se o pedido de demissão for a melhor escolha, o funcionário deve conversar primeiramente com o chefe e expor suas razões que culminaram no pedido de desligamento. “É sempre importante sair pela porta da frente”, sugere o gerente da Michael Page.
Executivos esperam ano difícil em toda a América Latina
O ano de 2015 deve ser desafiador não apenas para o Brasil, mas para os principais países da América Latina. É o que revela o Mapa de Perspectivas Econômicas e Profissionais 2015, desenvolvido pelo PageGroup. Ao todo, participaram do levantamento 1.773 executivos que ocupam altos cargos de gestão no Brasil (518), Argentina (154), Chile (432) Colômbia (159) e México (518). Os profissionais consultados na pesquisa – 57% de empresas multinacionais e 43% de companhias locais – ocupam postos privilegiados, em grandes companhias. Da Redação
DCI

Em ano de crise, o ideal é reduzir custos

Em um ano que começou com a economia crescendo pouco, inflação preocupante e juros de empréstimos subindo, para as empresas, nem sempre é possível aumentar a produção e, consequentemente, as vendas. As medidas de “aperto aos cintos”, tomadas pelo governo, preocupam empresários de todos os ramos e portes, e uma coisa é certa: é preciso ajustar o orçamento. Mas, como começar? E o quer cortar?
Porém, aparentemente simples, a tarefa de cortar gastos é muito mais complicada do que se possa imaginar, como comenta o sócio diretor administrativo financeiro da consultoria Praxis Business, Mauricio Galhardo. “Nesses tempos de turbulência, manter o caixa azul torna-se uma tarefa bem complexa. As empresas têm de trabalhar com duas notícias, uma boa e outra ruim. A ruim é que 2015 será um ano difícil. A boa é que já sabemos disso. Portanto, nada melhor do que se preparar, ajustar as contas e acompanhar as vendas de perto, para que o caixa não sofra tanto com isso. Pagar juros neste momento resultará em perdas maiores do que em anos anteriores, por isso, quem conseguir manter o saldo no azul sem usar recursos de terceiros, terá um diferencial competitivo a mais”, garante o especialista.
Para diminuir custos e aumentar a produtividade, segundo Galhardo, o ideal é que as empresas avaliem com muita criticidade o que se pode ajustar. Cortar custos deve ser uma tarefa recorrente e não uma ação em momentos difíceis. “No contexto que prevemos para 2015, vale fazer um planejamento detalhado visando entender os melhores caminhos para buscar mais resultados com menos recursos. Produtividade é a palavra deste ano. Aqueles que a perseguirem terão bem mais chances de sair ilesos do que aqueles que não se atentarem. Cortes de custos podem ser feitos, mas sempre avaliando o impacto de cada medida.”
Por sua vez, o diretor do Instituto de Estudos Financeiros – IEF, Edno Oliveira, concorda com Galhardo, mas pondera que o corte de gastos é sempre mais praticado quando a conjuntura econômica está desfavorável. “Entretanto, mais do que nunca, o empreendedor deve buscar continuamente controlar os custos de forma planejada, evitando o corte compulsório”.
Em sua opinião, 2015 é um ano desfavorável para abrir um negócio próprio: “Diante de uma retração na economia brasileira, o ambiente econômico fica naturalmente adverso para o investimento empresarial. Por outro lado, sabemos que nos momentos de crise costumam surgir boas oportunidades de negócios para os empreendedores de visão. Assim, apesar das dificuldades que os novos negócios enfrentarão no decorrer deste ano, poderão ser encontrados nichos especiais e empresários com forte senso de inovação terão a oportunidade de aproveitá-los.”
Para diminuir os custos e aumentar a produtividade, o economista aconselha enfatizar o comprometimento da administração para o acompanhamento do orçamento, analisando o quanto cada um se comprometeu a cortar e o quanto efetivamente foi gasto. É uma incumbência que deve ser cumprida por todos os colaboradores da empresa. “É fundamental ainda obter a colaboração dos empregados com sugestões para redução de custo e fazer investimentos em treinamento de pessoal, ao invés de cortá-lo”, aconselha.
Por fim, para Oliveira, as perspectivas não são boas e diversos fatores estarão contribuindo para piorá-las: “A confiança das empresas e das pessoas na economia está baixa, o que inibe o investimento e o consumo. O quadro macroeconômico do País está ruim e com possibilidade de agravamento, principalmente se o Brasil perder o grau de investimento. O ambiente polí­tico parece se deteriorar rapidamente. Por tudo isso, se espera que este ano seja de fraca atividade econômica”. Por esses e outros fatores, o melhor a fazer é seguir o conselho do provérbio popular “é melhor prevenir do que remediar”, com algumas dicas para que 2015 não se torne um ano mais difícil do que promete ser:
Acabe com o desperdício. É imprescindível verificar o que realmente é utilizável e o que é desperdício. O copo descartável para água e cafezinhos, por exemplo: será que ele realmente é preciso? Algumas pessoas ainda acham que é uma comodidade, mas além de gerar resíduos desnecessários e contribuir com a poluição atmosférica, já que a fabricação deste tipo de produto emite CO2 e outros gases, o tal copinho representa custo. As empresas podem estimular seus colaboradores a deixar uma caneca na mesa. Se cada um levar a sua, a redução no gasto com copos plásticos já será considerável.
Avalie as despesas fixas; todos os contratos de prestação de serviços de consultor, aluguel, financiamento com o objetivo de buscar melhores negociações; e as vendas observando quais produtos ou serviços são mais “vendáveis”. É ideal se concentrar neles e reduzir os custos daquilo que não gera margem de lucros.
Administre bem o seu estoque, organize e planeje as compras, evitando pedidos urgentes que acabam saindo mais caro por falta de pesquisa de preço.
Negocie descontos em contas: empresas desorganizadas gastam mais por causa das multas e juros por pequenos atrasos em pagamentos. Pagando em dia, é possível ainda verificar se há gratificações para pagamentos adiantados ou automáticos.
Consulte sempre seu contador ou advogado, para ver se existem mudanças no seu negócio que podem ajudar a diminuir a carga tributária.
Revista Dedução

Economia fraca pode falir o pequeno varejista

Os pequenos e médios varejistas terão um ano complicado pela frente. Com a perspectiva de poucas mudanças no atual cenário econômico e ajustes restritivos feitos pelo governo brasileiro, algumas empresas poderão até fechar suas portas ao longo de 2015.
“Não há como fazer uma previsão ou dar uma porcentagem do número de empresas que podem fechar as portas. O que podemos afirmar é que algumas companhias não conseguirão ultrapassar os momentos que virão”, disse o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) ao DCI, Fabio Pina.
Na semana passada, grandes players do setor sinalizaram um 2015 complexo, sem a perspectiva de melhoras até 2016 e segundo Pina, essa percepção de menor confiança na economia surte efeitos negativos. “Faz quatro anos que as vendas estão mostrando desaceleração e isso já fez algumas empresas perderem a saúde financeira de suas operações”, comenta.
A entidade estima que o índice oficial de inflação (IPCA) ficará em torno de 6%, ante os 6,5% previstos para este ano, enquanto a taxa Selic deve atingir 12%. A cotação do dólar continuará pressionada e deve fechar o ano em R$ 2,60, ante a expectativa de R$ 2,50 para o fim de 2014.
Ainda segundo balanço da Fecomercio-SP, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 1% – a alta esperada para 2014 é de apenas 0,5%.
Remédio amargo- Para Fabio Pina, se os ajustes não forem feitos, a situação econômica se tornará insustentável. “É o momento de se fazer sacrifícios”, disse. O economista comparou as concessões que terão de ser feitas em 2015 com a troca de automóvel de uma família brasileira. “Se você vai trocar o carro é necessário abrir mão de algumas coisas. Se continuar a gastar com viagens, compras e outras coisas, você não concretizará a meta estipulada”.
Questionado sobre erros cometidos pelo governo anteriormente, Pina afirmou que nada foi em vão, mas que agora houve o entendimento de que as ações devem ser mais rígidas. “O tom agora é de mudança. Eles mudaram a prescrição para o remédio do crescimento”, argumentou.
Ajuda-Segundo ele não existe uma formula mágica para passar pela “tempestade”, mas planejamento é sempre bem vindo em momentos de crise. “Se você sabe que as vendas estão fracas não adianta você ter excesso de estoque. Controlar os custos operacionais, mesmo sendo difícil, ajuda na manutenção do negócio”, explicou.
Para o economista da Fecomercio-SP, o maior vilão do comércio continuará sendo o governo e o custo do trabalho. “A tributação é muito alta no País e o custo da mão de obra tem crescido, muito mais que a receita das empresas”.
Perspectivas- Perspectiva feita pela Fecomercio apontou também que, com o cenário macroeconômico mais cauteloso, os consumidores devem evitar novos endividamentos e os bancos devem manter a seletividade na concessão de crédito. Iniciativas essa vistas ao longo deste ano.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), até o fim de 2014, deve cair 19,1% em relação a 2013. Um dos fatores que mais influenciaram o desempenho no ano foi à aceleração da inflação. Com menor demanda, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) deve fechar dezembro em 102,9 pontos e, na média geral do ano, cair em 9,2% em relação ao verificado em 2013. A intenção de consumo permanecerá arrefecida também.
É provável ainda que, em 2015, as contratações no varejo permaneçam em ritmo lento, como indica a Pesquisa de Emprego na região metropolitana de São Paulo (PESP). Enquanto em 2013 o melhor desempenho das vendas resultou em um aumento de 1,3% no estoque de empregados, no mesmo período de 2014 o avanço deverá ser de apenas 0,7%.
DCI

Fechar uma empresa fica mais fácil com nova regra federal

Passa a valer neste mês, em todo o País, a nova regra que facilita o fechamento de empresas. Uma série de obrigações vão deixar de ser exigidas para a extinção de CNPJs, o que diminuirá a burocracia deste processo. Já a abertura rápida de empresas deve começar em dezembro. A expectativa é de que os empresários tenham menos custos para abrir e fechar negócios, o que deve incentivar a abertura de mais empresas e a formalização.
As regras que facilitam o fechamento de empresas já estão em vigor no Distrito Federal, como forma de teste. A expectativa é de que São Paulo seja um dos primeiros Estados a também contar com essa facilidade, informa a assessoria da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República. A medida vai ser possível, porque as empresas estarão dispensadas de apresentar, nas juntas comerciais, certidões negativas de débitos tributários, previdenciários e trabalhistas.
As medidas só valem, no entanto, para as micro empresas – que faturam até R$ 360 mil ao ano – e as pequenas empresas, que possuem faturamento de até R$ 3,6 milhões na soma dos 12 meses.
Atualmente, explica Fernando Nunes de Lima, delegado do Conselho Regional de Contabilidade (CRC) de Sorocaba, o empresário que deseja fechar o negócio precisa ir à Receita Federal e pedir os certificados de débitos para levar à Junta Comercial e dar baixa em seu CNPJ. Com a entrada em vigor dessa nova regra, o empresário se dirige apenas à Junta Comercial e já poderá extinguir a empresa.
De acordo com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, a partir disso, as empresas “passam a pedir a baixa de seus registros e inscrições imediatamente após o encerramento das suas operações. Os débitos tributários das empresas encerradas, com isso, serão repassados aos sócios proprietários.
É isso o que também destaca o delegado do CRC de Sorocaba: “Os débitos dessa empresa passam para o CPF dos responsáveis. Por exemplo, posso dar baixa na empresa, independente dela ter débito. Se tiver, em vez de ficar no CNPJ da empresa, vai para meu CPF.” Desse modo, mesmo as empresas que possuem débitos podem ser fechadas.
Para Lima, as novas regras diminuem a morosidade que existe hoje para o fechamento das empresas, que incidem em mais custos para os empresários. “Diminui o tempo e o custo, porque esse processo demorava meses, com a empresa ainda aberta, que precisaria ter alguém ainda fazendo entregas de obrigações, dando assessoria”, afirma. Além disso, novos tributos seriam cobrados da empresa enquanto o proprietário aguardava por sua dissolução.
A desburocratização traz, ainda, um maior dinamismo para a economia, avalia o economista Sidney Benedito de Oliveira, delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) de Sorocaba. Para ele, muitos empresários atuam na informalidade por conta das dificuldades e custos existentes para abrir e fechar um negócio. “Quando a gente fala de burocracia, a gente fala de custos. Assim, qualquer medida nesse sentido facilita e o setor só tem a ganhar com isso.”
Jornal Cruzeiro