Dólar

Dólar dispara e supera R$ 2,40

A bolsa brasileira derreteu, e o dólar disparou, ontem, após a publicação de um relatório da Pimco, a maior gestora de bônus de países emergentes do mundo. Dizendo que ao Brasil falta “ordem e progresso”, em alusão ao lema da bandeira nacional, o documento fez duras críticas à condução da economia. “O Brasil precisa ancorar a política econômica sob uma rigorosa e crível meta de superavit primário, em vez de executar o mix atual de política fiscal expansionista, empréstimos públicos subsidiados e política monetária cada vez mais apertada”, escreveu Michael A. Gomez, corresponsável pela equipe de gestores de portfólio de emergentes da Pimco.

Depois da divulgação do texto, a queda da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) se intensificou e o pregão terminou o dia com desvalorização de 1,99%, aos 48.320 pontos. Gomez destacou ainda que, embora existam ativos atrativos no Brasil, a instauração da “ordem” no mercado financeiro local é incerta, a menos que políticas efetivas sejam restauradas. As palavras dele também tiveram efeito sobre o dólar, que fechou, pela primeira vez em cinco meses, acima do patamar de R$2,40. A moeda terminou o dia em R$2,403 para a venda, a maior cotação desde 22 de agosto, com alta de 1,27%.

Riscos

“Investidores em mercados emergentes devem ser agora cautelosos com o Brasil, especialmente devido ao recente fraco desempenho (do PIB)”, disse Gomez. Para o executivo da Pimco, os capitalistas estrangeiros que quiserem aplicar no Brasil devem ser moderados. O risco de volatilidade nos mercados é elevado, sobretudo por causa do processo de redução do programa de estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que afeta o mundo todo e, em particular, nações com fundamentos econômicos em desordem. Ele também cita as eleições de outubro como um fator a mais de incerteza.

“Para os investidores em mercados emergentes, o clima para aplicar no Brasil foi caracterizado por qualquer coisa menos ordem e progresso em 2013”, sentenciou Gomez. “A régua subiu para que as autoridades brasileiras mostrem progresso em restabelecer um mix de políticas para atrair investimentos, restaurar confiança e entregar um robusto crescimento com inflação moderada. Sem isso, a perspectiva de ordem nos mercados financeiros (e na bolsa) no Brasil é menos garantida”, escreveu. O Brasil não está sozinho nesse cenário. Mercados emergentes com grandes deficits externos e política fiscal frouxa também devem passar por dificuldades em função da nova política monetária do Fed.

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Correio Braziliense/Clipping Planejamento

Dólar volta a subir e atinge R$ 2,36

O dólar subiu 0,99% e fechou em R$ 2,36 nesta terça-feira (21) com especulação de que o banco central dos Estados Unidos possa reduzir seu programa de compra de títulos em mais R$ 23,6 bilhões (US$ 10 bilhões) no fim do mês.

O avanço de quase 1% da moeda norte americana ocorreu após o amplo recuo das sessões anteriores. Na última segunda-feira (20), a divisa terminou com queda de 0,34%, a R$ 2,3383, menor patamar de fechamento desde 17 de dezembro.

O nível de R$ 2,35 é identificado por analistas como um importante patamar de resistência. Segundo dados da Bolsa de Valores de São Paulo, o giro financeiro ficou em torno de R$ 4 bilhões (US$ 1,7 bilhão).

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R7 – Notícias

Dólar sobe 0,35% ante real e atinge R$ 2,36

O dólar subiu 0,35% e atingiu R$ 2,3657 na venda nesta quinta-feira (16), afastando-se do piso de resistência de R$ 2,35. Segundo dados da Bolsa de Valores de São Paulo, o giro financeiro ficou em torno de R$ 2,8 bilhões (US$ 1,2 bilhão).

O resultado da moeda norte-americana foi influenciado por operações de saída de recursos do Brasil, apesar de o aumento dos juros anunciado pelo BC (Banco Central) na véspera vir acima do que parte do mercado esperava.

O movimento veio em linha com o fortalecimento da moeda dos Estados Unidos no exterior, dando continuidade ao avanço da véspera, após dados positivos alimentarem expectativas com a recuperação da economia norte-americana.

O diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues comentou o mercado de câmbio desta quinta-feira,

— À medida que o (volume do) mercado de câmbio ganhou um pouco de força, veio um fluxo (de saída) e o dólar firmou a alta.

O dólar chegou a cair no início dos negócios, atingindo R$ 2,3447 na mínima do dia. A expectativa era de maior ingresso de capitais devido a busca de investidores por maiores rendimentos após o BC brasileiro elevar a Selic em 0,5 ponto, para 10,5% ao ano.

Mas o movimento durou pouco e a moeda norte-americana retomou a trajetória de alta, em linha com o exterior. O operador de um importante banco internacional apontou um “movimento global” de compra de dólares.

— A gente percebe que muitos estrangeiros estão comprando dólares, tanto aqui quanto lá fora. Em parte, é um movimento global.

O avanço da divisa dos EUA acompanhava o arrefecimento das dúvidas a respeito da recuperação da economia norte-americana, depois de uma série de dados positivos divulgados nesta semana. Os números sugerem que o Federal Reserve, banco central do país, tem margem para reduzir seu estímulo mais rapidamente do que o previsto, enxugando a oferta global de liquidez.

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada recuou pela segunda semana seguida, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. O resultado somou-se às evidências de que a desaceleração do mercado de trabalho vista em dezembro deve ser temporária.

O dado contribuiu para o dólar subir em relação a diversas moedas de perfil semelhante ao real. O dólar australiano, por exemplo, recuava para a mínima em três anos e meio contra a moeda norte-americana. Frente ao peso chileno, a divisa dos EUA ganhava cerca de 0,7%.

No mercado de câmbio brasileiro, a constante atuação do BC brasileiro ajudou a limitar a alta do dólar. A autoridade monetária vendeu a oferta total de 1 mil contratos de swap cambial com vencimento em 2 de maio e 3 mil contratos com vencimento em 1º de setembro deste ano. O leilão teve volume financeiro equivalente a US$ 198,3.

Além disso, o BC deu início a rolagem dos swaps que vencem em fevereiro, vendendo a oferta total de 25 mil contratos. Com isso, rolou cerca de 11%o do lote total, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

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R7 – Notícias

BC força a queda do dólar

Aflito com a tendência de alta do dólar e de um provável impacto na inflação — que começou 2014 assombrando mais do que o esperado —, o Banco Central decidiu reforçar sua presença no mercado. Na próxima quinta-feira, conforme anunciou ontem a autoridade monetária, começarão a ser rolados os swaps cambiais que vencem em 3 de fevereiro. Na semana que vem, será a vez dos contratos com vencimentos em 2 de maio e 1ª de setembro. A comercialização antecipada é para aumentar a oferta de dólar e, assim, tentar diminuir o preço da moeda norte-americana.

A estratégia acalmou um pouco o mercado. O dólar abriu a semana em queda ante o real, valendo R$ 2,351: recuo de 0,59%. Não se chegava a esse patamar há duas semanas. Na mínima do dia, a divisa chegou a cair mais de 1%. Durante a manhã, o BC não só divulgou a antecipação das rolagens de fevereiro, como deu continuidade às intervenções diárias, iniciadas no fim de agosto do ano passado. Desde 2008, no auge da crise internacional, o BC não age tão incisivamente no mercado cambial.

Os dados fracos sobre emprego nos Estados Unidos também contribuíram para a desaceleração do dólar. Os números de dezembro, divulgados na última sexta-feira, indicaram o pior resultado do mercado de trabalho norte-americano desde janeiro de 2011. A criação de 74 mil postos — bem abaixo da estimativa de 200 mil — fez os analistas voltarem a acreditar que a redução do estímulo econômico na maior economia do mundo não será tão rápida.

O Banco Central quer pegar carona nesta percepção de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, reduzirá seu programa de compra de títulos aos poucos ao longo de 2014. O resultado de emprego no último mês do ano passado deixou muitas incógnitas sobre a força da retomada da atividade norte-americana. O Fed já deixou claro, por mais de uma vez, que enquanto o mercado de trabalho não estiver estabilizado em níveis confortáveis, os estímulos à economia serão mantidos.

Petrobras

Segundo analistas, o mercado cambial também refletiu ontem especulações sobre a captação de recursos da Petrobras. A petroleira levantou, na terça-feira passada, R$ 11 bilhões no exterior, de acordo com comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda não se sabe se e quando esses recursos entrarão no país. A empresa explicou que a intenção é financiar o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017. A operação, a primeira do ano, foi recorde entre os países emergentes.

» Bolsa recua 4,04% no mês

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a cair ontem, seguindo o desempenho negativo das bolsas norte-americanas e cedendo ao peso de Petrobras e Vale. Com poucos indicadores macroeconômicos divulgados, e sem mudanças significativas no cenário doméstico, o recuo foi de 0,54%, mais uma vez abaixo da linha dos 50 mil pontos. A queda acumulada no mês chega a 4,04%. O Ibovespa chegou a exibir alta de 0,62%, mas passou a afundar com as ações da Petrobras mudando de rumo. As maiores quedas, no entanto, foram as da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e da administradora de benefícios de saúde Qualicorp. Na outra ponta, destaque para a alta das ações das construtoras Gafisa e MRV Engenharia. O Grupo Pão de Açúcar também fechou em ascensão, na esteira da divulgação dos números finais de 2013.

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Correio Braziliense/Clipping Planejamento

Dólar tem maior alta anual ante o real desde 2008; cenário é de incertezas

O dólar fechou estável no último pregão do ano, mas acumulou em 2013 o maior avanço ante o real desde 2008, com perspectivas de continuar em alta diante de um cenário de incertezas domésticas e globais.

A divisa dos Estados Unidos fechou estável nesta terça-feira, a 2,3575 reais na venda. No ano, a alta ficou em 15,11%, maior avanço desde 2008, quando subiu 31% em meio à crise financeira global. Em dezembro, a divisa avançou 0,86%.

A sessão desta terça-feira quase não viu negócios, uma vez que só foram permitidas operações que não alteram quantitativamente posições cambiais.

A perspectiva de que o estímulo monetário norte-americano continuará sendo reduzido e os temores com a situação fiscal brasileira agravada pelas eleições devem preocupar os investidores em 2014, segundo analistas.

“Este foi um ano muito volátil e de apreciação do dólar, e o ano que vem tem tudo para ter ainda mais sobe e desce”, afirmou o operador de câmbio da Intercam Glauber Romano.

O Federal Reserve, banco central norte-americano, dará início em janeiro à redução de seu estímulo monetário, reduzindo as compras mensais de títulos em 10 bilhões de dólares, para 75 bilhões de dólares.

Embora a reação inicial do mercado ao anúncio do Fed tenha sido contida, analistas afirmam que a incerteza acerca do ritmo da retirada do programa deve continuar gerando turbulências no câmbio.

“O mercado tende sempre a antecipar as coisas, mas é claro que, para bem ou para mal, cada um aposta para um lado. Sempre que houver alguma sinalização do Fed sobre a retirada de estímulos, tem algum tipo de realização”, afirmou a economista do Itaú BBA Gabriela Fernandez.

Além disso, as contas públicas brasileiras têm enfrentado dificuldades ao longo de todo o ano, piorando a imagem do país aos olhos dos investidores internacionais. O temor do mercado é que a deterioração das finanças domésticas motive rebaixamento da classificação de risco brasileira, reduzindo fortemente o fluxo de recursos.

Em novembro, o setor público brasileiro registrou superávit primário recorde para o mês, mas contou com o reforço de receitas extraordinárias. No mercado, a percepção é que o governo ainda não será capaz de cumprir a meta ajustada de pouco mais de 110 bilhões de reais para 2013, equivalente a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

“E no ano que vem, o fiscal deve ser pior do que o desse ano, já que é ano eleitoral”, afirmou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

No entanto, analistas ressaltaram que a constante atuação do Banco Central no câmbio tende a atenuar parte dessas pressões.

O BC vem atuando diariamente no câmbio por meio de swaps cambiais tradicionais –equivalentes a venda futura de dólares– e leilões de linha. No próximo ano, a autoridade monetária já anunciou que reduzirá a força das intervenções, mas deixou a porta aberta para mais operações, se necessário.

“Um nível menor de intervenção permitirá que o real se deprecie de maneira controlada, esperamos, processo que consideramos essencial para o ajuste da economia brasileira”, afirmou o chefe de pesquisas para mercados emergentes nas Américas do Nomura, Tony Volpon.

O BC voltará aos mercados na quinta-feira com oferta de 4 mil contratos de swap cambial tradicional, já nos novos moldes do programa de rações diárias.

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Dólar cai 0,26% ante real e permanece em R$ 2,32

O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira (16), com investidores de olho na reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, nesta semana e sob as constantes intervenções do BC (Banco Central) no mercado de câmbio.

A moeda norte-americana recuou 0,26%, a R$ 2,3295 na venda, depois de cair mais de um por cento e atingir R$ 2,3106 na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, giro financeiro ficou em torno de R$ 3,48 bilhões.

http://noticias.r7.com/economia/dolar-cai-026-ante-real-e-permanece-emnbspr-232-16122013

R7 – Notícias

Dólar cai abaixo de R$ 2,25 no aguardo de dados econômicos dos EUA

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (4), em um movimento de ajuste após a forte alta das duas últimas sessões. Os investidores se mantiveram no aguardo de dados econômicos dos Estados Unidos, que podem trazer pistas sobre o futuro da política monetária do país.

O dólar recuou 0,55%, a R$ 2,2448 na venda, depois de subir cerca de 1% na sexta-feira (1º), para R$ 2,2573, o maior nível de fechamento desde 27 de setembro. Na quinta-feira (31), a divisa também tinha registrado alta de quase 2%.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de R$ 985 milhões.

A queda do dólar ante o real ficou em linha com o desempenho de diversas outras divisas emergentes. Contra o peso mexicano, a moeda americana caía 0,59%, também em movimento de ajuste técnico após a forte alta na semana passada.

O Federal Reserve, banco central dos EUA, injeta mensalmente US$ 85 bilhões na economia americana e parte desses recursos tende a migrar para mercados emergentes em busca de rendimentos mais elevados, levando à valorização das moedas locais.

Na sexta-feira (8), será divulgado o relatório sobre o mercado de trabalho nos EUA, um dos principais dados econômicos para avaliar a saúde da maior economia do mundo. Dados positivos podem alimentar as apostas de que o Fed começará a reduzir seus estímulos monetários em breve.

Mais cedo, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou que o banco central  não deveria apressar a decisão sobre reduzir seu programa de compras de ativos devido ao nível baixo de inflação que, segundo ele, está próxima de 1%.

A atuação do Banco Central brasileiro também ajudou na queda do dólar. A autoridade monetária vendeu os 10 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados por meio de seu programa de intervenções diárias .

Foram vendidos 6 mil contratos com vencimento em 1º de abril de 2014 e 4 mil contratos com vencimento em 2 de junho de 2014. Os volumes financeiros equivalentes dos leilões foram de US$ 298,4 milhões e US$ 198,3 milhões, respectivamente.

IG – Economia

Dólar fecha em alta com novos adiamentos de contratos pelo BC

Sem grandes novidades e com os investidores mantendo suas expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve, banco central norte-americano, e sobre a rolagem dos swaps que vencem em novembro no Brasil, o dólar fechou em leve alta ante o real nesta terça-feira (29).

Na semana, o dólar caiu 0,31% e no mês, 1,55%. No ano, a moeda subiu 6,71%.

Fed

Na cena externa, investidores trabalhavam com a expectativa de que o Fed irá adiar a redução do seu programa de compra de ativos, no valor de US$ 85 bilhões mensais, pelo menos  até o início do próximo ano, corroborando maior liquidez nos mercados internacionais.

Com isso, aguardavam a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, que acontece nesta terça e quarta-feira, em busca de sinais sobre o futuro da política monetária norte-americana.

“O grande destaque da semana fica para a reunião do Fomc”, afirmou à Reuters o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki. “A redução dos estímulos acabou sendo  postergada e a expectativa é de que ela ocorra só no ano que vem, com alguns contratempos como a paralisação do governo norte-americano tendo colaborado para isso”, explicou.

Rolagens parciais do BC

No Brasil, expectativas de que o BC não rolará todos os contratos de swap cambial tradicional equivalente à venda de dólares no mercado futuro com vencimento em 1º de novembro também refletiram as negociações neste pregão. Para alguns operadores, a rolagem deverá ser parcial devido à entrada de recursos no país decorrente do leilão de Libra, que exige o pagamento de bônus de R$ 15 bilhões no total.

Na semana passada, a petroleira francesa Total informou que trará recursos de fora do país para pagar sua parcela no bônus do leilão de Libra, equivalente a R$ 3 bilhões.

Para o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca, o BC não deve rolar integralmente os contratos e, com a ajuda dos recursos do leilão de Libra, o dólar deve ser manter em torno de R$ 2,20.

“Na minha visão, eu acho que o BC não vai rolar integralmente (os contratos), porque ele quer manter o dólar em R$ 2,20, um bom nível para os exportadores”, disse à Reuters.

Nesta terça-feira, o BC deu continuidade à segunda série de rolagem dos contratos com vencimento no início do próximo mês, com a oferta de até 20 mil contratos datados para 2 de maio de 2014 e 1º de outubro de 2014.

Os contratos com vencimento em 1º de novembro somam o equivalente a US$ 8,87 bilhões. Na segunda-feira, foram vendidos 20 mil contratos e na semana passada foram vendidos mais 60 mil, distribuídos igualmente entre três leilões, totalizando cerca de US$ 4 bilhões.

Mais cedo, o BC realizou mais um leilão de swap cambial tradicional, previsto em seu cronograma diário de atuações, com a venda de mil contratos com vencimento em 5 de março de 2014 e 9 mil contratos com vencimento em 2 de junho de 2014. Os volumes financeiros equivalentes das operações foram de US$ 49,8 e US$ 446,5 milhões, respectivamente.

Economia Mercado

Economistas projetam dólar a R$ 2,29 no final deste ano, segundo Focus

Os economistas consultados semanalmente pelo Banco Central para o Boletim Focus diminuíram levemente suas projeções para a cotação do dólar em 2013 nesta segunda-feira (14).

A perspectiva era de uma cotação a R$ 2,30 na semana passada, e passou agora para R$ 2,29.

Para a economia como um todo, a projeção subiu pouco. Se na semana passada o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) era estimado em 2,47%, agora a perspectiva é de crescimento de 2,48%.

O mercado espera uma inflação ligeiramente menor no acumulado deste ano: de 5,82% na semana passada, a projeção agora é de 5,81%.

As estimativas par a Selic se mantiveram em 9,75%.

A projeção de crescimento do PIB para 2014 também subiu, de 2,47%, para 2,48%; as perspectivas para a inflação e Selic continuaram as mesmas (5,95% e 9,75%, respectivamente). A taxa de câmbio esperada para o ano que vem continua sendo do dólar a R$ 2,40.

(Com Reuters)

UOL Economia

Bolsa cai 1,09%; dólar vai a R$ 2,20

Os mercados continuaram repercutindo ontem a surpreendente decisão tomada na quarta-feira pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de manter as injeções mensais de US$ 85 bilhões por mês na economia. As bolsas tiveram reações desencontradas. No Brasil, o Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas no pregão de São Paulo, caiu 1,09%. Como o indicador havia subido 2,64% na véspera, sob o mar de otimismo gerado pela autoridade monetária norte-americana, investidores aproveitaram para vender papéis e embolsar os lucros, movimento que provocou a queda.

Já os mercados internacionais refletiram, ainda que por causa do fuso horário, a euforia desencadeada pela decisão do Fed. Na quarta, quando o BC dos EUA anunciou a continuidade do seu programa de compras de títulos, as principais bolsas europeias já haviam fechado. Ontem, porém, o índice que reúne as ações mais negociadas na Europa, o FTSEurofirst 300 subiu 0,6% e atingiu o patamar mais alto desde 2008 — ano em que o mundo foi lançado na maior crise financeira dos últimos 80 anos.

Para o economista-chefe da Geral Investimentos, Denilson Alencastro, a oscilação nos pregões permanecerá por um longo tempo, em função das incertezas sobre até quando haverá fatura de dinheiro barato circulando nos mercados, devido às injeções de liquidez providas pelo Fed mensalmente. “Ainda veremos essa volatilidade por muitas outras sessões”, disse.

Estragos

No mercado de câmbio, em que os efeitos de uma possível reversão no programa do Fed vinha provocando estragos devastadores nas moedas, o dia foi de correção de expectativas. Após despencar mais de 2,9% na quarta-feira, a moeda norte-americana encerrou o dia, ontem, em alta de 0,33%, negociada a R$ 2,202 para a venda.

Foi uma correção ainda pequena diante do patamar que a divisa vinha testando nos últimos pregões e que, na avaliação do especialista em câmbio Sidnei Nehme, economista da NGO Corretora, deverá ser alcançada em breve. “O dólar deve ficar entre R$ 2,20 e R$ 2,25 até bem próximo do fim do ano. Mas, no finzinho de dezembro, deve pular de novo para R$ 2,30”, disse.

Nehme explica que, tradicionalmente, nos últimos dias do ano, há menos recursos em moeda estrangeira circulando no mercado brasileiro, em função das remessas que bancos e empresas estrangeiras fazem para as matrizes. Caso esse movimento se aprofunde, há chance de piora nas transações correntes do país — indicador que mede as entradas e saídas de recursos na economia.

Até julho, o deficit nessa conta estava em US$ 77,7 bilhões, valor correspondente a 3,4% do Produto Interno Bruto, a soma de toda a riqueza produzida no país em um ano. Mas, para Nehme, com a decisão do Fed, a perspectiva é de que essa sangria possa, se não estancar, pelo menos ser reduzida.

“Tínhamos, até agora, a expectativa de que o início da reversão do programa de compras de ativos acentuaria a saída de recursos do país”, disse. Ele lembra que, com a manutenção dos estímulos pelo Fed, os juros dos títulos de dívida do governo norte-americano deverão cair. “Ao mesmo tempo, nossas taxas passam a ser mais atrativas, incentivando o especulador a vir aqui ganhar com a diferença.”

Correio Braziliense