Dólar

Dólar tem maior valor desde agosto de 2004

A crise instalada entre Planalto e Congresso segue contaminando o humor dos mercados domésticos e levou o dólar à vista a ultrapassar os R$ 3,00 na sessão desta quinta-feira, em meio ao risco de que a disputa política ameace a implementação das medidas de ajustes fiscal propostas pelo governo. No exterior, o forte viés de alta para a moeda americana também contribuiu para a trajetória de valorização da divisa por aqui. Além disso, a atuação de especuladores influenciou o movimento da moeda americana, em uma tentativa de testar a disposição do Banco Central de intervir no mercado via leilões, com o objetivo de conter a disparada.
O dólar à vista terminou o dia em alta de 1,01%, aos R$ 3,009, o maior preço desde 13 de agosto de 2004 (R$ 3,021). Na mínima, ficou em R$ 2,979 (estável), enquanto na máxima, marcou R$ 3,021 (+1,41%). Nesses quatro dias úteis de março, a moeda já acumula valorização de 5,36% e, em 2015, sobe 13,33%.
No exterior, o euro caiu abaixo de US$ 1,10 pela primeira vez desde 5 de setembro de 2003, influenciado pelas expectativas com o início do programa de relaxamento quantitativo – conhecido como QE – do Banco Central Europeu (BCE). Nesta quinta-feira, Mario Draghi, presidente da instituição, afirmou que as compras de bônus soberanos terão início da próxima segunda-feira.
A crise instalada entre Planalto e Congresso ganhou um novo capítulo na primeira sessão da CPI da Petrobras. Isso porque a comissão é presidida por Hugo Motta (PMDB-PB), que é aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos nomes que vazaram da lista de Janot. Em represália, Cunha estaria por trás das medidas aprovadas na quinta durante a CPI, todas desfavoráveis ao PT e ao governo federal.
À tarde, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, recebeu representantes da Standard & Poor’s. Ele tentou convencer os integrantes da agência de que, apesar da falta de apoio da base aliada, a meta de superávit primário de 1,2% do PIB neste ano será entregue e que os riscos relacionados à Petrobras e ao abastecimento de energia estão controlados. Ainda em Brasília, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra cerca de 45 parlamentares com mandato.
Na esteira da disparada do dólar e em meio à continuidade da deterioração das expectativas dos investidores diante da tensão política, os juros futuros marcaram a quarta alta consecutiva. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2016 (228.365 contratos) indicava 13,33%, ante 13,21% no ajuste de quarta-feira.
O cenário político continuou roubando a cena e imputando uma nova sessão de perdas à bolsa brasileira. A queda foi puxada, no entanto, por Vale, depois que a China reduziu sua meta de crescimento para este ano para cerca de 7% – um nível não visto desde 2004 e 0,5 ponto percentual abaixo do alvo para 2014, de 7,5% -, e o preço do minério despencou 4,5%. Vale ON recuou 4,36%, e a PNA, 4,08%. Petrobras conseguiu se segurar em alta – subiu 0,66% na ON e 0,76% na PN, assim como Gerdau, que marcou alta de 1,82% (PN), enquanto Metalúrgica Gerdau PN avançou 2,79%. O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,20%, aos 50.365 pontos.
Jornal do Comércio

Dólar cai ante real afetado por dados da economia dos EUA

O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira afetado pela contração da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre e pelas expectativas de novos estímulos pelo Banco Central Europeu (BCE).

A moeda norte-americana caiu 0,51%, a R$ 2,224, registrando a segunda sessão seguida de queda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão.

O economista-chefe da INVX Global, Eduardo Velho, afirmou que “a revisão do crescimento dos EUA no primeiro trimestre provoca uma revisão no crescimento do ano inteiro e mostra que, realmente, o Fed está certo em sinalizar que a discussão da alta dos juros ainda é muito incipiente”, referindo-se ao Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA).

A economia norte-americana registrou contração de 1% no primeiro trimestre, em termos anualizados. Foi a primeira queda do PIB (Produto Interno Bruto) em três anos e refletiu o impacto do inverno rigoroso, mas há sinais de que a atividade se recuperou deste então.

A atividade mais fraca poderia levar o Fed a adiar o aumento da taxa de juros, com medo do impacto do aperto sobre a recuperação econômica. Juros mais altos nos EUA tenderiam a atrair de volta à maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em países como o Brasil, afetando o câmbio.

A percepção de que as taxas de juros não devem subir tão cedo nos EUA também se refletia nos rendimentos da dívida pública do país, com os juros de dez anos oscilando perto das mínimas em 11 meses.

O dólar também foi influenciado pela expectativa de aumento na liquidez global, resultante do esperado corte nas taxas de juros do BCE. Pesquisa da Reuters mostrou que os economistas esperam que o banco central corte a taxa de juros a 0,10% e a taxa de depósitos para território negativo, em -0,10% na próxima semana.

Nesse contexto, a moeda norte-americana perdeu terreno sobre moedas como os pesos chileno e mexicano. Contra o euro, tinha leve queda, após atingir a mínima em três meses nesta semana.

No Brasil, a volatilidade foi acentuada pela briga antes da formação da Ptax de maio, taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para diversos contratos cambiais. Nos últimos pregões do mês, investidores costumam disputar para empurrar a taxa a patamares mais favoráveis às suas posições cambiais.

“Aqui, a influência do exterior se somou à briga pela Ptax, que pesou bastante durante a tarde e ajudou o dólar a chegar às mínimas”, afirmou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mario Battistel. A mínima desta sessão foi de R$ 2,2168.

Pela manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem à venda futura de dólares. Todos os contratos vendidos vencem em 2 de fevereiro de 2015 e têm volume correspondente a US$ 198,3 milhões. O BC também ofertou contratos para 1º de dezembro deste ano, mas não vendeu nenhum.

Em seguida, também vendeu a oferta total de swaps em leilão de rolagem. Até agora, foram rolados pouco menos de metade do lote total que vence no próximo mês, equivalente a US$ 9,653 bilhões.

Link: http://noticias.r7.com/economia/dolar-cai-ante-real-afetado-por-dados-da-economia-dos-eua-29052014

R7 – Notícias/Reuters

Dólar cai e atinge R$ 2,20; Bovespa sobe retomando os 54 mil pontos

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira a R$ 2,20, nível considerado ideal pelo mercado e pelo Banco Central (BC) por não prejudicar as exportações nem a inflação.

A moeda norte-americana caiu 0,3%, a 2,2083.

Os leilões do BC e entrada de câmbio no país ajudaram na desvalorização. Na semana, a divisa dos Estados Unidos acumula queda de 0,32%, no mês de 0,97%, e no ano, a perda é de 6,33%. O dólar tem oscilado dentro dessa banda informal desde o início de abril.

A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) fechou em alta de mais de 1% nesta quarta, retomando o patamar de 54 mil pontos. A Vale e a Petrobras estão entre as maiores influências positivas. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, avançou 0,94%, a 54.412 pontos, maior nível de fechamento desde 4 de novembro. O giro financeiro do pregão foi de R$ 5,8 bilhões.

Link: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/05/14/internas_economia,528918/dolar-cai-e-atinge-r-2-20-bovespa-sobe-retomando-os-54-mil-pontos.shtml

EM.com.br/Estado de Minas

Dólar encerra em queda e renova mínima em cinco meses

O dólar fechou em queda nesta terça-feira, 8, e renovou a mínima em cinco meses que havia sido registrada ontem. Além da expectativa de continuidade do fluxo positivo para o país registrado nos últimos dias, o dólar cai ante seus principais rivais e outras moedas emergentes antes da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, amanhã.

O dólar à vista no balcão caiu 0,54%, fechando a R$ 2,2050 – o menor nível desde 30 de outubro do ano passado – depois de ter oscilado entre a máxima de R$ 2,2090 (-0,36%) e a mínima de R$ 2,1950 (-0,99%).

O giro estava em torno de US$ 1,42 bilhão por volta das 16h30, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 0,69%, a R$ 2,2175. O volume de negociação estava próximo de US$ 22,12 bilhões.

O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante seis principais rivais, tinha queda de 0,60%. O dólar também caía ante o dólar australiano (-0,87%), o dólar canadense (-0,41%) e a lira turca (-0,62%).

Além da captação externa de US$ 1,5 bilhão concluída ontem pelo BNDES, a Gerdau está na rua com uma operação que pode chegar a US$ 1 bilhão, segundo fontes. Isso contribui para que os operadores continuem a precificar novas entradas de recursos no país.

Hoje, as renovadas tensões entre Ucrânia e Rússia fizeram os investidores deixarem os mercados russos e buscarem oportunidades em outros mercados emergentes com retornos atrativos, como o Brasil.

Nesta quarta-feira, 9, o Fed divulga a ata da sua última reunião, na qual as compras mensais de bônus foram reduzidas para US$ 55 bilhões.

Depois dos comentários feitos recentemente pela presidente do banco central norte-americano, Janet Yellen, os investidores buscam informações sobre o fim dos estímulos monetários e o momento em que o Fed terá de começar a elevar seus juros.

Segundo Nelson Moraes, operador de câmbio da Fluxo Corretora, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que será divulgada na quinta-feira, não deve ter um grande impacto no câmbio. “O BC deve estar gostando do dólar nesse nível, porque é uma forma de tentar combater a inflação sem ter de elevar juros”, afirma.

Link: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/dolar-encerra-em-queda-e-renova-minima-em-cinco-meses2

Exame

Dólar cai ao menor nível ante real em 4 meses e chega a R$ 2,30

O dólar fechou em queda pela quarta sessão consecutiva nesta terça-feira (25), no menor nível em quatro meses, mesmo após o Brasil ser rebaixado pela Standard & Poor’s na véspera, movimento que já era esperado pelos investidores e, por isso, já havia sido precificado.

A baixa refletiu movimentos técnicos de correção no mercado doméstico e a depreciação da divisa norte-americana no exterior, depois de dados econômicos mais fortes do que o esperado sobre os Estados Unidos.

A moeda norte-americana recuou 0,70%, a R$ 2,3062 na venda, menor nível desde 26 de novembro, quando ficou em R$ 2,2957. Na mínima do dia, bateu R$ 2,2989, a primeira vez que vai abaixo do patamar de R$ 2,30 também desde novembro passado. Segundo dados da bolsa de valores de São Paulo, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão.

“O pessoal está se perguntando: o que tem de ruim pela frente que não está no preço?… Não tem muitos motivos para ficar comprado”, disse o operador de câmbio de um importante banco internacional.

Após o fechamento dos mercados na véspera, a S&P cortou a classificação de crédito brasileira em um degrau, para “BBB-“, faixa mais baixa da categoria grau de investimento e com perspectiva estável, citando a deterioração das contas públicas do país.

“É como um aluno que já sabia que tinha ido mal na prova, mas ainda tinha alguma esperança. O ‘downgrade’ só confirmou o que já se esperava”, disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

Segundo analistas, a manutenção do grau de investimento também sugere que o recente quadro de ingresso de divisas no país não deve mudar.

Apesar da reação calma dos mercados, vários analistas se mostraram céticos de que o dólar consiga se sustentar abaixo do nível de R$ 2,30. Segundo eles, cotações mais baratas poderiam desagradar o governo pois tendem a prejudicar as exportações.

Além disso, alguns operadores acreditam que o Banco Central não deve rolar todos os swaps cambiais, equivalentes à venda futura de dólares, que vencem na terça-feira que vem, o que deve impedir quedas mais expressivas.

“É provável que haja mais dúvidas sobre as intenções do BC com relação à rolagem, o que pode, pelo menos, desacelerar a queda do dólar abaixo de R$ 2,30”, escreveu o diretor administrativo de estratégia para mercados emergentes do Citi, Dirk Willer, em relatório, acrescentando acreditar que o BC deve deixar de rolar o equivalente a cerca de US$ 2 bilhões.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de 10 mil swaps em leilão para rolar os vencimentos em 1º de abril. No total, o BC já rolou pouco menos de 60% do lote total que vence na semana que vem, que equivale a US$ 10,148 bilhões.

Ainda faltam cerca de 85 mil contratos para serem rolados e o BC tem apenas 4 dias úteis para fazê-lo. E, mantendo o atual ritmo de oferta, de até 10 mil swaps por leilão, seriam colocados apenas 40 mil.

Mais cedo, o BC também deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de 4.000 swaps cambiais — equivalentes a venda futura de dólares —, todos com vencimento em 1º de dezembro, com volume equivalente a 198 milhões. A autoridade monetária também ofertou contratos para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

A queda do dólar nesta sessão refletiu ainda a depreciação da divisa dos EUA no exterior, depois de a confiança do consumidor norte-americano atingir a máxima em seis anos em março. O dado alimentou o apetite por risco no exterior, levando o dólar a depreciar-se em relação a outras moedas, como o peso mexicano.

Link: http://noticias.r7.com/economia/dolar-cai-ao-menor-nivel-ante-real-em-4-meses-e-chega-a-r-230-25032014Fonte:

R7 – Notícias

Com mais confiança no governo, Dólar cai pela quinta vez seguida

O dólar caiu 0,28% nesta terça-feira (25) e chegou a R$ 2,3410 na venda. É a quinta queda em cinco dias após o governo prometer economizar 1,9% do PIB para pagar os juros da dívida pública.

De acordo com a previsão, a economia será obtida por meio do corte de R$ 44 bilhões no orçamento desse ano.

A medida foi anunciada como um sinal para o mercado de que o governo tem se preocupado com as suas finanças.

A falta de confiança do empresariado faz com que ele retire dólares do País para investir em outros países. Já a quantidade menor da moeda faz com que o seu preço suba.

Ânimo

Para o operador da corretora B&T, Marcos Trabbold, o clima entre o mercado e o governo está melhor.

— Houve uma melhora bem acentuada no ânimo em relação ao Brasil nos últimos dias. Com isso, o dólar caiu bastante.

Entretanto, alguns analistas ainda acreditam que a cotação do dólar possa voltar a subir, como é o caso do gerente de operações do banco Confidence, Felipe Pellegrini.

— Eu ainda analiso isso (a sequência de quedas) como um respiro, não como uma tendência.

A pressão pela queda também foi auxiliada pela intervenção do Banco Central brasileiro no câmbio na venda de dólares.

Segundo relatório da corretora Lerosa Investimentos, “o BC deve estar comemorando o sucesso da investida para a recuperação da confiança externa”. Ainda conforme a nota, a corretora acredita que a divisa norte-americana pode chegar ainda a R$ 2,30 na venda.

A cotação do dólar caiu 2,36% nos últimos cinco dias. Segundo dados da BM&F Bovespa, o giro financeiro desta terça ficou em US$ 1 bilhão.

Link: http://noticias.r7.com/economia/com-mais-confianca-no-governo-dolar-cai-pela-quinta-vez-seguida-25022014

R7 – Notícias

BC reduz crescimento do Brasil e projeta dólar em R$ 2,48 este ano

Analistas do mercado financeiro reduziram pela terceira semana consecutiva o crescimento do Brasil. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (17), o PIB este ano será de 1,79% ante a previsão de 1,90% da semana passada.

O dólar também não deve dar um alívio nem tão cedo. A expectativa é de que o câmbio atinja R$ 2,48 ainda neste ano. A previsão para 2015 é de que a moeda norte-americana seja cotada a R$ 2,55.

O bolso do consumidor também sofrerá com as compras diárias. Analistas do mercado financeiro voltaram a aumentar a previsão da inflação este ano para 5,93% frente a expectativa de 5,89% da semana passada. O percentual ainda está dentro da meta do governo que é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

No último dia 7, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a inflação de janeiro deste ano que foi de 0,55%.  O indicador foi o menor IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para um mês de janeiro desde 2009.

Taxa de Juros

O Boletim Focus também manteve a previsão da taxa básica de juros em 11,25% este ano. Atualmente a Selic está em 10,5%.

Entenda a Selic

A taxa básica de juros é um instrumento do governo para segurar a oferta de crédito de bancos, financeiras e das próprias lojas, ou seja, para estimular ou frear o consumo e, assim, controlar o avanço natural dos preços.

Quando a Selic sobe, o dinheiro fica mais caro e a população pega menos empréstimos — para comprar desde casas, carros e eletrodomésticos até contratar serviços, entre outros. Assim, a escalada da inflação diminui.

Ela é chamada de taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como um piso para a formação dos demais juros cobrados no mercado, que são influenciados também por outros fatores, como o risco de quem pegou o dinheiro emprestado não pagar a dívida.

Ela é usada nos empréstimos interbancários (entre bancos) e nas aplicações que os bancos fazem em títulos públicos federais. É a partir da Selic que as instituições financeiras definem também quanto vão pagar de juros nas aplicações dos seus clientes.

Ou seja, a taxa básica é o que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos, a um custo muito mais alto. Por isso, os juros que os bancos cobram dos clientes é superior à Selic.

Link: http://noticias.r7.com/economia/bc-reduz-crescimento-do-brasil-e-projeta-dolar-em-r-248-este-ano-17022014

R7 – Notícias

Dólar cai e volta ao patamar de R$ 2,40

O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira (13), sob a constante atuação do BC (Banco Central) e em movimento de correção técnica após ter subido mais frente à moeda brasileira do que sobre outras emergentes durante a semana.

A divisa norte-americana recuou 0,66%, a R$ 2,4065 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhão.

Link: http://noticias.r7.com/economia/dolar-cai-e-volta-ao-patamar-de-r-240-13022014

R7 – Notícias

Incerteza global leva o dólar para R$ 2,43

A expectativa sobre a decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de reduzir a injeção mensal de recursos na economia mexeu com os principais mercados globais ontem. No Brasil, o corte dos estímulos para US$ 65 bilhões, embora já esperado, manteve o dólar em alta pelo terceiro dia consecutivo. A divisa chegou a ser negociada acima de R$ 2,45 durante o pregão, mas terminou fechando a R$ 2,437, com avanço de 0,41% em relação à sessão anterior.

A forte volatilidade dos negócios levou muitos investidores a testar o Banco Central para saber até que ponto a autoridade monetária permitirá o fortalecimento da divisa norte-americana. Em 22 de agosto do ano passado, quando a cotação chegou aos R$ 2,438, o BC deu início à política de venda diária de dólares no mercado futuro, mantida até hoje. Desde então, se não conseguiu interromper a tendência de alta do câmbio, a estratégia evitou que o real entrasse em queda livre.

Desta vez, com o ambiente de negócios contaminado também pelas dificuldades enfrentadas por vários países emergentes, o nervosismo voltou com toda a força. Por conta disso, no fim da tarde, o BC anunciou que fará amanhã um leilão para renovar o vencimento de contratos de câmbio no valor de US$ 2,3 bilhões. O montante é o dobro do que a autoridade monetária costumava rolar em operações desse tipo feitas no ano passado. Pela manhã, como previsto, o BC vendeu o equivalente a US$ 197,2 milhões por meio dos cotidianos contratos de swap cambial.

Para analistas, o dólar deve continuar sob pressão de alta. “Com as notícias fracas sobre o cenário interno, somadas à ansiedade com o Fed, o pessoal já se prepara para o pior cenário”, afirmou o gerente de Câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo. “Além disso, especula-se sobre em que momento o BC vai intervir (mais) para conter a alta do dólar”, acrescentou. “Os investidores estão testando o governo. Se o dólar continuar subindo tanto, ele vai precisar entrar mais no mercado”, ressaltou o superintendente de Câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

As oscilações da sessão de ontem foram acentuadas ainda pela disputa entre investidores antes da formação da Ptax de janeiro — taxa calculada pelo BC no último pregão do mês que serve de referência para diversos contratos cambiais. “A briga pela Ptax deixa o mercado muito volátil” afirmou o operador de Câmbio da corretora B&T Marcos Trabbold.

Bovespa cai

A ansiedade com a decisão do Fed e com os efeitos sobre os  emergentes também afetou os mercados de ações . No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) fechou em queda de 0,59%, com o Ibovespa, principal termômetro do pregão, recuando para 47.556 pontos. O indicador chegou a cair 1%, mas os papéis da Vale e de outras exportadoras frearam as perdas. As preferenciais da mineradora subiram 3,74%, a maior alta desde 14 de outubro.

Na Europa, a Bolsa de Londres caiu 0,43%, a de Paris recuou 0,68% e a de Frankfurt, 0,75%. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve queda de 1,19%, e fechou no menor patamar desde 7 de novembro.

Papéis da Petrobras recuam 10% no mês

As ações da maior empresa brasileira não estão em um bom momento. Ontem, após queda de 1,66%, as preferenciais da Petrobras bateram os R$ 14,80,  a menor cotação desde 5 de dezembro de 2008. As ordinárias, por sua vez, recuaram 1,93% e chegaram aos R$ 13,75. No mês, os papéis da empresa acumulam perdas superiores a 10%. A companhia vive um momento de desconfiança nacional e internacional em relação às suas finanças.

Link: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2014/1/30/incerteza-global-leva-o-dolar-para-r-2-43

Ascom-MG

Incertezas elevam dólar aos R$ 2,426

A crise cambial enfrentada pela Argentina e as incertezas com a política de estímulos dos Estados Unidos fizeram o dólar atingir ontem o maior nível desde 22 de agosto de 2013. A moeda encerrou o dia cotada a R$ 2,426 para a venda, alta de 1,17%. O patamar elevado da divisa reflete as incertezas em relação aos mercados emergentes — entre eles, o Brasil — e sinalizam a preocupação dos investidores com os próximos passos que serão dados ainda nesta semana pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Começa hoje a reunião dos dirigentes da entidade que durará dois dias e da qual deverá sair, amanhã, o anúncio de uma redução de US$ 10 bilhões no pacote mensal do Fed de compra de ativos. Caso se confirme, os estímulos cairiam para US$ 65 bilhões ao mês. Até dezembro, a injeção era de US$ 85 bilhões.

Para se proteger desse movimento, que tende a ser acompanhado de um aumento dos juros, investidores estão reduzindo as aplicações em países emergentes, para prevenir perdas e lucrar com as taxas que deverão ser praticadas nos Estados Unidos. “Todos os olhos estão voltados para a decisão do Fed, que poderá, inclusive, implicar em prêmios de risco maiores para o Brasil”, disse o economista-chefe da Mauá Sekular, Alessandro del Drago.

O governo brasileiro acredita que a redução de estímulos na economia norte-americana será benéfica ao país. A avaliação é de que a retomada do crescimento na maior economia do mundo ajudará a alavancar as exportações. O recado foi dado ontem pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, durante palestra a alunos da London School of Economics and Political Science, na Inglaterra.

Em seu discurso, o comandante da autoridade monetária traçou um quadro mais favorável para a economia brasileira, mas ponderou que um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 2%, como projeta o mercado financeiro, “não é nada otimista”. A fala do dirigente foi no sentido de tranquilizar os investidores sobre o momento vivido pelos países considerados de maior risco, que enfrentam uma crise de confiança em suas moedas.

Além do Brasil, a Turquia enfrenta uma forte desvalorização de sua divisa, a lira turca, que ontem chegou a cair abaixo de 2,39 por cada US$ 1 no começo do dia. Diante do movimento, o banco central local anunciou que convocaria uma reunião de emergência para hoje. Após o anúncio, a moeda subiu para 2,34 por dólar, ao fim do pregão.

Pibinho

O Brasil também desperta preocupações dos investidores por conta de seus fundamentos. Analistas e investidores consultados pelo Banco Central (BC) na pesquisa semanal Focus acreditam que o crescimento do país em 2014 ficará em 1,91%, resultado novamente frustrante. Caso estejam certos, será, portanto, o segundo pior desempenho do PIB nos quatro anos de governo de Dilma Rousseff, perdendo apenas para o resultado de 2012, de apenas 1,00%.

O baixo desempenho da economia pode ser explicado pela maior injeção de juros. As estimativas para o comportamento da taxa básica é de que ela siga em alta pelo menos até abril. Na avaliação do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) promoverá mais duas altas na Selic, de 0,25 ponto percentual cada, nas próximas reuniões, em fevereiro e em abril. Com isso, a taxa chegaria, ao fim da gestão Dilma, ao patamar de 11% ao ano — maior que quando ela assumiu o governo. “O que os números estão mostrando não é pessimismo com o Brasil, mas a realidade que o governo insiste em esconder”, disse o diretor de Câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros.

Link: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2014/1/28/incertezas-elevam-dolar-aos-r-2-426

Correio Braziliense/Clipping Planejamento