Digital

Fisco simplifica por dois anos o Bloco K

A Receita Federal cedeu à pressão do setor industrial e abrandou, temporariamente, as exigências para o envio das informações do Bloco K, o livro de registro de controle de produção e estoque na versão digital, a mais nova obrigação tributária, mensal, no âmbito do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).
Com as exigências anteriores, muitas empresas do setor industrial se preparavam para ingressar na Justiça alegando quebra de segredo industrial.
As mudanças estão previstas no ajuste Sinief nº 25, publicado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que estabeleceu a entrega do Bloco K simplificado a partir de janeiro deste ano somente para as empresas com faturamento acima de R$ 300 milhões por ano.
A partir de janeiro de 2018, as informações sobre a movimentação de estoques serão exigidas das empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões por ano. A partir de janeiro de 2019, entretanto, as empresas serão obrigadas a fornecer mais informações sobre o processo produtivo.
A entrega de dados em arquivos digitais sobre os estoques será feita de forma escalonada, de acordo com o faturamento e o ramo de atividade.
Por ora, o fisco não vai exigir os registros que geram os maiores problemas para a indústria, que alegava riscos de quebra do segredo industrial, aumento de custos e risco maior de autuação.
São os registros mais complexos, que exigiam das empresas dados detalhados sobre a lista de insumos utilizados na produção de todos os bens, as quantidades produzidas de cada um e de insumos efetivamente consumidos no processo.
A inclusão dos novos registros no Bloco K a partir de 2019 será discutida em um grupo de trabalho a ser formado pela Receita Federal, os fiscos estaduais e o setor industrial.
Também será discutida a possibilidade da entrega do bloco K simplificada, futuramente, pelas empresas com faturamento inferior a R$ 78 milhões por ano.
De acordo com Talita Regina Maymone, Coordenadora Fiscal da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria, embora essa simplificação tenha prazo para acabar, representa uma importante conquista do setor industrial.
“Entregar a receita do bolo ao fisco, com informações detalhadas sobre matéria-prima e insumos pode ser um risco para as empresas que não fazem um controle rigoroso da produção e estoque”, afirma Talita.
Com a alteração, haverá mais tempo para as empresas se prepararem e se adaptarem às exigências.
Diário do Comércio

Alteração no Supersimples traz segurança ao investidor anjo

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, destacou nesta quinta-feira (11/08) a importância da aprovação do Projeto Crescer Sem Medo, que atualmente está na Câmara dos Deputados, para o desenvolvimento do ambiente de negócios das startups no Brasil.
Ele participou do 1º Fórum de Startups, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O Crescer sem Medo estabelece uma divisão clara entre o investidor anjo e o operador da empresa, permitindo que uma startup continue no regime do Simples mesmo recebendo um grande aporte de recursos.
Além disso, reduz o risco do investidor em questões trabalhistas, por exemplo. “O investidor vai se preocupar apenas com o risco do negócio”, disse Afif.
Crescer sem Medo é como vem sendo chamado o Projeto de Lei Complementar (PLP) 25/2007, que entre outros pontos, amplia os limites de enquadramento do Simples Nacional. Ele deve ser votado na Câmara dos Deputados no dia 23/08.
Se aprovado, irá para a sanção presidencial. O capítulo que trata dos investidores-anjo entrará em vigor em 2017.
Afif ressaltou que o ambiente não é amigável para o desenvolvimento de novos negócios no país e, por isso, são necessárias medidas de simplificação.
Ele pediu a mobilização dos empresários para a votação do projeto em Brasília e a Fiesp deve organizar uma caravana para acompanhar a apreciação da proposta em plenário.
Afif contou que o Sebrae vem acelerando seus investimentos na área de startups, principalmente a partir de 2012, quando passou a participar da Campus Party, o maior evento do setor no país, e citou a criação do programa Like a Boss, que incentiva o desenvolvimento do empreendimento digital.
De acordo com o presidente do Sebrae, a iniciativa é ajudar os futuros empreendedores na área de gestão, para que as ideias se tornem negócios sustentáveis. “Atualmente, 1,2 mil startups são atendidas pelo Sebrae, com mais de 5 mil pessoas impactadas. São 40 projetos em execução, com investimentos de R$ 12 milhões”, afirmou.
Agência Sebrae de Notícias

ECF: Reta Final – Veja Algumas Dicas

Estamos a uma semana do prazo final de entrega da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), e muitos problemas no preenchimento e validação permanecem para os profissionais destacados a transmiti-la. Segundo dados da Receita federal, foram entregues até o momento cerca de 30% das declarações esperadas para este ano.
Este indicador era totalmente esperado. Desde o mês de agosto o programa validador da ECF foi alterado diversas vezes, incluindo novas versões e atualização de tabelas. Diversos órgãos e associações de classe tem solicitado a prorrogação do prazo, mas segundo indicações do fisco a data limite será mesmo dia 30 de setembro de 2015.
Os últimos dias tendem a ser marcados por congestionamento no banco de dados da Receita, o que pode ocasionar lentidão na transmissão desta obrigação acessória.
Compartilho abaixo algumas sugestões que podem ajudar com alguns dos erros e dificuldades encontradas no momento de preparação e validação da ECF:
Tipo de escrituração (Contábil ou Livro Caixa)
– As empresas que não entregaram a ECD – Escrituração Contábil Digital – este ano devem gerar suas ECFs pelo método Livro Caixa. É o caso de empresas no Lucro Presumido que tenham distribuído lucros abaixo do limite previsto com base na presunção de lucro. Este método simplificado dispensa a apresentação do Balanço Patrimonial e DRE. Nestes casos a confecção da ECF é simples, devendo ser informados as bases de cálculos e as deduções cabíveis nos registros P100 a P500.
Já as empresas obrigadas a entrega da ECD ou as que optaram por entregá-la, devem obrigatoriamente gerar a ECF tipo Contábil. Deverá então ser importado os dados da ECD, a saber o Balanço e DRE do período. Aqui mora o perigo. A ECD tem cunho societário enquanto a ECF tem o enfoque fiscal.
É possível que na entrega da ECD o contribuinte tenha gerado seus demonstrativos contábeis anuais. Se a apuração do IRPJ e CSLL deste contribuinte for trimestral, então este deverá corrigir os demonstrativos na ECF, gerando-o trimestralmente. Caso contrário o programa validador não permitirá a entrega da declaração.
Plano Referencial
– No caso da entrega da ECF tipo contábil, antes de submeter a ECF ao programa validador (PVA), é indispensável vincular o plano de contas da empresa com o plano referencial padrão da ECF.
Este procedimento geralmente é feito através do sistema contábil utilizado pela empresa. Para que não haja erros de validação todas as contas de último grau (analíticas) do plano de contas da empresa devem ser vinculados.
A única conta analítica que não deverá ser vinculada é a “apuração de resultados” a saber, a conta utilizada para zeramento das contas de resultado. Esta conta é transitória e não possui equivalente no plano de contas referencial. Não há necessidade de preencher o registro I051 para esta conta. Se esta conta foi importada para a ECF e está constando erro de vinculação a alternativa é excluí-la.
Há muitas contas no plano referencial específicas para atividade rural, tanto no Balanço quanto na DRE. Cuidado para não usá-las incorretamente. Muitas vezes existem descrições de conta analíticas duplicadas, sendo uma para atividades gerais e uma para atividades rurais. Para descobrir qual usar só mesmo consultando a descrição da conta sintética correspondente.
O plano referencial das contas patrimoniais apresenta suas contas analíticas em grau 5. Exemplo: 1.02.03.02.06 (Imóveis). Já o plano referencial das contas de resultado apresenta suas contas analíticas em grau 6. Exemplo: 3.01.01.01.01.06 (Receita da Prestação de Serviços no Mercado Interno). Cuidado para não referenciar as contas de resultado da empresa com contas de resultado do plano referencial de grau 5, que neste caso são sintéticas.
Algumas das descrições das contas do plano referencial são bem diferentes daquilo que os profissionais da área estão acostumados. Sugerimos máxima atenção com as descrições utilizadas para que a vinculação possa ser a mais correta possível. Caso haja indefinição na vinculação, sugerimos a utilização de contas analíticas abrangentes do plano referencial, como por exemplo “Outras Receitas Financeiras”.
Não existe no plano referencial uma classificação de “Despesas não operacionais”. Todas as opções de despesas encontradas são consideradas operacionais, incluindo depreciações, despesa com telefone e despesa com seguros. Caso não encontre uma descrição adequada sugerimos a inclusão na conta 3.01.01.09.01.99 (Outras Despesas Operacionais).
Importação da ECD
– Se a ECD a ser importada na ECF foi entregue em outro computador, ou a ECD assinada não está mais disponível na máquina, recomendamos o uso do programa gratuito disponibilizado no site da Receita Federal chamado Receita BX. Através dele a empresa poderá conseguir uma cópia do arquivo entregue na época (é necessário ter o certificado digital ou procuração eletrônica). Salve o arquivo na máquina e depois realize o procedimento de importação.
– Ao importar os dados da ECD, a ECF poderá acusar uma série de erros adicionais que antes não existiam. Isto acontece em grande parte porque a ECD foi entregue com os demonstrativos fora do período de apuração do IRPJ e CSLL ou porque não corretamente vinculado com o plano referencial na época em que foi transmitido. Neste caso uma dica muito útil é importar novamente a ECF, substituindo somente os blocos J, P e Y.
Considerações finais
Os valores antes preenchidos manualmente na DIPJ como base de cálculo e deduções passam a ser preenchidos automaticamente pelo PVA de acordo com os saldos contábeis apresentados na ECF.
Se a contabilidade está incompleta ou errônea, obviamente a apuração da ECF não irá corresponder aos valores reais devidos de IRPJ e CSLL.
Neste caso é possível alterar manualmente os valores dentro do PVA, mesmo se estes forem divergentes com os saldos contábeis informados.
Nesta situação o PVA irá gerar diversos avisos informando da situação, mas que não impede que o arquivo seja transmitido. Sendo assim é possível entregar a ECF nestas condições dentro do prazo, para posteriormente entregar a ECF retificadora com a contabilidade correta.
Guia Tributário

Entidades Sem Fins Lucrativos – Entrega da ECD e ECF a Partir de 2015

A Lei 12.973/2014 altera a legislação tributária federal relativa ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ, CSSL entre outras, instituiu as regras e obrigatoriedade do envio da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) que complementa as informações contidas na Escrituração Contábil Digital (ECD), bem como a substituição da Declaração de Informações Econômicas-Fiscais (DIPJ).
Quero tratar mais especificamente das entidades imunes e isentas (Associações, ONG’s e Igrejas) pois o assunto está gerando muitas dúvidas entre os contadores e dirigentes das entidades. Para o ano de 2015 relativa as informações de 2014 a DIPJ foi substituída integralmente pela ECF e ECD, não só para entidades sem fins lucrativos, mas para todos os demais tipos de empresas como Lucro Real e Presumido.
A parte boa dessas mudanças é que a Receita Federal não incluiu nas regras de obrigatoriedade o envio da ECF (antiga DIPJ) para entidades imunes e isentas, até certo limite.
Somente estará obrigada ao envio caso tenha apresentado EFD-Contribuições de forma facultativa ou esteja obrigada ao envio da EFD – Contribuições por ter apurado PIS-Folha, Cofins ou Contribuição previdenciária sobre o faturamento em valor superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais) mensalmente.
Para facilitar o entendimento elaborei um resumo com as devidas bases legais dessas regras:
Resumo:
– EFD – Escrituração Fiscal Digital – Contribuições: As Ongs, igrejas e associações somente estão obrigadas ao envio nos casos que ultrapassarem o valor de R$ 10.000,00 de contribuições no mês, exemplo: PIS-Folha e Cofins.
DIspositivo legal: IN RFB 1.252/2012, Art. 5º item II.
– ECD – Escrituração Contábil Digital: Obrigada somente para entidades que enviarem a EFD de forma facultativa ou estarem obrigadas.
Dispositivo legal: IN RFB 1.420/2013, Art. 3º item III.
– ECF – Escrituração Contábil Fiscal (antiga DIPJ): Não deve declarar o ECF as entidades que não enviaram a EFD e ECD, ou seja, cuja soma dos valores mensais das contribuições apuradas, seja igual ou inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais), mensais, observado o disposto na IN RFB 1252/2012.
Dispositivo legal: IN RFB 1422/2013, Art. 1º, § 2º item IV.
Registro e Autenticação da Escrituração Contábil Digital – ECD
Todas as empresas obrigadas ao envio da ECD devem submeter ao registro e autenticação do referido livro digital na junta comercial, exceto as entidades imunes, isentas e empresas obrigadas ao envio da ECD que tem seus atos registrados em cartórios as quais estão dispensadas do registro da escrituração contábil digital – essa previsão está contida no Art. 1º, § 2º da Instrução Normativa RFB 1.420/201
Guia Tributário

Sua empresa está imune à transformação digital?

O tema transformação digital é um dos principais temas que aparecem nos debates com CIOs. Em recente evento em que participei, com mais de 150 CIOs, o tema apareceu com destaque e me permitiu fazer algumas observações. Já existem alguns bons exemplos de transformação digital em andamento, mas a grande maioria das empresas ainda está muito tímida em relação a esta mudança.
Porque isso? Um aspecto que observei é a falta de uma concepção do que seja realmente a transformação digital. Outro é que muitos executivos mostram-se receosos de se envolverem em algo que esteja fora de sua zona de conforto e portanto, de controle. Mas o risco de não fazer nada ou ser lento demais é o maior de todos.
Porque a transformação digital não é opção, mas um fato que afetará todas as organizações? Lembram-se da era da explosão das empresas dot-com quando o refrão era “a Internet mudará tudo”? Pois é, houve a furo da bolha, muitas empresas faliram, mas a verdade inquestionável é que a Internet realmente mudou tudo. Apenas o timing do mote é que não funcionou…E vai mudar muito mais ainda, com a evolução exponencial da tecnologia.
A interação das pessoas com a tecnologia é muito diferente do que era há meros dez anos. As pessoas hoje já foram alteradas em sua maneira de criar relacionamentos, comunicar-se e fazer negócios. Adotam tecnologias muito antes das empresas e com isso criam um cenário para que novos modelos de negócio surjam e criem rupturas em setores considerados estáveis. Estes novos negócios pegaram de surpresa as empresas dominantes. Porque o setor de telecomunicações não criou o Skype ou Whatsapp? O hoteleiro, o AirBnB? A indústria de táxis, o Uber? As livrarias, a Amazon? A TV a cabo, o Netflix? Os jornais desdenharam dos blogs e surgiu o Huffington Post. Hoje todos os jornais exigem que seus jornalistas tenham blogs, tuítem e estejam no Facebook.O problema é que pensamos linearmente e não consideramos com a atenção devido ao ritmo exponencial desta evolução. Se dermos 30 passos, linearmente, chegaremos ao outro canto da sala, mas se forem 30 passos exponenciais, iremos parar na África. Essa analogia nos permite entender melhor as implicações do crescimento exponencial, e não linear, da tecnologia. Com esta percepção podemos visualizar melhor seus impactos nas empresas, na sociedade e na economia.
A razão é simples. Uma empresa ou setor estabelecido, com seus produtos e serviços estáveis (“cash cow”), construídos e consolidados por décadas, busca incansavelmente, pela necessidade de manter seus acionistas felizes com seus resultados, protegerem ao máximo o status quo. Investir em um negócio disruptivo é afetar o seu próprio negócio.
Infelizmente, a disrupção potencial provocada pelo ritmo exponencial da evolução tecnológica exige que olhemos para além dos resultados do trimestre e coloquemos em questionamento à existência futura do negócio atual, como ele é hoje. A velocidade é outra.
Recentemente a Cisco anunciou que está acelerando seu processo de inovação, adotando os conceitos e modelos de funcionamento de startups, reduzindo o tempo de lançamento de produtos de seis a oito meses para duas semanas. Porquê? Simplesmente por que grandes corporações, com estruturas pesadas, são mais lentas em lançar inovações o que abre caminho para novos competidores ganharem espaço. A mudança é essencial para sua sobrevivência.
Também surge competição vindo de empresas de outros setores. Há pouco o Google lançou um serviço de telefonia móvel, nos EUA, que bate de frente com as práticas lucrativas das empresas dominantes do setor como a Verizon e a AT&T. O lançamento, denominado Project Fi, ainda é experimental e de nicho, mas poderá afetar, em muito, a indústria de telefonia.
Qual o papel do CIO neste cenário? Se ele quiser aumentar ou pelo menos manter sua relevância na empresa, deverá liderar o processo de transformação digital. Deve propor proativamente dinâmicas com os executivos das suas empresas para debater o futuro além do final do ano e desenharem, em conjunto, a estratégia digital da corporação. Deve buscar olhar para empresas de outros setores, olhar as empresas da Internet, bem como estudar novos negócios criados por startups. Mesmo que não sejam de seu setor de indústria. Criar uma plataforma para suportar um ecossistema ágil e flexível, que o ajude a implementar rapidamente novas soluções, olhando para além dos fornecedores tradicionais de tecnologia, passa a ser um fator decisivo.
Impossível continuar a tentar fazer planos de longo prazo. Há dez anos não existia iPhone, iPad, Facebook, Twitter…Fazer PDTI para os próximos cinco anos é jogar tempo e dinheiro fora. No máximo servem de direcionamento, mas estes planos devem ser revistos, pelo menos trimestralmente para se manterem atualizados com o ritmo exponencial.
Matar projetos vai ser algo comum daqui para a frente. Se demorar mais que o necessário, serão substituídos. Coisa impensável em TI até agora. O modelo deve ser de prototipação e colaboração, com os conceitos ágeis e DevOps adotados por empresas da Internet fazendo parte integrante de seus processos.
A área de TI deve atuar de forma flexível, multimodal, com processos mais estruturados para sistemas legados que demandam mudanças mais lentas e outros mais ágeis, como os apps para os contatos diretos com os clientes. E logo, também para muitos dos processos “core” da empresa.
O segredo é criar a auto ruptura, ou seja, antes que outro provoque uma disrupção na sua empresa, você mesmo a provoca. Uma disrupção gera desafios e riscos, mas abre novas oportunidades. O CIO deve atuar proativamente para ser um “digital attacker” em sua empresa.
Nas conversas com muitos CIOs fiquei com a impressão que muitos consideram que seus setores são relativamente imunes à transformação digital. Talvez alguns sejam realmente menos afetados que outros, mas todos serão afetados, em maior ou menor grau. E alguns simplesmente desaparecerão.
O CIO está em uma posição privilegiada: consegue ter uma visão de toda a empresa, pois hoje praticamente todos os processos estão de alguma forma suportados por sistemas. A questão é: ele está olhando para fora da área de TI? Está olhando para fora do seu setor de indústria? Quais são seus “blind spots”, aqueles pontos que não consegue ver, pois está envolvido no dia a dia de manter os sistemas funcionando?
A disrupção digital provoca questionamentos sobre a própria natureza do negócio. Por exemplo: o que é um serviço de táxi? O Uber não é serviço de táxi, mas compete diretamente com os táxis. Quem vai atender melhor as demandas do mercado? Os atuais taxistas ou negócios como o Uber? O mesmo se aplica ao conceito de hotel…o que é um hotel? O AirBnB não tem a estrutura de prédios, funcionários e administração de uma rede tradicional como a Marriott, mas vale muito mais. É, na verdade, uma empresa de software.
Olhando sua empresa, qual é a sua indústria mesmo? Este é um ponto chave: pense na sua indústria e veja, de um olhar de fora, o que poderá acontecer com ela com a exponencialidade tecnológica virando os conceitos tradicionais de cabeça para baixo. Por exemplo, a “shared economy” pode afetar seu negócio? Já pensou sobre esta possibilidade?
Tornando anônimos os dados, para não identificar clientes, vendem informações sobre hábitos de compra em determinada zona postal, identificando, inclusive o potencial de compras, por região, para determinados tipos de produtos. E mesmo um negócio tradicional como as cadernetas Moleskine já criou uma estratégia digital.
À medida que as pessoas, carros, prédios, ruas e objetos se tornarem mais e mais conectados, as empresas vão descobrir que já estarão em um negócio que não foram criadas para estar.
Computer World

Os principais impactos fiscais e tributários provocados pela resolução da eSocial

A Escrituração Fiscal Digital Social (eSocial), integrante do projeto Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), consolida em uma única obrigação acessória as informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e fiscais relativas à contratação de serviços, com ou sem vÍnculo empregatício, no âmbito da Caixa Econômica Federal, Previdência Social, Ministério do Trabalho e Emprego e Receita Federal do Brasil.
Com a consolidação, as informações antes prestadas de forma dispersa e, por vezes, divergentes, passam a integrar uma única escrituração, simplificando e aprimorando a qualidade dessas informações.
Dentro da eSocial, algumas informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), antes demonstradas apenas por meio da Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), apresentam-se em registros específicos, segregando, inclusive, a remuneração indireta, caracterizada, por exemplo, pelo pagamento de despesas com benefícios e vantagens a administradores diretores, gerente e seus assessores, pagos diretamente ou através da contratação de terceiros.
Não será de imediato a extinção da DIRF, uma vez que nem todas as informações nela prestadas encontram-se na eSocial, mas decerto será a tendência, pois dentre as premissas do SPED estão a redução de custos para o contribuinte e a mínima interferência no ambiente do contribuinte e, nos seus objetivos promover a integração dos fiscos (Federal, Estadual e Municipal), racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes e tornar mais célere a identificação de ilícitos tributário.
O confronto das informações prestadas pelo contribuinte, pessoa física, em sua declaração de ajuste anual, passará a ser realizado com a eSocial e, nesse sentido, qualquer omissão de receita (rendimento) será identificado celeremente, podendo gerar retenção da declaração em malha fina e autuação.
Tal como ocorreu com a DIPJ, extinta com a instituição da Escrituração Fiscal Contábil (ECF), que contém as informações do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), bem como do SPED Fiscal, que contém as informações do IPI, DIRF e demais obrigações que duplicam a informação já prestada na eSocial estarão fora da lista de tarefas dos contribuintes.
Sem dúvida, a era digital esta melhorando processos, uniformizando informações, reduzindo as fiscalizações presenciais, agilizando processos e provendo uma maior qualidade nas informações prestadas.
Administradores

Análise: A importância de investir em marketing no mercado digital

Ações mobile, location based marketing (estratégia que utiliza a localização para envio de conteúdo personalizado) e mídia programática foram alguns dos assuntos mais quentes do mercado digital em 2014. Adicionalmente, cada vez mais grandes marcas parecem perceber o valor das ações de marketing online e passam a fazer dessa uma ferramenta protagonista em suas ações.
Para 2015, parece que o cenário econômico atual no Brasil dará o tom das tendências que impactarão o mercado digital. É interessante notar que em tempos mais difíceis, o online tende a ser menos afetado do que as mídias mais tradicionais. Existem diversos motivos para que isso aconteça: resultados se tornam mais fáceis de mensuração; investimentos podem ser ajustados mais rapidamente, sem tanta antecedência; e o resultado, por consequência, é mais tangível.
Entretanto, é normal também que associado a esse movimento, seja sempre exigida uma melhor profissionalização do trabalho realizado. É importante, portanto, ter maior controle de quando e como é investido cada centavo nas ações desenvolvidas. Outro ponto que devemos destacar para este ano é que mais olhos passem a reparar em tudo que envolve os esforços de marketing. Ou seja, em momentos como esse é comum, por exemplo, que o time financeiro se aproxime do marketing para entender melhor como estão sendo feito os investimentos.
Sendo assim, as perspectivas apontam para uma melhoria na forma de mensuração dos resultados obtidos por meio das campanhas de marketing. Assuntos como atribuição tendem a evoluir muito mais rapidamente nesse contexto, uma vez que, por meio desse tipo de análise, poderão ser encontrados novos caminhos e formas para investir melhor o dinheiro e observar um aumento na geração de leads para cada cliente.
Além disso, ferramentas que ajudam na gestão de alta performance de mídia devem ganhar maior força. Bid Managers, APIs, ferramentas de Web Analytics e plataformas de gestão de mídias sociais podem ser adotadas com maior velocidade no intuito de melhorar a performance dos anunciantes no ambiente online.
Em campanhas mais focadas em construção de marca, por exemplo, o que se espera é uma adoção mais forte de mídia programática garantindo uma melhor eficiência ao se atuar dentro do público alvo desejado. Podemos dizer que finalmente estamos na era da mensagem certa, para a pessoa certa e no momento certo. Ou seja, o consumidor passa a ser impactado apenas por produtos que são de seu real interesse, e por outro lado, as marcas conseguem aumentar suas conversões.
Veremos grandes mudanças no modus operandi das marcas no ambiente online. Vale ressaltar, por exemplo, que ações de marketing terão um expressivo crescimento em datas comemorativas, como Black Friday, Dia das Mães, e várias outras ações que podem se tornar arrebatadoras e conquistar a confiança do consumidor.
Por fim, a evolução da penetração da internet por meio de dispositivos móveis certamente será o maior impacto para as mídias e como os anunciantes farão suas campanhas este ano. O desenvolvimento de sites adaptados bem como a capacidade de atribuição entre os diferentes dispositivos deixam de ser algo preferível e passam a configurar aquele que não se adaptou ainda como realmente atrasado com relação a esse mercado. Ou seja, em outras palavras, quem não adaptar seu conteúdo para o ambiente mobile, será deixado de lado pelos consumidores.
Túlio Kehdi é fundador e Diretor de Operação da Raccoon, agência de marketing de performance.
Administradores.com

Mais obrigatoriedades no Sped

A mais nova obrigatoriedade do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), conhecida como ECF (Escrituração Contábil Fiscal), acaba de se tornar uma realidade para grande parte das empresas brasileiras. Trata-se de uma nova Escrituração no formato digital com rastreabilidade das informações contábeis e fiscais para apuração do Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o lucro líquido das empresas.
São obrigadas a preencher a ECF todas as pessoas jurídicas – incluindo as imunes e isentas – sejam elas tributadas pelo lucro real, lucro arbitrado ou lucro presumido. Em contrapartida, as pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional ficam desobrigadas de cumprir a nova exigência da ECF. O projeto – que tem entrega prevista para o último dia útil do mês de julho de 2015 – substitui a DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica). A ECF será então constituída por informações relativas ao IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), ajustes de adições e exclusões, inclusive relativas ao RTT (Regime Tributário de Transição), compensações de Prejuízos Fiscais e demais controles.
O planejamento inicial é determinante para uma implementação correta da ECF. É preciso destacar alguns pontos: – Identificar lançamentos com códigos próprios do governo e seus eventuais processos judiciais e administrativos vinculados aos lançamentos; – Detalhar os ajustes do lucro líquido na apuração do Lucro Real, mediante tabela de adições e exclusões definida pela COFIS (Conselho Fiscal); – Mapear fichas da DIPJ geradas atualmente versus impacto da ECF; – Auditar previamente o conteúdo das informações para envio ao Fisco.
O cenário indica a necessidade de incorporação e utilização de novas ferramentas de trabalho que permitam a correta apuração, processamento, geração e entrega da nova obrigação.
DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços

O que é a ECD?

A Escrituração Contábil Digital (ECD) foi instituída para fins fiscais e previdenciários e deverá ser transmitida pelas pessoas jurídicas a ela obrigadas, ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).
A ECD deverá ser transmitida, pelas pessoas jurídicas obrigadas a adotá-la, ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), instituído pelo Decreto 6.022/2007, e será considerada válida após a confirmação de recebimento do arquivo que a contém e, quando for o caso, após a autenticação pelos órgãos de registro.
– A ECD compreenderá a versão digital dos seguintes livros:
I – livro Diário e seus auxiliares, se houver;
II – livro Razão e seus auxiliares, se houver;
III – livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos.
– Ficam obrigadas a adotar a ECD, nos termos do art. 2º do Decreto 6.022/2007 e Instrução Normativa 1.420/2013, em relação aos fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014:
I – as pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no lucro real;
II – as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, que distribuírem, a título de lucros, sem incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), parcela dos lucros ou dividendos superior ao valor da base de cálculo do Imposto, diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita; e
III – as pessoas jurídicas imunes e isentas que, em relação aos fatos ocorridos no ano calendário, tenham sido obrigadas à apresentação da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições, nos termos da Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012;
IV – as Sociedades em Conta de Participação (SCP), como livros auxiliares do sócio ostensivo.
Fica facultada a entrega da ECD às demais pessoas jurídicas.
A ECD será transmitida anualmente ao Sped até o último dia útil do mês de junho do ano seguinte ao ano-calendário a que se refira a escrituração.
Guia Contábil

eContador: a hora de fazer uma inclusão fiscal digital no Brasil

O caminho é sem volta e contadores e clientes vão ter que aderir ao ecossistema digital imposto pelo Governo. A transmissão de informações em tempo real exige capacitação, planejamento e a produção de dados transparentes. Essa foi uma das constatações da mesa redonda realizada pelo portal Convergência Digital para discutir o impacto da Tecnologia no dia a dia da contabilidade.
Participaram da mesa-redonda os presidentes do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo, SECON/SP, Sérgio Approbato Machado Júnior, o presidente do SESCON/Rio de Janeiro, Lúcio Fernandes, o presidente do SESCON/Rio Grande do Sul, Diogo Chamun, o diretor da Federação Nacional dos Contabilistas( FENACON), Hélio Donin Junior, Fernando Oberle, da Oberle Contabilidade, e Marco Zanini, da NFe do Brasil.
Com o cerco da Receita Federal, que impõe uma série de normativas para coletar informações em tempo real e, em 2013, arrecadou mais de R$ 190 milhões em multas, a TI entrou, de forma definitiva, na rotina dos contadores. Para Lúcio Fernandes, presidente do SESCON/Rio de Janeiro, os escritórios contábeis passaram a ter a necessidade de entender e,mais que isso, praticar os serviços de Informática.
Fernandes entende a demanda do Fisco, mas diz que o Governo impõe regras, sem dar orientações. “O contador tem que interpretar, entender o quê o Fisco quer. Melhorou muito a relação, mas ainda é muito complexa. O manual do eSocial, por exemplo, tem 800 páginas.Me capacitei para ser contador. Não entendedor de regras”, sustenta.
A ausência de diálogo com o governo é destacado também pelo presidente do SESCON/São Paulo, Sérgio Approbato Machado Júnior. Para ele, o governo faz os seus programas e exige que o contribuinte se ‘vire’ para cumprir as exigências O eSocial, mais uma vez, é um exemplo desse ruído de comunicação entre os atores envolvidos. ”
A Receita soltou um manual e exigiu regras sem discutir. A sorte é que o Fisco convidou o Ministério da Micro e Pequena Empresa para debater o tema. E ficou provado que o produto não estava maduro. Era ineficiente. E se chamou a sociedade para rediscutir”, pontuou.
O presidente do SESCON/Rio Grande do Sul, Diogo Chamun, chama a atenção que, hoje, os escritórios contábeis gastam 2600 horas por ano de um funcionário para apurar e informar os dados solicitados pelo Governo. “É tudo muito complexo ainda”. Há ainda um ponto relevante: A TI está perto dos escritórios de maior poder econômico. A grande maioria não está capacitada para lidar com a Tecnologia ou para ter gastos com infraestrutura.”Falta dinheiro mesmo’, acrescenta.
A superação desse novo desafio da TI passa pela capacitação, observou Fernando Oberle, da Oberle Contabilidade. Ele diz que uma enxurrada de informações desabou sobre as cabeças dos contadores, sem qualquer orientação por parte do Governo. “Há uma má formação de mão de obra na contabilidade, mas a chegada da TI nos abre uma oportunidade de ouro para oferecer uma gestão profissional, especialmente para as pequenas e médias empresas. A responsabilidade solidária que nos assusta em tempos de informações na ponta do dedo, mas também nos força a nos capacitar mais e mais”.
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