Despesas

Os limites de deduções do Imposto de Renda 2017

Dependendo do tipo de despesas realizadas em 2016, a base de cálculo para pagamento do Imposto de Renda pode ser reduzida, o que pode levar o contribuinte a ter menos imposto a pagar ou até direito à restituição do valor pago.
Os gastos que podem diminuir a mordida do Leão na declaração, chamados de despesas dedutíveis, são definidos pela Receita Federal. A justificativa para a escolha das despesas que podem reduzir o pagamento do imposto é a necessidade do gasto. Quanto mais necessárias, menos impostos será pago sobre as despesas.
Ainda que os gastos possam ser abatidos do imposto, a Receita pode limitar os valores que podem ser deduzidos para alguns tipos de despesas. É o caso de gastos com educação.
Despesas com ensino técnico, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado e doutorado só podem ser abatidos até o teto de 3.561,50 reais por dependente. Caso o contribuinte tenha gasto 5 mil reais no ano passado com a escola de seu filho, por exemplo, ele só poderá abater do imposto parte dessa despesa, limitada aos 3.561,50 reais.
Exame.com

MEI, quais são as suas obrigações?

Gerir um negócio próprio nunca é uma tarefa fácil. As tomadas de decisões são constantes e cada uma delas pode determinar o sucesso ou não do empreendimento. Mas, se já não bastasse isso, o Microempreendedor Individual (MEI) ainda precisa lidar com uma série de preocupações que fogem totalmente de seus domínios e do próprio ramo de atuação de sua empresa.
Mesmo sem ter nenhum conhecimento técnico, o empresário precisa saber quais são suas obrigações trabalhistas, seus deveres, os tributos que deve recolher, enfim, o que pode e não pode fazer. Caso contrário, as sanções podem ser numerosas: multas, autuações e até processos trabalhistas.
Por conta disso, o BlogSkill relacionou abaixo alguns dos principais tópicos que o microempreendedor individual precisa ter em mente para gerir satisfatoriamente seu negócio.
O que é MEI?
A atividade do microempreendedor individual foi regularizada em 2008, através da Lei Complementar 128/08. Essa LC conferiu uma série de condições especiais para que o microempresário possa regularizar sua atuação.
Ele, assim como outros tipos de companhias, também pode optar pelo Simples Nacional. Só que, ao escolher esse regime tributário, ele ainda conta com o benefício de não precisar pagar os tributos federais (IRPJ, PIS, Cofins, IPI e CSLL) . Precisa pagar apenas o INSS, ICMS, ISS e, caso tenha um funcionário, os impostos relacionados a ele.
Apenas um
Aliás, o MEI pode contratar apenas um único empregado, que deve ser registrado. Nessa situação, o empresário precisa arcar com o salário deste colaborador e com os tributos – INSS de 3% e FGTS de 8% sobre o vencimento do funcionário.
Nesse caso, o empregador pode preencher a Guia do FGTS e a Informação à Previdência Social (GFIP), que devem ser entregue até o dia 7 de cada mês, através do sistema Conectividade Social, da Caixa Econômica Federal.
Declaração de Imposto de Renda pessoal
Porém, a primeira grande preocupação que o MEI precisa ter é com sua declaração pessoal de Imposto de Renda. Será nela em que estarão descriminados seus ganhos e gastos obtidos por meio de seu empreendimento.
Em primeiro lugar, ele não deve declarar toda a receita obtida em seu empreendimento. É preciso antes descontar todas as despesas que teve para poder trabalhar da receita bruta recebida. As despesas englobam gastos como conta de luz, água, telefone, aluguel de espaço físico, compra de mercadorias, entre outros.
Esse resultado, o lucro líquido ou lucro evidenciado, é que será usado para o IR.
A legislação da microempresa prevê que o lucro líquido do MEI é isento no Imposto de Renda. Mas, para isso, é preciso estar em conformidade com uma exigência: o valor do lucro líquido deve estar limitado ao valor resultante da aplicação dos percentuais previstos para o lucro presumido, ou que o MEI possua uma escrituração contábil que comprove lucro acima dos limites.
Os percentuais previstos para o lucro presumido são:
8% para comércio, indústria e transporte de carga;
16% para transporte de passageiros;
32% para serviços em geral.
Exemplo
No caso de um microempreendedor individual que presta serviço, que teve receita bruta de R$ 60 mil e despesas de R$ 20 mil, por exemplo, seu lucro líquido seria de R$ 40 mil.
Sendo prestador de serviço, a parcela de lucro isenta dele é de 32% sobre sua receita bruta (nesse caso, R$ 19,2 mil). Logo, ele deve descontar esse valor de seu lucro líquido (R$ 40 mil) para então saber qual é o seu rendimento tributável e que deve ser informado no Imposto de Renda como rendimento recebido de pessoa jurídica.
Para esse exemplo, o valor a ser informado é de R$ 20,8 mil.
Nesse caso, o microempreendedor individual possui um rendimento tributável abaixo do valor mínimo estabelecido pela Receita Federal: R$ 26.816,55, e um rendimento isento abaixo do valor máximo de R$ 40 mil.
Portanto, esse MEI estaria desobrigado de entregar a declaração de IRPF.
Outras declarações
Além de declarar o seu Imposto de Renda Pessoa Física, o MEI ainda precisa fazer sua declaração anual dos impostos. Nela, o empreendedor informa o valor de faturamento correspondente ao ano anterior.
Essa declaração é feita diretamente no site da Receita Federal. A primeira pode ser preenchida pelo próprio MEI ou pelo contador, gratuitamente.
Para tornar essa tarefa mais fácil, o microempresário pode preencher, até cada dia 20, o relatório mensal das receitas do mês anterior. O modelo desse relatório pode ser encontrado no Portal do Empreendedor.
Nota Fiscal?
O microempreendedor é obrigado a emitir nota fiscal tanto para vendas quanto para prestações de serviços para pessoas jurídicas, independente do porte das empresas. Ele fica isento apenas quando se trata do consumidor final, ou seja, pessoa física.
Além disso, caso o MEI opte por emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).Antes de começar a funcionar, o microempreendedor deve consultar o Código de Zoneamento e de Posturas Municipais e quais são as normas para obtenção de alvará em sua cidade para cada tipo de atividade. No caso de empresas que atuam com alimentos, por exemplo, ainda se deve estar de acordo com as regras sanitárias.
Netspeed

Estratégia para investir em meio à crise

Um dos setores mais afetados pela insegurança econômica que assombra o cenário do mercado nacional é a indústria. Puxado pela falta de perspectiva de crescimento interno, ele se vê na necessidade de realizar, em curto período de tempo, complexos planejamentos visando à sua manutenção no mercado.
Recentemente, um estudo encomendado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) revelou o direcionamento dos investimentos a serem realizados pelas empresas paranaenses. Destinam-se para a ‘melhoria de processo’ (31,54%); ao ‘desenvolvimento de produtos’ (28,19%); para a ‘produtividade’ (27,18%); ‘modernização tecnológica’ (26,51%); ‘qualidade’ (23,49%); ‘aumento da capacidade produtiva’ (20,13%); ‘propaganda e marketing’ (10,40%); ‘racionalização administrativa’ (9,40%); ‘Recursos Humanos’ (9,06%); ‘pesquisa de novas tecnologias’ (7,38%); ‘comércio eletrônico’ (7,05%); e ‘outras’ (2,68%).
O mesmo levantamento mostrou que a fonte dos recursos financeiros utilizados para fins de investimento deverá será dos próprios empresários. E revelou, como fator surpreendente, que para as micro e pequenas indústrias, o setor de maior investimento será o de satisfação do cliente, preterido por quase 51% dos industriais indagados na ocasião.
Essa preocupação com o ‘dever de casa’ não é sem razão. A árdua tarefa de fidelizar clientes é, sem dúvidas, uma saída que não pode ser colocada de lado em tempos de previsões econômicas não favoráveis.
Como registro, vale ainda ressaltar que a pesquisa da FIEP apontou que tanto para os microempreendedores como para as grandes indústrias do Estado do Paraná, a alta carga tributária segue como a maior vilã, responsável pela falta de competitividade no mercado interno.
Todo o cenário trazido pelo levantamento reforça que, para enfrentar um ano de previsões catastróficas, é necessária a dedicação dos empresários em planejamento, tanto tributário quanto de investimentos em pontos vitais do próprio negócio.
Fatores como competitividade, produtividade e capacitação, infraestrutura, tecnologia e inovação, investimentos e planejamento tributário se entrelaçam em uma constante incógnita para o empresário que se vê na necessidade de investimentos e planejamentos em todas estas variáveis sem, no entanto, possuir as condições necessárias para investir em todas elas.
Um planejamento tributário completo e que abarque as expectativas do empresário, por exemplo, fica, por muitas vezes, inviável quando a empresa já sucumbiu ao fisco.
Diante deste impasse, o que fazer? Como verificar o ponto mais afetado no próprio negócio e dosar a quantia exata de investimentos destinados àquela causa?
A resposta é complexa e demanda estudo e planejamento. O momento ideal para procurar capacitação e até mesmo um serviço de consultoria personalizada ao negócio para ajudar nessa tarefa é, justamente, quando ainda há perspectivas. Esse estudo deve acontecer antes da fase de qualquer direcionamento de investimento. Ele definirá a real necessidade de aporte, bem como, quanto precisa e pode ser despendido.
Tempos de crise exigem medidas estratégicas e não despesas ao esmo. A ordem é conter gastos e direcionar de forma dosada os investimentos. Despesas sem embasamento técnico e de maneira mal direcionada podem acabar comprometendo toda a saúde mercantil do negócio. Cautela e o ditado ‘pisar em ovos’, afinal, nunca são medidas excessivas nesse momento de direcionamento de gastos.
SEGS

Dicas para reorganizar as finanças da sua PME

Em tempos de finanças instáveis, cuidar da saúde financeira da sua empresa é essencial. O primeiro passo é reconhecer o problema e investigar para saber o tamanho da dificuldade que o empreendedor tem a frente. O saldo negativo no banco nem sempre evidencia a dimensão do obstáculo. Separamos algumas dicas baseadas no site da Exame para você mensurar o tamanho do seu problema e resolvê-lo da melhor forma:
Despesas pessoais são uma coisa, as da empresa, outra:
Nem pense em misturar as duas coisas e, se já o faz, comece agora mesmo a mudar este pensamento, pois fica impossível redimensionar as retiradas mensais. Não é incomum que se force uma margem maior no produto ou serviço para manter um padrão de consumo familiar.
Aumentar o preço de um produto ou uma reduzir qualidade para manter as retiradas pode comprometer o negócio. Além disso, será necessário reduzir o orçamento familiar até que se equacione a dívida. Afinal, são as retiradas mensais futuras que estão em jogo!
Botar em prática o fluxo de caixa
Uma vez que você mensurar o tamanho e a sua evolução, deve-se analisar as possíveis causas do seu saldo. Isso ajudará a elaborar propostas mais efetivas com os credores. Não confie somente na sua intuição para isso. Use a intuição e o conhecimento do negócio para interpretar os dados.
Faça a análise de evolução do seu orçamento
Deve ser feito tanto em relação aos preços pagos e recebidos quanto às quantidades compradas e vendidas. Observe a evolução de todos os tipos de receitas e de despesas que tiver e faça uma comparação entre elas. Tente explicar as variações, tanto para cima quanto para baixo.
O que você tem feito para mudar a situação?
Mesmo que você não tenha detalhes dessa mudança, isso o ajudará na conversa com os credores. Mas não se esqueça: após conseguir baratear suas dívidas, é preciso aprofundar-se no conhecimento dos problemas e nas possíveis soluções. O objetivo final não é equacionar a dívida e sim consertar o que levou a empresa a essa situação. A renegociação é um fôlego que você precisa para fazer isso.
Renegociação de créditos
Procure por um crédito rotativo, por exemplo, ao invés de pagar juros de cheque especial ou cartão de crédito. Busque esticar prazos com fornecedores ou bancos, com base nas suas previsões. Se conseguir fazer parcelamentos, cuidado para que as parcelas caibam no fluxo de caixa e não ocasionem novos rombos. Só vá negociar depois de cumprir esses passos, ou correrá o risco de ter que pedir mais dinheiro ou prazo em pouco tempo e perder a credibilidade junto ao credor.
Exame, Pensando Grande

Senado aprova texto que regulamenta PEC das Domésticas

O Senado aprovou nesta quarta-feira (6) o projeto que regulamenta direitos dos trabalhadores domésticos (PLS 224/2013).
O texto aprovado pelos senadores retoma o que havia sido aprovado no Senado há cerca de dois anos, com apenas alguns pontos mudados pela Câmara, como a possibilidade de dedução de despesas com empregados domésticos no Imposto de Renda.
O projeto segue para sanção da presidente da República.
— Agora sim nós acabamos de fechar a última senzala brasileira e abolir o ultimo resquício da escravatura — comemorou o presidente do Senado, Renan Calheiros, que previu uma maior formalização de empregados domésticos.
O texto foi elaborado para regulamentar a Emenda Constitucional 72, promulgada em abril de 2013, resultante da PEC das Domésticas.
Aprovado em julho de 2013 pelo Senado, o projeto seguiu para a Câmara dos Deputados, onde só foi aprovado em março de 2015, com muitas mudanças. O projeto voltou ao Senado na forma de um texto alternativo elaborado pela outra Casa Legislativa (SCD 5/2015).
De acordo com o texto aprovado, empregado doméstico é aquele que presta serviços remunerados e sem finalidade lucrativa a pessoa ou família, no âmbito residencial, por mais de dois dias por semana. A jornada regular é de até 8 horas diárias e 44 semanais.
Contribuição
Entre os pontos alterados pela Câmara e rejeitados pelos senadores, está o valor da contribuição do empregador para o INSS.
Um dos argumentos e de que a função da multa é justamente impedir as demissões sem justa causa, e a cobrança parcelada desvirtua esse objetivo.
— Ao estabelecermos duas categorias, uma categoria que pode parcelar o FGTS e todas as outras categorias de trabalhadores que tem que pagar os 8% de FGTS, ora, para os empregados domésticos vai ter uma flexibilidade, uma possibilidade maior para demissão — argumentou Randolfe.
Além disso, a multa volta para o empregador em caso de demissão com justa causa, o que poderia, segundo críticos da mudança, levar a uma briga pelo dinheiro.
Ana Amélia (PP-RS), relatora do texto pelas CAS e CCJ (comissões de Assuntos Sociais e de Constituição, Justiça e Cidadania) e Romero Jucá (PMDB-RR), que foi relator do texto na comissão mista de Consolidação das Leis, defenderam a multa parcelada.
Para eles, é como uma poupança para que o empregador possa arcar com a multa, já que as famílias não têm a mesma estrutura e os mesmos recursos das empresas.
— É dinheiro do bolso do empregador. É dinheiro dele que vai ser pago para formar uma poupança ou fundo, o nome que queiram dar, para que na hora de uma demissão ele receba, ele tenha atenuado, diluído aquele pagamento da multa dos 40% sobre o FGTS — disse Ana Amélia.
A mudança, aprovada pelo Plenário, recebeu elogios de parlamentares como Ronaldo Caiado (DEM-GO) e José Agripino (DEM-RN). Agripino elogiou a sintonia entre Jucá e Ana Amélia, que levou ao texto final.
A senador Lúcia Vânia (PSDB-GO) defendeu a sensibilidade da relatora com relação ao texto.
Previdência-O valor da contribuição do empregador ao INSS era um ponto polêmico porque o governo estima uma perda de R$ 700 milhões ao ano com a redução.
O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), se mostrou preocupado com esse ponto do texto. Segundo Jucá, no entanto, o cálculo está errado porque há uma expectativa de maior formalização, o que aumentaria o valor arrecadado pelo governo.
— Vão me dizer: não, mas aí o Governo está perdendo receita, o Governo está abrindo mão de R$ 700 milhões. Desculpem-me, mas é conversa. Hoje, 1,5 milhão de trabalhadores domésticos pagam INSS e, com essa regulamentação, oito milhões de trabalhadores domésticos pagarão INSS. Vai aumentar a arrecadação do Governo — calculou Jucá.
Além disso, o senador argumentou que vários trabalhadores domésticos informais acabam, na velhice, recebendo benefícios do governo por meio da Lei Orgânica de Assistência Social por não terem trabalhado com carteira assinada. Com a mudança, passariam a contribuir para receber uma aposentadoria digna no futuro.
Dedução do IR
Também incluída no texto pela Câmara, a dedução das despesas com a contribuição previdenciária relativa ao empregado doméstico no Imposto de Renda do empregador foi mantida pelo Senado. Para Ana Amélia (PP-RS) o texto precisa compensar os empregadores para evitar o aumento da informalidade e do desemprego.
— Não se pode onerar demasiadamente os encargos sociais e previdenciários a cargo do patrão, sob pena de o labor doméstico se tornar inviável — argumentou.
Todas as contribuições relativas ao empregado doméstico serão pagas em um único boleto bancário, por meio do regime unificado de pagamento de tributos, contribuições e demais encargos do empregador doméstico (Simples Doméstico).
O documento poderá ser retirado pela internet. O Ministério do Trabalho publicará portaria sistematizando o pagamento.
Jornada-O Senado também rejeitou mudança da Câmara relativa à compensação de horas. O texto aprovado pelo Senado em 2013 previa que as horas deveriam ser compensadas em um ano, proposta defendida por Romero Jucá.
Na Câmara, o limite foi reduzido para três meses, mudança defendida por Ana Amélia.
De acordo com o texto aprovado nesta quarta-feira, o trabalho que exceder a 44 horas semanais será compensado com horas extras ou folgas, mas as 40 primeiras horas extras terão que ser remuneradas.
As horas-extras excedentes deverão ser compensadas no prazo máximo de um ano.
Os senadores acataram mudança feita pela Câmara para permitir a cobrança do imposto sindical de empregados e empregadores.
O texto inicial do Senado previa a isenção dessa contribuição. Segundo Jucá, na prática, isso não se aplicará aos empregadores domésticos porque eles não são uma categoria econômica.
Benedita, que compareceu ao Senado para acompanhar a votação, foi citada por Gleisi Hoffmann (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC), Fátima Bezerra (PT-RN), Vanessa Grazziotin, Lúcia Vânia, Randolfe Rodrigues e Lindbergh Farias, entre outros.
Agência Senado

Atenção para as Despesas Financeiras em Balanço

A elaboração das Demonstrações Financeiras exige atenção para que todos os valores incorridos sejam devidamente registrados, inclusive os correspondentes às despesas financeiras.
O Balanço é imprescindível no processo de prestação de contas dos administradores e apresentação de informação para terceiros. Serve, por conseguinte, como base para a distribuição de lucros (dividendos), participação de colaboradores no resultado (PLR), análise de endividamento, liquidez, riscos, entre tantas outras aplicações práticas.
No tocante ao aspecto tributário, qualquer despesa ou custo já incorrido deve ser reconhecido contabilmente segundo o regime de competência, de forma que as demonstrações contábeis apresentem o resultado (lucro/prejuízo) adequado e atualizado.
Exemplo: determinado empréstimo, contraído pela empresa em 01.12.2014, tem seu vencimento fixado em 30.01.2015. A taxa de juros é pré-fixada, correspondendo a 2,5% ao mês. Em 31.12.2014, por ocasião do balanço, deve-se calcular 2,5% sobre o saldo devedor do empréstimo (correspondente a 30 dias de encargos), debitando-se a conta de despesa financeira (juros) no resultado e creditando-se a conta do passivo (empréstimos), mesmo que os juros só venham a ser pagos no vencimento do empréstimo (30.01.2015).
É uma questão elementar, mas nem sempre observada, pois eventual omissão no reconhecimento de encargos financeiros devidos geraria um lucro maior, nessa competência, que eventualmente seria distribuído aos sócios, descapitalizando indevidamente a empresa em relação a essa parcela.
O Pronunciamento CPC 25 dispõe os principais critérios de reconhecimento e bases de mensuração apropriadas, servindo como orientação para os contabilistas e gestores envolvidos com a temática.
Assim, devem os contabilistas e demais profissionais envolvidos com a preparação das demonstrações contábeis certificarem-se que todas as despesas financeiras (juros, encargos, correção monetária, variação cambial) foram apropriadas ao resultado. No caso de existência de lucro real, a falta da contabilização de tais despesas poderá gerar um pagamento a maior (indevido) de IRPJ e CSLL.
Guia tributário

Dicas para facilitar na hora de declarar o IR 2015

Todos os anos, cerca de 30% dos declarantes caem na temida malha fina da Receita Federal por erros no preenchimento do formulário das despesas dedutíveis admitidas e muitos dos casos são por erros na digitação dos valores.
Para 2015, apesar de a Receita Federal ainda não ter definido oficialmente o prazo limite para entrega da declaração, este provavelmente deverá ser estabelecido para o dia 30 de abril, e estima-se uma recepção de aproximadamente 28 milhões de contribuintes declarantes.
Veja abaixo algumas dicas que vão facilitar sua vida na hora de acertar as contas com o Leão:
Não deixe para última hora-De acordo com o especialista Francisco Arrighi, diretor da consultoria tributária Fradema, deixar para última hora a análise das despesas que serão inclusas na declaração não é a melhor opção, aumentando consideravelmente os riscos de erros e a consequente inclusão na lista de verificação das inconsistências (malha fina) apuradas. “É sempre melhor, além de mais prudente, preencher a declaração com antecedência, e sempre que possível com a assessoria de um profissional especializado que orientará o contribuinte de forma correta sobre o preenchimento do documento”, afirma o especialista.
Antecipe despesas-Ainda segundo Arrighi, o contribuinte tem a chance, até 31 de dezembro, para reduzir a mordida do Leão. É possível tanto aumentar o valor da restituição em 2015 como reduzir o valor do Imposto de Renda a pagar, por exemplo, antecipando as despesas consideradas dedutíveis que estão programadas para o início de 2015, como gastos com profissionais da saúde (médicos, dentistas etc), antecipando eventuais cirurgias ou tratamentos odontológicos, ou ainda antecipar aquele check-up que inicialmente estava programado 2014.
Outra alternativa seria o contribuinte realizar até o dia 31 de dezembro um aporte em plano privado complementar, do tipo Gerador de Benefício Livre (PGBL), cuja legislação permite lançar como dedução o limite de até 12% da renda tributável.
Faça doações-Por fim, Arrighi destaca também a permissão legal de se fazer doações para Fundos dos Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional dos Direitos das Crianças e dos adolescentes, desde que estejam os declarantes munidos de documentos comprobatórios das doações, emitidos pelas entidades beneficentes e cujo valor não exceda o limite de 6% sobre o imposto devido.
Administradores

Despesas de fim de ano exigem planejamento das empresas

Embora gere esperanças pelo aquecimento do consumo, o período de fim de ano traz, também, dores de cabeça para as empresas. O pagamento do 13º salário de funcionários, impostos e os dias parados são dificuldades para as companhias, principalmente àquelas que não se planejaram adequadamente para o aumento das despesas. Para quem não se programou, porém, o cuidado tem de ser redobrado para não cair em armadilhas de financiamento, que, além de comprometerem receitas futuras, não atacam a raiz dos problemas, segundo especialistas.
“Sem planejamento, vai acontecer de novo no ano que vem. É bom que se comece já, se não der tempo para esse ano, que pelo menos dê para o próximo”, argumenta o CEO da Expense Reduction Analysts (ERA), consultoria voltada à redução de custos, Fernando Macedo. As empresas que não se programaram, porém, não podem fugir das despesas. “Não existe como não pagar o 13º, por exemplo. E apelar para bancos para isso é péssimo, pois o custo do dinheiro agora é muito pior para transações a curtíssimo prazo”, continua o consultor.
Até por isso, possíveis soluções, particulares a cada companhia, incluem medidas que evitem a tomada de crédito. Combinar com fornecedores a postergação dos pagamentos ou negociar o adiantamento das receitas de clientes, por exemplo, podem ser opções para os empresários pegos desprevenidos.
O que pode ser um problema, porém, tem, também, o potencial para se transformar em um ganho para as empresas, caso aproveitem o momento para readequarem suas estratégias. O ideal, segundo o consultor João Carlos Natal, do Sebrae-SP, seria conseguir reservar 1/12 da quantia necessária para o pagamento do 13º e de férias todos os meses, inclusive como forma de investir essa parcela em aplicações e utilizar os seus rendimentos caso as expectativas de faturamento da empresa não se confirmem.
“Quem se programa tem o dinheiro guardado, então quando chega o fim do ano está tranquilo, independentemente de a empresa ter vendido mais ou menos, mesmo em um ano ruim”, comenta Natal, destacando que a falta de planejamento e de gestão são duas das principais causas de falências de empresas.
Normalmente, é nessa época do ano, também, que muitos contratos de fornecimento se encerram, dando oportunidade às empresas de reavaliarem seus compromissos antes de renová-los. Em um ano de pouco crescimento e sem previsão de grande retomada até 2016, é hora para as empresas justamente procurarem melhores preços de fornecedores, pressionando os atuais a renegociarem suas parcerias ou buscando novas opções no Brasil ou no exterior, caso necessário, de acordo com o consultor da Parcon, Pedro Parreira.
“O empresário brasileiro ainda é muito ligado à economia de antigamente, quando a empresa fazia os cálculos e determinava o preço dos seus produtos. Hoje, quem fixa o preço é o mercado, e as empresas precisam se preparar para isso”, justifica ele. Outras frentes de atuação envolveriam reorganizar as metas de vendas, com premiações claras aos vendedores, e até mesmo rever opções tributárias, quando possível, para dar maior flexibilidade à empresa na hora de definir o valor de venda de seus produtos.
Redução de custo e capital de giro devem ser valorizados
Grande parte da necessidade de planejamento das empresas durante o ano é conseguir chegar no período de maiores custos com uma boa quantidade de capital de giro, argumentam os consultores. Tendo dinheiro em caixa, é possível antecipar pagamentos com descontos, e negociar a compra de estoque à vista, também com preços melhores, amenizando o impacto das despesas sazonais.
Uma das formas de atingir esse objetivo é inverter a ordem comum aos diagnósticos realizados nas empresas: em vez de se preocupar apenas com o que entra, ou seja, as receitas, passar a atacar também a outra ponta, os custos. Quando a boa fase da economia puxa os negócios, gastos com limpeza, tecnologia da informação, entre outros, podem passar despercebidos, mas quando a situação é desfavorável, podem ser os fiéis da balança, segundo o CEO da ERA, Fernando Macedo.
“Se conseguir revisar algum determinado gasto, você alcança economia de 20% a 30% daquele item”, justifica o consultor. “Não é, porém, deixar de ter aquele gasto, mas que o gasto seja equalizado às suas reais necessidades. Tem que olhar mais qualitativamente, mas você não pode ficar sem limpar a empresa, por exemplo”, diz. Quais os itens e qual o tamanho da redução, porém, dependem do segmento e da organização da empresa, que modificam o escopo de quais são os itens periféricos que ajudam a encarecer o produto final.
Jornal do Comércio

Lucro Real – Momento para Reconhecimento das Multas de Mora Tributárias

Alguns contribuintes ainda possuem dúvidas sobre qual o momento para se reconhecer as despesas com multas de mora, na apuração do Lucro Real, para fins de cálculo do imposto de renda e contribuição social.

Através da Solução de Divergência Cosit 6/2012, a Receita Federal solucionou as divergências existentes, esclarecendo que as multas moratórias, por recolhimento espontâneo de tributo fora do prazo, são dedutíveis como despesa operacional, na determinação do Lucro Real e da Base de Cálculo da Contribuição Social, no período em que forem incorridas, de acordo com o regime de competência, todavia o disposto não se aplica aos tributos cuja exigibilidade esteja suspensa, à exceção do parcelamento e da moratória.

Blog Guia Tributário