Custos

Confira oito orientações para quem deseja abrir um negócio

Quem pensa em abrir um negócio tem uma decisão de grande responsabilidade em suas mãos. É indispensável passar por uma série de processos que exigem muita atenção, principalmente no que diz respeito aos detalhes mais técnicos.
Alguns pontos, como a elaboração do contrato social, a escolha do tipo de tributação da empresa, a escolha do imóvel, obtenção de alvará, surgem com destaque entre as principais necessidades. Confira estes e outros tópicos essenciais para quem deseja abrir seu próprio negócio , de acordo com o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos:
1) Planejamento
Um dos grandes problemas encontrados na maioria das empresas é que a abertura delas acontece de forma impulsivsa, o que acaba acarretando na falta de um plano de negócio estabelecido, público alvo e estrutura necessária. Dessa forma, antes de qualquer coisa, é necessário parar para pensar, ver o que se pretende e como de que forma este objetivo será atingido.
Em diversas ocasiões, após essa primeira análise, percebe-se a necessidade de uma capacitação. Atualmente, é possível que o empreendedor encontre formas de melhorar suas habilidades de maneira muito simples, pois existe uma grande quantidade de cursos para empreendedores, muito desses gratuitos. Também é essencial pesquisar como está o mercado em que pretende atuar, para ver em qual nicho de público se encaixará.
2) Cálculo de custos para começar a funcionar
Para colocar uma empresa para funcionar, é necessário ter em mente que haverá custos que vão além dos que já se conhece no dia a dia de uma empresa com infraestrutura e pessoal. Dentre esses os principais são as taxas da junta comercial e da emissão do alvará, dentre outras que variam de acordo com a localidade e o ramo de atuação.
Algumas empresas disponibilizam profissionais especializados na solução de burocracias. A Confirp, por exemplo, possui uma área que apenas voltada exclusivamente para isso, com a intenção de evitar ao cliente qualquer ‘dor de cabeça’ relacionada ao tema.
3) Elaboração do contrato social
Outro dos pontos primordiais que todo empreendedor deve pensar com cuidado ao iniciar o processo de abertura de sua empresa é a elaboração de um contrato social. Este documento vai esclarecer todos as questões práticas relacionadas ao funcionamento da companhia.
Entre os tópicos que devem receber atenção dentro do contrato social estão o nome da empresa, o endereço, as atividades, o capital social – que diz respeito aos valores ou bens investidos –, a relação entre os sócios e como é feita a divisão dos lucros.
É importante deixar claro que, caso haja qualquer alteração no contrato, é necessário que sejam refeitas pelos empreendedores as inscrições federal, estadual e municipal, bem como as as licenças da empresa. Para que possam ser feitas alterações, no caso das sociedades limitadas, é preciso que, no mínimo, 75% do capital esteja de acordo. Normalmente, o registro de um contrato social pode ser agilizado procurando o sindicato da categoria da empresa, sendo que o mesmo pode possuir um posto avançado da junta comercial. Com isso, é possível que esse processo seja finalizado em até 24 horas.
4) Opção pelo regime tributário que a empresa seguirá
Atualmente, existem basicamente três regimes de tributação. São eles, o Simples, o Presumido e o Real. A opção pelo tipo de tributação que a empresa vai utilizar deve ser feita até o início do ano posterior à inauguração, mas as análises devem ser realizadas com antecedência para que se tenha certeza da opção, reduzindo as chances de erros.
Para evitar problemas, é preciso que cada caso seja analisado de forma individual, evidenciando que não existe um modelo exato para a realização de um planejamento. Apesar de muitos pensarem que melhor tipo de tributação é o Simples, há casos em que esse tipo de tributação não é o mais interessante, mesmo que a companhia se enquadre em todas as especificações.
5) Definição da estrutura física
O empreendedor precisa, além de definir o local em que será desenvolvido o empreendimento, adquirir toda a estrutura para o funcionamento da empresa, o que vai depender de cada ramo de atuação, podendo ir desde maquinário até material de escritório.
Em relação ao ponto físico do negócio, é importante que observar também se esse se adéqua ao público que pretende atingir e, principalmente, diretrizes estabelecidas pelo município referente ao local. Hoje uma ótima opção são espaços de escritórios compartilhados, que reduzem em muito os custos.
6) Obtenção de registros e licenças
Atualmente, a burocracia no Brasil para empresas é tão grande que boa parte delas não possuem todos os registros e licenças necessários para o funcionamento, o que pode configurar um risco jurídicos para elas. Entre os registros necessários estão o habite-se do imóvel, que é a autorização da prefeitura para que ele possa ser habitado, e as regras de ocupação de solo, alvará de funcionamento, pagamento de taxas de funcionamento, dentre outras licenças necessárias dependendo da atividade da empresa. Confira todos os documentos necessários e em quais órgão buscar:
Junta Comercial: registros dos atos sociais (contrato social, atas de reuniões, deliberações etc.);
Receita Federal: para obtenção de registro do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica);
Prefeitura: para obtenção do Alvará de Funcionamento e nota fiscal, caso a empresa seja contribuinte do ISS (Imposto Sobre Serviços);
Secretaria Estadual da Fazenda: obtenção de inscrição Estadual.
7) Contratação de uma contabilidade
Toda empresa precisa de uma contabilidade para funcionar, pois ela será responsável por estar gerando as informações imprescindíveis para a empresa esteja em dia com os órgãos públicos. Além disso, também são responsáveis pelo cálculo de impostos e tributos que a empresa deverá pagar, bem como análise da situação contábil da empresa e geração de informações imprescindíveis para a gestão empresarial.
8) Processo de contratação de profissionais
Um dos passos iniciais é identificar se o seu negócio terá necessidade de outros funcionários. Caso exista essa exigência, será preciso abrir processos seletivos para contratação, atualmente um dos pontos mais problemáticos para as empresas devido a uma crescente falta de mão de obra que pela qual passa o País. Depois da contratação, será necessário elaborar o contrato de trabalho, definir salários, benefícios, ver qual o melhor regime de trabalho e regularizar o mesmo junto ao INSS.
CONTADORES

Unificação de PIS e Cofins pode aumentar carga tributária sobre serviços

Com mais de 20 milhões de pessoas empregadas, o setor de serviços começa o ano de 2017 em clima de apreensão. Depois de uma queda de 3,6% no volume em 2015, e de um novo encolhimento em 2016 (recuo de 5% até outubro), empresários e entidades do setor temem que o governo ressuscite o projeto de unificação do PIS (Programa Integração Social) e do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que havia sido encampado pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy como um primeiro passo da reforma tributária no país. Se aprovada, segundo o setor, a proposta poderá levar ao fechamento de cerca de dois milhões de vagas de trabalho, além de elevar a carga tributária em mais de 104% para empresas de áreas como construção, turismo, educação, transporte, telecomunicações e saúde particular, entre outros.
— Num momento de desemprego alto, essa unificação vai significar um aumento de impostos para o setor de serviços, retardando a retomada do mercado de trabalho — alerta Francisco Balestrin, presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).
Sob o argumento de simplificar o complexo sistema tributário do país, a proposta de unificar o PIS e o Cofins em um único tributo surgiu em 2013, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. Com o governo sem apoio no Congresso, a ideia não andou. Mas, em dezembro, o tema voltou a ser discutido em audiência na Câmara dos Deputados.
R$ 50 BILHÕES A MAIS
Se a unificação for aprovada, o PIS/Cofins combinado resultaria numa alíquota única de 9,25%. Estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que a medida afetaria 1,5 milhão de empresas, que passariam a pagar R$ 50 bilhões a mais por esses tributos. Ou seja, de cada dez postos de trabalho, dois podem ser eliminados, calcula o IBPT, porque as empresas não teriam como repassar essa alta de custos aos preços dos serviços num ambiente recessivo como o atual.
O presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, explica que, atualmente, a tributação ocorre sob dois regimes: o não cumulativo (para as empresas que são tributadas com base no lucro real) e o cumulativo (para as companhias tributadas pelo lucro presumido). As empresas tributadas no sistema não cumulativo pagam 9,25% (1,65% de PIS e 7,6% de Cofins), mas abatem desse percentual o imposto pago por insumos na cadeia de produção, por meio da geração de créditos tributários.
Já as companhias que estão no sistema cumulativo pagam hoje o PIS/Cofins com alíquota de 3,65% (0,65% de PIS e 3% de Cofins). Essa categoria, segundo os empresários, seria a mais prejudicada já que não tem como gerar créditos tributários para compensar o imposto maior, pois trabalha com mão de obra intensiva.
— Nosso maior insumo é a mão de obra. Essa unificação será devastadora para um setor que cria muitos empregos, além de tirar nossa competitividade — diz o empresário Marco Stefanini, diretor executivo da empresa de tecnologia da informação Stefanini, que emprega 21 mil funcionários, sendo 12 mil no Brasil.
— Com a unificação, todo mundo vai ter que gastar mais com tributos e terá a lucratividade reduzida — afirma Olenike.
Balestrin, da Anahp, lembra que, nos hospitais privados, a mão de obra representa 45% das despesas, e o segmento já parou de contratar. Também não existe muita margem de compensação com créditos tributários nessa área.
— Estamos fazendo uma mobilização nacional contra esse projeto — ressalta Balestrin.
MUDANÇA GRADUAL
O Ministério da Fazenda não se pronunciou sobre o projeto de unificação do PIS/Cofins, hoje parado no Congresso. Uma fonte do governo lembra que um estudo feito pela Fazenda, no ano passado, previa que a unificação dos tributos ocorreria gradualmente, com um período de transição, pois havia preocupação com empresas com mão de obra intensiva. Mas, na Receita Federal, diz essa fonte, não se trabalhava com essa possibilidade de diferenciação de alíquotas, pois isso teria impacto negativo na arrecadação.
Jornal O Globo

Corte de custos: 7 dicas do especialista

Crise. Quem empreende -ou vive no meio de empreendedores- sabe que há meses não se fala em outra coisa. É lamento de um lado, raiva do outro, medo e muita desconfiança. Diante de um cenário de tanta instabilidade lá fora, uma coisa é certa – olhar para dentro do seu negócio é a melhor saída.
É o que Fernando Massi, sócio da rede de franquias Ortodontic Center, tem feito. Após o grande crescimento da rede nos anos de ouro das classes C e D, a volta a um cenário pouco favorável fez o empresário rever os custos da empresa.
Encontrou sobras em toda a parte -da folha de pagamentos à conta de energia elétrica. “Cada unidade foi relaxando com os custos, mas se você multiplica isso por 200, no fim a despesa é grande”.
Trocaram o telefone pela mensagem de texto para a confirmação de consulta, adicionaram todo tipo de sensores para desligamento automático de aparelhos sem uso e o resultado foi marcante: cerca de R$ 3 mil de economia por mês em cada uma das unidades.
“Olhamos todos os processos um por um, vimos tudo que era possível automatizar e fomos em frente”, resume Massi.
Há empresas e profissionais especialistas em passar a tesoura nas despesas das suas empresa. Veja quais são as dicas de Fernando Macedo, da Expense Reduction Analysts, para cortar os custos certos.
Eleja um responsável
Antes de mais nada, escolha quem vai ser o responsável pelo monitoramento dos custos dentro da empresa. Essa pessoa não precisa ser um especialista em corte de despesas – até porque esse tipo de profissional é muito valorizado e tem uma remuneração média bastante alta.
“Esse funcionário tem de ser orientado para observar as despesas do negócio, ficar de olho quando os gastos estão aumentando e procurar formas de interromper esse aumento no orçamento”, diz Macedo.
Mude a cultura da empresa
Na maior parte das empresas, o maior foco da equipe administrativa fica na receita, o que, na visão de Macedo, é um erro.
“Se não houver igual atenção na gestão das despesas, tudo o que entrar no caixa vai sair facilmente e a empresa não vai crescer”, afirma o especialista. Por isso, vale a pena investir em aculturar sua empresa para que todos os funcionários busquem trabalhar dentro de um modelo enxuto.
Renegocie com fornecedores
Se a crise está na sua porta, tenha certeza que ela também anda querendo entrar em outras empresas. Por isso, seus fornecedores devem estar mais abertos a renegociação –em tempos difíceis, o cliente é ainda mais valioso.
“Os fornecedores estão olhando com mais atenção para os clientes de menor porte, aproveite isso”, recomenda Macedo.
Readeque a estrutura ao tamanho de sua produção
As vendas caíram, os contratos não foram renovados e você continua com a mesma estrutura de produção? Tem algo errado com a sua gestão.
Não adianta ir direto para a folha de pagamento, sem observar atentamente a estrutura de gestão, de produção e de entrega que você criou. “Quando você corta pessoas antes de olhar os outros custos, você abre mão de inteligência e de investimento, enquanto há itens menos relevantes que podem ser dispensados.”
Seja racional
Entre os recursos que podem ser dispensados, nenhum item é intocável – é preciso estar atento aos processos e às rotinas da empresa.
Por exemplo, muitas empresas tem pacotes de serviços contratados de acordo com o cargo do funcionário. Para Macedo, esse é um erro comum.
“Por que um diretor, por exemplo, precisa de um pacote imenso de dados e telefonia se ele permanece a maior parte do dia no escritório?”, questiona. Por outro lado, diminuir o pacote de telefonia de um vendedor, que passa o dia inteiro na rua, não parece ser a decisão mais racional.
Atenção à frota
A mesma racionalidade serve para o frete e para a frota. Em vez de disponibilizar um motorista e um veículo por executivo, é possível seguir o exemplo de muitas empresas estrangeiras, que fazem o transporte dos executivos em vans – não só é uma forma de economia como também estreita o relacionamento entre as lideranças.
Conscientize
A boa e velha campanha de conscientização nunca sai de moda. Não custa nada deixar lembretes espalhados pela empresa para evitar os desperdícios de água, luz e papel.
Por mais óbvio que pareça, às vezes, as pessoas precisam de um empurrãozinho para poupar recursos e colaborar ainda mais para os bons resultados da empresa.
Diário do Comércio

NFC-e reduzirá custos operacionais do varejo

Com lançamento nacional marcado para o dia 18 de novembro, em Porto Alegre (RS), a versão 3.0 da Nota Fiscal eletrônica para o Consumidor Final (NFC-e) poderá diminuir em até 20% as despesas do comércio varejista de todo o país. A afirmação é do especialista em documentos fiscais eletrônicos da Decision IT, Juliano Stedile.

A amortização dos custos operacionais se dará, de acordo com ele, pela ampla possibilidade de se realizar a emissão do documento sem a necessidade de equipamento específico para esta finalidade – o Emissor de Cupom Fiscal (ECF). “A NFC-e trará mais flexibilidade na operação de frente de caixa e reduzirá os custos para o empresário, com a aquisição de novos dispositivos e manutenção dos já existentes, além da dispensa do PAF-ECF, que implica custos de TI”, ressalta.

Paralelamente, a dispensa de equipamento específico para a emissão de documento fiscal permitirá que todos os equipamentos disponíveis na área de vendas dos estabelecimentos varejistas possam ser utilizados para qualquer finalidade. “Não existirão mais as chamadas ‘máquinas do caixa’, pois poderão ser adaptadas para uma variedade de usos”, esclarece Stedile.

Na outra ponta do processo, as autoridades tributárias já estão se beneficiando, pois a versão 3.10 do leiaute da Nota Fiscal eletrônica (NF-e) viabilizou a integração da versão 3.0 da NFC-e com a 2.0 da NF-e. “Assim, o que seriam dois entes distintos, incorrendo em custos, desde o gerenciamento de alterações em sistemas até redundâncias de infraestrutura, foram incorporados em uma forma única, que atende às duas finalidades em um mesmo leiaute”, explica Stedile.

Todo e qualquer varejista poderá solicitar a adesão voluntária à emissão da NFC-e, mas algumas categorias de varejo entrarão em um critério de obrigatoriedade, sujeito a cronograma, determinado pela respectiva Secretaria da Fazenda, o que elevará, mais adiante, a porção arrecadada pelos Estados, em detrimento da queda do índice de sonegação fiscal. Estimativas preliminares feitas pela Secretaria da Fazenda do Estado do Amazonas, por exemplo, apontam para aumento em torno de 20% no volume de tributos recolhidos.

Segundo o especialista em documentos fiscais eletrônicos da Decision IT, de forma geral, futuramente todos os estabelecimentos varejistas acabarão enquadrados na obrigatoriedade na NFC-e, exceto aqueles que estão no regime do Simples Nacional. Os prestadores de serviço, por sua vez, estão (ou estarão) submetidos à obrigatoriedade da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e).

“Além disso, empresários e consumidores se beneficiarão de uma concorrência mais leal entre as empresas, pois com a transmissão on-line da NFC-e às Secretarias da Fazenda, ficarão praticamente inviáveis as operações que não estejam completamente em conformidade com a legislação fiscal e tributária”, argumenta Stedile, reforçando que o resultado final de todas essas mudanças terá um saldo bastante positivo.

Solicitação de fotos e informações: Vera Scaff

REPERKUT Comunicação S/S (11) 4063-7928

Jornalista responsável: Wagner Fonseca MTb 15155

(11) 98444-9825 – São Paulo – SP (12-11-13)

O Autor

Qualidade de vida e custos trabalhistas: há relação?

Como se sabe, com o objetivo de incentivar as empresas a cuidar da saúde de seus funcionários e diminuir o número de acidentes de trabalho – minimizando, assim, os gastos com pagamentos de benefícios, a Previdência Social utiliza o Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Trata-se de uma taxa que interage diretamente no valor que a empresa deve pagar referente à contribuição de Riscos Ambientais de Trabalho (RAT). Ela divide ou multiplica esta contribuição – aumentando ou diminuindo a despesa da empresa. E, sim, é possível trabalhar para diminuir o FAP.

Vamos explicar do começo. Para ajudar a financiar seus gastos com benefícios de trabalhadores afastados, aposentados por invalidez e pensionistas, entre outros, a Previdência atribui a cada Código Nacional de Atividade Econômica (CNAE) um fator de risco de varia de 1% a 3% sobre a Folha de Pagamento, o RAT. Trabalhar em um escritório certamente traz menos riscos do que consertar antenas de transmissão no topo de um prédio – e é este tipo de consideração que é levada em consideração.

A Previdência então criou uma espécie de “bonificação” para as empresas com boas práticas: ela comparou as companhias com mesmo CNAE e atribuiu uma taxa de FAP, que multiplica o RAT de 0,5 a 2. Ou seja, organizações que na comparação se encontram com um menor número de afastados, com afastamentos menos graves, que custam menos à Previdência podem receber um FAP de 0,5, dividindo o valor a ser pago referente ao RAT pela metade. Pelo contrário, companhias com um alto número de funcionários no INSS, podem ter o RAT multiplicado por 2, fazendo com que a contribuição chegue até 6% da Folha. Em uma empresa com alto risco (RAT = 3), de 1000 funcionários, com um salário médio de R$ 2.000 e FAP 2 teria que pagar um RAT mensal de R$ 120 mil, valor que poderia cair para R$30 mil caso fosse avaliada com FAP 0,5.

Mas como diminuir o FAP? A resposta é muito mais simples do que se imagina. Graças a uma eficiente gestão de afastados, algumas empresas brasileiras já conseguiram economizar milhões, que podem, inclusive, ser reinvestidos na própria qualidade de vida dos funcionários – aumentando a produtividade e, consequentemente, maximizando o lucro da companhia.

Existem diferentes abordagens quando o assunto é gestão de afastados, que podem ser tratadas pelas empresas de forma individual ou em conjunto. Primeiro, para os funcionários já afastados, a empresa precisa olhar de perto este profissional, acompanhar seu tratamento, auxiliá-lo a encontrar as melhores formas de recuperar sua saúde e voltar ao trabalho. Outra maneira que traz resultados extremamente positivos é identificar possíveis afastamentos futuros e tratar este funcionário através de campanhas, médico da empresa, programas de saúde e outras ferramentas. Já existem softwares capazes de mapear todos os dados relativos à saúde dos funcionários, de atestados de falta a uso do plano de saúde. Um profissional que foi ao médico e fez uma ressonância no punho pode ser um candidato a afastamento por tendinite e um programa de fisioterapia prévio pode custar muito menos à empresa do que um aumento no RAT. Claro que um único caso não vai influenciar, mas quando se analisam grand es populações através de ferramentas de Business Intelligence e realiza-se um trabalho preventivo, isso com certeza faz diferença.

Aliás, tais ferramentas ajudam também em uma terceira forma de derrubar o FAP. Algumas doenças são intrínsecas a algumas atividades: perda auditiva a locais de trabalho muito ruidosos, por exemplo, é considerada acidente de trabalho, pesando mais na atribuição do FAP. Com o histórico dos pacientes, o advogado e o médico da empresa podem comprovar ao INSS se a doença não foi um acidente de trabalho – e sim algo que ocorreu fora do ambiente profissional, diminuindo, assim, o impacto do FAP.

Em resumo, investir em qualidade de vida com inteligência é a proposta maior e já há um grande número de ferramentas para ver e gerenciar isso claramente, ligando a saúde dos funcionários diretamente às finanças da empresa, beneficiando amplamente pessoas físicas e jurídicas.

* Fabiana Salles é sócia-fundadora da GST (Gesto Saúde & Tecnologia)

–  GST – www.gestosaude.com.br/site/clientes.html

Revista Incorporativa

O gestor financeiro agregando valores não financeiros à organização

Executivos financeiros em todas as organizações se debatem diariamente com as questões que se apresentam na área e ficam imersos em tomadas de decisões que lhes tiram tempo para reflexões e análises da gestão financeira do negócio.

Jeremy Hope reconhecido especialista financeiro autor de livros pela Harvard e criador da metodologia Beyond Budgeting Round Table – BBRT, apresenta uma nova metodologia de desempenho flexível e descentralização radical, o controle é feito através dos indicadores.

É básico analisar os números comparar e transformá-los em indicadores ou em percentuais. Sempre é possível realizar corte em custos, porém somente é possível realizar cortes quando se conhece a sua natureza. O corte de custos na rubrica pessoas e benefícios deve ser o último recurso quando não houver outras alternativas; ao contrário, o gestor financeiro, deve incrementar a capacitação da equipe com as novas técnicas, promover a agilidade na organização, reduzir o desperdício estar a disposição dos demais colegas para auxiliar e apoiar os melhores processos e decisões organizacionais.

Sempre há custos a serem cortados conforme a afirmação do Prof. Falconi “custo é custo não existe custo grande ou pequeno”, para criar a cultura de combate, aos custos, é necessário que todos sejam analisados e reavaliados quanto aos seus benefícios. Normalmente, o corte de custos pode ser realizado nas ações não operacionais de acordo com Porter e sua teoria das vantagens competitivas de: Diferenciação, custos ou foco.

A teoria a BBRT da área financeira foi aplicada a grandes organizações como exemplos: Google, Toyota, Ge e Unilever, que ultrapassam a tradicional média de crescimento médio de 15%, e os princípios propostos são:

þ  Simplificar tudo;

þ  Gerenciar processos, conseqüentemente o orçamento será gerenciado;

þ  Centralizar e padronizar as operações de apoio;

þ  Delegar mais planejamento e controle as equipes;

þ  Reduzir intervenção manual no processamento das transações;

þ  Tornar transparente o sistema de informações, evitar ferramentas e sistemas desnecessários.

A estratégia orçamentária que deve ser continua não dependente do tempo, ou ano fiscal, possuir margens de flexibilidade, revisões da situação e avaliações das tendências de mercado com o novo parâmetro, não somente da própria organização, mas sim o mercado.

Quanto aos princípios do processo de gestão, a concepção contínua e dinâmica proposta pelo modelo, induz a busca pela adaptabilidade do processo decisório, segundo o comportamento do ambiente. Transformando o potencial de desempenho da empresa, quebrando a armadilha do desempenho fixado para o ano seguinte e liberando todo o poder para as pessoas da linha de frente com as ferramentas disponíveis, assim é a visão da metodologia Beyond Budgeting. São necessárias rupturas de muitos paradigmas para a implementação de um modelo totalmente novo.

O gestor financeiro deve avaliar quais as técnicas da metodologia podem ser implantadas em sua organização, observo todas como possíveis: simplificações, melhoria de processos, centralização das atividades de apoio, delegar e descentralizar decisões operacionais e transparência das informações, no entanto não vejo como possível abandonar totalmente a peça orçamentária e sua importância para adoção integral ao novo modelo, uma vez que, o orçamento é um norte organizacional e mesmo por que nos controles de indicadores financeiros, o orçamento, é parte integrante e o controle orçamentário é uma ferramenta de gestão, que propicia a correção e os ajustes necessários.

Algumas de suas orientações da metodologia BBRT como flexibilidades orçamentárias, a continuidade orçamentária no tempo e outras sugestões de descentralização devem ser incorporadas aos processos de gestão financeira organizacional para ganhar em agilidade com atenção total ao fluxo de caixa, receitas e as despesas, e a comparação com a concorrência.

Neste contexto, destacamos que a metodologia BBRT carece de comprovação empírica quanto a sua eficácia em outras empresas e realidades econômicas distintas, e que o gestor financeiro tem entre suas atividades estar atualizado e sintonizado com as modernas técnicas de gestão e sincronizar a gestão do fluxo de caixa com as demais áreas da empresa, principalmente as operacionais, não estando focado somente nos números e questões financeiras, mas tendo uma visão mais abrangente de processos, pessoas e tecnologias da sua organização.

Concluindo a análise e adoção das medidas sugeridas, por parte da gestão financeira, deve ser avaliado criteriosamente como um conjunto de princípios sobre o modelo de gestão, e não adotadas integralmente ou de forma açodada, como metodologia alavancadora de resultados positivos.

Administradores

Procedimentos de gestão podem ser úteis em outros setores da empresa

Cada vez mais os contact centers têm confiado no software de Gestão de Força de Trabalho (WFM) para prestarem um serviço com mais eficiência operacional e reduzirem custos. Por isso, as empresas precisam saber o número adequado de pessoas qualificadas para atenderem essas ligações no menor tempo possível, além da carga de trabalho dos colaboradores para realização de um atendimento eficaz.

Esse cenário crítico levou ao desenvolvimento de software WFM e, ao longo do tempo, os contact centers têm utilizado a solução para ajudar no aperfeiçoamento dos processos. Mas, os contact centers não são a única área das organizações que podem se beneficiar da ferramenta. A aplicação de procedimentos de gestão podem ser úteis em outros setores da organização, a fim de agilizar o trabalho e a eficiência das operações, criando um ciclo de melhoria contínua, melhor prestação de serviço e redução de custos.

1- Desafie sua abordagem padrão

Os gestores devem estar atentos a alguns pontos fundamentais em todas as linhas de negócios e departamentos. É essencial saber o número adequado de pessoas disponíveis para realizarem um atendimento de qualidade. Saber, por exemplo: Qual o volume de trabalho a ser realizado? Quantas horas de trabalho são necessárias para finalizar trabalhos previstos em contrato? Qual o horário de trabalho adequado para cada funcionário e se isso está sendo seguido? Como os clientes se sentem em relação ao trabalho oferecido? Etc.

2- Aplique o WFM fora do call center

As soluções de WFM podem ser utilizadas em diversas áreas das empresas. Há somente com uma ressalva, é preciso adaptá-las para que possam refletir as exigências de cada ambiente, porque são intrinsecamente diferentes.

3- Atinja todos os pontos de atendimento ao cliente com a WFM

A solução WFM é baseada na suposição de que as organizações atendem seus clientes por mais de um meio de interação. Cada vez mais, os clientes interagem por chats, que normalmente estão ligados aos contact centers. Implementar o WFM na empresa envolve a criação de vínculos que se estendem por todos os pontos de contato com o cliente.

4- Beneficie-se da ferramenta WFM

Empresas de WFM podem mostrar quanto trabalho tem para fazer e, também, auxiliar as organizações a consolidarem o seu planejamento e infraestrutura de gestão. Utilizando o WFM as empresas podem:

• Obter dados de alta qualidade sobre os funcionários e todo o trabalho que está sendo realizado na empresa;

• Entregar o modelo da cadeia de serviços a cada cliente, incluindo as operações de back-office, varejo e filiais e do contact center;

• Criar um banco de dados abrangente com informações dos funcionários, como habilidades e preferências de trabalho;

• Monitorar e analisar as atividades e processos que ocorrem em áreas de trabalho dos colaboradores;

• Automatizar as tarefas administrativas de rotina;

• Fornecer um feedback aos funcionário sobre seus desempenhos e objetivos, com base em métricas de suas atividades

Em última análise, a ferramenta WFM pode ajudar as organizações a reduzirem o custo das operações de TI, com menor tempo de resposta a seus clientes. Além disso, as companhias podem, ainda, aproveitar a ferramenta para profissionalizarem seus atendimentos, padronizarem processos e aumentarem sua produtividade em todas as áreas de suas operações.

Revista Incorporativa