Crise

Como a crise pode te ensinar a ser um empreendedor de sucesso?

A crise financeira deixou milhares de pessoas desempregadas e empreendedores frustrados e até falidos. Por conta deste cenário, foi imprescindível realizar mudanças no mundo corporativo, começando pelo foco nas competências pessoais e profissionais, como autogerenciamento e ações mais assertivas.
O autogerenciamento é a capacidade de observar, analisar, planejar e modificar seus próprios comportamentos. Em tempos de crise, o melhor gestor é o próprio indivíduo. Ele é a pessoa que melhor pode se conhecer e, consequentemente, priorizar escolhas, tomar decisões construtivas em sua vida profissional e pessoal, fazer mudanças de rumo e, assim, identificar oportunidades que o momento atual pode proporcionar.
Nesta época de otimização de custos, ter ações focadas é essencial, pois não há recursos para desperdiçar. Por isso, antes de executar qualquer tarefa, faça um planejamento e defina o que é prioritário.
Outra competência exigida em tempos de crise é a resiliência, que é a capacidade de lidar com dificuldades e mudanças. Uma demissão na família, aumento de exigências por parte do contratante, custo de vida elevado, corte de supérfluos… Tudo isso exige das pessoas a necessidade de adaptação à uma nova realidade.
Para quem quiser ou precisar desenvolver estas competências que ajudarão a lidar com as transformações no lado pessoal e profissional, basta se atentar às seguintes dicas:
– Observe o que faz. Identifique quais são os principais fatores que influenciam suas escolhas (fatores ambientais, sociais, hábitos, sentimentos, entre outros).
– Avalie se suas decisões são baseadas no que você quer e no que é importante para você, ou se servem apenas para evitar determinados obstáculos e desafios.
– Identifique seus valores e trace objetivos alinhados a eles. Aja com foco nesses objetivos e evite o supérfluo.
– Quando enfrentar situações de mudança, procure as oportunidades que elas podem proporcionar. Aceite-as e reveja seus planejamentos, considerando o que é realmente prioridade em sua vida.
Se você for capaz de se auto gerenciar, sempre com foco e resiliência, é provável que consiga alcançar sucesso, com ou sem crise. Afinal, você terá sua energia canalizada naquilo que importa e que te levará à realização de seus objetivos!
Administradores

Alterações trabalhistas permitem flexibilidade entre empresários e colaboradores

Os processos envolvendo as ações trabalhistas estão em alta no Brasil, principalmente por causa do aumento do número de demissões ocorridas por conta da crise econômica que o país enfrenta. Diante de números recordes na história, estas mesmas ações sofreram alterações decretadas pelo governo no fim do ano passado. Conversamos com a especialista e advogada da Giugliani Advogados, Beatriz Dainese, sobre o que mudará neste cenário e como proceder diante das novas mudanças. Confira:
Diante da nova reforma trabalhista, o que isso muda de fato na relação entre empresas e colaboradores? Quais são as vantagens para os empresários com a nova lei trabalhista?
A proposta de reforma trabalhista deve ser encaminhada ao Congresso como projeto de lei em caráter de urgência e traz inúmeras alterações na legislação trabalhista, que vigora há mais de 40 anos. Desta forma, a mesma vem para poder se adaptar às novas realidades de mercado, bem como expectativas tanto dos empresários como dos trabalhadores. Inúmeras são as propostas de mudança, tais como:
1) Trabalhadores temporários poderão ter um contrato com prazo de até 120 dias, podendo ser contratados direto pelas empresas ou por meio de terceirizadas.
2) Os acordos coletivos de trabalho definidos entre as empresas e os representantes dos trabalhadores poderão se sobrepor às leis trabalhistas definidas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em pontos específicos, que dizem respeito a jornada de trabalho e salário.
3) A jornada de trabalho poderá ser majorada, mas também há previsão de jornada de trabalho parcial com redução proporcional do salário.
Todas as alterações contidas na proposta visam trazer para a legislação trabalhista o que, tanto os empresários como até mesmos os trabalhadores já sentiam necessidade: poder negociar as cláusulas e previsões do contrato de trabalho de forma mais adequada, para que ambas as partes se submetam ao que de fato podem cumprir. A flexibilização trazida com a previsão de que os acordos coletivos poderão deliberar sobre jornada e salário refletem a situação econômica que o País tem vivido nos últimos dois anos e que, ao que tudo indica, ainda perdurará por mais tempo.
Adequar o que a empresa consegue pagar, com a pretensão do trabalhador que também não quer perder o seu emprego, é uma forma de trazer benefícios para os dois lados, tanto para trabalhadores quanto para os empregadores. Dá mais proteção, dá mais possibilidade das pessoas se entenderem e se ajustarem naquilo que são seus desejos.
Qual é a melhor forma do empresário se preparar para as mudanças das leis trabalhistas?
Para que o empresário possa se preparar às mudanças, ele deve contar com uma assessoria jurídica que possa verificar quais são as situações que poderão ser abarcadas pela nova proposta. Desta forma, ele já poderá analisar caso a caso, dentro da sua empresa, para que, no momento de aprovação da proposta, possa – de maneira mais célere e menos onerosa – se adaptar em termos legais bem como perante as tratativas a serem realizadas com seus trabalhadores. Com isso, nenhuma das partes sairá prejudicada, até mesmo porque o intuito é que as novas regras, mais do que flexibilizar a relação de trabalho, tragam melhorias, tanto para o empregado quanto para o empregador.
De acordo com o propósito da reforma, a negociação entre empresários e colaboradores passa a ser livre, acima da legislação. Isso preocupa os funcionários; porém, como devem agir os empresários diante da medida?
Muitos têm dito que a proposta de reforma é um pacote de coisas, e no meio delas ele está dando mais poder às convenções coletivas, que nem sempre estarão do lado do trabalhador. Ocorre que essa visão pode ser equivocada e até mesmo precipitada, pois é necessário realizar uma análise conjunta de tudo o que está sendo proposto, junto da necessidade de adequação da legislação trabalhista que se mantém a mesma há anos, o que faz com que ela não reflita mais a realidade das empresas, tanto em relação ao mercado quanto em relação à pretensão dos próprios trabalhadores.
A negociação por meio de acordo coletivo é absolutamente segura, pois tanto representantes da empresa quanto representantes dos trabalhadores se reúnem para chegar a um denominador comum. Nenhuma das partes sairá prejudicada; até mesmo porque, se o sindicado representativo dos trabalhadores verificar que algum direito está sendo restringido, o acordo não será assinado e, desta forma, continuará valendo as previsões legais já aplicáveis. Com esta previsão em lei, o empresário terá a segurança jurídica de que o que for firmado por meio de acordo coletivo lhe trará respaldo em caso de uma reclamação futura realizada por algum trabalhador.
As obrigações referentes a taxas e direitos trabalhistas permanecem da mesma forma?
Sim. Embora a proposta traga a possibilidade de negociar, via acordo coletivo, salário e jornada, uma das preocupações da proposta foi de manter todos os direitos trabalhistas assegurados, e sem nenhuma redução. Essa é a razão pela qual não será possível dispor sobre FGTS, férias, décimo terceiro, normas de saúde, segurança e higiene do trabalho.
Revista Dedução

Saiba como reconhecer um negócio afundando e o que fazer para evitar falência

De acordo com informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), seis em cada dez empresas abertas no Brasil são fechadas antes dos cinco anos de funcionamento.
Segundo Artur Lopes, advogado e consultor de empresas da Artur Lopes & Associados, identificar que sua empresa está passando por um momento de crise é o primeiro passo para tentar solucionar os problemas e evitar uma eventual falência do negócio. “Uma vez que o empresário entende que sua empresa está passando por esse momento é necessário ter firmeza para mudar a situação”, enfatizou.
Posteriomente, para dar continuidade ao processo de recuperação, é importante que a empresa busque ferramentas e conhecimentos que ainda não estavam disponíveis no momento em que a crise foi instaurada.
Também é indispensável que o empresário procure por algum tipo de ajuda que lhe propicie uma intervenção rápida e precisa. Esta medida pode ajudar o empreendedor na missão de se reorganizar com mudanças na operação e na estratégia. “Assim, será possível se manter no mercado e voltar a produzir resultados de maneira sustentável”, disse.
Como identificar?
Alguns profissionais podem ter dificuldade na hora de entender que seu negócio não está indo tão bem quanto poderia. De acordo com o especialista, todos os empresários precisam acompanhar com vigor os indicadores de seu negócio, evitando perder de vista qualquer deslize que a empresa esteja cometendo em algum dos seus setores de trabalho.
“Quando esses indicadores se deterioram, algo não vai bem. Entretanto, várias companhias sequer possuem um repertório de indicadores atualizados e, nesse caso, devem guiar-sepor sinais”, afirmou Lopes.
O especialista acredita que existem alguns pontos específicos que os empreendedores podem observar para saber se a crise está presente em suas empresas. Ele diz que o negócio pode estar afundando quando crise está presente quando acontecem prejuízos sucessivos ou queda acentuada nos lucros, acumulam-se passivos tributários, cresce o endividamento bancário, os fornecedores passam a ser pagos com atraso e os funcionários deixam de receber em dia. “Se qualquer dessas situações ocorrer, há uma crise instaurada”, alertou.
IG – Economia

Está frustrado? Isso pode ser ótimo para sua carreira

Ao longo da vida profissional, não são todos os momentos em que a nossa carreira vai de vento em popa. Entre promoções, projetos e demissões, os altos e baixos vão acontecer e é melhor estar preparado para aproveitar as oportunidades e aprender com os momentos de crise.
Segundo a orientadora de carreira Adriana Gomes, é incorreto pensar que um momento ruim no trabalho necessariamente signifique um sinal de fracasso. Para ela, a frustração é um sentimento natural e faz parte do amadurecimento de qualquer profissional. Saiba mais: 5 crises de carreira depois dos 30 anos e como encará-las
“Muitas pessoas que hoje são experientes e bem-sucedidas tiveram fracassos na carreira. Nessa hora, não se frustrar não vai ajudar a solucionar os problemas. É necessário compreender de alguns projetos podem não ter sucesso, mas isso é algo natural e faz parte do processo de crescimento”.
Adriana afirma que a melhor maneira de lidar com momentos difíceis da carreira é buscar aprender com os erros. “Quando recebemos um “não” do chefe é importante aproveitar essa oportunidade para fazer uma autoavaliação e sempre tentar melhorar, buscando o crescimento na carreira”, completa.
Chefes também são importantes nesses momentos. Segundo ela, o gestor deve buscar sempre o melhor desempenho dos seus colaboradores sem esquecer de ajudá-los a corrigir seus erros. “Todo mundo erra e o gestor tem o papel de condicionar para onde seus funcionários estão caminhando, dando feedbacks constantes. Para o trabalhador, o pior é nunca receber um não e depois ser demitido sem saber o porquê”, ressalta.
O mestre em neuropsicologia Eduardo Shinyashiki afirma que escutar críticas é um ótimo exercício para melhorar o desempenho no trabalho. Ele afirma que pedir sugestões e dicas de amigos e colegas de profissão é um importante caminho para evoluir.
“Às vezes estamos tão envolvidos com o seu trabalho que não percebemos nossas falhas. É muito positivo quando a pessoa tem a força e o desapego para se autoavaliar, criar e transformar alguma coisa dentro da carreira”, completa Shinyashiki. Saiba mais: Você é um empreendedor que sabe receber críticas?
Hora de se renovar?
Eduardo Shinyashiki afirma que o momento ideal para investir na nossa carreira é quando as coisa vão bem. “O profissional que busca se aperfeiçoar constantemente num momento de crise vai estar preparado e qualificado para enfrentar as dificuldades”.
Para os desesperados que pulam de uma profissão a outra com facilidade, a orientadora Adriana Gomes lembra que nas horas difíceis a última coisa que se deve fazer é buscar mudanças radicais. “Não se muda de carreira como quem muda de camisa. Nossa carreira é um reflexo de um esforço muito grande que fizemos ao longo da nossa história e às vezes não se trata de estarmos na carreira errada, mas no lugar de trabalho errado”, alerta.
Autoavaliação
Mesmo quando a carreira vai bem, é essencial que o profissional esteja em constante processo de autoavaliação. “Todos os dias devemos nos perguntar como podemos ir além. É necessário assumir esse compromisso de se tornar melhor do que fomos ontem”, completa Shinyashiki.
O neuropsicólogo afirma que existem duas posturas quando se fala em futuro na carreira. “Uma delas é determinada e focada e a outra é passiva”. O risco da apatia, diz, é que pessoas que não estabelecem um objetivo na carreira recebem notícias negativas como uma condenação profissional. “Nossa postura deve ser de constante aprendizado. Devemos sempre pensar: onde quero estar daqui a cinco anos?”.
Segundo ele, as nossas conquistas e falhas sempre partem de nós e não dependem de terceiros. Transformar pontos fracos em pontos fortes e estar constantemente em processo de evolução é a chave para construir uma carreira sólida.
Exame.com

Próximo alvo: crescimento

No universo canino, toda matilha precisa de um líder. Geralmente, ele é escolhido, entre os seus companheiros, pela força e pelo comportamento calmo e assertivo. A agressividade, se não for bem direcionada, é considerada um sinal de fraqueza. Essas características são uma herança dos parentes mais próximos dos cães domésticos: os lobos. Entre os grandes predadores, o lobo é considerado o mais fraco, ao menos fisicamente. Sua habilidade de atacar em grupo, por meio de elaboradas estratégias para perseguir e encurralar as presas, no entanto, confere aos caninos uma eficiência única no reino animal.

Coordenar o ataque é função do líder da matilha, que deve saber quando correr, cercar e, principalmente, a hora certa de dar o bote fatal. Todo cachorro, seja ele um pitbull ou um poodle, carrega em seu DNA essa carga genética. Mas somente alguns têm o equilíbrio necessário para se tornarem “alfa”. Já no mundo corporativo, momentos de crise são perfeitos para separar aqueles que nasceram para liderar, dos que apenas acompanham o grupo. Hoje, algumas empresas estão demonstrando sua capacidade de estar à frente de tirar o País do pessimismo.
É o caso da francesa Saint-Gobain no Brasil, gigante do setor industrial fundada há mais de 350 anos. A companhia passou os últimos anos assistindo à queda acentuada dos mercados em que atua, notadamente o automotivo e o de construção. Coincidentemente, foram as áreas que mais sentiram a crise econômica nesse período. Seria motivo para certo desespero. Mas, enquanto o Brasil sofria com a recessão, e muitas empresas se ressentiam, a Saint-Gobain investia. Nesse período, Thierry Fournier, presidente da empresa no País, se concentrou na remodelação da operação.
Processos produtivos mudaram, novas tecnologias foram incorporadas, funcionários foram realocados, fábricas foram vendidas, concorrentes foram adquiridas. Na quinta-feira 2, a companhia anunciou a compra da Adespec, de Taboão da Serra (SP), que produz adesivos e selantes. Todo esse trabalho teve um único objetivo: proteger sua fatia de mercado e se preparar para a retomada da economia. “Quando a demanda voltar, seremos capazes de aumentar a produção, sem precisar de grandes contratações”, afirma Fournier.
O momento do bote está próximo. Segundo o executivo, a Saint-Gobain baseia suas estratégias em cenários traçados por sistemas de inteligência que utilizam uma série de informações, desde dados internos sobre vendas e produção, até números e projeções de mercado. “Somos reconhecidos por nossa capacidade de traçar esses cenários”, afirma Fournier. O que esses estudos mostram é que muitos setores chegaram ao fundo do poço. Ou seja, a única direção possível é para cima. “Na construção, a área de reformas não sofreu muito, mas as novas obras caíram bastante. Nossa expectativa é de uma estabilização neste ano”, diz.
A empresa tem passado bem pela crise e cresceu 15% no ano passado, para R$ 1,6 bilhão e planeja novos investimentos. Para 2017, será construído um centro tecnológico na Zona Oeste de São Paulo, que demandará um investimento de R$ 100 milhões. “Crescemos acima do mercado em 2016 e queremos fazer a mesma coisa, neste ano”, diz Bueno “Atuamos num setor que exige muito investimento. O risco é alto, mas acreditamos no Brasil.” A Libbs tem como vantagem estratégica uma produção bastante verticalizada. No seu parque fabril, produz insumos importantes como hormônios e químicos. Afinal, não conseguir matéria-prima e rapidez dos fornecedores pode ser um gargalo para a retomada.
Os “pitbulls” do setor varejista também têm essa preocupação. As grandes redes temem que os fornecedores não tenham capacidade de reagir no mesmo ritmo da retomada da demanda. Por isso, buscam ajuda de outras matilhas de fornecedores no exterior. “O varejo brasileiro aprendeu, na última década, a trabalhar com importações. Dessa forma, pode responder mais rapidamente a um crescimento do que a indústria local”, afirma Marcos Gouvêa de Souza, fundador da consultoria GS&MD. “Se não fosse isso, poderia haver um risco de desabastecimento de lojas, se ocorrer uma retomada mais forte.”
Algumas empresas bem posicionadas para manter os ganhos de participação de mercado são Magazine Luiza, Raia Drogasil, Renner, Riachuelo e Óticas Carol, adquirida nesta semana pela italiana Luxottica. “A crise tem um aspecto positivo”, diz Gouvêa de Souza. “Depois de uma década de crescimento, as empresas se desorganizaram. As dificuldades as fizeram olhar para o negócio de dentro para fora. O País que vai sair da crise será mais eficiente.” A hora é agora. Sua empresa está preparada para dar o bote?
Isto é-

Como dar resultados em tempos de crise e não ser demitido?

O momento é propício para mostrar o seu melhor e se tornar essencial. Especialista em coaching dá dicas de como não deixar o baixo astral da crise atrapalhar o rendimento no trabalho.
Desemprego aumentando e a crise abalando a confiança dos mais otimistas. Porém, o que pouca gente se dá conta, é que o período pode ser uma grande oportunidade para repensar as atitudes e impulsionar a carreira. Ou, quem sabe ainda, ser promovido! Segundo o especialista em liderança e Executive Coah, Guilherme Piazzetta, existem formas de identificarmos nosso rendimento na empresa e então tomarmos atitudes para nos tornarmos essenciais, eliminando aí o medo de ser o próximo demitido ou o real risco disso acontecer.
“Uma empresa vive de resultados, e esse é um dos primeiros parâmetros que é levado em consideração no momento de uma demissão. Se você está como medo de ser demitido, a primeira pergunta que pode fazer a si mesmo é: ‘Em termos de resultados, o que a empresa espera de mim e como eu estou?’ Dificilmente a resposta será péssimo, pois se assim fosse, provavelmente já teria sido demitido na atual situação do mercado. Se a resposta for mediano, é um alerta de que pode haver um risco, dependendo da situação da empresa e de seu ramo de atuação. Se a resposta for excelente, a chance é bem pequena, pois dificilmente um líder vai querer perder alguém que gera excelentes resultados. Esse raciocínio parece óbvio, mas pode ser muito útil para um colaborador que está gerando excelentes resultados se acalmar e focar ainda mais na manutenção de seus resultados. Para alguém com resultados medianos, pode ser um impulsionador mental e emocional para traçar novas estratégias, melhorar seus resultados e entrar para o grupo das pessoas valiosas para a empresa, com baixo risco de demissão”, explica o especialista.
A grande dica é controlar o pensamento e não deixar o baixo astral ou o pessimismo influenciar no rendimento e, principalmente na motivação e nas boas ideias. “Pensar que o cenário está ruim, que poderá ser o próximo, somente gerará emoções negativas, que desencadearão atitudes menos produtivas e resultados ruins. Exceto quanto um departamento deixa de existir em uma empresa, sempre haverá pessoas trabalhando nesse departamento. Quem fica são os melhores, os que geram mais resultados. Esses são aqueles que conseguem blindar seus pensamentos contra as informações desagradáveis do dia a dia, e se mantém focados em utilizar suas melhores habilidades individuais para continuarem produzindo”, afirma Piazzetta.
Momento é de promover a reinvenção e a inovação
Os líderes que se vêm desafiados a produzir mais resultados em um cenário ruim, estão diariamente buscando se reinventar para conseguir se sair bem nesse cenário tão competitivo, e, muitas vezes, se sentem sozinhos e limitados. Esse momento de crise gera uma excelente oportunidade para os colaboradores se aproximarem de seus líderes como fontes de apoio e reinvenção, propondo soluções relevantes, utilizando suas melhores competências técnicas e aproveitando o momento para aprimorar o relacionamento profissional e a comunicação direta.
“A crise sempre traz excelentes oportunidades para inovação, um dos bens intangíveis mais valiosos do mundo corporativo. A inovação é o principal fator competitivo que as empresas possuem. Inovação não vem de máquinas, vem de pessoas. E as pessoas normalmente conseguem inovar quando se desafiam a sair da sua rotina automática de execução e se obrigam a pensar fora da caixa. Toda crise sempre traz oportunidades, mas quem consegue enxergá-las são aquelas pessoas que direcionam sua mente para potencializar os ganhos e minimizar as perdas. Pensar que o resultado é possível é a primeira atitude para atingi-lo”.
Comportamento inadequado é causa de 85% das demissões, mesmo com bons resultados
Em meio ao processo de autoanálise, existe outro critério que é tão ou mais importante que os resultados, chamado comportamento. Atualmente, cerca de 85% das pessoas que são demitidas no mercado de trabalho brasileiro não são demitidas por razões de ordem técnica, e sim comportamentais. Os motivos são intriga, fofoca, inflexibilidade, mau humor, comunicação inadequada, insubordinação, impontualidade, dentre outros.
“Essa é uma ótima pergunta que a pessoa pode fazer a si mesmo, também. Eu tenho histórico de problemas comportamentais na empresa? Se a resposta for sim, o risco de demissão aumenta muito, mesmo para aqueles colaboradores que vem gerando excelentes resultados. Para quem tem consciência de um histórico comportamental ruim, o primeiro passo é se redimir com as pessoas envolvidas e começar a gerar a mudança comportamental positiva o mais rápido possível, alinhando as novas expectativas de atitudes com seu líder”, finaliza o especialista.
Contabilidade na TV

Crise faz empresários melhores gestores

De acordo com Henrique Meirelles, não será uma surpresa se o PIB do Brasil tiver o maior recuo acumulado da história entre os anos de 2015 e 2016, maior até que a queda registrada na Grande Depressão dos anos 30.Sabemos que sairemos da crise, mas não sabemos quanto tempo isso levará, isso porque ela está sendo tão severa e longa, que temos que lembrar que as pessoas priorizarão o pagamento de suas dívidas criadas para pagar seu custo de vida para depois começarem a consumir. Ou seja, a retomada acontecerá em etapas lentas.Conversando com empresários, a impressão que dá é que todos olham para esse momento com um único foco: sobreviver. Uma conversa que me chamou muita a atenção foi quando um empresário dono de uma empresa com mais de uma centena de franqueados disse que hoje sua maior missão é fazer sua empresa sobreviver e ajudar seus franqueados a sobreviverem também, auxiliando-os a melhorar a gestão de caixa e assim melhorarem a saúde financeira das lojas.
Existe uma razão muito forte para esse tipo de atitude, a FeComercio/SP estima em sua análise que 200 mil lojas em todo o país serão fechadas entre 2015 e 2016, regredindo o varejo brasileiro ao nível de 2008. Isso é uma catástrofe sem proporção.
Portanto, hoje a regra é sobreviver enquanto esperamos que o fundo do poço chegue para só então podermos pensar novamente em estratégias normais de crescimento. E como sobreviver? Sem sombra de dúvida essa crise traumática tem feito empresários a serem melhores gestores dando extrema importância no aumento de eficiência do seu negócio.
É por isso que vemos uma preocupação muito forte de franqueadores em auxiliar seus franqueados no que diz respeito à melhora da gestão financeira de caixa. Quanto mais o empresário dominar a entrada e destino de seus recursos, mais rápido poderão tomar decisões gerencias de corte de custos sem afetar seu faturamento, implicando no pagamento em dia de seus produtos e diminuindo seu passivo de curto prazo.Na situação que nos encontramos, se extinguiu o que chamamos de “margem de incompetência”, ou nos tornamos gestores extremamente competentes, ou entraremos na estatística das 200 mil lojas fechadas até o fim deste ano.
Administradores

Apenas 4% das empresas estão prontas para o eSocial

As empresas não estão preparadas para se adequarem ao eSocial, é o que mostra um levantamento realizado pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Sescon-SP). A entidade ouviu 500 contadores que, na média, apontaram que apenas 4% dos seus clientes estão de fato prontos para atender às novas regras.
Pelo cronograma oficial, a adequação ao eSocial vale a partir de setembro desde ano para organizações que tiveram faturamento superior a R$ 78 milhões em 2014. Nos bastidores já se fala em prorrogar esse prazo.
O eSocial é um sistema que muda a forma de preenchimento e entrega de formulários e declarações relativas aos trabalhadores. A Receita Federal diz que ele vai simplificar e substituir exigências como DIRF, GFIP e RAIS. Hoje, essas informações são prestadas separadamente à Previdência Social, à Receita Federal e ao Ministério do Trabalho.
Para os empresários consultados no levantamento, o grande obstáculo é conscientizar as empresas sobre a necessidade de mudança na forma de envio das informações (42%). Para outros 37% dos entrevistados, o problema maior é o prazo insuficiente e muitas dúvidas a respeito do sistema. Em 17% dos casos, o alto valor do investimento exigido para a mudança é o principal gargalo.
O cronograma que fixa as datas de obrigatoriedade para utilização do sistema foi definido no ano passado. “As empresas no Brasil vêm passando por momentos difíceis. A crise generalizada obrigou muitos empresários a cortar produção, demitir, reduzir despesas, economizar. Para se enquadrar às exigências do eSocial, é necessário investimento, em alguns casos, alto”, diz Márcio Massao Shimomoto, presidente do Sescon-SP.
Diário do Comércio

Saiba como evitar a falência prematura de sua empresa

A labuta diária de pequenos empresários ficou mais árdua a partir de 2014, quando o desemprego deixou os consumidores sem dinheiro e a inflação esticou os gastos com mão-de-obra e matéria-prima. A cada cem empresas abertas no Brasil, 27 fecham nos primeiros dois anos, e quase metade não completa quatro anos.
Se a situação já é complicada para grandes companhias – C&A, Walmart e Marisa, por exemplo, tiveram de fechar lojas recentemente –, para os demais é pior. Com menor quantidade de clientes e opções restritas para tomar crédito, resta aos donos de pequenos negócios apostar na gestão para garantir fôlego à empresa.
– Na crise, é ainda mais importante ter planejamento. O empresário que não identificou desperdícios, resolveu as falhas na produção ou que ignora um plano de metas corre mais risco de quebrar – afirma o consultor de empresas Nelson Naibert, da Rosa Naibert Tributos & Finanças.
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Para Naibert, os empreendedores precisam entender os próprios diferenciais, e, então, olhar para seus clientes e avaliar o que podem entregar. Quanto mais eficiente e inovadora for a solução, mais fácil será escapar da concorrência.
– Se a empresa vende quatro produtos, mas só um é realmente rentável, ela tem de investir no que dá lucro – exemplifica Naibert.
Leandro Vignochi, sócio da Exitus, empresa de Caxias do Sul que trabalha com gestão de projetos, acrescenta:
– O mais difícil para o ser humano é aderir a mudanças. Para as empresas, essa resistência pode ser fatal.
Vignochi pondera que as mudanças têm de ser cirúrgicas: um dos erros comuns dos empresários é cortar gastos sem critérios. Com isso, demitem bons profissionais – que podem ser importantes quando a economia voltar a crescer e a empresa se expandir no mercado – ou abrem mão de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
A própria Exitus reforçou estratégias para atravessar a crise. Passou a chamar consultores renomados para oferecer cursos gratuitos aos seus parceiros. A capacitação ensina os fornecedores a avaliar riscos e melhorar produtividade.
– Se o fornecedor estiver capacitado, entregará um serviço melhor e por preço mais competitivo – ressalta Vignochi. – É uma relação ganha-ganha.
Diário do Comércio

Como reduzir custos sem perder a qualidade?

Especialmente em momentos de crise, não é raro as empresas buscarem uma redução de custos. Em muitos casos, mais do que uma necessidade, trata-se de uma questão de sobrevivência. Contudo, para que a medida seja realmente eficiente é preciso avaliar com calma se o que você está cortando é realmente um custo ou um investimento.
Seguindo o raciocínio lógico, certamente você irá manter o padrão do produto, atendimento e serviço prestado. Se o número de clientes diminuiu, podemos concluir que a disputa entre a sua marca e a concorrência está mais acirrada. Ou seja, a empresa precisa ser ainda mais eficaz na condução de seus processos para que os mesmos produzam produtos e serviços que atendam ainda mais as necessidades de seu público e, de preferência, ainda supere as expectativas.
O problema acontece quando tomamos decisões que acabam por “economizar” justamente nos processos que mais impactam em quem mais paga suas contas, o cliente. Esse é um ponto que merece total atenção, visto que clientes satisfeitos comprarão novamente e indicarão seu produto ou serviço para outras pessoas, atitude esta que, em tempos difíceis, faz toda a diferença.
Vale lembrar que, no mundo cada vez mais competitivo no qual vivemos, as crises são extremamente darwinistas. Assim, uma coisa é certa, apenas as empresas mais fortes irão sobreviver. Portanto, empresário, ajuste suas contas, revise seus processos, elimine retrabalho e desperdícios, mas não perca a qualidade de seu atendimento e mantenha o foco na gestão de seus processos.
Conquistar clientes e obter uma participação de destaque na mente e no coração do consumidor demandam planejamento cuidadoso e muito esforço por parte da empresa. Nesse caso, o tempo e o dinheiro aplicados na gestão e na melhoria de processos não podem ser considerados como custos, mas sim como investimentos. Seus clientes são os principais responsáveis pela posição que sua empresa se encontra agora e é a qualidade oferecida a eles que garantirá o futuro de cada organização.
Administradores