Criatividade

Criatividade: como ir além das ideias habituais?

Todo mundo tem seu lado criativo. Mas há pessoas que sabem usar sua criatividade de maneira mais produtiva, resultando em maior destaque no campo pessoal e profissional.
A criatividade é determinada por processos cerebrais complexos que envolvem a interação entre os dois hemisférios cerebrais (não se pensa mais em termos de “hemisfério esquerdo” lógico, realista e “hemisfério direito” criativo, intuitivo).
Praticamente, todas as áreas cerebrais estão envolvidas no processo criativo. Mais que as áreas cerebrais envolvidas, são importantes os diversos circuitos cerebrais que ligam as diversas áreas e como eles interagem para produzir tudo o que constitui a nossa mente.
Em geral, se imagina que o ato criativo surge do “nada”, como algo que “cai do céu” na mente da pessoa. Sabe-se hoje que não é bem assim: o ato criativo é o resultado final de um processo que se desenvolve desde a elaboração (consciente e inconsciente) até a realização do “estalo” criativo.
Uma pessoa altamente criativa é aquela capaz de trazer algo novo ou inusitado, que foge aos padrões habituais já conhecidos. A criatividade depende, em parte, da inteligência, das habilidades e da bagagem cultural da pessoa. No entanto, para aprofundar sua criatividade, é preciso mais do que isso. A pessoa precisa ter um objetivo em mente, um desafio, algo que faça alavancar ideias diferenciadas.
A estimulação da criatividade começa já na infância, quando se oferece a chance de desenvolver habilidades de modo amplo, diversificado, dando a liberdade de buscar novos interesses e experimentar novas atividades (desde que não haja risco significativo, claro!).
Essa “abertura” a diversas possibilidades permite que a criança tenha um desenvolvimento criativo mais amplo do que aquela que passou a infância restrita a atividades comuns, limitadas ou repetitivas. Para o adulto, desenvolver criatividade depende da ruptura de possíveis padrões rígidos de pensamento já bem estabelecidos, do desenvolvimento do interesse por outros modos de pensar e experimentar, fugindo daquilo que a pessoa já está “acostumada”. Tal desenvolvimento, muitas vezes, depende de um acompanhamento psicoterápico, uma vez que, frequentemente, a pessoa não consegue, por si mesma, fazer essa ruptura, esse movimento de liberdade.
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Criativo ou inovador: existe diferença?

Os termos “inovação” e “criatividade” são muitas vezes usados como sinônimos. Mas qual a diferença entre eles? Segundo o consultor em inovação Andrew C. Marshall, a principal diferença entre criatividade e inovação é o foco.
“Criatividade é sobre libertar o potencial da mente para conceber novas ideias. Esses conceitos podem se manifestar de várias maneiras, mas na maioria das vezes, eles se tornam algo que podemos ver, ouvir, cheirar, tocar ou sentir. Contudo, as ideias criativas também podem ser experiências pensadas dentro da mente de uma pessoa”, afirma Marshall no artigo no Business Insider.
A criatividade, por ser subjetiva, pode ser difícil de ser medida. A inovação, por outro lado, é completamente mensurável. O próprio termo “inovação” indica algo novo e diferente, mas a inovação não precisa, necessariamente, ser algo disruptivo. Se um processo consolidado é alterado e isso causa uma mudança positiva no produto final, que é percebida pelo consumidor, temos uma inovação.
“Inovação se trata de introduzir uma mudança a um sistema relativamente estável. É o trabalho necessário para transformar uma ideia em algo viável. Identificando uma necessidade que não era reconhecida, empresas podem usar a inovação para aplicar seus recursos criativos para criar uma solução apropriada e conseguir um retorno em seu investimento”, afirma Marshall. Dessa forma, a criatividade adquire maior valor quando é aplicada para sempre gerar. Criatividade é a ideia que atende a uma necessidade do consumidor, e a inovação é o processo de transformar essa ideia em realidade.
Segundo Marshall, muitas organizações buscam a criatividade, mas o que realmente precisam é perseguir a inovação: não faltam ideias, e sim o trabalho de colocar essas ideias em ação. “Criatividade é importante no mundo dos negócios de hoje, mas é apenas o começo. Empresas precisam incentivar a criatividade, mas é a inovação que paga as contas”, revela o especialista.
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Negócios inovadores pedem manobras específicas

Você certamente já ouviu a expressão: “tenho uma ideia realmente inovadora e revolucionária que tem tudo para dar certo!”. Em tempos de crise então, nem se fala! Tem muita gente com ideias mirabolantes por aí, para seus negócios próprios. Mas o que é realmente um negócio inovador?
Hoje em dia, negócios inovadores também são sinônimos de “startup”, definição que se dá a empresas que se utilizam de modelos de negócios diferenciados. E esse tipo de empresa cresce em ritmo acelerado no Brasil. Segundo levantamento realizado pela ABStartups – Associação Brasileira de Startups (entidade sem fins lucrativos que promove o ecossistema brasileiro de startups desde 2011), em dezembro de 2015, o número de empresas em estágio inicial no país chegava a 4.151, representando um crescimento de 18,5% em seis meses, um crescimento considerável apesar da crise.
Mas se engana quem pensa que uma startup de sucesso está necessariamente ligada à tecnologia. Para ser realmente inovador você não precisa necessariamente desenvolver um software ou um sistema de última geração. É possível inovar em processos e em diferentes etapas de um negócio, independente do estágio que ele esteja. Pelo menos é nisso que o escritor, investidor-anjo e palestrante da A Magia do Mundo dos Negócios, um dos maiores portais de empreendedorismo do Brasil, João Kepler Braga, acredita. Não existem regras na hora de inovar em qualquer negócio, seja na área tecnológica ou não: “Uma padaria que propõe aos seus clientes, um drive thru, oferece uma opção a mais para aqueles que querem comprar pão sem sair do carro”, explica.
Segundo ele, para ser inovador um negócio precisa propor aos seus clientes soluções práticas e viáveis, que podem ser ainda inusitadas. “Isso acontece quando você entrega mais do que o consumidor esperava, e quando a própria forma com que a experiência de consumo é sentida pelo cliente pode fazer com que a surpresa positiva seja diferenciada”, explica.
Além disso, um produto inovador por si só já tende a ser mais atrativo no mercado do que um produto comum. “O que precisa ser trabalhado é a forma com que essa ideia/conceito é vendida no mercado e a maneira que chega aos seus consumidores. Um produto inovador tem que ser essencial ao ponto de não precisar ser ‘vendido’ e sim ‘comprado’”, resume o investidor-anjo.
Nas palavras do próprio especialista: “um empreendedor precisa da inovação nas veias”. Ou seja, é aquele que consegue enxergar além do óbvio e do esperado, e que deixa a imaginação e criatividade fluírem.
Cuidados-No entanto, o especialista alerta que é preciso saber quem são seus consumidores, onde eles estão e o quanto estão dispostos a conhecer você e pagar pelo que você oferece. “Estratégias são montadas em cima de constatações, por isso, a dica aqui é ficar atento aos sinais que o próprio mercado dá para não dar um tiro no pé”, reforça. Além disso, quem deseja apostar em um negócio não pode deixar de manter o foco. Precisa estar ancorado no propósito do negócio ou produto, desde a elaboração do projeto até seu processo de produção, além da comunicação e lançamento estruturados de forma estratégica. Kepler pontua três regras fundamentais para um negócio inovador:Quem disse que seu negócio é original e inovador? Realizar pesquisas e conhecer a fundo o seu mercado é fundamental.
Originalidade requer a criação de sistemas. Se você realmente for o primeiro a fazer algo, precisará implantar todo um modelo de gestão do qual não terá um modelo para se espelhar ou adaptar.
Quem é original e inovador precisa ter coragem de arriscar. Tudo que é novo pode causar certa estranheza, por isso, o empreendedor precisa estar preparado para enfrentar os desafios de “alfabetizar” seus futuros clientes.
Empeendedor

Dicas de empreendedor para empreendedor

O brasileiro é um empreendedor nato. Sonha com o próprio negócio, o concretiza e precisa ter uma boa dose de criatividade e preparo para não sucumbir ao fracasso.
“Hoje, por meio das minhas palestras, compartilho minha experiência como empreendedor sem esconder os meus tropeços”, diz o franqueador da Direito de Ouvir Amplifon, Frederico Abrahão, “É enorme o volume de pessoas que estão passando pelo o que eu já passei. Elas têm sede de conhecimento. A teoria é importante, mas a experiência de quem fez e ainda faz tem muito valor”.
Revendo sua trajetória, Abrahão reuniu oito dicas fundamentais para empreendedores que querem fazer a diferença:
Crie o seu futuro – Para ser um empreendedor de sucesso, é fundamental saber planejar e colocar seus objetivos em prática. Não adianta adiar decisões importantes. É preciso analisar cada situação, entender o que é possível fazer e projetar as consequências de cada decisão. E prepare-se para agir caso suas estratégias não saírem como o planejado: assuma riscos, mas riscos calculados.
Procure ser o melhor. Sempre – É regra básica que o empreendedor acredite no seu potencial. Se você não tiver autoconfiança, será difícil conquistar seus clientes, estabelecer parcerias e fazer o seu negócio crescer. A autoconfiança, no entanto, não deve ser um sinônimo de estagnação. Dificilmente um profissional que não se atualiza conseguirá se manter no topo do seu segmento por muito tempo. É preciso acompanhar as novidades, mudanças e tendências do seu mercado.
Sucesso e disciplina caminham juntos – Disciplina e persistência são duas palavras-chave para os empreendedores. Sem que haja dedicação e organização, um projeto de negócio pode até sair do papel, mas dificilmente vai decolar.
Um desafio por vez – Crie estratégias para enfrentar as dificuldades do dia a dia e para tirar os seus planos e metas do papel. O ideal é atacar um obstáculo de cada vez. Mas tenha em mente que, por mais que se planeje, é natural que algumas coisas não saiam exatamente como se esperava. O empreendedor não pode se desesperar nesses casos. Err ou? Falhou? Reveja sua rota e recomece sua caminhada o mais breve possível.
A força da união conta a favor – Por mais capacitado que o gestor seja é impossível comandar um negócio sozinho. Mas, ao delegar as tarefas, ele precisa ter a certeza de que elas vão ser cumpridas da melhor forma possível. É aí que entra a equipe. Ter um time capacitado é primordial para que um negócio possa caminhar rumo ao sucesso.
Fuja da zona de conforto – Se você quer se desenvolver pessoal e profissionalmente, aprender e fazer coisas novas é essencial. Assumir riscos e ousa r é inevitável para o crescimento do seu negócio. Não estou sugerindo que se assumam riscos irresponsáveis. Aproveitar as oportunidades e arriscar de maneira calculada é uma forma consistente de construir um negócio bem-sucedido.
Sempre entregue mais do que se espera – Estar comprometido com os resultados é essencial para alcançar o sucesso do negócio. Oferecer atendimento e serviços excelentes é um dos melhores caminhos para otimizar os resultados.
Fracasso serve como aprendizado – O fracasso é uma ótima fonte de aprendizado para um empreendedor. Quem consegue fazer de seus erros uma catapulta para o crescimento profissional aprende melhor a lidar com altos e baixos de mercado e não se abala quando as coisas não saem como o esperado.
Revista Incorporativa

Registro de marca por conta própria é uma tarefa arriscada

Para se abrir um negócio, é necessário ter criatividade, determinação e estar sempre atento ao mercado, já que esses são os quesitos fundamentais para quem pretende se destacar no mundo competitivo. Hoje, o ambiente econômico brasileiro vem favorecendo o surgimento de novas oportunidades, principalmente, aos micro e pequenos empresários. Contudo, o cenário não é tão positivo quanto parece: a maioria das empresas encerra suas atividades nos primeiros meses de existência; há pouco incentivo por parte do poder público e das entidades de classe; e infelizmente, ainda há muita burocracia e desconhecimento dos deveres dos empresários, sobretudo no que diz respeito ao registro de marca, logo no início das atividades.

A advogada da Cone Sul Assessoria Empresarial, Maria Isabel Montañes, explica que a tarefa de registrar a marca, a qual parece ser simples, merece um cuidado especial. “É comum pensar que se trata de processo rápido e fácil. Entretanto, pouca gente sabe é que efetuar o registro, tanto de marcas, quanto de patentes por conta própria é um trabalho incrivelmente difícil, complexo e arriscado. É necessário ter conhecimento técnico na área. É extremamente recomendável procurar um profissional competente e habilitado para tal”.

Segundo a Dra. Maria Isabel, de dez empresas e pessoas físicas, nove têm dúvidas relacionadas aos requisitos para o registro de marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. “A maioria das pessoas pensa que, caso tenha qualquer problema administrativo relacionado com a marca, poderá defender-se sozinho. E essa informação é extremamente errada, é necessário pautar a defesa na lei específica, na doutrina e jurisprudência vigente. O pior e fatal é quando há a ineficácia da busca de anterioridade antes do depósito e este empresário inicia suas atividades, se distingue dos concorrentes com marca registrada de terceiros, ou seja, pratica crime. Nesse caso, ele poderá ser parte em ação judicial por uso indevido de marca”, enfatiza a advogada, ressaltando que muitos acreditam, ainda que, somente o registro na Junta Comercial lhe garante o uso da marca. “Isso não é verdade. O registro na Junta Comercial tem abrangência estadual. Já a marca registrada no INPI tem abrangência a nível nacional”, destaca a advogada.

Só uma marca registrada, ou mínimo depositada, pode gerar receita por meio de franquia ou licenciamento. A marca tem a função de identidade perante o consumidor. É por meio dela que conseguimos distinguir uma empresa no mercado, de seus concorrentes, visualizando sua autenticidade e a reputação de um determinado produto ou serviço. Entre as principais vantagens garantidas ao titular de uma marca, está o direito do empresário ao seu uso exclusivo, bem como a identificação de seus produtos ou serviços decorrentes da atividade. “Além disso, a marca pode auxiliar no combate a pirataria e impede que terceiros utilizem-na sem autorização. Com ela, também é possível obter indenização por eventuais danos causados pelo uso desautorizado da marca registrada por e mpresas que venham de fora do País”, salienta a Dra. Maria Isabel.

Para efetuar o pedido de registro de uma determinada marca é necessário, primeiramente, realizar uma busca da anterioridade, com o intuito de verificar se já existe marca anteriormente depositada ou registrada, que possa constituir impedimento legal à concessão do registro. “É com base nesses dados que concluímos sobre a viabilidade de registro da marca”, afirma a advogada da Cone Sul Assessoria Empresarial. “Posteriormente, é necessário preencher o protocolo do pedido de registro, requerido através de formulário próprio. Nele, são prestadas informações sobre a marca e o requerente. “A solicitação será analisada e, em aproximadamente 90 dias, o depósito é publicado na Revista de Propriedade Intelectual – RPI. Será aberto um prazo de mais 60 dias para que terceiros possam apresentar oposição ao registro. Concluído o exame, será proferida decisão, deferindo ou indeferindo o pedido de registro”, finaliza Dra. Maria Isabel.