Contribuir

Você se comunica de maneira eficiente?

Não há dúvidas de que é possível influenciar pessoas pela comunicação, sendo ela a verbal, a musicalidade da voz e a não verbal, conforme afirmam estudiosos, sendo que deve haver uma congruência entre estes três fatores. Se você diz uma coisa e seu não verbal ou musicalidade diz outra, é possível que seu interlocutor opte por acreditar no não verbal ou na musicalidade. Exemplo: O que é que você tem? O outro, cruza os braços, não olha para você e diz rispidamente: Nada! Se você deseja ser um líder inspirador, meu conselho é que invista tempo no desenvolvimento de sua capacidade de comunicação, com atenção especial à quantidade e qualidade do ato. Destaco a seguir algumas orientações que considero relevantes:
1. Abra-se a outros pontos de vista – Invista tempo conversando com as pessoas, peça a opinião delas, troque ideias e crie espaço para que pares, colaboradores, clientes e fornecedores emitam visões sobre os processos. Não existe nada mais insuportável para as pessoas que líderes que transmitem a impressão de saber tudo. É nessas conversas que surgem importantes insights, que impactam positivamente nos resultados da companhia;
2. Seja sensorial – Acabe com os “achismos” quando se comunicar. Fale e tome decisões sempre com base em fatos e dados;
3. Ouça o outro de verdade – Não interrompa seu interlocutor quando ele estiver falando. Coloque-se no lugar dele de maneira empática, olhe-o nos olhos e demonstre real interesse em entender o seu ponto de vista;
4. Entenda ao invés de supor – Quando seu interlocutor utilizar termos que lhe pareçam subjetivos, principalmente sobre outras pessoas e trabalhos, procure compreender o termo com perguntas, como por exemplo: “o que especificamente você quer dizer com a expressão “x”, por exemplo: ele é um “nó cego”?”; ou “em qual aspecto, especificamente, você acredita que nosso processo foi “falho”?”;
5. Exclua a palavra “mas” do vocabulário – A ideia dessa orientação é ressaltar que a palavra “mas” neutraliza ou nega o que foi dito antes, criando confronto. Opte por substituí-la por “e”, que complementa, agrega e não cria animosidade.
Crie espaço para ouvir, mas se policie para prestar atenção, processar o que foi dito e considerar aplicar as ideias relevantes, sem medo de ter seu brilho ofuscado pela ideia de outro membro da equipe. Além de motivar seu parceiro de trabalho, você ainda será visto como um profissional que preza pelo bem da companhia e não trabalha apenas em benefício próprio.
Outra dica poderosa é, quando alguém contribuir com ideias ou materiais para te ajudar, não faça críticas pois a pessoa poderá sentir que é uma crítica a ela, e ela esta fazendo um favor para você. Se tiver que fazer alguma crítica, faça depois, dizendo que compreende o que o autor esta querendo dizer e que você tem uma opinião um pouco diferente, logicamente considerando que o autor tem mais informações que você.
Uma outra dica que considero importante é pedir feedback para as pessoas que trabalham diretamente com você. Este ato aproxima as pessoas, demonstra humildade e te municia de informações do que você precisa mudar para melhorar sua comunicação. Mas cuide para não fazer isto o tempo todo, o que poderá demonstrar insegurança.
Administradores

Mais que calculadores de impostos

Já se foi o tempo em que os empresários contábeis eram considerados simples calculadores de impostos. Modernamente falando, assumimos a função de assessorar nossos clientes não só em questões contábeis, mas também em gestão financeira e tributária, planejando investimentos e indicando o caminho para o crescimento sustentável.
Afinal, somos nós que detemos todas as informações, a vida da empresa. Especializados também em auditoria fiscal, contribuímos para a legalidade de processos e temos ferramentas para antever situações que prejudiquem o desenvolvimento de um ambiente de negócios mais seguro.
Prezamos pela transparência e o controle do uso de recursos em âmbito privado, mas também atuamos em parceria com o poder público para otimizar procedimentos e gerar economia de capital.
Cada vez mais atentas às mudanças de legislação e às movimentações do mercado, as empresas contábeis se destacam por oferecer soluções completas.
A profissão segue em evolução, se faz ainda mais importante em períodos como o atual, de crise econômica e política, e, definitivamente, não corre risco de extinção. Essa é uma certeza da categoria.
O assunto é recorrente e sempre vem à tona em datas relevantes para o setor, como o Dia do Empresário Contábil, comemorado em todo 12 de janeiro, entre outras. No ano passado, a Ernst & Young reviveu o tema quando divulgou uma pesquisa que apontava as 10 profissões que devem desaparecer até 2025 e incluía entre elas a de contador.
Logo em seguida, a consultoria divulgou nota corrigindo a informação: houve uma imprecisão na tradução do material. Na realidade, a atividade em cheque é a do elaborador de obrigações fiscais.
Conforme explicou a Ernst & Young, o “tax preparer”, bastante comum nos Estados Unidos da América, é responsável apenas pela apuração das informações tributárias dentro da empresa e a inserção no sistema do Fisco, e, passará a ser cada vez menos demandado, em razão da informatização de processos – bem diferente do que faz um assessor contábil.
Por aqui, inclusive, os profissionais contábeis compõem grupos de trabalho, em parceria com órgãos públicos e outras entidades, para aperfeiçoar sistemas utilizados para o envio de informações ao governo federal. A Fenacon, por exemplo, que representa mais de 400 mil empresas do setor de Serviços, contribui constantemente para o desenvolvimento do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e do eSocial, plataformas que prometem otimizar tempo no cumprimento de obrigações acessórias.
Além de, quando solicitada, contribuir decisivamente para a implantação de novidades na área tributária – que não são poucas no nosso país.
Acreditamos que diminuindo a burocracia, é possível aumentar o tempo disponível para assessoramento, perícias e, principalmente, para o planejamento dos negócios – atividades que, pelo menos em um futuro próximo, não devem ser substituídas por soluções tecnológicas.
Essas ações dependem de interpretação crítica e criativa de dados, da busca por saídas individuais e eficazes para cada caso, ou seja, da atuação direta de capital humano. Em constante especialização, os empresários contábeis exercem função primordial no mercado.
DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços

Governo enfrentará resistências para alterar as leis do trabalho temporário

As novas regras de contratação de mão de obra temporária serão um dos pontos da minirreforma trabalhista – lançada pelo governo no dia 22 de dezembro – que vão enfrentar resistências no Congresso Nacional, tanto por parte da base aliada, quanto da oposição parlamentar.
Há o temor de que milhares de pequenas e médias empresas de recursos humanos fechem as portas, porque a proposta permite a contratação direta de trabalhadores temporários pelas empresas contratantes. Essa é uma causa que desperta a atenção de parlamentares governistas ligados ao setor de serviços.
De acordo com a oposição, a ampliação do prazo do contrato temporário de 90 para 180 dias faz parte da suposta retirada de direitos incluído na minirreforma, além de demissões mais baratas, com redução da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Crítica de Laércio Oliveira é falta de consulta junto setor de serviços
Foto: Divulgação
A principal crítica às novas regras é que os contratos de trabalho temporários poderão ser firmados por quaisquer empresas, inclusive as que não possuem o registro para a celebração desse tipo de acordo junto ao Ministério do Trabalho.
“A proposta de liberação da contratação do trabalho temporário, mexeu violentamente com milhares de empresas que estão no mercado há mais de 40 anos”, afirmou ao DCI o deputado federal Laércio Oliveira (SD-SE), terceiro vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio, Serviços e Turismo (CNC).
Ameaça ao emprego formal
O parlamentar citou que as empresas que atuam nessa atividade precisam cumprir uma série de exigências, a exemplo de capital mínimo de 500 salários mínimos – o que significa R$ 468,5 mil. Além disso, acrescentou, precisam se cadastrar no Ministério do Trabalho e oferecer condições para capacitar os trabalhadores que irão cumprir atividade de trabalho temporário.
O deputado vislumbrou também prejuízos ao emprego formal: “A liberação para contratação direta pelas empresas contratantes, numa canetada, num segmento que está devidamente pacificado, é algo terrivelmente temerário, pois pode contribuir, e muito, para a diminuição da já combalida segurança do emprego formal”, afirmou o parlamentar.
“E o pior: vai levar à falência milhares de pequenas e médias empresas”, completou.
Ele observou ainda que os sindicatos das empresas contratantes vêm, desde 1974 (ano em que o trabalho temporário foi regulamentado no Brasil), criticando esse tipo de prestação de serviços, com fundamento exatamente neste argumento: evitar transformar emprego permanente em temporário.
“O trabalho temporário é super controlado no mundo todo, exatamente para evitar este tipo de anomalia”, explicou ele, citando a aplicação da Convenção 181 da Organização Internacional do Trabalho.
Outra crítica do parlamentar é que o governo tomou a decisão ouvindo apenas setores ligados à indústria e não as entidades representantes do setor de serviços, reclamou o parlamentar, referindo-se à presença de representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na cerimônia de anúncio das medidas.
“Um grande desrespeito com o ramo que hoje produz 70% do PIB nacional”, reclamou. O deputado citou que o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, foi de “uma infelicidade impar, ao falar em quebra de monopólio”.
Ministério rebate
Em nota, o ministério do Trabalho afirmou que a contratação direta de mão de obra temporária deve melhorar a eficiência na prestação de serviços e gerar mais empregos. “As empresas deverão agregar novos serviços para empresas tomadoras desse tipo de trabalho, na busca pela fidelização das mesmas, o que gerará maior eficiência ao sistema produtivo do país”, aponta.
Além disso, com a diminuição do custo de contratação de mão de obra, “certamente mais postos de trabalho serão criados, sem, entretanto, ocorrer diminuição de salários”. A proposta assegura o atendimento e os direitos do trabalhador “em localidades onde a empresa de trabalho temporário não tem sede.
Diário Comércio Indústria & Serviços

Simples Social quer beneficiar empresas sem fins lucrativos

A Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) lançou, na semana passada, em Brasília, a Agenda Política e Legislativa 2015/2016, que reúne 81 projetos de interesse da entidade em tramitação no Congresso Nacional.
Em sua terceira edição, a agenda traz em 2015 um projeto inédito, voltado a entidades sem fins lucrativos. A criação do Simples Social pretende simplificar e diminuir a tributação de entidades como Organizações Não Governamentais (ONGs), sindicatos e associações. A proposta tem o objetivo de aperfeiçoar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa a fim de diminuir os encargos para vendas realizadas para angariar fundos, por exemplo.
A correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) também é uma das proposições em destaque. Baseada em dados do Projeto Gestão Pública Eficaz, do Sescon-RS em parceria com a Pucrs, o documento aponta que a defasagem inclui anualmente 300 mil brasileiros que não precisariam contribuir, que rende uma arrecadação extra de R$ 1? bilhão ao governo.
O documento acompanha proposições que favoreçam o ambiente de negócios no Brasil, com foco na geração de empregos, redução da carga tributária e burocracia. “Ao pautar os projetos defendidos, a intenção é contribuir para a implantação de legislações mais justas e condizentes”, afirmou o presidente da Fenacon, Mario Berti.
Contabilidade – Esse é o terceiro ano que a agenda é entregue. Como surgiu a ideia de fazer esse apanhado de demandas da classe contábil?
O lançamento da agenda surgiu pela necessidade, verificada na época, de reunir em um documento informações de todas as empresas que representamos e, ao mesmo tempo, ter uma ferramenta de controle dos projetos em funcionamento. Mais que isso, também detectamos a oportunidade de colaborar com os próprios parlamentares, dizendo a eles nossa opinião sobre os assuntos e dar a eles subsídios dos técnicos, pela nossa expertise no assunto.
Contabilidade – Para a elaboração, vocês reúnem os membros da Fenacon ou também são chamados representantes de outras entidades?
Não. Nós até temos a ideia de, em algum momento, reunir todas as federações do setor de serviços. Mas, neste momento, a Fenacon, através da diretoria legislativa e judiciária, acompanha os projetos em andamento, analisa, emite a opinião da entidade e apresenta alguma solução. Mas é feito internamente, na Fenacon.
Contabilidade – O Simples Social também é um projeto em tramitação ou foi criado por vocês?
Ele é inédito. Não existe nenhum projeto de lei em andamento nesse sentido. Nós diagnosticamos a necessidade de simplificar os procedimentos, não só de recolhimento do tributo como tributários. Percebemos que as ONGs, os sindicatos e demais atividades sem fins lucrativos, às vezes, eram obrigadas a cumprir determinadas obrigações acessórias da mesma forma de uma multinacional, o que acaba inviabilizando o seu funcionamento.
Contabilidade – Esse projeto foi bem-aceito? Está recebendo o reconhecimento de algum gestor público para que se torne realidade?
O projeto inicial do Simples Social já havia sido apresentado e validado pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Claro que provavelmente o projeto terá de passar por ajustes para entrar em vigor, mas já foi aceito. Há também entidades representativas do terceiro setor que se mostraram simpáticas à possibilidade de dar melhores condições de sustentabilidade a essas iniciativas. A arrecadação da União com essas empresas é tão pequena que não vale a pena tanta burocracia.
Contabilidade – A correção da tabela do Imposto de Renda também é um ponto muito importante da agenda. A Agenda Legislativa traz sugestões para que essa mudança saia do papel?
A falta de correção ao longo dos anos fez com que a tabela chegasse ao nível atual de defasagem: 60%. Isso significa que milhões de brasileiros estão pagando 60% a mais de imposto do que deveriam. Nossa proposta é que ela seja corrigida, mesmo que não de uma só vez, mas que todos os anos seja aplicada sobre a tabela a correção monetária a partir do índice de inflação fornecido pelo governo federal.
Contabilidade – O governo federal se preocupa com a perda na arrecadação. O que você acha disso?
Corrigir a tabela do Imposto de Renda não gera uma queda como a apontada pelo governo. No ano de 2014, a falta de correção da tabela representou arrecadação de R$ 1 bilhão a mais. É claro que para o governo esse valor representa muito, mas não é tanto quanto representa para um assalariado que compromete boa parte da sua renda pagando esses 60% a mais de imposto.
Contabilidade – A Fenacon espera que ainda este ano a correção da tabela e outras propostas importantes como a reforma tributária evoluam?
Esperamos, e esse é o objetivo dessa agenda e de mantermos setores de acompanhamento das decisões legislativas. Realizamos uma pesquisa de satisfação sobre o documento e 70% das pessoas se disseram interessadas no conteúdo e satisfeitas com os dados. Além disso, os parlamentares têm demonstrado, nos encontros da entidade, o apreço pelo nosso produto.
Jornal do Comércio