Contabilidade

Microempreendedor Individual precisa manter a contabilidade em ordem

Há um grande mito no mercado de que os Microempreendedores Individuais (MEIs) não precisam ter contabilidade. Tal mito se alastra por conta de uma visão fiscal equivocada de que a Receita Federal não está atenta para o recolhimento de impostos dessa faixa. De fato os optantes pelo MEI são isentos da obrigação de manter livros fiscais e contábeis, porém o Relatório Mensal de Receitas Brutas é obrigatório e deve ser apresentado em caso de solicitação.
Todavia ter a contabilidade organizada é fundamental para a longevidade dos negócios em se tratando de relacionamento com terceiros.
Para Marcos Rodrigues, presidente do Contabfácil, ferramenta online que trata de toda a contabilidade de empresas do Simples Nacional, Profissionais Liberais e MEIs, estes profissionais precisam manter a sua contabilidade em dia pois a relação do com bancos, clientes e fornecedores precisa ser transparente:
“Se o MEI estiver com tudo organizado, a relação fica mais transparente e profissional. O serviço não se resume simplesmente em emitir uma guia, mas sim a possibilidade de poder se relacionar de maneira estruturada com as demais instituições, como bancos e demais agentes financeiros.” alerta Marcos Rodrigues.
Um MEI que apenas paga impostos não vai conseguir ter acesso à empréstimos para ampliar o seu negócio ou adquirir maquinários, por exemplo. Rodrigues reforça que estas instituições financeiras exigem informações para que esta relação seja possível:
“O nível de informação precisa ser adequado para com a atividade MEI. Isso significa profissionalizar. No Brasil temos uma visão muito fiscalista da contabilidade e as pessoas precisam relacionar seus balanços com as suas empresas para poder gerar mais crescimento. Para a relação entre o MEI com bancos e clientes, manter os registros contábeis de forma organizada é fundamental. ” finaliza o presidente do Contabfácil.
O Autor

Fique por dentro dos princípios contábeis mais importantes

A contabilidade repousa sobre um pequeno conjunto de pressupostos e princípios fundamentais os quais muitas vezes são chamados de princípios contábeis. Estar atento a esses princípios é muito importante para a prática da contabilidade e a torna muito mais compreensível.
Não é nenhum exagero dizer que os princípios contábeis permeiam quase tudo relacionado à contabilidade de uma empresa ou escritório de contabilidade, por isso a importância do profissional manter-se informado sobre esse assunto para cumprir com eficiência e qualidade os seus serviços. Os princípios contábeis mais importantes são:
Princípio da continuidade
O princípio da continuidade pressupõe que os sistemas e operações de uma empresa continuarão em funcionamento no futuro. Por isso, esse contexto deve ser levado em conta para a mensuração e a apresentação dos elementos que compõem o patrimônio da entidade.
Se uma empresa deixa de existir, torna-se muito claro como se deve avaliar os ativos, e se os ativos têm ou não valor de revenda. Se uma empresa não vai continuar as operações, não existe nenhuma garantia de que qualquer parte do inventário pode ser vendida. E se o inventário não pode ser vendido, o que isso diz sobre valor patrimonial do proprietário mostrado no balanço?
Princípio da entidade
De acordo com a Resolução CFC nº 750/93 (com alterações dadas pela Resolução CFC nº 1.282/10), o princípio da entidade afirma que uma entidade empresarial é uma entidade separada e não se confunde, portanto, com o patrimônio de cada um dos sócios ou dos proprietários. Esse princípio, portanto, permite que se preparem demonstrações financeiras apenas para a entidade separada ou apenas para cada um dos sócios.
Princípio da oportunidade
O princípio da oportunidade refere-se ao reconhecimento de ativos e passivos nos registros contábeis da empresa, onde se torna possível, inclusive, a definição de estimativas técnicas e objetivas pelo contador.
Princípio da competência
Transações e eventos, bem como seus derivados, suscetíveis de terem efeitos quantificados, devem identificar o período em que ocorrem, portanto, qualquer informação contábil deve indicar claramente o período referido, independente do pagamento ou recebimento.
Esse princípio torna possível a prática de confrontar as despesas e as receitas correlatas, ocorridas em um determinado período de tempo.
Princípio do Registro pelo Valor Original
Os bens e serviços e todo o patrimônio da empresa devem ser registrados de acordo com o valor originalmente pagos por ele. Esses valores devem ser expressos em moeda nacional.
Princípio da atualização monetária
O princípio da atualização monetária diz respeito à perda patrimonial decorrente da constante desvalorização da moeda nacional. Esse princípio visa, portanto, compensar nos balanços contábeis e patrimoniais da empresa essas frequentes distorções e, assim, ajustar o valor real ao valor expresso nas transações a que se referem.
Princípio da prudência
O princípio da prudência diz respeito ao fato que os contadores devem usar de prudência quando no julgamento de estimativas contábeis. Embora não haja nenhuma medida definitiva da materialidade, o julgamento do contador sobre essas questões deve ser são para que patrimônio da empresa seja apresentado de acordo com o seu valor real.
SAGE

A importância da DEFIS para as empresas de contabilidade

A importância da DEFIS para as empresas de contabilidade se dá em razão da obrigatoriedade da entrega das informações pelas entidades, para fins de fiscalização. Esse documento representa o meio adequado para informar à Receita Federal que as obrigações tributárias foram cumpridas pela organização ou, caso não tenham sido, passa a constituir uma confissão de dívida. Saiba mais sobre a DEFIS e entenda a sua importância no contexto da contabilidade e das empresas clientes.
O que é e onde deve ser entregue
A DEFIS, forma abreviada para Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais, corresponde a uma entrega de informações, relativas ao ano-calendário anterior ao do atual exercício fiscal, que as Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte, adeptas do regime tributário Simples Nacional, têm que fazer obrigatoriamente uma vez por ano.
É uma declaração que surgiu em substituição a outra, a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN), uma mudança ocorrida em 2012. Desde então, mesmo as empresas inativas devem realizar essa declaração (nesse caso, a inatividade deve ser declarada mensalmente, pelo preenchimento dos campos) e entregar os dados através de um módulo aplicativo, o PGDAS-D, disponibilizado pela Receita Federal no portal do Simples Nacional, na internet.
Uma declaração para fins de controle
Ocorre que as empresas que escolhem operar por esse regime de tributação gozam dos benefícios da unificação e simplificação da recolha dos diversos impostos e tributos. A DEFIS, declaração realizada pelas ME e EPP, vai permitir à Receita Federal verificar se os tributos e contribuições foram recolhidos corretamente no ano-calendário anterior.
Optar por um regime fiscal simplificado não significa que se perderá o controle sobre os registros das operações que a empresa realiza. A contabilidade deve estar atenta às disposições previstas em lei que contemplam seus clientes, tendo um especial cuidado com a adequada transmissão dos dados e que ela seja feita dentro do prazo.
A entrega da declaração geralmente tem data limite situada no final do mês de março todos os anos.
Atenção ao ano-calendário e ao ano de exercício fiscal
É importante lembrar que os fatos que geram a declaração das informações exigidas na DEFIS ocorreram no ano-calendário anterior ao ano do exercício fiscal em que a empresa efetivamente entregará as informações. Por isso, se diz que a entrega é feita no ano-calendário subsequente a quando se deram os fatos.
Falhas na entrega podem gerar multa para os clientes
As Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte tem que entregar a DEFIS através do PGDAS-D de forma adequada, dentro do prazo, sem informações incorretas e sem a omissão das informações requeridas. Quando isso não acontece, são geradas multas para cada mês ao qual se refere a informação incorreta.
As multas podem variar entre uma porcentagem ou um valor fixo, a depender da infração: se por ausência de informações, informação entregue após o limite de prazo, se por grupos de informações incorretas ou não declaradas.
É importante a contabilidade garantir que a situação tributária de seus clientes esteja em conformidade com a lei, bem representada diante da esfera pública. Isso impede as despesas extras com multas por atraso ou displicência e garante mais previsibilidade financeira para que a empresa de seus clientes possa continuar operando.
SAGE

CFC: Anuidade pode ser paga com desconto durante o mês de janeiro

Os profissionais e as organizações contábeis que efetuarem o pagamento da anuidade do exercício de 2017, ao Conselho Regional de Contabilidade (CRC), em cota única, durante o mês de janeiro, têm desconto no valor.
O vice-presidente de Desenvolvimento Operacional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Aécio Prado Dantas Júnior, explica que o benefício do desconto das anuidades está previsto na Resolução CFC nº 1.514 – publicada no Diário Oficial da União no dia 4 de novembro de 2016 –, que dispõe sobre os valores das anuidades, taxas e multas devidas aos CRCs.
A correção das anuidades de 2017 tem como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) acumulado de outubro de 2015 a setembro de 2016. “O percentual de reajuste das anuidades utilizado pelo CFC foi de 6,12%, índice inferior ao IPCA acumulado no período, que foi de 8,48%”, afirma o vice-presidente.
Valores
De acordo com a Resolução nº 1.514/2016, os valores das anuidades devidas aos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs), com vencimento em 31 de março de 2016, serão:
I – de R$538,00 (quinhentos e trinta e oito reais) para os contadores e de R$482,00 (quatrocentos e oitenta e dois reais) para os técnicos em contabilidade;
II – de R$267,00 (duzentos e sessenta e sete reais) para empresário individual e empresa individual de responsabilidade limitada (Eireli);
III – para as sociedades:
a) de R$538,00 (quinhentos e trinta e oito reais), com 2 (dois) sócios;
b) de R$808,00 (oitocentos e oito reais), com 3 (três) sócios;
c) de R$1.080,00 (mil e oitenta reais), com 4 (quatro) sócios;
d) de R$1.349,00 (mil trezentos e quarenta e nove reais), acima de 4 (quatro) sócios.
Contabilidade

Crescimento Tecnológico x Contabilidade

O empreendedorismo na contabilidade é uma ferramenta utilizada e levada a sério pela maioria dos gestores da área contábil.
Em muitos casos é feito até mesmo um planejamento estratégico da forma como a empresa está e como trabalha hoje, e o que ela precisa fazer para atingir os seus objetivos.
Com base nesse planejamento o gestor conseguirá identificar mais facilmente onde deverá depositar maiores recursos e esforços, e a média de tempo para ver os resultados deste empenho.
Mas para isso a empresa precisará se sujeitar ao crescimento tecnológico. O crescimento tecnológico poderá garantir a ampliação do negócio contábil, pois poderá atingir em menor tempo mais clientes, atendendo as suas necessidades e gerando satisfação para o cliente e receita para o escritório.
A inovação e a tecnologia andam juntas para auxiliar o desenvolvimento das empresas, e o empresário que está antenado nas tendências para o crescimento do negócio contábil já sabe disso.
Uma empresa que está conectada a excelentes tecnologias digitais garante uma boa cultura dentro de seu escritório, e uma visão mais profissional perante seu cliente.
Todo bom empreendedor investe em inovação, isso é essencial, pois demonstra que a empresa tem um diferencial na prestação de seus serviços perante seus concorrentes.
O empreendedorismo ligado a inovação tecnológica, cria uma contabilidade mais dinâmica, independente, rápida e inteligente.
Isso sem contar com o foco na sustentabilidade. Escritórios de contabilidade geram uma grande massa de papéis todos os dias, desde guias, contratos, protocolos etc…
Com o uso de ferramentas digitais toda essa “papelada” será drasticamente reduzida, ajudando assim o meio ambiente e reduzindo custos com impressão.
Essa responsabilidade garante um cliente mais satisfeito, pois terá em suas mãos seus documentos e afins no tempo em que ele realmente precisa, sentindo assim, que a contabilidade é realmente parceira de sua empresa, por fornecer esses serviços diferenciados.
Empreender com foco na tecnologia cria mais oportunidades de negócios, de forma sustentável, e pode garantir que um serviço muitas vezes moroso para os colaboradores se torne algo mais rápido e fácil, e lhes de mais tempo para se focar em outras atividades na empresa.
As vantagens são inúmeras para esse tema, o novo empreendedorismo já está aí batendo em nossa porta, cabendo só ao gestor abraçar ou não esta cultura.
Contabilidade

Fenacon pede alteração em data de entrega da DIRF

A Fenacon encaminhou a Secretaria da Receita Federal do Brasil ofício solicitando que a data de entrega da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – DIRF, relativa ao ano-calendário de 2016 seja mantida para o último dia de fevereiro de 2017.
Esse pedido ocorreu porque no último dia 22, a Receita divulgou Instrução Normativa nº 1671, que estabelece o dia 15/2/2017 como data limite para a entrega da DIRF. Comparando com as regras estabelecidas para a DIRF do ano-calendário 2015, a data de entrega foi antecipada em 15 dias.
O documento cita ainda alguns pontos, tais como:
Normalmente, no mês de ferreiro temos o feriado do carnaval, o que já diminui consideravelmente o tempo para elaboração dessa obrigação;
Demora no fornecimento dos Comprovantes de Rendimentos por parte das Instituições Financeiras, das Administradores de Cartões de Crédito, etc;
Volume grande de trabalho no início do ano para encerramento das contabilidades;
90% das empresas no Brasil não tem sistemas integrados e informatizados, logo a remessa e fluxo de documentos para encerramento dos balanços é morosa.
Fenacon

Como eSocializar seu cliente

Precisamos elaborar um manual ou uma cartilha que pode ser impressa ou disponibilizada no site do escritório para consulta a qualquer momento pelo cliente.
Essa cartilha deverá conter todos os serviços que o escritório realiza para os clientes e detalhadamente descrito como funciona o processo com prazos bem definidos.
Vou exemplificar abaixo a descrição de um dos serviços do departamento pessoal do escritório para você ter uma referência e para que possa se basear na elaboração dos demais:
Coloque o máximo de informações possíveis na cartilha ou manual, sempre com prazos bem definidos e abrangentes para que facilite seu processo interno. Se você possui alguma forma de integração entre a empresa e o seu escritório, seja por alguma ferramenta web, por exemplo, exemplifique o máximo cada processo para facilitar o entendimento. Vídeos explicativos também são uma boa pedida para essa forma de ensinamento.
Repita o exemplo acima em todos os serviços/processos: Demissão, Férias, Afastamento, Alteração Cadastral e outros.
Sei que muitos escritórios de contabilidade já possuem essa cartilha, nesse caso, basta revê-la analisando os novos prazos e documentos estabelecidos pelo eSocial.
O que devemos cuidar muito é para que o cliente tenha fácil acesso a essa cartilha, simplesmente enviá-la para o cliente por e-mail, por exemplo, não quer dizer que ele está ciente e que sabe como proceder.
Precisamos ensinar nossos clientes, uma, duas, três vezes se necessário.
eSocializar os clientes é um dos maiores desafios que o eSocial nos traz, por isso, depende de vocês escritórios de contabilidade o sucesso desse projeto. Temos uma grande responsabilidade de proceder as diversas mudanças para que o Brasil possa entrar na era do eSocial com tranquilidade e ter sucesso.
Tendo feita essa ação já podemos partir ao passo seguinte que será publicado na próxima semana.
Contabilidade

Como eSocializar seu cliente

Então, minhas dicas nessa série de artigos vão para as empresas de contabilidade, estes milhares de escritórios espalhados pelo país e que na sua maioria ainda nem começaram a pensar em eSocial, muito menos elaboraram alguma estratégia para a aplicação deste projeto gigantesco do governo federal no seu, já tão tumultuado, dia-a-dia.
Como mencionado anteriormente no artigo “eSocial em 2018: e agora?”, semanalmente divulgaremos os passos que ajudarão vocês, empresas de contabilidade, a eSocializar seu cliente e ter um eSocial mais tranquilo.
1° passo: Analise e estude seu cliente
Ninguém melhor do que você, empresa de contabilidade, conhece seu cliente e sabe desde já se ele vai se adaptar facilmente ao eSocial ou não.
É só parar uns minutinhos e rapidamente esta resposta já vem à sua mente, não é mesmo?
Então vamos praticar isso a partir desse passo.
Primeiramente separe seus clientes pelo tamanho: Grandes, Médios e Pequenos.
Em seguida classifique seus clientes em um dos 3 tipos abaixo:
– Inovadores -> geralmente representam 5% ou menos da carteira de clientes
– Adeptos às mudanças -> geralmente representam 35% da carteira de clientes
– Resistentes às mudanças -> geralmente representam 65% da carteira de clientes
Grandes e/ou inovadores -> são aqueles clientes que possuem um RH interno ou que o escritório de contabilidade já presta um serviço de outsourcing ou terceirização, dessa forma a empresa consegue atingir diversas vantagens, uma delas é contar com profissionais da área contábil alocados em sua própria estrutura, seria praticamente como um departamento interno. Este é um diferencial que pode ser oferecido aos seus clientes e tem por objetivo proporcionar ao empresário uma tranquilidade na execução das suas atividades. Podem ser ainda clientes que tem como empresário aquela pessoa que é totalmente inovadora, e mesmo sendo uma empresa pequena, que conta com poucos colaboradores, mas que é totalmente informatizado tecnologicamente.
Médios e/ou adeptos às mudanças -> são clientes que não estão adaptados à tecnologia, mas que se trabalhados de forma adequada não resistirão e não encontrarão grandes dificuldades na mudança e adequação a uma nova realidade, a era do eSocial.
Pequenos e/ou resistentes às mudanças -> são clientes que não mostram nenhuma intenção de se informatizar e não dão ouvidos quando a empresa de contabilidade oferece serviços ou soluções mais vantajosas para automatizar processos.
Contabilidade

Prestador de serviço luta para ficar no regime especial do ISS

Prestadores de serviços que atuam no município de São Paulo como sociedades uniprofissionais – como médicos, dentistas, contadores, engenheiros e advogados – travam uma batalha contra a Prefeitura para se manter no regime tributário especial e, portanto, recolher o Imposto sobre Serviços (ISS) sobre valores fixos, por profissional, em vez de uma alíquota de até 5% sobre o faturamento.

O ponto de discórdia atual envolve a D-SUP, uma declaração exigida desses profissionais desde o ano passado, cujas respostas, neste ano, podem levar ao desenquadramento do regime tributário que estabelece valor fixo de ISS.
Neste ano, a colocação de uma questão no questionário que acompanha a declaração deixou esses profissionais em estado de alerta e tem gerado ações judiciais movidas por entidades ligadas às áreas de saúde, engenharia e contabilidade.
A polêmica pergunta: esta sociedade adota o modelo de responsabilidade limitada, constando em seu nome empresarial a expressão “Limitada” ou “LTDA”? O prazo de entrega, inicialmente previsto para este mês, foi prorrogado para o dia 30 de dezembro, mas não encerra a questão.
De acordo com Márcio Massao Shimomoto, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis em São Paulo (Sescon-SP), entre os associados, já houve casos de “expulsão” do regime tributário quase que automática a partir da data em que a empresa, em caso positivo, utiliza a expressão Limitada ou LTDA.
E mais. Segundo o dirigente, a pergunta foi inserida no questionário, respondido de forma online, no dia 10 de outubro. Se a empresa confirma possuir a expressão LTDA na razão social, a pergunta seguinte é: desde quando?
“Se a Prefeitura não mudar essa postura, haverá uma debandada de prestadores de serviços da capital, que vão preferir se estabelecer em cidades como Guarulhos, por exemplo”, prevê.
Em várias reuniões mantidas com a Secretaria de Finanças, o Sescon tentou um diálogo, mas o impasse continua. Com a transição do governo, o dirigente espera que o fisco paulistano reveja o seu posicionamento.
De acordo com Shimomoto, nenhum outro município tem a mesma interpretação da Prefeitura de São Paulo.
Com a instabilidade jurídica provocada pela declaração, a DSUP, e os seus efeitos baseados nas respostas, o prazo de entrega foi prorrogado do dia 30 de outubro para o dia 31 de dezembro.
O adiamento foi visto com bons olhos pelo Sescon, que aguarda um posicionamento do Judiciário a respeito de dois mandados de segurança movidos pelo sindicato e a Aescon (Associação das Empresas de Serviços Contábeis), que pedem a extinção dos efeitos da pergunta e, portanto, do desenquadramento dos prestadores de serviços.
DIVERGÊNCIAS
Baseada em algumas decisões judiciais, o fisco paulistano entende que o profissional liberal que limita a sua responsabilidade não pode ser uniprofissional.
“A prefeitura não quer mais a figura de uniprofissional na capital. E hoje, 90% dos contadores são uniprofissionais”, afirma Shimomoto.
Na sua visão, a interpretação do fisco é equivocada porque o próprio Código Civil não limita a responsabilidade das empresas, mesmo na condição de LTDA.
Na opinião do advogado tributarista Kiyoshi Harada, a iniciativa da Prefeitura é uma “inusitada” arbitrariedade e atenta contra os princípios da razoabilidade, previsibilidade e segurança jurídica, este último um instrumento indispensável à vida democrática de qualquer país.
“Onde não há previsão do que o poder político pode fazer, o contribuinte fica na escuridão”, afirma.
De acordo com o advogado, que recomenda às entidades de classe ingressarem com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, nenhum tribunal dará respaldo à tese da Prefeitura, cuja legislação que trata do assunto faz distinções equivocadas sobre as sociedades de prestadores de serviços não condizentes com a legislação federal.
De acordo com a Lei 13.701/2003, sociedades cujos sócios exercem a mesma atividade e que prestam serviços de forma pessoal em nome da sociedade, assumindo responsabilidade pessoal, podem ser enquadrados no regime especial de recolhimento das Sociedades Uniprofissionais.
Nesse sistema, o fisco considera como base de cálculo do ISS um valor fixo mensal proporcional ao número de profissionais habilitados.
No município de São Paulo, desde 2015, as sociedades enquadradas nesse regime estão obrigadas a declarar anualmente se atendem ou não às condições estabelecidas em lei.
O sistema da Declaração das Sociedades Uniprofissionais – D-SUP permite que essa declaração seja feita eletronicamente, através de um formulário em que são apresentadas perguntas para verificar se todas as condições para manutenção do regime especial são atendidas.
A Secretaria Municipal de Finanças foi procurada para comentar sobre as mudanças na D-SUP e não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição.
Diário do Comércio

A importância da contabilidade para o controle patrimonial das empresas

Certamente, você já deve ter ouvido falar em controle patrimonial, mas você sabe qual é o papel do contador no controle do patrimônio da empresa? Confira aqui como é feito esse controle e qual o impacto e a importância que esse trabalho do contabilista tem para as empresas.
O que é o controle patrimonial de uma empresa?
Ter controle patrimonial nada mais é do que estar a par da situação financeira da empresa de uma forma detalhada, através de um balanço patrimonial, que é um documento onde são reunidos vários dados e informações para analisar como anda o posicionamento da empresa em relação aos seus custos e bens, ou seja, seu patrimônio.
Como é feito o balanço patrimonial?
O balanço patrimonial é feito periodicamente por um profissional contabilista, que reúne vários dados financeiros da empresa, como, por exemplo, empréstimos, valores investidos no estoque, dívidas com fornecedores e pagamento de mão de obra, tudo isso de um determinado período, em um único documento para encontrar o valor patrimonial da empresa.
O balanço é composto por uma estrutura bem simples de três categorias de valores, são eles:
ativos: esses são os valores dos bens que a empresa possui, como, por exemplo, produtos em estoque, outras aplicações e investimentos que possam gerar retorno financeiro para a empresa no futuro;
passivos: são as obrigações financeiras que a empresa possui, como, por exemplo, o salário dos funcionários, o débito com os fornecedores e quaisquer outras dívidas que a empresa tenha a pagar;patrimônio líquido: é um valor positivo que resulta da diferença entre os valores ativos e passivos, é o capital da empresa.Resumidamente, para se ter um controle patrimonial é bem simples: basta reunir os valores ativos da empresa, subtrair pelos valores passivos e se obtém, então, o patrimônio líquido da empresa.Qual é a importância que o profissional contabilista tem para o controle patrimonial da empresa?
Apesar de aparentar ser um processo simples, a verdade é que obter esse controle patrimonial sobre a empresa é realmente muito trabalhoso. Imagine todo o trabalho e a cautela que é necessária para calcular todo o dinheiro que entrou e saiu da empresa no período de um ano, por exemplo.
Mas esse processo, por mais trabalhoso que possa ser, é extremamente importante para a empresa para que se possa ter um controle patrimonial preciso. Só através desse controle patrimonial é possível analisar a viabilidade do negócio. Se uma empresa deixa de se atentar para esse fluxo, a conta pode acabar saindo muito cara no final, pois apenas com esse balanço é possível manter um controle de custos eficiente na empresa. Afinal, qual é a empresa que sobrevive gastando muito e lucrando pouco?
Portanto, ter um profissional qualificado para fazer esse controle patrimonial é extremamente importante para manter o negócio sempre viável.
Sage