Contábil

Alterada norma sobre Escrituração Contábil Digital

O CFC fez publicar no DOU de 20.04.2016 a 2ª alteração do Comunicado Técnico CTG 2001 que define as formalidades da escrituração contábil em forma digital para fins de atendimento ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED).
As alterações são:
O plano de contas, com todas as suas contas sintéticas e analíticas, deve conter, no mínimo, 4 (quatro) níveis e é parte integrante da escrituração contábil da entidade, devendo seguir a estrutura patrimonial prevista nos artigos de 177 a 182 da Lei n° 6.404/1976.
Na transmissão para o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) do plano de contas, juntamente com os livros Diário e Auxiliares, e documentos da escrituração contábil digital da entidade, devem constar apenas as contas que tenham saldo ou que tiveram movimento no período.
O Livro Diário deve ser autenticado no registro público ou entidade competente, apenas quando for exigível por legislação específica.
Boletim Contábil

É obrigatória a impressão dos livros contábeis?

De acordo com a Resolução CFC nº 1.330/2011, que aprovou o ITG 2000 – Escrituração Contábil, em caso de escrituração contábil em forma digital, não há necessidade de impressão e encadernação em forma de livro.
Destaque-se que o arquivo magnético autenticado pelo registro público competente deve ser mantido pela entidade.
Bases: ITG 2000 e Manual ECD/Versão 2016.
Guia Contábil

Inteligência fiscal: seis dicas para sua empresa pagar menos impostos

Não há quem não reclame da pesada carga tributária de nosso país, que indubitavelmente fica com uma parcela muito considerável de tudo que produzimos. Por esse motivo, muitos empresários se veem em tentação: trabalhar 100% dentro da lei ou tentar buscar “caminhos alternativos”? Sei que pode parecer estranho que em meio ao “Big Brother” da Nota Fiscal Eletrônica, do acesso da Receita a cartões de crédito e movimentações bancárias dos contribuintes, que ainda existam empresários que pensem que não serão pegos no pulo caso optem pela segunda alternativa. Na verdade, alguns deles ficam tão preocupados em exercer a “evitação fiscal” que se esquecem que podem existir outros meios, dentro da legalidade, de pagar menos – e que no fim das contas o custo de sonegar pode ser bem maior do que a economia feita. Isso sem falar das potenciais multas e penalidades.
Quem opta por sonegar imposto, além de cometer crime de acordo com a Lei nº 4.729/1965, encontra uma série de dificuldades. Sabemos que é difícil hoje em dia um negócio sobreviver sem um sistema informatizado, porém nenhum fornecedor de software sério permite, por exemplo, que a emissão de documento fiscal seja parcial ou opcional, pois isso o tonaria corresponsável pelo crime de sonegação, levando mais cedo ou mais tarde todos os envolvidos a um desastroso fim.
Portanto, quem resolve sonegar acaba com uma gestão mais frágil, sem o uso de sistemas. E quem trabalha sem sistemas precisa confiar que seus funcionários não irão desviar o dinheiro de vendas “não registradas”. Por isso, o dono jamais tira férias e a empresa não cresce. Como seria a expansão ou abertura de uma nova unidade sem o dono estar lá, pessoalmente, para cuidar manualmente das transações “por fora”? Além disso, o fato fica explícito, sendo comum ocorrerem casos onde empresários sofrem ameaças de denúncias por ex-empregados no momento da rescisão.
Mas, felizmente, é possível buscar formas legais para pagar menos impostos. Não podemos nunca esquecer que as regras tributárias do nosso país, além de serem supercomplexas, possuem muitas interpretações, a ponto de ser bem difícil uma empresa estar 100% correta, por mais que queira! Então, vamos considerar que uma empresa neste segundo cenário não é uma organização perfeita, é apenas uma empresa que não quer pagar mais tributos do que que deveria. E por onde começar?
Na selva tributária, ter um bom guia pode ser a diferença entre a vida e a morte empresarial. Tudo começa, sem dúvida, com uma boa assessoria contábil. O contador assumiu nos últimos anos uma posição estratégica para empresas de qualquer porte. Então, por isso, fui direto à fonte, pesquisando as principais dicas de como lidar melhor com os impostos, dentro da legalidade. Veja o que disseram alguns dos melhores contadores do país:
Enquadre a empresa adequadamente: Um ponto de convergência onde todos os contadores são unânimes é que as empresas precisam optar pelo regime tributário mais adequado. “Ter um faturamento pequeno não quer dizer que ela deve ficar no Simples Nacional”, alerta Roberta Mantovani dos Santos, diretora da Contabilidade Nova Equipe M.. Cabe ressaltar que “o cliente deve solicitar ao seu contador uma análise anual do enquadramento”, lembra Relton Chaves, da Atlas Assessoria. “A empresa deve possuir uma boa gestão interna e uma boa contabilidade para fazer uma comparação entre os regimes do Simples Nacional, do Lucro Presumido e do Lucro Real”, destaca Gabriel Jacintho, diretor da GJacintho Consultoria. Porém, apenas é viável a simulação do enquadramento se a empresa possuir sistemas e controles eficientes na sua gestão financeira e operacional. Em outras palavras, muitas empresas pagam mais do que deveriam simplesmente por falta de uma gestão interna que gere informações confiáveis para uma análise mais criteriosa do regime tributário adequado.
Analise os benefícios fiscais: Após essa análise, sendo viável permanecer no Simples, ainda caberá verificar os benefícios fiscais previstos às operações realizadas, ou seja, “se o contribuinte cadastrou corretamente em seu sistema as operações com substituição tributária do ICMS, se há hipótese de isenção ou diferimento do ICMS (para fins de exclusão do % do ICMS do DAS), bem como se há situações de saídas de produtos monofásicos (casos em que ao estabelecimento comercial é aplicada alíquota zero de PIS/COFINS, também excluindo os percentuais correspondentes do DAS)”, explica Antonio Carlos Ijanc, da Helija Contabilidade. Pedro Barros, da MG Auditoria e Contabilidade, demonstra em números este caso para o estado de Pernambuco. “Uma empresa que está na faixa de alíquota do Simples de 11,61%, para mercadorias adquiridas com o pagamento de ICMS Substituição Tributária, poderia reduzir esta alíquota para 7,66%”, exemplifica.
Verifique as alíquotas: Outra boa dica é, na cotação de preços, sempre verificar se o produto comprado não ultrapassa os 40% de seu conteúdo em importação. “Neste caso, a mercadoria virá com alíquota de 4% de ICMS onde o empresário, sendo do Simples, não terá direito ao crédito do valor e ainda terá que recolher a diferença de alíquota (alíquota do estado menos 4%), acarretando assim um grande aumento da carga tributária”, destaca Robison José Teodoro, da Exatus Contabilidade.
Avalie dividir a empresa: “Uma opção mais avançada é repensar a estrutura empresarial, com uma possível divisão do objeto da empresa em um conjunto de empresas responsáveis por cada fase, com regimes tributários mais interessantes para cada uma delas, gerando ganhos em uma ou mais fases”, sugere Enzo Dourado, da Contribute Contadores Associados. Além disso, profissionais liberais, que costumam emitir recibos tributados de IR, já podem se associar em empresas enquadradas no Simples Nacional com uma alíquota reduzida. “No caso de sociedades de advogados, por exemplo, a alíquota inicial é de 4,5%, diminuindo drasticamente a sua carga tributária”, enfatiza Luiz Fernando Martins Alves, da Martins Alves Contabilidade.
Diminua o pró-labore: Agora, se a empresa está no Lucro Real, “diminuir o pró-labore e implantar a distribuição de lucros isentos aos sócios poderá economizar até 47,5% sobre os valores retirados”, garante Marciléia Criscuolo, da São Vicente Contabilidade. Essa distribuição pode ocorrer a qualquer tempo, desde que haja cláusula contratual específica abordando essa possibilidade e os lucros sejam comprovados mediante balancete de suspensão e redução de tributos (balancete mensal na opção do lucro real anual). Para isso, “a escrita contábil precisa ser feita com rigor”, acrescenta a contadora.
Busque opções: Adicionalmente, “é necessário verificar as opções de CNAEs, que também se enquadrem na atividade a fim de garantir uma tributação mais clara e precisa, o que pode trazer diferenças quanto às alíquotas de PIS e COFINS sobre o faturamento”, afirma Luís Monteiro, da RMonteiro Contábil. Além disso, “startups que possuem um planejamento para gerar prejuízo nos primeiros exercícios podem se beneficiar de um abatimento futuro de tributos no momento que passar a dar lucro, caso estejam enquadradas em Lucro Real”, explica Luciano Aleixo, da Aleixo & Silva. “Já no caso de multinacionais, para um estrangeiro que busca vender serviços no Brasil, a carga tributária é consideravelmente menor se o cliente estrangeiro se estabelecer no país abrindo uma empresa local e, posteriormente, remetendo os resultados da venda de serviços como lucros e/ou dividendos”, diz Rodrigo Tancredi, da HLB Spot Contábil.
Em suma, independente do regime tributário, a proximidade entre cliente e contador é fundamental. “Em conjunto, podem estudar a legislação estadual, federal e municipal para checar se existem benefícios para os produtos e operações do cliente”, aconselha Jailson Alves, da iGo Gestão Inteligente. Quem pensa em uma operação informal imagina que está economizando o valor do imposto, mas esquece de todo o custo extra que está incorrendo com gestão, equipe, possíveis perdas por desvios, além do tempo e energia que poderiam ser usados para buscar o crescimento. Com uma boa gestão, o empreendedor consegue economizar nos tributos e ter mais chance de crescer, pois com o governo eletrônico, a sonegação tende a se transformar simplesmente em um empréstimo com os juros mais altos do planeta (multa de duas a cincos vezes o valor do tributo), podendo ainda vir acompanhado de detenção de seis meses a dois anos. Com certeza, não vale a pena correr esse risco.
Administradores

Pilares do escritório contábil 1

O mercado para um escritório contábil é bem concorrido. São muitos profissionais atuantes e um número expressivo deles sonha em abrir (ou já abriu!) o seu próprio escritório. Assim, quem se aventura nessa empreitada deve ser um verdadeiro empresário contábil. E o que determinará o sucesso de seu negócio é a constante preocupação em prestar um serviço de excelência para seus clientes, tendo em mente os 5 pilares básicos que vamos descrever a seguir.
Investimento em profissionais qualificados:Quando falamos de investimento em bons profissionais, não falamos apenas na contratação de contadores com boa formação de base e experiência no mercado. Isso garante a qualidade deles no momento em que entram na empresa. Para que essa excelência se mantenha ao longo dos anos, é necessário investir em aprendizado contínuo.
É que a legislação brasileira, principalmente a tributária, muda diariamente. Assim, apenas com um acompanhamento constante das mudanças, além do investimento em cursos e treinamentos específicos, é que o escritório contábil conseguirá manter a qualidade de seus serviços.
Excelência no atendimento:O escritório contábil presta serviços que dependem de muita confiança dos clientes, uma vez que lidam com informações econômicas e financeiras sensíveis e sigilosas das empresas. Por isso, é muito importante que o serviço prestado seja feito com excelência para que transmita essa confiança e não empurre o cliente para a concorrência.
Assim, é importante que o escritório contábil esteja atento aos seus canais de comunicação com o cliente, já que uma das principais dificuldades que enfrentam é um diálogo deficiente e demorado. Por isso, trabalhe para que as dúvidas e questionamentos sejam respondidos de modo rápido (dê preferência para e-mails curtos e telefonemas) e eficaz.
Além disso, fique sempre atento a possíveis erros na prestação de seus serviços. Por isso o investimento em treinamento é tão importante.
Preço adequado dos serviços contábeis:Todo serviço precisa ter uma remuneração adequada para o escritório contábil e justa para o cliente. Assim, é importante que o contador avalie cada detalhe ao elaborar sua proposta de serviços contábeis, desde as características do contratante, até a complexidade e tempo que será gasto em cada uma das atividades que serão executadas. Somente assim terá condições de estabelecer seus honorários de forma adequada.
Uso de sistema informatizado de gestão:Se há um tempo atrás investir em um sistema informatizado de gestão era um diferencial, atualmente tornou-se um quesito básico para qualquer escritório contábil. Em tempos como o nosso, em que a produtividade deve ser garantida sem altos custos, ter um sistema adequado garante que tarefas sejam repetidas e torna o procedimento mais rápido, seguro e eficaz.
Cultivo de bons clientes:Para que o escritório se desenvolva com saúde é fundamental formar uma boa base de clientes e isso somente acontecerá se, além de conquistar novos clientes, souber manter fiéis aqueles já conquistados.
Conquistar novos clientes depende de investimento em publicidade e no fortalecimento de sua marca, claro que sempre dentro das diretrizes do código de ética da profissão. Mas a indicação é ainda a forma mais eficaz e isso somente ocorrerá quando a qualidade do serviço prestado é excelente. Está aí a razão de se seguir à risca todos os pilares que mencionamos acima. É que assim o escritório contábil manterá fiéis seus clientes conquistados e ainda gerará a possibilidade de que o indiquem para outros potenciais.
Sage

Qual a diferença entre prejuízo contábil e prejuízo fiscal ?

O termo “prejuízo contábil” é base de partida para apuração do imposto de renda (IRPJ) e contribuição social sobre o lucro (CSLL), que poderá ou não gerar um “prejuízo fiscal”.
A seguir, uma síntese sobre os referidos termos, e sua distinção específica.
Prejuízo Contábil
O prejuízo contábil origina-se na contabilidade, quando as receitas de determinado exercício são superadas pelas despesas e custos (sob o regime de competência), sendo sua compensação efetuada com reservas existentes ou com lucros contábeis futuros.
O prejuízo contábil apurado é transferido para a conta “Prejuízos Acumulados” do grupo Patrimônio Líquido, dando-lhe a destinação prevista no contrato ou estatuto social.
De acordo com os artigos 167 e 189 da Lei 6.404/76, o prejuízo contábil apurado no exercício será, obrigatoriamente, absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros, reserva legal e pela reserva de capital, nessa ordem.
Prejuízo Fiscal
O prejuízo fiscal, por sua vez, é o resultado negativo decorrente da apuração dolucro real e compensável com lucros reais posteriores.
Diferentemente do prejuízo contábil, o prejuízo fiscal tem sua origem na determinação do lucro real, ou seja, partindo-se do resultado do exercício, positivo ou negativo, são efetuados os ajustes de adição e exclusão na parte A do Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR, conforme determinação da legislação do Imposto de Renda.
Se, após estes ajustes, o resultado final apurado for negativo, será denominado prejuízo fiscal, e será controlado na parte B do LALUR, para futura compensação com o lucro real.
Uma empresa, mesmo apurando resultado contábil negativo, pode ficar sujeita ao cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro, uma vez que, efetuando os ajustes de adições e exclusões a este resultado, o mesmo pode converter-se em resultado positivo para efeitos fiscais
Guia Contábil

Benchmarking contábil: o que é e quais as suas vantagens?

Pode confessar: quando você ouve o depoimento de algum empresário de sucesso, fica muito curioso para saber exatamente o que ele fez para chegar onde chegou, certo? E quando esse gestor atua em uma empresa concorrente? Nessas horas, a curiosidade atinge um nível sem precedentes. Saiba, no entanto, que você não está sozinho. Muitos outros empresários de sucesso fariam de tudo para descobrir alguns segredos da concorrência e, para isso, apostam em uma estratégia que consegue deixá-los um pouquinho mais seguros.
Essa estratégia é o benchmarking. Mas o que é isso? Na verdade, o benchmarking contábil é um processo de comparação, no qual verificaremos quais são as práticas adotadas pelo mercado para que, dessa forma, possamos mudar as nossas próprias estratégias e convicções. É um instrumento de gestão valioso para qualquer organização e é muito comum vermos grandes empresas aplicarem essa estratégia diariamente.
Neste post vamos falar um pouco mais sobre o benchmarking e sua ligação com a contabilidade! Confira:
Benchmarking: funcionamento e vantagens
Ao contrário do que pode parecer em um primeiro momento, o benchmarking não é espionagem. É claro que, muitas vezes, nós usamos qualquer informação que conseguimos obter dos nossos concorrentes a nosso favor, mas a verdade é que o benchmaking é muito mais do que isso.
Normalmente, para estudarmos a concorrência fazemos uso de dados divulgados por eles mesmos, como tempo de atendimento, de entrega, produtos oferecidos, lucratividade mensal e anual (quando é divulgado), entre muitos outros. Todas essas informações são apuradas e comparadas com os dados obtidos internamente. Ao avaliarmos os dois cenários, podemos descobrir um pouco mais sobre o nosso próprio negócio e como ele se encontra diante do mercado.
No entanto, é importante lembrar que existem casos em que o benchmarking é feito de maneira colaborativa entre duas ou mais organizações. É o caso de empresas que realizam congressos, eventos ou treinamentos em conjunto. Em outras palavras, qualquer alternativa é válida para aprendermos mais com o próximo, o importante é não se esquecer de que o benchmarking contábil é um processo contínuo de aprendizado.
Fases do Benchmarking Contábil
Para o seu escritório contábil conseguir realizar um benchmarking efetivo, ele deve seguir algumas fases, que vão desde o planejamento até a realização de ações que efetivamente tragam resultados. Você pode seguir algumas etapas, conforme veremos a seguir:
Planejamento
Nessa fase, definiremos o que deve ser mudado e quais serão as informações que deveremos coletar. Podemos ter como objetivo, por exemplo, implementar estratégias de marketing com mais sucesso, buscando no mercado quais foram as iniciativas que realmente trouxeram o resultado esperado por nós. A ideia, portanto, é saber o que precisa ser aprimorado ou implementado.
Coleta de dados
Agora que sabemos exatamente o que pretendemos melhorar, é chegado o momento de buscar informações. Na era das redes sociais, é muito fácil conseguir informações públicas, principalmente quando nos referimos às ações de marketing, promoções, entre outras estratégias. Além disso, participar de eventos de contabilidade, como congressos e seminários, também é uma ótima forma para obter informações externas.
Análise de dados
Agora faremos um balanço das informações levantadas e da realidade do escritório. O que estamos fazendo e o que o mercado está fazendo? Qual opção é a mais viável para o meu escritório? Nessa hora, compararemos os dados obtidos com a realidade interna! É o benchmarking propriamente dito, uma vez que essa tática nada mais é do que uma análise comparativa.
Ações de melhoria
Enfim, tudo o que foi definido como prioridade na etapa do planejamento pode ser solucionado agora. Definiremos exatamente quais serão as medidas necessárias para melhorarmos o que precisávamos melhorar!
Contabilidade x Benchmarking Contábil
Ok, como isso tudo pode ser valioso para as empresas da área de contabilidade? Bom, antes de tudo é importante nos lembrarmos que a contabilidade vive constantes mudanças, que vão desde a legislação até as próprias tecnologias utilizadas para fazer a apuração das demonstrações contábeis.
Se combinarmos todos esses fatores e ainda considerarmos o constante movimento dos conselhos internacionais de contabilidade no sentido de uniformizar a área no mundo inteiro, podemos concluir que contar com um processo como o benchmarking contábil certamente poderá ajudar bastante na hora de nos adaptarmos.
Muitas empresas de contabilidade já costumam fazer o benchmarking por meio de congressos e outros eventos da área, algo muito comum. Essa é uma forma para descobrirmos o que outras organizações têm feito para contornar os inúmeros problemas fiscais no Brasil, por exemplo, e pode ser o start fundamental para que você mude completamente os paradigmas do seu atendimento!

Dicas para proteger seu escritório contábil da crise

Nos últimos meses, temos observado com apreensão a dificuldade econômica do país, e dentro desse cenário de incertezas é inevitável pensar em formas de proteger seu escritório contábil da crise.
Pensando em te orientar, listamos aqui 5 dicas para que você consiga manter firme a sua empresa mesmo em águas mais revoltosas. Assim como uma construção deve começar pelo alicerce e não pelo telhado, é importante seguir as etapas por ordem lógica, trabalhando primeiro com medidas preventivas. Confira!
Seja cauteloso
Em especial nos tempos em que nos encontramos, é importante seguir algumas medidas para prever e evitar possíveis problemas, como a inadimplência dos clientes, que possam prejudicar o seu fluxo de caixa. Considere esses pontos:
Faça uma análise antecipada
Nessa etapa inicial, você pode ter uma ideia de como está a situação da empresa por meio de uma análise cadastral e de crédito para entender a capacidade ou não de pagamento do cliente, bem como a integridade dos dados dele.
Aproxime-se do cliente
Esse aspecto é fundamental para proteger seu escritório contábil da crise, uma vez que ao se aproximar do seu cliente, ele vai entender o valor dos seus serviços e perceber a sua efetiva participação no sucesso do negócio dele. Mostre o seu valor!
Atender bem o cliente é pré-requisito para qualquer empresa que queira se manter no mercado. Mas apenas ser educado e manter o serviço em funcionamento não necessariamente vai garantir um atendimento de qualidade. Assim, para ter um atendimento ao cliente que seja o diferencial do seu escritório é preciso investir em bons profissionais, que gostem do fazem, e em metodologias que sejam eficientes e personalizadas.
Uma premissa do bom atendimento que deve ser rotina para sua equipe é saber ouvir o cliente. Colocar-se no lugar dele, entender quais são suas necessidades e só assim partir para as possíveis soluções. E para conhecer essas necessidades, nada melhor do que fazer as perguntas certas. Você pode, inclusive, criar um pequeno roteiro de atendimento para facilitar, mas com cuidado para não deixar o processo robotizado e frio, afinal, ninguém gosta de respostas prontas. Estabelecer uma relação de proximidade com o cliente também vai ajudá-lo a melhorar o seu produto, criando outros diferenciais ou aprimorando o que já existe.
Faça o que deve ser feito
A maioria das empresas que contrata um serviço contábil está ciente da importância dele e de quais as obrigações de cada parte. Mesmo assim, as condições de prestação dos serviços devem ser bem esclarecidas, e esse é o próximo aspecto que iremos abordar.
Uma dica importante é encontrar uma fatia de mercado para que sua empresa torne-se referência e, assim, conquiste mais espaço. Essa, aliás, é uma das grandes vantagens de ter um escritório contábil com um foco específico: a credibilidade. Afinal, você vai atender um nicho e poderá se tornar especialista na área, gerando indicações entre aqueles que fazem parte do seu público. E como fazer isso?
O primeiro passo é conhecer bem a sua empresa e o mercado. Avaliar o que cada concorrente tem desenvolvido e onde você pode encontrar uma brecha para mostrar sua eficiência e seu diferencial. Se seu escritório já tem tradição e boa reputação com clientes pessoa física, por que não se tornar referência nessa área? Conhecer o perfil dos profissionais que atuam na sua empresa também é fundamental para fazer a segmentação do seu negócio, assim você pode aproveitar o expertise de cada um para segmentar melhor o trabalho e o atendimento.
Formalize as condições comerciais e de pagamentos
No contrato, devem estar especificadas de forma bem clara todas as condições de pagamento, as multas e juros que incidirão sobre eventuais atrasos e datas limite para pagamentos, condições e exigências para a prestação dos serviços e possíveis suspensões em caso de problemas.
Ainda sobre as formas de pagamento, é melhor para a saúde financeira do seu escritório e do seu cliente que sejam utilizadas formas de pagamento que facilitem o seu acompanhamento e evitem que o seu cliente se esqueça de efetuá-lo, como boleto bancário e DDA (Débito Direto Autorizado), que não exigem grande estrutura para a implantação.
Mas o que fazer caso o cliente já esteja inadimplente? Aqui não tem mistério: faça a cobrança. É importante que o responsável por isso esteja preparado para entender a situação do cliente, mas também para lembrá-lo do compromisso com a sua contabilidade — sem agressividade, claro.
Esteja disposto a proteger seu escritório contábil da crise
Até aqui, seguimos passos para amenizar a crise em seu escritório contábil, trabalhando na prevenção da inadimplência e em medidas para reduzi-la. Mas há casos em que a situação já está mais avançada e, para esses, é preciso tomar uma importante medida:
Reorganize sua carteira de clientes
Essa quase sempre é uma das decisões mais difíceis de tomar, mas, acredite, nesse estágio ela é determinante para que o escritório não chegue à falência. Faça perguntas que o ajudem nesse processo.
Esse cliente tem o hábito de atrasar o pagamento dos honorários?
Nos últimos 6 meses, quantos meses ele atrasou os honorários?
Ele deu alguma satisfação ou esperou a cobrança do escritório para isso? Se esperou, qual foi a explicação para ter atrasado?
Como está a estrutura de trabalho do cliente? Ela aumentou ou diminuiu?
Existe discrepância entre as receitas e as despesas? Se sim, qual o motivo?
Responder a esses questionamentos vai ajudá-lo a entender em que situação estão seus clientes e a sua própria empresa, possibilitando proteger seu escritório contábil da crise.
Sage

Autenticação do Sped Contábil

Em virtude do grande número (perto de um milhão) de escriturações pendentes de análise pelas Juntas Comerciais, a Fenacon, o Departamento de Departamento de Registro Empresarial e Integração (DREI) e a Receita Federal do Brasil (RFB) se reuniram no último dia 14 para discutir o problema.
Participaram da reunião: pela Fenacon, o diretor de Assuntos Legislativos, Antonino Ferreira Neves e o assessor, Márcio Tonelli; o diretor do DREI, Estéfano Gimenez Nonato, a Coordenadora de Registro, Miriam da Silva Anjos, a assistente DREI/CGRS, Fátima Macambirra; o Auditor Fiscal da Receita Federal e Supervisor do Sped Contábil, José Jayme de Moraes Júnior.
A proposta de solução está bastante adiantada e tem como pilares:
Apresentação de sugestões para agilizar o processo de autenticação;
Impossibilidade da substituição de livros autenticados;
Simplificação das formalidade intrínsecas dos livros digitais;
Eliminação de exigências em cascata (falta de autenticação de um livro não impedirá a autenticação dos subsequentes); e,
Utilização de certificado digital da pessoa jurídica para assinatura.
O objetivo é dar celeridade à autenticação, tendo em vista que a maior segurança do processo está na manutenção de uma cópia do livro autêntico na base do Sped, o que inviabiliza sua adulteração.
Fenacon

Governo altera layout da Escrituração Contábil Fiscal

Com a mudança, a entrega da Declaração de Informações e de Operações Relevantes (DIOR) passa a ser obrigatória. Contribuintes devem preencher documentos até dia 30 de setembro, ou podem ser multados
A Receita Federal acaba de alterar o layout da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) tornando necessária a entrega ao fisco, pelo contribuinte, da Declaração de Informações e de Operações Relevantes (DIOR). Compõem o documento informações relativas ao conjunto de operações realizadas no ano-calendário anterior, envolvendo atos ou negócios jurídicos que acarretem supressão, redução ou diferimento de tributo. A mudança tem como objetivo atender ao artigo 7º da Medida Provisória nº 685/2015.
“Com a mudança, a DIOR passa a ser um dos componentes constante dos Registros Y700 e Y710 da Escrituração Contábil Fiscal e deve ser entregue até 30 de setembro, data final para envio da ECF à Receita”, explica Valdir de Oliveira Amorim, consultor da Sage, líder mundial de softwares para pequenas e médias empresas.
Em 2015, a Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) foi substituída pela Escrituração Contábil Fiscal (ECF), obrigação acessória do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Por meio da ECF, todas as pessoas jurídicas, mesmo as equiparadas, imunes e isentas, tributadas pelo lucro real, lucro arbitrado ou lucro presumido, deverão informar à Receita Federal todas as operações que influenciem a composição da base de cálculo e o valor devido do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
A entrega em atraso da escrituração, ou a não apresentação do documento, pode gerar multa de até 10% do lucro líquido das empresas. Para isso, o fisco criou o Registro Y720, relativo a informações de períodos anteriores, que deve ser obrigatoriamente preenchido quando a entrega da ECF estiver fora do prazo.
No registro o contribuinte informa o lucro líquido antes da incidência do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSL) do último período de apuração informado, atualizado pela taxa referencial da Selic até o termo final de encerramento do exercício a que se refere a escrituração.
Sobre a Sage
A Sage estimula o sucesso de empresas e comunidades ao redor do mundo por meio do uso de tecnologias inteligentes e da criatividade das pessoas. Ao reinventar a forma de fazer negócios e levar energia, experiência e soluções inovadoras, a Sage inspira seus clientes a realizar seus sonhos. A empresa trabalha com uma rede próspera de empreendedores, donos de negócios, comerciantes, contadores, parceiros e desenvolvedores que conduzem a economia global para oferecer a seus clientes produtos e suporte em áreas como contabilidade, recursos humanos,folha de pagamento, planejamento de recursos e pagamentos. Com 14 mil empregados e operações em 24 países, a Sage faz parte do FTSE 100, índice que reúne as 100 ações mais representativas da Bolsa de Valores de Londres. A Sage chegou ao Brasil em 2012 com a aquisição das empresas IOB, Folhamatic, EBS e Cenize, além de já atuar no país com a operação da SageXRT desde 2007.
Jornal Contábil

Veja como empresas podem reduzir tributos.

A crise está afetando grande parte das empresas e nessa hora a palavra de ordem é redução de custos. Contudo, uma forma deixar os gastos menores que poucas empresas aplicam corretamente é o planejamento tributário. Sendo que estudos apontam que as empresas pagam até 34% de tributos sobre o lucro, mas todo empresário sabe que esses valores se mostram muito maiores se forem consideradas outras questões como encargos trabalhistas, taxas e outras obrigatoriedade.
Assim, se uma empresa pretende sobreviver à crise, é fundamental a contratação de uma contabilidade que possibilite o melhor planejamento tributário. Sendo fundamental buscar reduções dentro de acordo com as frequentes alterações tributárias às quais as empresas devem se adaptar no país, administrando melhor seus tributos, obtendo maior lucratividade no seu negócio.
Segundo o diretor executivo da Confirp Contabilidade Richard Domingos, “o planejamento tributário é o gerenciamento que busca a redução de impostos, realizados por especialistas, resultando na saúde financeira. Sabe-se que em média 34% do faturamento das empresas é para pagamento de impostos. Com a alta tributação no Brasil além de terem de enfrentar empresas que vivem na informalidade, várias empresas quebram com elevadas dívidas fiscais. Assim, é salutar dizer que é legal a elisão fiscal “.
Quais os principais tipos de tributação?
São três os principais tipos de tributação: Simples Nacional, Presumido ou Real. O diretor explica que “a opção pelo tipo de tributação que a empresa utilizará no próximo ano fiscal pode ser feita até o início do próximo ano, mas, as análises devem ser realizadas com antecedência para que se tenha certeza da opção, diminuindo as chances de erros”. Importante ressaltar que cada caso deve ser analisado individualmente, evidenciando que não existe um modelo exato para a realização de um planejamento tributário já que existem várias variáveis.
Entenda melhor os tipos de tributação
Simples Nacional – é um sistema simplificado e compartilhado de arrecadação, fiscalização e cobrança direcionado para a sobrevivência das micro e pequenas empresas. Para isso, oferece vantagens, como administração mais simples e redução dos valores a seres recolhidos (na maioria dos casos). É ideal para os empresários com altas ou médias margens de lucro e despesas baixas e que possui o consumidor como seu alvo final. Contudo, existem uma série de regras para que se possa enquadrar nessa condição.
Lucro presumido – é um tipo de tributação simples no qual se define a base do cálculo do imposto de renda dos empresários que não têm a obrigação de ser apurado por meio do lucro real. Com o valor do lucro presumido se realiza um cálculo das contribuições federais e dos impostos. Esse sistema é interessante para empresas que possuem as margens reduzidas de lucro, folha salarial de valor baixo, menores despesas operacionais.
Lucro real – nesse sistema tributário é considerado o lucro líquido que engloba o período com ajuste de exclusões, adições, além de compensações descritas ou com a autorização da legislação fiscal. Sendo indicado a que possui lucro menor a 32% da receita bruta. Assim é interessante para as empresas de grande porte com as margens de lucro reduzidas, folha de pagamento baixa, despesas altas, como fretes, energia elétrica, locações e não depende do consumidor. O lucro real é obtido a partir do devido cálculo das contribuições federais e dos impostos, sendo necessário ter uma rígida escrituração contábil, lembrando que os custos devem ser comprovados com o objetivo da realização de uma compensação ou uma dedução.
Como se faz um planejamento tributário?
“De forma simplificada, num planejamento tributário se faz a análise e aplicação de um conjunto de ações, referentes aos negócios, atos jurídicos ou situações materiais que representam numa carga tributária menor e, portanto, resultado econômico maior, normalmente aplicada por pessoa jurídica, visando reduzir a carga tributária”, explica Domingos.
Alguns cuidados são fundamentais para que não se confunda elisão fiscal (Planejamento Tributário) com evasão ilícita (sonegação), pois neste último caso o resultado da redução da carga tributária advém da prática de ato ilícito punível na forma da lei.
Quais os riscos em um planejamento tributário?
“Na ânsia de realizar um planejamento tributário, muitas vezes o empresário se esquece de preocupações básicas para se manter dentro da lei. Para evitar a evasão ilícita, existe lei que possibilita que a autoridade administrativa desconsidere os atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo, para que não haja”, alerta o diretor executivo da Confirp.
Outro cuidado do empresário é ter em mente que o planejamento tributário é meio preventivo, pois deve ser realizado antes da ocorrência do fato gerador do tributo. “Um exemplo deste tipo de ação é a mudança da empresa de um município ou estado para outro que conceda benefícios fiscais”, detalha Richard Domingos.
Por fim, a valorização dos contadores e advogados das empresas é fundamental para a realização de um planejamento adequado, principalmente por serem eles as pessoas que tem contato mais próximo com a realidade da empresa e com questões judiciais, podendo repassar essas informações para a empresa com maior correção.
Jornal Contábil