Contábeis

Na Troca de Contador, Há Obrigação de Fechar o Balanço?

O contador que está recebendo o novo cliente deverá elaborar o respectivo Contrato de Prestação de Serviços Contábeis onde estará a extensão de sua responsabilidade técnica.
Quando a mudança ocorrer durante o exercício social, o profissional que está passando a escrita contábil para outro não é obrigado a levantar balanço e confeccionar diário, pois as demonstrações contábeis devem ser encerradas somente ao final do exercício.
Guia Contábil

ECD – Novas regras de substituição do arquivo poderão gerar correria

O cancelamento da autenticação e a apresentação de ECD substituta somente poderão ser feitos mediante apresentação de Termo de Verificação para fins de Substituição
Instrução Normativa nº 1.679/2016 publicada pela Receita Federal (DOU de 29/12) alterou as regras de apresentação e substituição da Escrituração Contábil Digital – ECD de que trata a Instrução Normativa nº 1.420 de 2013.
De acordo com as novas regras da , depois de autenticados somente poderão ser substituídos os livros que contenham erros que não possam ser corrigidos por meio de lançamentos extemporâneos, nos termos das Normas Brasileiras de Contabilidade.
O cancelamento da autenticação e a apresentação de ECD substituta somente poderão ser feitos mediante apresentação de Termo de Verificação para fins de Substituição que os justifique, o qual deverá integrar a escrituração substituta e conterá, além do detalhamento dos erros que motivaram a substituição:
I – identificação da escrituração substituída;
II – descrição pormenorizada dos erros;
III – identificação clara e precisa dos registros que contêm os erros, exceto quando estes decorrerem de outro erro já discriminado.
O Termo de Verificação para Fins de Substituição será assinado:
I – pelo próprio profissional contábil que assina a escrituração substituta, quando a correção dos erros não depender de alterações de lançamentos contábeis, saldos, ou demonstrações contábeis, tais como, correções em termo de abertura ou de encerramento e na identificação dos signatários;
II – por 2 (dois) profissionais contábeis, sendo 1 (um) deles contador, quando a correção do erro gerar alterações de lançamentos contábeis, de saldos ou de demonstrações não auditadas por auditor independente;
III – por 2 (dois) contadores, sendo 1 (um) deles auditor independente, quando a correção do erro gerar alterações de lançamentos contábeis, de saldos ou de demonstrações que tenham sido auditadas por auditor independente.
Serão nulas as alterações feitas sem o Termo de Verificação para fins de Substituição.
Siga o Fisco

Margem de Lucro nos Serviços Contábeis

Lucro na comercialização de uma mercadoria ou serviço prestado é o fim esperado por qualquer empresário. Portanto, conhecê-lo e buscar a meta faz parte, ao menos, da análise mensal. Você conhece o lucro do seu empreendimento?
O empregado trabalha para auferir o melhor salário possível para fazer frente aos seus compromissos e espera que tal remuneração ainda possibilite investimentos para trazer mais conforto e segurança em todo o percurso da vida. Esta economia, além de protegê-lo nas “épocas das vagas magras”, também poderá dar-lhe maior proteção quando chegar à aposentadoria.
A mesma linha de raciocínio deve acontecer na atividade empresarial, ou seja, o preço definido para a venda dos serviços e/ou mercadorias precisa ser cautelosamente calculado a fim de que seja possível vendê-los, fazendo frente à concorrência, e ao final restar lucro.
Este lucro deve ser suficiente para remunerar os investidores (sócios), custear os novos investimentos necessários à manutenção da atividade e, mais que isto, permitir a constante atualização para que o tempo não a elimine do mercado.
Quando acontece o prejuízo não é somente dos sócios, mas dos colaboradores que perdem seus postos de trabalho, dos fornecedores que, muitas vezes, amargam prejuízos pelo não recebimento, o que traz transtornos para o negócio e, inclusive, para os seus empregados. Para o governo, que deixa de arrecadar tributos. Enfim, toda a sociedade perde.
Desejo reforçar que o lucro esperado nos negócios não é coisa do “demônio”, ou seja, contra os princípios da justiça e da liberdade democrática. Ao contrário, ele é necessário para que toda a sociedade ganhe, cresça e estimule a abertura de novas oportunidades de trabalho, a geração de tributos para investir na própria sociedade e o desfrute de uma vida mais digna.
O empresário que lucra é uma pessoa animada e desejosa de reinvestir o lucro em novos negócios. Talvez você diga que o reinvestimento sirva apenas para o acúmulo de mais lucro. Qual é o mal nisso? Você prefere o empresário que se contenta com um mísero lucro que não lhe permite fazer nada além de sobreviver?
Naturalmente em tudo há limite, que surge com a concorrência e a fiscalização, pois sempre há os “espertinhos” que buscam se utilizar de subterfúgios antiéticos para maximizar exponencialmente os lucros.
Após esta pequena exposição para justificar a necessidade do lucro, pergunto: sabemos qual é o lucro ideal para a atividade que exercemos? O lucro é diferente para cada ramo de atividade, o que não significa que está errado.
A título de exemplo, veja o lucro líquido dos supermercados, de aproximadamente 3% do faturamento. No primeiro momento podemos entender que é uma margem final muito baixa, intuindo que não vale a pena atuar nesta atividade. Ao aprofundar a análise observa-se que o giro do estoque é elevadíssimo (algumas giram diariamente). Neste caso a opinião muda, pois uma pequena margem sobre o mesmo capital que circula de cinco a 10 vezes num só mês é recompensadora.
De modo geral, a lucratividade na indústria e comércio deve ficar entre 7% a 12% do faturamento bruto.
Observem que refiro-me ao lucro líquido e não ao mark-up, que é muitas vezes um “número mágico” aplicado sobre o custo de aquisição ou produção para definir o preço de venda.
Quanto maior o faturamento e o giro da mercadoria, o lucro líquido tende a ser menos para ofertar preços mais baixos, e nisto não há nada de mal, pois o que importa é o montante financeiro ao final do fechamento do balanço.
Claro que ao final desta exposição escreverei sobe a média de lucratividade esperada para as empresas de serviços e mais precisamente para a atividade de “escritório de contabilidade”.
Tenho andado pelo Brasil todo ministrando palestras sobre a precificação dos serviços contábeis e, como não poderia deixar de ser, converso com inúmeros empresários contábeis que conseguem excelentes lucratividades, bem como com outros que tem maiores dificuldades de atingir os mesmos resultados.
Enfatizo ainda que antes de apurar o lucro líquido deve ser subtraído o pró-labore dos sócios que atuam (aos somente investidores cabe apenas o lucro) e este honorário deve ser um salário justo e não exagerado. Portanto, os sócios terão duas remunerações: o pró-labore e o lucro distribuído.
Em 2014, a Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC), por mim efetuada, apurou que o lucro líquido médio da atividade empresarial contábil é de 26% (para conhecer toda a pesquisa acesse goo.gl/AVRTXB).
A pesquisa demonstrou exatamente o que é esperado pelos empresários, ou seja, de 20% a 30% de lucro líquido sobre o faturamento. Alguns podem se perguntar se esta margem é justa, pois comparada à atividade industrial e comercial, cujo percentual varia entre 7% e 12%, ela é muito alta.
Lembro que o faturamento na atividade contábil normalmente é apenas a mão de obra, diferente do comércio, onde a margem incide sobre o custo de aquisição (compra) sem ter nada feito.
Lembro que o mais importante não é o percentual de lucro, mas o montante financeiro que irá restar após o pagamento de todas as obrigações.
Guia Contábil

Lucro Presumido: Obrigatoriedade de Entrega da Escrituração Contábil Digital (ECD)

A Receita Federal do Brasil (RFB) esclareceu, em seu site (http://sped.rfb.gov.br/), que o art. 3º-A da Instrução normativa RFB nº 1.420/2013, que dispõe sobre a Escrituração Contábil Digital (ECD), é complementar ao art. 3º da mesma norma, ou seja, existem duas regras vigentes de obrigatoriedade de entrega da escrituração aplicáveis em relação aos fatos contábeis ocorridos desde:
a) 1º.01.2014: para as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, que distribuírem, a título de lucros, sem incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), parcela dos lucros ou dividendos superior ao valor da base de cálculo do imposto, diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiverem sujeitas; ou
b) 1º.01.2016: para as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido que mantiverem escrituração contábil regular, em detrimento da manutenção de Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a movimentação financeira, inclusive bancária.
Portanto, se a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido se enquadrar em, pelo menos, uma das regras supramencionadas, está obrigada a entregar a ECD.
LegisWeb

Você sabe o que é value relevance na contabilidade?

Uma empresa contábil é a grande responsável por centralizar várias informações vitais de uma empresa. É muito eficaz, inclusive, que um empresário ou gerente financeiro utilize os dados contábeis para mensurar seu desempenho real no mercado. A importância dos valores contábeis dentro da empresa pode ser chamada de value relevance, termo em inglês que pode ser traduzido para algo como “a relevância do valor”. O value relevance pode ser definido como uma análise contábil que compara os números da empresa aos estudos qualitativos e quantitativos de mercado. Esse estudo serve para mostrar que para todas as ações e escolhas feitas pelas empresas, há um impacto material em algum dos 3 valores corporativos: lucro, crescimento ou risco. Saiba mais sobre o value relevance.
O que é value relevance? O value relevance serve principalmente para compilar informações contábeis e analisá-las sob o ponto de vista do mercado financeiro. Saber o que é value relevance depende do entendimento de que é necessário o uso de informações contábeis em benefício de vários setores da empresa. Além do seu uso interno na companhia, relatórios contábeis podem ser usados como forma de melhorar a relação de um negócio ou serviço com os seus clientes também.
Quando a necessidade de um financiamento ou empréstimo surge, utilizar o value relevance é de fundamental importância para dimensionar de modo correto toda a estrutura da empresa com base nos rendimentos e projetos futuros.
Demonstração de resultados financeiros – Grandes, médias e pequenas empresas utilizam o value relevance para a finalização de suas declarações de rendimentos. O value relevance garante uma análise detalhada das mercadorias vendidas e, assim, é capaz de determinar o correto controle dos custos e dos lucros.
Demonstrativos contábeis e financeiros devem primar pela qualidade das informações prestadas para que a sua análise dentro da empresa ajude na implementação de negócios e no aumento da sua produtividade.
Processo de produção – O value relevance tenta indicar o papel do insumo para modelos de valor. Também pode ajudar os empresários a tomarem decisões em relação ao processo produtivo da empresa ou quanto ao custo de um determinado serviço — esses dados são relevantes porque determinam quanto uma indústria ou serviço poderá lucrar ou perder em um certo período de tempo.
O value relevance possui dados que devem ser vistos como um aliado do processo produtivo e analisá-los corretamente visa à economia da escala. Toda empresa deve utilizar o value relevance como um parceiro capaz de indicar o melhor caminho a ser tomado quando se busca o correto crescimento financeiro da empresa.
Um escritório contábil deve contar com um sistema capaz de uma boa capacidade técnica para tabular e dimensionar esses dados estatísticos. Já a empresa deve alimentar os relatórios contábeis continuamente para que esses dados sejam eficazes na hora da tomada de decisões.
Sage

Dicas para escolher um sistema de contabilidade

Um bom sistema de contabilidade pode ser o diferencial que sua empresa está buscando — afinal, é cada vez maior o número de obrigações acessórias que devem ser geradas e enviadas ao Fisco. Além disso, o uso de informações integradas e em tempo real é cada vez mais necessário no processo de tomada de decisão.
Pensando nisso, no post de hoje, apresentamos cinco dicas para você escolher o sistema de contabilidade mais adequado à sua empresa ou ao seu escritório contábil, que poderá lhe ajudar nesses e em outros aspectos da rotina empresarial. Vamos lá?
Agilidade e confiança
A agilidade e a confiança nos processos contábeis são parâmetros que fazem toda a diferença na hora de buscar um sistema de contabilidade. É preciso buscar soluções inteligentes, que sejam de uso intuitivo e que, no caso de alguma dúvida, possam contar com suporte disponível de acordo com as suas necessidades.
Segurança dos dados
A contabilidade é uma parte bastante sensível de uma empresa, já que trata de informações financeiras e patrimoniais. Assim, na hora de escolher um sistema de contabilidade, procure aqueles que tenham bancos de dados com segurança reforçada — para evitar problemas com perda de informações ou acesso indevido das mesmas.
O acesso controlado, definido de acordo com o tipo de usuário, também deverá ser considerado nessa hora — a medida fortalece ainda mais a segurança dos dados contábeis.
Integração
A integração entre os diferentes módulos do sistema que será escolhido é essencial — boa parte das obrigações tributárias utiliza informações de mais de um departamento ao mesmo tempo. Isso permite ainda ganho de tempo e qualidade na informação — além de evitar esquecimentos e perdas de dados que devem passar por mais de um departamento.
Outra necessidade é a integração para envio automático de obrigações como o SPED, SPED Fiscal, SEFIP eDIRF, entre outros que fazem parte do calendário de obrigações acessórias das empresas.
Gerenciamento de atividades
Um bom sistema de contabilidade é aquele que também permite o gerenciamento das atividades — e, até mesmo, dos usuários. Foque em soluções que ajudem a controlar acessos e monitorar os usuários em relação aos processos e tarefas.
Essa possibilidade permite um melhor gerenciamento do desempenho de seus colaboradores e da realização de tarefas. Gerando muitos ganhos em produtividade, o gerenciamento de atividades evita atrasos na contabilização e ainda facilita a delegação de tarefas — já que é possível entender os processos de forma detalhada.
Automatização
As soluções contábeis, atualmente, precisam ser automatizadas. Você deve optar por um sistema que possibilite que as tabelas legais sejam carregadas automaticamente — evitando, além de perda de tempo, possíveis erros de digitação.
Além disso, é preciso escolher um sistema que permita tanto o agendamento quanto a realização automática de atualizações, fazendo com que elas sejam executadas quando for mais conveniente para você e sua empresa.
Neste post, mostramos que para escolher um sistema de contabilidade é preciso buscar agilidade e confiança, um sistema integrado e que forneça a possibilidade de gerenciamento dessas atividades — e que, além disso, permita a automatização de tabelas e dos procedimentos de atualização.
Um bom sistema de contabilidade pode ser o diferencial que sua empresa está buscando — afinal, é cada vez maior o número de obrigações acessórias que devem ser geradas e enviadas ao Fisco. Além disso, o uso de informações integradas e em tempo real é cada vez mais necessário no processo de tomada de decisão.
Pensando nisso, no post de hoje, apresentamos cinco dicas para você escolher o sistema de contabilidade mais adequado à sua empresa ou ao seu escritório contábil, que poderá lhe ajudar nesses e em outros aspectos da rotina empresarial. Vamos lá?
Agilidade e confiança
A agilidade e a confiança nos processos contábeis são parâmetros que fazem toda a diferença na hora de buscar um sistema de contabilidade. É preciso buscar soluções inteligentes, que sejam de uso intuitivo e que, no caso de alguma dúvida, possam contar com suporte disponível de acordo com as suas necessidades.
Segurança dos dados
A contabilidade é uma parte bastante sensível de uma empresa, já que trata de informações financeiras e patrimoniais. Assim, na hora de escolher um sistema de contabilidade, procure aqueles que tenham bancos de dados com segurança reforçada — para evitar problemas com perda de informações ou acesso indevido das mesmas.
O acesso controlado, definido de acordo com o tipo de usuário, também deverá ser considerado nessa hora — a medida fortalece ainda mais a segurança dos dados contábeis.
Integração
A integração entre os diferentes módulos do sistema que será escolhido é essencial — boa parte das obrigações tributárias utiliza informações de mais de um departamento ao mesmo tempo. Isso permite ainda ganho de tempo e qualidade na informação — além de evitar esquecimentos e perdas de dados que devem passar por mais de um departamento.
Outra necessidade é a integração para envio automático de obrigações como o SPED, SPED Fiscal, SEFIP eDIRF, entre outros que fazem parte do calendário de obrigações acessórias das empresas.
Gerenciamento de atividades
Um bom sistema de contabilidade é aquele que também permite o gerenciamento das atividades — e, até mesmo, dos usuários. Foque em soluções que ajudem a controlar acessos e monitorar os usuários em relação aos processos e tarefas.
Essa possibilidade permite um melhor gerenciamento do desempenho de seus colaboradores e da realização de tarefas. Gerando muitos ganhos em produtividade, o gerenciamento de atividades evita atrasos na contabilização e ainda facilita a delegação de tarefas — já que é possível entender os processos de forma detalhada.
Automatização
As soluções contábeis, atualmente, precisam ser automatizadas. Você deve optar por um sistema que possibilite que as tabelas legais sejam carregadas automaticamente — evitando, além de perda de tempo, possíveis erros de digitação.
Além disso, é preciso escolher um sistema que permita tanto o agendamento quanto a realização automática de atualizações, fazendo com que elas sejam executadas quando for mais conveniente para você e sua empresa.
Neste post, mostramos que para escolher um sistema de contabilidade é preciso buscar agilidade e confiança, um sistema integrado e que forneça a possibilidade de gerenciamento dessas atividades — e que, além disso, permita a automatização de tabelas e dos procedimentos de atualização.
Sage

O caminho da excelência nos serviços contábeis

Com o passar dos anos o trabalho do profissional contábil tem se tornado cada dia mais importante para as organizações de todos os portes. Percebendo a necessidade de assessorar as empresas de maneira cada vez mais eficiente, muitos empresários contábeis têm investido cada vez mais na qualificação das suas equipes.
No Estado de São Paulo, há 11 anos, o Programa de Qualidade de Empresas Contábeis – PQEC tem sido uma referência, tanto para quem busca melhorar os serviços contábeis quanto para as empresas que querem uma assessoria contábil qualificada. Trata-se de um Programa das Empresas Contábeis desenvolvido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP) e a Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Aescon-SP), comprometido com a ética e a qualidade dos serviços prestados pelos seus associados. Para participar é necessário atender a alguns requisitos, como atuar mais de três anos no mercado, realizar escrituração contábil regular, não compartilhar o mesmo espaço físico com atividades não afins à área contábil, participar dos cursos obrigatórios, complementares e/ou facultativos oferecidos pela UNISESCON.
Com a parceria firmada com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), as empresas de contabilidade participantes do PQEC podem optar pela certificação máxima da qualidade, a ISO 9001. O programa é composto por cinco módulos anuais preparatórios, evolutivos e a manutenção Contínua. Cada módulo possui um foco onde são trabalhadas ferramentas para o estabelecimento, implementação e melhoria do Sistema de Gestão da Qualidade.
Após a conclusão dos cinco módulos a empresa valida na Manutenção Contínua o seu Sistema de Gestão da Qualidade, obtendo a Certificação PQEC ou, se for sua opção, a Certificação PQEC+ISO, sendo que no segundo caso receberá uma auditoria dos requisitos da Norma ISO 9001:2008 que será pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A empresa que optar pela Certificação PQEC e atender os requisitos regimentais continuará recebendo a Certificação PQEC anualmente, podendo futuramente também optar pela Certificação PQEC+ ISO.
A aprovação em cada módulo considera a participação em seminários, eventos, cursos facultativos e obrigatórios, distribuídos em 4 grades com suas respectivas pontuações.
Investir em conhecimento é essencial
Para o presidente do Sescon-SP e da Aescon-SP, Marcio Massao Shimomoto, a busca contínua por conhecimento e qualidade na prestação de serviços é fundamental no cenário de hoje. “Ter um diferencial no mercado deixou de ser importante e passou a ser essencial para a sobrevivência das organizações contábeis” afirma.
Shimomoto ressalta que a formação do profissional contábil é basicamente técnica e quando ele passa a desempenhar a função de empresário contábil é fundamental conhecer ferramentas de gestão que garantam o equilíbrio e o conhecimento da sua organização. Ele lembra que hoje o volume e o detalhamento das informações que os escritórios contábeis precisam repassar ao fisco vêm crescendo, por isso é de suma importância apurar as técnicas de trabalho. “Diante desta realidade a mão de obra das organizações contábeis passa a ser mais intelectual para manter a qualidade dos serviços e atender à demanda”, conclui.
O presidente do Sescon-SP e da Aescon-SP considera que, em tempos como os que vivemos em que cada centavo faz a diferença para as empresas, a qualificação do profissional contábil pesa quando as organizações escolhem quem pode assessorá-las. “Em tempos de crise, a qualificação é um investimento seguro para atravessar este momento”, garante.
Conhecimento gerencial como ferramenta de qualidade
O vice-presidente da Aescon – SP, José Vanildo Veras da Silva, ressalta que, o PQEC está em constante evolução procurando melhorar a cada ano para oferecer aos participantes conhecimentos que possam elevar o patamar das suas organizações e fazer com que elas tenham uma visão de mercado mais expandida. “O programa visa oferecer instrumentos para enfrentar os desafios que se apontam”, afirma.
Ele lembra que o programa possui uma ênfase técnica e que leva o empresário contábil a sair do seu ambiente e amplie as suas possibilidades. Veras reforça o compromisso constante do programa com a qualidade. Prova disso está nas estatísticas que dão conta que em 2006, foram 134 empresas certificadas, em 2011, primeiro ano de certificação ISO, 349 empresas certificadas e 28 delas receberam o selo PQEC + ISO. Este ano, 473 recebem a certificação do PQEC, sendo 99 PQEC + ISO.
Veras considera que o empresário está cada vez mais exigente e criterioso na seleção da prestadora de serviços contábeis, sua parceira de negócios. Segundo ele, com a escolha certa a organização passa a usufruir dos conhecimentos da organização contábil. “Uma vez conquistado o cliente, também é importante que o empresário contábil trabalhe para que a parceria entre a sua organização e a empresa seja para a vida toda” conclui.”
Colhendo os frutos
O empresário contábil Eduardo Mesquita Amaral, sócio do Escritório Axioma, está no primeiro módulo do PQEC Extensivo. Segundo ele, trata-se do programa de qualidade mais conhecido pelos empresários contábeis, uma referência, além disso a opção continuada possibilita a certificação também no ISO9001, reconhecido internacionalmente.
Como resultado, Amaral espera a melhoria em todos os processos executados. “A necessidade de documentar os processos faz com que os colaboradores realizem as tarefas sempre da mesma maneira, agilizando-os e evitando erros”, acrescenta.
Através do PQEC ele busca ter o devido reconhecimento profissional. “A cada dia conquistamos mais respeito de nossos clientes, o desafio é ser desejado por eles”, cobiça.
Neste caminho ele considera que, com o amplo conhecimento do ramo contábil, o PQEC leva ao caminho certo e muito mais rápido, pulando a fase dos “erros e acertos”.
Marcelo Constantino da Ortec Contabilidade, também do oitavo módulo do programa extensivo revela que, tão logo soube do PQEC fez a inscrição da sua empresa, pois acredita na capacitação e treinamento. Para ele, com conhecimento se enfrenta as situações de uma forma muito mais profissional e resolvem-se as demandas de maneira mais rápida e eficaz.
Constantino considera que, o que mais exige empenho da sua equipe no momento é estimular os clientes diante da crise. “Com o treinamento recebido eu e meus colaboradores estamos visitando mais os clientes e os assessorando direto no estabelecimento”, revela.
Para o sócio na empresa XYZ Consultoria Contábil, Danilo Peselz Mitauy, que está no oitavo módulo do programa extensivo, o PQEC é um grande diferencial entre os escritórios contábeis, pois o próprio sindicato patronal acaba referenciando como um escritório que tem qualidade em seus serviços, assim se destacando dos demais concorrentes e ajudando a valorizar a profissão contábil.
Mitauy acrescenta que a própria grade de treinamento do programa exige a realização de cursos para a equipe do escritório e isso ajuda a profissionalização da equipe como um todo. “Esses treinamentos têm nos ajudado bastante internamente e melhorado a motivação da equipe” comemora.
Encontrar um equilíbrio entre as mudanças das normas internacionais de contabilidade (IFRS) com a legislação fiscal através de declarações acessórias enviadas ao governo é, no ponto de vista do empresário, um dos maiores desafios das organizações contábeis. Neste sentido ele lembra que, através dos treinamentos do programa foi possível melhorar controles internos do escritório, fazendo pesquisas tanto de satisfação dos clientes como também da equipe. “Melhoramos a comunicação da direção com a nossa equipe e sempre procuramos nos reunir para melhorar os nossos processos internos” revela.
Contabilidade na TV

A influência do governo nas empresas

Há mais de 10 anos estamos discutindo as facilidades da inclusão social dos pequenos pagadores de impostos e várias ações nesse sentido foram implantadas como o Simples Nacional e do MEI (Microempresário Individual), dentre outras.
A Lei Complementar 123/2006 que trata do Simples Nacional foi instituída para facilitar a arrecadação de impostos por parte do Governo e reduzir dificuldades para o pagamento de impostos por pequenos e microempresários brasileiros. Numa única guia, são recolhidos vários impostos (Federais, Estaduais e Municipais) de diferentes órgãos governamentais (União, Estados e Municípios) que, em tese, reduziria a complexidade no recolhimento e, ainda, o valor dos impostos a recolher.
De acordo com o Portal do Empreendedor (RFB, 2016), em 16/04/2016 o Simples Nacional, apresentava um total de 459.718 empresas optantes e uma arrecadação de R$ 8,38 bilhões em 2007, um ano após a sua instituição, e captação de 69,49 bilhões em 2015.
Quanto ao MEI, instituído pela Lei 128/2008, além de trâmite especial do processo de registro, o contribuinte pode optar pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, independentemente da receita bruta por ele auferida em cada mês. É considerado MEI o empresário individual que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário de 2014, de até R$ 60.000,00. Segundo o Portal do Empreendedor (RFB, 2016), em 31/12/2015, havia 5.589.624 Microempreendedores Individuais formalizados no Brasil.
No entanto, o que parece fácil, na prática pode causar problemas aos empresários. Na hora da declaração do seu Imposto de Renda, o sócio ou dono de um pequeno negócio pode ter imensas dificuldades. O empresário entende que, uma vez que pagou os impostos ao governo, o que sobrou no caixa da empresa pode ser retirado a título de distribuição de lucros.
Ledo engano, nos dois casos há um “lucro fiscal” que pode ser distribuído livremente (de acordo com as porcentagens determinadas pelo governo para o Simples e o MEI), porém o restante, para ser distribuído ao empresário, deve ser tributado. No Simples Nacional, essa distribuição adicional do lucro deve ser tributada na empresa pelo IRPJ e CSLL e, no caso do MEI, deve ser tributado pelo IRPF como rendimento tributável.
As informações sobre o cálculo do lucro distribuível não são claras. Os microempresários não possuem conhecimento fiscal suficiente para tal nível de detalhamento fiscal. Muitas vezes não procuram um contador para se informar ou para auxiliar na elaboração da sua declaração de imposto de renda.
A consequência disso é um pagamento de imposto menor ou maior do que o devido, além do microempresário ficar com um passivo fiscal decorrente da não interpretação adequada de uma lei, que deveria ser simplificada.
Para o Governo é bom, porque houve a inclusão de milhões de microempresários que estavam na informalidade. A evolução da arrecadação mostra isso. Para o microempresário, o benefício fiscal é duvidoso. Apesar da sua inclusão social, possibilitando o acesso a benefícios diversos decorrentes da sua legalização fiscal (acesso a crédito bancário, previdência social, entre outros), vai se criando a possibilidade de uma dívida com o governo que pode se tornar impagável. Para uma população que não é totalmente esclarecida, esse passivo pode ser mortal, levando milhares de microempresários à falência.
Diante da necessidade de alertar e discutir sobre a influência do governo na economia e os problemas causados pelo excesso de legislações tributárias vigentes no país às atividades produtivas é que foi criado o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.
*Liliane Segura é professora Centro Mackenzie de Liberdade Econômica. Pós-Doutora em Administração pela Universidade de Salamanca (Espanha), Doutora em Administração na área de Finanças pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Mestre em Administração na área de estratégia pela FEA-USP, graduada em Ciências Contábeis pela FEA-USP.
*Henrique Formigoni é professor do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica. Pós-Doutor pela Universidade de Salamanca, Espanha (2012); Doutor em Ciências Contábeis pela FEA/USP (2008); Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC/SP (1999); Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de Guarulhos (1981).
Revista Dedução

Cresce número de brasileiras chefes de família e donas do próprio negócio

As mulheres ganham menos e trabalham dobrado. No Brasil, não para de crescer o número de mulheres que são chefes de família e donas do próprio negócio.
A Eliane tem uma vida dupla. Dona de casa e empresária. Às 6h já está de pé, prepara os filhos para ir para a escola. É ela quem leva e busca, todos os dias.
E depois de deixar as crianças na escola acha que acabou o dia da Eliane? Nada. Ela chega ao trabalho, encontra com o marido e agora eles trabalham até o fim da tarde.
Eliane já é dona de duas academias de ginástica e está abrindo franquias. Negócio que mantém a família.
“Às vezes você trabalha um pouco mais, depois você tem que se dedicar um pouco mais com os filhos”, diz a empresária Eliane Kuratami.
O caso de Eliane reforça uma conclusão do Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras das Micro e Pequenas Empresas, feito pelo Sebrae e o Dieese.
Em 11 anos, o número de mulheres empreendedoras e chefes de famílias saltou de 6,3 milhões para quase 8 milhões, um crescimento de 25%.
Os setores em que as mulheres mais investem são os de comércio e serviços: 71,5%. E 15,8% das mulheres empreendedoras têm nível superior.
“Eu acho que a tendência é elas se tornarem maioria logo, logo. Porque está crescendo muito. Principalmente, no Nordeste do país. No caso do MEI, por exemplo, o microempreendedor individual, tem estados no Nordeste que têm mais mulheres do que homens como empreendedores”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.
A Camila é formada em Ciências Contábeis, chegou a trabalhar em um escritório. Mas há 3 anos decidiu investir na alimentação natural e hoje comanda a cozinha de casa e a da empresa.
“A gente sai cedinho de casa, já leva as crianças para a escola, eu já venho para cá e aqui eu fico até 18h30, 19h. Às vezes, eu ainda saio daqui e ainda tenho que comprar algumas coisas, depois ainda tem que chegar em casa fazer lição com os filhos, dar uma olhada na mochila, nos recados e tudo mais”, conta a empresária Camila Latance.
A Francine cuida da filha Nicole, de 11 anos, e ainda tem uma empresa que organiza festas infantis. Ela diz que o segredo para dar conta de tudo é empenho. “Assumi a casa, assumi ser uma mãe solteira e a gente tem que dar conta do trabalho. A gente podia ter um pouquinho mais de horas no dia, mas a gente consegue”, conclui a empresária Francine Guazzelli.
Bom dia Brasil – G1

Norma altera a autenticação de livros contábeis

Através do Decreto 8.683/2016 foi alterada a obrigatoriedade autenticação de livros contábeis, dispensando a autenticação dos referidos livros, quando a mesma for realizada através da ECD – Escrituração Contábil Digital.
A autenticação poderá ser feita por meio do Sistema Público de Escrituração Digital –SPED de que trata o Decreto 6.022/2007, mediante a apresentação da respectiva ECD.
A autenticação dos livros contábeis digitais será comprovada pelo recibo de entrega emitido pelo SPED.
São considerados autenticados os livros contábeis transmitidos pelas empresas ao Sistema Público de Escrituração Digital –SPED, ainda que não analisados pela Junta Comercial, mediante a apresentação da escrituração contábil digital.
Guia Contábil