Consumidor

Instituída a NF ao Consumidor Eletrônica – NFC-e

Através do Ajuste Sinief 19/2016 foi instituída a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica- NFC-e, modelo 65, que poderá ser utilizada, a critério das unidades federadas, pelos contribuintes do ICMS.
Considera-se NFC-e o documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito de documentar operações e prestações, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e autorização de uso pela administração tributária da unidade federada do contribuinte, antes da ocorrência do fato gerador.
A NFC-e substitui:
I – à Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2;
II – ao Cupom Fiscal emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF);
III – ao Cupom Fiscal Eletrônico – SAT ( CF-e-SAT).
Para emissão da NFC-e, o contribuinte deverá estar previamente credenciado na unidade federada em cujo cadastro de contribuintes do ICMS estiver inscrito.
A vigência das novas normas se dará a partir de 01.02.2017.
Guia Tributário

Como fazer um plano de negócios prático?

Existe um longo caminho entre uma ideia e um negócio. E nesse caminho, é fundamental prever obstáculos, definir paradas e listar tudo o que é necessário para que a caminhada alcance o destino pretendido. No mundo do empreendedorismo, a ferramenta que utilizamos para definir o caminho que será trilhado é chamada de plano de negócios.
O plano de negócios é um documento que funciona como guia estratégico para o gerenciamento do seu empreendimento. É uma forma de estruturar todos os pontos importantes do seu negócio de forma integrada, verificando novas possibilidades, potencializando oportunidades e prevendo problemas, para que estes possam ser gerenciados e resolvidos.
O plano de negócios é uma ferramenta importante, independentemente do tamanho da empresa, pois sua função é reunir todas as questões relevantes para atingir o objetivo e apresentar a forma como essas questões serão gerenciadas.
O Plano de Negócios é um documento prático
Chamar o plano de negócios de “documento” pode soar um pouco burocrático e complexo, mas não é bem por aí. O ideal é que o plano seja objetivo e focado, escrito de forma clara e que possa ser facilmente apresentando para todos os envolvidos com o sucesso da empresa.
Uma excelente ferramenta para te ajudar a pensar no plano de negócios da sua empresa é o Canvas de Modelo de Negócios, apresentado pela primeira vez por Alexander Osterwalder no livro Business Model Generation, publicado em 2011. Trata-se de um quadro dividido em nove campos, em que cada um desses campos apresentam fatores que precisam ser estruturados para que o negócio funcione.
A ideia do Canvas é apresentar, resumidamente, a estratégia de cada um dos fatores em um só quadro, formando uma visão geral do modelo de negócios. A principal função do canvas é justamente essa visualização integrada dos fatores e estratégias. O que muitas pessoas se esquecem é que, para preencher o Canvas, é preciso ter um conhecimento mínimo sobre os detalhes do seu negócio.
Portanto, antes comprar uma caixa enorme de blocos adesivos coloridos e sair colando no Canvas, é importante coletar informações sobre cada um dos fatores.
Dicas para elaborar o seu Plano de Negócios
Tenha em mente que a praticidade do seu plano de negócios está diretamente ligada à forma como esse documento te auxilia a verificar oportunidades e problemas em seu negócio, para que seja possível tomar atitudes coerentes em relação ao objetivo que você pretende atingir.
Para isso, confira essas cinco dicas valiosas que vão te ajudar a formular seu plano de negócios e alcançar seu sucesso.
1. Mantenha o foco no consumidor-Uma grande questão que precisa ser respondida o quanto antes sobre o seu negócio é: existem pessoas interessadas no seu produto? E, mais do que isso: elas estão dispostas a pagar quanto para adquiri-lo?
Eric Ries, autor do livro “A Startup Enxuta”, comenta que existe atualmente um grande número de empresas que possuem produtos de qualidade técnica excelente, mas que não apresentam soluções para problemas reais das pessoas. Portanto, para garantir o sucesso da sua ideia, procure apresentar e testar o seu produto junto ao seu potencial consumidor o quanto antes.
Assim, no momento de construir seu plano de negócios, você terá em mãos informações relevantes sobre os comportamentos do seu cliente em relação ao seu produto, e poderá criar soluções cada vez melhores.
2. Conheça o mercado-Outro detalhe importante sobre a construção do plano de negócios é o conhecimento sobre o mercado em que você pretende atuar. Colete o máximo de informações possíveis — liste todos os seus potenciais concorrentes, verifique como eles se posicionam no mercado, conheça as forças e fraquezas de cada um — para que você possa apresentar um resultado mais eficiente do que os outros.
Caso a sua empresa esteja criando um produto em um novo mercado, é preciso investir na educação do consumidor, apresentando de forma clara quais problemas o seu produto pode resolver. Uma ótima forma de fazer isso é utilizando o marketing de conteúdo. Neste post falamos um pouco sobre como a educação do mercado pode fortalecer seu negócio.
3. Defina a Missão da Empresa-A missão da sua empresa deve ser algo que inspire ações concretas e, ao mesmo tempo, determine onde a empresa pretende chegar. Por isso, ao formular a missão é necessário estabelecer um propósito que reflita os valores que a empresa pretende por em prática.
No momento de estabelecer a missão, pense em algo que possa motivar as pessoas envolvidas no sucesso da empresa a correr atrás do objetivo geral. Mais do que apenas oferecer um determinado produto ou solução, busque sempre demonstrar para o seu cliente que sua empresa trabalha com profissionalismo e conceito.
Isso é o que Steve Jobs, o fundador da Apple, chamava de “criar um grande produto”. Jobs deixou várias lições sobre estratégia que podem ser muito úteis, e muitas delas você pode conhecer neste post.
4. Defina suas metas-Com a missão da empresa definida, fica claro qual é o objetivo que se pretende alcançar. Para alcançá-lo, é preciso que você desmembre o caminho em pequenos passos até os objetivos que deverão ser realizados, um a um. E esses passos são o que chamamos de metas.
Já explicamos como estabelecer metas de forma prática neste post sobre a metodologia S.M.A.R.T., que apresenta cinco passos para estabelecer metas e acompanhar resultados que podem ajudar você a alcançar ser sucesso mais rápido.
5. Mantenha seu plano atualizado
Um detalhe importante, que nem sempre é observado, é que o plano de negócios não é um documento estático, pelo simples fato de depender do mercado, que por si só está sempre em movimento. Para manter o plano sempre atualizado, é preciso definir quais fatores são influenciadores diretos na tomada de decisões sobre o futuro da empresa.Isso pode incluir a entrada de novos concorrentes, a perda ou aquisição de determinados clientes, ou alterações na legislação vigente. Assim que algum destes fatores se altere, o documento deve ser atualizado.

ICMS – Qual documento fiscal deve ser emitido

No Estado do maranhão, contribuintes do ICMS tiveram suas inscrições suspensas por falta de emissão de documento fiscal eletrônico, CT-e.
A Secretaria de Fazenda do Estado do Maranhão suspendeu do cadastro de contribuintes do ICMS 1.582 empresas que possuem Código de Atividade de transportadores de carga em sua ficha cadastral, que ainda não haviam feito credenciamento para emitir o Conhecimento de Transporte de Carga Eletrônico (CTE).
As transportadoras de cargas, com inscrição no estado do Maranhão estão obrigadas a emitir o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), em substituição a emissão do documento fiscal em papel da prestação do serviço, desde o ano de 2012, de acordo com o previsto na Resolução nº 05/2012, da Secretaria de Estado da Fazenda do Estado. Assim como ocorreu no Estado do Maranhão, outros poderão suspender a Inscrição Estadual de contribuintes que não estão emitindo documento fiscal de acordo com as normas legais.
Uso indevido de documento fiscal
“Algumas lojas de marcas conceituadas” estabelecidas em São Paulo, emitem para acobertar operação de venda, Nota Fiscal de Venda ao Consumidor (mod.2), mas de acordo com a legislação paulista, em 2016 somente contribuintes do ICMS varejistas estão autorizados a emitir este documento fiscal, se tiveram em 2015 faturamento inferior a R$ 100 mil. Em 2017 somente o varejista que em 2016 tiver faturamento inferior a R$ 80 mil reais e em 2018 este valor cai para R$ 60 mil reais.
Assim, a partir de 2018 a Nota Fiscal de Venda ao Consumidor (NF Mod.2) somente poderá ser utilizada por contribuinte varejista com faturamento anual inferior a R$ 60 mil. Acima deste valor o varejista deverá usar o e-SAT para acobertar as operações de venda.
Penalidade
A empresa poderá ter sua Inscrição Estadual suspensa.
A emissão de documento não permitido pelo fisco, poderá resultar na suspensão e até a cassação da Inscrição Estadual, além de multa.
Assim, todos os contribuintes que não estão emitindo documento fiscal de acordo com a legislação, poderão ser autuados, e em alguns casos excluídos do Simples Nacional, conforme inciso XI do artigo 29 combinado com o inciso I do artigo 26, ambos da Lei Complementar nº 123 de 2006, conforme segue:
Art. 26. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam obrigadas a:
– emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor;
Art. 29. A exclusão de ofício das empresas optantes pelo Simples Nacional dar-se-á quando:
– houver descumprimento reiterado da obrigação contida no inciso I do caput do art. 26;
O documento emitido em desacordo com a legislação é considerado inidôneo. Assim se a sua empresa ainda emite Nota Fiscal modelo 2 (Consumidor) em substituição ao ECF ou e-SAT, poderá ser autuada.
Da mesma forma pode ocorrer com o contribuinte que ainda mantém a emissão irregular de Nota Fiscal modelo 1, quando já deveria emitir a NF-e modelo 55.
É necessário ficar atento, documento fiscal emitido irregularmente poderá gerar autuação para quem emite e para quem recebe, pois é considerado pelo fisco como inidôneo.
São Paulo – Confira documentos fiscais autorizados:
A NFC-e substitui a nota fiscal de venda a consumidor, modelo 2, e o cupom fiscal emitido por ECF.
O Cupom Fiscal eletrônico, CFe –SAT, modelo 59, substituiu a Nota Fiscal de Venda ao Consumidor (mod 2) e o Cupom Fiscal.
O CF-e-SAT, modelo 59, é um documento fiscal de existência apenas digital, armazenado exclusivamente em meio eletrônico e emitido por meio do Sistema de Autenticação e Transmissão de Cupom Fiscal Eletrônico – SAT, mediante assinatura digital gerada com base em certificado digital atribuído ao contribuinte, de forma a garantir a sua validade jurídica (Portaria CAT 147/2012).
Ao contribuinte obrigado à emissão de CF-e-SAT, é proibido o uso da “ NFVC-“On-line”, modelo 2, a que se refere o § 12 do artigo 212-O do Regulamento do ICMS (§ 6º do art. 27 da Portaria CAT 1147/2012).
Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores – Art. 27 da Portaria CAT 147/2012
Para os estabelecimentos cuja atividade econômica esteja classificada no código 4731-8/00 (comércio varejista de combustíveis para veículos automotores) da CNAE está obrigado a utilizar o e-SAT:
a) desde 01-07-2015, em substituição ao Cupom Fiscal emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF que contar com 5 anos ou mais da data da primeira lacração indicada no Atestado de Intervenção, devendo ser providenciada a cessação de uso do ECF, conforme previsto na legislação;
b) desde 01-01-2016, em substituição à Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2.
e-SAT – Procedimentos de Contingências – Portaria CAT 147/2012
Artigo 26 – Na impossibilidade de emissão do CF-e-SAT por motivo de força maior ou caso fortuito, tal como falta de energia elétrica, o contribuinte poderá emitir Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, hipótese em que deverá anotar, no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, o motivo, a data da ocorrência e os números, inicial e final, dos documentos fiscais emitidos.
§ 1º – O disposto neste artigo não se aplica quando a impossibilidade de emissão do CF-e-SAT decorrer do fato de o equipamento SAT estar bloqueado ou inoperante ou de inobservância das disposições contidas nesta portaria.
CF-e SAT poderá ser substituído pela emissão da NF-e modelo 55 e NFC-e modelo 65 – Portaria CAT 147/2012
Artigo 28 – O estabelecimento obrigado à emissão de CFe- SAT, nos termos do artigo 27, poderá, em substituição a esse documento, optar pela emissão da Nota Fiscal Eletrônica – NF-e (modelo 55) ou da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e (modelo 65), hipótese em que deverá ser observada a legislação que disciplina o documento adotado, bem como ficará vedada a emissão dos seguintes documentos: (Redação dada ao artigo pela Portaria CAT-59/15, de 11-06-2015, DOE 12-06-2015)
I – Cupom Fiscal por meio de Equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF;
II – Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, exceto na hipótese prevista no artigo 26;
III – Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, ainda que por Processamento Eletrônico de Dados, exceto nas hipóteses expressamente previstas na legislação.
Parágrafo único – Na hipótese prevista no “caput”, caso ocorram problemas técnicos que impossibilitem a transmissão da NFC-e ou da NF-e à Secretaria da Fazenda, ou a obtenção de resposta à solicitação de Autorização de Uso dos referidos documentos, deverão ser adotados os procedimentos previstos no artigo 10 da Portaria CAT-12, de 04-02-2015.
REDF – Registro Eletrônico de Documento Fiscal – RICMS/SP
Para ter validade jurídica, documentos fiscais não eletrônicos devem ser registrados na SEFAZ-SP, de acordo com os prazos previstos na legislação.
Artigo 212-P – Os documentos fiscais a seguir indicados deverão, após sua emissão, ser registrados eletronicamente na Secretaria da Fazenda:
I – a Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A;
II – a Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2;
III – o Cupom Fiscal emitido por meio de Equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF.
Fundamentação Legal:
São Paulo: Portaria CAT 147/2012; Art. 212-O, Art. 212-P do RICMS/SP; Portaria CAT 162/2008; e Portaria CAT 85 e 94 ambas de 2007.
Federal: Ajuste SINIEF 07/2005.

Consumidor e seus direitos desconhecidos

Em Março de 1991 entrava em vigor a Lei nº 8.078/90, conhecida como Código de Defesa do Consumidor (CDC), que seria a lei maior de proteção aos que compram produtos e serviços. O tempo passou e fica a pergunta: o brasileiro conhece esta lei? Você conhece alguém, exceto advogados, que a leu na íntegra? Quantas vezes você pagou por um bem e não teve o que esperava? Já pensou em pedir o dinheiro de volta e desistiu? Em tempo de crise econômica não dá para ficar jogando dinheiro fora, concorda?
Passar por problemas, ao comprar produtos e serviços, é comum no dia a dia dos brasileiros. A todo o momento se ouve, nas rodas de conversas, ou se lê nas redes sociais, ?Comprei e me dei mal?, ?Paguei e não recomendo! Nunca mais!?, ou ?Comprei e até hoje não funciona direito! Cansei de reclamar!?. Estas expressões são fruto do conhecimento superficial que muito brasileiros demostram sobre o Código de Defesa do Consumidor. Se você também nunca leu o Código, e não vai ter tempo para ler, vamos esboçar em tópicos alguns pontos importantes. Afinal, antes de exigir seus direitos, que devem ser exigidos, é preciso conhecê-los. Brevemente explicamos três pontos principais do CDC.
O que é ser consumidor? Segundo o Art. 2° ?Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço?.
O que é produto e serviço?
O Art. 3° § 1° diz ?Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.? E ainda no § 2° ?Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração?.
Quais são seus direitos? São muitos! Não será apenas um artigo que vai explicar tudo que você precisa saber. É preciso ter auxilio de um conhecedor, e buscar se inteirar ao longo do tempo. A cada compra, observar o que lhe cabe. Vejamos alguns pontos do CAPÍTULO III, Art. 6º
Proteção da vida: Direito a ser informado sobre possíveis riscos que se pode correr ao utilizar;
Educação: é seu direito ser informado como usar corretamente o produto/serviço;
Informação: Direito, a saber, tudo sobre o produto/serviço. Se você não entendeu algo, pergunte e exija;
Publicidade Enganosa. Direito a proteção contra anúncio mentiroso ou abusivo;
Contratos: Direito a proteção sobre contratos. Nunca assine contratos sem ler ou, ao menos, pedir ajuda a um especialista;
Reparação: se ouve algum dano da sua parte, procure uma compensação. É importante guardar todos os documentos da transação, outro hábito pouco comum;
Acesso aos órgãos judiciários: Direito ao acesso aos órgãos competentes no caso de danos.
A Lei ou Código de Defesa do Consumidor pode ser encontrado facilmente na internet, ou em estabelecimentos. Mas e a sua parte consumidor, de ler ou ao menos se informar a respeito, como está? Primeiro conheça, depois exija. Receber, será apenas uma consequência do saber!
SEGS

A crise atingiu sua empresa?

Quando entramos em uma recessão, logo surgem dois movimentos. Do lado do consumidor, as prioridades e os gastos encolhem. Do lado da empresa, corte de despesas, redução de preços einvestimentos suspensos.
Nessa hora, a pressão para a diminuição de custos leva a cortes indiscriminados e falar em investimento se torna quase palavrão. Pouca gente lembra que as crises terminam uma hora e precisará se manter competitivo para voltar ao jogo.
Como se costuma dizer, há o risco real de jogar fora o bebê junto com a água do banho.
O dilema curto prazo versus longo prazo se apresenta também para as grandes empresas, como foi flagrado na pesquisa anual As Marcas Mais Valiosas do Brasil, da consultoria Interbrand.
A pesquisa constatou que as empresas listadas no topo do ranking foram as que mantiveram os investimentos estratégicos em 2015. Quem não teve esse cuidado, despencou. A preocupação comum a todas foi manter a fidelidade dos clientes e continuar a ser a marca de preferência quando a crise passar.
Para quem está no sufoco, como a grande maioria dos pequenos empresários no momento, trata-se de uma tarefa dura. Como identificar as áreas críticas em que a falta de investimento pode ser fatal ao futuro da empresa?
Para encontrar respostas, fizemos a mesma coisa que o paulistano Rogério Tassitani, sócio-diretor da loja Ferrowidia – buscar ajuda de consultor (veja a história de Rogério). Saiba o que os especialistas em gestão recomendam e entenda como o empresário manteve as rédeas do negócio em períodos de baixo crescimento.
VISÃO GERAL
Controlar despesas deveria ser parte da prática normal de uma empresa, reforçam todos os consultores. Mas só ganha importância para a maioria dos empreendedores quando a recessão aperta e ficam às voltas com um plano de cortes. Conselho dos especialistas – não perca a visão geral e o que é estratégico. Veja as diretrizes que eles recomendam:
“Coloque esforços onde terá mais retorno” – Para Adriano Correa, sócio de advisory da BDO, o pequeno empresário deve ter três cuidados: “focar nos produtos corretos, investir nos melhores recursos e se livrar dos clientes que dão prejuízo”. Para fazer essa análise, precisa colocar tudo na ponta do lápis. “A ideia é garantir a manutenção do fluxo de caixa. Neste momento, ele é mais importante que o lucro.”
“Preserve o que é diferente e atrai o cliente.” Francisco Guglielme, conselheiro de empresas e professor de Gestão de PMEs na FGV-SP, recomenda priorizar a satisfação dos clientes e a proteção contra novos concorrentes. “Para os pequenos, trata-se de agüentar o tempo que for possível até a retomada do crescimento. Para isso, é necessário se conformar com a perda de lucratividade.”
“Comece a olhar o que é essencial e identifique o vai se traduzir em receita.” – Adriano Vargas, diretor da PwC, lembra que há um olhar equivocado sobre o conceito de despesas. “Os empresários costumam pegar um departamento já deficitário e cortar mais, sem separar os custos críticos dos não críticos”, disse. Um exemplo simbólico é o cafezinho, um clássico dos cortes de baixo resultado e impacto emocional nocivo sobre o clima interno.
“Identifique a estrutura necessária de pessoas, competências e equipamentos para conseguir entregar o que vende.” Vanildo Veras, vice-presidente da Aescon-SP, contabilista e consultor, ressalta que, para tomar essa decisão, “o empresário precisa ampliar a visão do negócio. Se fizer a gestão do custo pelo custo, pode perder a capacidade de atender quem está comprando”.
“Separe o que é operacional do que é estratégico e invista no estratégico.” Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae, considera que como uma das razões para os cortes indiscriminados a confusão que as empresas ainda fazem entre custos e investimentos. “Investimentos”, ele lembra, “estão ligados ao planejamento de longo prazo e ao que vai garantir o futuro da empresa. Custos são os recursos necessários para operacionalizar o negócio, como salários, aluguel, luz, água, telefonia.” (Veja a cartilha do Sebrae Alavanque sua Empresa em Tempos de Turbulência)
O QUE PRESERVAR NA TEMPESTADE
1 – Eficiência na gestão
Avalie a necessidade de investimentos em relação a dois pontos: registrar, mensurar e avaliar os custos operacionais e administrativos; e melhorar processos. São ganhos invisíveis, que despertam pouco interesse nos bons tempos, mas farão toda a diferença para chegar a uma empresa enxuta e eficiente.
Não sabe por onde começar? Só tem o Excel para acompanhar o negócio? Para dar conta das tarefas, considere os seguintes caminhos: contratar um consultor de gestão; implantar um sistema de gestão financeira; usar melhor os serviços de assessoria contábil.
Com estes reforços, será possível atacar várias frentes em busca de eficiência:
• Ter o acompanhamento estreito dos resultados da empresa
• Revisitar os custos fixos
• Verificar o escopo dos contratos para uma renegociação
• Revisar os serviços para uma possível terceirização ou internalização
• Fazer o planejamento tributário
• Revisar os sistemas elétrico e hidráulico e o plano de telefonia
• Conferir se o estoque está alinhado com a demanda
2 – Ampliação dos canais de venda
Na crise, reforçar ou preservar o departamento comercial se torna uma operação de guerra para as pequenas empresas. Embora a equipe de vendas seja a responsável pela conquista dos clientes e faturamento da empresa, um comportamento recorrente dos pequenos empresários é trocá-la por outra mais barata ou simplesmente extingui-la. Se o vendedor se paga, não é um custo.
A hora é de ampliar a estrutura de venda, que pressupõe uma solução completa – estratégia comercial, canal físico e digital, capacitação dos vendedores e ferramentas para fazer acompanhamento de resultados.
3 – Cuidados com a imagem
Os investimentos em marketing e comunicação costumam estar entre as primeiras vítimas dos planos de corte de custos. A decisão é equivocada exatamente porque não se trata de custo mas de investimento. Destrói-se um longo trabalho de construção de imagem com esta decisão.
Os riscos são grandes. Cortar verbas de marketing pode ser danoso para as vendas. O vácuo gerado pela falta de comunicação pode levar à impressão de que a empresa entrou em crise ou fechou.
Em vez de cortar a área do orçamento, suas verbas devem ser revisadas com um olhar estratégico. Assim, quando o crescimento voltar, sua empresa será a primeira a ser lembrada pelos clientes.
4 – Dimensionar o valor da equipe
Ter uma equipe competente exige um investimento alto de tempo e dinheiro, que não é levado em conta quando se decide por uma redução indiscriminada de despesas. Demissão de funcionários faz parte das medidas automáticas tomadas por muitas empresas em dificuldades, com altos riscos para a capacidade de entrega e deatendimento.
Há um jeito certo de promover cortes de pessoal? Olhando o longo prazo, é preciso avaliar o quanto a empresa vai perder de conhecimento e de eficiência com as demissões. A decisão deve ser precedida de um esforço de avaliação para não perder os mais qualificados. Se for inevitável, investir em um plano de saída diminui o drama do momento e mantém as portas abertas quando as coisas melhorarem.
Depois do corte, é fundamental criar mecanismos de valorização para quem fica. Os consultores recomendam que os empreendedores se empenhem em manter um bom clima interno. Isto precisa de comunicação e transparência para que os funcionários se sintam envolvidos no desafio de manter a empresa aberta.
5 – Melhorar o contato BtoB
Um empresário não pode se isolar no seu negócio, há muito o que dividir e aprender com clientes, fornecedores e até concorrentes. Vale a pena esse investimento.
Lembrar que todos estão passando pelas mesmas dificuldades dá margem a relações ganha-ganha. Manter mais proximidade com os pares e buscar soluções em conjunto facilita renegociar contratos. Trata-se de uma prática mais saudável do que apertar um fornecedor ou trocá-lo.
O fornecedor deve ser visto como um aliado que pode ajudar a entender o problema do cliente e a encontrar uma nova solução, como fez o grupo atacadista Martins, ao convocar os 40 principais fornecedores do negócio para buscar saídas para um ano difícil.
Os riscos da inflexibilidade podem ser a quebra de confiança entre os parceiros, o desabastecimento e a queda da qualidade do serviço/produto.
6 – Inovar e manter a qualidade do produto
A necessidade de redução de custos leva à tentação de substituir os componentes dos produtos ou de diminuir o tamanho ou escopo, com o risco de cair a qualidade. A contrapartida está na análise fria do portfólio para avaliar quais produtos trazem maior retorno para o caixa e olhar os custos de produção para torná-lo mais competitivo.
Junto com a necessidade de melhorar a gestão, a preservação da qualidade abre espaço para o investimento em inovação, ferramenta de negócios pouco considerada pelos empreendedores durante os bons tempos.
Uma nova maneira de fazer as coisas pode ser aplicada ao marketing, à linha de produção, aos processos administrativos, à logística. Deixar de criar diferenciais para o produto pode levar à obsolescência.
7 – Atenção ao movimento dos clientes
Um antídoto ao risco de perder o cliente é se aprofundar nos seushábitos de consumo e perfil. Não se preocupou em saber quantos clientes aparecem todo dia? Qual o período de fluxo mais intenso e qual o valor do tíquete médio? Agora é a hora de investir nesse conhecimento.
Ter sistemas de gestão de clientes e de cobrança ajuda a descobrir os mais rentáveis e a manter um controle rígido da inadimplência. Quando o mercado não está competitivo, é ainda mais importante ficar atento ao que o usuário quer de fato, para que não vá buscar o produto no concorrente.
Diário do Comércio

Simples Nacional – burocracia ameaça permanência de empresas no regime

Muitos contribuintes estão sofrendo com a crise econômica que assola o país, independentemente do regime tributário que se enquadra.
Mas o Simples Nacional, criado para “simplificar” a tributação e as obrigações acessórias das micro e pequenas empresas está cada vez mais “perto de acabar”.
Para evitar a inviabilização do negócio, a empresa optante pelo Simples Nacional de que trata a Lei Complementar nº 123/2006, em especial a que exerce atividade de comércio deve fazer a conta se será ou não vantagem continuar no regime, considerando as alterações das regras tributárias que vão atingir as operações interestaduais destinadas à pessoa não contribuinte do ICMS a partir de 1º de janeiro de 2016.
O cenário não é um dos melhores, além de ter de enfrentar a burocracia para realizar as operações, ainda terão de arcar com o alto custo para parametrizar o sistema de emissão das notas fiscais.
Diferencial de Alíquotas a partir de 2016
Hoje a empresa optante pelo Simples Nacional recolhe o diferencial de alíquotas apenas quando compra de fornecedor estabelecido em outro Estado. O novo diferencial de alíquota instituído pela Emenda Constitucional 87/2015, incidirá sobre as operações interestaduais destinadas a pessoa não contribuinte do ICMS.
Assim, a partir de 1º de janeiro 2016 o contribuinte do ICMS vai acumular dois diferenciais de alíquotas:
1 – Sobre a compra interestadual
2 – Sobre a venda, em operação interestadual destinada a pessoa não contribuinte do ICMS
Fluxo de caixa
Com a nova sistemática, a cada operação a empresa terá de recolher uma guia (GNRE) do diferencial de alíquotas para acompanhar a mercadoria até o seu destino. Esta exigência vai impactar no fluxo de caixa da empresa.
Burocracia
As empresas enquadradas no Simples, até o final deste ano (2015) na venda de mercadoria para pessoa não contribuinte do ICMS, não se preocupa em recolher outro ICMS sobre esta operação, visto que o imposto já está embutido no DAS (entre 1,25% a 3,95% sobre a operação).
Com a nova regra, é como se tivesse sendo “cobrado IPI” ou “ICMS Substituição” sobre a operação. O valor do diferencial de alíquotas vai compor o total da Nota Fiscal e será repassado ao destinatário da mercadoria.
Esta burocracia e aumento da carga tributária foram instituídos pela Emenda Constitucional 87/2015 e regulamentada pelo Convênio ICMS 93/2015.
Consumidor
Em razão do novo sistema de partilha do diferencial de alíquotas que vai entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2016, vários Estados estão aumento as alíquotas internas do ICMS.
Diante de tantas incertezas na economia, uma coisa é quase certa, aumento dos preços. As empresas Simples poderiam oferecer preços melhores, mas ficarão em situação difícil, visto que também foram “convocadas” para pagar pelo novo diferencial de alíquotas.
Portanto, quando o assunto é comprar de fornecedor estabelecido em outro Estado, a ordem é conhecer qual será o valor final do produto, considerando o repasse do diferencial de alíquota.
EFD-ICMS/IPI.A burocracia para as empresas enquadradas no Simples Nacional poderá ser aumentada se a exigência da Escrituração Fiscal Digital – EFD-ICMS/IPI for mantida para 2016, conforme prevê o Convênio ICMS 03/2011.
Com tanta alteração, os contadores terão de reavaliar seus honorários, afinal de contas as novas regras implicam em aumento do custo de profissionais envolvidos no processo de orientação das empresas e entrega de obrigações acessórias.Em meio a tantas medidas que estão na contramão da desburocratização do regime, micros e pequenos empresários tentam manter seus negócios.
Siga o Fisco

Vantagens da NFC-e para o contador ser mais eficiente

Nota Fiscal do Consumidor eletrônica trouxe benefícios práticos e diversas facilidades para o trabalho das contabilidades.
Nos estados onde a Nota Fiscal do Consumidor eletrônica (NFC-e) já entrou em obrigatoriedade, os contadores conseguem sentir na prática os benefícios trazidos por este novo documento fiscal do varejo. A contadora e consultora de negócios do myrp, Karine Gresser, indica cinco vantagens que a NFC-e proporciona para os profissionais contábeis.
1 – Menos obrigações acessórias
Com a obrigatoriedade da emissão da NFC-e vieram alguns benefícios para os contadores e algumas obrigações acessórias a menos. No Paraná, por exemplo, onde as obrigatoriedades de NFC-e iniciaram em julho, não é mais necessário a entrega do SINTEGRA, fazendo com que o contador tenha uma declaração a menos para se preocupar. “No dia-a-dia do contador já existem diversas declarações mensais que devem ser enviadas, então não haver a necessidade de entrega de alguma faz com que o contador tenha mais tempo para outros processos”, analisa Gresser.
2- Padronização de processos
Com a recepção do documento eletrônico do varejo, o contador poderá padronizar a informação recebida no seu sistema contábil. Ele já recebe as Notas Fiscais eletrônicas (NF-e) emitidas pelo cliente e recebidas dos fornecedores, recebe os Conhecimentos de Transporte eletrônicos (CT-e) das empresas que transportam a mercadoria e agora poderá também importar as notas emitidas para o consumidor final.
3- Sem erros de digitação
Com a chegada da NFC-e não é mais preciso fazer a digitação das notas fiscais emitidas ou mesmo da Redução Z dos cupons fiscais. Isso elimina o risco que existia anteriormente de eventuais erros de digitação e consequente prestação errada de informações.
4 – Tempo maior para consultoria
Sem a necessidade de digitação das informações e portanto com a parte operacional mais rápida, o contador ganha tempo para fazer a análise das informações e oferecer uma consultoria mais completa para seus clientes em outras partes do processo.
5 – Parametrização dos impostos
Com a NFC-e, os impostos são parametrizados antes da emissão do documento. O contador faz a análise desta informação inicial e após a emissão do documento não precisa se preocupar se o cliente informou os impostos corretamente e fazer ajustes fiscais. “A nota eletrônica faz com que o contador receba as informações de forma mais prática e segura para geração dos impostos e declarações obrigatórias”, finaliza a consultora de negócios do myrp.
Jornal Contábil

Inflação registra alta de 8,63% em 12 meses

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o mês de maio com taxa de 0,72%, o que representa um avanço de 0,04 ponto percentual em relação ao resultado da terceira prévia do mês (0,68%). No acumulado, desde janeiro, o índice apresenta alta de 5,55% e, nos últimos 12 meses, 8,63%.
O levantamento é do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) com base nas variações de preços em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.
O ritmo de alta dos preços de maio superou à da terceira prévia em três dos oito grupos pesquisados com destaque para despesas diversas, que subiram de 0,66% para 2,67%. O aumento foi influenciado, principalmente, pelo reajuste do valor dos jogos de loteria, que teve alta de 20,62%.
Em habitação, a taxa aumentou de 0,74% para 0,81% ainda sob o efeito da tarifa de energia elétrica, que subiu de 1,93% para 2,07%. No grupo alimentação, houve elevação de 0,82% sobre uma alta de 0,76%. Entre os itens alimentícios que ficaram mais caros estão as hortaliças e legumes (de 7,87% para 9,58%).
Já em comunicação ocorreu queda de 0,07%, ante 0,05%. A queda decorreu, em parte, da variação do preço da mensalidade para os serviços de internet. Essa mensalidade elevou-se em 0,27%, na pesquisa anterior, e, nesta, ficou praticamente estável com taxa de 0,01%.
Nos demais grupos, os reajustes perderam força. Em saúde e cuidados pessoais, a taxa passou de 1,51% para 1,21%, influenciado pela baixa nos medicamentos em geral (de 3,27% para 1,92%). No grupo transportes, houve alta de 0,09% sobre um aumento de 0,12% com destaque para a queda na tarifa de ônibus urbano (de -0,04% para -0,27%).
Em vestuário, o índice apontou elevação de 0,86%, taxa inferior à última apuração (1%). As roupas femininas foram as que mais influenciaram este resultado, ao passar de alta de 1,29% para 0,93%. No grupo educação, leitura e recreação, o índice teve variação de 0,4%, ligeiramente abaixo da alta passada (0,42%). Neste caso, foi verificada elevação mais branda nos ingressos para as salas de espetáculo (de 3,05% para 2,23%).
Os cinco itens de maior influência inflacionária foram: tarifa de energia elétrica (2,07%); jogo lotérico (20,62%); tomate (17,47%); cebola 32,26%; refeições fora de casa (0,72%. Em sentido oposto, os itens que mais reduziram a pressão inflacionária foram: tangerina (-28,82%); mamão papaya (-13,94%); alface (-7,14%); tarifa de telefone residencial (-0,87%) e laranja-pera (-6,25%).
Brasil Econômico, Agência Brasil

Como implementar a contabilidade ambiental nas empresas

Hoje em dia, a imagem de uma empresa diante de investidores, do mercado como um todo e até mesmo do seu público consumidor, é afetada pela existência, ou não, de uma política ambiental. Sabemos que a contabilidade tem também uma ramificação toda voltada para o propósito da sustentabilidade. Apesar disso, há evidentes dificuldades que se impõe ao processo da efetiva implementação da contabilidade ambiental nas empresas.
Parece ser confuso e, por isso, há equívocos desde a correta definição do que sejam custos ambientais, passando pela falta de esclarecimentos quanto aos ativos, falta de transparência sobre a quantificação dos danos consequentes das ações da empresa no meio, até a imprecisão quanto a assumir obrigações futuras levando em conta ações do passado.
Vamos falar dos passos necessários para por em prática a contabilidade ambiental nas empresas. Confira:
Fazer o registro das atividades
É preciso fazer registros contábeis específicos de todas as atividades da empresa que efetivamente causem, ou tenham o potencial de causar, qualquer impacto no meio ambiente, desde que tais ações possam ser medidas monetariamente.
Deverão também ser anotadas, nos devidos registros contábeis, todas as ações que a empresa venha a realizar com o propósito de amenizar as atividades impactantes no meio ambiente, ou mesmo no sentido da reparação de danos causados ao entorno.
Definir o que são os custos, os ativos e os passivos ambientais
Os custos ambientais são todos os investimentos diretos ou indiretos feitos no sistema de gerenciamento ambiental, em meio ao processo produtivo e às atividades de cunho ecológico da empresa. Os bens e diretos relacionados ou que provenham das atividades vinculadas à gestão ambiental da empresa serão os ativos ambientais. Podem apresentar-se em forma de capital circulante ou fixo.
No que diz respeito aos passivos, serão tudo o que está relacionado a financiamentos, e demais possibilidades, ligado às ações da empresa relativas ao meio ambiente. Devem estar claramente definidos e classificados no passivo circulante ou no realizável de longo prazo, sempre observando quais as contas contábeis específicas.
Informar quais foram os critérios adotados
Essas informações devem constar nas Notas Explicativas Ambientais, que, por sua vez, têm que estar separadas de outros tipos de notas explicativas.
Nessas notas específicas, é preciso que estejam esclarecidos os critérios que a empresa adotou para avaliar seus estoques ambientais, considerar o valor que possuem e a depreciação que sofreram, informar que taxas utilizou no período do exercício, explicitar como avaliou o ativo (informando as bases que serviram de parâmetro para determinar os gastos ambientais), referir as dívidas que têm relação com as ações no meio ambiente (esclarecendo qual critério contábil usou para apropriação) e informar o valor do lucro do exercício que foi destinado para as atividades da empresa no meio ambiente.
Implantação da Norma ISO 14.001
A contabilidade encarada como forma de gestão ambiental já acumula orientações de institutos internacionais de padronização, como o International Organization for Standardization (ISO). Isso significa que existe uma forma particularmente pensada para orientar a estruturação das atividades voltadas para o meio ambiente. A norma ISO 14.001 trata dos requisitos necessários para a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental, algo pelo qual as empresas podem aderir voluntariamente.
Ter uma norma dessa natureza implantada representou a abertura de caminhos para que as empresas possam exercer a gestão ambiental como item determinante de competitividade diante do mercado internacional. É também interessante porque apresenta uma forma de gestão otimizada, orientando possibilidades para a redução de custos nas operações da empresa e até mesmo incorporando à contabilidade receitas advindas de subprodutos relacionados ao processo, como a venda de papelão, por exemplo.
Aprimorar o desempenho ambiental de uma empresa é tarefa intrinsecamente relacionada à contabilização financeira das atividades que ela exercer a partir desse propósito. Nesse sentido, o profissional de contabilidade é peça fundamental para o sucesso da implantação desse ramo das ciências contábeis nas organizações.
Sage

Veja qual o impacto nas suas contas com o aumento de tributos.

Após o pacote de reajustes dos tributos IOF, PIS/Cofins e Cide, anunciados na última segunda-feira pelo Ministério da Fazenda, o Banco Central elevou, pela terceira vez seguida, a taxa Selic.
E todas essas siglas, que chegam a confundir a cabeça dos consumidores, impactam na economia e no orçamento das famílias.
Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), juntas, essas medidas vão elevar o custo do dinheiro e dos financiamentos, o que vai diminuir o poder de compra. “O conjunto da obra é que traz esse impacto. E 2015 será o ano da cautela para o consumidor.”
Confira, a seguir, o quanto deve ser a elevação no valor do crédito nas principais operações financeiras, segundo a Anefac.
1- • Financiamento de uma geladeira no comércio em 12 meses no valor de R$ 1.500,00 com taxa de juros de 4,85% ao mês (média)
• Antes (com IOF de 1,50% ao ano), o consumidor pagaria 12 parcelas mensais de R$ 170,96, totalizando um valor de R$ 2.051,52
• Agora (com IOF de 3,00% ao ano), o consumidor passará a pagar 12 parcelas mensais de R$ 173,48, totalizando um valor de R$ 2.081,76
• A elevação do IOF representará uma elevação de R$ 2,52 na prestação e de R$ 30,24 no total do financiamento
• E, com a Selic a 12,25%, haverá mais uma elevação de R$ 4,56 no total pago
• Assim, o custo total poderá ficar R$ 34,8 maior
• Utilização do Rotativo do Cartão de Crédito no valor de R$ 3.000,00 com taxa de juros de 11,22% ao mês (média)
• Antes (com IOF de 1,50% ao ano), o consumidor pagaria um valor de R$ 351,69 (juros mais IOF)
• Agora (com IOF de 3,00% ao ano), o consumidor passará a pagar um valor de R$ 355,38 (juros mais IOF)
• A elevação do IOF representará uma elevação de R$ 3,69 no valor mensal a pagar
• E, com a Selic a 12,25%, haverá mais uma elevação de R$ 1,20 no total pago
• Assim, o custo total poderá ficar R$ 4,89 maior
• A elevação do IOF representará uma elevação de R$ 6,25 na prestação e de R$ 75,00 no total do financiamento
• E, com a Selic a 12,25%, haverá mais uma elevação de R$ 14,67 no total pago
• Assim, o custo total poderá ficar R$ 89,67 maior
Jornal A Cidade