Comércio

Simples Internacional – o que muda para os empreendedores que miram em mercados internacionais?

Comercializar produtos e serviços com outros países é um dos desejos de grande parte dos empresários brasileiros. É abrir as portas para a oportunidade de se tornar visivelmente e, na essência, grande, elevando o negócio a um patamar internacional. Com a implantação do Simples Internacional, previsto para entrar em vigor no começo de 2017, sendo a Argentina a interface inicial, a promoção de acordos bilaterais entre os países dispensarão às exigências macro do tratamento tributário, simplificando-as para viabilizar as exportações de micro e pequenas empresas. Para empreendedores tanto de startups, quanto de empresas de pequeno e médio porte, será, sem dúvida, uma barreira a menos para galgar uma nova posição, podendo alcançar o mercado internacional de maneira mais simplificada e acessível.
De maneira geral, o Simples Internacional tem como meta ampliar o comércio entre países nos setores de bens e de serviços e, inúmeros outros benefícios já são visíveis e vão além da questão tributária, como, por exemplo, a desburocratização nas transações comerciais, principalmente no que tange ao câmbio, uma vez que remetentes e destinatários dos países que o integrarem poderão executá-las, recebendo os pagamentos em suas respectivas moedas por meio do Sistema de Moeda Local (SML).
Entre as frentes principais da medida, haverá a implantação do uso de moedas locais para transações, sem a necessidade de conversão em dólar, ou seja, as transações brasileiros e argentinos poderão ser efetuadas por meio de suas respectivas moedas, reais e pesos, diretamente. Além disso, há a discussão de sistemas de aceitação mútua do licenciamento em aduanas, que, basicamente, concebe estabelecimento de tratamentos iguais entre alfândegas.
Outra vertente positiva, dentro desse prisma da desburocratização, atinge em cheio o ‘Custo Brasil’, responsável pela demora e complexidade na liberação das mercadorias, em função dos requisitos advindos dos despachos aduaneiros que, hoje, são também responsáveis pela desintegração das empresas brasileiras das cadeias internacionais. A consolidação de cargas, os seguros, a logística e as tarifas incorporadas nesse processo acabam encarecendo e inviabilizando as transações.
O que está em jogo, portanto, é a possibilidade de termos um novo horizonte, já que, a proposta parte de uma brecha aberta pela lei do Simples Nacional, que criou a figura do ‘operador logístico internacional’, abrindo as portas para uma ofensiva desse nicho do empresariado no mercado de exportações. E, apesar de o desenho inicial prever o lançamento do Simples Internacional apenas com nossos vizinhos latinos, uma vez consolidado, ajustado e funcionado, nada impedirá que se estenda aos demais países do mundo.
É claro que, apesar de serem nítidas as facilidades que o novo mecanismo possibilitará, como as questões do recolhimento dos impostos junto à Receita Federal para a exportação e a própria contabilização dos impostos, ainda estarão presentes os trâmites da burocracia de registro de produto, pedido de autorização, embarque e regras sanitárias, de embalagens e todas as demais descritas e exigidas pelo Mercosul, por exemplo, que não foram e não devem ser excluídas.
E entre os segmentos mais amadurecidos e preparados para a internacionalização e que, possivelmente, se beneficiarão primeiro da nova medida estão: o de tecnologia, voltados aos softwares, games e informática; o do agronegócio, como flores, frutas e outros; o aeroespacial, com fornecedores de soluções e serviços; além das áreas médica e química.
Aos demais que desejam aproveitar a oportunidade e começar esse caminho, vale visitar feiras internacionais, conhecer de perto o mercado exterior, outros competidores, visitar câmaras de comércio de outros países para onde se deseja exportar para avaliar como elas podem ajudar, ir às embaixadas brasileiras para tentar abrir mercados e, principalmente, investir recursos para analisar o potencial do mercado externo para seus respectivos produtos e serviços. Ter uma consultoria, portanto, pode ser importante deslanchar na internalização de maneira correta, fazendo todo o mapeamento prévio necessário, contanto com um advogado especializado em tributação, por exemplo, ou mesmo recorrendo à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Estando numa conjuntura econômico-política como a que se instaurou no País, este pode ser uma abertura alternativa estratégica para ampliar as vendas, já que, quanto mais medidas forem adotadas para fomentá-las, mais poder-se-á retomar as contratações, ampliar a capacidade produtiva e, consequentemente, abrir um precedente importante para reerguer a economia, liberando-a do ciclo vicioso atual.
De todo modo, apesar de positiva, esse ainda é um passo pequeno, que precisa ser dado, mas muito ainda a ser feito, principalmente quanto à diminuição da carga tributária interna, incidindo sobre a produção e mão de obra, além de liberação de investimentos projetos que viabilizem estudos, pesquisas e tecnologias inovadoras, colocando o País em outra esfera. Só assim, de fato, o Brasil se tornará efetivamente mais competitivo e promissor em todos os âmbitos: nacional e internacional.
Contabilidade na TV

Governo simplificará pagamento de obrigações trabalhistas para empresas

O governo estenderá às empresas o eSocial, sistema que simplifica o pagamento de obrigações trabalhistas e previdenciárias de empregados domésticos. A medida faz parte do pacote de desburocratização anunciado hoje (15) pelo presidente Michel Temer e pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira.
O sistema reunirá, em uma única guia, 13 obrigações de quatro órgãos governamentais distintos – Receita Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Caixa Econômica e Ministério do Trabalho. De acordo com Meirelles, a medida reduzirá o custo para as empresas ao diminuir o tempo gasto para o cumprimento dos encargos trabalhistas e previdenciários.
“Esse é o tipo de programa que o Brasil não tem enfrentado com rigor nas últimas décadas. Uma das coisas que encontro nas minhas conversas com empresários é que o custo Brasil engloba várias coisas. Estamos trabalhando numa série de questões. Essas medidas são importantes para reduzir o custo no país num momento em que a economia cria condições para crescer mais”, disse o ministro.
O eSocial para as empresas entrará em fase de teste em julho de 2017. O sistema passará a ser obrigatório para as grandes empresas em janeiro de 2018 e para as demais empresas em julho de 2018.
Otimização
Outras medidas de desburocratização anunciadas são a inclusão dos formulários de declaração do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, no Sistema Público de Escrituração Contábil (SPED). A medida simplificará o pagamento de obrigações devidas às unidades da Federação. Em julho, o layout de escrituração simplificada estará disponível. O projeto-piloto passará a ser aplicado em dezembro de 2017.
O governo também pretende estender a nota fiscal eletrônica para a prestação de serviços a todos os municípios. Até o fim do próximo ano, um projeto-piloto será aplicado em cinco municípios: Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Marabá (PA). Em 2018, o sistema será estendido a todos os municípios.
Outra medida anunciada prevê maior rapidez na restituição e na compensação de tributos e de obrigações com a Previdência Social. Até junho, o governo pretende acelerar o ressarcimento das contribuições previdenciárias. Para os demais tributos, os novos procedimentos entrarão em vigor em dezembro de 2017.
O governo também pretende simplificar o processo de registro e de fechamento de empresas por meio da criação do Redesim, rede que integrará nacionalmente o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) com todos os órgãos de registros e licenciamento. O sistema incluirá os dados, documentos e atos cadastrais não tributários, os cadastros das administrações tributárias e órgãos de registro e licenciamento, e a concessão de inscrições e licenças para atividades econômicas e civis de baixo risco.
De acordo com Meirelles, a medida poderá reduzir para cinco dias o tempo médio de abertura e fechamento de empresas. Atualmente, o processo leva cerca de 30 dias, podendo chegar a mais de 100 dias em grandes centros. O Redesim será implementado em etapas, de março a dezembro de 2017.
O pacote de medidas prevê a unificação do registro de imóveis, títulos e documentos por meio do do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter). O cadastro unificado entrará em vigor em junho para os imóveis rurais. Até dezembro, os cartórios de registros serão integrados.
A última medida é a expansão do portal único de comércio exterior, com a consolidação, em um único ponto de entrada, do encaminhamento de todos os documentos e dados exigidos nas operações. Segundo Meirelles, a meta é reduzir em 40% o tempo para procedimentos de importação e exportação. A unificação dos formulários entrará em vigor em março para as exportações e em dezembro para as importações.
Portal EBC

DIFAL: O que é e como será aplicado ao seu negócio

A palavra Difal é um acrônimo para “diferencial de alíquota”, e diz respeito à diferença entre alíquotas de ICMS nas vendas interestaduais. Os estados têm dois tipos de alíquotas de ICMS: a interna e a externa. A alíquota interna é praticada dentro do estado e varia entre 17% e 18%. A alíquota externa é praticada nas vendas entre um estado e outro e são bem mais baixas entre 7% e 12%. Por que as alíquotas externas são menores? É porque o ICMS é recolhido no estado de origem. Há uma vantagem em cobrar alíquotas menores nas operações interestaduais: como o recolhimento de impostos é menor, o preço ao consumidor do estado de destino é menor também; assim, o estado de origem retém todo o imposto e obtém uma receita que não existiria se a alíquota fosse a mesma das operações internas.
Veja-se o caso do estado de São Paulo: as operações interestaduais não geram imposto para o estado de destino. Por isso, os estados instituíram o diferencial de alíquota: quando uma empresa compra produtos de outro estado, tem de pagar a diferença entre a alíquota interna do estado de destino. Com isso o estado de destino atinge dois propósitos: aumenta a arrecadação interna e reforça a competitividade de suas empresas.
A diferença de alíquota é o pontapé inicial da guerra fiscal entre os estados. Nada disso é novo: essa realizadade já existe há décadas. Então, o que há de novo? Até poucos anos atrás, as vendas interestaduais ocorriam entre empresas, que têm de fazer uma declaração fiscal mostrando a origem de cada compra e destino de cada venda. Assim, as próprias empresas faziam o recolhimento do imposto referente ao diferencial da alíquota.
Essa realidade mudou com o advento do comércio eletrônico. Quem faz as compras no comércio eletrônico são principalmente consumidores finais. Como as principais redes de comércio eletrônico estão sediadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, e os consumidos não fazem declarações de ICMS, tornou-se impossível aplicar o diferencial de alíquota sobre as vendas do comércio eletônico, e toda esta receita de ICMS ficou concentrada no Rio de Janeiro e São Paulo.Para equacionar esse problema, foi proposta uma emenda à Constituição, determinando que, a partirde 2019, o imposto das vendas interestaduais ao consumidor final será recolhido ao estado de destino, Haverá um período de transição no qual o ICMS será partilhado, começamdo com 20% para o estado de destino em 2015 e progredindo até atingir 100% a partir de 2019. Também há um acréscimo de até 2% para compor o FCP (Fundo de Combate à Pobreza), que incide sobre grupos de produtos pré-estabelecidos.
A introdução da Difal, naturalmente, gerou polêmicas. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade foi apresentada pela OAB ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as empresas optantes pelo Simples fossem excluídas da Difal, ainda não julgada. Em um país como o nosso, tão prodígio em idas e vindas tributárias, não é improvável que novos e confusos capítulos venham a ocorrer nessas batalhas da guerra fiscal.
Jornal do Comércio

Simples Nacional: Qual a Tabela a Aplicar?

O Simples Nacional contém 6 tabelas específicas. Para cada atividade (comércio, indústria, serviços) deve-se enquadrar a receita, para fins de recolhimento unificado, de acordo com a faixa de receita bruta.
Para o comércio (revenda de mercadorias), utiliza-se a Tabela I
Para a indústria (venda de produtos industrializados), utiliza-se a Tabela II
Para serviços em geral e locação de bens, utiliza-se a Tabela III
Para construção de imóveis, empreitadas, serviço de vigilância, limpeza ou conservação e serviços advocatícios, utiliza-se a Tabela IV.
A receita de venda de mercadoria importada por estabelecimento comercial optante pelo Simples Nacional será tributada pelo Tabela II (Solução de Consulta DISIT/SRRF 8032/2014).
Guia Tributário

Receita detalha ICMS do comércio eletrônico

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) detalhou como as empresas de comércio eletrônico deverão recolher o ICMS nas operações interestaduais a partir do próximo ano. A Emenda Constitucional (EC) nº 87 estabeleceu a repartição do tributo entre os Estados. Os procedimentos a serem adotados constam do Convênio ICMS nº 93, publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União.
De acordo com a emenda, o ICMS hoje devido para o Estado de origem será gradualmente partilhado para, em 2019, ser recolhido integralmente para o Estado de destino. Em 2016, por exemplo, irá 40% para o destino e 60% para a origem. Em 2019, caberá ao Estado de origem apenas a parcela do ICMS calculada com base na alíquota interestadual.
O convênio determina que o recolhimento do ICMS do e-commerce no país será realizado via Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE). “Antes da operação acontecer, a empresa terá que recolher o imposto. O problema é que, para cada nota fiscal, deverá também ser emitida uma guia para o Estado de destino da mercadoria”, diz Douglas Campanini, da Athros Auditoria e Consultoria.
Para evitar burocracia, as empresas com um volume alto de operações interestaduais poderão inscrever-se também no Estado de destino para recolher o ICMS devido nessas operações até o 15º dia do mês subsequente. “Esperamos que os Estados flexibilizem suas regras para isso”, afirma Campanini.
Por outro lado, o convênio só autoriza o uso do crédito de ICMS para abater o imposto devido ao Estado de origem. “Como essa deverá ser a menor parcela do ICMS pago, gerará acúmulo de créditos. As empresas poderão alegar na Justiça violação ao princípio da não cumulatividade”, afirma o advogado Thiago de Mattos Marques, do Bichara Advogados.
Além disso, a norma deixa claro que, no cálculo do ICMS, deverá ser incluído o adicional para o Fundo de Combate à Pobreza, se cobrado pelo Estado de destino.
Para verificar se o ICMS foi corretamente apurado e recolhido, o convênio autoriza o Estado de destino das mercadorias a fiscalizar o estabelecimento remetente localizado em outro Estado. “Com isso, grandes varejistas on-line podem entrar no radar de fiscalizações de mais Estados”, diz Marques.
São Paulo já havia regulamentado o ICMS do comércio eletrônico por meio da Lei nº 15.856, de julho deste ano. Especialistas afirmam que, com o convênio do Confaz, as dúvidas decorrentes da lei foram esclarecidas.
Netspeed News

Faturamento das micro e pequenas empresas cai 5,7% em julho

As micro e pequenas empresas (MPEs) do estado de São Paulo registraram em julho queda de 5,7% no faturamento real (já descontada a inflação) em relação ao mesmo período de 2014. Trata-se do 7º recuo seguido na comparação com igual mês do ano anterior, segundo o Sebrae-SP.
A receita total das MPEs em julho foi de R$ 47,6 bilhões, R$ 2,9 bilhões a menos do que a de um ano antes.
No acumulado de janeiro a julho, o faturamento das MPEs paulistas caiu 11,1% na comparação com os primeiros sete meses de 2014. As quedas, no período, por setores foram: serviços, -12,2%; comércio, -11% e indústria, -8,8%.
O Sebrae-SP credita a queda no faturamento das MPEs à diminuição da demanda tanto das famílias quanto de outras empresas, já que os pequenos negócios dependem muito do mercado interno.
Em julho, o faturamento das MPEs da indústria caiu 9,5% ante igual mês de 2014. Na mesma comparação, os setores de serviços e comércio apresentaram queda de 7,3% e 3,3% na receita, respectivamente.
Por região
O ABC registrou redução de 17,7% no faturamento sobre julho de 2014. O município de São Paulo teve recuo de 9,4% no mesmo período, a região metropolitana de São Paulo apresentou diminuição de 7,9% e o interior fechou o mês com baixa de 3,5% na receita.
Empregos e renda
No período de janeiro a julho, as MPEs aumentaram em 1,9% o total de pessoal ocupado (sócios-proprietários, familiares, empregados e terceirizados) sobre o acumulado dos sete primeiros meses de 2014.
Já a folha de salários registrou queda real de 0,8% em igual período, e o rendimento dos empregados, que diminuiu 1,5%, já descontada a inflação.
Expectativas
A expectativa dos donos de MPEs paulistas quanto ao faturamento de seus negócios, nos próximos seis meses, apresenta os seguintes dados: 61% acreditam na estabilidade nos seis meses seguintes; 18% esperam aumento da receita, e 10% esperam piora.
Em relação ao país, 35% acreditam em piora da atividade econômica nos próximos seis meses, 43% falam em estabilidade e 14% acham que a atividade econômica vai melhorar.
G1

Entidades pedem mais prazo para parcelamento das dívidas

Uma semana depois de se reunirem para consolidação de uma proposta contra aumento de impostos e a cobrança do Diferencial de Alíquota (Difa) no Estado, as entidades empresariais vinculadas ao varejo conseguiram, na tarde de quinta-feira, uma audiência com o governador José Ivo Sartori. O encontro com o chefe do Executivo ocorreu justamente no Dia do Comércio, após homenagem pela data realizada na Assembleia Legislativa, e veio em um momento oportuno: um dia depois que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou a Instrução Normativa nº 34/2015, estabelecendo que o parcelamento dos débitos fiscais relativos ao diferencial da alíquota do ICMS devem ser parcelados em até 60 meses (cinco anos).
Conforme o Jornal do Comércio antecipou na semana passada, a regulação do prazo para o parcelamento das dívidas já era aguardado, mas, mesmo assim, pegou os representantes empresariais do Estado de surpresa. “Essa é uma proposta que inviabiliza o pequeno empresário pagar a parcela e mais a Difa”, pontua o presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, um dos representantes presentes no encontro com Sartori. O governador, conta o dirigente, usou do bom humor costumeiro: “Ele brincou conosco que se pode pedir tudo na vida, mas tem que haver o entendimento e não é possível atender a tudo”. Noer pondera, no entanto, que Sartori se comprometeu a levar o pedido adiante.
Além da AVG, Federasul, Fecomércio-RS, CDL e Sindilojas Porto Alegre integram o grupo que tem lutado contra a cobrança da Difa e contra o aumento da alíquota do ICMS, já sinalizado pelo governo estadual.
Jornal do Comércio

Comissão especial aprova mudanças nas regras do Supersimples

A comissão especial que analisa mudanças no Supersimples (Projeto de Lei Complementar 25/07), aprovou há pouco, por unanimidade, o relatório do deputado João Arruda (PMDB-PR) com as novas regras para enquadramento no tributo.
O substitutivo apresentado pelo parlamentar aumenta os valores para enquadramento no regime tributário do supersimples de R$ 360 mil para R$ 900 mil (receita bruta por ano) para microempresas e de R$ 3,6 milhões para R$ 14,4 (receita bruta por ano) para pequenas empresas.
O texto aprovado na comissão também prevê a possibilidade de inclusão dos fabricantes artesanais de cervejas especiais e pequenos produtores de cachaças, licores e vinhos no regime do Supersimples.
O relatório de Arruda também reduz o número de tabelas a que estão submetidos as empresas enquadradas no supersimples. Atualmente, há seis tabelas no Simples: uma para comércio, uma para indústria e quatro tabelas de serviços.
O substitutivo também inclui os trabalhadores rurais (tratoreiros, semeadores etc) como MEI (microempreendedores individuais).
O texto aprovado na comissão especial ainda será votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.
Agência Câmara

Empresômetro começa a funcionar este mês.

O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos, anunciou nesta quarta-feira (3) a criação do Empresômetro, sistema de medição em tempo real, via internet, de abertura e fechamento das empresas no país. O anúncio foi feito durante a posse da nova diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio – DF), em Brasília.
De acordo com o ministro, o novo sistema que deverá ser implementado, ainda neste mês de setembro, é uma parceria do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da SMPE e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e vai medir os dados de abertura e fechamento de empresas em todo o País. “Com o Empresômetro, acompanharemos o número de empresas que vão nascer no Brasil daqui para frente”, declarou Afif.
Além disso, o ministro destacou que um dos maiores problemas do Brasil é a burocracia, e lembrou que a aprovação da Lei 147/14 é o começo de um processo gradativo de simplificação. “A má burocracia atrapalha a vida do país. E estamos começando a mudar esse cenário pela legislação que rege a vida das micro e pequenas empresas. Investimos na criação de um cadastro único onde o CNPJ é o número de registro para todas as instâncias. Amanhã, o ideal, é que esse atinja também as pessoas físicas do País”.
Outro ponto importante citado pelo ministro em seu discurso foi o crescimento do Micro Empreendedor Individual (MEI), que atingiu a marca de 4,2 milhões de pessoas cadastradas. “Conseguimos tirar da informalidade um número de pessoas maior do que a população do Uruguai. E a nossa meta é trazer para a formalidade, mais de um milhão de pessoas por ano. Estamos fazendo uma revolução”, enfatizou Guilherme Afif.
Secretaria da Micro e Pequena Empresa

Comércio deve abrir 138,7 mil vagas temporárias no fim deste ano.

A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) prevê que o comércio varejista vai oferecer 138,7 mil vagas de trabalho no fim deste ano, o que equivale a crescimento de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
“Se fizermos uma série histórica do crescimento dos trabalhadores temporários, será o pior resultado desde 2009. É um crescimento fraco, mas, ainda assim, é um crescimento”, informou o economista Fábio Bentes, da CNC, acrescentando que o período de contratações ocorre entre setembro e novembro.
Apesar disso, estimou que os postos temporários vão contribuir para a recuperação dos empregos no setor. Dados mais recentes do Caged (Cadastro Geral de Empregos), do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que o comércio varejista acumula redução de 78,2 mil postos de trabalho, de janeiro a julho.
— Em todas as datas comemorativas, este ano, o setor perdeu força em comparação com o ano passado. Por isso, o fator sazonal ficou mais evidente, mas sem dúvida alguma vai fechar o ano no azul.
O economista explicou que o número de vagas costuma acompanhar o resultado das vendas. No ano passado, as contratações temporárias aumentaram 3,2% em relação a 2012, para atender à expansão de 5,1% das vendas. A previsão para este ano é uma elevação menor, de 3% nas vendas, com movimentação financeira de R$ 32,5 bilhões. Ele acrescentou que o melhor Natal no histórico recente foi em 2010, quando as vendas subiram 9,5% e a contratação 7,2% na comparação com 2009.

O ramo de vestuário e calçados, que em geral abre mais vagas, por causa do impacto das vendas de fim de ano, deverá responder por quase metade (48,7% do total) das contratações. Somente em dezembro, o faturamento do setor costuma crescer 90% em relação ao mês anterior, por causa do fator sazonal.
— Isso acontece porque, dos segmentos do varejo, é o [ramo em que] se encontra produtos com valores unitários relativamente baixos. A pessoa que está com pouco dinheiro compra produtos de R$ 10 ou R$ 15 e consegue presentear. Mesmo em anos em que o varejo não vai bem ele se destaca.
O segmento de hiper e supermercados, que historicamente é o maior empregador do comércio varejista, deverá ficar em segundo lugar com 26,1 mil postos temporários (18,9%). Se a estimativa se confirmar, haverá elevação de 2,7% em relação às 25,5 mil vagas temporárias criadas no fim de 2013.
Ainda de acordo com a CNC, o maior salário de admissão deverá ocorrer no ramo de farmácias e perfumarias (R$ 1.142), mas em contrapartida o segmento deverá ofertar apenas 3,8% das vagas totais a serem criadas no varejo.
Bentes disse ainda que a falta de crédito mais barato vai prejudicar as vendas no segmento de eletrodomésticos, móveis e eletroeletrônicos.
— O crédito que a pessoa física toma no banco está muito mais caro. Isso vai atrapalhar as vendas, que dependem do crédito.
Segundo ele, tradicionalmente 15% das vagas temporárias são absorvidas pelo mercado de trabalho, mas este ano ele não acredita que isso se repita, porque o comércio não está com o mesmo desempenho de períodos anteriores.
— É um momento de cautela, e envolve um custo relativamente elevado. Certamente, o empresário vai esperar a virada do ano para ver se retoma as contratações.
R7 e Agência Brasil