Capital

Requisitos para Registro da Empresa de Trabalho Temporário

São requisitos para funcionamento e registro da empresa de trabalho temporário no Ministério do Trabalho:

I – prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), do Ministério da Fazenda;
II – prova do competente registro na Junta Comercial da localidade em que tenha sede;
III – prova de possuir Capital Social de, no mínimo, R$ 100.000,00 (cem mil reais).
Base: Lei 13.429/2017
Destaques Empresariais

Quando vale a pena (ou não) buscar um investidor para seu negócio

Quando vale a pena buscar investimento fora para minha startup (e quando não vale a pena)?
Como em todos os artigos, o primeiro esclarecimento é quanto ao significado das palavras. Investir vem do Latim investire, que significava originalmente “cobrir, rodear, colocar roupa”. No sentido comercial, o uso começou no século XVII, pelo sentido de dar um novo aspecto ao capital. Significa aplicar fundos destinados à obtenção de um determinado rendimento, resultado ou lucro.
Toda vez que falamos em investimento, há duas partes envolvidas: quem investe e quem recebe o investimento.
Investimento sob o ponto de vista do indivíduo investidor
Quando uma pessoa deseja investir o seu dinheiro, ela está fazendo uma escolha. Ela escolhe deixar de consumir no presente para obter algum tipo de benefício no futuro. É basicamente a mesma definição de uma poupança. Toda vez que se investe, também há um risco inerente: o risco de não receber o dinheiro de volta.
Essas duas condições são as que definem basicamente o rendimento ou o benefício que o investidor deve receber.
Investimento sob o ponto de vista da empresa que recebe o investimento: financiamento
Quem recebe o investimento, pessoa física ou pessoa jurídica, deseja e/ou precisa desse dinheiro naquele momento. Há um pressuposto que orienta o relacionamento e o compromisso entre ambas as partes: o de que a atividade em que tal dinheiro será empregado gerará recursos suficientes para devolver o dinheiro ao investidor, adicionado de um lucro.
Feitas as projeções de receitas, custos e despesas do empreendimento, será possível determinar quanto dinheiro será necessário investir para iniciar o negócio. Também deverá ser levado em consideração o ritmo de crescimento desejado, pois ele poderá alterar o valor a investir, especialmente quanto às necessidades de capital de giro.
Com estas projeções em mente, há ao menos seis fatores e serem levados em consideração ao procurar pela fonte ideal de financiamento: a) o valor do financiamento; b) como ele será utilizado (não é a mesma coisa obter financiamento para o capital de giro do que financiamento para comprar uma máquina, que gerará receitas com os produtos fabricados por ela); c) o custo (taxa de juros); d) quanto do controle sobre as decisões do empreendimento será perdido; e) as consequências decorrentes de tudo isso para o seu projeto; f) e o tempo que levará devolver o valor financiado ao investidor.
Se você leu com atenção o parágrafo acima, chegará a conclusão que há investidores que, além de exigir a devolução integral do empréstimo, exigirão também uma participação na sociedade. O que é que justifica esse comportamento?
Na visão desses investidores esse é o preço do risco. Nesses casos, eles não pedem uma garantia real sobre o valor emprestado. A garantia para o investidor é que ele participará das decisões operacionais e estratégicas do novo empreendimento.
Então, a resposta para a pergunta inicial do leitor é que não há uma regra. Cada um deverá pesar todos estes fatores ao tomar a decisão. O benefício esperado pelo investidor e o custo para o empreendedor podem não se limitar a valores monetários.
Quanto antes se aprenda que, no mundo dos negócios, não há nada garantido, pois há sempre riscos inerentes, mais responsável e conscientemente serão tomadas as decisões de financiamento do seu empreendimento.
Exame.com

Sistema tributário nacional é injusto, afirmam especialistas

Para Pedro Delarue, diretor de Comunicação Social do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), o sistema tributário brasileiro é “absolutamente regressivo”. Ele destacou o fato de que os impostos sobre o consumo chegam perto dos 50% da arrecadação, o que encarece os produtos igualmente para todos.
Delarue defende a tributação sobre a renda e o patrimônio, de modo a exercer a progressividade: quem ganha mais, paga mais. Ele ressalta que os impostos sobre os bens que o contribuinte possui representam apenas 3,76% de tudo que se arrecada no país. O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) corresponde somente a 0,04% da arrecadação.
O auditor lembra ainda que, enquanto o imposto sobre o rendimento do trabalho representa 57,3% do total do que é retido na fonte, o imposto de renda sobre o capital – os “investimentos dos ricos” – representam apenas 25%.
Delarue comparou o sistema tributário nacional ao dos Estados Unidos e do Canadá, onde os impostos incidem mais sobre a renda. Ele chamou de “distorção” a excessiva tributação sobre o consumo no Brasil.
– Nós temos que resgatar os princípios de justiça tributária. O Estado tem a obrigação de intervir para retificar a ordem social: criar um sistema tributário que seja capaz de distribuir renda. O sistema tributário deve favorecer o crescimento do PIB [produto inerno bruto] per capita – defendeu o auditor.
Também participaram da audiência Junior Divino Fideles, procurador-chefe do Incra; Helder Rocha, auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil; e Rozane Bezerra de Siqueira, professora do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco.
Na opinião do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), presidente da Subcomissão de Avaliação do Sistema Tributário, o grande problema do país não é fiscal. Ele aproveitou a oportunidade para criticar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que institui o teto de gastos públicos para os próximos 20 anos. Segundo Lindbergh, essa política de austeridade de longo prazo, com “ajuste fiscal violento”, vai piorar a situação da economia brasileira.
– Nós tínhamos que ter era uma política desenvolvimentista, de crescimento. Com ampliação de investimentos e gastos sociais. Falta equilíbrio. O governo tinha era que corrigir as distorções. Pobres acabam pagando muito, funcionário público paga 27,5% de imposto e os muitos ricos pagam apenas 6% do que recebem – observou.
Agência Senado

E-commerce terá regime especial de tributação

A partir de agora, empresas de e-commerce atuantes em São Paulo passam a ter regime especial de tributação, o mesmo utilizado pelos grandes varejistas que detém centros de distribuição em território paulista.
“Assinamos esse decreto possibilitando que não haja acúmulo de crédito do ICMS, porque a própria empresa ‘ponto com’ será o polo da substituição tributária”, afirmou o governador Geraldo Alckmin. “Isso é importante porque o setor é o campeão de empregos. Além disso, estamos facilitando o comercio eletrônico aqui em São Paulo e evitando que empresas saiam do Estado”.
Com essa medida, as companhias que realizam operações interestaduais via comércio eletrônico poderão adquirir mercadorias sem a aplicação da substituição tributária e recolher o ICMS apenas quando derem a saída dos produtos.
A iniciativa irá desonerar o capital de giro das empresas que atuam com e-commerce e reduzir seu custo operacional.
Como funcionava
Mesmo em uma operação interestadual, esses contribuintes eram obrigados a recolher o imposto por substituição tributária para, posteriormente, solicitar o ressarcimento do valor à Secretaria da Fazenda.
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Um guia para sua empresa finalmente conseguir investimento

Acesso a capital, uma junção de palavras que gera tanto dores de cabeça como pulos de alegria para qualquer tipo de empreendedor. Por mais que nos últimos anos as informações sobre captação de recursos e investimento tenham sido divulgadas de forma mais ampla, muitas empresas ainda encontram-se no escuro quando falam sobre o assunto.
Também não é para tanto: diferente do que muitos pensam, existem diversas formas de levantar capital. E, com tantas oportunidades, fica difícil para o empreendedor saber qual é o melhor tipo de investimento para o seu negócio, além da dúvida que sempre está presente: onde posso encontrar pessoas ou instituições dispostas a darem o aporte financeiro que minha empresa precisa?
Pensando nisso, a Endeavor reuniu as perguntas mais frequentes feitas por empreendedores e criou um guia de investimento. Aqui, você vai encontrar a resposta para muitas das suas perguntas. Preparado para começar?
Recurso financeiro é a única opção?

Quando pensamos em alternativas para o crescimento de uma mpresa, temos 3 alternativas:
1. Bootstrapping: segurar o custo, gerar receita e pagar suas contas;
2. Dinheiro do cliente: esse seria o modelo ideal, já que você não precisa dar parte da sua empresa e nem mesmo pagar juros. No entanto, às vezes, só isso não é suficiente e você não consegue atingir tão rápido o seu objetivo. Nesse caso, os recursos de externos podem te ajudar a dar um boost; e
3. Recurso financeiro: nessa categoria entram os fundos de investimento,investidores-anjo, aceleradoras, bancos etc.
Se o foco for no banco, é importante lembrar que para as pequenas empresas, principalmente as recém constituídas e com uma boa idea, um dos pontos principais é a capacidade de contar uma boa história. Seu negócio precisa contar o que quer fazer para que o banco e o sistema financeiro possam entender o que está por trás daquela ideia, como elas estão organizadas, quais seus objetivos e, principalmente, o planos de negócios. Pode parecer muita coisa, mas quanto mais informações mais fácil será de conseguir um financiamento ou investimento.
Para uma empresa que não seja constituída juridicamente é mais difícil ter acesso ao crédito, mas isso é normal em qualquer país. Mas, calma, os bancos também estão abertos a escutar e entender como podem ajudar a desenvolver essas empresas.
Motivações na decisão de captar recurso de investidores

Quando se vai levantar dinheiro de um fundo de investimento – e a regra para o banco não é muito diferente – é muito importante ter consciência da necessidade desse dinheiro. Não se engane: todo dinheiro custa caro. O banco vai cobrar juros e o investidor vai pegar parte da sua empresa como remuneração.
Pegar dinheiro de alguém de fora é para aqueles momentos em que você realmente precisa dele para crescer. Ou seja, se você pega 100 mil com um investidor e usa isso para crescer seu negócio, você deve ser capaz de gerar lucros no futuro maiores do que 100 mil. Só dessa forma valerá a pena o empréstimo de dinheiro.
É muito importante também ter noção da quantidade de dinheiro que você pensa em captar. Pegar demais é ruim, pegar de menos também. Pegar pouco é ruim porque o esforço de convencer alguém é muito grande e se você pega uma quantidade menor e daqui a 6 meses já tiver usado tudo, você vai precisar começar a convencer seu investidor de novo. E, convenhamos, essa não é uma tarefa tão fácil assim. Agora, se você pega demais, existe uma grande chance de você fazer besteira.
Geralmente, o empreendedor com muito dinheiro em caixa acaba sendo seduzido a gestar onde não é necessário. A melhor coisa é sempre ter essa quantia exata ao longo do tempo.
Quais os tipos de investimento?

Quando você começa seu negócio e precisa de algum capital para tocar, geralmente o primeiro dinheiro que vem é o que a gente chama de friends and family – seus amigos e sua família, alguém que acredita em você. Depois de desenvolver um pouco mais a sua ideia, você vai precisar de um pouquinho mais de dinheiro e de ajuda, existem alguns caminhos possíveis:
1. Aceleradora: organização que lhe dá capacitação, espaço de trabalho/coworking, mentoria, treinamento e algum dinheiro para você continuar crescendo. É importante lembrar que esse dinheiro está sempre atrelado a uma participação no seu negócio;
2. Investidores-anjo: são pessoas físicas que juntaram algum patrimônio ao longo da vida e querem investir em outros negócios e empreendedores. Eles também põem dinheiro e o ajudam a tomar decisões, por isso dificilmente um anjo entra numa área que ele não conhece ou de que não gosta. Anjos também fazem isso por uma participação na sua empresa, sendo que os investimentos giram em torno de 30, 50, 100 mil reais; ou
3. Crowdfunding: essa ferramenta funciona como uma vaquinha eletrônica. Ou seja, um grupo de pessoas pode colocar algum dinheiro na sua proposta, de forma coletiva, e em valores menores – cerca de 1 mil reais a 5 mil reais.
Ok, cresci, agora preciso de R$1milhão, R$2milhões. Como cresço?
Essa é a hora de ir para um fundo. Esse fundo geralmente é de venture capital, em que um gestor investe o dinheiro de terceiros na sua empresa. Ele faz investimentos maiores, geralmente a partir de 500 mil reais, e, em troca, vai pegar uma parcela do seu negócio e também participar dele.
Geralmente, o fundo coloca alguém no conselho administrativo e alguém para trabalhar na empresa, como um diretor financeiro. Assim, ele consegue estar mais presente no dia a dia do negócio.
Se nenhuma dessas opções conseguir ajudar a sua empresa, existe sempre a solução mais simples: os bancos. Em muitos casos, o banco é mal visto por empreendedores. As pessoas acham que ele é o vilão, mas, às vezes, ele pode oferecer um dinheiro até mais barato que um investidor.
Qual é o melhor local para apresentar o projeto e captar recurso?
No final das contas, o que faz a indústria de serviços são as pessoas. O primeiro passo é encontrar o interlocutor adequado. Na maioria dos bancos, essa pessoa é o gerente de relacionamento de empresas. Ele é melhor ponto de contato para entender as demandas das empresas e conversar internamente para desenvolver isso.
Normalmente, quando investidores têm que conversar com empresa, a área de riscos vem junto. Isso facilita muito o processo em relação à velocidade e também ajuda a fazer as perguntas certas. Num banco, é muito importante entender o que é o fluxo de caixa da empresa e, em empresas jovens, onde o fluxo ainda não está bem constituído, é preciso apresentar garantias para aportar, informações que dêem o suporte necessário para aquela linha de crédito. Já com os fundos, a garantia é a própria empresa.
Não adianta reclamar: tanto o banco quanto o investidor precisam de segurança sobre o que estão investindo. O que acontece na maioria das empresas é que muitas abrem uma conta no banco porque precisam, mas não por que querem. Daí o negócio começa a operar e, em determinado dia, a empresa descobre que precisa de dinheiro. O problema é muitas empresas só percebem isso dois dias antes, então elas vão correndo no banco e falam: “pelo amor de Deus, me dá uma linha e crédito”.
Os empreendimentos esquecem que o relacionamento com o banco é fundamental. O gerente não analisa só os números, mas sim quem você é, o que você faz e como é o seu negócio.
Se o banco não for visto como um parceiro pela empresa, o negócio não funciona. E, para você construir uma parceria, é uma relação de confiança, dos dois lados. Por isso, é importante também o banco visitar a empresa.
A vantagem do mercado de VC é que os investidores estão muito concentrados no Brasil, então é razoavelmente fácil de achar. A forma mais fácil é participar de eventos, como hackatons, pitch nights, competições e buscar associações.
A Anjos do Brasil, por exemplo, congrega uma grande quantidade de investidores; você pode mandar seu projeto pelo site deles. O pessoal de lá faz um trabalho muito bom, assim como o Gavea Angels, no Rio de Janeiro. Diferente do que muitos pensam, eles não são um ser inacessível.
Que material apresento para o investidor e para o banco?
Dependendo do estágio em que sua empresa está e quanto dinheiro você está buscando, coisas diferentes serão avaliadas. Mais de 50% da análise, quando o negócio está começando, é baseada no empreendedor, porque, na verdade, nessa fase as empresas têm uma ideia, não resultado e faturamento.
Você vai precisar estar apto a descrever, de maneira sucinta e que chame atenção, o que seu negócio está se propondo a fazer. Por exemplo: estou atacando tal mercado, montando uma solução X para um problema Y, meu diferencial é Z, meus potenciais clientes são esses e estou pensando em cobrar tanto, e, para isso, preciso dessa quantia.
Uma coisa muito ruim que empreendedores fazem é não pedir nada. Muitos chegam, informam um monte de dados e falam “tchau, obrigado”. Nessa hora, você deixa os investidores pensando: “ué, o que essa empresa quer de mim?”. Você tem que ser muito claro em relação ao que você quer daquela pessoa, senão ela sente que você está fazendo mau uso do tempo dela. E, convenhamos, ninguém gosta dessa sensação.
No caso dos bancos, é um pouco diferente. Se esse é o seu caso, saiba que sua empresa precisa estar consolidada, com balanços consolidados ou pelo menos um fluxo de caixa bem organizado. Isso tudo ajuda o banco a entender o que entra e o que sai, como é feita a gestão e a tesouraria do seu negócio.
Além disso, é importante o banco conhecer o seu modelo de negócio e saber como a empresa pensa em operar no futuro. Assim, os banqueiros podem tomar uma decisão mais fundamentada e saber por onde podem assessorar a empresa, inclusive indicando a melhor linha de crédito.
A S.A. permite que você tenha uma segurança jurídica do capital e permite uma governança muito maior, com um Conselho Administrativo, acordos de proteção ao acionista etc. É uma vantagem até para a empresa se profissionalizar.
O problema é que muitos não querem ser ou migrar para S.A. porque isso custa mais caro, já que, se você tem um patrimônio líquido maior que 1 milhão de reais, você precisa publicar seu balanço anualmente, o que custa entre 8 mil reais e 10 mil reais.
As S.A.s também não se enquadram no Simples Nacional, então você precisa adotar o regime de Lucro Real ou Lucro Presumido, em que você paga mais imposto. Se o fundo te obriga a ser S.A., ele realmente encarece sua operação. Mas, se você não tem um patrimônio líquido maior que 1 milhão de reais e também já passou do teto do Simples Nacional, ser LTDA ou S.A. não muda nada.
Para o banco, a formalização não muda – com exceção do microempreendedor, porque apresenta um pouco mais de risco. Quando é uma LTDA de certo tamanho e precisa estruturar um financiamento mais complexo ou mais longo prazo e quer emitir uma debenture, tem que virar S.A., pela mesma regra da CVM.
Como calcular o risco do dinheiro que você está recebendo?
O empreendedor tem 2 riscos:
1. O próximo Facebook: se investirem 1 milhão de reais no seu negócio, por 50% dele, e ele vira o próximo Facebook, o investidor tem 50% do Facebook e só pagou 1 milhão de reais por ele. O risco aqui é você dar um pedaço muito grande de um negócio que pode ser muito bem sucedido e esse dinheiro te custar absurdamente caro;
2. A influência que o investidor tem sobre o seu negócio: ele pode ser mais passivo e falar “me liga uma vez por mês e me diz como está” ou pode ficar muito no seu pé. Ele pode sentar no seu Conselho, querer mudar seu negócio, as pessoas, travar o que você quer fazer, por exemplo.
É muito importante, da mesma maneira que um investidor escolhe o empreendedor, o empreendedor também escolher um investidor. Tem que ser uma pessoa com quem você tem empatia, alguém ético, e que vai agregar no seu negócio. O que acha de pedir contato de três ou quatro negócios em que o investidor injetou capital?
Existe investimento certo para cada tipo de empresa?
Uma coisa é você financiar um bem de capital de uma indústria, outra é financiar o estoque da empresa que vai fazer um giro no dia a dia. Se é importação ou exportação, você faz investimentos mais sofisticados. No final das contas, é totalmente diferente. Você consegue separar isso por indústria, em parte, e pela necessidade da empresa.
Exame.com

Trabalho e Capital – uma relação em plena transformação

É inegável que empresas e pessoas estão vivenciando um novo contexto no âmbito das relações de trabalho. Variáveis surgem a cada momento, novas competências são requeridas, enfim, torna-se necessário repensar os conceitos. Tal comportamento traz novos reflexos e, claro, as pessoas e organizações tendem a reagir às variáveis.
Mudanças nas relações de emprego, crescente desemprego, aumento da informalidade funcional e perdas das garantias contratuais, terceirização ampliada, entre tantos outros pontos. Some-se a isso, um movimento de conscientização quanto a vários aspectos antes ignorados, como o impacto sócio-ambiental, a responsabilidade social, ética e a valorização humana.
Da procura premente das empresas pela excelência em seus serviços e/ou produtos, da manutenção da competitividade, de ações e políticas de qualidade de vida no trabalho, da busca pelos melhores índices de satisfação e produtividade dos seus empregados, pela adaptação, pelo compromisso social, pelas ações periódicas, surge um novo termo: Empresabilidade.
O despertar da empresa para a ampliação e multiplicação do seu potencial produtivo, de suas ações assertivas na condução do seu core business. Tornar-se “desejável” aos olhos dos bons profissionais e seus stakeholders, ser percebida, conhecida, reconhecida e recompensada pelos seus diferenciais competitivos, visão de futuro, essa é a tradução para Empresabilidade!
O capital humano tornou-se primordial nesse novo perfil de empresa, a preocupação com as políticas de gestão de pessoas, salários e benefícios; oportunidades de carreira, clareza e abertura na comunicação entre funcionários e gerentes, segurança e confiança na gestão, orgulho do trabalho e da empresa, camaradagem no ambiente de trabalho, treinamento e desenvolvimento, inovação no sistema de trabalho.
Na outra linha desse paralelo, estão as pessoas, com o mesmo grau de exigência e urgência nas mudanças e adaptação. Se o momento pede empresas “empresáveis”, requer também profissionais “empregáveis”, que possuam habilidades múltiplas, formação contínua, iniciativa, capacidade de lidar com ambientes complexos e imprevisíveis, autoconfiantes, éticos, entre outras habilidades e atitudes.
Se abordadas distintamente, a empresabilidade e a empregabilidade apresentam-se como duas boas e lógicas soluções para se enfrentar tamanho desafio proposto pelos novos tempos, porém, como todos os modelos, são perfeitos até que se misturem e passem a interagir, pois é nessa interação, que surgem fatores como insegurança e competição, provocam estados de ansiedade e desgaste, com conseqüente perda da qualidade da vida familiar e social.
Alguns ainda não se deram conta do significado e efeito desses novos conceitos, e encontram-se em condições precárias para sobreviver. O “desemprego oculto” esconde os índices do desemprego aberto e mais uma culpa pousa sobre os ombros dos trabalhadores, a responsabilidade pela exclusão do mercado de trabalho passa a ser exclusivamente do próprio desempregado, que não manteve o seu score de empregabilidade em níveis aceitáveis e que recebe a marca da “incompetência” tornando-se um sujeito marginal, às margens de tudo que se intitula digno e aceitável para um trabalhador.
As exigências do mundo corporativo, as novas regras do capital, não param por ai, passam também pela substituição do homem pela máquina, a informalidade dos negócios, a terceirização, e outras características. Todas essas transformações são um convite para o repensar das relações entre empregados e empregadores. Da compreensão dessa dinâmica sistemática, torna-se evidente que as mudanças acontecem entre e a partir das pessoas refletindo nas empresas e nas suas interações com o macroambiente
Já a empresabilidade, evidencia-se bastante pelo comportamento das instituições em buscar ininterruptamente a manutenção de sua competitividade frente às demais organizações e ao mercado em geral, que restrito, flexível e dinâmico, requer ações que resultem na captação e retenção de profissionais com alta taxa de empregabilidade. Ainda sobre a empresabilidade, é certo que as organizações, através desse movimento, chegam a alcançar alguma evolução quanto aos Recursos Humanos, sem porém fugir muito daquilo que já era vislumbrado, onde as relações de capital e trabalho são mascaradas. Efetivamente, pode-se traduzir a preocupação com o indivíduo no ação robotizar os comportamentos aumentando-se assim o efeito de manipulação das pessoas. Os Recursos Humanos enfim, continuam com o seu objetivo inicial, de manter o controle sobre a força de trabalho para o atingir das metas almejdas pelas empresas.
Mesmo tendo a compreensão do momento em que vivem, de mudanças e quebra de paradigmas, os profissionais encontram muita dificuldade para aliar isso a atitudes que o beneficiem em sua vida pessoal e profissional. A idéia da estabilidade, do emprego e suas garantias está fortemente enraizada na maioria dos indivíduos. A percepção da necessidade permanente de qualificação, do ponto de vista da formação já está assimilada por muitos, em contrapartida, sob outros aspectos tão relevantes quanto o primeiro, essa necessidade ainda não é bem percebida quando se trata por exemplo de manter o equilíbrio entre vida pessoal e profissional ou quanto a preocupação com a saúde física e mental. A tendência é, ainda, dedicação praticamente exclusiva por parte dos profissionais às organizações em detrimento da saúde, relações sociais e de família.
No repensar das relações de trabalho, muitos outros paradoxos são encontrados, um deles é a idéia da tecnologia como ferramenta de apoio, que entre outros benefícios estaria minimizando o trabalho e o esforço do trabalhador, que usaria essas horas “livres” para lazer, família e outras atividades de cunho pessoal, além da redução do desgaste no trabalho, o que sabidamente não acontece. Verdade é que as horas livres, quando existem, passam a ser consideradas “desperdiçadas” e logo preenchidas com mais atividades. Outro exemplo está na idéia do trabalho autônomo/informal como expediente que permite ao profissional utilizar melhor seu tempo livre, o que não se sustenta, já que a ansiedade gerada pela incerteza de obtenção de renda é uma constante ameaça a saúde física e mental da maioria dos indivíduos.
Mesmo que lentamente, todos os indivíduos têm sentido esses impactos, através da proximidade com situações reais de desemprego, aumento da informalidade, da instabilidade e o desapontamento com os posicionamentos adotados pelas empresas.
Tudo isso traz maior clareza da dimensão das transformações que vêm ocorrendo no macroambiente e seus impactos nas organizações.
Como conclusão, ainda que parcial, pode-se observar que o ocorrido, nada mais é do que uma forma de adequação das organizações e profissionais no sentido de se adaptarem às mudanças ambientais, mantendo-se no mercado.
Por parte das organizações, percebe-se uma tendência à descaracterização das relações de paternalismo e lealdade, com enxugamento de benefícios e maior responsabilidade pelo crescimento colocada nas mãos dos empregados. A velocidade das mudanças não tem permitido uma “nova” ação de Recursos Humanos, no sentido de planejar e buscar soluções estratégicas em conjunto com a organização. O discurso da necessidade de valorização do elemento humano permanece e até ganha força, mas as pressões cotidianas não permitem a revisão da forma de agir. De qualquer maneira, os benefícios vislumbrados ou efetivamente oferecidos têm uma orientação clara em prol dos resultados da empresa.
Administradores

Saiba a hora certa de buscar capital externo.

O capital externo, muitas vezes, é algo que ajuda as empresas a crescer mais rápido, mas também pode trazer algumas complicações. Cabe ao empreendedor descobrir a hora certa e as condições ideiais para ir atrás de uma captação de recursos.
1) Não basta uma ideia
É extremamente raro o caso de investidores/financiadores de empresas apostarem em uma ideia apenas. Se você ainda está nesse estágio, uma boa alternativa é seguir pelo caminho do bootstrap, ou seja, você mesmo financia seu negócio até chegar a hora correta de buscar o capital.
Segundo um artigo da revista Forbes, o empreendedor tem que se mover e provar que já percorreu um longo caminho com a sua empresa. Não no sentido de tempo, mas no sentido de resultados alcançados. Chegue o mais longe possível sem investimento e faça as contas. Quanto me custou para chegar até aqui? Qual o retorno que tive? Você chegaria mais longe se tivesse mais capital? Um investidor quer ver seu mercado se movimentando, um time formado e os primeiros sinais de que seu negócio vai ser um estouro. Se esse não for o caso, é melhor aguardar.
2) É preciso ter tração
Se você não tem destaque no mercado, clientes importantes, volume de clientes ou faturamento, provavelmente não tem muita tração. Pouca tração significa muita diluição em um cenário de investimento e muitos investidores sequer olham empresas sem sinais de tração. Se você busca recursos no banco, como um empréstimo ou programas de acesso a capital do governo, ainda assim precisa provar que tem crescido rápido para conseguir o melhor custo de capital possível. Caso ainda não tenha números e resultados expressivos no seu mercado, então é melhor fazer o dever de casa antes de captar recursos.
Existem dezenas de indicadores de tração para empresas. Pode ser um número grande de usuários do produto, faturamento, alta capacidade de geração de leads, entre outras coisas. No caso do Facebook, quando a empresa levantou sua primeira rodada de investimentos, no valor de US$ 500 mil do empreendedor Peter Thiel, ela já possuía quase 1 milhão de usuários. Posteriormente, este investimento chegou a valer mais de US$ 1,1 bilhões, quando Peter Thiel vendeu a maior parte das suas ações.
3) Não comprometa a gestão do seu negócio
Se você precisa do capital, tem que saber o quanto está disposto a pagar por ele. Quanto você quer diluir do seu negócio. Quanto de juros você está disposto a pagar. Qual a contrapartida você dará no caso de recursos governamentais. Se você está disposto e tem a maturidade para lidar com sócios externos. Se sim, vá adiante. Caso contrário, analise profundamente sua situação e repense seus conceitos.
Diário