BC

Juros caem para o menor patamar da história

Pela décima vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu, nesta quarta-feira, 6/12, a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 7,5% ao ano para 7% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.
Com a redução, a Selic atinge o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, anteriormente o nível mais baixo da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015.
Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.
Apesar do corte, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária. De abril a setembro, o Copom reduziu a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro e para 0,5 ponto na reunião de hoje.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,42% em outubro. Nos 12 meses terminados em outubro, o índice acumula 2,7%, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%.
Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%.
Para este ano, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.
Para Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), o Banco Central tomou a atitude mais correta “porque a inflação está até abaixo do limite inferior da meta”. O próximo passo, segundo ele, é recuperar a produção e o emprego.
Para o ano que vem, Burti espera que, quando o Congresso aprovar a reforma previdenciária, o BC faça uma ou duas reduções na taxa Selic.
INFLAÇÃO
No Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2017 em 3,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,03%, mesmo com os aumentos recentes nos preços dos combustíveis.
Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas; e o de alimentos como feijão e leite contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a cair por causa da recessão econômica e da queda do dólar.
CRÉDITO MAIS BARATO
A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica.
Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 0,89% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017. A estimativa está superior à do último Relatório de Inflação, divulgado em setembro, no qual o BC projetava expansão da economia de 0,7% este ano.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.
Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Planejamento prevê impacto de 0,6 ponto percentual no PIB com FGTS inativo

O saque do saldo nas contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ter impacto positivo de até 0,61 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos em um país), segundo estimativa divulgada hoje (9) pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
Segundo a pasta, houve redução da inadimplência, endividamento e comprometimento da renda, além de alta da confiança do consumidor e do comércio no período de liberação dos recursos.
“Os trabalhadores diminuíram suas dívidas e conseguiram consumir mais”, afirma nota do Planejamento, citando pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) como fonte da informação.
“O reflexo no consumo foi verificado por indicadores do comércio varejista, como o volume de vendas de supermercados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o volume de vendas de celulares da Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (Abinee) e o licenciamento de veículos”, acrescenta o comunicado.
Caso se verifique, a projeção de impacto de 0,61 ponto percentual no PIB ajudará o país a evitar a retração da economia e atingir o crescimento de 0,5%¨previsto para 2017, de acordo com a previsão da equipe econômica do governo.
O mercado prevê crescimento menor, de 0,34%, segundo o mais recente boletim Focus. O Focus é uma pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) junto a um grupo de instituições financeiras.
Fenacon

Consumidores podem renegociar dívidas pela internet até o fim de maio

Os consumidores que pretendem renegociar dívidas com instituições financeiras poderão usar até 31 de maio uma plataforma online disponibilizada pelo governo federal. A ação faz parte da 4ª Semana Nacional de Educação Financeira, que envolve órgãos e entidades como o Banco Central, Ministério da Justiça e Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
Quem deseja renegociar dívidas precisa registrar seu relato na plataforma, que conta com 377 empresas cadastradas. A empresa credora tem até dez dias para se manifestar a respeito do pedido. Depois da resposta, o consumidor tem mais 20 dias para responder e classificar a demanda como resolvida ou não resolvida. De acordo com o secretário Nacional do Consumidor, Arthur Rollo, as principais instituições estão cadastradas no site.
“Caso a dívida seja com uma instituição que não está cadastrada, o consumidor pode informar e a gente vai tentar contato”, explicou. A campanha para o consumidor que deseja quitar débitos com empresas também foi realizada na Semana Nacional de Educação Financeira do ano passado. Na ocasião, houve 3.034 manifestações de consumidores finalizadas, com média de solução de 79,5%, segundo dados do Ministério da Justiça.
Rollo disse que durante a campanha há uma força-tarefa para estimular a solução de dívidas , mas ressaltou que os Procons estaduais também podem fazer a mediação desse tipo de contato em outros períodos. “Nos Procons é desenvolvido o ano inteiro”, explicou o representante da Secretaria Nacional do Consumidor. Para acessar a plataforma para consumidores que desejam quitar suas dívidas, clique aqui .
Cursos a distância
O ministério e o Banco Central (BC) também anunciaram a abertura das inscrições para três cursos a distância gratuitos sobre economia. O primeiro deles traz noções de como sair das dívidas e oferece 2,5 mil vagas. O segundo trata da relação emocional com o dinheiro e oferece outras 2,5 mil vagas. Desenvolvidos em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), os dois têm duração de três semanas e oferecem um certificado de extensão da universidade.
O terceiro curso é destinado às pessoas que trabalham com atendimento ao consumidor. De acordo com o diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney, o objetivo do curso é ensinar de maneira didática temas como o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional, as competências do Banco Central e as principais regras sobre o uso do cartão de crédito . Com inscrições até 16 de junho, o curso oferece 250 vagas.
Leia também: Começa sexta saque do FGTS inativo para nascidos entre junho e agosto
Durante apresentação da plataforma para quem deseja renegociar dívidas, o BC apresentou pesquisa sobre a avaliação dos consumidores. Segundo o levantamento, no ano passado houve um total de 1,097 milhão de reclamações contra bancos e instituições financeiras junto aos canais de atendimento do BC e nos Procons estaduais. As reclamações mais recorrentes (29,6%) diziam respeito a cartões de crédito. Em segundo lugar (24,1%), ficaram as críticas sobre bancos comerciais e, em terceiro (12,7%), sobre as financeiras.
IG – Economia

Inflação deve alcançar 6,5% em 2014 e atingir o teto da meta, aponta BC

As instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) reforçaram a estimativa de que a inflação, este ano, vai ficar no teto da meta (6,5%). Para 2015, a projeção para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também foi mantida, em 6%.

As estimativas estão bem distantes do centro da meta (4,5%). É função do BC fazer com que a inflação fique dentro da meta e, para isso, usa alguns instrumentos. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A mediana das expectativas (que desconsidera os extremos nas projeções) das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, segue em 11,25% ao ano. Para o final de 2015, a projeção subiu de 12% para 12,25% ao ano. Atualmente, a Selic está em 11% ao ano, após passar por nove altas seguidas.

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 7,34% para 7,39%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,2% para 7,32%, este ano. Em 2015, a projeção para os dois índices segue em 5,50%.

A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) passou de 6,2% para 6,06%, este ano, e permanece em 5%, em 2015.

Link: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/05/05/inflacao-deve-alcancar-65-em-2014-e-atingir-o-teto-da-meta-aponta-bc

Jornal do Brasil

BC projeta crescimento da economia de 2% e inflação de 6,1% em 2014

A presidente Dilma Rousseff vai entregar ao final de 2014 uma inflação sem apresentar melhora em relação ao ano passado. É o que prevê o Banco Central. A projeção de IPCA de 2014 passou de 5,6% em dezembro, para 6,1% nesta nova projeção, no cenário de referência, conforme revela o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo Banco Central. No ano passado, o IPCA fechou em 5,91%. No primeiro ano do governo Dilma Rousseff, a taxa foi de 6,5%, no segundo, de 5,84%.

Para o Produto Interno Bruto (PIB) do País, o Banco Central está mais pessimista. Segundo a autoridade monetária, o Brasil vai fechar o quarto ano do governo Dilma com uma alta de 2% do PIB. No relatório dezembro, o BC tinha previsão apenas para o acumulado em quatro trimestres até o terceiro trimestre de 2014, cuja projeção era 2,3%. A projeção do BC em setembro de 2013 era de crescimento de 2,5% ao longo deste ano. Em junho de 2013, o BC esperava um alta do PIB de 2,7%.

A estimativa do BC é menor do que a do Ministério da Fazenda, que projetou no relatório de despesas e receitas do Orçamento de 2014 um crescimento de 2,5% do PIB. No primeiro ano do seu governo, a presidente conseguiu um crescimento de 2,7% e, no segundo, de apenas 0,9%. No ano passado, 2,3%.

A pesquisa Focus, que coleta previsões dos analistas do mercado financeiro, projeta um crescimento de 1,70% neste ano e de 2,00% em 2015.

IPCA. Ao longo de 2013, o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeram, em várias ocasiões, uma inflação menor em 2013 do que em 2012. No entanto, a expectativa das duas autoridades não se confirmou.

Em 2014, Tombini voltou a falar sobre uma inflação em patamares menores. Em fevereiro, o presidente do BC disse que o IPCA voltaria para a meta de 4,5% nos próximos trimestres.

 

A queda da inflação este ano também foi uma promessa da presidente Dilma. A estimativa do IPCA para o final deste ano está ainda muito distante do centro da meta de inflação estabelecida pelo próprio governo, de 4,5%.

Para o IPCA acumulado em 12 meses no primeiro ano do próximo governo, em 2015, o BC projeta uma inflação de 6,0%. Para o primeiro trimestre de 2016, o BC estima uma inflação de 5,4%.

No cenário de mercado, a projeção para a inflação ficou em 6,2%. Como a própria autoridade monetária admite no documento, a inflação encerrará o ano acima do centro da meta de 4,5% não só no cenário de mercado como no de referência. O BC detalhou que a projeção parte de 6,2% no quarto trimestre de 2014, recua para 5,8% no fim de 2015 e no primeiro trimestre de 2016 chega a 5,2%.

Pelos dados do Relatório Trimestral de Inflação, aumentou a probabilidade de a inflação estourar o teto da meta em 2014. No cenário de referência, as chances de o IPCA ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta passou de 27% para 38%. Para 2015, essa probabilidade permaneceu em 27%. No cenário de mercado, essa probabilidade também se elevou. Para 2014, passou de 28% para 40%. Para 2015, apresentou ligeiro recuo, de 30% para 29%.

Dólar. O Banco Central usou uma cotação para o dólar de R$ 2,35. A taxa Selic utilizada foi de 10,75% ao ano. O valor é menor do que a da última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), no qual o cenário de referência levou em consideração uma taxa de câmbio de R$ 2,40 e taxa Selic 10,50%. Na última reunião do Copom, no entanto, a cotação do dólar era R$ 2,35. No relatório de inflação anterior, de dezembro, a cotação utilizada foi de R$ 2,35 e taxa de juros de 10%. A nova cotação de R$ 2,35, incluída hoje no relatório trimestral de inflação, tem como data de corte 14 de março. O valor é o mesmo do fechamento do dia de corte. Em 14 de março, o dólar fechou em R$ 2,3516.

Link: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,bc-projeta-crescimento-da-economia-de-2-e-inflacao-de-6-1-em-2014,180538,0.htm

Estadão

“Prévia do PIB” aponta alta de 1,26% em janeiro de 2014, informa BC

A economia do país registrou crescimento em janeiro de 2014, conforme indicam dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Banco Central (BC).

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é calculado pelo BC e busca ser uma espécie de “prévia do PIB” (Produto Interno Bruto), apresentou alta de 1,26% no mês, na comparação com o mês anterior, após um ajuste sazonal. Frente ao mesmo período de 2013, o avanço foi de 1,01%. Os números referentes a dezembro, na comparação com novembro, foram revisados: de uma queda de 1,35% para uma baixa de 1,4%.

No acumulado em 12 meses, ainda de acordo com dados do BC, a prévia do PIB registrou alta 2,29% e, no ano, de 0,93%. Nesse caso, a comparação foi feita sem o ajuste sazonal – o que é considerado mais apropriado por especialistas, pois, em períodos longos, as variações positivas e negativas que afetam os índices econômicos costumam se equiparar.

De acordo com o último boletim Focus, que mostra as expectativas do mercado financeiro, a previsão dos economistas é que o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano cresça 1,68%.

2013

A economia brasileira cresceu 2,3% em 2013, acima da alta de 1% no ano anterior. A alta teve  forte influência do desempenho da agropecuária, que teve expansão de 7% – a maior desde 1996. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas em 2013 chegou a R$ 4,84 trilhões e o PIB per capita (por pessoa) atingiu R$ 24.065.

Nos últimos três meses de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,7%, depois de uma contração de 0,5% no terceiro trimestre.

Poucos dias antes da divulgação do PIB pelo IBGE, o IBC-BR indicava um crescimento um pouco maior, de 2,5%.

Resultados do IBC-Br x PIB

O IBC-Br foi criado para tentar ser um “antecedente” do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os últimos resultados do IBC-Br, porém, não têm mostrado proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.

Em 2012, por exemplo, o IBC-Br mostrou um crescimento de 1,6%. Posteriormente, o resultado oficial do PIB mostrou uma alta menor, de 1%. O mesmo aconteceu no primeiro, no segundo e no terceiro trimestres de 2013. Entre julho e setembro do ano passado, o indicador teve retração de 0,21%, mas o PIB caiu mais – 0,5%.

O Banco Central já avaliou, em 2013, que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas “um indicador útil” para o BC e para o setor privado. “Se o IBC-Br acertasse na mosca, é que seria surpreendente”, afirmou o diretor de Política Econômica da entidade, Carlos Hamilton, no fim de 2012.

Definição dos juros

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, entretanto, os juros básicos estão em 10,5% ao ano, após seis elevações em 2013 e uma alta no início de 2014.

Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Para 2014 e 2015, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

A expectativa do mercado financeiro é que os juros continuem subindo. Segundo analistas, a política de gastos públicos em alta e a valorização do dólar, entre outros fatores, tendem a continuar pressionando a inflação este ano.

Link: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/03/previa-do-pib-aponta-alta-de-126-em-janeiro-informa-bc.html

G1 – Globo

BC reduz crescimento do Brasil e projeta dólar em R$ 2,48 este ano

Analistas do mercado financeiro reduziram pela terceira semana consecutiva o crescimento do Brasil. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (17), o PIB este ano será de 1,79% ante a previsão de 1,90% da semana passada.

O dólar também não deve dar um alívio nem tão cedo. A expectativa é de que o câmbio atinja R$ 2,48 ainda neste ano. A previsão para 2015 é de que a moeda norte-americana seja cotada a R$ 2,55.

O bolso do consumidor também sofrerá com as compras diárias. Analistas do mercado financeiro voltaram a aumentar a previsão da inflação este ano para 5,93% frente a expectativa de 5,89% da semana passada. O percentual ainda está dentro da meta do governo que é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

No último dia 7, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a inflação de janeiro deste ano que foi de 0,55%.  O indicador foi o menor IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para um mês de janeiro desde 2009.

Taxa de Juros

O Boletim Focus também manteve a previsão da taxa básica de juros em 11,25% este ano. Atualmente a Selic está em 10,5%.

Entenda a Selic

A taxa básica de juros é um instrumento do governo para segurar a oferta de crédito de bancos, financeiras e das próprias lojas, ou seja, para estimular ou frear o consumo e, assim, controlar o avanço natural dos preços.

Quando a Selic sobe, o dinheiro fica mais caro e a população pega menos empréstimos — para comprar desde casas, carros e eletrodomésticos até contratar serviços, entre outros. Assim, a escalada da inflação diminui.

Ela é chamada de taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como um piso para a formação dos demais juros cobrados no mercado, que são influenciados também por outros fatores, como o risco de quem pegou o dinheiro emprestado não pagar a dívida.

Ela é usada nos empréstimos interbancários (entre bancos) e nas aplicações que os bancos fazem em títulos públicos federais. É a partir da Selic que as instituições financeiras definem também quanto vão pagar de juros nas aplicações dos seus clientes.

Ou seja, a taxa básica é o que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos, a um custo muito mais alto. Por isso, os juros que os bancos cobram dos clientes é superior à Selic.

Link: http://noticias.r7.com/economia/bc-reduz-crescimento-do-brasil-e-projeta-dolar-em-r-248-este-ano-17022014

R7 – Notícias

Dólar cai e volta ao patamar de R$ 2,40

O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira (13), sob a constante atuação do BC (Banco Central) e em movimento de correção técnica após ter subido mais frente à moeda brasileira do que sobre outras emergentes durante a semana.

A divisa norte-americana recuou 0,66%, a R$ 2,4065 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhão.

Link: http://noticias.r7.com/economia/dolar-cai-e-volta-ao-patamar-de-r-240-13022014

R7 – Notícias

BC força a queda do dólar

Aflito com a tendência de alta do dólar e de um provável impacto na inflação — que começou 2014 assombrando mais do que o esperado —, o Banco Central decidiu reforçar sua presença no mercado. Na próxima quinta-feira, conforme anunciou ontem a autoridade monetária, começarão a ser rolados os swaps cambiais que vencem em 3 de fevereiro. Na semana que vem, será a vez dos contratos com vencimentos em 2 de maio e 1ª de setembro. A comercialização antecipada é para aumentar a oferta de dólar e, assim, tentar diminuir o preço da moeda norte-americana.

A estratégia acalmou um pouco o mercado. O dólar abriu a semana em queda ante o real, valendo R$ 2,351: recuo de 0,59%. Não se chegava a esse patamar há duas semanas. Na mínima do dia, a divisa chegou a cair mais de 1%. Durante a manhã, o BC não só divulgou a antecipação das rolagens de fevereiro, como deu continuidade às intervenções diárias, iniciadas no fim de agosto do ano passado. Desde 2008, no auge da crise internacional, o BC não age tão incisivamente no mercado cambial.

Os dados fracos sobre emprego nos Estados Unidos também contribuíram para a desaceleração do dólar. Os números de dezembro, divulgados na última sexta-feira, indicaram o pior resultado do mercado de trabalho norte-americano desde janeiro de 2011. A criação de 74 mil postos — bem abaixo da estimativa de 200 mil — fez os analistas voltarem a acreditar que a redução do estímulo econômico na maior economia do mundo não será tão rápida.

O Banco Central quer pegar carona nesta percepção de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, reduzirá seu programa de compra de títulos aos poucos ao longo de 2014. O resultado de emprego no último mês do ano passado deixou muitas incógnitas sobre a força da retomada da atividade norte-americana. O Fed já deixou claro, por mais de uma vez, que enquanto o mercado de trabalho não estiver estabilizado em níveis confortáveis, os estímulos à economia serão mantidos.

Petrobras

Segundo analistas, o mercado cambial também refletiu ontem especulações sobre a captação de recursos da Petrobras. A petroleira levantou, na terça-feira passada, R$ 11 bilhões no exterior, de acordo com comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda não se sabe se e quando esses recursos entrarão no país. A empresa explicou que a intenção é financiar o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017. A operação, a primeira do ano, foi recorde entre os países emergentes.

» Bolsa recua 4,04% no mês

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a cair ontem, seguindo o desempenho negativo das bolsas norte-americanas e cedendo ao peso de Petrobras e Vale. Com poucos indicadores macroeconômicos divulgados, e sem mudanças significativas no cenário doméstico, o recuo foi de 0,54%, mais uma vez abaixo da linha dos 50 mil pontos. A queda acumulada no mês chega a 4,04%. O Ibovespa chegou a exibir alta de 0,62%, mas passou a afundar com as ações da Petrobras mudando de rumo. As maiores quedas, no entanto, foram as da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e da administradora de benefícios de saúde Qualicorp. Na outra ponta, destaque para a alta das ações das construtoras Gafisa e MRV Engenharia. O Grupo Pão de Açúcar também fechou em ascensão, na esteira da divulgação dos números finais de 2013.

clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2014/1/14/bc-forca-a-queda-do-dolar

Correio Braziliense/Clipping Planejamento

BC: não há confisco e correntistas da Caixa não terão prejuízos

O Banco Central divulgou neste domingo nota de esclarecimento sobre a reportagem da revista IstoÉ, que denunciava o confisco de R$ 719 milhões de contas sem movimentação da Caixa Econômica Federal. De acordo com o BC, “a regulação brasileira determina que contas irregulares devem ser encerradas, nos termos da Resolução 2025/1993, do Conselho Monetário Nacional (CMN), e da Circular 3006/2000”. Segundo o banco, “as regras asseguram que clientes que tiverem suas contas encerradas têm direito ao saldos existentes, após regularização da sua situação, a qualquer tempo”.

A nota garante que, “no caso específico da Caixa Econômica Federal, não há qualquer prejuízo para correntistas e poupadores da instituição e, portanto, não há que se falar em ‘confisco’, termo usado indevidamente pela publicação. Diferentemente do que afirmou a revista, a motivação para encerramento das contas não foi falta de movimentação ou de saldo, mas irregularidades cadastrais”.

O BC ressaltou que “a Caixa Econômica Federal está providenciando a regularização de alguns dos procedimentos internos utilizados no encerramento de contas irregulares, bem como ajustes contábeis no seu balanço”. E informou que “a medida resultou de auditoria periódica efetuada pela Controladoria Geral da União (CGU) e de trabalhos rotineiros realizados pela área de fiscalização do Banco Central”.

Entenda

A revista IstoÉ traz em sua edição desta semana a reportagem O confisco secreto da Caixa, que acusa o banco de encerrar 525.527 contas sem movimentação por até três anos, com valores entre R$ 100 e R$ 5 mil. Segundo relatório, o “confisco” somou R$ 719 milhões e foi considerado “potencial risco de imagem para todo o Sistema Financeiro Nacional”, conforme parecer do BC. O valor teria representado 12% do lucro de R$ 6,1 bilhões anunciado em 2012.

A Caixa confirma que realizou, entre 2005 e 2011, uma varredura em contas com irregularidades cadastrais, por meio de contato com os clientes, por correspondência ou telefone, cruzamento de informações e bloqueio da movimentação para levar o cliente a entrar em contato com a agência. Segundo o banco, foram regularizadas 346 mil contas, mas em 2012 outras 496.776 foram encerradas por irregularidades, e não porque estavam inativas, como afirma a revista.

O banco estatal explica que o valor total destas contas atingiu R$ 719 milhões e entrou para o balanço de 2012 como “credores diversos”, ampliando os ganhos em R$ 420 milhões, após tributação. “Esse procedimento, seguindo as melhores práticas contábeis, foi auditado e aprovado por auditorias independentes”, diz a instituição. No entanto, após análise do CGU, o BC determinou que a Caixa interrompesse a prática – os R$ 420 milhões serão “devolvidos” no balanço contábil do ano passado.

“A Caixa assegura que todas as ações que adotou tiveram como objetivo combater e inibir fraudes cadastrais, evitar danos à credibilidade da caderneta de poupança e cumprir a normatização estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, preservando os interesses dos depositantes, protegendo os recursos confiados à instituição e cumprindo os normativos legais pertinentes e a boa prática bancária”, indica a nota do banco.

http://economia.terra.com.br/bc-nao-ha-confisco-e-correntistas-da-caixa-nao-terao-prejuizos,1a009aa6d3883410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Terra Economia