Bancários

Tarifas bancárias que você pode cortar da sua vida

Para cobrar tarifas sobre contas bancárias ou outras modalidades de transações financeiras, os bancos estão submetidos à regulamentação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central. Algumas tarifas não podem ser cobradas, já que são consideradas como serviços essenciais para a manutenção de conta corrente ou de conta poupança.
Os bancos podem oferecer quatro tipos diferentes de serviços, considerados como essenciais, prioritários, especiais e diferenciados. Desta maneira, a nomenclatura dos serviços oferecidos pelos bancos deve seguir uma padronização, o que facilita ao cliente entender o que está sendo cobrado, podendo, inclusive, comparar as tarifas cobradas com as de outros bancos, dentro do mesmo modelo de serviço, podendo escolher as melhores opções para sua situação.
Essa padronização serve para estimular a concorrência e reduzir os preços das tarifas, permitindo que os clientes possam encontrar melhores opções, evitando despesas desnecessárias.
Considerando essas determinações do Banco Central e do CMN, os bancos não podem cobrar por alguns serviços avulsos ou incluir outras taxas nos pacotes de serviços, devendo deixar isso bem clara para seus clientes, inclusive com cartazes informando sobre os valores em local de fácil visualização nas agências.
Tarifas bancárias que os bancos não podem cobrar
Veja, na lista a seguir, as tarifas bancárias que não podem ser cobradas pelos bancos, tanto em pacotes de serviços quanto em serviços avulsos:
Tarifa sobre depósitos à vista.
Tarifa sobre uso de cartão de débito.
Tarifa sobre o máximo de 10 folhas de cheques por mês.
Tarifa sobre até 2 extratos bancários mensais.
Tarifa sobre até 4 saques no caixa ou terminal de autoatendimento na conta corrente ou sobre 2 saques na conta poupança.
Tarifa sobre duas transferências de valores entre contas do mesmo banco.
Serviços pelo internet banking.
Tarifa sobre compensação de cheques.
Tarifa sobre extrato anual consolidado.
Mantenha sempre atenção à sua movimentação de conta bancária e nas cobranças feitas pelos bancos. Havendo qualquer cobrança indevida, reclame com o gerente de sua agência e, caso não tenha a solução do problema, procure o Procon. Lembre-se que as determinações do Banco Central e do CMN deve ser respeitadas.
Miradouro Notícias

Greve dos bancários: conheça alternativas para pagar as contas

Com a greve dos bancários anunciada nesta terça-feira (06), os consumidores terão que procurar alternativas para pagar as contas em dia. De acordo com a Proteste Associação de Consumidores, a paralisação não pode der usada como motivo para que os consumidores atrasem os pagamentos.
Quem tem conta para pagar, mas não tem cartão para usar o caixa eletrônico, pode quitar as dívidas nas agências lotéricas e em lojas de departamento que fazem a operação. Já o cliente que precisa sacar dinheiro na boca do caixa, pode ligar para o banco e solicitar uma alternativa para não ser prejudicado pela greve dos bancários.
Quem ainda não pagou as contas de água, telefone e energia, deve entrar em contato com as empresas e negociar uma forma de pagamento. A Proteste ressalta que essas contas devem ser pagas em qualquer banco, uma vez que o cálculo de taxas de multas e acordado com a companhia que presta o serviço.
Consumidores que movimentam a conta pela internet ou nos caixas eletrônicos não serão afetados pela greve, já que os serviços continuarão funcionando normalmente.
Como o serviço de compensação bancária é considerado atividade essencial pela legislação, ele não pode sofrer paralisação. Logo, cheques e DOCs devem ter a compensação nos prazos normais.
Código de Defesa do Consumidor
O consumidor está amparado pelo Código de Defesa do Consumidor para responsabilizar o estabelecimento, no caso de ele ser penalizado com cobrança de multa e juros se não tiver como efetuar o pagamento por causa da greve. Nessas circunstâncias, o cliente deve formalizar a reclamação por meio de uma carta que deve ser enviada ao banco aos cuidados do gerente. No documento, ele deve relatar os fatos e solicitar as providências cabíveis. Outra opção é registrar uma queixa no Banco Central e procurar os órgãos de defesa do consumidor.
Paralisação – Os bancários reivindicam reajuste salarial de 14,78% (5% de aumento real e 9,31% de correção da inflação); participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação e refeição, décima terceita cesta e auxílio-creche/babá no valor-mínimo nacional (R$ 880), 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.
A Ferderação Nacional dos Bancos (Fenaban) inclui em sua proposta reajuste de 6,5%, mais R$ 3 mil de abono, no entanto, o Comando NAcional dos Bancários informou que o valor sugerido representa queda real de 2,8% (ao descontar a inflação de 9,57%). Para a Fenaban, se somados o abono e o reajuste, haverá “ganho superior à inflação na remuneração do ano da grande maioria dos funcionários do sistema bancário”.
IG – Economia