Administração

Gestão de pessoas é passo decisivo para aumento de lucratividade de empresas

Para que uma empresa se saia bem em um mercado altamente competitivo como o que vivenciamos hoje é preciso ter qualidade na administração. Mas se engana quem, ao falarmos sobre administração, pensa apenas nos números da empresa ou nos processos físicos e burocráticos.
A qualidade da gestão de pessoas é cada dia mais importante para que os objetivos sejam atingidos e o resultado final da administração tenha sucesso pleno. Isso pode ser praticado em qualquer empresa, mesmo que ela não conte com um departamento de Recursos Humanos organizado, basta seguir alguns princípios. Segundo o especialista em gestão de pessoas Pedro Zaros, este processo começa no momento da chegada do novo funcionário à organização.
“Ao iniciar na empresa, todo colaborador tem pouco conhecimento e muita motivação e isso é extremamente positivo. No entanto, passado um mês, a maioria adquire um pouco mais da cultura e motivação tende a cair bruscamente. A grande jogada aqui é saber identificar esse momento e proporcionar ferramentas para que esta pessoa continue comprometida”, explica.
Passado o momento da chegada do funcionário, temos um período de amadurecimento dele em relação aos processos da empresa. Ao mesmo tempo, este colaborador vai inevitavelmente passar por bons e maus momentos pessoais. Aí entra a questão do modelo a ser seguido.
Para Zaros, a empresa é a cara do seu líder. “Se o gestor for comprometido, tiver bom ânimo e gostar do trabalho e da sua equipe não tem como dar errado. Com este modelo o administrativo se aproxima e dessa forma reconhece as virtudes e problemas de cada colaborador, podendo assim mudar o cenário auxiliando cada pessoa de forma particular”, comenta.
Revista Dedução

Projeto unifica data de pagamento de empregados de grandes empresas

Projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados permite que empresas que possuem filiais em localidades diferentes possam pagar os salários de todos os seus empregados na mesma data, ainda que acordos ou convenções coletivas estipulem dias diferentes.
O projeto (PL 5245/16) foi apresentado pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) e altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei 5.452/43).
“O objetivo do projeto é permitir que as empresas possam se organizar de forma mais adequada, estabelecendo um regime geral de pagamento unificado”, disse o deputado.
Segundo ele, a unificação de datas beneficia empregados que são transferidos para unidades situadas em outros locais. A prática de pagamento em dias diferentes prejudica os transferidos, “gerando verdadeira distorção para inúmeros empregados de uma mesma empresa”.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
LegisWeb

Lucro Presumido – Recursos de terceiros não é base de cálculo para o IRPJ e CSLL

Para a Receita Federal, na apuração do Lucro Presumido, compreende receita bruta:
1 – o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
2 – o preço da prestação de serviços em geral;
3 – o resultado auferido nas operações de conta alheia, e
4 – as demais receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica.
Portanto, os recursos recebidos para administração por conta e ordem e em benefício de terceiros, não compõem a receita bruta.
Fundamentação legal:
DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 8.981, de 1995, art. 31; Lei nº 9.249, de 1995, art. 20; Lei nº 9.430, de 1996, arts. 1º, 25 e 29; Lei nº 12.973, de 2014, art. 2º; Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 12.´
Siga o Fisco

Projeto aprovado isenta do IR adicional de férias

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, na última quarta-feira (9), o Projeto de Lei (PL) nº 4.304/16, que isenta do Imposto de Renda (IR) o adicional de férias pago ao trabalhador. A proposta foi apresentada pelo deputado Vicentinho Júnior (PSB-TO).
Garantido pela Constituição Federal, o benefício assegura o gozo de férias anuais com, pelo menos, remuneração de um terço superior ao salário normal (1/3 constitucional).
Sobre o assunto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) adotou a tese de que o adicional de férias gera acréscimo patrimonial e, por isso, integra a base de cálculo do IR. A jurisprudência sobre a incidência do IR sobre o adicional de férias orienta as decisões da Justiça de primeira e segunda instância.
O parecer do relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), foi favorável à proposta. Segundo ele, o adicional de férias tem por finalidade proporcionar ao trabalhador o adequado gozo de suas férias, inclusive com a ampliação de suas possibilidades de lazer.
“A isenção de Imposto de Renda, uma vez que garante o recebimento integral da parcela pelo trabalhador, maximiza o potencial de alcance da finalidade do terço de férias”, disse.
A proposta será analisada, de forma conclusiva, pelas comissões de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição, Justiça e Cidadania.
Jornal do Comércio

Empresa familiar? Especialista ensina como tornar a gestão profissional

Produtividade é palavra de ordem dentro de uma empresa e para que isso aconteça é necessário que a administração da mesma seja focada em resultados. Quando falamos de grandes empresas, com gestão profissional essa meta parece e simples, mas e as empresas comandadas por famílias.
A estimativa é que existam 6 milhões de empresas no País, das quais 90% são consideradas negócios ou empresas familiares. O maior problema nessas corporações está em separar o lado pessoal com o profissional e na opinião de Fábio Yamamoto, sócio da consultoria e gestão corporativa Tiex, implementar a cultura empresarial na administração dessas operações pode ser bem traumático. “Nós observamos que as empresas familiares de pequeno e médio porte são as que mais sofrem, por diversos fatores. O principal deles é a falta de cultura empresarial, pois frequentemente não se dão conta da importância de possuir ferramentas de planejamento e controle e de investir na qualidade e capacitação da equipe de suporte.”
Para ajudar as empresas de administração familiar a mudar a forma de gestão, o especialista listou cinco atitudes que podem fazer mudanças significativas.
1. Profissionalização Já!
Para aquelas empresas que buscam atingir estágios avançados de maturidade de seus negócios, necessariamente precisam buscar a profissionalização de sua administração. Isso não significa que você tenha que buscar profissionais fora dos quadros da companhia para preencher posições estratégicas, tampouco retirar os familiares da empresa. O ideal é que os gestores sejam treinados e que se crie ferramenta de gestão que ajude nos controles internos, processos e nas polícas da empresa.
2. Limites entre profissional x pessoal
Outro fator bastante comum a este tipo de negócio é a confusão entre os limites da pessoa física e jurídica. É preciso ter clara distinção entre a entidade e o(s) dono(s) para que não ocorram abusos e atritos entre os familiares. Rupturas familiares são bastante comuns quando os negócios passam a tomar proporções em que é impossível manter os olhos sobre tudo, gerando desconfiança, destruindo relações familiares e pondo em risco o futuro do negócio.
3. Visão de longo prazo
Poucos são os negócios familiares, exceto grandes grupos empresariais, que dão a devida atenção a um planejamento estratégico de alto nível. É vital para as empresas pensar em perenidade, não ser imediatista e entender os impactos que as ações presentes terão sobre o futuro.
4. Atenção à estrutura de suporte
As áreas administrativas de uma empresa são vistas como centros de custo, isto é, um mal necessário, e pouca ou nenhuma importância são atribuídas às áreas de suporte. Contudo é de extrema relevância a manutenção de uma estrutura adequada de back office; não só é imprescindível para a adequada manutenção dos aspectos administrativos e operacionais, como pode tornar-se um centro de resultados à medida que pode e deve ser utilizado para evitar gastos desnecessários, conter perdas financeiras e realizar o adequado planejamento do uso dos recursos.
5. Capacitação de seus colaboradores
Investir na capacitação de seu quadro de colaboradores é imprescindível para que toda a estrutura de controles e ferramentas de gestão funcione de forma adequada na administração da empresa.
IG-Economia

Receita Federal disciplina forma de disponibilizar dados não protegidos por sigilo fiscal

A Receita Federal publicou hoje, no Diário Oficial da União, a Portaria RFB nº 1384/2016, que regulamenta como serão disponibilizados dados não protegidos pelo sigilo fiscal a órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional.A norma estabelece que poderão ser compartilhados dados do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); do Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir); da Consulta e Gerencial da Declaração de Operações Imobiliárias (DOI); da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e); dos créditos ativos de pessoas jurídicas de direito público; dos sistemas de controle de débitos de pessoas jurídicas de direito público; dos créditos parcelados; dos sistemas de controle de débitos parcelados; e da base de dados da Certidão de Regularidade Fiscal perante a Fazenda Nacional.
Define-se, ainda, que os dados compartilhados ficam sob a responsabilidade do órgão solicitante e somente poderão ser utilizados nas atividades que, em virtude de lei, são de sua competência e, portanto, não poderá haver transferência a terceiros.O ato normativo exige que seja demonstrada a necessidade do compartilhamento e as finalidades de uso dos dados solicitados.
A Receita Federal publicará, em seu sítio na Internet, os tipos de dados não protegidos por sigilo fiscal.
Receita Federal

A influência do governo nas empresas

Há mais de 10 anos estamos discutindo as facilidades da inclusão social dos pequenos pagadores de impostos e várias ações nesse sentido foram implantadas como o Simples Nacional e do MEI (Microempresário Individual), dentre outras.
A Lei Complementar 123/2006 que trata do Simples Nacional foi instituída para facilitar a arrecadação de impostos por parte do Governo e reduzir dificuldades para o pagamento de impostos por pequenos e microempresários brasileiros. Numa única guia, são recolhidos vários impostos (Federais, Estaduais e Municipais) de diferentes órgãos governamentais (União, Estados e Municípios) que, em tese, reduziria a complexidade no recolhimento e, ainda, o valor dos impostos a recolher.
De acordo com o Portal do Empreendedor (RFB, 2016), em 16/04/2016 o Simples Nacional, apresentava um total de 459.718 empresas optantes e uma arrecadação de R$ 8,38 bilhões em 2007, um ano após a sua instituição, e captação de 69,49 bilhões em 2015.
Quanto ao MEI, instituído pela Lei 128/2008, além de trâmite especial do processo de registro, o contribuinte pode optar pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, independentemente da receita bruta por ele auferida em cada mês. É considerado MEI o empresário individual que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário de 2014, de até R$ 60.000,00. Segundo o Portal do Empreendedor (RFB, 2016), em 31/12/2015, havia 5.589.624 Microempreendedores Individuais formalizados no Brasil.
No entanto, o que parece fácil, na prática pode causar problemas aos empresários. Na hora da declaração do seu Imposto de Renda, o sócio ou dono de um pequeno negócio pode ter imensas dificuldades. O empresário entende que, uma vez que pagou os impostos ao governo, o que sobrou no caixa da empresa pode ser retirado a título de distribuição de lucros.
Ledo engano, nos dois casos há um “lucro fiscal” que pode ser distribuído livremente (de acordo com as porcentagens determinadas pelo governo para o Simples e o MEI), porém o restante, para ser distribuído ao empresário, deve ser tributado. No Simples Nacional, essa distribuição adicional do lucro deve ser tributada na empresa pelo IRPJ e CSLL e, no caso do MEI, deve ser tributado pelo IRPF como rendimento tributável.
As informações sobre o cálculo do lucro distribuível não são claras. Os microempresários não possuem conhecimento fiscal suficiente para tal nível de detalhamento fiscal. Muitas vezes não procuram um contador para se informar ou para auxiliar na elaboração da sua declaração de imposto de renda.
A consequência disso é um pagamento de imposto menor ou maior do que o devido, além do microempresário ficar com um passivo fiscal decorrente da não interpretação adequada de uma lei, que deveria ser simplificada.
Para o Governo é bom, porque houve a inclusão de milhões de microempresários que estavam na informalidade. A evolução da arrecadação mostra isso. Para o microempresário, o benefício fiscal é duvidoso. Apesar da sua inclusão social, possibilitando o acesso a benefícios diversos decorrentes da sua legalização fiscal (acesso a crédito bancário, previdência social, entre outros), vai se criando a possibilidade de uma dívida com o governo que pode se tornar impagável. Para uma população que não é totalmente esclarecida, esse passivo pode ser mortal, levando milhares de microempresários à falência.
Diante da necessidade de alertar e discutir sobre a influência do governo na economia e os problemas causados pelo excesso de legislações tributárias vigentes no país às atividades produtivas é que foi criado o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.
*Liliane Segura é professora Centro Mackenzie de Liberdade Econômica. Pós-Doutora em Administração pela Universidade de Salamanca (Espanha), Doutora em Administração na área de Finanças pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Mestre em Administração na área de estratégia pela FEA-USP, graduada em Ciências Contábeis pela FEA-USP.
*Henrique Formigoni é professor do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica. Pós-Doutor pela Universidade de Salamanca, Espanha (2012); Doutor em Ciências Contábeis pela FEA/USP (2008); Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC/SP (1999); Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de Guarulhos (1981).
Revista Dedução

Entenda a diferença entre Eficiência e Eficácia de uma vez por todas

Que atire a primeira pedra quem nunca se confundiu com a definição e aplicação dessas duas simples palavras: Eficiência e Eficácia. Sem medo de afirmar, essa é uma das dúvidas mais frequentes da área de Negócios. Mas afinal, qual a diferença entre eficiência e eficácia? É possível ser eficiente, mas não eficaz?
Peter Drucker, o pai da Administração moderna, define os termos da seguinte forma:
“A eficiência consiste em fazer certo as coisas: geralmente está ligada ao níveloperacional, como realizar as operações com menos recursos – menos tempo, menor orçamento, menos pessoas, menos matéria-prima, etc…”
“Já a eficácia consiste em fazer as coisas certas: geralmente está relacionada ao nível gerencial”.
Entendeu o porquê da confusão? As definições são muito parecidas! As palavras praticamente se repetem, apenas a ordem muda. Sendo assim, vamos aos exemplos para tentar desenrolar o caso:
Imagine um artesão antigo que faz sapatos, um sapateiro. Ele trabalha sob encomenda e sozinho. Sabe o que fazer. Tem que comprar couro, cola e cordões e depois fazer o sapato.
Qual é a sua preocupação?
Ele tem que ser eficiente, ou seja, deve fazer as coisas de forma certa com o menor uso de recursos e tempo possível, tem que dominar o processo, ser habilidoso e rápido. Isso é eficiência, fazer as coisas de forma certa. É diferente de eficácia, que significa fazer com que as coisas certas sejam feitas.
Porém, no caso do artesão, em virtude de trabalhar sozinho, eficiência e eficácia se sobrepõem. O conceito de eficácia surge quando há divisão de tarefas entre pessoas, quando aparece a possibilidade de se fazerem coisas que não sejam importantes, que não sejam as coisas certas. E essas podem ser feitas com muita eficiência.
Isso é muito comum nas empresas: um funcionário fazendo, com extrema eficiência, tarefas completamente inúteis, são os chamados “enxugadores de gelo”. E é exatamente aí onde o papel do gerente se torna fundamental.
Como assim? Eu explico, vamos ao segundo exemplo:
Imagine que haja um vazamento de água no escritório da diretoria. O primeiro funcionário, imediatamente, corre atrás de um pano, de um balde e de um rodo para retirar toda a água do ambiente. Ele foi eficiente, pois fez de maneira certa o que deveria ser feito. Poucos tempo depois, o vazamento volta a alagar a sala, e o nosso funcionário volta a correr atrás de um pano, de um balde e de um rodo para retirar toda a água. Essa é a típica descrição de um enxugador de gelo eficiente.
Por outro lado, o segundo funcionário procurou observar toda a sala e tentar encontrar a origem para o surgimento de tanta água, concluiu que vinha exclusivamente do banheiro instalado dentro da sala. Uma vez lá dentro, percebeu que a torneira estava aberta e simplesmente a desligou, eliminando todo o problema de vazamento. Este funcionário foi eficaz, pois fez o que era certo fazer para solucionar o caso. Ele pensou antes de executar.
No caso do sapateiro, a probabilidade de ele se empenhar em fazer as coisas que não são certas é mínima, pois seu universo de trabalho é muito simples; não há divisão de tarefas, ele faz tudo. Não há necessidade de gerência, que surge quando há separação ou distribuição de tarefas entre pessoas. Nesse caso, o objetivo final, o resultado a ser alcançado, pode não ficar bem nítido para todos.
Resumindo, a função do gerente, caso lhe perguntem, é levar as pessoas a fazer as coisas certas (eficácia), com a maior eficiência possível (menor uso de recursos, tempo, etc…).
Administradores

Orgulho de ser administrador

Por um bom tempo, tive que carregar aquele velho estigma de que “se você não serve para engenharia, faça administração mesmo”, pois o importante é ter um curso superior.
Havia ainda o fato de que eu precisava sobreviver e não podia depender da família, o que me obrigava a trabalhar de dia e estudar à noite e nos fins-de-semana, sem liberdade para escolher, mas isso é outra história.
Ao longo de quatro anos seguidos, eu fiz o meu melhor. Mergulhei de corpo e alma num curso que, inicialmente, era ridicularizado, rotulado e tomado sempre como segunda, terceira ou ainda quarta opção. Ainda hoje, muita gente ainda pensa da mesma maneira.
O glamour girava em torno da medicina, da engenharia e do direito e qualquer pai e mãe consciente desejava que o filho optasse por um deles, pois imaginava que assim poderia almejar uma carreira mais promissora e menos sofredora como foi o caso dos meus pais.
Faz mais de vinte e cinco anos que eu concluí o curso de Administração de Empresas. Os quatro anos da faculdade estão entre os melhores da minha vida, sem sombra de dúvida. Se existem pessoas que conseguem levar uma faculdade a sério, posso dizer que estou entre elas.
Aprendi a tratar a administração como arte, religião e ciência, o que me ajudou a abrir os olhos e as portas para uma nova forma de sobrevivência, além do crescimento pessoal e profissional e o consequente aproveitamento da minha vocação original. Leva tempo para descobrir o quanto somos ricos e quanta riqueza somos capazes de produzir com tudo que aprendemos na vida e na escola.
Naquela época, apesar do orgulho de ter um curso superior, eu tinha receio de dizer a profissão, me sentia inferiorizado e carregava o hábito infeliz de me comparar o tempo todo com aqueles que, inevitavelmente, pareciam melhores do que eu. Que bobagem! Para o nosso próprio bem, o tempo e a experiência se encarregam de corrigir essas coisas.
Vinte e cinco anos depois, tenho orgulho de me considerar um administrador de verdade. Fico feliz de ser contratado por empresários de diferentes segmentos para contribuir com o conhecimento e a boa experiência adquirida pelo exercício da profissão.
Apesar de não ter enriquecido, sinto imensa alegria quando entro na sala de aula e consigo compartilhar conhecimento com alunos engenheiros, médicos, advogados, professores, técnicos, contadores e outras profissões tão nobres e promissoras quanto a minha. Depois de tanto tempo, posso encher a boca e dizer que o esforço valeu a pena.
Por fim, quero compartilhar um pouco mais da minha experiência com todos os administradores que ajudam a construir um mundo melhor ao abraçar a profissão com todas as suas forças e o seu talento ao mergulhar de cabeça numa área que hoje recebe, de coração aberto, interessados das mais diversas áreas do ensino e do conhecimento, afinal, a administração é onipresente e não se pode mais ignorá-la em qualquer circunstância.
Seja um administrador consciente da sua missão: nunca permita que o brilho das demais profissões ofusque o brilho e a importância da sua profissão; a seriedade do administrador gera prosperidade e perpetua as empresas; o que vale é o sentido de contribuição e realização.
Não seja um administrador medíocre: o mundo corporativo é repleto de profissionais medíocres em todas as áreas do conhecimento; não seja um deles, faça valer o seu diploma; a mediocridade não cabe em nosso vocabulário, portanto, seja um administrador diferente; o que você faz agrega valor ao trabalho.
Administre a si mesmo: quando você tem consciência de onde deseja chegar e não mede esforços para atingir seus objetivos, a realização é uma questão de tempo; não culpe ninguém, não espere nada, faça alguma coisa, de preferência mais do que se espera de você. Pense nisso e seja um administrador por excelência.
Lembre-se sempre para não se desviar do caminho: obter um diploma é fácil, difícil é conquistar o respeito da equipe, da empresa e da sociedade.
Pense nisso e seja um Administrador por excelência!
Administradores

Para estabelecer missão, visão e valores na sua empresa

A maioria das empresas estabelece, logo no começo de suas trajetórias, suas missão, visão e valores. As três coisas, normalmente, mostram uma empresa íntegra e com objetivos bastante arrojados. Até por serem bastante otimista, existe a impressão, pelo menos da parte de quem é leigo, de que a elaboração desse campos não passa de um clichê. Mas não é bem assim.
A opinião é do administrador de empresas paulista Runa Ratz, 23. Ele, ao lado da designer Helena Alam, 46, comanda a Kawthar, especializada na venda de joias e presentes corporativos de luxo. “A missão, a visão e os valores não são criados só porque precisam existir. Quem não os segue eventualmente terá problemas”, diz. “Sem essas definições, o único objetivo é o lucro e tal busca não é sustentável.”
Ratz listou o que deve ser levado em conta por empreendedores que estão começando e precisam estabelecer suas missão, visão e valores. Confira:
Saiba o que é cada um
O empreendedor afirma que especialistas em administração têm definições um pouco diferentes do que são a missão, a visão e os valores de uma empresa, mas que todos concordam no que, basicamente, consiste cada um desses pilares.
A missão é o detalhamento da razão de ser de um empresa. Mostra, então, o porquê da sua empresa existir. Também deve deixar claro o segmento em que o negócio está inserido e como a empresa espera ser reconhecida por seus clientes, fornecedores e parceiros. A missão da Kawthar é desenvolver produtos com design único e exclusivo, com o objetivo de atender às mais diversas necessidades de seus clientes e parceiros.
A visão mostra aonde o empreendedor quer chegar. A da Kawthar é se tornar uma marca de luxo de referência no mercado brasileiro, proporcionar felicidade e satisfação para todos os seus clientes e tornar o luxo acessível para eles. Normalmente, engloba objetivos de longo prazo, mas também tem espaço para conquistas menos demoradas.
Por fim, os valores são os princípios éticos que norteiam o dia a dia da empresa. “Visão e valores estão firmemente atrelados. Só se atinge o primeiro pilar se o segundo for levado a sério”, afirma Ratz. Os valores da Kawthar são integridade, comprometimento, atenção aos detalhes, foco no cliente, inovação e qualidade.
Leve a elaboração a sério
Para elaborar a missão, a visão e os valores que melhor, não dá para gastar somente alguns minutos rabiscando palavras bonitas em um papel. “Deve-se passar um ou dois dias com seus sócios, mentores e pessoas relevantes para o negócio e, literalmente, colocar todo mundo para refletir sobre a melhor forma de definir a empresa.”
Ajustes, sim. Desvios, não
No começo de uma trajetória, empreendedores esperam passar, na pior das hipóteses, alguns anos chefiando o negócio que criaram. E muita coisa pode mudar nesse ínterim. Pode ser que, enquanto o tempo passe, você perceba que certas mudanças nos três pilares sejam realizadas. Não tem problema. “Ajustes podem ser feitos. Desvios, nunca. Não se pode esquecer a essência, o cerne da empresa”, afirma Ratz.
Metas
Assim como a visão, as metas estabelecem objetivos futuros. E, segundo Ratz, os dois devem estar atrelados, pois, dessa maneira, fica mais fácil obter conquistas que ajudem você a realizar seus grandes objetivos – aqueles estabelecidos na visão que você escolheu.
Tenha um sonho realizável
Ainda sobre a visão, pense em um objetivo que seja tangível. É claro que um empreendedor deve pensar que nada é impossível. Sonhe grande, mas não sonhe com algo que muito provavelmente jamais acontecerá, de acordo com o cofundador da Kawthar. “Quando o sonho é muito difícil, o empreendedor pode desanimar”, afirma.
PEGN