4 conceitos que todo empreendedor deveria conhecer e colocar em prática

Foi-se o tempo em que trabalho duro e boa vontade eram suficientes para tornar bem sucedido um negócio próprio. Com a facilitação do acesso ao conhecimento de forma geral e a concorrência cada vez mais acirrada, dominar conceitos empresariais e colocá-los em prática na sua vida pode ser o fator decisivo para que um empreendimento alcance êxito.
No livro Seu Sonho Tem Futuro, lançado no início de outubro pela editora Gente, a fundadora da Kickante, Candice Pascoal, aponta caminhos para tirar projetos do papel e também para aprimorar um negócio já existente. A empreendedora elenca no livro alguns destes conceitos, que podem ser extremamente úteis e funcionais para o dia a dia do empreendedor.
1) DIP
Difundido pelo marketeiro norte-americano Seth Godin, este é um dos conceitos mais importantes para quem quer empreender. Candice explica que o DIP é aquele momento em que tudo dá errado. “Entenda que a partir do momento que tirar seu sonho da mente e começar a dar-lhe corpo, ele se torna uma entidade viva, e tudo pode acontecer. Abraçar o DIP e saber que ele virá te visitar uma ou mais vezes é primordial para a longevidade do seu projeto”, comenta.
Candice orienta que, ao se encontrar o fundo do poço, o empreendedor reinicie o processo de alinhamento da sua ideia. “Olhe para dentro, pergunte silenciosamente, e persista na execução. A grande oportunidade do DIP está em recomeçar o seu projeto no meio do caminho, com maior conhecimento e maturidade do que quando o iniciou. Grandes vitórias costumam esperar aqueles que conseguem ultrapassar o DIP. Costumo dizer que é neste momento verdadeiramente que se forma o empreendedor de sucesso”, diz.
2) Roda da Vida
Este conceito ajudará o empreendedor a planejar seu negócio e a definir de uma maneira mais clara suas prioridades. A The Wheel of Life, ou Roda da Vida, é uma poderosa ferramenta para avaliação pessoal que ajuda a revisar todos os aspectos da vida. Candice recomenda utilizá-la pelo fato de permitir ao empreendedor obter uma visão honesta sobre as diferentes áreas da vida, pessoal e profissional. “Uso a palavra honesta pois a Roda da Vida te forçará a aceitar e encarar de frente as áreas da sua vida que você precisará deixar como segundo ou terceiro plano”, orienta.
Decidir antecipadamente, por exemplo, que amigos ou o trabalho atual precisarão ser preteridos por um determinado intervalo de tempo pode ser sofrido no início. No entanto, explica Candice, é isso o que dará tranquilidade e espaço mental para focar no que definir como prioridade para si, durante este mesmo espaço de tempo. “O mais importante é não haver conflitos, pois é aí que a produtividade pode cair, e os objetivos serem perdidos. Nem sempre o que mais toma nosso tempo é o que deveria ou poderia. Essa ferramenta o ajuda a avaliar exatamente isso”, diz.
3) Fuckup Nights
No mundo dos negócios, as decepções estão tão presentes, que até foi criado, em 2012, no México, um movimento global chamado Fuckup Nights, no qual pessoas ao redor do mundo compartilham publicamente suas histórias de fracasso. “É um TED ao avesso. No Fuckup Nights, seu maior erro é sua única glória. Milhares de pessoas participam desses eventos em mais de 150 países contando seus maiores fracassos”, conta.
Para a fundadora da Kickante, o Fuckup Nights permite ao empreendedor entender que errar é algo a ser esperado e até mesmo celebrado. “Começar a considerar o erro como um estado mental e não condição pessoal de fracassado é um grande avanço. Isso permite à pessoa desapego ao seu erro e a rápida recuperação da situação, permitindo assim que ela aproveite”, explica.
4) Público alvo e personas
Candice esclarece que a ideia de público-alvo, bastante difundida, traz uma definição bem aberta. Para detectar quem ele é, busca-se informação demográfica (idade, sexo, escolaridade, estado civil). Mas é bom lembrar que ele não se refere a uma pessoa específica, mas a um grupo de pessoas que possam querer determinado produto ou se engajar na ideia a partir de um delimitador mais amplo.
Já a persona, prossegue a empreendedora, é o desenho de uma pessoa específica que represente o cliente. “Descobrir a persona é como criar um avatar. Você vai visualizar a pessoa, com detalhes sobre hábitos e trabalho, consumo, hobbies e preferências de canais de informação. Ela será seu personagem específico, cujas características traduzem quem você imagina atingir ao elaborar seu projeto”, afirma.
Mas o que vem primeiro? Candice responde a essa pergunta explicando que, depois de analisar o mercado e identificar o público-alvo, o empreendedor precisará ser mais específico ainda e definir a persona — ou seja, a pessoa com sentimentos e desejos que quer atingir. “E esse método vale para tudo o que deseje lançar — uma conta de influenciador no Instagram, um livro, um novo produto, um novo álbum, um evento, uma ONG”, finaliza.
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