Legalização de Empresas

Como vencer o medo de vender e negociar?

Historicamente, os latino-americanos, em especial os brasileiros, são um povo que evita o embate, gosta de “botar panos quentes” nas situações de conflito e tem dificuldade para lidar com objeções. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Vendas em outubro de 2016, 55,2% dos profissionais da área comercial admitem sentir receio na hora de intermediar uma negociação, ainda que somente em determinadas situações.
O levantamento também aponta que 73,6% dos vendedores sentem algum tipo de desconforto ao receber a primeira objeção do cliente. Esse temor ocorre pelo fato de a negociação ser um momento de grande desafio, de impasse ou até de conflito. Porém, para analisar essa questão, é preciso entender que o ato de negociar nada mais é que um embate natural, uma rede de tensão em que os dois ou mais lados se confrontam, mas sempre na tentativa de encontrar um meio-termo para que todos saiam satisfeitos.
Também é importante lembrar que não ter medo de negociar é muito diferente de ser agressivo, fazer perguntas fora de hora e de “obrigar” o cliente a fechar um negócio. O bom vendedor desenvolve a capacidade de negociar sempre, faz disso algo natural, sem forçar nenhuma situação. Embora não sejam culturais para a maior parte dos brasileiros, essas características podem ser desenvolvidas com treinamento, aperfeiçoamento, experiência e dedicação.
A função do vendedor profissional é fazer com que o outro lado perceba que o melhor negócio está presente nessa conversa, nesse telefonema, nessa visita, nessa reunião, nessa entrada na loja, no produto ou serviço que está em pauta. Isso é negociar! Todo profissional do mundo das vendas precisa dar a cara à tapa, fazer simulações, se expor, treinar e se transformar. O segredo é muita exposição e feedback. Essas são as chaves para deixar um cliente muito mais satisfeito.
Administradores

MEI: Valor de Recolhimento Mensal – 2017

Tendo em vista a elevação do salário mínimo nacional para R$ 937, a partir de janeiro de 2017, o microempreendedor individual (MEI) deverá recolher, por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), gerado através do Programa Gerador do DAS para o MEI (PGMEI), independentemente do valor da sua receita bruta auferida no mês, o valor fixo mensal correspondente à soma das seguintes parcelas:
– R$ 46,85, a título da Contribuição para a Seguridade Social;
– R$ 1,00, a título de ICMS, caso seja contribuinte deste tributo;
– R$ 5,00, a título de ISS, caso seja contribuinte deste tributo.
Estes novos valores deverão ser efetivados no recolhimento cujo vencimento previsto é 20.02.2017.
Em tempo: o recolhimento da guia MEI em 20.01.2017 (competência dezembro/2016) será com os valores anteriormente previstos.
Guia Contábil

Governo, o sócio ingrato das empresas brasileiras

Na última semana fui entrevistado pelo Jornal da TV CULTURA e tive oportunidade de falar sobre a situação dramática que nós, micro e pequenos empresários, estamos enfrentando sem nenhuma perspectiva de ajuda ou de melhora no curto e médio prazo.
O centro da matéria jornalística foi o corte de subsídios que o governo federal quer levar a cabo neste ano, logicamente com muita resistência dos atuais beneficiados, as grandes corporações de sempre.
Conforme o economista da USP Paulo Feldmann – também entrevistado na matéria – ao longo das últimas décadas os benefícios têm sido focados nas grandes empresas, com resultados fracassados na preservação de emprego e no desenvolvimento sustentável.
Para se ter uma ideia do volume de dinheiro que o governo abre mão, apenas de janeiro a outubro de 2016 as isenções foram de 75 bilhões de reais. Lógico que esse dinheiro faz uma falta danada nas contas públicas, nos setores sociais e na estrutura básica do país. Foi comprovado que houve um uso predatório dos benefícios, e não ocorreu um fortalecimento real da base da economia.
Na minha participação na entrevista, citei números da “realidade real” do pequeno empreendedor: ao longo de 2016 cortamos 20% das vagas de trabalho em nossa empresa, devido à erosão da rentabilidade. Adivinhe qual é nossa maior despesa? Os impostos que nosso “sócio” ingrato – o governo – leva todo mês. Um “sócio” privilegiado que não compartilha nenhum risco e retira 30% de nossa venda bruta todo mês – muitas vezes antes mesmo de nós recebermos o depósito do cartão de crédito do cliente. Um “sócio” não quer saber de crise, não quer saber da saúde financeira de empresa, não quer saber da preservação de trabalho, nem tampouco se está faltando dinheiro para os salários.
As micro e pequenas empresas continuamos recebendo tratamento de terceira classe. Eu digo que podemos ser “micro e pequenas”, porém somos muito importantes. Paulo Feldmann aponta que geramos 45% dos empregos do Brasil. E conforme dados do SEBRAE de 2014, o nosso faturamento representa 27% do PIB.
Fazendo uma conta simples de masseiro, vejo claramente que contribuímos com muito mais empregos (45%) em proporção ao valor vendido (27%). Ou seja, nós distribuímos muito mais renda e proporcionamos mais vagas de trabalho com muito menos dinheiro. Temos menos margem de rentabilidade e somos a porta de entrada de muitas pessoas no mercado de trabalho e na formalidade.
E nada disso é feito com ajuda do governo – muito pelo contrário.
A realidade é cruel: mais de 50% das micro e pequenas empresas fecham em 5 anos. A principal causa, na minha opinião, é o financiamento extremamente difícil e caro para os pequenos. E o que já era pouco, através do BNDES, agora desapareceu totalmente – de um ano para cá cortaram totalmente os limites. O empreendedor cai nas garras dos bancos privados com taxas 5 vezes mais caras do que uma poupança – e vira escravo do banco. Ou precisa recorrer a garantias pessoas, comprometendo o patrimônio familiar ou simplesmente desistindo do negócio e fechando a empresa. As multas por atrasos de impostos são impagáveis, criando uma bola de neve. Também se agregam questões jurídicas, como o fato de que uma empresa em dívida contamina o crédito de todos os sócios de forma ilimitada – bem diferente de países como os EUA, onde a divisão entre empresa e pessoa física é sagrada, e permite ao empreendedor recomeçar do zero.
Em tempos de prosperidade, esse “sócio” ingrato que tudo quer e nada entrega já é um atraso para qualquer empresa. Mas períodos de crise como agora, é catástrofe: perdemos todos – inclusive o governo. Isso me parece bem pior do que ingratidão. No meu vocabulário, é burrice.
Estadão

Governo enfrentará resistências para alterar as leis do trabalho temporário

As novas regras de contratação de mão de obra temporária serão um dos pontos da minirreforma trabalhista – lançada pelo governo no dia 22 de dezembro – que vão enfrentar resistências no Congresso Nacional, tanto por parte da base aliada, quanto da oposição parlamentar.
Há o temor de que milhares de pequenas e médias empresas de recursos humanos fechem as portas, porque a proposta permite a contratação direta de trabalhadores temporários pelas empresas contratantes. Essa é uma causa que desperta a atenção de parlamentares governistas ligados ao setor de serviços.
De acordo com a oposição, a ampliação do prazo do contrato temporário de 90 para 180 dias faz parte da suposta retirada de direitos incluído na minirreforma, além de demissões mais baratas, com redução da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Crítica de Laércio Oliveira é falta de consulta junto setor de serviços
Foto: Divulgação
A principal crítica às novas regras é que os contratos de trabalho temporários poderão ser firmados por quaisquer empresas, inclusive as que não possuem o registro para a celebração desse tipo de acordo junto ao Ministério do Trabalho.
“A proposta de liberação da contratação do trabalho temporário, mexeu violentamente com milhares de empresas que estão no mercado há mais de 40 anos”, afirmou ao DCI o deputado federal Laércio Oliveira (SD-SE), terceiro vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio, Serviços e Turismo (CNC).
Ameaça ao emprego formal
O parlamentar citou que as empresas que atuam nessa atividade precisam cumprir uma série de exigências, a exemplo de capital mínimo de 500 salários mínimos – o que significa R$ 468,5 mil. Além disso, acrescentou, precisam se cadastrar no Ministério do Trabalho e oferecer condições para capacitar os trabalhadores que irão cumprir atividade de trabalho temporário.
O deputado vislumbrou também prejuízos ao emprego formal: “A liberação para contratação direta pelas empresas contratantes, numa canetada, num segmento que está devidamente pacificado, é algo terrivelmente temerário, pois pode contribuir, e muito, para a diminuição da já combalida segurança do emprego formal”, afirmou o parlamentar.
“E o pior: vai levar à falência milhares de pequenas e médias empresas”, completou.
Ele observou ainda que os sindicatos das empresas contratantes vêm, desde 1974 (ano em que o trabalho temporário foi regulamentado no Brasil), criticando esse tipo de prestação de serviços, com fundamento exatamente neste argumento: evitar transformar emprego permanente em temporário.
“O trabalho temporário é super controlado no mundo todo, exatamente para evitar este tipo de anomalia”, explicou ele, citando a aplicação da Convenção 181 da Organização Internacional do Trabalho.
Outra crítica do parlamentar é que o governo tomou a decisão ouvindo apenas setores ligados à indústria e não as entidades representantes do setor de serviços, reclamou o parlamentar, referindo-se à presença de representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na cerimônia de anúncio das medidas.
“Um grande desrespeito com o ramo que hoje produz 70% do PIB nacional”, reclamou. O deputado citou que o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, foi de “uma infelicidade impar, ao falar em quebra de monopólio”.
Ministério rebate
Em nota, o ministério do Trabalho afirmou que a contratação direta de mão de obra temporária deve melhorar a eficiência na prestação de serviços e gerar mais empregos. “As empresas deverão agregar novos serviços para empresas tomadoras desse tipo de trabalho, na busca pela fidelização das mesmas, o que gerará maior eficiência ao sistema produtivo do país”, aponta.
Além disso, com a diminuição do custo de contratação de mão de obra, “certamente mais postos de trabalho serão criados, sem, entretanto, ocorrer diminuição de salários”. A proposta assegura o atendimento e os direitos do trabalhador “em localidades onde a empresa de trabalho temporário não tem sede.
Diário Comércio Indústria & Serviços

Bloco K – Alterado o calendário de início da obrigatoriedade

BLOCO K: CONTROLE DA PRODUÇÃO E DO ESTOQUE
É parte do arquivo da Escrituração Fiscal Digital – EFD-ICMS/IPI, obrigação da Plataforma SPED.
Este bloco se destina a prestar informações mensais da produção e respectivo consumo de insumos, bem como do estoque escriturado, relativos aos estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação federal e pelos atacadistas, podendo, a critério do Fisco, ser exigido de estabelecimento de contribuintes de outros setores (conforme § 4º do art. 63 do Convênio S/N, de 1970).
Os contribuintes optantes pelo Simples Nacional estão dispensados de apresentarem este bloco, em virtude da Resolução Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94, de 29 de novembro de 2011, e alterações posteriores (http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm), que lista os livros obrigatórios do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional
Fonte: GUIA PRÁTICO DA EFD

Novo Código Comercial vai mudar rotina das empresas

Após cinco anos de discussões no Congresso, o polêmico projeto que propõe a criação de um Código Comercial deve ser votado nesta quarta-feira por uma comissão especial da Câmara dos Deputados e, se aprovado, seguirá para o plenário. A proposta, que desde o início sofreu grande resistência do empresariado e de profissionais do direito, efetua inúmeras alterações no cotidiano das empresas. Quem é contra o novo código argumenta que a medida traria altíssimos e desnecessários gastos para as empresas, já adaptadas ao Código Civil que seguem desde 1917.
Uma versão final do projeto, em consenso com entidades empresariais, só foi possível após um longo período de negociação e a flexibilização de pontos do projeto original. Uma das previsões mais importantes é a que permite a aplicação do Código de Defesa do Consumidor às relações entre micro e pequenas empresas e as companhias de porte maior, uma reivindicação apresentada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “Os contratos são geralmente impostos pelos grandes, sem negociação justa”, diz a diretora jurídica da entidade, Luciana Freire.
Além disso, há a previsão de medidas de proteção relacionadas à fiscalização das empresas. A versão final estabelece que fiscalizações presenciais, de rotina, terão de ser comunicadas com antecedência de 48 horas. Além disso, proíbe as fiscalizações simultâneas – de órgãos do meio ambiente e do Ministério do Trabalho, por exemplo. Quando necessário o elemento surpresa, a fiscalização dependeria de ordem judicial.
Outra mudança importante altera o procedimento judicial da penhora on-line. Hoje, um só juiz pode determinar a penhora. Se o texto for aprovado, a ordem dependerá de um colegiado para valores acima de R$ 20 mil. Uma questão polêmica trata das falências transnacionais. A proposta equipara os estrangeiros com créditos fora do país aos credores quirografários (sem garantias) no processo de falência no Brasil. Há ainda mudanças para o registro de empresa. Grande parte dos registros passarão a ser feitos nas Juntas Comerciais e não mais em cartórios.
Proposta sofre resistência de especialistas
O projeto do novo Código Comercial enfrenta a resistência de especialistas e empresários que não veem a necessidade de novas leis para regular o mercado. O debate ficou tão intenso que no começo do semestre, na iminência de ser votada, a proposta parou de tramitar. Setores empresariais entendiam que precisava ser amadurecida. A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) foi uma das entidades que se manifestaram contra a votação. Alegando que a versão atual do projeto precisava ser aprimorada, o presidente Paulo Skaf chegou a enviar carta ao relator pedindo que a tramitação fosse suspensa. O debate foi, então, reaberto.
O novo código pretende concentrar em um único livro leis relacionadas às sociedades, comércio eletrônico e direito marítimo. Será uma reunião de regras sobre as relações empresariais. Algo semelhante ao que já existiu no país no passado. O primeiro código comercial brasileiro é da época de Dom Pedro II. Promulgado em 1850, tratava, além das relações comerciais em geral, de falências e direito marítimo.
Com o passar do tempo, partes foram sendo revogadas ou substituídas. Hoje não existe mais um código exclusivamente comercial. Parte das questões é tratada no Código Civil de 2002 e há partes em legislações esparsas. Todo o trecho relacionado ao direito marítimo, no entanto, ainda corresponde às normas da época de Dom Pedro.
“Nenhuma lei nova é boa para todo mundo. Mexe com interesses. Umas pessoas perdem e outras ganham”, analisa o professor Fábio Ulhoa Coelho, autor do livro que serviu de base para a construção do novo código, sobre as polêmicas que envolvem a tramitação do projeto na Câmara Federal. “O que se tem que discutir é quantas pessoas vão ganhar e quantas vão perder. Se poucas vão ganhar e muitas vão perder, essa lei é ruim. Mas se muitas vão ganhar e poucas vão perder, ela é boa”, acrescenta.
Ulhoa faz parte da comissão de juristas do novo código e tem envolvimento direto nas negociações com o setor empresarial. Ele entende que quando se cria a oportunidade para conversas, elas são produtivas. “Porque a pessoa que lê o artigo pode ver coisas que quem escreveu nunca imaginou”, diz. “E o que se quer, afinal, é melhorar o ambiente de negócios. Um código comercial só pode ser a favor das empresas”.
Foi a partir dessas conversas que se começou a costurar uma versão com pontos que tornam menos polêmico o projeto. Também foram esclarecidas questões ainda criticadas, mas que já não fazem mais parte do código. Entre elas, um trecho sobre a função social da empresa. Na versão original, constava como um dos princípios gerais do código e o artigo 7º trazia o conceito. Ambos foram retirados do projeto no ano passado. Um outro ponto polêmico, que permitia ao Ministério Público pedir a anulação do registro das empresas em caso de descumprimento de sua função social também foi extinto.
E, por outro lado, medidas protetivas foram inseridas. O último substitutivo aprovado pela comissão incluiu no projeto do novo código, por exemplo, questões relacionadas à fiscalização das companhias. A versão atual prevê que as fiscalizações presenciais, de rotina, deverão ser comunicadas às empresas com antecedência de 48 horas. Além disso, ficarão proibidas as fiscalizações simultâneas (do meio ambiente e do trabalho, por exemplo, no mesmo dia e hora). E, quando necessário o elemento surpresa, a fiscalização dependeria de ordem judicial.
O novo código prevê ainda mudanças na sistemática atual da penhora on-line. Hoje, um único juiz decide. A partir da proposta da comissão, se aprovada, será necessário um colegiado para decidir sobre valores acima de R$ 20 mil.
Valor Econômico

Por que é tão fácil encontrar funcionários desmotivados?

O que faz um indivíduo entrar em uma empresa, comemorar com amigos e familiares o emprego tão desejado e, depois de alguns meses, pedir demissão? Ou o que faz um indivíduo preferir ir trabalhar em outra empresa para fazer a mesma atividade, porém ganhando menos?
No trabalho, a motivação surge ou desaparece em função das atitudes da liderança, e nesse aspecto há muitas lideranças responsáveis pelo baixíssimo grau de motivação e de comprometimento da equipe.
Uma das queixas mais frequentes das lideranças é a falta de comprometimento das pessoas. Entretanto, esquecem que, ao apontar o indicador para os colaboradores, na verdade, há outros três dedos apontando na direção de quem aponta.
A base da motivação está no relacionamento e na comunicação entre a liderança e seus liderados, e é justamente aí onde os problemas são mais recorrentes, devido a uma série de fatores, tais como: comunicação agressiva, relacionamento distante, falta de objetivos claros, ausência de feedback, broncas inúteis e depreciativas.
Manter uma equipe motivada exige da liderança atitudes que estejam alinhadas com os anseios dos liderados e que os façam se sentir respeitados e valorizados.
O ser humano tem necessidades que precisam ser atendidas no ambiente de trabalho. Uma dessas necessidades é ser ouvido. O indivíduo quer expressar suas opiniões, dar suas ideias, usar da criatividade, mas muitas vezes é tolhido e se sente pouco valorizado.
Portanto, se você, como líder, dispuser de 60 minutos para conversar com sua equipe, dedique 45 minutos para ouvir e 15 minutos para falar. Desses 15 minutos que você tem para falar, dedique dez minutos para fazer perguntas e use os cinco minutos que restam para dar sua palavra final. Com essa atitude, você pratica o “saber ouvir” e atende à primeira necessidade básica.
Outra necessidade é ser reconhecido. Toda pessoa precisa de reconhecimento. Não é uma questão de orgulho, egoísmo ou imaturidade. O ser humano, desde suas etapas mais jovens, precisa do respeito e do carinho de todos aqueles que o rodeiam. Isso se inicia no núcleo familiar e se estende para todos os outros núcleos, como escola, faculdade e trabalho.
Uma forma de você, como gestor de equipe, suprir essa necessidade é expressar seu reconhecimento quando perceber que houve uma dedicação especial por parte da equipe, ou de um membro isoladamente, para um trabalho ficar bem-feito. Cumprimente, parabenize, elogie! As pessoas se sentem felizes quando são notadas, amadas, reconhecidas, e assim você estará atendendo a essa segunda necessidade básica.
Há também a necessidade do ser humano de ter o direito de errar. Já dizia Einstein: “Quem nunca errou nunca experimentou nada novo.” As pessoas querem fazer diferente, inovar, sair do rotineiro, fazer melhor. Quando esses anseios são tolhidos, as pessoas sentem-se acomodadas em um sistema que não muda e não progridem.
É preciso que o gestor incentive, desafie a equipe a inovar, mesmo que, com isso, as pessoas cometam erros. As pessoas querem crescer aprendendo com seus tropeços.
O verdadeiro sentido de ter o direito de errar diz respeito ao entendimento de que erros acontecem justamente pela tentativa de realizar coisas. E é isso que as pessoas querem. Quando essas necessidades são atendidas, a probabilidade de manter as pessoas talentosas motivadas e comprometidas é grande.
Exame.com

Inscrição Estadual: o que é e para que serve

A inscrição estadual (IE) nada mais é do que um cadastro feito na Secretaria da Fazenda do Estado. Ela é composta por vários números, que lembram muito o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), mas se diferencia por ter função específica.
Esse número é usado para registrar formalmente as atividades realizadas pela empresa e serve para que a pessoa possa contribuir com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Por isso, não é possível vender produtos ou oferecer serviços legalmente sem ter esse cadastro. É por meio dele também que é calculado o valor do imposto que a empresa vai pagar.
Continue lendo o texto de hoje para saber mais sobre a inscrição estadual e como manter sua empresa regular.
Qual é a importância da inscrição estadual?
Conforme já mencionamos, a inscrição estadual é imprescindível para qualquer empresa que deseja comercializar algum produto e validar seu negócio. Ela é válida para a Receita Estadual dentro de todo o território do estado onde a empresa está localizada.
Como obter a IE?
Na maioria das vezes, é possível emitir a inscrição estadual junto com o CNPJ e o cadastro pode ser feito por meio de um computador com internet. Em alguns casos, porém, é necessário ir pessoalmente até o órgão responsável e fazer a entrega dos documentos exigidos. Por isso, o ideal é sempre consultar a Secretaria da Fazenda antes de tentar realizar o procedimento.
Quais empresas precisam ter IE?
Empresas que apenas prestam serviços devem pagar o Imposto Sobre Serviços (ISS) e não precisam ter inscrição estadual. Já os negócios que comercializam produtos e devem pagar o ICMS sobre a venda de cada item, por sua vez, são obrigados a fazer a IE.
Vale lembrar que cada estado tem suas próprias regras com relação à IE. Em alguns deles, certos produtos não têm alíquota de ICMS, enquanto em outros a alíquota é reduzida. Existem também localidades em que não há isenção de nenhuma taxa a ser cobrada. Portanto, vale a pena se informar para saber quais são as regras do local onde sua empresa está localizada.
Qual é o papel do contador nesse procedimento?
O contador pode ajudar a identificar as alíquotas de ICMS e dar suporte direto na hora de fazer a IE. Com o auxílio desse profissional, é possível evitar multas, organizar a rotina da empresa e até mesmo conseguir uma ótima gestão financeira. Todas as obrigações legais e recolhimento de impostos da empresa poderão ser revisados por um profissional especializado.
Além disso, o profissional especializado ajudará com outros assuntos, como os impactos contábeis desses impostos para a empresa e questões como o eSocial e o SPED de folha de pagamento.
Caso você seja o dono de uma empresa que comercializa produtos e serviços, saiba que a Inscrição Estadual é um registro indispensável. A ajuda de um contador também é primordial para que você consiga sanar suas dúvidas diárias e ter garantia de que estará tudo conforme a lei. Por isso, não deixe de contratar um profissional para te auxiliar!

Como montar uma empresa: dicas para ter o dinheiro necessário

Economia e investimentos
Ter o hábito de poupar pode ser uma vantagem para conseguir o capital necessário e não passar mais apertos no futuro. Não há a necessidade de grandes sacrifícios para isso: basta fazer uma análise profunda de todo o dinheiro que ganha e como é gasto para cortar despesas desnecessárias ou excessivas.
Outra dica para montar uma empresa com o próprio dinheiro é buscar informações para aproveitar melhor os recursos que utiliza, como energia elétrica, água, combustível, cartões de crédito, etc. Use tudo o que puder a seu favor para economizar.
Seguindo as dicas de economia, muito dinheiro pode ser acumulado em pouco tempo. Assim que adquirir um valor relevante, aplique-o em renda fixa para monetizá-lo. Essa prática, além de proteger o capital da desvalorização, ajudará a acumular um montante ainda maior.
Empréstimos bancários
Para quem tem pressa, utilizar as linhas de crédito oferecidas pelos bancos pode ser uma solução atraente. Para isso, será necessário ter um bom histórico financeiro no mercado e oferecer garantias de pagamento. Alguns bancos podem até exigir uma verificação do plano de negócios para analisar seu potencial de retorno.
A vantagem dos empréstimos bancários é o acesso ao montante necessário de forma rápida. No entanto, o empreendedor deve ficar atento às taxas de juros que serão cobradas.
Investidores estrangeiros
Muitos empreendedores não sabem como montar uma empresa tendo acesso rápido ao capital necessário. Uma das alternativas mais interessantes do mercado é o investimento estrangeiro. Geralmente, esse tipo de ajuda é concedida de maneira mais fácil e menos burocrática, principalmente se o plano de negócios demonstrar um potencial de retorno atrativo.
Caso essa seja a opção escolhida, tenha ciência de que o plano de negócios deve conter informações bem precisas para que o investidor sinta confiança em emprestar o dinheiro.
Agências de fomento
Uma alternativa bastante atraente para o empreendedor conseguir o capital necessário é buscar o apoio de agências de fomento. Essas agências emprestam dinheiro a custos baixíssimos para empreendedores abrirem seus negócios, caso eles estejam inclusos em algum projeto de desenvolvimento do governo.
Incubadoras
Se a empresa for uma startup, tratar de algum tipo de negócio inovador ou tiver realmente um bom potencial de desenvolvimento, aqui vai mais uma dica interessante de como montar uma empresa com capital de terceiros: procure o apoio de uma incubadora.
Geralmente, são instituições de ensino universitário que oferecem os recursos necessários para a abertura e desenvolvimento do negócio. Entre os principais recursos oferecidos estão:
Consultoria empresarial;
Assessoria jurídica; e
Infraestrutura adequada.
É importante lembrar que, independentemente da opção que escolher, o empreendedor deve contar com um software de gestão para otimizar os processos operacionais e gerenciais. Assim, ele evita desperdícios de recursos, reduz custos, diminui o índice de falhas, melhora a produtividade e a rentabilidade do negócio.
SAGE