Finanças

Feriado de Sete de Setembro antecipa vencimento do DAE de agosto

Os empregadores devem estar atentos ao prazo para o pagamento sem multa do Documento de Arrecadação do eSocial (DAE) referente ao mês de agosto. Por conta do feriado de Sete de Setembro, o vencimento do DAE é antecipado para a próxima quarta-feira (6). Após essa data o documento passa a ser emitido com multa.
O vencimento acontece todo dia 7 do mês, mas é antecipado para o dia útil anterior, nos meses em que esta data cai em um final de semana ou feriado. Quando ocorre, a antecipação acontece em função do expediente bancário.
Para a emissão da guia única de pagamento – que reúne as contribuições fiscais, trabalhistas e previdenciárias que precisam ser recolhidas pelos empregadores domésticos – o empregador deve acessar a página do eSocial na internet.
Além disso, é importante destacar que o DAE tem código de barras e o valor da guia pode ser pago em qualquer agência ou canais alternativos disponíveis pela rede bancária, como casas lotéricas e internet banking.
ADMINISTRADORES

Finanças pessoais: Especialista dá seis dicas para economizar no combustível

O governo anunciou na quinta-feira (20) aumento de tributação sobre a gasolina e ao diesel. Até ai nenhuma novidade ao consumidor, uma vez que o governo já afirmou que tomará todas as medidas necessárias para aumentar a arrecadação este ano.
A grande questão é: quanto esse aumento vai pesar no bolso do consumidor ? A gasolina terá acréscimo de R$ 0,41por litro e o diesel, R$ 0,2. Parece pouco, porém se um consumidor usa 10 litros de gasolina por dia, significa que ele terá um gasto mensal R$ 123 maior por mês.
“Isso sem contar o previsível aumento nos preços dos produtos que consumimos, já que grande parte é transportada por caminhões movidos a diesel , e o provável aumento dos preços dos serviços de transporte, como ônibus e táxis”, enfatizou o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.
Já que o momento é de mais aperto e gastos aos consumidores brasileiros, o educador financeiro listou seis dicas para economizar com os gastos com combustível.
1- Mude hábitos
O educador indica uma mudança de hábito e avaliação da real necessidade de utilizar o carro para as diferentes tarefas diárias. “Realizar algumas caminhadas, além de ser saudável, pode gerar boa economia ”, disse Domingos.
2- Transporte público
Alternar o uso do automóvel com o do transporte público pode rendar uma boa diminuição no orçamento mensal com locomoção. Faça um teste.
3- Compartilhe despesas
Caso o uso do caso seja indispensável, ofereça e pegue caronas com familiares, amigos e colegas de trabalho. Além de ajudar na economia e nos gastos mensais , melhora a sociabilização.
4- Economia do volante
“Dirija e utilize o veículo com consciência”. Domingos explicou que a forma como o condutor dirige o automóvel, influência no consumo de combustível. Diminuir o uso do ar condicionado e trocar a marcha em velocidade adequada pode ajudar na diminuição do gasto com combustível.
5- Gasolina de confiança
Abasteça em postos de sua confiança, garantindo a qualidade da gasolina que está comprando;
6- Faça manutenção no automóvel
Manter pneus calibrados é um grande aliado para a economia de combustível. Quando os pneus estão abaixo da calibragem recomendada pelo fabricante, há resistência na rolagem, que acarreta em maior consumo de combustível. “Isso sem contar o desgaste dos pneus, que são caros”, enfatiza o especialista em finanças pessoais.
O consumidor deve fazer revisões periódicas no automóvel, evitando assim gastos maiores com combustível e imprevistos com a necessidade de uma ida ao mecânico sem estar provisionada no orçamento mensal.
IG – Economia

Fazenda ainda espera conseguir receita maior com Refis

O Ministério da Fazenda ainda espera obter uma boa receita com o novo Refis, apesar de reduzir significativamente a projeção de arrecadação com essa fonte no relatório bimestral de receitas e despesas que deverá ser divulgado hoje. Isso porque o governo não pretende referendar o relatório do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), que fez flexibilizações indevidas no texto enviado pelo Executivo, em acordo com os próprios parlamentares.
As mudanças aprovadas na Comissão Especial reduziram substancialmente a arrecadação prevista com o novo Refis, de R$ 13 bilhões para R$ 416,8 milhões neste ano. A equipe econômica ainda estava refazendo cálculos e definindo o número que sairá no relatório bimestral de receitas e despesas, que seria divulgado ontem, mas ficou para hoje.
A estratégia do governo é mostrar que vale a pena as empresas aderirem ao programa até o dia 31 de agosto, independentemente dos cenários de votação no Congresso. A ideia do governo é evitar a votação do projeto nos termos apresentados por Newton Cardoso e até vetá-lo, caso as alterações sejam referendadas em plenário.
O cenário no qual as empresas aderem ao programa original pode gerar arrecadação mais próxima do que se estimava, dando mais segurança fiscal para o governo nos próximos meses e, eventualmente, facilitando alguma liberação de recursos orçamentários mais à frente.
Se o projeto for aprovado nos termos mais flexíveis e não for vetado pelo governo, as empresas que aderirem até o fim de agosto poderão migrar para as condições novas, sublinhou uma fonte oficial. Por outro lado, se a empresa não aderir e o projeto for vetado ou perder a validade, não terá benefício algum. Haveria, portanto, um estímulo à adesão dos contribuintes ao programa ainda em agosto.
As mudanças feitas pelo relator do Refis causaram irritação na equipe econômica, que havia fechado acordo com o deputado e outros parlamentares no fim da tramitação do Programa de Regularização Tributária (PRT), cuja MP perdeu a validade exatamente por falta de acordo entre governo e Congresso.
COAD

Novo salário mínimo tem impacto de R$ 12,7 bilhões nas contas do governo em 2018

O aumento do salário mínimo de R$ 937 para R$ 979 em 2018 terá impacto de R$ 12,7 bilhões nas contas do governo no próximo ano. Os números foram levantados pela Agência Brasil com base em estimativas do Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (13).
A LDO define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Por determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal, contém um anexo com os riscos para as contas públicas no curto e no longo prazo. De acordo com esse relatório, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo tem impacto de R$ 301,6 milhões nos benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas pagos pelo governo. Como o salário mínimo subirá R$ 42, o impacto total será de quase R$ 13 bilhões.
A maior parte dos gastos extras virá da Previdência Social, cujo déficit subirá em R$ 8,6 bilhões no próximo ano apenas por causa do reajuste do salário mínimo. O impacto pode ser amenizado com uma eventual recuperação da economia que aumente o emprego formal e reduza o rombo nas contas da Previdência.
A segunda fonte de impacto do novo salário mínimo será nos benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), cuja despesa aumentará em R$ 2,2 bilhões em 2018. Em seguida vêm os benefícios trabalhistas – abono salarial e seguro desemprego –, que terão alta de R$ 1,8 bilhão. Por fim, os gastos com a renda mensal vitalícia – auxílio para pessoas incapacitadas que parou de ser concedido nos anos 90, mas que ainda é pago a beneficiários com direito adquirido – se elevarão em R$ 50,4 milhões.
Desde 2012, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o custo de vida das famílias mais pobres, mais o crescimento da economia de dois anos anteriores. Por lei, a regra atual vai até 2019. Como o Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos) caiu 3,6% no ano passado, o salário mínimo de 2018 foi corrigido unicamente pela inflação.
Perspectivas
Com uma meta de déficit primário (resultado negativo sem os juros da dívida pública) de R$ 129 bilhões para o próximo ano, o desafio para o governo alcançar o resultado pretendido aumenta com o crescimento das despesas obrigatórias, como as corrigidas pelo salário mínimo. De acordo com a Instituição Fiscal Independente, órgão consultivo do Senado criado para monitorar as contas públicas, o governo terá dificuldades para cumprir a meta se nenhuma reforma fiscal for aprovada e a economia continuar com baixo crescimento.
O órgão do Senado projeta déficit primário (resultado negativo desconsiderando os juros da dívida pública) de R$ 144,1 bilhões este ano, de R$ 167 bilhões em 2018, de R$ 135,6 bilhões em 2019 e de R$ 108,2 bilhões em 2020. As estimativas da LDO apontam uma meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano, R$ 129 bilhões em 2018, R$ 65 bilhões em 2019 e um superávit primário de R$ 10 bilhões em 2020
Criada em dezembro do ano passado por resolução do Senado Federal, a Instituição Fiscal Independente produz relatórios, notas técnicas, banco de dados e projeções econômicas que são levadas em conta pelos parlamentares na análise de projetos de lei e de medidas do governo. O órgão pode agir tanto por iniciativa própria como quanto por demandas específicas de senadores.
Mesmo com a política atual de reajuste, o salário mínimo continua abaixo do necessário. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e de Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 3.727,19 em junho. A entidade calcula o valor mês a mês, com base na determinação constitucional de que o salário mínimo cubra as despesas de alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência de um trabalhador e de sua família.
Agência Brasil

Receita abre hoje consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda

Cerca de 1,3 milhão de contribuintes que declararam Imposto de Renda neste ano vão receber dinheiro do Fisco. A Receita Federal abre hoje (10) consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2017.
Ao todo, serão desembolsados R$ 2,533 bilhões.A Receita também pagará R$ 467,2 milhões a 148,2 mil contribuintes que fizeram a declaração entre 2008 e 2016, mas estavam na malha fina. Considerando os lotes residuais e o pagamento de 2016, o total gasto com as restituições chegará a R$ 3 bilhões.
A lista com os nomes estará disponível a partir das 9h no site da Receita na internet. A consulta também pode ser feita pelo Receitafone, no número 146. A Receita oferece ainda aplicativo para tablets e smartphones, que permite o acompanhamento das restituições.
O crédito bancário será feito em 17 de julho. As restituições terão correção de 2,74%, para o lote de 2016, a 97,03% para o lote de 2008. Em todos os casos, os índices têm como base a taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada entre a data de entrega da declaração até este mês.
O dinheiro será depositado nas contas informadas na declaração. O contribuinte que não receber a restituição deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao pagamento.
Os dois últimos lotes regulares serão liberados em novembro e dezembro. Se estiverem fora desses lotes, os contribuintes devem procurar a Receita Federal porque os nomes podem estar na malha fina por erros ou omissões na declaração.
A restituição ficará disponível durante um ano. Se o resgate não for feito no prazo, a solicitação deverá ser feita por meio do formulário eletrônico – pedido de pagamento de restituição, ou diretamente no e-CAC , no serviço extrato de processamento, na página da Receita na internet. Para quem não sabe usar os serviços no e-CAC, a Receita produziu um vídeo com instruções.
Agência Brasil

Processo de cobrança: um plano de ação para evitar atrasos e inadimplência

Quais os erros, acertos e processos mais comuns para evitar que os clientes atrasem o pagamento?
Não tem saída. A cobrança é o momento mais desagradável da jornada de relacionamento com o cliente. O seu desafio nessa etapa é ser agradável, gentil e, ao mesmo tempo, garantir que o pagamento seja feito. Até então você ofereceu valor ao cliente e agora é o momento dele retribuir. Por isso, aqui na Flytour, esse processo é separado em estágios. E começa bem antes da fatura vencer.
Cobrança pré-vencimento
O mercado costuma chamar esse momento de cobrança preventiva ou consultiva, anterior ao vencimento da fatura. É nessa etapa que você pode questionar o cliente sobre eventuais problemas, antes mesmo de vencer. Em uma ligação, o seu time pode fazer a seguinte abordagem:
“Olá, você tem a uma fatura que vai vencer daqui a três dias. Você recebeu? Está tudo certo? Precisa de mais informações?”
O objetivo principal dessa ligação é avisar o cliente de que a fatura vai vencer e descobrir se ele tem a intenção ou não de pagá-la. Nela, você já colhe informações para saber se o valor ainda não foi aprovado internamente, se não chegou à área financeira ou se tem um gargalo no processo que você precisa intervir para que o pagamento aconteça no prazo esperado.
Na prática, não é possível realizar essa ligação para todo cliente atendido. Nas 12 empresas que atendemos dentro do grupo Flytour, por exemplo, não são todos os 6 mil clientes que recebem uma ligação. Faturas pequenas, de menor valor, não passam por essa etapa. Já faturas mais altas, ou de clientes com histórico de atraso no pagamento, passam obrigatoriamente por esse estágio.
Ranking de Pagadores: a lista que define suas prioridades
Para entender quais clientes precisam passar pela etapa de pré-cobrança, é importante separar a carteira fazendo um ranking de pagadores, do cliente que sempre paga no prazo àquele que recorrentemente apresenta problemas de atraso.
Na prática, não existe uma taxa aceitável de atraso que funcione para todas as empresas. O mais importante é entender o real motivo dos atrasos. Em alguns casos, é problema operacional. Em outros, chegamos à conclusão de que o jeito como faturamos não é o melhor para o cliente e adaptamos o processo.
Até que ponto posso ser flexível no prazo de pagamento?
Na Flytour, atuamos como consolidadores. Consolidação é ser um distribuidor de bilhete aéreo. O que fazemos é vender direto do inventário para as agências de viagem. Assim, mesmo que exista inadimplência de nossos clientes, temos que pagar o bilhete para a companhia aérea de qualquer maneira.
Para você entender o grau de flexibilidade que pode oferecer para os seus clientes pagarem, faça o cálculo do prazo máximo que pode dar sem afetar seu caixa.
Esse cálculo é feito pela relação entre:
Disponibilidade de capital vs. Custo do capital
Pode acontecer de você ter o dinheiro para realizar o pagamento dos seus fornecedores. Se tiver caixa e disponibilidade para fazer esse pagamento, pode dar um prazo a mais para o seu cliente pagar você e cobrar pelo custo deste capital, por meio dos juros.
Nessa situação, podemos precificar o prazo de pagamento e as condições de pagamento, cobrando pela flexibilidade oferecida.
Régua de cobrança: e se o pagamento não foi feito?
Esse processo é fundamental para profissionalizar o processo de cobrança na sua empresa. Se você desenhar o que acontece nos dias seguintes ao vencimento e que medidas está disposto a tomar, se o cliente não realizar o pagamento, esclarece os estágios para o time e não precisa agir pontualmente em cada caso que aparecer.
A sua régua pode ser desenhada da seguinte forma:
D = dia do vencimento
D+1 = ação imediata após o vencimento
D+2 até D+90 = ações planejadas no período de 2 dias, 7 dias, um mês, dois e três meses após o vencimento.
Com a régua definida, que pode envolver e-mails, ligações, e até, em último caso, o departamento jurídico, é importante conhecer a estrutura interna do cliente para saber onde você deve fazer a cobrança. Em alguns casos, é o financeiro quem toma a decisão. Em outros, é o time operacional.
Em que momento envolver o time comercial na cobrança?
Se você deseja envolver o time de Customer Success ou Comercial para facilitar o pagamento, inclua esse estágio apenas no limite da sua régua de cobrança, porque esse contato pode estressar o relacionamento. Em essência, o time comercial deve ter um relacionamento que constrói valor com o cliente. Por isso, em casos extremos, o representante do time comercial visita o cliente, marca um café ou cria novos assuntos e vai até a empresa dele. Lá, ele apresenta as novidades, uma nova forma de pagamento ou algo interessante que não torne a visita constrangedora. A postura dele sempre é de se colocar ao lado do cliente.
Em meio à conversa, vem o questionamento:
“Ah, o pessoal do financeiro comentou que tem um título seu em atraso. O que aconteceu? Fizemos algo de errado? Você precisa que a gente corrija a fatura?”
Não significa que envolver o comercial é sinal de que tudo funcione. O que funciona de fato é levar a sério cada estágio da sua régua e revisitá-la com frequência para adaptar para o que mais tem funcionado no dia a dia.
A RELAÇÃO DO COMERCIAL COM O CLIENTE SEMPRE É POSITIVA E CONSTRUTIVA, MESMO NOS CASOS DE COBRANÇA.
E a inadimplência zero, é possível?
Na Flytour, temos um índice de inadimplência bem baixo. Isso porque realizamos uma boa análise de crédito antes de vender. Além disso, temos uma preocupação em trabalhar dentro do modelo que o cliente adota, para sempre facilitar o processo para ele, mesmo que dificulte para nós.
NOSSO PROCESSO DE COBRANÇA COMEÇA NA AVALIAÇÃO DE CRÉDITO
Por termos um volume de clientes alto, o time de cobrança na Flytour é formado por 18 pessoas, sendo que 10 trabalham na área de crédito e 25 na área de cobrança para atender as 12 empresas do grupo.
Futuro da cobrança é automatizado
Hoje, três pessoas do time passam o dia verificando quais são as faturas em aberto dos nossos clientes. Para automatizar esse processo, estamos experimentando usar a Cortana, uma assistente virtual inteligente. Ainda estamos em fase de testes, mas o objetivo é que, quando o cliente ligar para o time financeiro, a Cortana possa responder de forma automatizada qual é o limite de crédito que ele tem disponível, se tem faturas em atraso, qual a data, número e valor.
Uma outra iniciativa que estamos desenvolvendo é integrar a ferramenta de Business Intelligence com o processo de cobrança. O projeto inclui a criação de um portal para o cliente acessar, e verificar algumas informações:
Quantos títulos ele tem em atraso?
Qual o número de dias em atraso desses títulos?
Em que estágio ele está na régua de cobrança?
Quando vamos cortar o crédito desse cliente?
Quais os erros mais comuns do processo de cobrança que não dá certo?
1) Tentar fazer o processo de cobrança no tempo livre de alguém
O principal deslize é deixar o processo de cobrança em um segundo ou terceiro plano dentro das prioridades do time financeiro. Existe uma tendência muito grande de áreas que não têm uma pessoa dedicada ao processo, mas sim alguém que liga para os clientes na hora vaga.
2) Não ter clareza da régua de cobrança
Se a sua régua de cobrança não tem começo, meio e fim claros para o cliente, ele não sabe quais são as consequências do atraso da fatura.
3) Pessoas diferentes fazendo a cobrança para o mesmo cliente
Em muitos casos, o processo de cobrança cria vínculo e relacionamento. Se a mesma pessoa tiver em contato por e-mail e telefone, por exemplo, tem mais domínio da situação do cliente e sabe qual é a probabilidade de ele pagar ou não.
Quais são os indicadores de um processo de cobrança bem feito?
Na Flytour, trabalhamos com uma métrica que relaciona o número de atrasos com os faturamentos gerados no mês. Assim, entendemos qual é o nível de tolerância nos atrasos do pagamento e desdobramos em ações que visam diminuir esse número ao longo do tempo.
Na prática, o que você pode começar a fazer já?
– Construir a régua de cobrança do seu negócio e implementar o processo com o time envolvido diretamente;
– Começar o processo de lembrete da cobrança pré-vencimento para os clientes com histórico de inadimplência;
– Se possível, dedicar uma pessoa do time financeiro responsável somente pelos processos de cobrança para centralizar as informações, o ponto de contato e a gestão dos indicadores.
Endeavor

Saiba como o pequeno empreendedor pode aumentar as vendas no Dia dos Namorados

Comemorado em 12 de junho, o Dia dos Namorados é a terceira data comemorativa com maior movimentação do comércio no Brasil, perdendo apenas para o Natal e o Dia das Mães. Os setores que mais vendem no período são os de moda e acessórios, cosméticos e perfumaria e celulares.
De acordo com especialistas, os consumidores estão dispostos a fazer compras no Dia dos Namorados , portanto, o comerciante precisa aproveitar a ocasião para fidelizar o cliente. Pensando nisso, a Octadesk, plataforma de sistemas voltada para a gestão de relacionamento com o consumidor, listou quatro dicas para o empresário impulsionar suas vendas e assegurar a fidelização. Veja:
1) Atenda em tempo real
É muito comum que os consumidores deixem para a última hora a compra que precisam fazer. Desta forma, o atendimento em tempo real veio para atingir essas expectativas. Por isso, agora que a demanda vai crescer, é importante garantir que os clientes sejam atendidos também em dispositivos mobile e por chats em tempo real. Essa é uma forma de compra que vem crescendo ano a ano e investir em chat, sites e apps mobile são um diferencial importante nesse caso.
2) Invista em e-commerce
No último ano, as vendas no varejo físico foram piores em comparação com 2015. Em compensação, o comércio online não presenciou o mesmo cenário: houve um crescimento de 16% no ano passado em relação ao anterior. Para 2017, o comércio deve aproveitar o embalo do e-commerce e disponibilizar vantagens e ofertas incríveis para os clientes que comprarem nesse canal.
3) Dê brindes personalizados
Investir em personalização é uma boa estratégia, seja para atrair consumidores novos ou reter os antigos. Pense no que faz de cada um deles especial para o seu negócio e expresse isso por meio dos produtos e condições únicas para oferecer.
4) Surpreenda seus clientes
No Dia dos Namorados, é importante que os comércios invistam em algo novo que incremente a experiência dos clientes para conquistá-los. Ofereça flores, vouchers ou amostras dos seus produtos. Pequenas ações como essas fazem toda diferença na hora da decisão de compra do consumidor que, dada a variedade de opções disponíveis, precisa ater-se a detalhes para fazer a melhor escolha.
IG – Economia

Como olhar as contas da sua empresa pode ser a saída da crise

Uma dica que todo empreendedor recebe antes de abrir seu negócio é a de fazer muito bem as contas de investimento inicial, prazo de retorno e capital de giro, por exemplo. No meio da operação, porém, muitos se esquecem de refazer tais cálculos e perdem dinheiro sem nem perceber.
Erros assim costumam ser fatais: um terço dos negócios no Brasil fecha com menos de dois anos de operação, segundo o último dado divulgado pelo Sebrae. Em tempos de crise econômica, pior ainda.
Por isso, especialistas resolveram explicar por que organizar as finanças empresariais é tão importante – e como fazer isso, passo a passo. As dicas foram dadas durante o evento “Gestão financeira: cenários, planejamento tributário e controle do fluxo de caixa”, que ocorreu no WTC Business Club, em São Paulo.
Os objetivos de uma empresa
A gestão financeira é essencial para que a empresa mantenha o tripé que a sustenta: rentabilidade, geração de caixa e sustentabilidade.
O primeiro objetivo de um empreendimento é ser rentável (definido por lucro sobre o investimento); depois, deve gerar caixa e distribuir lucro aos seus investidores – que pode ser, inclusive, apenas o próprio empreendedor.
No último ponto do tripé, está a sustentabilidade: a garantia de que a empresa em que investimos ainda existirá após alguns anos.
“Muitas vezes, a empresa se preocupa muito com a geração de caixa e pouco com a sustentabilidade: os donos retiram dinheiro do caixa e não reinvestem na empresa. Assim, não garantem a sustentabilidade dela”, alerta a professora da FIA Dariane Fraga.
Manter esse tripé é essencial não só para que seu negócio sobreviva, mesmo durante a crise, mas também para que ele traga segurança a quem coloca dinheiro no negócio.
“Em uma poupança, você ganha por volta de 6% ao ano. Em um investimento mais arriscado, como ações de uma grande empresa, o rendimento está por volta de 10%. E nos grandes empreendimentos nós temos mais garantias, como uma governança corporativa estabelecida. Enquanto isso, a pequena empresa é um investimento mais arriscado ainda, em que se estima um retorno de 20% para cima sobre o valor investido.”
Então, como organizar as minhas finanças?
Em todo negócio, existe a função do gestor: aquele que deve decidir de forma eficaz todos os recursos da empresa, incluindo os financeiros. Se você fizer uma boa gestão, seu empreendimento não apenas sobreviverá à crise, mas será também mais bem valorizado.
Fraga lista uma série de etapas para que as empresas façam um controle financeiro do seu negócio. Por dentro do assunto: veja com a Mandaê os indicadores de desempenho para o sucesso do seu negócio Patrocinado
A administração de recursos começa bem antes de o empreendedor lidar com números: a definição dos objetivos da empresa e do próprio empreendedor é o primeiro passo.
Com as metas traçadas, é preciso elaborar uma estratégia a partir da análise tanto do ambiente externo (situação econômica e do mercado) quanto do interno (dados anteriores de resultados e registros financeiros). Tal estratégia deve incorporar gestão de pessoas, inovação, qualidade de entrega e tecnologia.
As estratégias formarão um plano estratégico, que deve incluir um plano financeiro. Transforme suas estratégias em números, como geração de caixa, indicadores financeiros e resultados almejados. O ideal é que o plano estratégico seja projetado por cinco anos, de acordo com a docente.
O plano estratégico se transformará em ação. A partir daí, o gestor deve comparar seu orçamento planejado com o realizado. Essa apuração dos resultados em todas as suas linhas, indo além do faturamento apenas, é chamada de controle financeiro.
“Com esse controle, você descobre se seus problemas são em curto prazo, de capital de giro, ou em longo prazo, de estratégia. Enxergando variações entre o planejado e o realizado, você pode fazer análises e tomar novas decisões”, diz Fraga.
Isso não irá apenas impedir que sua empresa entre em apuros financeiros: com o tempo, irá trazer segurança aos investidores e seu negócio será mais valorizado, inclusive financeiramente.
Perdendo o medo de regularizar os impostos
Na gestão financeira está incluído também o pagamento de impostos e de outras obrigações legais. Muitos empreendedores preferem operar na ilegalidade com medo de que a regularização possa trazer encargos insuportáveis. É preciso acabar com o conceito de que o planejamento tributário é algo negativo, segundo Ronaldo Martins, CEO da Ronaldo Martins & Advogados.
“O pequeno e médio empresário deve usar o planejamento tributário como um instrumento de gestão, tanto financeira quanto empresarial, e não ficar preocupado com os reflexos que tal uso traz. Não há reflexo nenhum. Pelo contrário: quem não usa o planejamento tributário perde uma grande oportunidade de fazer negócio e ter rentabilidade maior”, defende Martins.
Isso porque, com um planejamento tributário, a empresa pode reduzir seus riscos e custos indevidos; isso não só gera um aumento da geração de caixa, mas leva à maior lucratividade e maior participação de mercado, para o especialista.
Para fazer um bom planejamento tributário, Martins dá duas dicas. Primeiro, reveja seus processos para reduzir custos, prazos e riscos. Depois dessa recuperação de tributos, adote procedimentos inovadores na hora de importar, exportar e lidar com o mercado interno. Com ações simples, você pode reduzir bastante sua oneração tributária, de forma legal.
“Em um momento como esse, a sobrevivência será difícil sem seguir o caminho da formalização”, pontua Dennis Herszkowicz, diretor financeiro da Linx, que oferece softwares para o varejo.
“A gente acha que, por sermos pequenos, não temos de ter certas atitudes porque elas não trarão valor. Porém, elas geram sim um valor. Não um de curto prazo, visto apenas nas tabelas, e sim um intangível, reconhecido por investidores e que coloca seu negócio à frente da concorrência.”
Exame.com

Empreendedor: aprenda a cuidar das finanças desde cedo

Desde cedo os empreendedores devem aprender a realizar um bom planejamento financeiro para obter sucesso em seus negócios.
É com essa premissa que o Sebrae passa a promover três novos produtos entre as ações realizadas pelo Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE), dentro da 4ª Semana Nacional de Educação Financeira (Enef), de 8 a 14 de maio.
A série de vídeos Eu e Meu Dinheiro e a palestra Gestão de Finanças Pessoais, produzidas pelo Banco Central, são duas dessas novidades.
Além delas, acrescenta-se a formação de potenciais empreendedores entre estudantes da educação básica, com o uso de materiais didáticos do Programa Nacional de Educação Financeira (Pronef), coordenado e desenvolvido pelo Conselho Nacional de Educação Financeira (Conef), para aprofundar sua formação.
O objetivo é incentivar a consciência da necessidade de planejamento financeiro de crianças, jovens e adultos que participam dos cursos do PNEE com temas e conteúdos relacionados à educação financeira.
“Saber usar bem o próprio dinheiro é o primeiro passo para formar cidadãos e empreendedores conscientes, com mais chances de fazerem seus negócios se tornarem bem-sucedidos”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.
As propostas têm um processo simplificado de implementação, com capacitação de colaboradores e professores realizada a distância.
Os cursos abordam os temas de uma forma lúdica e buscam conectar os participantes a situações cotidianas relacionadas a finanças pessoais, como orçamento familiar, a importância de poupar e consumo consciente, entre outros.
A série Eu e Meu Dinheiro ajuda jovens e adultos a identificar padrões de tomada de decisão financeira e contribuem para a reflexão e mudança de comportamentos.
A palestra Gestão de Finanças Pessoais exibe vídeos animados, nos quais a família do personagem Tarsílio e seus amigos apresentam situações em que usam o dinheiro de forma consciente e otimizam gastos.
Já os materiais didáticos abordam conteúdos e temas relacionados à educação financeira alinhados com as diretrizes curriculares nacionais de forma objetiva e interdisciplinar.
Os produtos serão aplicados em escolas de educação básica já parceiras do programa. Para conhecer melhor as três iniciativas, vale acessar os sites Cidadania Financeira e Educação Financeira na Escola.
Diário do Comércio

Confira os cinco erros mais comuns ao longo da vida financeira

Muitas pessoas costumam proferir a frase “ganho pouco, por isso não consigo melhorar de vida”. Essa, porém, nem sempre é a resposta para os problemas financeiros. De acordo com o educador financeiro Thiago Nigro, a grande premissa é saber que a essência do problema não é o quanto você ganha, mas, sim, aquilo que você gasta. “As pessoas acham que a solução de todos os problemas é ganhar mais e não é bem assim”, avalia.
Segundo o educador financeiro muitas pessoas ainda não aprenderam a regra básica, que é simplesmente gastar menos do que ganha. Seja para ser socialmente aceito ou bem visto pelos colegas e familiares, muitas pessoas acabam entrando em parcelamentos e, em grande parte dos casos, se endividando.
O problema, de acordo com Nigro, não é só exclusivo das pessoas menos endinheiradas. Muitos famosos, cantores e artistas que fizeram fortuna, quebraram por não saber administrar bem a renda e não ter o pé no chão. O especilista enumerou as questões que geralmente acontecem com as pessoas para que elas se percam no caminho da administração da própria renda. Confira:
1) Você ganha pouco e quer comprar coisas que não pode;
2) Você começa a ganhar mais e quer tirar o atraso, comprando coisas que você nunca comprou antes, mas sempre teve vontade;
3) Você começa a sentir o que é ter poder e compra cada vez mais. Você gasta praticamente tudo o que ganha, e mal sobra para o final do mês;
4) Você tem uma diminuição de renda, ou perde sua renda, mas não quer mudar o seu estilo de vida.
5) Você tem uma vida medíocre, começa a reclamar dela, e acha que o problema é você ganhar pouco, acredita que os outros estão errados e você está certo.
Para o educador financeiro, se uma pessoa tem um salário baixo e acredita que isso seja o fator responsável por seus problemas financeiros, ela deve repensar sobre o assunto. “Claro que eu não sou hipócrita e sei que um incremento de renda ajuda. Mas não adianta ter um incremento de renda sem conhecimento, pois aí você vai se dar mal”, finaliza.
IG – Economia