Finanças

Limite de dedução no IR com gastos em educação pode ser extinto

O limite dos gastos com educação para dedução no imposto de renda poderá ser extinto. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 303/2017, que está na pauta da reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) desta terça-feira, a partir das 11h30.
O texto extingue o limite anual de dedução de despesas com educação do contribuinte, seus dependentes e alimentandos. Pela legislação atual, desde 2015, o limite de dedução por ano é de R$ 3.561,50 por pessoa.
As despesas a serem deduzidas englobam educação infantil (creches e pré-escolas), ensino fundamental, médio, superior e pós-graduação (mestrado, doutorado e especialização), além de ensino profissional (técnico e tecnólogo). Não estão nessa lista os gastos com escolas de línguas e cursos extracurriculares em geral.
O senador argumenta que as despesas estão sujeitas a um limite anual individual que está muito aquém dos valores efetivamente despendidos pelas famílias.
Como forma de compensar perdas de recursos com a mudança, o projeto determina alteração na Lei 9.249/1995 para tributar em 3% os lucros ou dividendos calculados a partir de janeiro de 1996 de pessoas jurídicas.
Pela legislação atual, desde 1996, somente os lucros auferidos às empresas em si são tributados. Já os montantes distribuídos aos sócios são isentos do imposto de renda. Dados da Receita Federal mostram que em 2013 o montante isento foi de cerca de R$ 231 bilhões.
Depois da votação na Comissão de Educação, o projeto segue para análise em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Assim, caso aprovado na CAE, vai direto para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para que seja votado no Plenário do Senado.
Educação de qualidade
O autor do projeto, senador Lasier Martins (PSD-RS), argumenta que, apesar de a Constituição determinar o provimento de educação gratuita, essa educação ofertada pelo poder público não é de qualidade.
Para comprovar, ele cita dados como os de 2015 dos exames do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), em que o Brasil ficou em 60.ª posição, entre 76 países avaliados. Também destaca os resultados de 2015 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), segundo os quais o ensino médio brasileiro está estagnado desde 2011 em patamares abaixo do previsto pelo Ministério da Educação, e os anos finais do ensino fundamental também não alcançaram as metas.
Lasier acrescenta a essa situação a frequente falta de vagas em creches e escolas da rede pública.
Em decorrência da má qualidade da escola pública, afirma o senador, muitas famílias recorrem à rede privada de ensino, consumindo “parte significativa de sua renda em uma atividade que deveria ser prestada a contento pelo Estado”. Com isso, diz ele, as pessoas pagam tributos e também pelos serviços que esses tributos deveriam fornecer.
O projeto, na avaliação do senador, pode “amenizar essa injustiça”. Para reforçar a defesa de sua proposta e demandar igualdade de tratamento para as áreas, ele citou ainda as despesas com saúde, que não têm limite para dedução no imposto de renda.
O relator na comissão, senador José Medeiros (Pode-MT), apresentou parecer favorável à proposta. De acordo com Medeiros, a proposição está em sintonia com anseios de estratos médios da sociedade brasileira que há anos demandam reconhecimento, da parte do Estado, de suas preocupações em custear educação de qualidade para os filhos.
Ele argumentou ainda que, quando as famílias buscam o ensino privado, também abdicam de vagas no ensino público, liberando o Estado para dar maior atenção e qualificação ao ensino daqueles que dispõem unicamente do sistema público.
Na opinião do relator, o projeto é uma oportunidade para valorizar a educação paga e garantir, simultaneamente, recursos para que a educação pública se mantenha e se aperfeiçoe.
Gazeta do Povo

PGFN cobra R$ 8 bilhões por meio de sócios de empresas irregulares

Passada a chance de adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vai tentar recuperar parte de R$ 8 bilhões inscritos em dívida ativa, devidos por cerca de 300 mil empresas que encerraram suas atividades de forma irregular. A estratégia será tentar responsabilizar administradores e sócios.
Os procuradores federais batizaram essas empresas como “zumbis”. São negócios que, de acordo com a PGFN, contraíram dívidas e depois fecharam suas portas, sem comunicar o fato aos órgãos competentes – dissolução irregular. Hoje só existiriam no papel. A expectativa do órgão é de recuperar aproximadamente R$ 1 bilhão.
“Foi dada a chance”, afirma o coordenador-geral de Estratégias de Recuperação de Créditos da PGFN, Daniel de Saboia Xavier, acrescentando que o órgão aguardou o término do prazo de adesão ao novo programa de parcelamento para começar a buscar as empresas consideradas irregulares. Desde agosto, a arrecadação do Pert já supera R$ 15 bilhões, de acordo com dados preliminares do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
Foram identificadas 300 mil empresas que têm débitos inscritos na Dívida Ativa da União e não aderiram ao parcelamento. “Não há nenhum indício de que geram renda, empregos ou paguem tributos”, diz o coordenador-geral. Como só existem no papel, a estratégia adotada é redirecionar as dívidas aos corresponsáveis. “A ideia é responsabilizar quem deu causa ao encerramento irregular da empresa”, acrescenta Xavier.
A estratégia da PGFN tem respaldo na Portaria 948, de 15 de setembro. O texto regulamenta o Procedimento Administrativo de Reconhecimento de Responsabilidade (PARR). O objetivo da medida, segundo o órgão, é unificar o processo no país, diante de um “percentual alto” de empresas esvaziadas de forma anormal.
Por meio da medida, pretende-se dar “uma chance de se regularizarem”, segundo Xavier. Para escolher os alvos foi necessário reunir o histórico das empresas e saber quem eram os administradores na época em que as atividades foram encerradas irregularmente.
Todos serão notificados por carta com aviso de recebimento para apresentar contestação no prazo de 15 dias corridos. Se não houver resultado, a notificação será realizada por Diário Oficial. Pela portaria, a PGFN deverá indicar no processo os indícios de dissolução irregular, a empresa, o terceiro, os fundamentos legais e a discriminação e valor consolidado dos débitos inscritos na dívida ativa.
O perfil do grupo é de empresas de menor porte. Algumas nunca existiram, segundo o coordenador-geral. “Tem empresa que já nasceu zumbi, para ser fachada de uma outra. E outras em algum momento fecharam as portas sem cumprir as formalidades que a lei exige”, afirma Xavier.
No país, de acordo com estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgado em 2016, a taxa de mortalidade de empresas com até dois anos é de 23,4%.
Para redirecionar a cobrança tributária a administrador, de acordo com o advogado Daniel Peixoto, sócio da área tributária do escritório Machado Meyer Advogados, é necessário demonstrar infração à lei. Nesse sentido, os tribunais superiores reconhecem que a dissolução irregular de sociedade é uma das hipóteses de infração à lei.
Se a Certidão de Dívida Ativa (CDA) já inclui o terceiro responsável, a cobrança pode ser automaticamente redirecionada, com inversão do ônus da prova, segundo o advogado. Ele destaca que é necessário dar ao contribuinte a possibilidade de se defender antes do redirecionamento.
De acordo com o advogado, não se pode generalizar a situação das empresas. “Uma coisa é dissolver irregularmente, outra é deixar de recolher tributo e seguir operando, com empregados. Nesse caso, não houve dissolução de fato”, diz Peixoto.
Há casos, acrescenta o advogado, em que a empresa ainda existe e, mesmo assim, é feito o redirecionamento da cobrança. Assim como há outros em que, por entraves burocráticos, deixa-se de adotar cautelas na dissolução.
“Esse cenário de empresas zumbis não demonstra apenas má-fé, mas que o Brasil se perdeu na burocracia, que desestimula o empreendedorismo”, afirma Felipe Dutra, professor de planejamento tributário do Ibmec. De acordo com ele, desde 2014 é possível fechar empresas mesmo que ainda existam débitos tributários pendentes. Mas, nesse caso, a dívida é direcionada para o sócio, o que diminui o interesse pelo fechamento regular.
“O sócio deixa a empresa aberta para a dívida não ser transferida e sujar o nome dele”, afirma Dutra. O professor destaca que, em países com alto índice de sonegação, esse tipo de estratégia é adotada pelo Fisco para forçar o pagamento de débitos tributários.
COAD

Juros caem para o menor patamar da história

Pela décima vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu, nesta quarta-feira, 6/12, a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 7,5% ao ano para 7% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.
Com a redução, a Selic atinge o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, anteriormente o nível mais baixo da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015.
Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.
Apesar do corte, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária. De abril a setembro, o Copom reduziu a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro e para 0,5 ponto na reunião de hoje.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,42% em outubro. Nos 12 meses terminados em outubro, o índice acumula 2,7%, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%.
Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%.
Para este ano, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.
Para Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), o Banco Central tomou a atitude mais correta “porque a inflação está até abaixo do limite inferior da meta”. O próximo passo, segundo ele, é recuperar a produção e o emprego.
Para o ano que vem, Burti espera que, quando o Congresso aprovar a reforma previdenciária, o BC faça uma ou duas reduções na taxa Selic.
INFLAÇÃO
No Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2017 em 3,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,03%, mesmo com os aumentos recentes nos preços dos combustíveis.
Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas; e o de alimentos como feijão e leite contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a cair por causa da recessão econômica e da queda do dólar.
CRÉDITO MAIS BARATO
A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica.
Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 0,89% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017. A estimativa está superior à do último Relatório de Inflação, divulgado em setembro, no qual o BC projetava expansão da economia de 0,7% este ano.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.
Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Receita Federal aperta fiscalização sobre bancos

Operações “fora da normalidade” na área de câmbio e em provisões de crédito feitas pelos bancos impactaram negativamente o recolhimento por estimativa do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) neste ano e, por isso, foram alvo de ações de fiscalização por parte da Receita Federal nos últimos meses.
Esse aperto nos grandes contribuintes do setor financeiro, na visão do Fisco, já gerou impactos positivos no desempenho da tributação sobre o lucro nos últimos dois meses. Em setembro, por exemplo, o recolhimento de IRPJ e CSLL por estimativa mensal cresceu 10,7% ante igual período do ano passado (para R$ 7,3 bilhões), com o aumento sendo puxados pelas instituições financeiras, cuja expansão foi de 18,1% (para R$ 2,4 bilhões). O recolhimento das demais empresas cresceu a um ritmo menor – de 7,4% (para R$ 4,9 bilhões).
Apesar da melhora recente, a tributação sobre lucros por estimativa mensal segue no território negativo quando considerado o acumulado do ano, com queda de 1,8% na comparação com um ano antes (para R$ 72,4 bilhões). O setor financeiro é o grande responsável pelo desempenho ao registrar retração de 9,5% (para R$ 27,1 bilhões). Enquanto isso, as demais empresas computam aumento de 3,42% (para R$ 45,3 bilhões) na arrecadação federal.
Os dados das empresas financeiras chamam atenção principalmente em julho, quando o recolhimento por estimativa desses tributos no setor teve queda de 67,3% ante o mesmo mês de 2016. Foi nesse mês de queda mais pronunciada que o Fisco ampliou seu esforço de fiscalização e reforçou questionamentos ao setor financeiro.
Uma fonte da Receita reconhece que esse trabalho com contribuintes de maior porte, embora seja frequentemente realizado pelo órgão, de fato teve um componente extraordinário diante dos resultados atipicamente negativos da arrecadação.
A Receita não detalha quais seriam os problemas na área cambial e de provisões que foram detectados, apenas aponta na direção de projeções inadequadas ou não justificáveis que levaram ao recolhimento menor de tributos para o caixa federal. Mas a discrepância entre a receita esperada e a que efetivamente entrou no caixa disparou o alerta.
Segundo tributaristas, uma das controvérsias entre Receita e instituições financeiras está relacionada aos valores descontados no principal e nos juros em negociações com clientes que tomaram crédito e ficaram inadimplentes. As instituições defendem a dedução do total dos valores abatidos na renegociação como despesa do IR. A Receita tem interpretação mais restrita sobre a dedutibilidade de perdas efetivas no recebimento de créditos. Dependendo do crédito, a Receita exige que estejam vencidos há mais de um ano e a dedução é permitida desde que iniciados e mantidos procedimentos judiciais para o recebimento.
O pano de fundo da discussão, dizem os tributaristas, são normas diversas para tratamento dessas perdas entre a Receita e o Banco Central. Esse último, na regra geral, indica o provisionamento nos casos de créditos vencidos há mais de 60 dias, conforme critérios de classificação de risco.
O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, auditor-fiscal Claudemir Malaquias, afirmou em entrevista coletiva na última semana que o crescimento verificado no recolhimento de impostos sobre o lucro por instituições financeiras em setembro indicava uma mudança de comportamento de empresas após ações da Receita.
Segundo ele, foi verificado pelos auditores que a queda nos últimos meses ocorreu não apenas pela perspectiva de resultados menores dessas instituições neste ano – algo legal, pelas regras de arrecadação -, mas também possíveis irregularidades. “É uma combinação dos dois fatores [resultado das empresas e abordagens do Fisco]. Foram verificadas irregularidades”, resumiu, sem dar detalhes.
Fora do setor financeiro, a Receita deu especial atenção a operações de grandes contribuintes com empresas coligadas ou subsidiárias no exterior, tema que há muito chama atenção dos técnicos. A questão é que muitas vezes as empresas declaram despesas entre elas apenas com o intuito de reduzir a base de tributação, ainda que sem respaldo na real situação da companhia.
A Receita destaca que os trabalhos de fiscalização e diálogo com bancos e demais grandes empresas continuam. O esforço é estimular mecanismos de autorregularização antes da necessidade de se autuar e gerar multas e transtornos aos contribuintes. A autorregularização também é mais favorável ao governo porque gera recursos em momento no qual a política fiscal demanda incremento de receitas, enquanto o processo de autuação pode gerar longos contenciosos e adiamentos de pagamentos.
COAD

Lançado o Programa de Microcrédito Produtivo

Através da Medida Provisória 802/2017, regulamentada pelo Decreto 9.161/2017, foi instituído o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO).
São beneficiárias do PNMPO as pessoas naturais e jurídicas empreendedoras de atividades produtivas urbanas e rurais, organizadas de forma individual ou coletiva, com renda e receita bruta anuais de até R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).
São entidades autorizadas a operar no PNMPO:
I – Caixa Econômica Federal;
II – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES;
III – bancos comerciais;
IV – bancos de desenvolvimento;
V – bancos múltiplos com carteira comercial;
VI – cooperativas centrais de crédito;
VII – cooperativas singulares de crédito;
VIII – agências de fomento;
IX – sociedade de crédito ao microempreendedor e à empresa de pequeno porte, e
X – organizações da sociedade civil de interesse público.
Destaques Empresariais

Receita alerta para golpe por via postal

A Receita Federal alerta para golpe que está sendo realizado por via postal, e não por e-mail, como é comum.
O contribuinte recebe, por correspondência, em sua casa, uma intimação para regularização de dados cadastrais.
Nesta correspondência, há um endereço eletrônico para acesso e atualização de dados bancários. O endereço informado não tem nenhuma relação com o site da Receita, alertou o órgão.
Apesar de conter o logotipo e o nome da Receita Federal, a carta é uma tentativa de golpe e não é enviada pelo órgão nem tem sua aprovação.
A orientação ao contribuinte é que, caso receba esse tipo de correspondência, destrua a carta e jamais acesse o endereço eletrônico indicado.
A Receita Federal adverte que, para fins de consulta, download de programas ou alterações de informações junto ao Fisco federal, não devem ser acessados endereços eletrônicos que não o oficial do Órgão.
Caso o faça, o contribuinte estará sujeito a vírus e malwares, que podem roubar seus dados pessoais, bancários e fiscais.
No que se refere a dados bancários de pessoas físicas, o contribuinte só os informa à Receita Federal, a seu critério, para fins de débito automático ou depósito de restituição do Imposto de Renda.
Em ambos os casos, a informação é fornecida na Declaração do Imposto de Renda e pode ser alterada por meio do Extrato da Dirpf no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC).
Caso o contribuinte não consiga utilizar os serviços virtuais, ele deve procurar um Centro de Atendimento ao Contribuinte nas Unidades da Receita Federal.
Nenhum outro site ou endereço na Internet está habilitado a fazer procedimentos em nome da Receita Federal, ressaltou o órgão.
Diário do Comércio

Sancionada lei que aumenta juros para empréstimos a longo prazo pelo BNDES

Empréstimos a longo prazo contratados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a partir de 2018 terão juros mais altos. É o que determina a Lei 13.483/2017, sancionada pelo presidente Michel Temer na quinta-feira (21) e publicada nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial da União.
O texto tem origem na Medida Provisória (MP) 777/2017, aprovada no Plenário do Senado no último dia 5 com 36 votos a favor e 14 contra. A oposição apresentou dois destaques para mudar pontos do texto, mas eles foram rejeitados.
A nova lei cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituirá nos contratos de financiamento do BNDES a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) a partir de 1º de janeiro de 2018. Já os empréstimos contratados até esse prazo continuam remunerados pela TJLP.
A TLP terá os juros mais próximos às taxas cobradas pelos bancos privados em financiamentos de longo prazo. A nova taxa será calculada com base em juros de mercado, mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A TLP vai incorporar a média trimestral dos rendimentos das Notas do Tesouro Nacional (NTN-B), com prazo de cinco anos de resgate.
O texto prevê uma transição de cinco anos entre a TJLP e a TLP: em 2018 as duas taxas serão equivalentes, e o Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá novos índices para os quatro anos seguintes.
Fontes do BNDES
A intenção do governo federal é reduzir subsídios concedidos em financiamentos do BNDES. Pela regra atual, o Tesouro Nacional vende títulos no mercado e repassa o dinheiro para o banco público. O BNDES então empresta esses recursos para terceiros com uma taxa de juros mais baixa. A diferença é subsidiada pelo governo.
O BNDES conta com outras fontes de recursos, além dos títulos do Tesouro Nacional. O banco pode usar dinheiro do Fundo de Participação PIS-Pasep, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo da Marinha Mercante. Na legislação anterior, o BNDES remunerava os três fundos com base na TJLP.
Pela nova lei, o dinheiro efetivamente emprestado pelo BNDES em operações de crédito passa a ser remunerado pela nova TLP. Mas os recursos que forem repassados pelos fundos e não chegarem a ser usados em financiamentos do banco serão remunerados pela taxa Selic.
Micro, pequenas e médias empresas
Uma das alterações promovidas na MP pelo Congresso foi a inclusão de artigo para obrigar o BNDES a manter linhas de crédito incentivadas para micro, pequenas e médias empresas por pelo menos cinco anos. O objetivo é estimular a inovação e a renovação do parque produtivo nacional.
Contabilidade na TV

Feriado de Sete de Setembro antecipa vencimento do DAE de agosto

Os empregadores devem estar atentos ao prazo para o pagamento sem multa do Documento de Arrecadação do eSocial (DAE) referente ao mês de agosto. Por conta do feriado de Sete de Setembro, o vencimento do DAE é antecipado para a próxima quarta-feira (6). Após essa data o documento passa a ser emitido com multa.
O vencimento acontece todo dia 7 do mês, mas é antecipado para o dia útil anterior, nos meses em que esta data cai em um final de semana ou feriado. Quando ocorre, a antecipação acontece em função do expediente bancário.
Para a emissão da guia única de pagamento – que reúne as contribuições fiscais, trabalhistas e previdenciárias que precisam ser recolhidas pelos empregadores domésticos – o empregador deve acessar a página do eSocial na internet.
Além disso, é importante destacar que o DAE tem código de barras e o valor da guia pode ser pago em qualquer agência ou canais alternativos disponíveis pela rede bancária, como casas lotéricas e internet banking.
ADMINISTRADORES

Finanças pessoais: Especialista dá seis dicas para economizar no combustível

O governo anunciou na quinta-feira (20) aumento de tributação sobre a gasolina e ao diesel. Até ai nenhuma novidade ao consumidor, uma vez que o governo já afirmou que tomará todas as medidas necessárias para aumentar a arrecadação este ano.
A grande questão é: quanto esse aumento vai pesar no bolso do consumidor ? A gasolina terá acréscimo de R$ 0,41por litro e o diesel, R$ 0,2. Parece pouco, porém se um consumidor usa 10 litros de gasolina por dia, significa que ele terá um gasto mensal R$ 123 maior por mês.
“Isso sem contar o previsível aumento nos preços dos produtos que consumimos, já que grande parte é transportada por caminhões movidos a diesel , e o provável aumento dos preços dos serviços de transporte, como ônibus e táxis”, enfatizou o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.
Já que o momento é de mais aperto e gastos aos consumidores brasileiros, o educador financeiro listou seis dicas para economizar com os gastos com combustível.
1- Mude hábitos
O educador indica uma mudança de hábito e avaliação da real necessidade de utilizar o carro para as diferentes tarefas diárias. “Realizar algumas caminhadas, além de ser saudável, pode gerar boa economia ”, disse Domingos.
2- Transporte público
Alternar o uso do automóvel com o do transporte público pode rendar uma boa diminuição no orçamento mensal com locomoção. Faça um teste.
3- Compartilhe despesas
Caso o uso do caso seja indispensável, ofereça e pegue caronas com familiares, amigos e colegas de trabalho. Além de ajudar na economia e nos gastos mensais , melhora a sociabilização.
4- Economia do volante
“Dirija e utilize o veículo com consciência”. Domingos explicou que a forma como o condutor dirige o automóvel, influência no consumo de combustível. Diminuir o uso do ar condicionado e trocar a marcha em velocidade adequada pode ajudar na diminuição do gasto com combustível.
5- Gasolina de confiança
Abasteça em postos de sua confiança, garantindo a qualidade da gasolina que está comprando;
6- Faça manutenção no automóvel
Manter pneus calibrados é um grande aliado para a economia de combustível. Quando os pneus estão abaixo da calibragem recomendada pelo fabricante, há resistência na rolagem, que acarreta em maior consumo de combustível. “Isso sem contar o desgaste dos pneus, que são caros”, enfatiza o especialista em finanças pessoais.
O consumidor deve fazer revisões periódicas no automóvel, evitando assim gastos maiores com combustível e imprevistos com a necessidade de uma ida ao mecânico sem estar provisionada no orçamento mensal.
IG – Economia

Fazenda ainda espera conseguir receita maior com Refis

O Ministério da Fazenda ainda espera obter uma boa receita com o novo Refis, apesar de reduzir significativamente a projeção de arrecadação com essa fonte no relatório bimestral de receitas e despesas que deverá ser divulgado hoje. Isso porque o governo não pretende referendar o relatório do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), que fez flexibilizações indevidas no texto enviado pelo Executivo, em acordo com os próprios parlamentares.
As mudanças aprovadas na Comissão Especial reduziram substancialmente a arrecadação prevista com o novo Refis, de R$ 13 bilhões para R$ 416,8 milhões neste ano. A equipe econômica ainda estava refazendo cálculos e definindo o número que sairá no relatório bimestral de receitas e despesas, que seria divulgado ontem, mas ficou para hoje.
A estratégia do governo é mostrar que vale a pena as empresas aderirem ao programa até o dia 31 de agosto, independentemente dos cenários de votação no Congresso. A ideia do governo é evitar a votação do projeto nos termos apresentados por Newton Cardoso e até vetá-lo, caso as alterações sejam referendadas em plenário.
O cenário no qual as empresas aderem ao programa original pode gerar arrecadação mais próxima do que se estimava, dando mais segurança fiscal para o governo nos próximos meses e, eventualmente, facilitando alguma liberação de recursos orçamentários mais à frente.
Se o projeto for aprovado nos termos mais flexíveis e não for vetado pelo governo, as empresas que aderirem até o fim de agosto poderão migrar para as condições novas, sublinhou uma fonte oficial. Por outro lado, se a empresa não aderir e o projeto for vetado ou perder a validade, não terá benefício algum. Haveria, portanto, um estímulo à adesão dos contribuintes ao programa ainda em agosto.
As mudanças feitas pelo relator do Refis causaram irritação na equipe econômica, que havia fechado acordo com o deputado e outros parlamentares no fim da tramitação do Programa de Regularização Tributária (PRT), cuja MP perdeu a validade exatamente por falta de acordo entre governo e Congresso.
COAD