Empreendedorismo

Como aumentar a motivação da sua equipe em cinco passos

Pesquisas recentes apontam que 72% das pessoas estão insatisfeitas com seus trabalhos. Além de gerar prejuízo direto para empresa, com a diminuição de produtividade, a insatisfação aumenta o risco de doenças psicológicas, como a depressão. Inclusive, o Brasil é o país com mais casos de depressão na América Latina: cerca de 11,5 milhões de pessoas sofrem com a doença, que é a segunda maior causa de adoecimento relacionado ao trabalho por aqui.
Para recuperar o ânimo dos colaboradores, os gestores precisam encontrar ferramentas de motivação e ajudá-los a encontrar novos propósitos para o trabalho. Como fazer isso é o desafio. Não basta oferecer ambientes descontraídos, que já são características de empresas modernas, como puffs, áreas de descompressão e comida à vontade. Se o modelo de gestão e cobrança não mudar, nada vai alterar esse cenário.
Por isso, separei cinco dicas para manter os colaboradores motivados e ajudá-los a encontrarem os propósitos em suas tarefas diárias:
1 – Delimitar objetivos simples:
A metodologia de OKR (Objectives and Key Results), que ficou famosa pela adesão em empresas como Google, Spotify, LinkedIn e Twitter, tem como base a delimitação de objetivos e resultados-chave. Dessa forma, metas são estipuladas para toda a equipe e elaboradas por todos os integrantes, de maneira horizontal. Para alcançar um objetivo de ciclo rápido, são elencados os principais resultados que os tornam possíveis. Assim o colaborador pode entender como cada ação sua influencia nas metas da empresa, aumentando a sensação de pertencimento.
2 – Conversa:
É importante que o trabalhador não se sinta remando sozinho. Portanto, estimule conversas e colaboração entre todos. Bate-papos enriquecem os resultados e ajudam a florescer novas ideias. Além disso, feedbacks são essenciais para o estimular boas práticas e alertar para erros recorrentes. Dessa forma, o colaborador se sente mais valorizado.
3 – Alinhamento de cultura:
Uma empresa onde todos trabalham em um mesmo ritmo é um ambiente mais positivo. A cultura organizacional ajuda a uniformizar princípios como respeito, colaboração, proatividade, entre outros. O clima no ambiente de trabalho fica mais acolhedor e as pessoas podem se sentir à vontade para propor ideias e trabalhar em conjunto – uma vez que todos têm os mesmo princípios dentro da empresa.
4 – Cooperação:
Consultorias podem ajudar o aperfeiçoamento constante e o acompanhamento do progresso das pessoas em determinadas áreas. O colaborador conta com um apoio para a atividade em que sente dificuldade e se desenvolve dentro da empresa, aumentando o sentimento de alcance de propósito. O serviço de coaching também podem ajudar o trabalhador a entender quais são seus objetivos pessoais e profissionais e como eles se relacionam, melhorando a sensação de satisfação.
5 – Gestão do conhecimento:
O aprendizado constante é elencado por todos os especialistas como um ato importante para evoluir, se sentir útil e estar mais preparado para desafios. Mas além de aprender, é importante que o conhecimento adquirido seja valorizado e disseminado. Incentivar que os colaboradores ensinem seus próprios colegas algo que dominam é uma forma de reconhecer os pontos fortes de cada um e também de instruir toda a equipe.
Os tópicos elencados podem ser colocados em prática pouco a pouco. Para otimizar o processo, existem softwares, como o CoBlue, que auxiliam as empresas a aumentar a agilidade de sua gestão e investir na satisfação de seus funcionários. Afinal, o sucesso de um produto ou serviço depende do empenho e dedicação de quem o produz.
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Plano de Cargos e Salários: quais as vantagens com a nova legislação trabalhista?

O plano de cargos e salários é peça fundamental para a gestão dos negócios, pois auxilia em vários processos e traz inúmeros benefícios para a sobrevivência de uma empresa.
Antes da reforma trabalhista sancionada no último 13 de julho, e que entrará em vigor em 11 de novembro de 2017, havia a necessidade de homologar o plano de cargos e salários no Ministério do Trabalho para que todas as regras instituídas pela empresa como: promoções horizontais e verticais, mudança de carreira e etc, tivessem valor legal.
Já de acordo com a nova legislação ‘o plano de carreira poderá ser negociado entre patrões e trabalhadores sem necessidade de homologação nem registro em contrato, podendo ser mudado constantemente’. Ou seja, com essa mudança, as regras e diretrizes do plano de cargos e salários poderão ser realizadas de comum acordo com a organização e seus colaboradores, e o mesmo será aceito pela justiça em caso de futuras reclamações trabalhistas.
Segundo Ivan Jacomassi, diretor de negócios da Perfix Consultoria, ter um plano de cargos e salários consolidado, é de extrema importância para facilitar a negociação entre empresa e funcionários. ‘A nova legislação não exime a empresa de ter um plano de cargos e salários, mas favorece o dialogo, permitindo uma prática salarial clara com a ciência e acordo de todos os colaboradores. Cabe ressaltar também, que com a mudança, ele agora pode ser o documento regulador interno que permite que empresa e colaboradores aproveitem os benefícios da nova legislação’.
Ivan ressalta também a importância de se entender alguns pontos básicos que devem constar no plano da instituição, como:
Os percentuais de evolução horizontais por nível na faixa salarial.
A definição das funções e responsabilidades, através do manual de cargos.
A posição dentro das hierarquias.
Os percentuais de aumento para mudança de cargo, chamadas promoções verticais.
As regras e critérios básicos para ficar elegível às promoções ou progressões.
A clareza e transparência do plano deve ser um dos principais pontos a ser trabalhados, a fim de eliminar qualquer dúvida sobre a distinção entre um ou outro funcionário, fazendo com que todos tenham a possibilidade de concorrer em igualdade de condições às possíveis promoções ou evolução horizontal na faixa salarial.
De acordo com Ivan Jacomassi, ‘o plano precisa ser uma diretriz, tanto para os colaboradores como para o próprio RH, lembrando que tendo uma estratégia bem definida a gestão torna-se muito mais assertiva’.
No entanto, é importante ressaltar que, o plano de cargos e salários não é como uma receita de bolo, as empresas devem se atentar a fatores como cultura, missão, visão e valores da instituição, lembrando sempre que ele é uma figura estratégica na empresa para o regulamento de inúmeras questões, trazendo maior segurança jurídica a instituição.
Por fim, Ivan ressalta que ‘as mudanças na legislação por si só não são autossuficientes, elas criam possibilidades, e cabe às empresas incorporá-las através da reforma ou criação de um bom plano de cargos e salários, entre outros instrumentos’.
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As 10 qualidades essenciais para o bom líder

Montar ou otimizar sua uma equipe para ampliar horizontes é um passo importante rumo ao sucesso que todos os empreendedores almejam. A capacidade de executar com sucesso o crescimento da empresa é o que separa os sonhadores de bons líderes. Aqui estão algumas das principais qualidades que todos os líderes devem possuir e aprender a enfatizar.
Comportamento Ético
Seja qual for o plano ético para o qual você se responsabilizou, quando você é responsável por uma equipe de pessoas, é importante elevar os padrões ainda mais. Seu negócio e seus funcionários são reflexos do seu comportamento e se você fizer com que honestidade e ética sejam valores presentes em seu dia a dia, sua equipe irá seguir o exemplo.
Promova um ambiente interno saudável e incentive sua equipe a cumprir esses padrões. Ao enfatizá-los e exibi-los você mesmo, será mais fácil que todo ambiente de sua empresa seja transformado em um espaço de trabalho amigável e útil.
Boa Distribuição de Funções
Aperfeiçoar sua visão de marca é essencial para que o crescimento de seu negócio aconteça de forma organizada e eficiente. Quando o líder não aprende a confiar na visão de sua equipe, dificilmente avançará seu negócio para o próximo estágio. É importante lembrar que confiar em sua própria equipe é um sinal de força e não de fraqueza, já que delegar tarefas aos departamentos apropriados comprova a boa contratação de funcionários competentes, se tornando uma das habilidades mais importantes que você pode desenvolver à medida que sua empresa cresce. Quando e-mails e tarefas começam a se acumular, e quanto mais você se “esticar”, menor será a qualidade do seu trabalho, e menos você irá produzir.
A chave para a boa distribuição de funções é identificar os pontos fortes de sua equipe, explorá-los individualmente e capacitá-los ainda mais. O ato de delegar tarefas não só provará sua confiança à equipe, mas também liberará seu tempo para se concentrar nas tarefas de nível superior, que não devem ser repassadas. Esta mudança traz um bom equilíbrio, tendo enorme impacto na produtividade do seu negócio.
Comunicação
Para quem não sabe onde está indo, qualquer caminho é válido. Saber o que você deseja realizar pode parecer claro na sua cabeça, mas quando a equipe não compreende as metas da empresa, você terá um problema. Aprimore suas habilidades de comunicação para que você consiga descrever de forma clara e sucinta para onde vão. Relacionar sua visão com a equipe traz os membros para o mesmo objetivo.
Treinar novos membros ou criar um ambiente de trabalho produtivo depende de linhas saudáveis ​​de comunicação. As formas de aperfeiçoar sua comunicação pode ser variada, como uma política de porta aberta para sua sala ou mesmo reuniões diárias ou semanais com sua equipe. É vital que você se torne disponível para discutir questões internas, desta maneira, sua equipe aprenderá a confiar em seu líder, andando com mais força para o mesmo objetivo.
Confiança
Em qualquer negócio, pequeno ou grande, pode haver situações preocupantes, quando as coisas não estão indo de acordo com o plano. O mais importante não é entrar em pânico. Parte do seu trabalho como líder é apagar os incêndios e manter a moral da equipe. Mantenha seu nível de confiança e assegure a todos que os recuos são naturais e o importante é se concentrar no objetivo maior. Como líder, mantendo-se calmo e confiante, você ajudará a manter a equipe sentindo o mesmo. Lembre-se: sua equipe tomará sugestões de você, então, se você exalar um nível de controle de dano calmo, sua equipe irá pegar esse sentimento. O principal objetivo é manter todos trabalhando e avançando.
Comprometimento
Se você espera que seu time trabalhe duro, precisará liderar pelo exemplo. Não há maior motivação do que ver o chefe nas trincheiras trabalhando ao lado de todos os outros, mostrando que o trabalho está sendo feito em todos os níveis. Ao comprovar o seu compromisso e papel com a marca, você não só ganhará o respeito de sua equipe, mas também irá incutir a mesma energia de empenho entre seus funcionários. É importante mostrar seu compromisso não apenas ao trabalho, mas também às suas promessas. Se você se comprometeu com bonificações, benefícios ou mesmo com uma festa de fim de ano, mantenha sua palavra. Para criar uma reputação de comprometimento, não basta apenas trabalhar duro, mas é importante que seja um líder justo. Uma vez que você ganhou o respeito de sua equipe, eles são mais propensos a entregar a quantidade máxima de trabalho de qualidade possível.
Atitude positiva
É importante manter sua equipe motivada para o sucesso contínuo da empresa e manter os níveis de energia elevados. Isso pode significar oferecer palestras, filmes, lanches, café, conselhos de relacionamento ou, até mesmo, um happy hour no escritório. A forma de manter uma atitude positiva da equipe deve ser escolhida pensando no perfil da maioria. Lembre-se de que seus funcionários ou colaboradores são pessoas e não números. Hoje, os horários de trabalho e descanso se misturam, por isso, levante a haste do bom humor do escritório, obviamente mantendo o bom equilíbrio entre produtividade e brincadeira.
Criatividade
Algumas decisões nem sempre serão tão claras. Existem situações em que você pode ser forçado a se desviar do curso antes definido e a tomar uma decisão de mudança imediata. É aqui que sua criatividade se revelará vital. É durante as situações mais críticas que sua equipe deve procurar o líder e a situação o forçará a tomar uma decisão rápida. Como líder, é importante aprender a pensar fora da caixa e escolher qual caminho seguir. Nunca escolha a primeira ou mais fácil possibilidade. Seja criativo e use sua expertise para que o melhor caminho empresarial seja percorrido.
Intuição
Em alguns momentos, você liderará sua equipe por águas inexploradas. Não há um roteiro sobre o que fazer. Quanto maior o risco, maior a pressão. Nesses momentos, sua intuição tem que entrar em campo. Guiar sua equipe através do processo de suas tarefas do dia-a-dia pode ser tranquilo, mas quando ocorre algo inesperado ou mesmo quando você é jogado em um novo cenário, pode ter certeza que sua equipe o procurará para orientação. Intuição não é deixar de agir racionalmente, mas sim usar todo seu conhecimento e suas experiências anteriores para se tornar um bom mentor. Aprender a confiar em si é tão importante quanto à conquista da confiança de sua equipe.
Inspiração
A vida empresarial é feita por metas, planejamento, resultados e previsões. Especialmente nos estágios iniciais de um arranque, a inspiração de sua equipe para ver a visão dos sucessos futuros é vital. Faça com que sua equipe se sinta na atmosfera das realizações da empresa. Se todos possuem possibilidades de crescimento dentro da empresa, seja por meio de bônus, comissionamentos ou outras opções de benefícios, não importa como, desde que você seja capaz de gerar entusiasmo pelo trabalho árduo. A capacidade de inspirar a equipe faz bem para a concentração dos mesmos nos objetivos futuros, mas também é importante para os problemas atuais. Quando você está em uma baixa no trabalho, a moral e os níveis de energia podem desaparecer. É importante que o líder saiba que todos precisam de uma pausa de vez em quando. Reconheça o trabalho que todos dedicaram e elogie sua equipe em cada um de seus esforços. É seu trabalho manter os espíritos elevados e isso começa com uma apreciação pelo trabalho árduo.
Abordagem
Não somos iguais. Um conceito básico que, muitas vezes, é negligenciado. Todos tem perspectivas culturais, barreiras linguísticas, diferentes origens educacionais, traços de personalidade e sistemas de valores com os quais os indivíduos são pré-condicionados que afetam grandemente a forma como a informação é processada e interpretada. Algumas pessoas trabalham bem sob pressão, outras não. Alguns respondem melhor a conversas e outros a metas. É importante entender como extrair o melhor de cada um e isso começa na abordagem. Para otimizar sua eficácia como líder, você deve ter a capacidade de personalizar sua abordagem pessoa a pessoa, com base na situação em questão. Sua capacidade de executar este conceito desempenhará um papel importante no aperfeiçoamento de sua equipe e outros parceiros ao longo da jornada.
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6 passos simples para evitar a desmotivação na carreira

Analise a seguinte situação: a pessoa começou em um emprego novo, tudo é motivo para comemorar! Novo ambiente de trabalho, novos colegas, novas demandas, novos assuntos na hora do cafezinho, trocas de experiências e muito gás para viver essa etapa. Com o tempo, tudo se estabiliza, as atividades começam a ficar repetitivas, os problemas de relacionamento com os colegas aumentam, as necessidades e objetivos profissionais não são atendidos e a pessoa se vê com o seguinte problema: desmotivação na carreira.
Agora eu proponho a você, uma reflexão sobre a sua vida profissional e sua rotina de trabalho. Você consegue se ver em uma situação semelhante? Sente que já não está mais comprometido com os prazos e entregas das suas demandas? Não participa ativamente das reuniões? Está sem energia para levantar da cama e começar a sua jornada na empresa? Participa de intrigas nos corredores da organização? Anda faltando muito e sem justificativa? A cada dia que passa, suas atividades estão mais acumuladas? Você já recebeu mais de uma avaliação negativa do seu gestor?
Acredite, essa é uma circunstância muito comum à diversos profissionais, mas pode sim ser modificada, evitando assim, consequências ainda mais sérias.
O primeiro passo é identificar de onde vem a sua desmotivação. Esse sentimento, além de não fazer nada bem ao seu corpo e a sua mente, também pode trazer consequências negativas, tanto para a sua vida profissional, como a perca de oportunidades de crescimento, como para a empresa em que você trabalha, pois, a desmotivação compromete a produtividade da mesma, suas entregas, faturamento e credibilidade no mercado.
Muitos atribuem tal sentimento a baixa remuneração, mas engana-se quem pensa que apenas esse fator pode intensificar a desmotivação na carreira de um profissional. Os motivos são os mais diversificados que se possa imaginar, conheça alguns deles: ausência de um plano de carreira; falta de reconhecimento por parte do líder; problemas de relacionamento interpessoal; falta de feedback; metas inalcançáveis; retrabalho; pouco investimento no desenvolvimento profissional por parte da empresa; acúmulo de atividades; atrasos no pagamento; cobranças em excesso; prazos curtos; favorecimento de colegas; infraestrutura inadequada; responsabilidades abaixo do potencial do colaborador; agressões verbais; pouca comunicação; pressão por resultados; não conseguir expor ideias e opiniões.
Dicas para você evitar a desmotivação na carreira
Existem algumas ações que, ao serem colocadas em prática, te auxiliam a evitar e desmotivação na carreira. Chegou a hora de mudar essa situação! A seguir, te apresento 6 passos simples para fugir desse sentimento:
1. Desenvolva o autoconhecimento
Quando você desenvolve o autoconhecimento, você é capaz de identificar suas qualidades e competências que o auxiliam a entregar um trabalho de excelência, bem como potencializá-las, saber quais são os seus pontos de melhoria, seus sonhos e expectativas profissionais, medos e anseios, suas realizações, crenças e valores, limitações, missão enquanto colaborador e comportamentos e pensamentos que podem afetar a sua motivação na carreira.
Ao fazer esse movimento, você ainda consegue determinar se a sua atual função na empresa é a correta para o seu perfil e maneira de trabalhar, além de proporcionar a identificação de novas oportunidades e um caminho para você alcançar os resultados profissionais que deseja através da administração correta das suas ações.
2. Desenvolva a sua inteligência emocional
Antes de falar sobre essa dica, reflita: você é um colaborador capaz de lidar de forma imediata com os acontecimentos da sua rotina de trabalho? Como você age ao receber um feedback do seu gestor? Tem dificuldade para receber ordens? A verdade é que de nada adianta, ao se sentir desmotivado na carreira, você se estressar e perder o controle da situação.
Para evitar esse sentimento, você precisa desenvolver a sua inteligência emocional, ou seja, você deve aprender a lidar com suas emoções, para então, controlar seu pensamento e comportamento. Você se torna capaz de gerir não apenas os seus sentimentos e ações, mas também dos outros profissionais a sua volta, desenvolver a resiliência, direcionar suas emoções em prol de objetivos capazes de lhe proporcionar motivação na carreira, como por exemplo, uma promoção, melhoria nos seus relacionamentos na empresa, se adaptar à mudanças, entre outras.
3. Desenvolva um plano de carreira
Muitas vezes, a desmotivação na carreira existe pelo fato da pessoa não saber suas expectativas enquanto profissional. Se esse é o seu caso, chegou a hora de desenvolver um plano de carreira e assim, evitar tal sentimento. Ele é capaz de oferecer a você, uma visão sistêmica da sua carreira, a partir daí, você conseguirá identificar suas expectativas na empresa, suas chances de crescimento, se deseja mudar de área, onde você quer estar daqui a 5, 10 anos, entre outras questões.
Com esses dados em mãos, você aumenta o seu foco, se sente parte fundamental dos processos da organização, melhora a sua produtividade e maximiza a sua motivação.
4. Desenvolva metas e desafios
Nada mais pertinente para driblar a desmotivação na carreira do que estabelecer metas e desafios na sua rotina de trabalho. Obviamente, eles devem ser atingíveis, pois o intuito dos mesmos não é o de provocar frustração, mas sim, engajamento. A ideia é te tirar da zona de conforto para que você execute suas tarefas de formas diferentes, enxergue novas maneiras de trabalhar e assim, aumente a sua confiança e se motive no dia-a-dia na empresa.
Aqui vale de tudo: dobrar o número de entregas da semana, interagir com pessoas de outros departamentos, até auxiliar um colega que esteja com dificuldade em determinado processo.
5. Busque por capacitação profissional
Muitas vezes, a desmotivação na carreira vem pelo fato da capacitação do profissional não ser condizente com algumas funções que ele exerce na empresa. Se esse é o seu caso, nada mais coerente do que buscar por tais qualificações em cursos online, palestras, pós-graduações, workshops, trabalhos voluntários, leitura de livros e revistas da área, cursos de idioma, aulas de informática, intercâmbios etc.
Tais atividades são valorizadas pelas organizações e muitas delas incentivam o colaborador a procurar por desenvolvimento profissional. Ao buscar por capacitação, você, além de aumentar a sua motivação, acompanha as tendências do seu mercado de atuação, minimiza seus erros nos processos que desempenha e se mantem preparado para as possíveis oportunidades na organização em que você trabalha.
6. Equilibre a sua vida pessoal e profissional
Engana-se quem pensa que para crescer na carreira, é necessário se abdicar inteiramente da vida pessoal, pelo contrário, isso só agrava a tão temida desmotivação. Portanto, se você quer evitar tal sentimento, saiba: é necessário equilibrar a sua vida pessoal e a sua vida profissional.
Isso significa que não adianta você focar a sua vida para bater metas na empresa, subir de cargo e trabalhar para conseguir um aumento, se você não tirar um tempo para realizar os seus hobbies, cuidar da sua saúde, passar um tempo com sua família e amigos. Se não houver esse equilíbrio, os bons resultados no seu trabalho vão diminuir gradativamente, sendo substituídos por altos níveis de estresse e desmotivação na carreira.
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7 dicas para inovar em seu negócio

Além da concorrência tradicional que está cada vez mais acirrada com a oferta de produtos e serviços em todos os mercados e setores, é preciso se preparar para sermos competitivos em uma era em que jovens empreendedores com DNA de inovação e startups enxutas estão mudando completamente a forma de como fazemos negócios e consumimos produtos e serviços. Confira três dicas dadas pelo investidor-anjo Marcio Kogut para quem quer inovar em seu negócio.
1. Comece inovando na gestão de TI da sua empresa
Exatamente! Não existe iniciar um processo de inovação na sua empresa se o CTO (Chief Technology Officer) não estiver tecnologicamente atualizado, acompanhando as transformações digitais e focado em buscar inovação. Durante mais de 15 anos prestando consultoria a diversas empresas, escutei desculpas sem fundamentos ditas por alguns profissionais para os executivos que acabavam criando uma sensação de pânico e medo abortando qualquer tipo de mudança, melhoria ou possível inovação. A maioria dos CEOs não tem conhecimento profundo em tecnologias e por isso é obrigada acreditar na palavra do diretor de TI. Um dos exemplos que posso citar é a questão da computação em nuvem (cloud computing)
2. Reveja toda sua tecnologia interna
Eu tenho absoluta certeza que 90% da tecnologia da maioria das empresas estão completamente ultrapassadas e custando infinitamente mais caras do que as tecnologias mais modernas de hoje. Desde links de internet, servidores de e-mails, equipamentos, softwares de gestão e de produtividade. Todos os equipamentos, softwares e a inteligência que você precisa para o seu negócio já existem melhores e mais baratos do que você usa atualmente através de SaaS (software as a service).
3. Busque inovação fora ou crie uma equipe com autonomia
Para conseguir avançar com um processo de inovação dentro da sua empresa é necessário criar um time novo, pequeno (1 a 4 pessoas) com autonomia e sem vínculos de amizades internas. Conecte esse time a uma empresa de inovação corporativa para mapear as dores, definir estratégias e objetivos além de condicioná-los a pensar e agir com a mentalidade de empreendedores e startups.
4. Promova encontros com empreendedores e seus startups
Os empreendedores e startups têm vontade e, principalmente, a disponibilidade para entregar uma solução rápida e resolver um problema de forma simples apenas com a expectativa de que, se conseguirem, a empresa poderá ser um cliente anjo.
5. Planeje menos, execute mais
Criar processos de inovação em empresas levam tempo e, muitas vezes, fracassam pela burocracia e cultura de certa forma engessada. Independente de planejamento, não será nada fácil e rápido criar uma cultura de inovação para mudar completamente a realidade do seu negócio, por isso, não perca tempo e dinheiro planejando demais e inicie de forma simples e rápida.
6. Pense grande e comece pequeno
Os inovadores bem-sucedidos “pensam grande” considerando a gama completa de futuros possíveis. Eles facilitam a inovação ao ousar buscar “pensamentos assassinos” para novos produtos e serviços que podem reescrever as regras e o negócio de uma companhia. Em contraste, os inovadores fracassados tendem a “pensar pequeno”. Eles assumem a postura de que a mudança radical não será necessária e que nada irá afetar o modelo do seu negócio no futuro.
6. Não tenha medo de mudar completamente seu negócio
Uma prova de que esse tipo de decisão pode ser necessária e terá que ser encarada com coragem é a história da Kodak. Em 1975 um grupo de engenheiros da empresa desenvolveu a primeira câmera digital do mundo que pesava quase 5 quilos e fazia fotos apenas em preto e branco. As previsões estimavam que a câmera digital poderia se tornar viável num horizonte de 20 anos, mas os executivos preferiram manter a estrutura e negócio atual de vender filmes do que romper com a realidade e olhar para o futuro. Como se sabe, alguns anos depois a concorrência fez o negócio ruir.
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Entenda o que você pode fazer para se tornar um líder positivo e motivador

O trabalhador já não é mais aquele funcionário resignado, que tolera diversas situações desfavoráveis pensando em seu trabalho como uma fonte de renda e alicerce de uma carreira. Nos dias de hoje, em qualquer nível de emprego, a grande maioria enxerga sua vida como o núcleo em que deve se encaixar o trabalho, e não o contrário, como era no passado. Um líder precisa saber disso.
Existem, no entanto, os líderes que ainda não se alinharam a esta nova realidade e insistem em exercer sua liderança e atingir metas e objetivos sem considerar a complexidade e os novos valores de seus subordinados. Na junção destes dois universos temos a desmotivação, falta de engajamento e queda de performance da equipe comandada por esse líder .
“A liderança positiva surge como uma resposta a este dilema. É um conceito relativamente novo, com base na Psicologia Positiva Aplicada, que visa performance, mas considera as múltiplas dimensões biológicas, pessoais, relacionais, institucionais, culturais, globais, para gerar uma série de novos comportamentos no sentido do florescimento humano de um grupo, instituição. Esse desenvolvimento de cada profissional é que gera resultados além dos esperados”, explica Flora Victoria, master coach fundadora da SBCoaching, rede de formação e treinamentos de alta performance, com 72 unidades espalhadas pelo Brasil.
Segundo a especialista, existem algumas caracterísitcas que definem o perfil de líderes positivos. Ela diz que é necessário se basear em três pilares. São eles o desvio positivo (o que excede a performance comum), as ações virtuosas (uso das forças de caráter e virtudes que geram mais resultados e satisfação) e o viés afirmativo (foco no que funciona, no que dá certo, nas forças e qualidades).
A consciência dos pilares básicos para a assertividade na liderança ajuda, mas não é possível se ternar um líder positivo seguindo apenas algumas dicas. Elas servem apenas como um bom começo para uma mudança, que talvez já seja muito aguardada em sua empresa. Com base no “Psycap”, estado psicológico positivo de desenvolvimento encontrado em empresas e líderes bem-sucedidos e longevos, a especialista listou quatro dicas essenciais para quem deseja ter melhores resultados. Confira:
1) Estímulo aos colaboradores
Assegure aos seus funcionários a oportunidade de criar planos e caminhos para conquistar suas metas. Estimule planos alternativos. Ajude-os a ter objetivos claros, a realizar e apresentar projetos bem-sucedidos para a equipe. Deixe-os entrar em ação.
2) Retorno e reconhecimento
Conceda feedbacks e ações de encorajamento social. Funcionários que realizam bastante devem ser reconhecidos. Não só acompanhe suas atividades, demonstre que está acompanhando e mostre-se disponível para colaborar, caso ele necessite.
3) Seja resiliente
Coloque a resiliência em prática e inspire seus funcionários a fazer o mesmo. Se exponha a situações nas quais você não tenha um roteiro definido e aumente sua capacidade de improvisar e criar soluções novas. Fazendo isso no dia a dia, sem pressão, quando a pressão ocorrer, você vai estar com a resiliência desenvolvida e sua equipe estará acostumada a lidar com isso.
4) Mantenha o otimismo
Seja otimista, mas não torne-se alienado. Reconheça dificuldades, problemas, mas a forma como vai lidar com eles é que vai diferenciar você e sua equipe. Um desafio não dura a vida toda. Um problema profissional é um problema profissional e não de todas as esferas da sua vida. Culpados não significam soluções. Perpetrar fraquezas e dificuldades não levam ninguém para frente. “Virar a chave” e acreditar no seu potencial e de sua equipe sim. Segundo Martin Seligman, um dos criadores da Psicologia Positiva, otimismo pode ser desenvolvido.
Para um líder, também é muito importante ser um agente motivador. Para que isso seja possível, é indispensável contar com algumas características importantes. Confira quais são e entenda melhor os motivos de desenvolvê-las
1) Tenha paixão
Quem está na liderança precisa ser extremamente apaixonado pelo que faz. Se isso não ocorrer, não haverá inspiração e entusiasmo. Assim, se quer se tornar um líder, tenha em mente que deve fazer o que ama e amar o que faz.
2) Valorize a diversidade
As reuniões são ótimas iniciativas para se criar uma cultura de diversidade. Durante esses encontros, permita que todos colaborem. Esteja disposto a ouvir novas ideias, para multiplicar os talentos e as opiniões da equipe. Procure ouvir atentamente os diferentes pontos de vista, principalmente os que se opõem ao seu. Não ignore as sugestões, uma ideia inusitada pode se tornar uma grande inovação.
Tente não interromper os funcionários e não deixe que os outros colaboradores façam isso. Assim, você conseguirá criar um diálogo que potencializará a inteligência coletiva do grupo. Um ambiente colaborativo engaja o líder e sua equipe, além de trazer novas perspectivas acerca da cultura de inclusão.
3) Mostre interesse
Segundo Celso Bazzola, consultor em recursos humanos e diretor executivo da Bazz Estratégia e Operação de RH, no momento em que as pessoas ao seu redor percebem que você é uma pessoa interessada, curiosas, não acomodada, a tendência é de que, automaticamente, já comecem a te achar mais inteligente ou bem preparado para os obstáculos da vida. Por isso, o líder é aquela pessoa que é considerada a base de informações e alternativas para o grupo. Tenha sempre em mente que seu interesse em aprender e estar informado gera respeito (assim como o contrário também acontece).
4) Promova a comunicação
A comunicação é cada vez mais fundamental. Hoje, um dos grandes erros das lideranças é não saber deixar claro para equipe os caminhos tomados e os motivos. É necessário saber falar, fazer reuniões e convencer os funcionários.
5) Tenha autoconhecimento
Se o líder não conhece a si próprio, também não consegue prever ou saber como reage diante de dificuldades ou conquistas, também de acordo com Bazzola. Não saber quais suas fraquezas e nem quais são os seus pontos fortes – e também quais são as habilidades que você pode aprimorar – pode significar a estagnação da sua carreira em algum momento, provavelmente muito antes de ter um papel de liderança. Se você não consegue lidar nem com você próprio, imagine com os outros. Como vai conseguir controlar e motivar uma equipe se não tiver autocontrole?
IG – Economia

Saiba como enfrentar os problemas que mais afetam a produtividade de uma empresa

No concorrido mercado dos dias atuais, quem lidera uma empresa se preocupa muito em entregar cada vez mais com menos recurso. Este mantra tem sido adotado e repetido pela maior parte das companhias brasileiras, sejam elas grandes, médias ou pequenas.
É claro que, à primeira vista, esta ideia pode parecer contraditória. Afinal, é muito difícil que uma empresa tenha uma gestão baseada em redução de custos e, mesmo assim, aumentar a produtividade, sem perder a qualidade de serviços oferecidos. Apesar disso, existe um segredo para otimizar a estrutura organizacional e garantir uma gestão eficiente dos negócios.
A melhor forma de fazer isso é por meio da adoção de algumas práticas simples de serem implementadas, seja em Centros de Serviços Compartilhados (CSC) ou em outras áreas administrativas. Pensando nisso, Tarcisio Adamek, diretor de Desempenho Empresarial e CSC da TOTVS Consulting sugere que os empreendedores apliquem metodologias de combate aos sete principais fatores que podem comprometer a produtividade em qualquer empresa. Confira quais são estes pontos e o que pode ser feito em relação a cada um deles.
1) Retrabalho
Quando falamos sobre retrabalho, estamos tratando sobre um dos principais vilões da produtividade em uma organização. Suas causas podem ser diversas, porém as mais frequentes estão relacionadas às interfaces da área com seus clientes internos e externos, como o recebimento de solicitações em duplicidade, com dados incompletos ou sem a documentação necessária. Fato que pode ser amenizado ao estabelecer regras para solicitar novas demandas, como a criação de formulários com campos de preenchimento obrigatório, a recusa de solicitações incompletas e a definição de prazos limite para as mesmas.
2) Interferências
Estimativas indicam que o período necessário para retomar a concentração depois de uma interrupção varie entre entre cinco e dez minutos. As interferências não se resumem a telefonemas e e-mails, mas envolvem também chats e aplicativos de mensagens instantâneas que atrapalham e geram improdutividade, além de aumentar o índice de erros nas atividades. Uma saída segura é adotar um modelo de atendimento que permita organizar e controlar o recebimento de demandas de forma centralizada, “blindando” o restante da equipe das interrupções.
3) Demandas esporádicas ou sem sinergia
Quase todas as empresas trabalham com o grande desafio de cumprir prazos diferentes para demandas que envolvem diversas áreas e pessoas, o que aumenta a complexidade na gestão e exige uma maior disponibilidade da equipe em possíveis picos. A definição de prazos e cronogramas pré-estabelecidos permitem equalizar este timing e gerar sinergia no processamento das atividades. Estabelecer uma data fixa para o pagamento e dias fixos de contratação são bons exemplos. A consolidação de demandas aumenta a sua previsibilidade e facilita a alocação do time, podendo, inclusive, evitar a necessidade de horas extras excessivas.
4) Burocracia ou atividades desnecessárias
É comum que alguns processos de rotina tornem-se obsoletos ao longo do tempo de desenvolvimento do trabalho de uma empresa. Entre os exemplos disso, é possível citar o uso de documentos criados para uma necessidade específica e que já não têm mais sentido, a realização de conferências que já são garantidas por sistemas de TI ou a geração de relatórios customizados, que deixaram de ser utilizados. Por conta disso, é necessário revisar constantemente os processos para identificar atividades que possam ser eliminadas ou simplificadas.
5) Atividades manuais
As atividades manuais, muitas vezes decorrentes do uso de diversos sistemas legados, “herdados” de áreas descentralizadas, estão entre os fatores que causam maior impacto na produtividade de uma empresa. Para cada necessidade de negócio, há soluções de automação de processos diferentes, como soluções de BPMs (Business Process Management), Sistemas de Gestão (ERP), entre outras, podendo trazer resultados mais imediatos ou mudanças estruturais mais complexas.
Uma das tecnologias que vêm se tornando uma tendência é a automação de processos via RPA (Robotic Process Automation). Este sistema funciona como um assistente virtual que imita atividades realizadas por um humano, automatizando tarefas manuais e repetitivas. O RPA permite uma rápida automação das atividades a um baixo custo de implementação.
6) Ociosidade
Para quem está à frente de uma equipe, é comum observarmos que o trabalho se expande para ocupar todo o tempo disponível. Para avaliar se o volume da demanda está adequado à quantidade de recursos de mão de obra, é necessário avaliar a produtividade individual de cada colaborador.
No que diz respeito às atividades que têm maior volume, uma boa opção é o uso da cronoanálise, uma técnica da indústria utilizada para avaliar a eficiência e o real tempo dedicado a tarefas que efetivamente agregam valor ao processo. Por meio dessa análise, é possível verificar os pontos que tornam alguns profissionais mais produtivos que outros e identificar procedimentos que otimizam o processo, promovendo o compartilhamento dessas melhores práticas entre a equipe e, assim, melhorando o desempenho da operação como um todo.
7) Adequação salarial
Dentro de uma mesma companhia, é normal que existam muitas pessoas desempenhando as mesmas funções há muito tempo. Estes profissionais têm seu custo aumentado ao longo do tempo, sem que isso seja acompanhado por um aumento na mesma proporção do valor agregado à companhia.
Dessa forma, uma boa saída para manter a estrutura de custos sob controle é estabelecer um plano de carreira para que os profissionais contratados tenham alternativas de desenvolver novas competências e realizar novas atribuições ao longo do tempo, o que gera mais valor à companhia ao mesmo tempo que tem seu custo aumentado, seja pela correção monetária ou por promoções.
Também é possível trabalhar com a alternativa de renovação dos recursos que não se adequem ao plano de carreira, mantendo o custo controlado em comparação ao desafio da função. Dessa forma, é possível alinhar a natureza e a complexidade das atividades à senioridade e ao perfil salarial dos colaboradores, dando oportunidades de crescimento para todos.
Buscando a aplicação dessas iniciativas, fica mais fácil para o empresário assegurar uma gestão mais eficiente, tendo como resultados não somente a redução de custos operacionais e administrativos, mas também o aumento do foco em atividades que agregam mais valor ao negócio, como a análise de dados e a identificação de oportunidades que tragam ganhos para a empresa.
IG – Economia

Papo de empreendedor: 5 conselhos de um para o outro

Já faz um tempo que a palavra empreendedorismo não sai da boca do brasileiro. Ser ou não ser, eis a questão! O fato é que o Brasil é um país onde o empreendedorismo pulsa na veia, uma vez que, segundo a UnitFour, o número de empresas abertas em 2016 cresceu 20% em relação ao ano anterior.
Seja por necessidade ou por vontade própria, empreender é uma árdua caminhada e exige muita dedicação. Aos olhos de quem está de fora é bacana, rentável e sinônimo destatus, mas visto de dentro, todo empreendedor sente na pele o real custo de ter o próprio negócio.
Nem uma vida inteira é capaz de nos ensinar tudo o que precisamos para superar as barreiras, adversidades e medos. Cada dia aprendemos um pouco mais e buscamos errar um pouco menos. Se eu pudesse dar alguns conselhos aos meus colegas empreendedores, seriam:
· Divulgação é fundamental: vender o próprio peixe nunca foi tão importante, portanto use todos os canais que estiverem ao seu alcance para divulgar sua marca, seus serviços e sua expertise. Esteja fortemente ativo nas redes sociais, tenha um blog e alimente-o com informação relevante, busque espaço nas revistas, jornais e rádios, faça parcerias com influenciadores do seu meio.
· Você é sua empresa e sua empresa é você: queira ou não, a partir da decisão de empreender, o seu negócio fará parte de quem você é e não há como separar. Além de promover sua empresa, também use do seu marketing pessoal, afinal, você é o cérebro e máquina central do negócio. Esteja sempre orquestrado com os objetivos da sua marca para que você consiga alcançar as metas traçadas.
· Networking é tudo: independentemente da área de atuação, ter uma rede de contatos é fundamental para o crescimento do negócio, uma vez que esse relacionamento propicia troca de informações, experiências, conhecimentos e indicações de forma natural e mútua. A sua dor de hoje pode ter sido de outro empreendedor no passado, trocar conhecimento é combustível para gerir uma crise ou criar novas oportunidades.
· Planejamento é a alma do negócio: pode parecer chato, burocrático e pouco prático, mas o planejamento norteia o crescimento e as decisões da empresa. Abrir mão dessa ferramenta é assumir o risco de que tudo pode dar errado. Ele não é a fórmula mágica para um negócio de sucesso, mas é a bússola.
· Reinvente-se: o mercado muda em uma velocidade surpreendente e, para ter um negócio inovador, é fundamental que o empreendedor se reinvente constantemente. Invista em você, estude muito, esteja sempre em contato com seus clientes e com as tendências da sua área. Amadureça o profissional que está coberto por uma grossa camada de “empreendedor faz tudo”. Não caia na rotina e alimente diariamente sua sede de dar certo.
A realidade é que não existe fórmula mágica para ter um negócio de sucesso e cada um inventa seus caminhos, mas algumas dores são comuns a todos e juntos podemos minimizá-las. Outro fato é que sempre vão dizer que ter o próprio negócio é moleza, não ter chefe é uma maravilha e fazer o próprio horário é um sonho, mas poucos sabem que para dar certo é preciso trabalhar mais do que dormir ou curtir o happy hour com a galera do trabalho na sexta-feira à noite.
Feliz Dia do Empreendedor para quem sabe o que é abdicar de mil coisas em prol da realização de um sonho!
Administradores

Cartórios de registro civil poderão emitir passaportes, documentos de identificação e carteira de trabalho

A oferta desses serviços em cartório não é universal. Vai depender de convênios firmados entre as associações de cartório e os órgãos expedidores de documentos

Os cartórios de registro civil do país poderão emitir documentos de identificação, como passaporte e carteira de trabalho, alterar informações em certidões de nascimento, além de permitir que os pais escolham a naturalidade do filho de acordo com o local de nascimento ou com a cidade onde a família reside. As mudanças vieram com a Lei nº 13.484/17, sancionada na semana passada, que transformou os cartórios de registro civil em ofícios da cidadania.
Segundo o presidente da Associação dos Notários e Registradores de São Paulo (Anoreg/SP), Leonardo Munari, com a medida os órgão públicos podem aproveitar da capilaridade dos cartórios, além de tornar a emissão de documentos mais acessível à população.
“Os governos, seja federal, estaduais ou municipais, só tendem a ganhar porque podem economizar com mão de obra, procedimentos internos e utilizar dessa capilaridade dos cartórios”, disse. Hoje, o Brasil conta com quase 14 mil cartórios.
Entretanto, a oferta desses serviços em cartório não é universal. Vai depender de convênios firmados entre as associações de cartório e os órgãos expedidores de documentos. A emissão de passaporte, por exemplo, depende de convênio com a Polícia Federal; já a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) depende de convênio com o Departamento de Trânsito (Detran) de cada unidade da federação.
Segundo Munari, a expectativa é que o funcionamento desse serviço seja gradual a partir de projetos pilotos. No Rio de Janeiro, por exemplo, já existe um piloto em cinco cartórios para a emissão da segunda via do Registro Geral (RG). “Isso vai depender do interesse do órgão publico ou órgão privado”, explicou. “Os cartórios têm todo o interesse em prestar mais e bons serviços à população, de forma que todos saiam ganhando”.
O presidente da Anoreg/SP explicou ainda que os valores para emissão dos documentos vai depender do convênio firmado com cada órgão, “sempre com consciência”, mas ressalta que os documentos que são gratuitos, definidos por lei, continuarão assim.
Sobre o risco da descentralização desses serviços facilitar as fraudes, Munari disse que o fato dos cartórios serem fiscalizados pelo Poder Judiciário ajudou na aprovação da lei. “O cartório já passa por fiscalização rigoroso naturalmente e isso vai continuar. Fraude acontece em todo o lugar, por mais que a gente encontre documentos fraudados, isso não é feito dentro do cartório. As quadrilhas muitas vezes falsificam copiando os moldes”, disse.
Cancelamento de CPF
Munari explicou que a nova lei facilitou a criação dos convênios entre cartórios e órgão públicos, que antes só eram feitas após autorização da Justiça.
A Receita Federal, por exemplo, já tem um convênio com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) para emissão de Cadastro de Pessoa Física (CPF) de forma gratuita diretamente na certidão de nascimento dos recém-nascidos. Segundo a entidade, desde dezembro de 2015, mais de 2 milhões de CPFs já foram emitidos no ato do registro de nascimento em todo o país.
A partir de hoje (2), no âmbito desse convênio, a Receita Federal e os cartórios de registro civil de 15 estados brasileiros passam a realizar de forma automática o cancelamento do CPF no ato do registro de óbito. Segundo a Arpen-Brasil, a novidade contribuirá para a diminuição de fraudes e pagamentos indevidos a beneficiários mortos, estimada em R$ 1,01 bilhão.
As inscrições de CPF que forem vinculadas ao Registro de Óbito passarão à situação cadastral “Titular Falecido”, condição necessária e suficiente para o cumprimento de todas as obrigações do espólio perante órgãos públicos e entidades privadas.
A próxima etapa, prevista para 2018, prevê a atualização dos dados cadastrais do usuário logo após o casamento, evitando a necessidade de deslocamento e gastos para a alteração de nomes no cadastro da Receita.
O convênio abrange os estados de São Paulo, Santa Catarina, do Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Mato Grosso do Sul, do Distrito Federal, de Goiás, Pernambuco, do Ceará, Piauí, Amapá, de Roraima, Minas Gerais e do Acre.
Retificação de documentos
A lei que alterou as regras dos registros públicos também permite que, em alguns casos, os cartórios possam retificar registros sem autorização judicial, como corrigir a escrita de nomes. “Desde que a pessoa comprove que a necessidade da mudança, o cartório tem autonomia para retificar”, explicou Munari.
Por exemplo, se o sobrenome Souza foi registrado com S no lugar do Z na certidão de nascimento e a pessoa comprovar que os registros dos seus antepassados são com o Z, é possível fazer a alteração sem consultar o Ministério Público. Outro exemplo, caso na certidão de casamento, algum número do CPF tenha sido invertido, com a comprovação, a retificação é feita pelo cartório.
Naturalidade
Além disso, ao registrar o nascimento de uma criança, os pais poderão escolher a naturalidade do filho de acordo com o local de nascimento ou com a cidade onde a família reside. A medida tem o objetivo de facilitar o registro nos municípios em que não existem maternidades. Anteriormente, a lei previa apenas o registro de onde ocorreu o parto e, assim, as crianças acabavam sendo registradas em um local sem vínculos com a família à qual pertencem.
“Não é nada inconstitucional, temos muitas definições que vêm mudando, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é uma evolução. Vamos relativizar o conceito de naturalidade dando mais autonomia para o cidadão”, disse Munari.
Agência Brasil

Dica de empreendedor: seja o cliente que você quer ter

Os nerds e os geeks, como são normalmente chamados os fãs mais assíduos de cultura pop, configuram a mais recente febre de consumo: 70% das propriedades mais exploradas pelo varejo são ligadas ao entretenimento, segundo a Associação Brasileira de Licenciamento (ABRAL). Mas, diferentemente de tantos outros potenciais consumidores, esse público – que se interessa muito por itens e serviços relacionados a cinema, séries de TV, quadrinhos, desenhos animados etc. – costuma rebater tudo que não é estrategicamente pensado para fazer parte de uma grande e contínua narrativa.
Sim, os produtos destinados a esse segmento também contam uma história – ou deveriam. Esse conceito precisa estar bem desenvolvido na estratégia de quem quer dialogar e vender bem. Uma camiseta que tenha um detalhe na estampa que só quem assistiu a determinado filme entenderá, ou uma embalagem de cosmético que remeta ao uniforme de um super-herói são exemplos bem básicos de como uma marca pode construir esse relacionamento duradouro com o fã consumidor de cultura pop.
Várias são as oportunidades de aproveitar ocasiões do mundo geek para dar uma chacoalhada nas vendas, como estreias de filmes e séries, lançamentos de livros, eventos de cultura pop e datas comemorativas, que mostram a força de uma clientela cada vez mais criteriosa e com um poder de compra que faz inveja a vários outros setores da economia. Só no Brasil, milhares de produtos aproveitam esses ganchos para lançar promoções ou mesmo novos itens no mercado.
Mas esse alinhamento de conceitos e ideias precisa existir na essência da empresa. Na realidade, se a visão e a identidade da companhia não estiverem de acordo com o que o cliente acredita, não adianta nada ao negócio se aventurar e desenvolver uma estratégia de marketing que apenas “combine” uma ação com o que é pedido. As chances de sucesso são, além de pequenas, muito arriscadas, já que uma estratégia mal executada pode queimar a marca por um bom tempo.
Uma empresa que tenha em seu DNA uma grande identificação com os temas de cultura pop, por exemplo, tem muito mais a oferecer às pessoas que também se conectam a esse universo. É necessário atentar-se aos mínimos detalhes que podem parecer banais, mas que fazem toda a diferença nos momentos decisivos – como a hora de comprar ou não. A verdade é que não basta entender o fã para atendê-lo bem, mas ser esse fã por inteiro para criar uma experiência perfeita.
Administradores