Empreendedorismo

Três atitudes que afetam a reputação da sua empresa (e como evitá-las)

Um número cada vez maior de empresas está fazendo pesquisas de mercado para descobrir como elas são vistas pelos seus stakeholders — em essência, são todos os grupos de pessoas que possuem algum tipo de relação com a empresa ou são impactadas por suas ações. Os stakeholders neste contexto são os clientes, os colaboradores, os investidores, a comunidade em que atua, fornecedores, o poder público e a mídia, entre outros.
Essa pesquisa os ajuda a identificar certas oportunidades de conseguir estar mais próximo deles e a tomar decisões com maior embasamento, o que ajuda a construir a confiança e uma reputação melhor.
É claro que cada empresa tem os seus problemas quando o assunto é imagem. Mas grandes pesquisas sobre reputação, com base nas visões de centenas de stakeholders estratégicos, revelaram alguns pontos em comum e identificaram algumas lições importantes sobre as características presentes nas empresas que desenvolvem um forte relacionamento com seus stakeholders e os pontos fracos daquelas que pecam nesse quesito.
SE A SUA EMPRESA NÃO ESTÁ RESOLVENDO OS PROBLEMAS COM A COLABORAÇÃO DOS SEUS PRINCIPAIS STAKEHOLDERS, PODE SER A HORA DE SE PERGUNTAR O MOTIVO. VOCÊ ESTÁ OCUPADO DEMAIS, ‘MANDÃO’ DEMAIS OU OLHANDO DEMAIS PARA O PRÓPRIO UMBIGO?
Como se constrói uma reputação ruim?
As empresas com as piores reputações geralmente possuem pelo menos um destes três comportamentos: elas estão ocupadas demais, “mandonas” demais ou olhando demais para o próprio umbigo.
Organizações ocupadas demais
Essas empresas não parecem ter tempo para os seus stakeholders. Elas trabalham em um setor econômico dinâmico, lidam com demandas conflitantes e estão ocupadas demais para engajar alguém.
Elas demonstram uma forte preferência em fazer as coisas do seu jeito, mesmo em áreas que exigem colaboração para garantir que uma solução atenda às necessidades de todos. Quando eles precisam lidar com seus stakeholders, isso acontece depois de um “caso” que compreende resolver as diferenças com a outra parte prejudicada — e muitas vezes não é pela primeira vez.
As suas relações com stakeholders são pontuadas por fatos graves, decepções e uma constante perda de confiança.
Nessas empresas, geralmente faltam líderes talentosos e um estilo de liderança mais estratégico. Além disso, elas tendem a gastar muito tempo “apagando incêndios”.
Essas empresas têm uma maior probabilidade de serem vistas como um outro problema, e não como uma fonte para a resolução de problemas dos stakeholders.
Uma empresa que descobriu a dificuldade e os riscos de ser ocupada demais para os seus stakeholders foi uma indústria de papel. Ela estava cercada por uma série de problemas preocupantes: disrupção digital, a necessidade de investimento do capital para manter a competitividade em termos de custos e as crescentes demandas dos consumidores por produtos com características ambientais mais fortes.
Com a empresa focada nestas questões urgentes, as conversas com grupos ambientais e relacionados ao florestamento foram um sofrimento. Isso levou a uma série de questões mal resolvidas, incluindo uma perda de confiança nas comunidades das quais obtinha a matéria prima. Isso acabou resultando em um menor acesso às próprias florestas.
Organizações mandonas demais
Essas empresas são geralmente grandes e poderosas e são sugadas pelo próprio poder, conhecimento e metas.
Elas tendem a fazer apenas um engajamento simbólico com seus stakeholders e têm pouco tempo para ouvir. As suas comunicações com os stakeholders são em grande parte predeterminadas, em uma única direção.
Internamente, essas empresas se consideram profissionais e dedicadas. Mas, por fora, elas são vistas sem conexão com os diferentes públicos que impactam, limitadas e com zero humildade, porque não conseguem explorar todas as capacidades de seus stakeholders.
As empresas que são defensivas e que fogem dos seus stakeholders, geralmente subestimam o enorme papel que os stakeholders podem ter. Os seus stakeholders diriam a elas que os verdadeiros líderes pedem conselhos: líderes nunca têm a solução completa.
Essas empresas podem muito bem ser consideradas uma força em seu setor, mas elas geralmente não estão tão ligadas às questões desse mercado. Essa falta de respeito é entendida por seus stakeholders, que muitas vezes preferem líderes de mercado por reconhecer que eles estão em uma posição privilegiada e de liderança como grandes e responsáveis membros da comunidade.
Uma empresa que caiu nesta armadilha foi um órgão de saúde pública cujo senso de sua própria importância aumentou depois de uma década de sucesso. A sua primeira campanha ganhou o reconhecimento internacional da agência regulamentadora pelo seu impacto e a mudança de comportamento gerada.
Mas quando a agência ampliou o leque de problemas de saúde que essa empresa precisava resolver, entrou em conflito com outros organismos de saúde consolidados, e a empresa em questão só agiria se fosse do seu próprio jeito. Isso eventualmente comprometeu a sua própria credibilidade e impactou negativamente o apoio recebido dos seus stakeholders.
Organizações que olham demais para o próprio umbigo
Essas empresas frequentemente fazem escolhas que demonstram que elas colocam o próprio interesse na frente de um interesse maior: o de sua comunidade.
Os produtos e serviços que elas desenvolvem são muitas vezes projetados para atender às suas próprias necessidades, mais do que as necessidades dos seus clientes.
Os seus relatórios de desempenho são muitas vezes mais egoístas, e não tão informativos, e suas relações com stakeholders são às vezes oportunistas.
Em casos extremos, elas podem violar as leis. Mas, muito frequentemente, elas se comunicam secretamente ou não chamam muita atenção, garantindo o seu lucro longe da visão pública e prejudicando os demais.
O comportamento dos líderes dessas empresas é seguido por seus pares e subordinados, todos orientados a atingir os KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho) para ganhar prêmios. Mas quando esses comportamentos finalmente vêm à tona, a comunidade perde a confiança na empresa, e a licença para operar é frequentemente suspensa.
Por exemplo, uma empresa do governo era muito confiável até que foi forçada a revelar o motivo para os altos níveis de remuneração de seus executivos, estimulados por significativos incentivos para atender os KPIs. Vazamentos de informações revelaram que, para optimizar a sua performance diante dos KPIs, os executivos subestimaram as principais estatísticas de segurança no trabalho.
Os executivos ganharam dinheiro às custas dos cofres públicos e, possivelmente, da segurança dos colaboradores. A confiança depositada na empresa foi significativamente diluída.
Como construir uma boa reputação
Assim como as empresas com uma reputação ruim têm certas características em comum, as empresas que construíram uma boa imagem também possuem aspectos parecidos. Elas tendem a estar muito conectadas aos seus stakeholders, são muito colaborativas e focadas nos principais interesses de todos os grupos de pessoas que têm um papel direto ou indireto na gestão e resultados dessas empresas.
Conectadas
As empresas com uma reputação saudável tendem a ter um bom relacionamento com os seus stakeholders. Elas passam o tempo entendendo quem são, o que eles fazem e quais são as prioridades deles, o que significa que eles compreendem o ponto de vista de cada um.
Elas designaram líderes para agir como fundamentais pontos de contato com os stakeholders mais importantes. E esses líderes se comunicam de forma proativa e mantêm um diálogo com eles. As suas conversas nem sempre são positivas, mas são construtivas, respeitosas e constantes.
Uma empresa que mudou de atitude em relação à reputação por meio de melhores relações foi um grande fundo de investimento que já havia sido visto como distante e como “grande demais para ouvir” a comunidade de investimento local.
O fundo iniciou um projeto de transformação para se reconectar com a comunidade e para contribuir como um líder de opinião em temas de importância para todos os membros. No ano seguinte, os líderes do fundo traçaram a sua abordagem de investimento a partir de uma ampla gama de fóruns do mercado. Os stakeholders do fundo deram valor tanto às conversas quanto à conexão estabelecida. Foi uma significativa virada.
Colaborativas
As empresas enfrentam muitos desafios com potencial para impactar stakeholders. No entanto, empresas colaborativas não lutam contra esses desafios por conta própria. Elas têm conversas regulares e construtivas para colaborar com os stakeholders e acreditam na capacidade de parcerias para resolver problemas.
Uma empresa que adotou uma abordagem colaborativa para mudar de atitude foi um órgão de inovação da indústria com mais de 100 membros. Por muitos anos, havia um campo de batalha entre os grandes membros e o resto da empresa sobre a direção dos fundos de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento), já que pouca inovação foi gerada de verdade.
Em um esforço para ouvir e aprender com seus membros, a empresa lançou um abrangente programa de entrevistas em profundidade. Isso deu voz a todos os membros e claramente identificou o apetite dos stakeholders por inovação, capital e ambições.
O interesse maior na frente do interesse próprio
Empresas que têm relações bem eficazes com seus principais stakeholders tendem a colocar o interesse do mercado na frente do próprio interesse. Essas empresas reconhecem que seus clientes devem representar parcerias valiosas ao longo do tempo.
Eles podem descrever a sua relação com a empresa como sendo de muita união, porque a empresa está comprometida de forma proativa e dedica um tempo para entender suas diretrizes de negócio, metas estratégicas e planos.
Haverá ocasiões em que essas relações exigem o “dar e receber” de ambos os lados. Mas tais ocasiões podem servir para reforçar o respeito que cada parte tem com o outro. Juntos, eles se empenham para gerar soluções que atendam ao interesse que ambos compartilham e não o interesse próprio de um único lado.
Uma empresa que se reorientou a partir de seus clientes para mudar a sua reputação foi um órgão de tesouraria responsável por empréstimos e gestão de ativos junto a agências governamentais. Ele era visto como sendo focado demais em seus próprios interesses, em vez de dar lugar aos interesses de seus clientes.
Em resposta, o órgão está focando em ser uma empresa sustentável e totalmente alinhada, que entrega soluções abrangentes para seus clientes, aproveitando as capacidades e o comportamento das pessoas.
Imperativo para agir agora
Se a sua empresa não está resolvendo os problemas com a colaboração dos seus principais stakeholders, pode ser a hora de se perguntar o motivo. Você está ocupado demais, “mandão” demais ou olhando demais para o próprio umbigo?
Os seus principais stakeholders são uma fonte informada, dedicada e de pensamento estratégico para possíveis soluções a problemas desafiadores. Ao não escutar, você pode acabar lutando contra esses problemas sozinho.
Endeavor

Não deixe que sua vida pessoal estrague sua carreira (e vice-versa)

Uma pesquisa da consultoria Robert Half mostrou que o constante esforço de tentar equilibrar trabalho e vida pessoal é a maior causa de estresse entre os profissionais do setor financeiro nos Estados Unidos. O desafio de viver nesta corda bamba é um impasse comum dentro das empresas e, independentemente da área, pode comprometer a carreira e as relações sociais de muita gente.
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Quem nunca se pegou perdido no trabalho com preocupações vindas de casa que atire a primeira pedra. O contrário também acontece. Um estudo divulgado em 2014 pela empresa de recursos Humanos Randstad mostra que 42% de trabalhadores se sentem obrigados a verificar seus e-mails em dias de folga e 47% deles não demonstram nenhuma culpa em trabalhar doentes.
Tamanho descompasso pode causar sérias consequências para a saúde. Também é comum que, em meio a tanto malabarismo, o indivíduo se desestruture completamente. E como evitar isso?
Para o consultor de carreira da Esic Business & Marketing School Alexandre Weiller, a solução é dividir os âmbitos pessoal e profissional em compartimentos bem definidos para não deixar que um atrapalhe o outro. Como todo ser humano é integral, as duas áreas devem se complementar, sem se misturar demais.
Questão de prioridades
Entender-se como ser completo e ao mesmo tempo compartimentado não é uma tarefa fácil. Na visão do escritor Stewart D. Friedman, autor de Leading the Life You Want: Skills for Integrating Work and Life (Liderando a vida que você quer: competências para integrar trabalho e vida), por mais que se ouça que a separação entre carreira e intimidade seja importante, dificilmente o indivíduo consegue superar este desafio quando não direciona o andamento de sua rotina com base em seus próprios valores.
Ter uma vida plena, para Stewart, tem a ver com a forma como a pessoa orienta seu tempo e atenção para quatro âmbitos centrais da vida: trabalho, casa, sociedade e alma. Essa dinâmica sempre dependerá do que é mais importante para o indivíduo. Mas como escolher as prioridades?
Um estudo da Escola de Negócios de Harvard mostra que é importante se perguntar o que é sucesso para você. Pode ser passar no mínimo quatro noites em casa ou estar a par de tudo o que acontece na vida dos seus familiares. É a partir destas definições que se coloca na balança as atribuições do dia a dia de modo a alcançar uma vida mais plena. Sem culpa, sem perdas.
O relógio é elástico
Laura Vanderkam reforça a importância do foco nesse processo ao apontar que um grande erro entre a maioria das pessoas é querer ser impecável na vida e no trabalho. Mas ninguém é capaz de tanto, acreditem. E em uma conferência TED, a estadunidense, autora de vários livros sobre gestão da rotina, defende que usar bem o tempo tem muito mais relações com prioridades do que com competência e agilidade.
Por exemplo, se um vazamento na sua casa demanda sua atenção por sete horas, você acaba encontrando tempo na sua agenda de qualquer forma, porque a sua prioridade é resolver a emergência. Mas se alguém no meio da semana te pergunta se você tem sete horas livres, você não vai encontrá-las de pronto na agenda. Para a escritora, o tempo é altamente elástico quando a pessoa sabe o que quer. Ter ciência disso importa muito quando se precisa equilibrar a rotina.
Mas uma dica: especialistas lembram que, embora seja importante estabelecer um foco em sua vida, optar pela entrega total ao trabalho pode não ser bom nem mesmo para a carreira. Ran Zilca, desenvolvedor do aplicativo Happify, que busca mapear o que faz as pessoas felizes, defende que a satisfação no trabalho está extremamente ligada ao que se vivencia do lado de fora da empresa. Portanto, não deixe de se divertir.
Contornando situações extremas
Volte-se agora para um problema comum. Imagine que esteja com tantas atribulações em casa que não consiga se concentrar no trabalho. Como saber se é hora de pedir ajuda ao chefe ou colega?
De acordo com Humberto Wahrhaftig, gerente da empresa de recrutamento Michael Page, é bom parar um pouco e se perguntar até que ponto a nuvem de situações que você enfrenta lá fora tem afetado sua performance profissional e se você é capaz fazer algo para melhorar. Se já tentou tudo, não pense duas vezes para iniciar uma conversa franca com seu líder ou parceiro no setor. Assim, você estabelece como prioridade a resolução do que tanto te afeta.
E será que vão acreditar em você, te dar apoio? Para Humberto e Alexandre, isso vai depender da relação de confiança construída com a pessoa com quem se abre. Então, é importante falar sempre a verdade e mostrar compromisso durante toda a sua carreira. Qualquer pessoa entenderá que é só uma fase difícil.
Lembrando que não é legal sair contando tudo para todo mundo, mas procurar naquele momento quem realmente é capaz de lhe ajudar. Quando fizer este contato, sobretudo, se quem vai ouvir é o líder, já chegue com o problema e possíveis saídas para contorná-lo na empresa. “Exponha todas as soluções que você enxerga a curto e a longo prazo e a conversa vai fluir melhor”, orienta Alexandre.
Gazeta do Povo

Confira dicas para inovar seu negócio e aumentar a produtividade

No final do ano, muitas empresas costumam reavaliar seus processos e mensurar os resultados do negócio a fim de se preparar para o novo período. Inovar é essencial para que uma companhia matenha sempre a alta qualidade de trabalho.
Pensando nisso, o especialista em transformação digital Fabio Camara, CEO da FCamara, listou as principais dicas para otimizar processos internos e aumentar a produtividade de um negócio em 2018. Confira:
1) Permite novas ideias
Tente ouvir mais as ideias dos colaboradores. Crie ferramentas que as valorizem e permitam a aplicação delas no crescimento dos negócios. As pessoas envolvidas na rotina e que conhecem muito bem o business podem se tornar uma peça chave no crescimento da empresa.
“Aqui na FCamara nós criamos a nossa Venture Builder Orange Founders, que é um espaço que incentiva os nossos colaboradores a colocarem em prática as ideias que podem se tornar produtos, ou até mesmo uma nova empresa do nosso grupo”, explica Camara.
2) Gestão horizontal
É normal que a ideia de uma empresa sem chefes assuste os mais conservadores, mas esse modelo está ganhando espaço em negócios que priorizam a agilidade e a inovação. Comum nas startups, a gestão horizontal elimina cargos em hierarquias, estimulando a auto responsabilização dos colaboradores e facilitando a comunicação entre diferentes setores da empresa.
“Confiamos na responsabilidade das nossas equipes e mantemos sempre uma comunicação aberta, utilizando ferramentas que facilitam a rotina como o WhatsApp. Também existe um incentivo para que os consultores me contatem diretamente para interações em geral”, diz o CEO.
3) Recompensas
Para aumentar a produtividade, também é possível oferecer recompensas aos colaboradores. O formato varia de acordo com as possibilidades de cada empresa e podem contemplar dias de folga ou até mesmo presentes como ingressos para cinema, jantares em restaurantes, entre outros.
“Nós premiamos as atividades extras dos colaboradores com FCoins que podem ser trocados periodicamente por prêmios como voos de asa delta, ingressos para shows, etc. Nós não recompensamos um programador por codificar bem, isso é a profissão dele, porém recompensamos se ele ministra uma palestra ou escreve um artigo técnico, por exemplo”, finaliza o especialista sobre a inovação de um negócio.
IG – Economia

4 conceitos que todo empreendedor deveria conhecer e colocar em prática

Foi-se o tempo em que trabalho duro e boa vontade eram suficientes para tornar bem sucedido um negócio próprio. Com a facilitação do acesso ao conhecimento de forma geral e a concorrência cada vez mais acirrada, dominar conceitos empresariais e colocá-los em prática na sua vida pode ser o fator decisivo para que um empreendimento alcance êxito.
No livro Seu Sonho Tem Futuro, lançado no início de outubro pela editora Gente, a fundadora da Kickante, Candice Pascoal, aponta caminhos para tirar projetos do papel e também para aprimorar um negócio já existente. A empreendedora elenca no livro alguns destes conceitos, que podem ser extremamente úteis e funcionais para o dia a dia do empreendedor.
1) DIP
Difundido pelo marketeiro norte-americano Seth Godin, este é um dos conceitos mais importantes para quem quer empreender. Candice explica que o DIP é aquele momento em que tudo dá errado. “Entenda que a partir do momento que tirar seu sonho da mente e começar a dar-lhe corpo, ele se torna uma entidade viva, e tudo pode acontecer. Abraçar o DIP e saber que ele virá te visitar uma ou mais vezes é primordial para a longevidade do seu projeto”, comenta.
Candice orienta que, ao se encontrar o fundo do poço, o empreendedor reinicie o processo de alinhamento da sua ideia. “Olhe para dentro, pergunte silenciosamente, e persista na execução. A grande oportunidade do DIP está em recomeçar o seu projeto no meio do caminho, com maior conhecimento e maturidade do que quando o iniciou. Grandes vitórias costumam esperar aqueles que conseguem ultrapassar o DIP. Costumo dizer que é neste momento verdadeiramente que se forma o empreendedor de sucesso”, diz.
2) Roda da Vida
Este conceito ajudará o empreendedor a planejar seu negócio e a definir de uma maneira mais clara suas prioridades. A The Wheel of Life, ou Roda da Vida, é uma poderosa ferramenta para avaliação pessoal que ajuda a revisar todos os aspectos da vida. Candice recomenda utilizá-la pelo fato de permitir ao empreendedor obter uma visão honesta sobre as diferentes áreas da vida, pessoal e profissional. “Uso a palavra honesta pois a Roda da Vida te forçará a aceitar e encarar de frente as áreas da sua vida que você precisará deixar como segundo ou terceiro plano”, orienta.
Decidir antecipadamente, por exemplo, que amigos ou o trabalho atual precisarão ser preteridos por um determinado intervalo de tempo pode ser sofrido no início. No entanto, explica Candice, é isso o que dará tranquilidade e espaço mental para focar no que definir como prioridade para si, durante este mesmo espaço de tempo. “O mais importante é não haver conflitos, pois é aí que a produtividade pode cair, e os objetivos serem perdidos. Nem sempre o que mais toma nosso tempo é o que deveria ou poderia. Essa ferramenta o ajuda a avaliar exatamente isso”, diz.
3) Fuckup Nights
No mundo dos negócios, as decepções estão tão presentes, que até foi criado, em 2012, no México, um movimento global chamado Fuckup Nights, no qual pessoas ao redor do mundo compartilham publicamente suas histórias de fracasso. “É um TED ao avesso. No Fuckup Nights, seu maior erro é sua única glória. Milhares de pessoas participam desses eventos em mais de 150 países contando seus maiores fracassos”, conta.
Para a fundadora da Kickante, o Fuckup Nights permite ao empreendedor entender que errar é algo a ser esperado e até mesmo celebrado. “Começar a considerar o erro como um estado mental e não condição pessoal de fracassado é um grande avanço. Isso permite à pessoa desapego ao seu erro e a rápida recuperação da situação, permitindo assim que ela aproveite”, explica.
4) Público alvo e personas
Candice esclarece que a ideia de público-alvo, bastante difundida, traz uma definição bem aberta. Para detectar quem ele é, busca-se informação demográfica (idade, sexo, escolaridade, estado civil). Mas é bom lembrar que ele não se refere a uma pessoa específica, mas a um grupo de pessoas que possam querer determinado produto ou se engajar na ideia a partir de um delimitador mais amplo.
Já a persona, prossegue a empreendedora, é o desenho de uma pessoa específica que represente o cliente. “Descobrir a persona é como criar um avatar. Você vai visualizar a pessoa, com detalhes sobre hábitos e trabalho, consumo, hobbies e preferências de canais de informação. Ela será seu personagem específico, cujas características traduzem quem você imagina atingir ao elaborar seu projeto”, afirma.
Mas o que vem primeiro? Candice responde a essa pergunta explicando que, depois de analisar o mercado e identificar o público-alvo, o empreendedor precisará ser mais específico ainda e definir a persona — ou seja, a pessoa com sentimentos e desejos que quer atingir. “E esse método vale para tudo o que deseje lançar — uma conta de influenciador no Instagram, um livro, um novo produto, um novo álbum, um evento, uma ONG”, finaliza.
Administradores

Como inovar a cultura organizacional de uma empresa?

Não importa se você é empreendedor, gestor ou colaborador de uma organização: se sente que a cultura organizacional da sua empresa estacionou no tempo, leia este artigo. Muito se fala em inovação e novidades, geralmente associadas à tecnologia, para mudar o engajamento e a comunicação entre equipes. Mas como aplicar isso em organizações formadas por gerações diferentes, mantendo a individualidade de cada um e adotando características de startups, por exemplo? Como evitar que a aplicação de certos modismos alterem o perfil de um negócio e afetem negativamente seus ganhos?
Cada empresa deve saber qual modelo adotar para transformar a rotina dos seus colaboradores e potencializar a receita do negócio.
Todas as ações feitas para melhorar o convívio entre os membros de um time são válidas, desde que isso faça sentido para o perfil da organização em si. Por meio de pequenas atitudes e com o uso de recursos tecnológicos intuitivos é possível revolucionar até mesmo o mais conservador dos setores em uma economia, sem deixar de manter no horizonte os valores e a missão da empresa.
Com o volume de novidades e tendências que surgem todos os dias, é natural que elas sejam incorporadas gradualmente pelas empresas que acreditem ser válido adotar para mudar sua dinâmica organizacional em razão da modernidade e dos possíveis benefícios relacionados. Porém, antes de adotar qualquer tecnologia de ponta, é necessário refletir se isso está de acordo com a realidade do seu negócio. Se os recursos financeiros são limitados, assim como a quantidade de pessoal que irá lidar com as soluções digitais, de nada adiantará mudar. Mas se sozinho não é possível entender o cenário, um caminho é buscar uma consultoria especializada para avaliar o empreendimento, seu modelo de negócio, cultura organizacional e, a partir daí, criar um planejamento estratégico para escolher a tecnologia que irá melhorar as práticas dos seus colaboradores e impulsionar seus negócios.
Há uma série de metodologias interessantes para fazer isso, como um coaching de inovação com base em Design Thinking. Com ele é operacionalizada uma jornada de inovação para otimizar os processos internos em uma empresa e aumentar a produtividade dos funcionários, assim como a satisfação em sua rotina profissional diária. Aquela ideia de fazê-los “vestirem a camisa” do seu negócio, sabe?
Depois de analisar e entender profundamente toda a estrutura de um negócio, parte-se para a escolha e uso de técnicas e recursos que irão ajudar seu time a chegar no topo. Existem uma série de soluções, especialmente aquelas com base na nuvem, que podem aumentar o rendimento dos colaboradores, facilitar a comunicação interna, melhorar a produtividade – que também pode ser feita de forma conectada e colaborativa, em rede – e, consequentemente, mudar positivamente os resultados, seja em curto, médio ou longo prazo.
Ao invés de manter processos que demandam, por exemplo, excesso no uso de papel, gastos desnecessários de telefone e a realização de reuniões feitas pessoalmente e em curtos espaços de tempo, a principal meta na contemporaneidade é desburocratizar tarefas e facilitar a vida das pessoas – não só dos seus clientes. A mudança deve partir de dentro.
Isso nos faz voltar ao início da conversa: o desafio de mobilizar pessoas que possuem resistência a modismos e transformações bruscas. Por isso a necessidade de fazer tudo de forma pensada e, sobretudo, gradual, para que ninguém se sinta pressionado a mudar drasticamente sua rotina e ser impactado negativamente na realização de tarefas. A inovação organizacional requer uma mudança progressiva de pensamento associada a uma rede de apoio, onde todos caminhem em direção a um objetivo único e vital para a manutenção e sobrevivência de um negócio: o comprometimento do grupo para alcançar o sucesso.
CONTADORES

Comunicação e liderança: por que elas devem caminhar juntas?

Um bom líder utiliza a comunicação a seu favor. Mas, afinal, como aplicar essa habilidade na prática? Comunicar é partilhar, tornar comum. Portanto, pressupõe a interação e, principalmente, o saber ouvir. Quando o assunto é liderança, ela é o instrumento básico capaz de promover e multiplicar mudanças positivas, além de ser fundamental para gerar laços de confiança com equipe, pares, gestores e clientes.
Como gestor, comunicar aos liderados “o que fazer” e “como fazer” é um dos princípios básicos a serem trabalhados. É importante também deixar claro o “por que fazer”, ou seja, o propósito das coisas. Isso vai gerar atitude, motivação e engajamento, além de trazer resultados transformadores e vantagens competitivas.
A comunicação deve ser vista pelas empresas como uma competência, que pode e deve ser desenvolvida. Entretanto, muitas vezes é apontada como a grande dificuldade das companhias para atingirem seus objetivos. Já que, infelizmente, nem todos os gestores compreendem a necessidade de aprimorar essa habilidade. Como podemos mudar esse cenário?
Primeiramente, é preciso enxergar esse processo como uma grande oportunidade. Os líderes precisam trabalhar com consciência, a fim de reverter o paradigma “problema de comunicação” em “oportunidade pela excelência da comunicação”. Afinal, comunicar bem é essencial para que o gestor consiga contribuir com o desenvolvimento do negócio, já que a comunicação permeia praticamente todos os processos de uma gestão. Quando um novo funcionário entra na empresa, por exemplo, somente com uma comunicação bem estruturada é possível inseri-lo na sua nova equipe, promover a integração, apresentar os valores e objetivos da companhia e a importância do trabalho dele para o alcance das metas.
Mas o que é preciso para aprimorar esse processo e usá-lo a nosso favor? Praticar. Tomar consciência dos nossos padrões de comunicação, dos sinais e reações dos liderados, pedindo sempre o feedback deles. O foco não pode ser pessoal, mas sim na relação com o outro. Muitas vezes, achamos que nos comunicamos bem, mas frequentemente as pessoas são influenciadas pela forma como se sentem em relação a si e não pelo que falam. É importante ainda adaptar a comunicação ao tipo de interlocutor, tendo consciência sempre que, entre o estímulo e a reação, deve estar o empenho em fazer o que é certo.
Investir na melhoria do processo de comunicação é investir em relacionamento, engajamento e assertividade das ações de liderança.
A responsabilidade por esse aperfeiçoamento é tanto dos líderes como também das empresas, que podem criar trilhas de desenvolvimento para essa competência.
Administradores

Por que empreender é tão difícil?

Qualquer empresário te dirá que abrir e manter seu próprio negócio é fácil. Mas, por que empreender é tão difícil? Em uma pesquisa realizada em 2016 com quase 1000 empreendedores brasileiros, foram levantados os principais desafios que eles encontraram em sua trajetória. Independentemente do perfil do empreendedor, as mesmas categorias de desafios acabaram ficando nas primeiras posições. Então vamos aos cinco maiores desafios identificados:
1. Mão de Obra: Sem ela o seu negócio não anda, mas mão de obra qualificada sai caro. Encarar o dilema entre pagar mais caro por um profissional qualificado ou investir na qualificação de um profissional foi o maior desafio enfrentado pela grande maioria dos novos empreendedores. Nossa dica: é preciso encontrar um equilíbrio entre motivar seus funcionários e investir neles. Profissional motivado e qualificado trabalha melhor e eleva a qualidade de seus produtos ou serviços.
2. Gestão financeira: Muito novos negócios fecham nos primeiros anos de existência porque contraíram muitas dívidas, e o problema é a má gestão financeira. Não calcularam antecipadamente todos os custos do negócio, não planejaram bem as receitas e, o principal, não tinham conhecimento sobre gestão financeira. Nossa dica: fuja dos empréstimos bancários, avalie muito bem os seus custos e faça um bom planejamento (bem conservador) da receita futura. Se tem dificuldades, procure um profissional ou sócio com experiência.
3. Burocracia (Jurídico e regulação): Não é segredo para ninguém: a legislação brasileira não facilita para quem quer abrir seu negócio, os impostos levam quase todo seu lucro. Tanto que o maior obstáculo apontado pelos empreendedores está nos impostos. Nossa dica: procure um contador, explique muito bem o seu negócio, seus produtos ou serviços, e encontrem a melhor solução. E lembre-se, sempre coloque na sua conta final o pagamento dos impostos.
4. Inovação: As empresas identificaram que a velocidade com que a inovação muda o conceito dos consumidores, não só na área de produtos e serviços, mas também na forma como serão solucionados os problemas encontrados no cotidiano de cada negócio, é um desafio para as novas empresas. Nossa dica: Esteja sempre preparado para as novas mudanças do mercado, atualize-se sempre e aceite modificar o seu negócio. Sem mercado, nenhuma empresa sobrevive.
5. Marketing: A falta de estratégias de marketing é outro desafio para a grande maioria das empresas, muitas delas por falta de experiência, capacitação ou profissionais da área. Nossa dica: o Marketing concentra a inteligência competitiva e estratégica da empresa, analisando todo o mercado. Busque um profissional competente ou uma empresa de consultoria e estabeleça claramente quais as estratégias para atender a necessidades e desejos dos seus clientes.
Muitas vezes é complicado para o jovem empresário entender todos esses conceitos e a importância deles dentro do seu negócio quando se está ingressando no mercado. Antes de encarar qualquer novo desafio busque capacitar-se. Por meio do conhecimento é possível elevar a sua ideia para um outro nível, tornando o seu negócio muito mais competitivo. Aprenda com quem já sabe, a experiência dos outros pode ser extremamente valiosa.
Administradores

Otimismo: o pensamento positivo como mola propulsora das vendas

Isaac Newton, um dos maiores cientistas do século XIX, já dizia: “para toda ação, existe uma reação”. Hoje, devido aos avanços mercadológicos, a sentença sofreu um interdito do destino e, assim como um fruto que decai de uma árvore rupestre, não existe volta. Diferentemente do que aludia o pai da física moderna, toda ação também exige uma promoção.
Mas, como assim? De acordo com estudos desenvolvidos pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, 70% do faturamento de uma empresa está atrelado ao “empurrãozinho” exercido pela força de marketing e vendas. Isto é: para sobreviverem à gravidade dos negócios, que sempre puxa para baixo, as organizações precisam se fazer notar.
Já não basta mais permanecerem fixadas às ideias narcisistas compostas por “meu produto é tão bom, que não preciso fazer esforço algum para colocá-lo em circulação”, “para que investir em campanhas, se o boca-a-boca já traz o retorno que preciso?” ou “cortar a verba da publicidade fará com que consigamos atingir a máxima rentabilidade”.
A mecânica da empresa como centro do universo não passa de uma ilusão, afirma o psicólogo Daniel Goleman, autor do best-seller “Inteligência Emocional: A Teoria Revolucionária do Que É Ser Inteligente”. Para o especialista, impulsionar, alavancar e colocar em movimento são as palavras-chave capazes de calcular a rota exata para o sucesso corporativo.
E como se faz isso? Na visão de Goleman, nenhuma promoção é capaz de atingir o ponto máximo sem uma ferramenta primordial: o bom-humor. É ele que dará energia suficiente para que um vendedor possa encontrar argumentos para fechar uma negociação ou até mesmo para que um marqueteiro tenha criatividade para encontrar novos mercados-alvo.
As emoções positivas, afirma o especialista, são como proteções celulares. Quando pensam positivo, mesmo diante das catástrofes, os indivíduos conseguem interromper fluxos patológicos formados por ociosidade, introspecção, medo, insegurança e ansiedade, criando barreiras neurológicas naturais fortes o suficiente para administrar qualquer “queda”.
Uma vez bloqueado o caminho final rumo à frustração, só restará uma alternativa: procurar novas saídas para dar vazão a estes sentimentos. É aí que surgirão as melhores ideias para desenvolver aquele projeto tão difícil, capaz e deixar o cliente feliz, satisfeito e com vontade de permanecer na carteira da empresa por décadas a fio.
Na prática, portanto, promover-se não significa apenas estampar uma marca de forma desordenada, finaliza Daniel Goleman. Mesmo com investimentos reduzidos para chamar a atenção do cliente e galgar um lugar de destaque em sua vida mental e afetiva, algumas medidas simples podem ser tomadas.
A primeira delas consiste em “não deixar a peteca cair”. Em vez de fazer cara feia para as objeções do cliente, experimente sorrir, de forma espontânea. Quando sorriem para as situações difíceis, as pessoas tendem a amenizar as chances de insucesso, gerando 30% mais opotunidades de promover os seus discursos de forma eficiente e assertiva.
Rebater as argumentações do cliente? Nunca mais. Em vez disso, experimente ouvir, com carinho, as suas dores, interpretando todas as palavras. Quando sabem ouvir de forma afável seus pontos de vista, os vendedores se tornam capazes de assumir um papel de destaque na mente do ouvinte, o que eleva em 57% as chances de converter uma transação.
Empurrar os produtos e serviços de qualquer forma? Isto não funciona. Para obter sucesso na promoção de vendas, as organizações precisam envolver o usuário, fazendo com que a venda se torne consultiva. Ou seja, em vez de tentar convencer o cliente, dê argumentos capazes de fazer com que ele caminhe sutilmente através da jornada de compra.
Por fim, por que não gravitar pelo universo da parceria? Cliente e empresa, quando decidem operar pela ótica do respeito, da transparência e da reciprocidade, conseguem fazer da promoção uma ferramenta humanística e etnocêntrica. Afinal, mesmo não sendo um verdadeiro Isaac Newton, não quer dizer que não tenhamos a capacidade de reinventar leis ultrapassadas e obsoletas.
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Muitos brasileiros querem empreender

Na segunda quinzena de outubro, a Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) divulgou uma pesquisa que confirmou uma realidade já esperada. O número de novos empresas no Brasil cresceu 5,1% no terceiro semestre de 2017. No ano, o avanço alcança 8,2%.
O levantamento, que considera dados da Receita Federal, mostra que o interesse pelo empreendedorismo vem numa crescente, muito em razão do ainda alto índice de desemprego no país. Vale lembrar que, até agosto, 13,1 milhões de brasileiros estavam fora do mercado, conforme o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Embora o empreendedorismo esteja em alta no Brasil, por outro lado, a mortalidade de empresas ainda é expressiva. O próprio IBGE, em sua pesquisa Demografia das Empresas, identificou que mais de 20% dos novos negócios não chegam a completar um ano de vida.
E isso acontece por razões variadas. De acordo com um dos mais recentes estudos do Sebrae sobre o assunto, 19% das empresas que fecham nos primeiros cinco anos de vida têm na falta de lucro o motivo principal para encerrar suas atividades.
Para quem busca descobrir como começar seu próprio negócio, todos esses números são importantes para reflexão. Vale mesmo empreender no Brasil? Só por oportunidade ou também por necessidade? E depois de abrir, tem como sobreviver e crescer? Ou será mais um a entrar para as estatísticas?
As ideias para começar um novo negócio surgem o tempo todo. Mas não se engane achando que é possível se manter lucrativo pulando etapas necessárias à formação de uma empresa. Afinal, trocar o pneu de um veículo em movimento exige um esforço muito maior do que preparar a máquina corretamente antes da corrida.
Se você está em vias de começar um novo negócio, ou projeta ser seu próprio patrão daqui para a frente, não deixe de ler o artigo até o final. Você encontrará dicas úteis que poderão ajudar a se manter competitivo.
Conta Azul

Gratidão no trabalho: como transformá-la em ferramenta poderosa para a produtividade

As prioridades são muitas: um número cada vez maior de compromissos surge na agenda e sempre tem aquela tarefa que insistimos em levar do trabalho para casa.
Mas, mesmo com o ritmo corriqueiro que o cotidiano nos impõe, você já tirou alguns minutos do seu dia para refletir sobre os fatores que te fazem ser grato no trabalho? Indo um pouco além, você já se perguntou como o agradecimento diário pode ter uma relação direta com sua produtividade profissional?
Frequentemente, com a ascensão das diversas redes sociais, nos comparamos e temos a – falsa – sensação de não estar vivendo tão plenamente.
Uma dica? A gratidão aumenta a saúde e a felicidade no trabalho. E digo isso com embasamento científico: pesquisas no campo da psicologia positiva oferecem fortes provas de que o sentimento e a expressão da gratidão influenciam positivamente nossas emoções e saúde, e podem inspirar estes resultados em outras pessoas.
Um estudo da Stanford Business mostrou que gerentes que expressaram gratidão aos seus funcionários geraram uma produtividade 50% maior às suas equipes.
Descobertas como essa podem motivar funcionários de uma empresa a afastar emoções negativas como a insegurança e o medo de serem criticados por um chefe ou por seu colega.
Tudo indica que realmente somos mais produtivos quando recebemos gratidão. Além disso, um colega de trabalho tem maior probabilidade de se sentir aberto positivamente e comunicar as preocupações e angústias.
Por isso, ressalto abaixo pontos importantes que mostram o poder e benefícios gerados pela gratidão e, ao final, dicas de como praticá-las ao menos em alguns dias de sua semana:
Definindo “gratidão”
Apesar de não haver uma definição psicológica única, os pesquisadores Robert Emmons e Cheryl Crumpler descrevem a gratidão como “uma resposta emocional para um presente. É aquilo que se sente após ter sido o beneficiário de um ato altruísta.”
Fontes de bondade
Ela nos conecta com outras pessoas, vidas e – dependendo das crenças nas quais a pessoa acredita -, um poder maior. Conseguimos senti-la quando a pessoa na nossa frente na fila paga pelo café de maneira espontânea, ou quando um amigo faz uma visita inesperada durante um momento difícil.
No ambiente de trabalho, alguém já pode ter vivenciado esta sensação depois de uma conquista e ao sermos reconhecidos pelo esforço de um projeto bem executado.
Em outras palavras, a gratidão é um processo de metabolizar o que já temos – saindo um pouco da bolha e caos diário em que vivemos.
Impacto da gratidão
Em um estudo, participantes foram colocados aleatoriamente em três grupos: um que escrevia sobre as preocupações da vida, outro sobre fatores que eles eram gratos e o terceiro sobre eventos neutros da vida. Eles escreviam semanalmente.
No segundo estudo, os participantes foram colocados nos mesmos grupos, mas foi pedido que escrevessem diariamente. No terceiro estudo, um grupo de participantes com doença neuromuscular era colocado aleatoriamente para que escrevessem sobre gratidão ou qualquer outra coisa.
Após 10 semanas, participantes que escreviam sobre o que eram gratos semanalmente relatavam estar 25% mais felizes do que aqueles que escreviam sobre as preocupações. Os participantes com doenças neuromusculares que escreveram sobre gratidão relataram ter uma visão mais otimista de suas vidas e, inclusive, um sono mais reparador. E já sabemos que mais felicidade e mais sono, consequentemente, ser mais focados e produtivos.
Pratique (e anote) a sua gratidão
– Comemore suas conquistas e celebre marcos importantes (por exemplo, uma promoção no trabalho). Mas não se esqueça dos pequenos gestos de bondade das pessoas que fazem o seu café ou esvaziam o seu lixo toda manhã. Elas estão em todo lugar – mas parece que nunca as percebemos;
– Treine sua mente para perceber coisas pelas quais é grato ao longo do dia. Separe alguns minutos ao final do dia e utilize esse tempo como um momento de recarga;
– Tire uma foto para você se lembrar pelo que é grato, anote no seu computador ou dispositivo móvel, e ao final de uma semana, reveja o que você escreveu;
– Encontre maneiras de discutir com o que você está grato com seus colegas. Pode parecer óbvio, mas comemorar com seus companheiros de equipe ao mesmo tempo os ergue e os inspira a continuar a fazer melhor. Você pode agradecer às pessoas publicamente em reuniões, enviar um e-mail, ou simplesmente mencionar em uma conversa o quão grato você está;
Lições aprendidas
Expressar gratidão cria um ciclo positivo independentemente do cargo. Gerentes, líderes, estagiários: mostrar gratidão faz bem a nós mesmos e para as pessoas que a aceita também.
A gratidão, reafirma que se juntarmos todas as coisas, a vida é boa e tem elementos que a fazem valer a pena ser vivida. A gratidão é reconhecer que a(s) fonte(s) desta bondade estão parcialmente fora de si e são direcionadas ao outros.
Esta é uma maneira significativa em que este sentimento difere de outras disposições emocionais.
Não foque apenas no que precisa ser atingido, se habitue a reconhecer o que já tem.
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